Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2025
VIAGENS . 277

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO

A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS. III de XI  – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”

- Crónica 3719 – 19.12.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

fuga1.jpg A maioria dos 201 refugiados veio dos portos pesqueiros de Moçâmedes e Porto Alexandre, no Sul de Angola. Poucos tinham sido vítimas, pessoalmente, de brutalidade militar. Mas tinham ouvido histórias repugnantes de assassinatos, estupros e pilhagens noutras áreas do país. E decidiram fugir para o Sudoeste Africano antes que chegasse a sua vez.

Alguns escaparam poucos dias antes dos soldados chegarem a esses centros pesqueiros. O plano inicial dos refugiados era lógico. Decidiram enganar os soldados que bloqueavam as estradas e esperavam a sua passagem para os saquear, evitando as vias principais e dirigindo ao longo da costa.

No início, eram apenas uma fila de veículos em marcha em direcção ao rio Cunene, pelo que a primeira parte do êxodo não teve grande história. Só que, quando chegassem ao destino, na margem norte, não haveria qualquer ponte sobre o Cunene. Por isso mesmo, Jorge Coelho, mecânico, tinha sido o primeiro a chegar ao local da travessia - com um camião carregado de soldaduras e peças pré-fabricadas para construir uma jangada.

namibia39.jpg Soldou todas as peças ali mesmo, na margem norte, e ficou lá, durante quase um mês, enquanto grupos de refugiados iam chegando em carros e camiões. Um refugiado até rebocou um atrelado e um barco a motor para a travessia. A jangada conseguiu transportar 61 veículos em segurança para o outro lado do Cunene.

A seguir, afundou sob o peso combinado de um camião de 20 toneladas e um carro. Três outros veículos ficaram presos no lado errado do rio. Os 201 refugiados reuniram-se então na margem sul do rio, no Sudoeste Africano, e enviaram alguns batedores para fazerem o reconhecimento, mas que encontraram apenas o deserto e nada mais do que esperavam.

A provisão de combustível também era muito reduzida. Mesmo assim, com uma fé cega nas autoridades do Sudoeste Africano, decidiram esperar e rezar por ajuda. E quando Max Kessler caiu das nuvens naquela tarde de sábado, receberam-no como se ele tivesse acabado de descer do paraíso. Max Kessler não ficou para celebrar com vinho.

nauk01.jpg Havia 201 vidas a serem salvas e ele não queria ficar de “castigo” durante a noite e dormir ao relento num clima ameaçador. Disse aos angolanos para deslocarem o acampamento para longe do rio, para o caso de um ataque surpresa na margem norte, e descolou rapidamente.

Max Kessler assim, transmitindo pelo rádio o SOS, deu início à maior missão de resgate na Costa dos Esqueletos desde o naufrágio do Dunedim Star, em 1942. Nem por um momento Max Kessler acreditou que fosse possível salvar todos aqueles veículos. A sua esperança era relativa apenas aos refugiados. Andava há 13 anos a navegar pela Costa dos Esqueletos e conhecia bem a sensação de se perder no seu próprio quintal.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte e gentileza revista Scope – África do Sul

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:16
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LXIV

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VIANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - II

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus- Jornalista 

- Crónica 3718 – 16.12.2025

 araujo99.jpgO autor do livro António Pedro, refere que em uma era em que é socialmente inaceitável definir a pátria de um qualquer ser humano com base na raça, como aceitar 50 anos depois, milhares de pessoas já nascidas em território angolano, serem chamadas de retornadas, país de onde nunca tinham partido. Um pouco por toda a Angola, mas mais em lugares designados por mato, faziam-se pilhagens a fazendas roubando gado …

Por ali permaneciam enquanto havia algo de se comer; depois avançavam para uma outra roça repetindo as cenas, com mais violência e frequência. Todos estavam debaixo de uma angustia devastadora de força aonde a cor era de sangue. E, custava muito deixar para trás uma vida inteira de trabalho. No decorrer do ano de 1975, em Angola, os sinais degradantes do Açodo de Alvor, tornavam-se a cada dia mais notórios.

Por todo o território se ia verificando o controlo dos movimentos em suas zonas de influência e praticamente, obrigando os cidadãos a adquirirem o cartão do movimento dessas mesmas zonas. Havia até, quem com medo, se inscrevesse nos três movimentos; os signatários desse Acordo de Alvor decadente.

Araujo002.jpg Na página 25 do livro de António Mateus, pode ler-se: A sete meses da independência, as unidade militares portuguesas, a quem caberia velar até lá pela segurança das populações civis, recusavam-se a meter na ordem os transgressores; por norma agressores feitos milícias, gente impreparada para manter qualquer ordem – Um Deus me livre…

Aquela indisciplina também o era assim por ordens nesse sentido e, a fim de seguir essa politica de medo. incentivo ao abandono do branco, vindo de oficiais de topo do exército português. Era a Metrópole com todo o seu esplendor libertador!... aonde prevalecia uma luta romântica com poesia revolucionária, ideologias comunas saídas dum PREC – Processo de Revolução em Curso…

E, também por altos mandatários  do MFA com seu Concelho de Revolução, oficiais cultivados na senda comunista preconizada por Fidel de Castro e, demais ideólogos comunas às ordens de Álvaro Cunhal pulsando ideias assassinas vinculadas a um poder popular – Assim diziam; O povo é que mais ordena.

ango4.jpg Criaram assim os pioneiros afectos ao MPLA a quem entregaram munições, paióis inteiros, armas e outros bens de várias unidades militares das NT – Sempre as tais NT, nossas tropas. Deram logística e até carros de combate dirigidos por militares portuguese, foram vistos apoiando gente afecta aos Comités do MPLA.

De forma mais escassa, também foram entregues armas a militares dos outros dois partidos, UNITA e FNLA; aquelas mesmas armas, G3, FN, FBP e granadas várias entre outras que foram utilizadas não só em combate entre eles. movimentos, mas também em assaltos, fuzilamentos e barbaridades contra civis.

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Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de   T´Chingange,  o Soba

Ilustrações de Costa Araújo

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:34
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Sábado, 13 de Dezembro de 2025
VIAGENS . 276

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO

A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… II de XI  – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”

- Crónica 3717 – 13.12.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto… 

NAMIBIA26.jpg De alguma forma, este cenário não condizia com o clima de uma costa desértica que construíra sua horrível reputação com base em ossos humanos, navios e aviões. O motivo pelo qual não havia grandes massas de veículos espalhados pela areia era simples: normalmente, ninguém era louco o suficiente para desafiar a Costa dos Esqueletos em qualquer coisa menos do que veículos com tração às quatro rodas.

Pelos vistos, depressa o deserto iria ser compensado por essa falta de carros apropriados. Max Kessler e Nic Badenhorst depressa perceberam que havia pessoas que nunca tinham ouvido falar da Costa dos Esqueletos; duzentas e uma delas, pelo menos. Como contou mais tarde João Jardim, o líder dos refugiados, de 27 anos: “Ainda em Angola, alguns espertinhos disseram-nos que: 'Ao sul do Cunene é só conduzir 60 kms e depois chegam a uma boa estrada.

Isto é, uma boa estrada compactada feita de sal e argila que corre paralela ao mar. até chegar a uma aldeia'. Nós nunca tínhamos ouvido falar da Costa dos Esqueletos. mas mesmo que tivéssemos estado, não poderia ser pior do que em Angola”. Assim, a primeira coisa que os refugiados quiseram saber dos dois pilotos do Sudoeste Africano foi: "Onde ficam essa estrada e essa aldeia?”.

sussuvlei1.jpg Max Kessler balançou a cabeça em descrença e desenhou um mapa. A "aldeia" mais próxima, explicou pacientemente, era a pequena estância de férias de Swakopmund, mais de 800 kms a sul. E não havia nada parecido com uma estrada nos próximos 300 kms. A única pessoa que vivia nessa desolação varrida pela areia também morava a 300 km de distância…

Esse local é em Mowe Bay! Referiam-se a Ernst Karlowa, um guarda-florestal da reserva de caça Kakaoveld alcançando dali o mar, através das muitas dunas do deserto que sempre iam mudando de posição por efeito do vento forte  persistente. Pelo meio existe apenas um acampamento policial temporário para patrulhas ocasionais, em Rocky Point, e um barraco abandonado em Angra Fria.

- E, nada mais havia que um mar de areia governado por ventos fortes que tentam enterrar qualquer coisa que se cruze no seu caminho. Como enterraram vários navios naufragados, que jazem agora a uns quilómetros, terra adentro. Esta costa de diamantes, deserto e morte é cercada pelas ondas do mar e pelas correntes do Atlântico, a Oeste, e pelas formidáveis montanhas Baines e Brandberg, a Leste.

namibia37.jpg É um lugar onde os rios são apenas “mulolas”, que só levam água quando chove, nomes num mapa e, onde marinheiros naufragados morreram de sede a olhar para um oceano de água. No entanto, de alguma forma outras criaturas conseguem sobreviver por ali como focas, chacais, pássaros marinhos, como o corvo marinho e hienas que os atacam.

Por vezes deserto adentro, há manadas de elefantes que sobrevivem fazendo buracos nas mulolas para extraírem água. Lugares com esparsas acácias com vagens da qual se alimenta,. Também se encontram orixes no Kakaoveld.; já foram vistos leões em Angra Fria. É um deserto temido pelos homens que melhor o conhecem. No entanto, aqui estava a maior caravana a chegar à Costa dos Esqueletos - nas mãos de gente que ingenuamente pensava ter deixado o inferno para trás, em Angola, e não tinha a menor ideia de que tinha um deserto infernal pela frente.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:55
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Sábado, 6 de Dezembro de 2025
VIAGENS . 274

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - XIV CONGRESSO DA UNITAAdalberto da Costa Júnior, foi reeleito Presidente da UNITA…

- Crónica 3715 – 06.12.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

adalberto junior unita.jpgAtravés da Agência LUSA - Adalberto Costa Júnior foi reeleito no domingo, dia 30 de Novembro  presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), derrotando Rafael Massanga Savimbi na corrida à liderança do maior partido da oposição angolana. ACJ, conquistou a preferência de 1.100 dos 1.210 delegados votantes, obtendo 91% dos votos, segundo a ata lida pelo coordenador da comissão eleitoral Alcides Sakala, cabendo os restantes a Massanga Savimbi - 9%.

Adalberto Costa Júnior lidera a UNITA desde 2019, num percurso marcado por um "preço político" e "resiliência" elevados, como disse o próprio na manhã, pouco depois de votar, referindo-se ao seu primeiro mandato "irregular" de dois mais quatro anos: dois primeiros anos resultantes do congresso de 2019 e quatro anos decorrentes do congresso repetido de 2021 até ao conclave recentemente realizado.

A primeira eleição de Adalberto Costa Júnior para a presidência da UNITA ocorreu a 15 de Novembro de 2019, no XIII Congresso Ordinário, quando o então líder da bancada parlamentar do partido obteve 594 votos em 1.111, cerca de 53%, sucedendo a Isaías Samakuva, que chefiou a formação politica durante 16 anos, após a corte de Savimbi

  Esse congresso viria a ser anulado pelo Tribunal Constitucional em Outubro de 2021, na sequência de uma acção interposta por militantes da UNITA. O tribunal concluiu pela nulidade do XIII Congresso, de 2019, invocando "irregularidades à dupla nacionalidade" de Adalberto Costa Júnior à data da candidatura e violação dos estatutos do partido.

Na sequência dessa decisão, a UNITA realizou um novo congresso em Dezembro de 2021, no qual Adalberto Costa Júnior voltou a ser eleito. Dessa vez, apresentou-se como candidato único, reunindo mais de 96% dos votos dos delegados presentes, e consolidou a sua liderança no partido do em vésperas das eleições gerais de 2022, em que foi cabeça de lista, obtendo o melhor resultado de sempre para o partido.

Com a reeleição, Adalberto Costa Júnior consolida a sua posição na liderança partidária e mantém-se como principal rosto da oposição angolana. Logo a seguir às eleições  presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, nomeia o candidato derrotado ao 14.º congresso ordinário da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, como Vice -Presidente da bancada Parlamentar da UNITA

araujo 96.jpg Sem perder tempo, Rafael Massanga Savimbi na nova qualidade de Vice- Presidente, assinando-se como Deputado  nomeia e felicita na primeira pessoa os quadros por si nomeados para os desafios do Partido UNITA citando-os: de colegas, a saber::

1.º Arlete Imbinda - Vice-Presidente para a Área Político-Social da UNITA

2.º Simão Dembo - Vice-Presidente para Administração e Património da UNITA

3.º Álvaro Daniel Quicuamanga - Vice-Presidente para Organização e Administração Eleitoral da UNITA

4.º Liberty Chiyaka - Secretário-Geral da UNITA

5.º Albertina Navemba Ngolo - Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA

Rafael Massanga Savimbi terminou assim dando os parabéns com os desejos de  fazer acontecer para se atingirem as metas de 2027!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:46
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LXIII

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista 

- Crónica 3714 – 04.12.2025  

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ÁFRICA12.jpg Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .

A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.

O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.

fuga1.jpg Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.

Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída.  A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!

Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.

fuga3.jpg E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros  …

E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

fuga8.jpg

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de   T´Chingange,  o Soba

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:32
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2025
VIAGENS . 272

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**

- Crónica 3712 – 20.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita001.webp Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi

adalberto junior unita.jpg Candidato N.ª 2  ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.

Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.

Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.

unita2.jpgAo fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:

- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;

- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;

- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;

- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.

Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.

Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.

 Araujo116.jpgA independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.

Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:

- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;

- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;

- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.

A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.

Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:46
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Sábado, 8 de Novembro de 2025
VIAGENS . 271

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**

- Crónica 3711 – 08.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

Roxo 179.jpgPor iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.

ROXO197.jpg O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.

Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”

“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…

pombinho2.jpg O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar  caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.

Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.

Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de  NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: **  parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda

Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:13
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LXII

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES IVDaron Acernogiu e James Robinson

ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO

- Crónica 3710 - 06.10.2025

- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angolar4.jpg Por toda a áfrica austral se deu incremento a novas experiências económicas promissoras alastrando sua expansão até ao Cabo de África. No Congo, o rei N´Zinga N´Kuwo, tornou-se muito poderoso formando um exército de 5000 homens e feito prisioneiros muitos súbditos que em seguida eram vendidos como escravos.

Em verdade, o rei não tinha incentivos para adaptar o arado em grande escala ou tornar o aumento da produtividade agrícola a sua prioridade – exportar escravos era bem mais lucrativo.

E, parece ser verdade que os africanos confiam menos uns nos outros do que em indivíduos de outras partes do Mundo. A possibilidade de serem capturados e vendidos como escravos influenciou, seguramente, a confiança que os africanos depositavam entre si ao longo da história.

angolar5.jpg Acedendo a vários documentos contemporâneos e neste particular ao Acordo de Alvor na vizinha Angola, assinado entre os três movimentos de libertação em Angola, MPLA, UNITA e FNLA e Portugal, se vivenciaram excessos de comportamento, não conseguindo superar entendimentos entre si.

Estes três movimentos não conseguiram superar-se em um Governo de Transição formatado para o efeito de se independazarem, descambando para confrontos fratricidas e, que levaram à morte de milhares de cidadãos angolanos; chacinas de povoações mesmo antes do dia da independência programada para 11 de Novembro do ano de 1975. 

Os chamados Movimentos de Libertação, ao assinarem aquele documento, tinham já em mente descumprir o assinado acordo procurando desde logo a disputa ao poder pela força das armas impondo suas “legitimidades” pela lei da bala sobressaindo ódios; ódios nada diferentes daqueles longínquos tempos de Diogo Cão e N´Zinga N´Kuwo

araujo44.jpg Daqui concluir-se que ao invés de se entenderem e já depois de um e outro acordo de paz e término da guerra civil para bem do povo, continuam hodiernamente sem facilitar o exercício de plena democracia, adulterando e dificultando a propósito, todas as regras de proporcionar alternância ao poder.

Nos séculos XV e XVI portugueses e holandeses que visitaram o Congo, comentaram a “pobreza miserável” que ali se vivia; o comércio e demais actividades mercantis eram controladas pelo rei e, só os que estavam associados a este, tinham acesso a elas. Passados cinco séculos, tudo continua muito igual só que o rei deu lugar a um presidente e este, N´Zinga N´Kuwo, o rei,  chama-se agora João Lourenço, o presidente…

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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações" e vivências de  T´Chingange,  o Soba…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:14
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2025
VIAGENS . 270

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . III - 6 milhões de USA $ para levar Messi e a selecção argentina a Luanda.

- Crónica 3709 – 31.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola ginga.jpg O anúncio inicial foi feito em Novembro de 2024, quando o Presidente angolano e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, anunciou à juventude do partido ter feito um convite à Argentina para defrontar os Palancas Negras. Mas, a sociedade civil angolana exige uma investigação sobre a origem dos cerca de 6 milhões de dólares destinados ao financiamento do jogo amistoso.

Esta, exorta a Procuradoria-Geral da República a investigar a origem dos cerca de 6 milhões de dólares que serão pagos à Federação Argentina de Futebol (AFA) para a realização desse jogo. Recentemente, o “empresário” e político Bento Kangamba assumiu publicamente ser um dos três empresários orientados pelo Presidente da República para financiar a deslocação da selecção argentina a Angola. Mas que grande embuste! Mas afinal o PR, JL, orientou empresários para este embuste?

Pois assim parece porque de acordo com o empresário e político Bento Kangamba, o Presidente da República terá orientado três empresários nacionais a financiar a deslocação da equipa argentina de futebol para Angola, para defrontar a selecção local no dia 11 de Novembro

ANGOLA10.jpg Ele Bento Cangamba, sobrinho de José Eduardo dos Santos disse: "Eu estive lá, e ouvi o Presidente a orientar três empresários para encontrar formas de conseguir patrocinar este evento, um dos empresários sou eu", revelou Bento Kangamba – Cuncamano!?

O principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), criticou os gastos, que estimou em 20 milhões de dólares (cerca de 18,5 milhões de euros), enquanto a população "está a morrer de malária e de fome", e organizações da sociedade civil.

Segundo o portal Sport News Africa, o governo de Angola pagará cerca de 12 milhões de euros (R$ 76 milhões) à Associação de Futebol da Argentina (AFA) para garantir a presença de Lionel Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e outras estrelas. Uau!!!

ANGOLA7.jpg Outras selecções, como o Marrocos, chegaram a manifestar interesse em enfrentar os argentinos, mas o valor oferecido por Angola- foi determinante para fechar o acordo com Argentina. E, segundo o pontal Sapo: aquele montante gasto para o encontro está a gerar polémica.

As selecções de futebol angolana e argentina vão defrontar-se num jogo particular,  pedido que surgiu após a morte de 30 pessoas durante tumultos na capital, sublinhando que o apelo "representa um grito de consciência diante da dolorosa realidade vivida por milhões de angolanos - que contrasta com a ostentação e os gastos milionários na organização do evento".

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.…

 (Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:00
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Domingo, 26 de Outubro de 2025
VIAGENS . 268

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão

- Crónica 3707 – 26.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025.  O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.

Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".

Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!

unita36.jpg De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.

Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ  pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".

JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …

UNITA02.jpg Ora bem! A UNITA, condignamente  quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.

Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a  necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

 (Continua...)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:28
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LX

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES

– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte II - Cabinda, um estado traído

- Crónica 3702 – 10. 10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

CABINDA3.jpg Cabinda território, foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.𝘀𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda. O governo português, liderado por 𝗠𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗦𝗼𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝘁𝗿𝗮𝗶𝘂 𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, ignorando os tratados, os compromissos internacionais e o direito à autodeterminação.

Eu (Jorge Torres), 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, e em conjunto com outros signatários igualmente comprometidos com a causa imbinda, em 2018 𝗱𝗶𝗿𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮.

Nesta carta, apelavamos ao reconhecimento deste erro histórico. 𝗢 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 MRS 𝗼𝗽𝘁𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗿𝗲𝗺𝗲𝘁𝗲𝗿 𝗼 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗲𝗻𝘁ã𝗼 𝗚𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼, que por sua vez respondeu evasivamente, 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 -𝘀𝗲 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗷𝗮́ 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶́𝗻𝗰𝗶𝗮 𝘀𝘂𝗮

roxo126.jpg Uma posição que, na prática, ignorou 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝗯𝗮𝘀𝗲 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹, 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮 que acompanha a reivindicação Imbinda. Este silêncio institucional não apaga a verdade. Cabinda foi e é um 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗼, ocupado hoje pelo regime angolano com recurso à força militar e à repressão política.

A sua população vive subjugada, marginalizada e sem qualquer benefício da enorme riqueza natural do seu solo - explorada intensivamente, sobretudo no setor petrolífero, sem retorno digno para os seus verdadeiros donos. 𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗱𝗲𝗳𝗲𝗻𝘀𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 imbinda.

𝗦𝗲𝗿𝗲𝗶 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘃𝗼𝘇 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮 𝗲 𝗹𝗲𝗴𝗶́𝘁𝗶𝗺𝗮: 𝘀𝗲𝗿 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗲 𝗱𝗼 𝗼𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼𝗿 𝗮𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮𝗻𝗼. A autodeterminação não é concessão; é um direito inalienável de todos os povos, consagrado na Carta das Nações Unidas. Cabinda não é, nem nunca foi, Angola.

Roxo 179.jpg O Estado português tem uma responsabilidade histórica que não prescreve. A verdade não desaparece com o tempo — apenas se torna mais gritante. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗲 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶𝗰̧𝗮. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗮̀ 𝗶𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗼𝘂 à 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗴𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗼 𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗮̀ 𝗹𝘂𝘇 𝗱𝗼 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝗶𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼.

06/08/2025 …Por Jorge Torres

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Ilustrações aleatórias de Assunção Roxo da E.I.Luanda

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:46
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2025
VIAGENS . 263

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte II de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 3700 – 08.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO222.jpg Muitos, sustentam que a UNITA venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecem. A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo gradualmente sua influência.

Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.

Neste contexto, sobrepuseram-se os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda

ARAUJO221.jpg Também a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.

Será um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há lições a aprender.

É necessário continuar a investir em comunicação política, formar quadros, dar consistência à Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes - A reconciliação nacional começa em casa.

araujo195.jpg Também é fundamental propor um pacto de regime que garanta alternância para lá de 2027. Como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. E. hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.

Lembrar que teremos pela frente essa titânica função de dar por terminada essa  cancerosa corrupção sistémica, que é consequência deste infortúnio actual. Infortúnio que o povo sente todos os dias e, que tanto se definha por saber o quanto esta luta sempre resvala para um ponto de partida. Estamos todos expectantes em saber dos passos programáticos, dum  combate sem tréguas. com  programas específicos nas muitas áreas de governação…

unita21.png

Ilustrações  aleatórias de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:00
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Sábado, 4 de Outubro de 2025
VIAGENS . 262

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte I de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 369910.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo 105.jpg Para que conste e por via da UNITA kilamba e Marcial Dachala "Salundilili"  se dá a conhecer o esperado congresso da UNITA, um verdadeiro teste de maturidade politica na árida democracia de Angola. Sendo assim e com esta elaborada síntese, se expõe o texto já apresentado à sociedade anuente  Desta forma, o previsto congresso da UNITA para Novembro, será um momento decisivo na vida política do partido.

Desde 2003, a UNITA em termos de democracia interna, tem dado provas de ser uma das formações mais consistentes no panorama do país. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido -  um relevante exemplo no panorama político angolano.

O próximo congresso de Novembro do ano em curso, confirmará isso. A questão primordial situar-se-á  entre a continuidade da liderança de Adalberto da Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas inconvenientes.

araujo84.jpg A história recente ajudará  a compreender este premente dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Enquanto uns se afastaram, outros colaram-se ao regime tentando enfraquecer a UNITA.

Mas, como a democracia é feita de victória ou derrotas, o congresso será a instância soberana para dirimir eventuais diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional - controlado pelo MPLA, o gesto soará a traição, atendendo que o MPLA e a UNITA vêem travando um duelo político desde os Acordos de Alvor de1975.

O percurso da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 deu azo à escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança.

araujo85.jpg Foi uma presidência longa, com altos e baixos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social. Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas.

Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento.

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Ilustrações de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:00
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Sábado, 27 de Setembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LIX

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES

TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte I - Cabinda, um estado traído

- Crónica 3698 – 23. 09.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

CABINDA1.jpg Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido - Em 06/08/2025 Jorge Torres, um cidadão ibinda, solicita a Kimbo Lagoa justiça por via de o envio de uma 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮: Em pleno século XXI, persiste uma ferida aberta no coração da África Austral e da consciência portuguesa.

O destino do povo de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, traído por interesses políticos, silenciado por força militar, é abandonado pela comunidade internacional. A história de Cabinda não é uma simples nota de rodapé no processo de descolonização portuguesa.

Cabinda foi formalmente reconhecida como 𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 em diversos momentos - desde os 𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝘀𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗫𝗜𝗫, até a 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯, que a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, separado de Angola.

CABINDA2.jpg A 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯 (que vigorou até 1976), no seu 𝗮𝗿𝘁𝗶𝗴𝗼 𝟭.º, definia de forma clara e inequívoca a composição territorial da Nação Portuguesa. Eis o seu conteúdo relevante:

Artigo 1.º - A Nação Portuguesa é uma República unitária, que compreende o território do continente europeu e os seus domínios ultramarinos.

2.º - Na Europa: o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira;

3.º - Na África Ocidental: os arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe e suas dependências, as ilhas do Corvo, do Príncipe e de Ano-Bom, as possessões da Guiné, de São João Baptista de Ajudá, de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 e de 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮;

4.º - Na África Oriental: Moçambique e seus dependentes;

5.º - Na Ásia: Goa, Damão, Diu, Dadrá, Nagar-Aveli, Simbor e Diu-Pequeno, que constituem o Estado da Índia, e Macau, Timor e as suas dependências, no Extremo Oriente.

Ou seja, 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶𝗱𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, ao lado de Angola, e não como parte integrante dela. Este estatuto foi juridicamente consolidado no 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝘂𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼, assinado a 1 de fevereiro de 1885 entre Portugal e as autoridades tradicionais cabindesas.

CABINDA3.jpg Neste tratado, Cabinda foi colocada sob a 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀, sem nunca abdicar da sua soberania nem ser incorporada na colónia de Angola. A 𝗖𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗕𝗲𝗿𝗹𝗶𝗺, nesse mesmo ano, reconheceu a legitimidade dos territórios coloniais atribuídos às potências europeias, entre os quais Cabinda se destacou como o 𝗖𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴u𝗲̂𝘀.

Embora, em 1956, tenha sido colocada sob a alçada do mesmo governador-geral de Angola - por conveniência administrativa - tal decisão 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗹𝗼𝘂 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮. A nível internacional, Cabinda manteve o seu reconhecimento como entidade distinta, tal como demonstra a 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 O𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗔𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟲𝟰.

Tal 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 colocava 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟵𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗿, 𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟱.º, de forma claramente separada. No entanto, em 𝟭𝟵𝟳𝟱, o processo de descolonização português atropelou este direito. Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido e o território foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.

06/08/2025 … Por Jorge Torres

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:40
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2025
VIAGENS . 261

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3697 – 22.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo96.jpg “A criação e visão da FPU (Frente Patriótica Unida), que foi pensada e analisada com muito cuidado por nós (UNITA), é trabalhar com todas as forças vivas da sociedade. Não podemos colocar a carroça à frente dos bois”, afirmou Dachala "Salundilili"

Marcial Dachala destacou também a trajectória da UNITA como um partido com quase 60 anos de história e alertou para o que considera ser a inexperiência de outras forças políticas no processo de decisão estratégica da FPU.

 “Como é então que algo e alguém que acabou de nascer como partido político (PRA-JA Servir Angola) já quer dar ideias? Não pode ser alguém que nasceu hoje como partido que venha-nos dizer o que fazer. Essa coisa de coligação de partidos não é nossa ideia”, concluiu.

UNITA02.jpg A declaração de Dachala reflecte as divergências dentro da FPU sobre os próximos passos estratégicos da plataforma, criada em 2022 para confrontar o MPLA nas eleições gerais do mesmo ano.

De recordar que a plataforma política Frente Patriótica Unida não tem respaldo legal, todavia, é integrada pelo PRA-JA Servir Angola e pelo Bloco Democrático com quem alistados pela UNITA, correram às eleições gerais a presente legislatura, a V na história de Angola democrática.

“Mas essa coisa de formalização de coligação de partidos não vem de nós, UNITA”, declarou Dachala. Aliás, para o histórico dirigente da UNITA, ainda é cedo para se abordar o pleito de 2027. “Nós estamos em 2025, e as eleições gerais só serão em 2027”, alertou.

roxo101.jpg Já muito próximo do XIV Congresso da UNITA mais propriamente para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025 algumas vozes desavindas fazem-se ouvir pela negativa, do género:- Será que com este congresso a UNITA vai poder equilibrar alguma coisa para chegar ao poder? E, afirmam: Os seus jovens não são mais do que portadores de bandeiras usando camisolas com as cores do partido e a foto estampada de alguém que também depende de um ordenado que o MPLA paga.

Em verdade o MPLA usurpa tudo a que se possa chamar estado! E, a UNITA tem sim a capacidade  de dar exemplos de democracia real porque está-lhes no sangue a força da resiliência, que por natureza se tornaram dotados daquela capacidade de liderar o país na política, na economia e todas as vertentes da vida social. O Congresso terá o condão de disciplinar a pirâmide social com o brio e ética suficiente para vingar a desventura actual vinda do MPLA. Muito repleto da despilfarro ao erário publico. Kwacha...

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:52
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2025
VIAGENS . 260

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3695 – 12.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala8.jpg É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.

Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.

Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!

ARAUJO235.jpg Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.

Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,

Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.

ARAUJO 244.jpg É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.

Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,

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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:07
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2025
VIAGENS . 259

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3694 – 09.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita30.jpg O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final

Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.

Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral.  Irá  aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.

Dachala7.pngTodos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.

Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso!  Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!

Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu,  iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---

Araujo123.jpg Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.

Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:54
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025
VIAGENS . 258

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3693 – 04.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

ARAUJO225.jpg Marcial Dachala relembrou mais uma vez que os jovens podem constatar o já dito, apontando: - De recordar que o Executivo, através do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, legalizou recentemente, no Cartório Notarial da Loja dos Registos do Cazenga, a Fundação Jonas Malheiro Savimbi (JMS),.

Tudo isto, dois anos depois de os familiares do líder fundador da UNITA darem entrada do processo. A Fundação será de âmbito nacional e visa conceder bolsas de estudo a jovens desfavorecidos e apoiar pessoas com necessidades especiais, assim como participar no esforço de erradicação das minas antipessoais.

Apetece-me hoje relembrar ao meu ilustre mano e Porta-Voz da UNITA na Assembleia Nacional que após o 11 de Novembro de 1975, as casas abandonadas em Luanda maioritariamente pelos chamados “colonos” brancos, foram  entregues a “amigos” do MPLA e aos amigos dos amigos ou assim supostos; por toda a Angola se verificou o mesmo procedimento.

unita002.jpg Eu T´Chingnge  aderi à UNITA  na Caála em meados de Outubro  de 1974 pela mão do professor Benjamim Liuanhuca e, desde então sempre me mantive próximo às iniciativas do meu movimento/partido.. Trabalhei arduamente para que a chegada de Savimbi ao Huambo (Nova Lisboa) o fosse um momento alto. Assim aconteceu em Janeiro do ano de 1975!

A maior parte dos cartazes contendo a esfinge de Savimbi foram-no já de minha autoria sendo nesse então Secretário de Informação e Propaganda do Comité da Caála tendo como presidente o saudoso Camundongo que trabalhava nos Serviços de Construção de Estradas – JAEA. Aquela  entrada no Huambo do nosso líder,  foi um momento épico e simbólico.

Por este meu caminho longo, posso permitir-me lembrar a Dachala  "Salundilili" que para além das casas tomadas pelo MPLA, foram tomadas fábricas, complexos desportivos, armazéns de géneros, bombas de gasolina. Bem - literalmente, tudo passou para a gestão do MPLA. Personalidades angolanas terão recebido apartamentos no Kilamba por terem apoiado o MPLA  por serviços prestados.

Dachala7.png Enquanto isso, Savimbi liderava a fuga à morte em uma grande marcha que liderou; um longo e vitorioso caminho até chegar ao santuário da “Jamba”- (Elefante), capital da UNITA por um longo tempo. Têm agora de recordar isso aos filhos daqueles privilegiados do MPLA, desse falacioso governo imerecidamente oferecido pelo CR - Conselho de Revolução do M´Puto  Essas pessoas que se assumiram elites do povo angolano, tiveram acesso privilegiado àquelas casas, que sendo propriedade do estado, o foi  feito por roubo chamado de “confisco”.   Supostamente, teriam de as pagar mas, nada disto aconteceu…

Por tantas dúvidas no ar, tantas medidas arbitrárias, umas torpes outras sem explicação plausível, levam aos jovens de agora a pedir explicações. Cabe a mim lembrar a todos meus manos, protagonizarem manifestações, estipulando falar o nunca falado, como que uma moratória ao executivo angolano afecto ao MPLA, antes de voltarem às ruas, uma e outra vez, pedindo justeza e eleições livres. Façam-no agora para, no mínimo redimir a verdade da história…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

 (Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:26
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025
VIAGENS . 257

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3692 – 29.08.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala01.jpgDachala "Salundilili" em um excerto seu afirma que em Angola, os actores dinâmicos da sociedade civil, os profissionais da comunicação social e partidos políticos inseridos de  todas as elites, sairá  o governo composto dos Órgãos Executivos, Legislativos e Judicial, reafirmando que o deve ser sempre na base do PATRIOTISMO, pedra angular permanentes de todos os nossos anseios, afazeres em prol e sempre, em nome do povo que somos todos Nós.

E, que o futuro se reflicta com altivez  na nossa Juventude. Que o  seja mesmo o centro das nossas preocupações e convergências por modo a que não defraudemos os dias vindouros. No plano institucional ela, a Juventude,  merece um Ministério de Estado, assistido duma Comissão Permanente multifacética e, cuja composição deve ser  representativa dos nossos melhores quadros…

A jeito de conclusão, afirma estarmos em período de permanente  posse nos mais altivos anseios, porque isso corresponderá com a nossa certeza  dizermos, como dizem os mais poderosos, deste mundo, em momentos idênticos ‘’ Help us  GOD’’,  AJUDE-NOS, DEUS. Àqueles que sempre sairão na primeira linha da cena política nacional…

dachala1.jpg Marcial Dchala, como porta-voz da UNITA, considerou a 18 de Junho de 2024, em entrevista a OPAÍS, que a recente legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi representa o reconhecimento do pensamento e legado político do líder do Galo Negro, morto, em combate, em Fevereiro de 2002.

A Fundação Jonas Malheiro Savimbi, foi assim reconhecida pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a 17 de Junho do ano 2024 e registada no Diário da Republica de Angola. Segundo Marcial Dachala, por tudo que fez na causa pelos angolanos, é justo que, depois de algum tempo de solicitação, o Ministério da Justiça se dignasse a reconhecer tal fundação.

Fundação que vai imortalizar a imagem daquele que se considera ser das figuras mais importantes do nacionalismo angolano. E nesse então acrescentou:  “Esperamos demais por essa legalização, mas, antes tarde do que nunca”, apontou.

savimbi1.jpg Felicíssimo, o porta-voz da UNITA disse que, concluído o processo de legalização, tanto a Fundação como o partido deverão trabalhar para a “imortalização” da figura do seu patrono, acrescentando que isto assim o é, “Sem desprimor por outras figuras, vincando uma e outra vez que Jonas Savimbi foi aquele que mais pensou Angola.

Eu, T´Chingange, aprecio a consistência ideológica de Dachala "Salundilili"; um ex-guerrilheiro dotado de um apurado faro politico e coerente nas posições que assume com bastante resiliência e oportunidade. Com uma visualização estratégica e invulgar capacidade de organização; um considerável sentido de comando e controle – Bem Haja. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:16
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LVII

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES I – Daron Acernogiu e James Robinson

ORIGENS DO PODERDIOGO CÃO NO CONGO

- Crónica 3690 – 11.08.2025

-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

 

roxo103.jpgO livro "Porque Falham as Nações*" deixou perplexos os peritos - Porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza, a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome? Porque são umas nações ricas e outras pobres? Em resumo, serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia?

Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não! Nenhum destes factores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não o é, como explicar por que razão o Botswana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo.

Somos forçados a assim pensar porque a máquina pública da maioria dos países africanos, estão num caco, num caos, tais como Moçambique, o Zimbabué, o Congo ou mesmo Angola, um país com imensas potencialidades. Países que estão atoladas na pobreza extrema e na violência?. Só pode ser por pura incompetência de seus gestores…

roxo117.jpg Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Recentemente, andei por alguns destes países e pude observar a decadência confrangedora…

Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política.

Com enorme relevância para as grandes questões atuais, ficamos atolados entre a afirmação e interrogação nomeadamente:  - A China que criou uma máquina de crescimento autoritário e, que cresce a uma velocidade tão rápida que por certo esmagará o Ocidente!? – Enquanto isso, os melhores dias da América, leia-se Estados unidos da América,  pertencerão já ao passado!?

roxo137.jpg Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria!? A desestabilização nas sociedades ocidentais pela invasão maciça de imigrantes ou gente que foge da miséria, da fome, gente sem terra, sem nada e que buscam saídas para suas vidas…

- Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade!? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente!? Hodiernamente, estamos a viver e ter de subsistir com a colisão de culturas, formas de estar no dia-a-dia. Conviver com a incapacidade dos partidos do poder e da oposição de elaborarem e apresentarem políticas alternativas, uma saída para a crise de habitação, segurança e saúde de forma harmoniosa…

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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de  T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…

Ilustrações aleat«órias de Assunção Roxo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:27
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2025
VIAGENS . 254

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3688 – 30.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola ginga.jpg Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte  da população.

De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…

As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do  presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…

angola5.jpg Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal,  criam em nossa mente  a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de  se manterem no topo do mando – do poder.

Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…

Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.

ARAUJO 244.jpgO Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre  lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,

Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo  pela verdade na política. Porque  a política será, uma e outra vez, sempre, um  assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e  já uma  atenção e vigilância  especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!

Kwacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:27
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Domingo, 27 de Julho de 2025
VIAGENS . 253

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3687– 27.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita11.jpg Sou eu a falar: Li algures que todas as pastas estratégicas em Angola, muitas das quais não são do foro da segurança (tratam de questões sociais e económicas, que deveriam ser administradas pelas instituições do Estado), que o são controladas pela Casa de Segurança do Presidente. Ao longo dos anos (e já em tempos da guerra na década de 1990), a Casa de Segurança seria para proteger o Presidente e despistar ameaças militares, políticas e económicas.

Criaram assim um exército paralelo – umaverdadeira guarda pretoriana com super poderes. Tudo pago pelo petróleo pondo o aparelho de segurança no comando  da política até à reconstrução nacional, às eleições, ao controlo das províncias de Cabinda ao Cunene.

As unidades de guarda e segurança presidenciais sendo tropas de elite, operam um serviço de informação, hodiernamente com Inteligência artificial e com logística própria sendo os mais bem armados do país -  até melhor do que as próprias FAA (Forças armadas de Angola). Bem e, de forma a garantir a predominância em questões políticas e militares, desmilinguindo a acção da assembleia Nacional. Os deputados são-no meios palhaços e sempre diminuídos pelos Orgãos Oficiais da Nação.

unita10.jpg A oposição torna-se assim em meros bonecos manobrados pelos Orgãos que ao invés de os respeitarem, os diminuem paulatinamente dando “bombons” por vezes – muitas vezes, a uns quantos corrompidos e, desclassificados quando o julgam conveniente. Seu patrono é o Presidente João Lourenço  que sem vergonha, cara –de-pau sempre minoriza O Povo vê-os ssim como  “marionetes de zunga” ou Zungeiros desclassificado…

Os vários ramos dos serviços de informação ao serviço de JL, a saber: –inteligência externa, doméstica e militar – têm desempenhado um papel central na gestão e mediação de interesses diversos, bem como na competição política pelo poder. São mandatados a servir o Presidente, por ele mesmo ou pelas instâncias de tribunais, supostamente  superiores, a CNE ( Comissão Nacional de Eleições   e  sempre com o lema de “Deus no céu e o Estado(leia-se JL) na terra”…

Dando uma palavra antiga ao ilustre Porta-Voz da UNITA, Marcial Dachala "Salundilili", pode aqui recordar-se, seus desejos sempre atuais - uma das muitas intervenções lembrando o poder local na exemplaridade e na forma de Muicipios: « Desejo sincera e ardentemente que os novos membros da elite Institucional Legislativa e, os Deputados, tenham por tarefa primordial e consensual o aprimoramento da Democracia»

unita003.jpg Continuando as falas de Dachala: «O aprimoramento do quadro da efectivação, sem gradualismos, do poder local. O verdadeiro poder do cidadão. O poder local funcional, que se quer em todo o País, será  a única expressão prática da  Democracia participativa constitucionalmente estabelecida.

E relembra os Municipios: O poder local é a verdadeira escola  da Democracia e do desenvolvimento. A nossa  Angola necessita, vitalmente, de criar riqueza para todos os seus filhos. A riqueza  de um povo consiste em ter o básico satisfeito. A passagem obrigatória para a satisfação do básico é o poder local eleito. o exterior e a defesa da nossa existência no concerto das nações da humanidade. Assim vista a nossa democracia afinal ainda é, e apenas uma democracia das elites. A UNITA repreentada po nosso Presidente Adalberto Junior zelará para que sim o seja … Kwacha…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:13
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Sábado, 19 de Julho de 2025
VIAGENS . 252

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3685 – 19.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

Botswana 264.jpg Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,

Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…

Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos  e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo

praia3.jpeg Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência.  Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.

Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava  e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais,  principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.

Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”

HPIM1353.JPG E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa,  pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva  da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»

E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022

HPIM1357.JPG Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que  a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…

CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer  veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:58
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Terça-feira, 15 de Julho de 2025
VIAGENS . 251

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 368414.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO210.jpgUm estudo recente (do Afrobarometer) em 2014/15, centrado em cinco países da África Austral, revela que há por norma, uma falta de confiança dos eleitores da oposição não só por causa de esporádicas divisões internas mas, pela muita falta de transparência do partido no poder que forma o Governo como sucede em Angola aonde a hegemonia do MPLA o é, confrangedoramente saliente.

A população inquirida vê a oposição mais como tendo um papel de monitorar ao governo e critica ao poder usurpador, constituindo numa não genuína alternativa de governação por via de usurpação e fraudes permanentes. Este défice de legitimidade política e de alternância deve-se à incapacidade dos partidos no poder  superarem a forma ditatorial e ser demasiado opressiva.

O Governo, com quadros experientes na manipulação e contra-informação tornam-se capazes de enganar uma grande parte da população dando regalias a personalidades que norteiam a corrupção e o compadrio com um suborno evidente. Não raras vezes os eleitos pela oposição, não excluindo a UNITA, tornam-se acomodadas a essas situações subornadas.  Eles compram tudo, até as vontades!

ARAUJO254.jpg O Botswana é um exemplo muito claro desta insuficiência por parte dos opositores mas ali, o Governo tem sido correcto na partilha de suas riquezas; por isso se mantêm no poder por o serem, capacitados, ao invés do MPLA em Angola que tudo falseiam.. O Botswana que vivenciei recentemente, tem sido governado desde a independência, em 1966, pelo mesmo partido, o Botswana Democratic Party, que tem como lema eleitoral “Ainda não há alternativa” (Lekalake, 2017

Em Angola, a forma de governar em 50 anos, tem normalizado o Estado de alerta para a instabilidade nacional. O regime tem mantido a postura de zero-sum, que implica que para um ganhar todos, os outros têm de perder. É uma mentalidade de guerra, não de paz e, certamente não de democracia, porque divide a sociedade entre uns e os outros.

Em outras palavras, zero-sum é a soma dos ganhos e perdas entre todos os participantes - é zero. Este conceito é frequentemente usado na teoria dos jogos e na economia para descrever cenários em que riqueza ou recursos são redistribuídos, mas não criados ou destruídos.

ARAUJO245.jpg Palavras de Marcial Dachala: «A nossa democracia já devia ser uma democracia adulta e  plena da base ao topo. Deveríamos ter e já a Democracia no povo, pelo povo e para o povo. Falo agora, especificamente, da institucionalização e funcionamento do poder local. Só assim estaremos com o nosso edifício democrático completo. Dum lado teremos a Democracia das “elites” nas Instituições do Estado, a do topo, consubstanciada nas eleições gerais - Doutro lado a Democracia no povo, por si e para si com substância nas eleições autárquicas.»

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Imagens de Costa Araujo (aleatórias)

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:46
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Sábado, 12 de Julho de 2025
VIAGENS . 250

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3682– 12.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o  Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).

Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!

São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer  teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas  não únicos,

adalberto junior unita.jpgQueremos que o sejam gestores das  diferentes  dimensões da nossa vida coletiva enquanto  povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional

A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na  casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é  novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:

1- Projecto de  Lei Sobre o Exercício do  Direito de  Oposição Democrática;

2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;

3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro –  Lei dos Partidos Políticos;

4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;

5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.

dachala8.jpgMarcial Dachala "Salundilili"

Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes,  democráticas e credíveis de  acordo com os princípios  universais e regras da SADC.

O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo  abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.

Luanda, aos 3  de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e,  de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:35
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2025
VIAGENS . 247

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3679 – 14.05.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala01.jpgApós a morte de Jonas Savimbi a 22 de  Fevereiro de 2002, Dachala atravessa  um deserto silencioso mas, a 30 de Abril de 2016 pude ler na sua página de Facebook  algo que aqui transcrevo na íntegra com a divina vénia :«Chega hoje, ao seu final, o mês de Abril. Desde 2002, na nossa Angola, Abril é o mês da Paz. Assim é porque  no dia 4 de Abril daquele ano que foi, formalmente, assinado, em Luanda, o Memorando de Entendimento Complementar do Luena

 «…Complementar porquanto o Memorando constituíu o culminar do processo, de normalização democrática e de paz  do nosso Pais, iniciado com "Os Acordos de Paz para Angola: Acordos de Bicesse" e continuado com "O Protocolo de Lusaka"

`…Por memoria , sublinhemo-lo, foram  signatários de Bicesse: o Engenheiro José Eduardo dos Santos, naquela altura, Presidente da Republica Popular de Angola, e o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, então, Presidente da UNITA. Tornou-se inevitável falar-se em Abril, há quatorze anos, dos ganhos da paz.»

dachala1.jpg«...Entre outros, evoca-se sistemáticamente: a reabilitação de infraestruturas; o exemplo angolano no que tange a resolução de conflitos; a reconciliação nacional sem, no entanto, se enumerar o seu conteúdo substantivo, nem monumento. De facto o monumento sito na cidade do Luena só veicula, simbólicamente, a paz sendo também esta palavra a única. gravada em sua base.»

«…Para quando o monumento à reconciliação nacional? De todos os ganhos da paz que são, evidentemente, discutíveis no contexto do nosso ainda adolescente sistema democrático, há um de que nunca se faz menção: o sentimento de SEGURANÇA

«…Tal, se deve, de certeza, à sua evidência como alicerce da paz. Assim, neste último dia do mês da nossa, igualmente, adolescente paz, cumpre-me humildemente apelar, a todos meus compatriotas, para cooperarmos da construção e consolidação da Certeza de Segurança, cujo sentimento, a paz nos proporciona desde o ano de 2002.»

dia142.jpg «… Para este desiderato há patrioticamente, cadernos de encargos para cada um de nós como filhos e cidadãos do nosso Pais:  entidades  tradicionais; entidades eclesiásticas; homens e mulheres do saber multifacetado; políticos; militares; policias; empreendedores; jovens, empregados… Também funcionários mais estudantes e os nossos queridos pais e as nossas amadas mães. Acima de tudo, que O ALTO, ilumine cada um, na parte que lhe toca… M.A Dachala.» (fim de citação)…

Neste texto que, quase surge como encíclica no utilizar da lógica da segurança, pois que se compreende subtilmente haver um governo que sempre tenta intimidar e limitar a oposição, justificando tácticas que visam camuflar a manipulação do processo; assim como uma aparência de estar legitimamente a proteger a paz e a estabilidade. Esta narrativa de paz eleva a necessidade de estabilidade e ordem acima da justiça e de eleições livres e transparentes.

ÁFRICA7.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:59
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2025
VIAGENS . 246

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3677 – 25.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala1.jpg Foi nos anos de 1987 a 1989 que tomei contacto com Marcial Dachala, da UNITA  e, que só muito mais tarde vim a saber ter o nome de guerra de "Salundilili".  Creio que Dachala, era nesse então, o Representante Adjunto da UNITA em Portugal. E, sendo eu, Presidente do Comité de Lagoa do M´Puto na Diáspora, era lógico termos frequentes encontros em lugares, por norma, combinados quase em cima do acontecimento.

Em Portugal e naqueles anos, o meu telefone estava grampeado pela Policia Secreta Tuga - Foi o tempo de em Portugal se dar luta sem justificação plausível à UNITA durante aquela guerra na sequência do primeiro conflito de tundamunjila e, que culminou na Batalha de Kuito Cuanavale entre 15 de Novembro de 1987 e fins de Março de 1988.

Foram sempre encontros de grande empatia. Normalmente almoçávamos em casa de um militante e, em pleno mato, pois era em verdade um caserio envolto em ruinas, no meio dum descampado, no lugar de Alfanzina da Freguesia de Porches. Era ai, na casa de Veiga que, por norma nos encontrávamos.

dachala8.jpg Veiga recordava com saudade a fazenda de seu pai chamada de Chitatamera situada perto da cidade da Gabela. Agora, sou eu a recordar este amigo que já se foi para seu álem de Chitamera, lá nas nuvens… Posso recordar Dachala deliciando-se  com as patas da galinha da gostosa canja que a esposa de Veiga nos preparava.

Os churrascos de pica-no-chão eram sempre feitos com grande esmero; tudo acompanhado com jindungo, daquele que picava p´ra caramba e a que Veiga chamava de onoto - só ele, lhe dava esse nome dizendo que cheirava a chibo. Ali levávamos horas repassando recordações acompanhadas com acepipes que Veiga, ali fazia, na hora…

Naquele então, Portugal estava totalmente submisso ao governo do MPLA, movendo-se por interesses de lesa-pátria e por esquerdoidos saídos dum tal de MFA que se perpetuaram no tempo. Sabiam de todos os nossos passos e, até mesmo em kizombas de amigos se faziam notar à socapa; socapa aonde  estranhos, pareciam sondar tudo sobre nós e o Movimento UNITA que virou Partido de âmbito Nacional. Tempos espantados de inquietude.

Dachala7.png Revejo isto agora, que já vamos longe no tempo., omitindo o dizer de coisas para segurança dos meus heróis, gente incógnita que não abandonaram os ideais de liberdade. Recorde-se que a Batalha de Kuíto Kuanavale foi o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana. E, aconteceu  no sul de Angola, província de Cuando-Cubango…

Era muito agradável dialogar com Dachala Salundilili politico de primeira linha. Sempre dizia as coisas de um jeito perfumado: A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Este sonho é resultante das profundas marcas em sua vida. Desde o lar paterno passando pelos diferentes meios onde, socialmente, foi chamado a exercer-se. Assim o foi, tanto como estudante como depois como activista…

AUJO240.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:49
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Sábado, 19 de Abril de 2025
VIAGENS . 245

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3676 – 19.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ara3.jpg Para terminar este capitulo de vida de Abel Chivukuvuku até à presente data convêm frisar que, nove dias após a legalização do partido por si liderado PRA-JA Servir Angola a 7 de Outubro de 2024, o Presidente João Lourenço nomeia-o membro do Conselho da República de Angola a 16 de Outubro de 2024.

A vacatura no referido Órgão, foi conhecida por uma nota divulgada na página de Facebook da presidência angolana. Este Órgão colegial consultivo do Chefe de Estado integra a Vice-Presidente da República, a presidente da Assembleia Nacional, o Procurador Geral da República, os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, a vice-presidente do MPLA e entidades da sociedade civil, como o jornalista Ismael Mateus, recentemente falecido.

Chivukuvuku integra também a Frente Patriótica Unida (FPU) uma plataforma criada nas eleições gerais de 2022, liderada pela UNITA e coordenada por Adalberto Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku e pelo presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.

praia3.jpeg Na abertura do ano parlamentar, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola Adalberto Costa Júnior, considerou que a legalização do PRA-JA Servir Angola teve motivações políticas, alegadamente para desestabilizar a Frente Patriótica Unida (FPU), garantindo que a plataforma da oposição "está estável".

"O Tribunal Constitucional não dependeu completamente de si. Esses factores vieram de terceiros para que essa vontade fosse cumprida e hoje acaba por nos testar de que o tinha capacidade de poder constituir formação política nos termos da lei dos partidos políticos", afirmou à DW, o jurista angolano Manuel Cornélio.

Nos Cadernos de Estudos Africanos pude recordar e apreender que a guerra acabou permanentemente em Angola, mas o combate político apenas continua. As eleições de agosto de 2022 mostraram-nos que a população votou pela mudança e que existem fortes indícios de que a oposição poderá ter efectivamente ganho as eleições.

Chivukuvuku.webp No entanto, esta mesma oposição não conseguiu definir uma postura estratégica para que a verdade eleitoral fale mais alto do que o medo. Os próximos dois anos continuam difíceis para a oposição em Angola. A Frente Patriótica Unida terá de preparar uma estratégia para sobreviver até 2027, organizando-se melhor para tentar garantir a verdade eleitoral no próximo pleito eleitoral de 2027.

Entre outras possibilidades, colocam-se à oposição duas vias de acção estratégica. Uma primeira via poderá ser a de continuar no sentido que vem seguindo, da crítica apaziguada com debates no Parlamento e alguns comícios e pronunciamentos públicos sobre injustiças e violações da lei. Uma segunda via poderá ser a de encetar uma luta política de atrito, que desgaste o regime e o exponha cada vez mais. Defende-se neste texto que só a segunda via poderá garantir alguma hipótese de sucesso para a oposição, denunciando a corrupção,  a  falta de emprego e a inerente sempre perene vida de pobreza…

ango1.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:40
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2025
VIAGENS . 244

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3675 – 14.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO245.jpg Chivukuvuku lamentou a sua retirada da UNITA mas, declarou que a sua decisão resultou da necessidade de trilhar um novo caminho e, também por não lhe restarem outras alternativas. O antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku oficializou a sua saída do maior partido da oposição angolana juntando mais de duas centenas de apoiantes num acto que marcou a sua apresentação como candidato presidencial.

E surge uma nova etapa na vida do Abel. À nova organização política encabeçada por ele, Chivukuvuku, foi chamada de  Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), O Congresso Constitutivo desta organização política, acontece nos dias 3 e 4 de Abril de 2012; para além de Abel Chivukuvuku constam Odeth Baca Joaquim e Augusto Makuta Nkondo, na qualidade de fundadores desta larga coligação e, com a nova designação de CASA-CE

Esta coligação (CASA-CE), faria frente tanto a UNITA e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), quanto ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A CASA-CE uniu as seguintes agremiações partidárias: Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico  fundação esta coligação consegue atrair André de Carvalho Miau sido do  MPLA…

ARAUJO252.jpg Em sua primeira eleição, no ano de 2012, elegeu oito representantes para a Assembleia Nacional, conseguindo aproximadamente 6,0% dos votos. Nas eleições de 2017 a coligação teve resultado ainda mais robusto, dobrando o número de parlamentares.

Em Fevereiro de 2019 Chivukuvuku foi destituído da liderança da CASA-CE, tomando seu lugar André de Carvalho Miau, e depois Manuel Fernandes que tentou fundar o "Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola" (PRA JA-Servir Angola), mas que teve o pedido indeferido sendo obrigado a refilar-se à UNITA para participar das eleições gerais de Angola de 2022

Nas eleições de 2022, porém, a coligação CASA.CE, teve seu pior resultado, perdendo todos os assentos do parlamento. Manuel Fernandes como cabeça de lista, teve o seu pior resultado eleitoral, perdendo todos os 16 assentos das eleições de 2017.

A 7 de Outubro de 2024 o Tribunal Constitucional de Angola,  legaliza o PRA-JA. A instância de justiça considerou que a Comissão Instaladora do partido de Abel Chivukuvuku, obteve luz verde. Assim, o dito Orgão, entendeu legalizar o PRA-JA porque preencheu todos os requisitos exigidos por lei, quatro anos depois de um  chumbo.

ARAUJO 171.jpg Para surpresa de muitos políticos de nomeada, das várias áreas politicas, instigam tão alta distinção dando azo a polémica  por esta nomeação, Abel Chivukuvuku que foi nomeado numa quarta-feira (16.10.24) pelo Presidente João Lourenço como membro do Conselho da República. Chivukuvuku, presidente do recém legalizado partido PRA-JA Servir Angola, vai ocupar a vaga deixada pelo jornalista e escritor Ismael Mateus, falecido recentemente vítima de acidente, em Luanda.

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Ilustrações aleatória de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:50
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Domingo, 30 de Março de 2025
VIAGENS . 243

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3673 – 30.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

luanda16.jpg ... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.

As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.

Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.

Luanda14.jpg O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se  em  seu “Estado-maior da Campanha”.

Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…

Luanda15.png Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA.  Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.

O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que,  concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.

Luanda13.jpg A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:31
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Terça-feira, 4 de Março de 2025
VIAGENS . 240

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3669 – 04.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

unita002.jpg O VIII Congresso da UNITA, teve lugar no Bailundo, Província do Huambo de 7 a 11 de Fevereiro de 1995. A busca de unidade entre os membros do Partido com vista a implementação do Protocolo de Lusaka foi seu maior objectivo. O aquartelamento, desarmamento e desmobilização das forças e a entrega do território administrado pela UNITA à administração central do Estado, foram as decisões tomadas durante o evento.

Neste Congresso, foi abordada  a incorporação dos generais da UNITA nas FAA. Neste evento, Abel Chivukuvuku foi demitido das funções de Secretário para as Relações Exteriores  Eugénio Manuvakola, subscritor do protocolo de Lusaka sem o aval de Savimbi, e em nome da UNITA, para além de ser preso, foi demitido do cargo de Secretário-Geral…

Abel Chivukuvuku era do Bailundo. Ekuikui III , o então rei do planalto, era seu tio.  Andava no ar a ideia de que Abel tinha planos para afastar o Mais-Velho mas, a quietude dele em sua modesta casa junto à família e esclarecimentos mais recentes de sua resiliência em Luanda, foi desvanecendo esse estado de  desconfiança.

143.jpg Em certo dia, o general Gato que ocupava o então posto de Secretário-Geral do Movimento,  conhecedor da mais valia em ter Chivukuvuku como alguém que cria ideias, capaz de pensar no futuro do Movimento, tenta fazer entender ao Mais-Velho por forma a recuperá-lo do ostracismo a que estava a ser sujeito.

É assim que um dia ao entardecer, surge um sobrinho de Abel, Jobito Chimbili, com a informação de que o presidente pretendia vê-lo. E, assim o foi! Em hora aprazada Abel, encontra Jonas Savimbi em seu lugar de Estado-Maior em companhia de seu secretário-Geral Lukamba Gato.

O Mais-Velho, estende-lhe a mão  acto continuo pede-lhe desculpas por tudo o que aconteceu. Nós recebemos muitas informações contraditórias e, por não sabermos o que aconteceu, comportámo-nos de forma errada.  Embora Abel não consiga esconder sua indignação a solução tem bem expressa do mais-Velho: com Abel Abel foi: -vamos trabalhar juntos!

mike1.jpg Abel atendendo os subterfúgios,  a confusão que se gerou em volta dele, defende que a direcção da UNITA deveria ter lidado com a situação de forma mais inteligente. Estou magoado sim! Sofri muito em Luanda,  não obstante, chegado aqui, ainda tive de enfrentar toda a animosidade, um ambiente pesado de desconfiança na minha pessoa.

A um encolher de ombros do Mais-Velho: Tudo bem, compreendo! A partir de agora ficas a trabalhar directamente comigo. E, aconteceu rápido! Sendo assim, vai estar ao lado de Savimbi no dia 6 de Maio de 1995, quando este se reúne com o presidente José Eduardo dos Santos, em Lusaka. Enquanto Savimbi reconhece Dos Santos como presidente legitimo, este  aceita Jonas Savimbi com um “estatuto especial” como dirigente do maior partida da oposição… 

chivukuvuku2.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 239

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3668 – 27.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

fiat1.jpg A 20 de Novembro de 1994, o governo angolano  participou em Lusaka da Zâmbia, na assinatura de um protocolo de paz com a UNITA. Abel Chivukuvuku recebeu um convite das Nações Unidas para assistir ao acto. Fazendo parte da delegação com demais elementos da UNITA, mal o avião aterra na Zâmbia, Abel resolve abandonar o grupo.

Não obstante e, de forma calculada deixar sua mala no hotel aonde se encontrava a delegação mais seus companheiros do Galo Negro, compareceu à cerimónia integrado na delegação da UNITA, logo atrás do brigadeiro António Chassamba  e de Eugénio Manuvakola.

Após a assinatura do Protocolo de Lusaka, contrariando o itinerário pré-programado pela gestão da Delegação, voou para Kinshasa aonde se encontra com sua irmã Namby Dachala; Segue daqui para o Andulo, já em Angola, e em zonas já da jurisdição da UNITA, dirige-se ao Bailundo.

unita21.png Desta feita e já em veículo militar do Movimento/Partido, já muito próximo de seu destino final, a coluna  de viaturas faz uma pequena paragem, encontrando-se com o general T´chata e Isaías Samakuva; aqui e, segundo a descrição do livro de Vidas e Mortes de Abel, estes destacados dirigentes advertem Abel a reflectir naquilo que irá dizer a Jonas Savimbi pois que este está raivosamente desapontado com o assunto Lusaka..

O facto de ter estado em Luanda concertando sobrevivência sabe-se lá como, com as gentes do MPLA, na desconfiança sempre latente do Mais-Velho Jonas,  haveria uma suposta sujeição a outras ideias ou mesmo uma  lavagem cerebral por forma a dar novo rumo aos acontecimentos…

Chivukuvuku foi reparando no comportamento de seus companheiros, um certo distanciamento como se nele houvesse algo de pecaminoso. E, foi no dia 31 de Dezembro de 1994 no Hotel Girassol que um grupo de dirigentes do Movimento/Partido  ouviu Savimbi.

chivukuvuku2.jpg Com a presença de Alcides Sakala e Lukamba Gato, o líder da UNITA, sem referir nomes, lançou um cerrado ataque os elementos intervenientes na assinatura do Protocolo mencionando que os mesmos se teriam deixado seduzir pelas luzes de Luanda. Perante o que ouviu naquele Hotel Girassol, Abel ficou bem apreensivo; não obstante ficar  numa situação de desmilinguido, foi chamado pelo Mais-Velho Jonas a juntar-se à foto de família.

Por sua cabeça, rondavam pensamentos adversos congeminando medrosas duvidas.  Era óbvio que Abel sabia de que poucos minutos antes da formalidade das assinaturas em Lusaka, Eugénio Manuvakola, recebeu peremptórias instruções de Savimbi, para não ratificar o documento e abandonar Lusaka. Estava na mente, no proceder e julgamento  de o ser plausível, um suposto agente do MPLA…

guerra13.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:05
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 238

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3667 – 25.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

mavinga1.jpg Enquanto sob custódia, Abel Chivukuvuku ficou alguns meses em regime de residência vigiada com dois policias à porta, e na alçada do Ministério da Defesa; se bem recordo era um lugar bem perto do Kinaxixe. Em Janeiro de 1993, o MPLA, decide que todos os deputados eleitos pela UNITA, e que estavam sob custódia do governo, deveriam tomar lugar na Assembleia Nacional.

Entre estes deputados estava Carlos Morgado que era muito próximo a Abel. Em Dezembro de 1993, mais de um ano depois de ter sido capturado, Abel Chivukuvuku deixa finalmente o Ministério da Defesa indo viver para o Hotel Tivoli. Neste meio tempo, houve momentos de recordar, como a marcha com destino a Chinhama.

Uma das várias marchas que faria mais tarde com sua gente, descendo e subindo rios ou em direcção à Namíbia, lugar de Rundu, Divundo e Faixa de Kaprivi em missão diplomática e obter conhecimentos em áreas de comunicação, controlo aéreo, e técnicas de inteligência. E, tudo começou quando os estafetas eram parte da notícia numa altura de pura sobrevivência do Movimento.

mavinga3.jpg Tempos em que andava em lugares de máximo secretismo  algures e, inserido na logística global das bases Delta e Ómega. Das actividades em que se fazia notar pela  lucida aptidão e ligeireza. Alturas de valentia, com o general Arlindo Pena (Ben-Ben), coadjuvado pelo general Demósthes Amós Chilingutlla  sobressaindo na astúcia de logística moderna; lugares  de confluência entre os rios Lomba e Cuzumbia.

E, tudo começou em Abril de 1976 com o capitão Kalacata com o qual, eu próprio trabalhei no Comité Regional da Caála tendo eu a função de Secretário de Relações PúblicasKalacata era um antigo militar da tropa portuguesa, tendo recebido treinos de guerrilheiro na Tanzânia.

A Missão do Dondi, sempre surgia em suas lembranças juntamente com os demais jovens estudantes, seu irmão Artur Vinama, conhecido por ChundovavaSalupeto Pena. Neste então a guerra entre os guerrilheiros consistia em ter uma mochila pronta  com o essencial para sobreviver no mato.

toledo20.jpg Lembra-se de usar uns frutos vermelhos que tinham de ser fervidos para anular o veneno que eles continham. Era importante saber sobreviver com o que parecia na natureza. Durante dias aconteceu comerem só frutos silvestres condimentados com cogumelos e  mel silvestre.

Recordava também, por vezes com pesadelos alheios, essa saga da Longa Marcha feita por Savimbi, líder da UNITA que, terminou a 28 de Agosto de 1976. Marcha que não fez e, que chegou a Cuelei após terem percorrido 3 mil quilómetros a pé. Do grupo inicial  composto de duas mil pessoas, apenas terminaram 79 resistentes, dos quais nove mulheres…

sorte2.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:41
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 235

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3663 – 12.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

chivukuvuku1.jpg Embora já o soubesse, pude recordar no livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa que, este, nasceu a 11 de Novembro do ano de 1957, dezoito anos antes da data da independência de Angola, sua terra. Com um nome que significa “bravura”, estava reservado para grandes feitos sobrevivendo a duas quedas de avião durante a guerra civil…

Sobreviveu a um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, conspirações e ameaças, sem nunca ter perdido a alegria de viver, de ter uma grande capacidade de perdoar e, até dialogar com perícia com seus inimigos. Chivukuvuku evoca o passado e o presente com as dificuldades experimentadas por homens livres que nunca desistiram  de assim o serem.

Chivukuvuku, nasceu no Bailundo, coração da nação Ovibundo. Uma das sua mortes foi noticiada às cinco da tarde na Rádio France International no dia 1 de Novembro de 1992; neste então era também anunciada a morte do engenheiro  Jeremias Chitunda. Não foi o que aconteceu mas, receando que assim o viesse a ser, manhã cedo, ambos se retiraram da residência oficial de Jonas Savimbi situada no Bairro Miramar..

chivukuvuku2.jpg Foram saltando muros até entrarem à residência que supunham pertencer ao embaixador de França. Enquanto ouviam ao longe o ribombar das explosões, iam trocando medos em seus pensamentos; o maior de seus receios era caiem nas mãos dos milhares de milícias jovens, armados pelo governo e, que corriam pelas ruas de Luanda ao gritos.

Jovens com fitinhas coloridas amarradas à cabeça. Muitos destes “fitinhas” eram em verdade filhos dos chamados “pioneiros” que tomaram parte muito activa nos anos de 1974 e 1975 que semearam o terror por toda a Luanda, assustando as gentes do asfalto e, numa acção de suprir carências militares por parte do MPLA – manobras orquestradas por militares de esquerda portuguesa e tendo como timoneiro o Almirante Rosa Coutinho.

Os dois kwachas, Abel e Chitunda ali escondidos, passado algum tempo ouviram gente chegando e falando uma língua estranha; eram seguranças filipinos  que montavam guarda à casa do director da Chevron.  Muito dos moradores do bairro, optaram por abandonar o local nos dias anteriores, por receio de confrontos e também pelo facto de terem a vivenda de Savimbi bem perto.

unita04.jpg Depois de explicada a situação aos filipinos, estes acharam por bem que por ali ficassem tendo-se retirado em afazeres no exterior. Assim ficaram temerosos de o serem denunciados mas, passado algum tempo, novas vozes, de novo e agora, felizmente, era gente sua que chamando  por seus nomes lhes disseram terem sido enviados pelo brigadeiro Katolessa.

Katolessa que era o chefe da guarnição da residência de Savimbi também não estava certo de como fazer numa destas situações. Chivukuvuku e Chitunda só tinham em pensamento fugir, sair de Luanda até alcançar sua gente aonde quer que fosse  e em direcção ao Dondo. Sua fuga foi feita através de densa escuridão, com luzes apagadas; num repente irromperam algures no meio de um inferno com as balas a bater contra a carroceria…

paulo0.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:54
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 234

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3661 – 03.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

angola6.jpeg Pelos feitos e, para memória da história, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA descreve: Para o Mundo, Jonas Savimbi figurou como o exemplo de um revolucionário visionário cuja luta enfrentou as mais diversas contrariedades vindas de dentro e de fora do país.

Apesar disso, ao longo da sua vida apenas agiu de acordo com o que a sua consciência lhe indicava como ideal para o seu país. Jonas Malheiro Savimbi dizia: "A canção da Liberdade é a única que não destoa em todas as latitudes e longitudes do planeta Terra, que é o Habitat do género humano".

Com a sua luta os angolanos conquistaram o direito de serem homens livres e decidirem o seu próprio destino. Por isso, hoje, lutam para a implementação efectiva das Autarquias em Angola, como a alavanca para a defesa da Democracia Participativa e do Desenvolvimento sustentável.

ÁFRICA0.jpg Neste 3 de Agosto de 2025, dia em que celebramos 91 anos desde o nascimento do Presidente Fundador do nosso Partido, em nome de todos os angolanos que se identificam com o pensamento e o projecto de sociedade de Jonas Malheiro Savimbi, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA verga-se, perante a sua coragem.

Coragem física, moral e intelectual que fizeram dele, Dr. Jonas Malheiro Savimbi um ímpar líder de vanguarda e, se declara solenemente, a sua fidelidade de perseverar na luta em prol de uma Angola livre, una, verdadeiramente democrática e igual para todos seus Filhos.

Jonas Malheiro Savimbi é, pelo seu pensamento e acção, um inextinguível Inspirador para as presentes e futuras gerações, de patriotas Angolanos. Como podemos nós acrescentar à ciência o entendimento de simplicidades tão abrangentes; uma mão amiga! As pedras surdas e mudas que não podem testemunhar porque elas têm seu próprio destino, transformar-se em pó, e nós, em coisa nenhuma.

ÁFRICA3.jpg Para provar que o que tem de acontecer acontecerá, haverá sempre um milagre a alterar o curso do destino, assim o seja, pequeno ou grande! O que foi e, como foi que aconteceu é uma ideia que sempre nos acode e adianta ao acontecido.

África é imprevisível na soma de angústias, incêndios com sinais de pavor, traficâncias com segredos de podridão. Deus não se vai fiar em qualquer um, por muito boas que sejam a recomendações. Esta temeridade advém de coincidências da África, de guerras subterrâneas do poder, do branco e do preto, das coisas que dão zebra.

ÁFRICA11.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook  de Alcides Sakala

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O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:30
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 233

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3660 – 29.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

ARAUJO236.jpg E, continuando com a página de Alcides Sakala que comenta a data alusiva ao nascimento do Presidente fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi: «… O 3 de agosto é o dia em que, no ano de 1934, na localidade de Munhango, província do Bié, nasceu Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA. Se estivesse em vida, Jonas Savimbi completaria no ano de 2025, 91 anos.

Naturalmente, em esta data, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA enaltecerá, com incomensurável gratidão, a nobre contribuição deste ilustre filho de Angola, nacionalista e patriota, que legou ao país e aos angolanos, um projecto de sociedade, denominado Projecto de Muangai, consentâneo com as aspirações mais nobres dos angolanos.

O Dr. Jonas Malheiro Savimbi foi impulsionador das mudanças políticas, sociais e económicas que marcam a história de Angola, desde a segunda metade do Século XX. Jonas Savimbi foi um homem destemido, carismático e dotado de uma invulgar capacidade de argumentação política, e de bagagem cultural que impressionava e marcava todos os seus interlocutores.

ARAUJO237.jpg Para a UNITA, o Presidente Fundador deixou um legado pleno de lições de patriotismo e entrega à causa de todos os angolanos, que permite à UNITA ter a durabilidade histórica, pois são cada vez mais os angolanos que se revêm, dia-a-dia, nos seus ideais. Para Angola, Jonas Savimbi escreveu na História do nosso país o exemplo de um homem cujos discursos sempre reflectiram a vivência dos seus compatriotas.

Seus discursos sempre despertaram consciências angolanas para a luta, sem deixar ninguém indiferente e, por isso, ainda hoje é lembrado das mais variadas formas. Na verdade o seu projecto é que contém as balizas da actual agenda política  nacional: A construção do Estado democrático de direito com primazia do sector privado como verdadeiro motor da vida económica.»…

É meu dever acrescentar ao dito por Sakala:- Um calvário de angústia com repúdio à aceitação de coexistência, conducente a um futuro incerto. Tudo porque duas gerações de angolanos foram educados na convicção de que o actual Estado de Angola é um usurpador ilegítimo do património da Nação. Savimbi, sempre teve uma visão de estadista com base em um interesse nacional.

araujo189.jpg Foi pela liberdade e dignidade do angolano que Jonas Savimbi lutou até as últimas consequências, vertendo o seu sangue no campo de honra! As eleições gerais angolanas que ocorreram nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 para eleger o Presidente da República e a Assembleia Nacional. Supostamente deveriam se democraticamente livres mas, os oito partidos de oposição, em particular da UNITA, rejeitaram os resultados por fraudulentos…

O que, se veio a verificar posteriormente segundo relatos de ocorrências, assim permanece na penumbra por impedimentos de fiscalização, destruição de urnas ou, por trâmites inconsequentes. Uma vez que nem o candidato do MPLA nem o candidato da UNITA obtiveram a maioria absoluta requerida nas eleições presidenciais, uma segunda volta seria necessária de acordo com a constituição mas, à medida que ambas as partes intensificaram a retórica da guerra, o MPLA ataca posições da UNITA em Luanda. Sim! Eu sei! São águas passadas que deixaram sangrentas borbulhas e, que de novo, voltando à tona, comprometem o futuro 

sakala3.jpg

Ilustrações de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook  de Alcides Sakala

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:40
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 232

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3659 – 23.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018

- “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

dia84.jpg Na razão de estar aqui e ali, nunca chegarei a saber porque tal como nas profecias, crenças e rezas com parábolas, ninguém pode fazer todas as perguntas, nem ninguém pode dar todas as respostas. Daquele sonho antigo ainda subsistem coisas bem estranhas em meus  pergaminhos: - Os guerrilheiros da UNITA em tal assombração chamavam-me de Kato…

E, Kato era um Japonês de olhos longos, e não sei porquê, eu era esse mesmo personagem de olhos rasgados e desmilinguidos, com o nome completo de Katochimotokima que quer dizer António naquela língua de muitos kapas. Tenho assim de carregar na vida a minha cruz, na convicção de nunca poder justificar-me em pleno no papel de T´chingange

E, tal como vós, nosso orgulho, podem sair falsidades com blasfémias. É assim a altura certa de sair do entorpecimento e continuar a transcrever o que meu herói chamado de Alcides Sakala Simões, ainda nos lega: «O Grupo Parlamentar da UNITA vai continuar a lutar para o fortalecimento e afirmação da Assembleia Nacional, como órgão de soberania com identidade própria, autonomia administrativa e financeira, representativa de todo o Povo…

roxo5.jpg Representatividade capaz de interpretar e exprimir em cada momento a vontade soberana do Povo, para o alcance dos objectivos da República de Angola, estabelecidos pela Constituição. Agradecemos aos angolanos pela confiança, o incentivo motivacional, o apoio multiforme e a partilha, afirma…

Sim! A partilha de críticas e sugestões durante as jornadas de proximidade desenvolvidas nas comunidades. Apesar de inúmeras dificuldades enfrentadas pela Administração Parlamentar e os Gabinetes de Apoio aos Grupos de Deputados residentes, expressamos o nosso reconhecimento pelo empenho e diligências para garantir eficiência e eficácia da Assembleia Nacional.

Aos Assessores, Assistentes, Funcionários e Agentes do Grupo Parlamentar da UNITA expressamos o nosso enorme apreço e gratidão. A nossa gratidão aos jornalistas, órgãos de imprensa e plataformas digitais que se dignaram cobrir as actividades do Grupo Parlamentar da UNITA durante o Segundo Ano Parlamentar», fim de citação...

sakala7.jpg Já quase no fim do sonho, surge-me um pássaro chamado de xirikwata a comer-me as malaguetas picantes mas, e também, dando-me consolo em sua forma de chilrear. Tropeçando nas silabas e invisíveis protozoários dum palavrório perdido nas bagatelas dum destino, vibro muito com as luzernas de liberdade de meu maior mano de nome Sakala.

Em sua hodierna página, Alcides Sakala comenta numa declaração alusiva à data de nascimento do Presidente fundador Dr, Jonas Malheiro Savimbi:  "Quando em fim nós passarmos, como os homens da História passam, deixemos para os continuadores, o que não passa". É sob o lema: "Dr. Jonas Malheiro Savimbi – Símbolo da Unidade e Coesão do Partido". Que a UNITA comemorará a quadra alusiva ao 3 de Agosto de 2024…

socie5.jpg Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de Facebook  de Alcides Sakala

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:39
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 231

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3657 – 15.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018

- “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

sakala3.jpg Estava escrito nesta frinchas aleatórias que a Jamba era o centro nevrálgico alfa no tráfico de marfim, diamantes e madeiras preciosas. Savimbi teve de recorrer a este património mas, o governo mwnagolé da Luua, despifarrou muito mais em proveito seu, dos filhos e de toda a nomenclatura.

Agora, mais kota, recordo que as interrogações entre mim e Mac Guiver faz-de-conta, sucumbiram em sorrisos, um indício de quem sabe, mas desconhece, perpetuando uma amizade de cavandelas... Mas, mantinha-me fiel à figura de Alcides Sakala, guerrilheiro impar e diplomata de fina estirpe que para não sucumbir de fome, teve de sobreviver durante longos meses comendo mel e casca de mandioca cozida.

Alcides Sakala Simões nasceu no Bailundo a 23 de Dezembro de 1953. É ainda um político angolano da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e membro da Assembleia Nacional de Angola. Em 22 de Agosto de 2024 escrevia em sua página: «O momento é de reflexão, concertação e diálogo, para os angolanos concretizarem a alternância que vai trazer a mudança. Uma mudança patriótica, democrática e inclusiva, nos marcos da Constituição e da lei.

sakala7.jpg O povo que representamos está mais pobre, mais miserável, passa fome, enfrenta penúria, desemprego, morre de fome e sobrevive da indigência, por isso, o Grupo Parlamentar da UNITA não pode estar satisfeito com o desempenho da Assembleia Nacional. As leis e resoluções aprovadas não tiveram impacto relevante na melhoria da qualidade de vida das pessoas, das famílias, dos trabalhadores e das empresas.

Não basta legislar; é necessário que as leis sejam justas e tenham impacto positivo na vida dos cidadãos. A fiscalização e o controlo exercidos pela Assembleia Nacional deveriam ter contribuído para a boa governação, transparência, responsabilização dos governantes, erradicação da fome e da pobreza e a construção de uma sociedade de justiça social e económica, de dignidade, prosperidade e felicidade das pessoas.

A corrupção aumentou, o favorecimento de empresas do regime aumentou por via da contratação simplificada e ajustes directos, o Estado de Direito retrocedeu, os principais referentes do Estado Democrático, como a liberdade de expressão, o tratamento igual dos partidos políticos, foram violados e desapareceram da prática de governação.

luua12.jpg Todas as semanas ocorrem denúncias e relatos de execuções sumárias, graves violações dos direitos, liberdades e garantias fundamentais, o país tem presos políticos por delito de consciência. Aumentou a intolerância politica, até os Deputados da Assembleia Nacional não foram poupados; a maioria dos angolanos está desesperado.

O Estado está falido e governado por uma Constituição que não é a da República de Angola. Nesta hora difícil para a grande maioria das famílias angolanas que passa fome e não tem esperança de viver o presente nem o futuro, o Grupo Parlamentar da UNITA, vem reiterar o seu comprometimento de servir as angolanas e os angolanos»

luua27.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook  de Alcides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:52
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Sábado, 11 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 230

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3656 – 11.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

sakala2.jpg Andamos para trás ou para a frente de forma aleatória e por serem já coisas diluídas nos cacimbos e kiangalas, podemos ornamentar os factos com ausência de espanto; de só mesmo matando o tempo, de só falar! Gesticulando braveza de fingir, pulando ao redor dum herói de verdade, os luzidios e gordos generais do medo, fizeram a foto macabra para pendurar na parede escura do seu MPLA. Um herói não morre, nunca - só fica no rascunho.

Jonas Savimbi nunca se renderia, nem se ajoelharia, e se fosse capturado nunca deploraria que não o matassem. Não era homem dessa estirpe de covardes. Seria negar-se a si próprio, o que nunca faria. Seria negar o seu projecto de sociedade. Com a sua morte, perdemos uma batalha importante, mas não a guerra.

Recordamos a muita diplomacia lodosa, de quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso do M´Puto, esse que esteve no comando da UE. Por seu turno, também recordamos quando João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptocratas»…

sakala3.jpg Talvez ele, João soares mantenha essa opinião, só que agora com mais fortes razões de o ser! E, das relações escondidas, que o Dr. Soares seu pai já defuntado, manteve confidenciais durante muito tempo, em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista e, onde o movimento da UNITA não era reconhecido».

Pensando muito, aleatoriamente rumei de luzes escuras ao sonho dormido até chegar ao senhor dos anéis: algures num lugar esquecido e rodeado de mato. Alcides Sakala, bebia um chá de casca de mandioca com mel e mais folhas trazidas por um guerrilheiro muito hábil em encontrar esse mesmo mel silvestre; ambos resistíamos à perseguição dos inimigos, rio abaixo sem nunca pararmos por longo tempo. Era a guerra de Angola!

Definhados na sobrevivência, envolvidos de mistérios, e por imperfeitas sentenças de nossas virtudes, fazíamos façanhas aninhados num destino lendário, lugares esquecidos duma terra que no correr do tempo se desvanecia, se omitia em reconhecer alguns, como filhos; terra que se esquecia de nos lembrar, relegar ou, simplesmente desconhecer.

sakala6.jpg Foi no muxito escondido que relembramos a figura de  Mário Soares que de visita às Seychelles, em 1995, em conversa informal com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal»

Edu, não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão, enquanto que Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora! É um verdadeiro líder africano!». Já todos morreram - Tarde piaste, digo de mim para nós mas, e aqui corroboro com ele! Disse assim mesmo ao nosso comum amigo Mac Guiver, que me olhou sem espanto! Ainda preservo esses persistentes sonhos…

sakala7.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do livro de Alides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 229

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3655 – 09.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

Sakala1.webp Neste hiato de tempo entre o ano de 2000 e os sequentes anos do presente século que entre, durante, e após a morte de Savimbi, deram continuação ao projecto desse líder que sempre o será recordado como um exemplar patriota, não obstante haver desaires em seu percurso. Memorias e escritos de personagens que engrandeceram a UNITA destacando-se como lideres, guerrilheiros, conceituados  militares e, ou  diplomatas de craveira…

E, relendo memórias de um guerrilheiro de Alcides Sakala posso lembrar: De rio em rio, muxito em muxito, como leões cautelosos, agachando-se por debaixo  de espinheiras, espevitavam odores do embaciado ar da manhã.  Pé ante pé galgavam mais uns metros penetrando o olhar por entre as copas das árvores, captando helicópteros das Forças Armadas de Angola.

O cerco apertava os guerrilheiros resistentes da UNITA. As descrições dos ouvidos dando conta ao menor estalido de um graveto, ou um chinguiço ressequido partindo o silêncio da mata. Ali, todos os ruídos significam um perpetuar da  vida ou a morte. São sobrevivências que nos levam aos rios da salvação nem sempre fáceis de transpor.

unitao1.jpeg Passo às descrições do livro do meu ilustre mano, mais velho na aparência do que na idade verdadeira. Também é a homenagem a um homem que merece ser referenciado, porque ele é parte integrante da história contemporânea de Angola. Foi dele que recebi um galo em madrepérola que orgulhosamente ostentei na lapela.

Do embrulho atado em meu baú com entrançadas e improvisórias matebas releio de novo partes do livro: “...Para nossa surpresa a delegação do Governo era dirigida pelo General Implacável. Mesmo assim, o ambiente manteve-se calmo e distendido. O facto de ter sido o General implacável a dirigir a delegação das FAA distendeu ainda mais o ambiente.

Estávamos sentados, frente a frente, em uma mesa construída de paus frescos, com a delegação do Governo de Angola. Vinham bem vestidos, fardados a rigor e com bom aspecto físico, luzidios e perfumados. Alguns gordos demais para as circunstâncias. Era um contraste físico extraordinário. Mas, mais do que o aspecto físico, o mais importante era o simbolismo político desse acto. Os nossos corpos falavam por si e transpareciam a dura realidade das dificuldades em que vivem os guerrilheiros.

dyo01.jpg Tinhamos os corpos debilitados mas uma inteligência esmerada e vigilante para a defesa dos nossos legítimos interesses. Divididos por essa longa e difícil guerra fratricida, resultante de um nacionalismo fracturado, acirrado pela Guerra Fria, selávamos com o governo do MPLA, nas margens do rio Luconha, uma nova parceria, como aliados para a construção da paz e da reconciliação nacional.

Ficavam, assim, para trás, os nossos mortos, os heróis da resistência de Angola, os protagonistas da grande epopeia de combate pela conquista da liberdade e da democracia, entre os quais o timoneiro da Revolução dos pobres de Angola, Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA, tombado heroicamente nas matas do leste no dia 22 de Fevereiro de 2002.

:::::

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do livro de Alides Sakala

(Continua...)

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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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