Quarta-feira, 4 de Setembro de 2019
MU UKULU – XXIII
MU UKULU... Luanda do Antigamente 03.09.2019
FEROMONAS DA VIDA - Saber do passado para melhor se entenderem coisas do futuro...
Por

soba0.jpeg  T´ChingangeNo Alentejo do M´Puto

luis0.jpg Luís Martins Soares – Falecido no Brasil em Julho de 2019 - (São Paulo)

Mu Ukulu59.jpg Continuando nas recordações em forma de ongweva, surgem com um MU de Mutamba, um MU de antigamente ou um MU de árvore a saga “Pombalina” levada até Angola, colónia na governação de D. José I tendo como Primeiro-ministro José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal. O Capitão Geral de Angola Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho a mando do Marquês de Pombal e, na qualidade de governador introduz reformas da maior importância naquele território ultramarino esquecido.

Convém recordar aqui que o título de Marquês de Pombal foi instituído por Decreto do Rei D. José I de Portugal a 16 de Setembro de 1769 a favor de Sebastião José de Carvalho e Melo, 1.º conde de Oeiras, diplomata e primeiro-ministro de Portugal. É este grande estadista, comentado por muitos como tal mas, e também, contestado por muitos, que nomeia Inocêncio de Sousa Coutinho como Capitão Geral da Colónia de Angola.
 
E, é com esse seu mandante que começa uma nova política para a Colónia. Por motivos outros adversos, este embalo de visão nova, não teve a continuidade desejável mas e, entretanto este fez melhorias aos acessos às feiras existentes criando as novas feiras do Galo, Bimbe, Calandula (onde se situam as quedas do Duque de Bragança ) e Encoje.

Mu Ukulu58.jpg Foi já dito que Luanda vivia exclusivamente dos produtos que vinham rio abaixo. A cidade possuía poucos poços rasos (denominados cacimbas ou maiangas) de fracos rendimentos e água um tanto de sabor salobra. No bairro da Maianga existia um poço a que se lhe deu o nome de Poço do Rei, poço que ainda está de pé, mas vetado ao abandono entre um desadequado caserio de casas sem os requisitos modernos de habitação.

Pelo que se sabe é um recanto de abandono depósito de dejectos e demais porcaria avulso - um total desrespeito ao património que se pretende preservar. Uma nítida desatenção das gentes do mando e, que só se pode entender como um absurdo sem as políticas correctas de reordenamento e enquadramento ou requalificação urbano da Luua. Aqui e ali gente da diáspora, mostra as modernidades da banga, sem a requerida sensibilidade para o vasto e rico património legado a custo zero pelos Tugas.
 
Por maus enquadramentos e desaforadas medidas, Luanda já não tem solução; é um amontoado de prédios que para além da orla marítima são em verdade um desconjunto de boa prática urbana. Esta insensatez só é visível quando chove, quando faz vento ou quando a merda dos musseques, vem lamber os citadinos e gente que sempre se esconde num “talvez, haja esperança”. Em resumo, naqueles idos tempos e após o aterro da lagoa do Kinaxixi, a cidade era árida, recebia muita água de fora, dos rios Bengo e Cuanza. As chuvas em Luanda eram e continuam a ser escassas e mal distribuídas.

Mu Ukulu53.jpg O Capitão Geral de Angola Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho cria as fábricas de cordoaria, estabelece o presídio de Novo Redondo (Sumbe), capital da província do Kwanza Sul, a mesma que se tornou conhecida ao Mundo por ter sido a cidade aonde o eclipse do Sol, durou mais tempo - foi em Junho de 2001. Foi criada a manufactura de carnes secas, couros e sabões com fábrica situada junto ao antigo Baleizão e prédio Tarik.

Finalmente, o empreendimento estrelado que marcou sua governação: a criação da fundição de Nova Oeiras, na confluência do rio Luinha com o rio Lucala (a 5 km a leste de Cassoalála). De aqui, chegou a ser extraído ferro, e exportado para a Metrópole, com grande sucesso; algo admirável para esta época – O primeiro empenho na construção maciça de ferro em toda a África. Chegaram a trabalhar nas minas 400 africanos “livres e sem constrangimento” segundo o dizer de Sousa Coutinho.

Mu Ukulu50.jpg Um dos muitos méritos de Sousa Coutinho foi o de ter acreditado na potencialidade dos africanos, tendo escrito: «… Sempre os negros trabalharão o ferro das minas de Nova Oeiras e dos muitos outros lugares do mesmo reino em que as há, e jamais comprarão algum ferro da Europa para as suas obras e serviços; e têm tal propensão estes povos para aquele trabalho que sobre os muitos fundidores ferreiros que conservam nas suas libatas ou povoações têm uma grande veneração pelo seu primeiro rei porque foi ferreiro, e finalmente toda aquela vastíssima região se serve do seu ferro, que jamais comprou algum aos nossos europeus…». Quem faz por esquecer isto, terá de ser apodado de hipocrisia!

Para esta fundição, um embrião de uma futura siderurgia, se continuada, foram para Angola quatro mestres de fundição, vindos do Brasil mas oriundos da Biscaia. Tiveram fins prematuros: um ano depois da chegada tinham falecido todos. Chegaram em 3 de Novembro de 1768, a 6 de Dezembro morre José de Retolaça, devido a exageros alimentares segundo o laudo mortuário, a 8 morre Francisco Zuloaga e a 29 Francisco de Chinique o chefe dos mestres. O último, José Echevarria veio a morrer um ano depois.

Mu Ukulu52.jpg A REAL FÁBRICA DO FERRO DE NOVA OEIRAS foi o maior empreendimento industrial do seu tempo na África. Deve-se ao governador e capitão general de Angola D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho (de 1764 a 1772 no cargo) a obra, uma antecipação ambiciosa para a sua época e, quando os meios técnicos eram ainda incipientes. Procurou com a exploração do ferro, reestruturar a economia de Angola de modo a poder dispensar o tráfico de escravos.

Foram nesse então, criados meios de trabalho e rendimento locais que supriam o recurso forçado a tal exportação. Os que se lhe seguiram, quiseram as mordomias que curiosamente os mwangolés actuais praticam (estamos em 2019). Para que conste, Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras foi um diplomata e estadista português de vulto. Foi secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I, sendo ainda hoje considerado uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Angola teve o seu quinhão embora os vindouros Lusos e mwangolés os tivessem esquecido; talvez por ignorância!
(Continua…)

Mu Ukulu57.jpg

Recordando o Século Kota Mwata Luís Martins Soares

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:21
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016
MALAMBAS . CXXXIV

TEMPO DE CINZAS . Muitos houve, que não saíram do lugar onde nasceram e, a morte foi lá buscá-los.  “No cemitério dos brancos”

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba15.jpgT´Chingange

selos1.jpg O que me fez lembrar no que andamos aqui a fazer foi ver a abelha ao redor da flor da abóbora chila ou talvez menina, buscando mel; levar à sua rainha, engravida-la de mais vida em conjunto com outras, muitas obreiras. Uma disciplinada forma de se sucederem mesmo, mesmo desconhecendo as saudades, porque se calhar não sentem isso que os humanos sentem, num repente e repentinamente.

selos2.jpg No meio deste lirismo quintaleiro, faço um intervalo aos idos tempos porque o meu passado foi um sítio demasiado perigoso. Por vezes, será bom tornar o tempo distante e mitológico lá aonde a memória se pendurou com gestos, com sabores e cores da buganvília, e também as acácias rubras da minha rua da Maianga da Luua; coisa antiga de um dia mais tarde, sem manhã, nem passado recente.

selos3.jpg Voltei à Luua depois do tundamunjila, uma guerra muito cheia de guerrilhas e, lá estava a minha rua com remendos de chapas de zinco e aduelas de barril de tinto do M´Puto e, tábuas roídas do salalé segurando aquelas com mais tambores achatados na marreta, fazendo parede e muro como fachada frontal. Por de lado havia uma abertura ocupada por uma janela antiga, colonialista, pintada com as cores arranhadas de tiros; tiros de G-três do exército também colonialista.

selos01.jpg Voltei à lua em doismiledois e, lá estavam na minha rua as mesmas acácias, verdes folhas e as flores bonitas dando alegria ao zunir de asas das cigarras encaloradas, tudo como naquele outro tempo que num repentemente perigou! A mulola feita rio seco continuava sem água e muito caco de vidro, muita lata enferrujada, lixo bué mesmo! Fui à Luua sem convite mas, com uma carta de chamada de um amigo do Sumbe, um lugar de outros antigos perigos aonde os brancos morriam com paludismo e outras malazengas.

selos9.jpg Esse lugar perigoso chamava-se de Novo Redondo mais conhecido por “cemitério dos brancos”. Tempos de kaparandanda, nome de um antigo revoltoso filho dum soba que se tornou foragido; aquele tempo ainda estava longínquo dos turras e, os bois faziam de cavalos quando não havia tipóia ou, porque os espinhos eram muitos.

selos8.jpg Andei por ali sem dizer bem nem mal, porque podia ficar pintado de morte e para isso já chegavam as muitas caveiras ao redor das estradas contornando as cubatas dos acantonados da terceira ou quarta guerra de libertação. Demasiadas guerras! A caminho de Benguela via estrada feita picada e antes da Kanjala visitei o cantinho do inferno, lugar alagadiço muito indesejado pelos camioneiros, candongueiros e taxistas da antiga chapa de caixa aberta, magiros, bedford ou chevrollet.

selos7.jpg Aqueles dias de ficção depois destas guerras de medos de doismiledois, sentia que ainda havia muitas fronteiras medrosas, muito capim traiçoeiro, cortante! Vi que junto às velhas Urais russas feias de meter medo aos kandengues, já havia potentes carros “ four by four”, vidros esfumados pertencente a nova gente, que comiam palavras, agressivamente agigantadas.

selos6.jpg As pessoas com tecto de capim pensavam naquele então, que agora sim! Agora vamos melhorar de vida e cadavez mais na mesma já andam cansados de desacreditar. Tudo foi ficando no tardio, atrás de muitas noites. Angola ai-iú-é patrão, num anda mesmo! Isto eu, só podia ouvir e calar! Mas, eu não sou patrão meu! É sim senhor! Todo o branco só é mesmo patrão! ... Assim andei feito patrão de nada nem ninguém; estava no particípio passado do verbo…

selos5.jpg Eu ia fazer mais o quê? É uma terra de pretos aonde não se pode falar preto porque logologo vão falar só átoa: porque é racista, é colonialista, é reaccionário e mais ainda de fascista com edecéteras de mwangolés prepotentes. Isto vai melhorar camarada, dizia eu desconvicto. Falava assim mesmo no catravêz da estória porque o futuro vai-te rir (falas minhas de quase major )… e, ele e eu riamos átoa só por rir mesmo! Num repente, fui promovido a brigadeiro… porque falava assim como um superior oficial…

selos4.jpg Nos meus sentimentos, faço os ajustes de contas com a singularidade de como o vento torna o capim em palha. Não há maior religião do que a verdade! Há dias e dias! Há dias de um irritado pessimismo e outros de tão naturalmente optimistas que como um carneiro jogamos orgulhos contra obstáculos de repetidas coisas. Tomando meu xá caxinde, relembro o restolho das ideias que sempre me lembram: O passado é um sítio muito perigoso.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:30
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014
MUJIMBO . LXVII

ANGOLA . BENGUELA - A GERAÇĀO DA UTOPIA  … II

Por

  Isomar Pedro Gomes

Gamei este texto a ISOMAR por gentileza, nada mais!...

 É preciso não confundir instrução com educação. A educação abrange a instrução, mas pode haver instrução desacompanhada de educação.   A instrução relaciona-se com o intelecto: a educação com o carácter. Instruir é ilustrar a mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos. Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como especialmente na formação e consolidação do carácter. O intelectualismo não supre o cultivo dos sentimentos. "Não basta  ter coração, é preciso ter bom coração". Razão e coração devem marchar unidos na obra do aperfeiçoamento do espírito, pois em tal importa o senso da vida.   Descurar a aprendizagem da virtude, deixando-se levar pelos deslumbramentos da inteligência, é erro de funestas consequências. Em Angola estamos colhendo sobremaneira os frutos destas consequências.

 Convém acentuar aqui que a consciência religiosa corresponde, neste particular, ao factor principal na formação dos caracteres. Já de propósito usamos a expressão - consciência religiosa - ao invés de religião, para que se não confundam ideias distintas entre si. Religiões há muitas, mas a consciência religiosa é uma só: Por essa designação entendemos o império interior da moral pura, universal e imutável conforme foi ensinada e exemplificada por Jesus Cristo. A consciência religiosa importa em um modo de ser, e não em um modo de crer.

 É possível que nos objectem: mas, a moral cristã é tão velha, e nada tem produzido de eficiente na reforma dos costumes. Retrucaremos: não pode ser velho, aquilo que não foi usado. A moral cristã é, em sua pureza e em sua essência, AINDA desconhecida da Humanidade. Sua actuação ainda não se fez sentir ostensivamente. O que se tem espalhado como sendo o Cristianismo é a sua contratação. Da sanção dessa moral é que esta dependendo a felicidade humana sob todos os aspectos. O intelectualismo, repetimos, não resolve os grandes problemas sociais que estão convulsionando o mundo. O fracasso da Liga das Nações (ONU) em estabelecer PAZ e segurança mundial, é um exemplo frisante; e, como esse, muitos outros estão patentes para os que têm olhos de ver.

 Demasiada importância se liga às várias modalidades do saber, descurando-se o principal; EDUCAR, que é a ciência do bem.  Os pais geralmente se preocupam com a carreira que os filhos deverão seguir, deixando-se impressionar pelo brilho e pelo resultado utilitário que de tais carreiras possam advir. No entanto, deixam de atentar para a questão fundamental da vida, que se resolve em criar e consolidar o carácter. Antes de tudo, e acima de tudo, os pais devem cuidar da educação moral dos filhos, relegando às inclinações e vocações de cada um a escolha da profissão, como acessório. A crise que assoberba o mundo é a crise de carácter, responsável por todas as outras. O momento reclama a acção de homens honestos, escrupulosos, possuídos do espírito de justiça e compenetrados das suas responsabilidades. "o poder intelectual só e a formação científica, sem integridade de carácter, podem ser mais prejudiciais que a ignorância. A Inteligência superiormente instruída, aliada ao desprezo as virtudes fundamentais, constitui uma ameaça".

As escolhas do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:57
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
MUJIMBO . LXVI

ANGOLA . BENGUELA - A GERAÇĀO DA UTOPIA  … I

Por

  Isomar Pedro Gomes

Gamei este texto por gentileza a ISOMAR, nada mais!...

"Traz cá para fora do homem toda a sua santidade, mete para dentro do escravo toda a parafernália da guerra" – Provérbio Popular

 Durante a minha estadia na ‘banda’, visitei muitas vezes o recinto onde funciona uma das mais prestigiadas instituições de ensino de Angola, o INSTITUTO MĖDIO INDUSTRIAL DE BENGUELA, onde o meu amigão Artur Mapuna, ė o digno director da instituição…

 Numa das minhas quase diárias visitas, ouvi um adolescente gritar para outro em pleno ensolarado dia (no pátio bem concorrido); “Fulano vai para o C…” - Trovejando uma pavorosa obscenidade a vivo & a cores, o que me fez estancar estarrecido e horrorizado (por um instante pensei que me encontrava na praça da caponte), olhei na direcção de onde trovejou a escabrosidade e posteriormente ‘passei o olhar para o concorrido pátio, “tudo continuou na mesma como que se não tivesse acontecido nadinha”… o indecente comportamento era intrínseco a cada um dos presentes, docentes e discentes… “Meu Deus!.. O que fazem estes bárbaros no ensino médio? ”- Murmurei assombrado.

 Tal comportamento ė quase intrínseco, da ‘população’ estudantil de Angola, quase que se chega a conclusão que; “quando mais instruído, mais ordinário e velhaco!” A geração dos nossos dias difere da minha, há nos dias de hoje milhares de indivíduos a frequentarem a universidade, diferentemente dos meus tempos de adolescência e juventude, porem a sociedade nos “meus tempos” era mais SADIA, mais educada, solidária e confiável, naqueles tempos, “quanto mais instruído MAIS educado”… Hoje, ė literalmente o oposto, quase que não se distingue o ARRUACEIRO/RUSQUEIRO, delinquente do (por exemplo) universitário, nos dias de hoje desconfia-se mais do universitário do que do analfabeto ou individuo de pouca instrução. Hoje frequenta-se as instituições escolares, por uma questão de vaidade (dos pais e filhos), não para melhor servir a sociedade e a nação. Matei-me a rir a farta, quando vi um bom número de almas (quase penadas), que se dizem ter licenciado por cima de uma plataforma de um camião, a fazerem uma passeata pela cidade de Benguela, a exibirem uma “vaidade imbecil”. Creio estar mais do que na hora, de quem de direito iniciar para o bem da nação e do progresso, uma discussão nacional sobre o tema; “Ensinar, Instruir, Educar”.

 Alguém disse certa vez: “A sociedade PROGRIDE com a boa educação e entra em decadência com a instrução.” Concordo, há pessoas instruídas que não são educadas e há pessoas educadas que não são instruídas… Desconfio que a maioria dos cidadãos, incluindo os governantes, nesta época pós-revolucionária (escolha-se a revolução), não sabe distinguir entre "educação" e "instrução", julgando que são sinónimos. E contudo a sua diferença é essencial para compreender o fenómeno da decadência das sociedades. INSTRUÇĀO Vs EDUCAÇĀO.

As opções do Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:07
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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