Quarta-feira, 14 de Abril de 2021
XICULULU . CXXXVI

FALAS VADIAS E ATRAVESSADAS – (12.04.2021) - 14.04.2021

Crónica 3138JUSTIÇA - De vergonha alheia, me fiz em raiva…

Xicululu: - Olho gordo; Avareza

justiça1.jpg

Por: soba001.jpgT´Chingange – No Al Gharb do M´Puto

Neste agora do ano de dois mil e vinte e um, o futuro pode sem novidade de espanto, agarrar por inteiro nosso esqueleto sem ver rebrilhar a kúkia nas águas do Tejo, do Tamisa, do Reno ou o Okavango que sempre levam a vida feita água aos ecossistemas e outros pântanos. Charcos aonde a vida prolifera sem distinguir o seu passado porque ali as palavras, como terra, viram bolachas ressequidas como se o fossem, chocolates. E, desse lodo germinam peixes à mistura com batráquios, lagartos e muitos rastejantes.

Tomando um café de cheiro longínquo de São Tomé ou Timor, posso adivinhar toda a gente de pés varridos, lavando as mãos com água sanitária na forma de lexivia, de quarto em quarto de hora, esfregando com sabão macaco ou outro de cheiro para eliminar uma doença invisível que se agarra às pessoas; por via dessa praga invisível, esfrega-se a mesa, besuntam-se as mãos com gel, passa pano, borrifa as batatas, tira e põe-se a máscara para afugentar o invisível e vem a pergunta de quem quer ganhar seu sustento, dono ou empregado, porque o mundo não pode parar assim átoa.

justiça2.jpg E, assim pronto a tomar o café, primeiro ou antes, lá vem o bom dia, a boa tarde e, o que vai tomar? Tira máscara e responde, uma bica e um pastel de belém. Noutra mesa comem cachapa de milho, uma tortilha ou o que quer que seja, assim se tenha dinheiro para reanimar a economia; assim a medo, ora reabrem ora refecham, ora criam a forma de um postigo. Mas, antes de tudo isto, apontam-nos uma pistola de plástico mesmo no templo das frontes salpicando no ecrã números. Se passa os trinta e oito, isso é febre, não pode entrar - o perigo espreita nele, quarentena pela certa…

Assim com este tempo tão perigoso, só me sobra tempo para cuidar do jardim, falar com as hortenses e ver as alfaces crescerem, colocar veneno para matar as lesmas e caracóis porque senão tiram-me nacos de salada. Retirar as flores do sabugueiro, colocá-las à sombra a fim de depois fazer aquele chá que ameniza a tensão, o stresse e o escambau. As missangas deste tempo estão periclitantemente desoladas. Assim como que se o fora brasileiro, pergunto: - Cadé o meu futuro?

justiça4.jpg Abro a televisão e é só malazengas da justiça, das estratégias de fuga, do gráfico da economia, empréstimos a fundo desperdiçado, mais dinheiro para o banco, para os aviões, enfim… Como coisa ruim nunca vem só, cativam os números do orçamento a fazer engenharia financeira . Engenharia da mentira para evitar os picos da divida abaixo da tona de água: A paz e os anjos apaziguam-se chamando nomes aos bois, aos juízes que desperdiçam o trabalho da procuradoria, achincalham acusações com investigação, deitam por terra trabalho de outros traduzido  em anos muitas hora de escutas e tandos edecéteras…   

No dia de “La Liz - 9 de Abril”, ouvindo de novo a TV, a vontade de chegar a nenhuma parte definiu meu rumo, nosso rumo afinal, também o do M´puto ficando assim e, desconcertadamente no mais incerto sem ter confiança nenhuma em mais ninguém. Um tal de Ivo, Juiz, assim falando coisas pernoitadas, desprocedeu fazendo permanecer a acção escorregadiamente aflitiva no suficiente para fazer espairecer ou desaparecer as substâncias narráveis. Em verdade, já não tinha qualquer decente esperança. As forças feias do processo, do mega assunto, ficaram assim de muitos punhais com muitos aços, todos, mas todos mesmo, trouxados numa só bainha.

socras2.jpg O assunto vem de Sócrates, o ex-primeiro, mas, com altos e baixos e algumas prescrições nem as maiores asperezas me deram toda a consideração aumentando o desamparo e, de vergonha alheia, me fiz em raiva. Tudo aquilo que ouvi molhou minha ideia sem procurar caçar desculpas. Que país é este!? O certo é de que, antes de poder ouvir e ver, eu já pressentia. Este Juiz com nome de Rosa, é um homem de tão injusta regra, e de tão visível incorrecto parecer, que nem o estado poupou. E, o Estado, somos todos nós. Afinal isto parece ser assim como jogo de baralho, verte e reverte. Tudo muito entrançado… Valha-nos Nosso Senhor – pelo andar da bagunça é quase certo que ainda vamos indemnizar o dito cujo ex-primeiro…

O Soba T´Chingange            



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:00
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Sábado, 20 de Março de 2021
MALAMBAS - CCLVII

A AMIZADE, NO MUNDO JURÍDICO, NÃO EXISTE...19.03.2021

HOJE, O ALGORITMO, COMANDA-NOS... Crónica 3131 - Meditação de T'Ching

SACADURA2.jpeg

Por soba24.jpgT´Chingange – No Al gharb do M´Puto

No mundo jurídico, existem as chamadas “brechas da lei”, das quais competentes advogados fazem uso para adiar ao máximo a condenação de algum cliente ou conquistar as mais surpreendentes absolvições de indiciados. Todos temos conhecimento de muitos e, de megas processos que se arrastam tanto que até a vontade prescreve seu entendimento. Uns são rasgados, outros cortados a tesoura por republicanos procuradores e muitos outros, omitidos por conveniência de uma das partes. Por vezes, todos somos lesados e, a bem da Nação, assim ficamos, entenda-se…

roxo118.jpg Francis Bacon (Procurador-Geral da Grã-Bretanha - 1607, fiscal-geral - 1613, guarda do selo – 1617 e grande chanceler – 1618) disse: “Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”. Cícero, o grande orador romano, chegou a reflectir: “Existirá algo mais agradável do que ter alguém com quem falar de tudo como se estivéssemos falando connosco mesmos?” Coitado daquele que não pode pagar a um advogado, que tenha esse condão de amontoar as malambas (palavras) certas no argumento de absolvição. Quando tudo isto nos acontece, refugiam-nos entre amigos...

sacag11.jpg Há pessoas que têm facilidade para fazer amigos. Outras, tomam poucas iniciativas nesse sentido, o que não significa que não apreciem tê-los. Mas, na vida de todos os dias, também há quem queira encontrar alguma “brecha”, ou até as crie, na tentativa de justificar atitudes que relativizam princípios, visando ao ganho pessoal ou material menosprezando a amizade! Já passei por isto! Quem nunca o passou? Nunca digas nunca! Relacionamo-nos com a família, os vizinhos, colegas de trabalho e os amigos. Trazemos essa necessidade de relacionamento desde que nascemos. De facto, está em nosso ADN: não podemos viver isolados mas, cuidado: - Muitos mascaram o apego a um poder ou, interesse em viver sob os holofotes com o argumento de prestação por serviço altruísta.

algoritmo1.jpg Pesquisas têm revelado o valor da amizade, mas não se impressione com seu perfil numa rede social da actualidade que abriga inúmeros amigos virtuais porque, de acordo com o antropólogo britânico Robin Dunhar, o máximo de amigos que podemos ter em mente é de150... Mesmo assim, dentro deste número, há uma variante entre 5, 15 e 50, na qual estão os mais, os mais ou menos e os menos íntimos e próximos. Para mantê-los, será preciso pelo menos fazer uma ligação a cada 7 dias e, nunca deixar de retornar os contactos recebidos quando for o caso. A amizade contribui para elevar a auto-estima, melhorar o estado depressivo e, entre outros benefícios, a condição cardíaca.

algoritmo3.png O amigo está presente em toda e qualquer situação. Na adversidade, ele surge como um irmão. Mas, é nas injustiças que nos debelamos com a leviana ou mentirosa acção de quem nos trai, de quem nos contorna a vontade de querer no ser-se honesto. Os advogados, esses, os tais de bons, por interesse e por vezes, enforcam-nos nas palavras... É esta a vida ALGORITMA (algoritmo de Inteligência Artificial que pode provar que a realidade é, na verdade, uma simulação) em que o mundo nos destina, hoje. No conceito original deste palavrão, a ideia é que no conjunto de instruções sub-reptícias, nos levem a ser o que se lhes parece, com uma resposta certa e a gostar da Coca-Cola…

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:18
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021
XICULULU . CXXXI
O DESERTOA , a IMPUTABILIDADE  e a COVID
Crónica 3112 - Domingo 07.02.2021
Por soba24.jpgT´Chingange, no Barlavento algarvio do M´Puto

nauk2.jpg Não sei se você já esteve num deserto. Eu estive e não desgostei mas, ia rodeado de mordomias, água fresca da caixa térmica, coca-cola, cervejas, frutas e sorvete feito gelado ou baleizão como sempre chamei quando ainda estava na Luua de Angola. Mas, diga-se que é um lugar solitário, árido, amedrontador até, se não tiver as condições de como sobreviver. Areia por toda parte, sol inclemente, calor sufocante, paisagem desolada; o deserto é terra de abandono e morte. É preciso ter espírito de beduíno, couro de lagarto ou “tanque” de camelo para sobreviver na imensidão do nada, sem oásis e sem água.

nauk3.jpg Por défice de humidade, perdendo mais água do que recebe, os desertos ocupam um terço (33%) da superfície da Terra; genéricamente, os desertos não têm vegetação suficiente para sustentar nossa vida. Os Coisans, Bosquimanos, são o único povo que conseguem ter algum modo de vida no Calahári, lugar aonde também andei, calcorreando... Em geral, são lugares desabitados. A própria palavra deserto, originada do latim desertum (“lugar abandonado”), foi utilizada durante muito tempo para descrever uma área despovoada. Mais recentemente, o termo ganhou a conotação de aridez.

nauk7.jpg Em nossa vida, muitas vezes enfrentamos o deserto, longe da família ou parco de outros recursos que nos trazem comodidade. Fora do espaço familiar e adentrado num proceder desconhecido, sente-se inconformado, abandonado, descartado, CONFINADO. Mas, o deserto pode ser a espera por um emprego, o estar fechado em casa, a espera de um resultado de um exame médico, a conta bancária no vermelho ou a rotina vazia esperando a VACINA ANTI-COVID. Uma depressão paralisante, um PESADELO como quem está num deserto em abandono. Desertos existenciais são diversificados e preparados para testar todos os tipos de pessoas sem ter em conta a posição social, sua cor ou credo com algumas excepções. E, é no DESERTO, que você percebe seus limites, desconfia de sua integridade, apercebe-se de sua fragilidade, reconhece seus fracassos e enfrenta a tentação de furar a sorte.

nauk13.jpg Que até luta com Deus, desafiando o diabo e, descobre uma força que não conhecia: -retirar a hipótese de vida a um outro desviando o quinhão de vida de outro ALGUÉM. Neste estado catafórico, perde até as ilusões de ser purificado na vaidade ou destreza saindo-se com uma nova visão da vida, furtando-a ao próximo... Afinal qual é o seu DESERTO ? Você também acha que o deserto é apenas uma boa paisagem para criar um oásis!? Ou acha que é o lugar para descobrir que você é menor do que pensava e que Deus, é maior do que você imagina. Que afinal a tal de IMPUTABILIDADE é falival,  porque só é uma lei feita à medida para uns que se julgam ser!? Não se esqueça destas debilidades...

O Soba T'Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:15
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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