Terça-feira, 14 de Março de 2017
LUBANGO . III

ANGOLA - TEMPO DE CINSAS . !Porque não esqueço - Memórias do FB - 14 de Março de 2016 - Quando os heróis ficam bronze até os nomes mudam…

Por

Torres0.jpgEDUARDO TORRES - Um Chicoronho de 3ª geração

Porque não esqueço, ao invés, tenho bem presentes acontecimentos que fazem a história da minha vida. Os meus antepassados foram para Angola em condições adversas, as pessoas da primeira colónia de que faziam parte os meus bisavós Pereira, ela grávida da minha avó Vitorina, desembarcaram e tiveram de palmilhar a pé ou em condições diferentes mas pouco mais cómodas, até atingirem o planalto da Huila, no local chamado Barracões, no ano de 1885.

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O meu pai, natural de Cantanhede, embarcou para Angola como militar, desembarcando em Moçâmedes em 1917, calculo de que modo terá também alcançado o Lubango. O planalto oferecia condições diferentes, era saudável devido ao clima ser ameno, que o diferenciava de grande parte do território, agressivo, onde as doenças como a biliosa, a malária e o clima quente e húmido permitiam dificuldades de toda a ordem. Quem não estava na melhor forma física era mais sujeita a sofrer as agruras da terra; Pessoas que vinham de outras paragens, duma civilização que nada tinha a ver com esta nova realidade eram atreitas a febres e outras mazelas.

LUBANGO 1.jpgAs próprias necessidades as tornavam solidárias, porque era absolutamente necessário que isso acontecesse. Eu próprio, nascido numa época diferente, numa cidade já bem delineada, ainda usando o chafariz para abastecimento de água potável , ou o candeeiro Petromax a petróleo e velas, porque a electricidade haveria de chegar, beneficiei, mesmo assim, com todas as limitações inerentes à época , de regalias que faziam esquecer as dificuldades, já que o meu pai dispunha de uma viatura Nash, que nos permitia dar passeios ou fazer viagens em estradas difíceis.

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Autênticas picadas rasgadas na selva, nas savanas ou nas florestas, mas sempre com a possibilidade de se verem animais diversos, que constituíam uma fauna farta e admirável. Os pontões, quando os havia sobre as mulolas, na maior parte dos casos eram formados por troncos de madeira de árvores cortadas ali por perto, ou então restava o atravessar em jangadas como sucedia no Rio Cunene.

ant4.jpg Mas havia outras compensações; Angola oferecia em cada lugar, em cada momento uma surpresa já que a natureza a dotara de uma beleza impressionante, perigosa até, mas talvez por isso, desejada e admirada. No meu tempo de criança, as estradas tinha melhorado, bem rasgadas, ligando as principais cidades; contudo, constituía ainda uma aventura viajar por elas, especialmente no tempo das grandes chuvas.

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Fora destas, outras preocupações havia, como cuidar da saúde, com medicamentos caseiros, como chás, quantas vezes intragáveis. Tão pequeno era ainda, tomava um comprimido de quinino que me punha os ouvidos a zumbir, purgantes de óleo de rícino que me obrigavam durante o dia a estar a caldos de galinha sem sal ou as garrafas de litro de óleo de fígado de bacalhau, tomadas a colheres de sopa durante a época do frio.

caprand0.jpg As constipações curavam-se também com escalda pés, uma bacia com água bem quente e cinza, onde se mergulhavam os pés, para depois se enrolarem numa manta, em seguida para a cama, e transpirar durante a noite para no dia seguinte estar melhor, tomando mel, limão e rodelas de cenoura, em xarope de paladar agradável.

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Ou tricalcina, um pó branco diluído em água para fortalecer os ossos, já que água da nascente era pura demais, sem o cálcio necessário, para o efeito. Usar o permanganato e o álcool puro para as feridas, as papas de linhaça, e outras mezinhas que foram desaparecendo, quando após o final da segunda guerra surgiu a penicilina, cuja invenção permitiu outro desenvolvimento.

nash1.jpg Desenvolvimento que deu origem a outros medicamentos derivados, como as sulfamidas que desapareceram do mercado farmacêutico, e que tantas vezes e com bons resultados foram usadas em diversos tratamentos. E o quinino, umas bolachas amarelas e amargas como trevisco! A resoquina ou Kamoquina para o paludismo que nesse então eram chamadas de maleitas, como assim era conhecido no M´Puto. Tanta coisa mudou depois, mas ficará para outra altura….

EDU



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:56
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017
LUBANGO . II

OUTROS TEMPOS 31 de Janeiro de 2015 Devaneio … Memórias do FBQuando os heróis ficam bronze  até os nomes mudam…

zorro3.jpgAs escolhas de T´Chingange

Por

Torres0.jpgEDUARDO TORRES - Um Xicoronho de 3ª geração

Há largos anos, nessa Angola imensa onde as cachoeiras derramam água por entre rochedos seculares e, em que o verde da floresta se confunde numa só cor, grandiosidade da sua dimensão, as savanas beijam ventos formando a linha do horizonte; vasto e longínquo. Uma dança que transcende o imaginário em movimento formando duna. Duna que depois se transfere de um lugar para um outro. E, num repente surge uma n´tumbo, a planta única do Namibe com o nome mundialmente conhecido por Welwitschia Mirabilis.

 nauk2.jpgNum céu em que o sol surge brilhante e quente, céu de azul único por vezes povoado de imensas nuvens negras e medonhas, raios a se cruzarem a na tempestade tipicamente africana. Num planalto situado na cadeia montanhosa da Chela, um punhado de homens e mulheres, desembarcados em Moçâmedes e, vindos da ilha da Madeira ali bivacaram suas vidas. Da pérola do Atlântico levaram sonhos de conseguirem uma nova pérola em África.

nauk7.jpg Em um continente tão diferente da ilha que tinham deixado, tão distante, com eles foi a saudade, crença forte, fé de valentia. Talhados para a sobrevivência e também a dor, obedeceram a um sonho que o tempo alimentava. E foi assim, temperados pelo esforço sobre-humano que regaram a terra com lágrimas de pioneiros, com empenho e vontade de vencer.

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E, concretizaram seu sonho! Primeiro num pequeno lugar, chamado Lubango dos barracões, depois e já com novo folgo, anseio e oportunidade em outros lugares com salubridade. E, é naquela capela da Senhora do Monte, que relembram os idos tempos de incertos dias lá da sua ilha, da côdea de pão e das levadas movendo moinhos.

 welwitschia mirabilis.jpgAquela imagem de Nossa Senhora que com eles veio para lhes dar segurança, lá estava pendurada no alto a lhes dar esse alento, que só a fé alimenta. Depois surgiu nova realidade e Lubango passou a ser Sá da Bandeira em homenagem a um político da Metrópole. Aqui, longe da cidade que me viu nascer, sinto-me cada vez mais orgulhoso de ser descendente directo de gente das mais diversas têmperas, que permitiram tornar possível um sonho que virou uma realidade que não acaba aqui.

EDU

Compilado e formatado por T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:04
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017
LUBANGO .I

ONGWEVA -  EM ANGOLA É SAUDADE - Férias na Humpata

juru0.jpgAs escolhas de T`Chingange

Por Eduardo TorresUm Xicoronho de 3ª geração - Deus quando nos permitiu a faculdade de pensar garantiu-nos também o uso dessa liberdade

Torres0.jpg Nos meus tempos de criança, quando ia passar férias na Humpata, na casa dos meus avós, havia na entrada para a sala um caramanchão de roseiral de rosas brancas, duas grandes amoreiras e depois seguia-se um grande jardim, com muitas açucenas, lírios, roseiras, dálias e outras espécies de plantas cujas flores espalhavam um aroma que perfumava o ar.

torres20.jpg Dava prazer respira-lo sentindo aquele aroma entrar pelas narinas e perder-se nos pulmões para apaziguar a alma. O Jardim era separado da vala de água que corria junto à rua por uma vedação de arame que ligavam prumos de madeira separados igualmente em dois ou três entre si, e em cujos arames se desenvolvia uma silva de amora silvestre, que pretas ou vermelhas eram sempre saborosas.

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Longitudinalmente desenrolava-se um pomar, com um caminho pelo meio a dividi-lo, e quem caminhasse para o fim dele, iria encontrar uma grande área de terreno destinada exclusivamente à sementeira de trigo, aveia ou centeio. No pomar havia quase toda a qualidade de árvores frutíferas, desde as saborosas pêras do Natal, que maduras duravam apenas uma semana, pois logo ficavam bichadas, tipo de pêras que nunca comi em mais nenhum lugar, a não ser na Humpata e no Lubango.

luua24.jpg Havia os damascos, os pêssegos, brancos, amarelos e de salta-caroço, as ameixas brancas e vermelhas os figos brancos pingo de mel e os a que chamavam lampos, com a passarada a chilrear dando alegria ao ambiente, com as chiricuatas e os papa-figos sempre à espreita de uma oportunidade para saciarem o seu apetite.

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Depois, mais à tarde pegava na minha pequena bicicleta Ralley e pedalava pela rua, que terminava junto da igreja de S. Sebastião, numa bifurcação que era a saída para Sã da Bandeira ou para o outro lado onde ia apanhar a rua que passava à frente da propriedade do meu tio Torrinha, duas ruas paralelas que delimitavam a zona mais povoada da vila.

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Na parte de cima ficava a escola, o Posto Administrativo, a casa e o moinho do Camaco, a propriedade do Zé Pio, um cego que indicava com a precisão possível o lugar de cada árvore, os castanheiros dos ouriços, o comércio do Abrunhosa, enfim…

massau5.jpg Tempo que figurará sempre na minha memória, porque não é possível apagá-lo... A família Nóbrega era numerosa, e espalhava-se desde a fazenda de S. Januário, o Café para o fogo, a fazenda do Bartolomeu de Paiva junto dos eucaliptos. À entrada da vila havia um grande lago; recordações de hoje, como se as tivesse vivido ontem...

EDU



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:23
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Sábado, 14 de Janeiro de 2017
MUXIMA . LXVII

ONGWEVA DE ANGOLA ... SAUDADE - Os chefes de Posto e os Comerciantes do Mato - A história de Angola é uma epopeia feita a caminhar, ou andar em tipóia...

tonito3.jpgAs ecolhas de T´Chingange

Por: Eduardo TorresUm Xicoronho de 3ª geração - Deus quando nos permitiu a faculdade de pensar garantiu-nos também o uso dessa liberdade

Quando escrevo sobre factos da minha vida em África, as histórias reais vão para além de mim. Angola, tem um significado mais abrangente, porque nasci e vivi nela quarenta e dois anos, e nesse espaço de tempo que compreendeu a minha vida até chegado o momento de abandoná-la, criança ainda ouvi o meu pai contar estórias! Da forma como viviam, de uma maneira geral os Chefes de Posto, em especial porque eram colocados em locais ou transferidos para Postos sem as mínimas condições.

moc1.jpg Uma epopeia ou saga que deve ser enaltecida por quem ainda vive e a viveu e, porque seguramente será deturpada ou minimizada pelos novos senhores que a governam. Os chefes de Posto, entre outros administrativos acompanhados de familiares, a maior parte deles com filhos pequenos, sem hipótese de assistência médica e escola, estavam instalados para permutar gestão com os nativos intermediando os funantes.

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Os comerciantes do Mato, por sua vez, não viviam em melhores condições. Foi a forma encontrada de estabelecer soberania estabelecendo uma ordem social de quanto baste. Em caso de doença, na maior parte dos casos, beneficiavam esporadicamente do contacto com camionistas que transportavam mercadorias para as lojas. Hoje o funcionalismo e não só reclama das condições em seu trabalho mas estes nem sempre tinham viatura própria; pode parecer um absurdo mas assim era.

povo1.jpg Tinham a seu favor o facto de ter sido aquela, sua opção de escolha de sua colocação. O lugar onde se haviam de se instalar, segundo critérios generalizados era o de servir melhor em primeiro lugar seus interesses e segundo regras emanadas da Administração. Estabelecer também com os nativos da região condições de negócio segundo regras de reciprocidade ou concorrência. Enfim, normas de vida civilizada!

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A importância que advinha de serem pontos de ocupação, soberania em terras do fim do mundo. Naquele isolamento, era içada todos os dias a Bandeira Portuguesa que simbolizava a Ordem, a autoridade e justiça. A protecção necessária a um progresso, independentemente de ser um pequeno aglomerado populacional, kimbo ou apenas e unicamente um Posto Administrativo. Era ali a verdadeira loja do cidadão, se compararmos isto aos dias de hoje.

posto0.jpg Por assim dizer representava a presença dos portugueses nos mais variados e isolados pontos da imensidão angolana. Os sacrifícios e valentia de como encararam os momentos nada fáceis, eram corroborados por eles mesmos no enaltecimento da Fé e da Esperança, vertentes sempre presentes na defesa duma Portugalidade nem sempre presente pelo poder e lei longínqua.

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Quantas vezes e, porque lhes faltava tudo a vida ficava traduzida em morte. Na dimensão desse território, cabiam as biliosas, a doença do sono provocada pela mosca tsé-tsé, a malária e outras doenças tropicais que eram combatidas com o quinino, uns comprimidos do tamanho de hóstias, chás de plantas medicinais, e medicamentos primários, situações idênticas às dos colonos que vindos da Madeira fundaram a cidade onde nasci., Lubango.

posto1.jpg Era suficiente descer a serra até Vila Arriaga, para se sujeitar, se a sorte não fosse bastante, para se morrer de uma biliosa, como foi o caso de um dos meus melhores amigos e colegas da escola primária, filho do Secretário Administrativo da vila. Era costume dizer-se que terra de imbondeiro não era terra saudável.

posto3.jpg Até nisto, essa árvore grotesca e especial da flora de Angola, era o símbolo de se viver ou morrer, consoante a doença de que se viesse a padecer. Os climas saudáveis eram os dos planaltos mas, mesmo nestes, havia periclitantes cuidados com a saúde. Angola mudou muito desde os meus tempos de criança até a deixar. Mas, até sair nesse então, os administrativos continuavam a viver em muitos Postos isolados, em kimbos ou lugares de comércio e varejo beneficiando nos últimos tempos de acessibilidades com correio e outras condições que lhes faltavam antes, em meus tempos de menino e, eu já sou século…

torres.jpg EDU   

Compilação e formatação do soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:25
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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