Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020
MALAMBAS . CCXLIX

MALAMBA É A PALAVRA...

Crónica 3085 - Apaziguando rijezas adversas - 23.11.2020

Por

soba24.jpg T'Chingange – No M´Puto

araujo 42.jpg De acordo com um dito popular, há três coisas que são irrecuperáveis: a flecha atirada, a oportunidade perdida e a palavra falada. Pascal, filósofo e matemático francês, afirmava que “a maior parte dos problemas do ser humano é decorrente da incapacidade que tem de ficar calado"...

E, como cada qual tem no corpo um pecado de qualquer crime por pagar, de facto, uma verdade incómoda para todos nós é de que, muitas vezes, sabemos exactamente o que precisa ser dito em diversas situações, mas não dedicamos tempo suficiente para pensar na maneira acertada em como as coisas devem ser ditas, noé!?

Quando se trata de controvérsias, ou quando há necessidade de falar contra algum erro, sabemos o que deve ser dito, mas falhamos por vezes na forma como o dizemos... E, por isso, apresentamos o que nos parecerá plausível; porém, a palavra muitas vezes, sai desprovida, sem intenção ou sem o esforço de uma conversinha adulta na suficiência...

pombinho3.jpg Dizemos o que precisa ser dito, mas com aquela ponta de arrogância que causa agressão verbal nas malambas precipitadas ou até avermelhando os olhos por só se falar pedacinhos de palavras constipadas de angústia.

Muitas relações fracassam por via de agressões verbais ou palavras precipitadas. Sabe-se que, durante a infância, algumas, muitas pessoas desenvolveram uma personalidade complexada ao ser estigmatizada com termos pejorativos.

Quantos amigos já foram separados por causa de palavras inoportunas. Conflitos teriam sido pacificados, caso fossem usadas palavras brandas por uma das partes. Transgressores poderiam ter sido recuperados, caso a verdade lhes tivesse sido dita com palavras menos graves...

o vazio.JPG Não haveria tantas reputações destruídas e caracteres manchados se a palavra maledicente não fosse dita. Há tanta gente que poderia ser curada de suas feridas emocionais e espirituais se tivesse encontrado alguém que lhe dissesse a palavra sem abelhudice!

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” foi o que li e até retive que “A morte e a vida estão no poder da língua” - reli algures... Na ânsia de sempre arrumar alguma coisa, solicito-me mnemónicas próprias de antigos responsos: Por São Brás! Por São Jesus, passo aqui sem levar a cruz! Com mil outros assuntos vagos e sem interesse, entre muita tolice, tenho em mãos uma fútil preocupação espantando a visão de ver bolos-reis deitados ao lixo, tendo tanta gente passando fome!

araujo179.jpg Amanhã! Amanhã! Calculo eu, saberei tudo; nada de desanimar! Sem saber porquê reconheço-me muito mais depois das resistências postas ao meu futuro; mas que futuro? Qual a medida verdadeira do meu apreço às notícias que correm, das intrigas internas e externas, das guerras sem apreço e sem medida, tolas quanto baste  a somar aos muitos sacrifícios com desmandos…

Feliz semana...

Nota: Esta Crónica sai também publicada em Facebook na página Kizomba... 

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O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:15
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Sábado, 21 de Novembro de 2020
MUXOXO . LX

NUM TEMPO COM CINSAS - AZUCRINADOS - Portugal e os bafos dos desabafos… Crónica 3084

Meu futuro é amanhã! Ontem, foi meu prefácio… Termos de acreditar que algum visitante do futuro nos traga toneladas de esperança para se acabar com a crise… 21-11.2020

Por

soba24.jpg T´Chingange – no Algarve do M´Puto

eça2.JPG Despairecendo meu espírito, olhei-o escondido com medo do fogo e do capeta feito diabo que sai por toda a parte lambendo os beiços. Com modos sortidos, nas entrelinhas, esbarra em lugares de kotas mais velhos e, assim átoa feito peste, quebra a renitência da idade. E, porque não posso tomar medidas energéticas providenciais, requebro-me nas charadas alcoviteiras para enfeitar penicheiras provocatórias, estendendo a crítica a vulgares patifarias de caixeiros feitos doutores e, até políticos…

Engomando, cozinhando, ou limpando-nos o pó como se fôramos trastes dum estado só deles, precisamos de algo a que nos apegarmos para que a fé não vacile para além do suficiente. Na vontade de fugir espantado, remoçado, muito inchado de iguarias macabras, algumas idiotas, meus espíritos passeiam-se-me no cérebro às apalpadelas azucrinando-me.

eliseu0.png Sem a preocupação gramatical, com o sujeito cutucando o verbo mais o predicado…, sem a métrica do fado, uma emergência confusa deste tempo, sem uma rima versejada por poeta que se preze, esganiço-me a fazer conversa sem sobejar esforços de conversinhas, na fé da promessa e até, sem a vergonha de estar esmolando metáforas antiquíssimas. Ninguém ainda sabe, só umas raríssimas pessoas de olhos rasgados…

Jogando búzios na zuela do feitiço, com algum esforço intelectual, remexo panelas de caldeirada muito me convencendo da inutilidade das bagatelas que nos preenchem o dia, refugiando-me atrás do balcão de minha modesta venda de vaidades. Metendo num pão que vai ao forno os trocadilhos e chouriço e enquanto espero, vejo os estudos feitos pela OMS que apontam uma estatística mundial como havendo 300 milhões de pessoas, de todas as idades, com depressão, considerando ser este o mal do século…

etosha2.jpg Algum tempo atrás, desconhecia que podíamos fechar o tempo dentro de casa, atazanado comecei a beber dez gotas de cannabis para truncar as vicissitudes misturando o gosto estranho com kefir, um pouco de café pilão e um pouco de mel. E assim, meto também num pão tipo croissant os trocadilhos com chouriço, por vezes morcela, no fim de sentir algum prazer de viver…

Escrevo isto olhando para a árvore gigante que meu vizinho alemão da Alemanha construiu no seu quintal, a mesma que me tira o sol de inverno porque baixou demasiado no varão, agora ensombrado; lá estão as duas máscaras que foram lavadas com sabão macaco mas, ainda não sei quanto tempo o capeta pode ficar naquela superfície de pano.

enxada quioco1.jpegMenos mal que o meu outro vizinho que veio de França e, que tudo indica ser evangélico está com o Espirito Santo. Deste modo lá serei abrangido nessa coisa do wifi… O tal padrão Wi-Fi que opera em faixas de frequências que não necessitam de licença para instalação. Acho que também serei apanhado no leque de ondas embora o tipo, tenha subido o muro até aos limites da minha altura  só para não ver sua filhinha vinda das arábias a fumar por aqueles esquisitos cântaros  com uns tubos de fazer borbulhar  o Alibabá...

Ainda que eu falasse a linguagem dos santos, para além de me ser exigida a fé suficiente, teria de me posicionar diante da minha intuição; os meus olhos teriam de me fitar, de me desafiar a enrolar silêncios nas pretensões, sem me sentir temeroso e, quanto a isto, enfeito-me de liberdade com a suficiente e possível humanidade sabendo de antemão que viver, mesmo, é um descuido prosseguido…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:27
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020
MALAMBAS . CCXLVIII

 

NAS FRINCHAS DO M´PUPO 16.11.2020

Crónica 3083 - Apaziguando rijezas adversas, perfilando anjos com a singularidade do mundo

Por

soba24.jpg T´Chingangeno M´Puto

araujo18.jpg Manter a alegria acima de um certo limite, hoje, é quase crime porque dentro de quadrados ou círculos até a criança de forma precoce aprendem a geometria do mundo da peste. Teremos até de esquecer o natal que se aproxima, mantendo no topo o lema: “O corajoso escolhe o caminho certo”.

Euclides que foi o pai da geometria, um centro de excelência em cultura e conhecimento de sua época, convidado pessoalmente pelo próprio Ptolomeu I no largo período de A.C. hoje ficaria exuberante pelo uso de suas figuras como medida profiláctica. Ter coragem é prescindir da bússola porque o sentido de orientação virou e, caso tenhas pela frente um cruzamento, será bom rezar três pais-nossos e duas avé-marias porque os problemas podem surgir.

araujo19.jpg E, para completar nossa coragem, vem a OMS – Organização Mundial de Saúde, dizer que os humanos podem ter de conviver com a Covid-19 para sempre, tal como já se vive com o AIV e outras malazengas. Isto passa-se connosco afastando mesas e cadeiras para o meio da rua e, fazendo dos escritórios dormitórios.

E, é triste! A máquina da alegria abaixo de certa quantidade pára! Mas, basta dois dedos em funcionamento tenso para e num solavanco respiratório, colocar a liberdade no tremor do outro. Teremos forçosamente de modificar nosso caracter de existência para aprender esta permanente transitoriedade.

araujo12.jpg Por vezes as coisas mudam e, os vistos de trânsito caducam, quersedizer invalidam-se. Agora lá terei de esperar mais de três meses para revalidar meu passaporte; depois atestar que nas 72 horas antes, o bicho que ninguém vê, não pegou! Estamos forçosamente ligados por breves períodos na sucessão de objectivos que se suplantam. Coisas vindas do nada, viram para tudo.

Com um apagão brusco na possibilidade de movimento, subitamente o tudo, expira! O repleto ar cheio de informação, torna-se demasiado chato, teimoso. Demasiado concreto. Não obstante a curva não achata. De novo e com agrado, relembro aquela senhora a percorrer a praia de ponta a ponta de marcha-à-ré - andando para tráz para rejuvenescer-se, pode!?

araujo90.jpg As informações são variadas mas, sem brutalidade na delicadeza vão afirmando que o ar existente entre nós dois, seres humanos e, esse vazio de festa para manter cada qual, festivalando no seu círculo, no seu quadrado. A alegria fica assim verticalmente desenhada no vazio que permite abrir os braços na prumada do céu.

Só de pensar que o rádio 226 colado na minha mochila pode ficar activamente maldoso por 1600 anos, já me dá um certo alívio. O futuro desabriu depois de umas semanas trancado. Num qualquer destes dias viro pirilampo. Com tantos avanços tecnológicos, melhor seria que nos dessem um comprimido de seis meses de sonolência, enfiarem-nos num tubo de hibernação e despertar na hora certa de desembarque no lugar aprazado…

Ilustrações de Costa Araujo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:20
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Sábado, 14 de Novembro de 2020
MISSOSSO XXXVI

MEDITAÇÃO DO T'CHING

Crónica 3082Kiçondeando o OLHAR DA FÉ - 13.11.2020

Por 

soba24.jpg T'Chingange -  no M'Puto

sacag9.jpg O que não fazem os seres vivos, mesmos os irracionais, pela própria sobrevivência? Com o passar do tempo, cabras que habitam áreas desérticas de Marrocos tiveram que aprender a subir em grupos na árvore de argan, em busca do fruto para sua alimentação. Na Itália, cabras selvagens foram vistas tentando subir 50 metros de um paredão em busca de alimento. Como seres humanos, também não nos renderemos à possibilidade de morte. Enquanto houver hipótese de viver, não a descartaremos!

picasso3.jpg Kissondeando* sobre muitas picadas percorridas, revejo-me nas vivências porque não o sou, só ossos dispersos. Pensando em kimbundo da Luua recordo falas da terra que afinal não era minha; repeti assim: “ki tuexile tu ngó ifuba iatujunkura” - ainda não somos só ossos dispersos, “ifuba yetu iokune kala jimbuta” - Nossos ossos serão semeados como sementes…

Em 2003, Fernando Ivan Ostrowski tinha 18 anos e estudava na Rússia. Em certa madrugada de Novembro, ele foi acordado pelo som da sirene e, pelos gritos que anunciavam um incêndio no residencial da universidade aonde morava.

deserto1.jpeg Foi o último a acordar, mas, com muita serenidade e acalmando os demais, ele não hesitou em pular do quinto andar. Tendo a queda amortecida pela neve, mesmo assim sofreu alguns ferimentos. Com essa atitude, escapou da morte, que ceifou 36 estudantes nessa ocasião...

E, foi em um barco prestes a ser tragado pela tempestade que John Newton se libertou da vida imoral em que havia mergulhado. Na ocasião, clamou por socorro e foi ouvido. A força da fé tem milagres inexplicáveis; decerto, cada um de nós tem passagens desconcertantes em sua vida...

Mas, a incerteza faz parte de nossa natureza! "Senhor, se és Tu, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas!” Era este o clamor de Pedro, o pescador, discípulo de primeira linha de Jesus, o Nazareno.

intifada0.jpg Assim está escrito na Bíblia e, não se tratava de um teste! Ao convite de Jesus, Pedro começou a andar como em terra firme, até que o erro de desviar o olhar para a força do vento por pouco não o destruía. Eu, que já tive muitos kixibus, entendo que as dificuldades de meus, nossos ancestrais também kubasularam lumbus mal explicados e, conhecendo bem a ciência dos calundus, espantaram  maus olhados desses defuntos espíritos da Yanda.

Sem o olhar de fé, morreremos afogados no mar do medo e da dúvida. Claro que ao longo dos anos, as falas e os desafios mudaram; uma grande parte de nós não quer seguir estas parábolas e, todos se julgando sábios ou descrentes, atiram por terra ensinamentos úteis...

dia32.jpg Podemos assim rever isto para e, como aquele ditado popular que diz: "querendo, os homens movem montanhas". É certo que Pedro, o pescador, corria o risco de naufrágio no caminho proposto mas, ao convite de Jesus, começou a andar como em terra firme...

Repito: Sem o olhar da fé posto em nossa vida, morreremos afogados, não na água mas num mar do medo; medo da dúvida, medo de tudo... Creia ou não num qualquer Deus em que acredite, faça a sua parte e, não ponha em dúvida que o que tiver que acontecer vai acontecer... Mas e, sobretudo, não coloque outros em risco... Senão o bicho pega!

Glossário

Kiçondeando: andar como a formiga quiçonde; kixibus:- cacimbos, estação fria; kubasular:- passar bassula, dar a volta por cima; lumbu:- descendente por parte do pai; kalundu / kilundu: cerimónia de chamar os espíritos ao culto; Yanda: lugar especial, região pambun´jíla   

O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:16
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2020
MISSOSSO . XXXV

MEDITAÇÃO DO T'CHING

Crónica 3081 - VIVA A VIDA! - 09.11.2020

Por

soba24.jpg T'Chingange - no Barlavento algarvio do M´Puto

saramargo03.jpg Normalmente a morte, não é um assunto sobre o qual escolhemos conversar. Ela é repulsiva, triste e pavorosa. Entretanto, à semelhança de alguém indiferente ao que se pensa e diz a seu respeito, a morte continua sua marcha, apagando sorrisos, silenciando vozes, interrompendo sonhos...

Em seu trilho, separa amigos e familiares. Ela escolhe suas vítimas sem levar em consideração a idade, a raça ou a condição social. Às vezes, é previsível; outras vezes, não! Na prevalecente banalização da violência, ela chega pelos caminhos mais estranhos. Mas seu reinado cruel não o será para sempre.

sacag9.jpg Ela, foi enfatizada  nessa certeza em sua primeira carta aos cristãos de Corinto. Faz falta sentir a segurança na continuidade. Sem isso, nossa esperança futura perde seu significado....

Assim, virá o dia em que “por entre as oscilações da terra, o clarão do relâmpago e o estrondo do trovão", a voz da Natureza nos chamará. Uns ouvirão mas, nem todos seguirão revestidos das glórias obtidas em vida, penso eu... Se o for, ficarei desiludido lá no paralém...

O sono eterno chegará inexoravelmente a todos sem distinguir nação, tribo, kimbo ou língua de falar. É sim, o conflito dum cárcere que ninguém ousa decidir ou até clamar: ‘Onde estás ó morte, qual é a tua vitória? Ou, onde está,  o teu aguilhão? Aí acabará nossa ilusão...

SACADURA2.jpeg É assim que a morte deixa de significar uma tragédia absoluta. Um dia, será cumprida “a palavra que está escrita”. A realidade da vida futura requer que a vida no presente seja digna dela. Se te portares mal, estarás lixado...

Longe de nós a ideia de que tudo o que cremos, pregamos, cantamos, ensinamos e fazemos venha a ser desperdício por causa da morte! Em vista dessa confortadora verdade, não precisamos deixar de planear e executar, sonhar e realizar... Sem desvarios, claro! Pela graça da Natureza ou de Deus, como o queiras, continuemos firmes, estáveis e dedicados. Celebremos a vida, não a morte! Ela não nos tornará seus prisioneiros para sempre.

sanchas2.jpg Nossas acções farão subsistir a certeza de que o não trabalharmos inutilmente, pressupõe a existência do galardão que receberemos quando o merecermos... Claro que nem todos irão conhecer meu tio "O nosso Senhor". Em vida chamava-se José...

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:44
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXVI

MEDITAÇÃO DO T'CHING - Janelas para a VIDA

Crónica 3080 - EVITE DISCURSOS TOLOS - 11.11.2020

Por

soba24.jpg T'Chingange - no Barlavento Algarvio do M'Puto

abraço0.jpg Gosto da versão hodierna feita verso: “É mais difícil ganhar de novo a amizade de um amigo ofendido do que conquistar uma fortaleza; as discussões estragam as amizades.” E, é a conversar que as pessoas se desentendem!

A vida pode ser fácil. Nós, seres humanos, é que a complicamos. Se você fizer um levantamento e análise das últimas 30 discussões que teve no trabalho, em casa, na escola, na rua, no twiter ou Facebook, verá que a maioria poderia ter sido evitada.

CUCO1.jpg O conselho  é: não discuta por motivos banais, não perca amizades valiosas por dizer palavras agressivas num momento de ira. Controle sua mente, seu coração e sua boca e você será assim mais feliz. Você pode destruir a amizade de toda uma vida num instante. Recuperá-la será difícil. Tenho perdido gente aproximada porque tem outro conceito no estar e, como não posso mentir-me, afronto o desaire e, por vezes remeto-me ao silêncio...

O livro de Provérbios é uma espécie de código moral de conduta mas, em verdade eles, quase sempre são ambíguos, dão para justificar uma coisa e o inverso disso ou fora do contexto. Por vezes até, ajustando-se numa qualquer metáfora ou impregada de sofismo...

missosso2.jpeg Fora do contexto, poderia ser visto desse modo. Se analisar na perspectiva do todo, Provérbios são apenas a descrição da maneira como se conduzem as pessoas sábias. Já ouvi música com dois fios espetados numa batata porque virou transístor...

Os princípios de vida apresentados por um tal de Salomão não eram para serem vividos na base da obrigação. Nada na Bíblia é obrigatório mas, tenho amigos que instigam medo, dizendo que iremos para o inferno se assim e mais assado, como  se já lá tivessem estado... O modo sábio de viver que os Provérbios apresentam é o resultado natural de algo que acontece dentro de você. Quando reconhece as suas limitações de criatura e vai em atitude humilde com o desejo de aprender, você ganha.

lagar5.jpg Você é livre mas, tem responsabilidades. A escolha é sua - ser verdadeiro e prudente no que fala sem radicalizar. Faça de hoje um dia de decisões sábias e acções produtivas. Cuide de sua mente, de seu coração e cuide também de suas palavras.

Valorize as amizades, não as desperdice por causa de discussões tolas. Se por algum motivo você se sentir derrotado, levante a cabeça e, use seus argumentos usando o contraditório. Só é realmente derrotado quem pára de lutar. Ah, e não se esqueça: “O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.”

O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:21
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Sábado, 7 de Novembro de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXIV

MEDITAÇÃO DE T'CHING

Cronica 3077 - Nós e, o deserto... 06.11.2020

Por

soba24.jpg T'Chingange, no Algarve do M'Puto

step6.jpg É na escola do deserto que aprendemos as mais profundas lições de vida. Já tive oportunidade de atravessar o Calahári e senti a profundidade dessa vastidão; senti um milagre acontecer quando o carro que conduzia foi deslocado não sei como para o lado certo, evitando um acidente de morte e, éramos cinco - a família mais um...

A palavra hebraica para deserto é midbar e tem a mesma raiz da palavra dabar, que é “falar”. Isso é muito interessante, porque o deserto é um lugar em que a Natureza fala... Não vem mal ao mundo, dizer que a Natureza é Deus...

nauk01.jpg Revendo o tempo antigo, Moisés sabia bem do que estava falando, porque passou muito tempo no deserto. Não sei explicar direito mas, meditando nas distâncias sem vivalma, um qualquer de nós se sentirá confuso feito um pequeno grão de areia, um nada na imensidão, uma ilusão...

Você já deve ter escutado falar que a vida de Moisés foi dividida em dois períodos de 40 anos. Ele passou 40 anos aprendendo com os homens no Egipto: 40 "desaprendendo" no deserto e aprendendo com a Natureza; 40 conduzindo um povo difícil e obstinado pelo deserto. Portanto, ele passou 80 anos no deserto. Eu, pouco mais que 8 X 8 dias...

nauk9.jpgO Eterno nos leva ao deserto para nos humilhar, nos provar e nos dar entendimento tal como a Moisés que sabia bem do que estava falando... No deserto, o silêncio é tão profundo que somos capazes de ouvir a própria respiração. Ali, a Natureza consegue cativar nossa atenção para as coisas mais simples. Lá você aprende a calar-se e, ficar a sós esperando para ouvir o que ela lhe quer dizer.

Eu, ia a uns 180 kms em contramão, estrada de areia com terra quase feita pó e, naquela recta a perder de vista surge outro carro. Terra solta de difícil manobra de direcção e, inexplicavelmente sou levado para a esquerda, lugar certo na condução. Não sei como - aconteceu!

nauk3.jpg Agora, tantos anos passados, relembro o deserto como sendo o lugar da acção de Deus na vida de Seus filhos; assim leio e, assim recordo! Para Moisés, o propósito é nos deixar humildes. Algumas vezes, a Natureza tem que passar a rasteira em uma pessoa a fim de que ela seja capaz de olhar para cima.

0 destino põe-nos no deserto para nos refinar e não para nos destruir. Será este o Deus a que chamo de Natureza? No deserto, Moisés teve que aprender que não era ninguém. E, a partir daí também eu, senti isso mesmo. No Egipto , Moisés  achava que era alguém importante, respeitado, admirado.

nauk2.jpg Ele passava, e todos se inclinavam diante dele. Ovelhas não fazem isso; diz-se até que elas são animais pouco inteligentes. No deserto, ele teve que aprender a viver com pouco. Suas roupas luxuosas que usava nas cidades não combinavam com a simplicidade de seu novo trabalho de pastorear.

Se você está passando hoje por um deserto, provavelmente também pensarará “Não aguento mais isso!” - Entretanto, será bom não perder de vista a principal lição do deserto:  *0 destino põe-nos no deserto para nos refinar e não para nos destruir*

charula.jpgFoto: Angola - Revista 'NOTÍCIA', n. º 381, de 25 de Março de 1967 (A morte de João Charrula de Azevedo)

Nota: O título destas crónicas começaram faz muito tempo pela mão de Charulla de Azevedo na revista Notícia da Luua – a Luanda doutros velhos tempos,  Mu Ukulu esquecido no tempo... 

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:40
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2020
FRATERNIDADES . CXXIX

ANDO ENKAFIFADO – OPÇÕES DE VIDA

Crónica 3076VIVÊNCIAS DE CANHOTO 03.11.2020

kimbo 0.jpgAs escolhas do Kimbo

Por: António José Canhoto

mulata1.jpg Uma traça invisível corrói a minha mente fazendo-me perguntas às quais não sei responder porque para as respostas às verdades com as quais sou questionado não as tenho, e as poucas que conheço são relativas. O paraíso celestial não existe é uma ilusão, e quando alguém o atinge é sempre na terra e por breves momentos, e não depois de morto. O eterno, é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo, mas que nos violenta com tal intensidade que se petrifica, e nenhuma força jamais resgata esse eterno da nossa mente ou coração que pode ser conseguido a solo ou partilhado. Se eu pudesse ter aprisionado em cativeiro os momentos mágicos e inesquecíveis que vivi para os reviver seria pura magia. Morrer é comoventemente difícil, mas a ideia de ter de morrer sem ter vivido deve ser insuportável.

Há alturas em que não me importo que me roubem o mundo desde que me deixem saborear e viver o momento. Atingi um estatuto na minha vida que já não me preocupam os grandes atractivos e sedutores corpos, mas sim as grandes mentes. Como a palavra é muda para quem não quer ouvir, não perco o meu tempo a dialogar com quem pensa já tudo saber. Muitos me criticam por ser diferente, mas eu gozo com isso por estes serem todos iguais. Loucos como eu vivem pouco mas vivem intensamente como não houvesse amanhã, pois eu apenas herdei a vida e não a eternidade.

balba1.jpg De repente tudo na vida vai ficando simples quando atingimos um determinado estágio mental. A gente vai perdendo grande parte das nossas qualidades e necessidades e ter apenas saúde, paz de espírito, independência e liberdade já me deixa feliz e contente. Reduzimos a bagagem, as opiniões dos outros tornam-se irrelevantes. Vamos abrindo a mão de certas certezas, pois já não temos a certeza de nada, bem como de certas verdades que depois de uma vida constatamos serem mentiras. Paramos de julgar, pois já não existe certo e errado, cada um escolhe o seu caminho desde que o percorra sorrindo e feliz. Por fim acabamos por concluir que o mais importante na vida é, vivê-la sem medos em independência física e mental fazendo apenas aquilo que nos dá gozo e prazer.

O sistema educacional religioso e académico foi inventado por esta sociedade medievalista e apodrecida para servir os seus próprios propósitos de cumplicidade entre ambos. O sistema perpetua-se não para nos ajudar, e esclarecer, mas sim, para nos manter na servitude humana. Sejam quais forem a origem dos mitos e lendas cujas raízes remontem á antiguidade, ou ao aparecimento de humanos programados com fins obscuros, manipulativos e com dons oratórios de persuasão e o poder populista de influenciar os nossos sentimentos, emoções, pensamentos e actos, explorando as nossas fraquezas é assustador.

ximbica2.jpg A linguagem política e religiosa destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e os crimes e assassinatos cometidos se tornem respeitáveis. Aconteceu com o catolicismo na época da inquisição e acontece hoje com os radicais Islâmicos. Aceitar opiniões e teorias sem evidências é o mesmo que entrar num táxi conduzido por um cego e dizer-lhe que o destino é a verdade. Todos nós nascemos, puros, livres e imaculados, aquilo que nos deixa nódoas para a vida inteira são as escolhas que terceiros fizeram sem a nossa permissão e nos manchou o cadastro.

A impermeabilidade da estupidez humana e da ignorância que com ela viaja atrelada, leva-nos a pensar que estes deficientes mentais, sofrem de uma patologia de não conseguirem viver com a realidade, enquanto que, a ilusão se agiganta dentro das suas mentes levando-os a conceberem realizar actos inconsequentes morrendo com eles como mártires. Só podemos prometer acções, mas não sentimentos pois estes são involuntários. Quem faz promessas de amar, odiar ou ser fiel para a vida inteira mente descaradamente pois promete algo que não está no seu poder controlar. Nunca brinque, hostilize ou ignore o tempo; com ele nós amadurecemos mas também apodrecemos bem depressa e quando caímos da árvore tornamo-nos em lixo descartável. Na solidão só existe um risco: é nos apaixonar por ela e tornarmo-nos celibatários ou misantropos. A grande maioria das pessoas tem um preço para se vender por notoriedade, amor, carinho, respeito, sucesso ou dinheiro, olhe para si e veja qual o seu preço de mercado se é que pensa ter algum que interesse a terceiros.

dia95.jpg Há uns anos que fugi refugiando-me na solidão, pois comecei a sentir-me uma ilha por estar rodeado de tantos idiotas e estúpidos que me cercavam por todo o lado picando-me com as ferroadas da sua ignorância e dependências mentais que os escravizavam a mitos demasiado pequenos e anões para o meu gosto. Seres superiores exigem muito de si, enquanto seres medíocres exigem muito dos outros. Pessoalmente não gostaria de me sentar numa sala e ver o filme de tudo o que fiz ao longo da minha vida, muito possivelmente vomitaria ou sairia a meio do filme nauseado, especialmente durante o período dos 25 até aos 50 anos. Sempre desvalorizei as críticas ou argumentos sobre determinados temas especialmente os religiosos que desqualificam as pessoas por não terem um conhecimento profundo sobre o assunto em debate.

Invariavelmente a grande maioria das pessoas formam as suas crenças não baseadas em evidências mas sim como resultado da sua doutrinação. Daí todas elas não passarem de marionetes puxados pelos cordelinhos da religião, ideologia política ou fanatismo clubista. Pense que na vida quem não é verbo, não tem sujeito, passando a ser objecto do verbo alheio. Em crianças engolimos de uma vez inteira a mentira religiosa disfarçada de verdade que nos acompanha até ao caixão, enquanto durante a vida as gotas da verdade se tornam amargas e difíceis de engolir. E para terminar o texto de hoje aqui vos deixo para meditação o seguinte: Nós todos somos luz e escuridão em maior ou menor escala, e quem não compreender esta dualidade, desconhece-se a si mesmo.

António José Canhoto. - 20-8-2020

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:29
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2020
KALUNGA . XII

MOKANDA DO EDU

HISTÓRIAS DE VIDA – Politicas e não só…15.10.2020

- Crónica nº 3069

Por                                                

Torres0.jpg Eduardo Torres

kimbo 0.jpgAs escolhas do KIMBO

ara3.jpg Eu não sou nem nunca fui muito interessado em política, porque de um modo generalizado, não acredito nos políticos. Aceito que como classe, seja um mal necessário para a governação de um país, mas como tudo na vida, por vezes, por necessidade de escolha, tem que se utilizar os meios ao nosso alcance, mesmo que eles não sejam do nosso inteiro agrado. Isto sucede com todos os povos; pode-se questionar o sistema político, as liberdades ou condicionalismos, mas a razão de uns, não implica a falta de verdade dos outros.

Vem isto a propósito do povo alemão. Os alemães viram-se envolvidos em duas grandes guerras. Na primeira, em l914, tentaram dominar a Europa, e perderam a guerra. O Sudoeste Africano passou a ser um protectorado inglês, sob a administração da União Sul-Africana, na altura, uma colónia inglesa.

araujo100.jpgAlguns anos volvidos, salvo erro, em l939, tinha eu seis anos de idade, iniciaram a segunda grande guerra, acabando por perdê-la, tal como a primeira, com o Hitler a personalizar a ambição de criar uma nação de um povo puro, ariano, que haveria com a vitória final, de controlar a Europa e parte influente do mundo. Começou a perder a guerra, com a invasão da Rússia, depois de estes serem obrigados a abandonar tudo, num recuo estratégico, queimando o que fosse alimentação.

arau44.jpg Mas, em Estalinegrado, numa série de combates, de Setembro de l942 a Fevereiro de l943, o sexto exército alemão sob as ordens de Von Paulus cercados pelas tropas soviéticas comandadas por Rokossovsky e por Yeremenko, acabou por capitular; aí, começou a grande derrota alemã em mais uma guerra que deixou a Nação destruída e, que se reconstruiu graças ao Plano Marshall, plano de cooperação económica dos Estados Unidos para a reconstrução da Europa (l948).

A Alemanha ressurgiu das cinzas, voltou e continuou a ser um dos países mais influentes na Europa, quiçá do mundo, e basta ver hoje a sua forte posição na União Europeia, para entender que sua força económica, ainda dita leis. Com o problema da saída do Reino Unido da União Europeia, suponho que profundas alterações irão surgir; isso, a acontecer, que surja numa realidade diferente para uma aproximação de facto de todos os países que a integram. É necessário um justo equilíbrio que venha a permitir aos países de economia mais vulnerável ganharem capacidade de produtividade e concorrência.

araujo 29.jpg Sendo assim, que o seja numa competição leal obedecendo aos principios para que foi criada a União, com 27 países. Felizmente, já se pôde verificar um entendimento entre os países de economia mais forte e os de países com economia mais fraca. Quanto ao seu funcionamento, a ajuda, para o ser possível frente às diversas vicissitudes no aspecto económico, sempre estarão pendentes do actual coronavírus e, de modo a que todos os países fiquem em igualdade de circunstâncias. É desejável que a Europa esteja o suficientemente forte para enfrentar esta nova e diferente postura da humanidade.

Ilustrações de Costa Araújo 

ECT



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:28
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Domingo, 11 de Outubro de 2020
CAZUMBI . LXV

"PAIXÃO DE CRISTO" - FLOR  DE MARACUJÁ

- Crónica nº 3065 - No dia de Nossa Senhora da Aparecida – Brasil11.10.2020

A "Paixão de Cristo" é de origem Tupi-Guarani e tem o nome gentílico de "murokuia”

Por

soba15.jpg T´Chingange – No Sul do M´Puto, Al Garbe

flor de maracuja1.jpg Hoje, domingo, fiquei por casa como é habitual cuidando do jardim e de mim, transpondo lantanas (cocó de galinha) de um para outro lado. Andei subtraindo anseios descompostos ao redor do alpendre olhando as flores, pensando num tal de Covid - Coronavírus que ao contrário das flores lançam feromonas de peste negra. Sucede que trouxe do Brasil uma espécie de maracujá de fruto grande no tamanho, assim como uma laranja média, de superfície lisa e amarela.

Acontece que a polinização desta flor de “Paixão de Cristo” só é feita por um zangão, besouro grande de cor preta e, com as costas rugosas ao jeito de lixa e, aonde se lhe agarra o pólen amarelo em bolas peludas bem na ponta duns estiletes e na forma de bengala saindo do centro da “Paixão”. Desconheço a existência destes besouros no M´Puto e, porque as flores se murchavam e “pecavam”, caiam sem dali sair a tal bolinha candidata a fruto, pelo que decidi ser o besouro da “Paixão”.

flor de maracuja2.jpg As flores amarelecem numa tristeza e caem de desgosto sem dar o fruto desejado, o maracujá. Cabe a mim ser o besouro. Vai daí, peguei no pincel e, de flor em flor polinizei a paixão em todas elas. É isso mesmo; o besouro que no Brasil é habitual deve ter metido férias intercontinentais pois que não apareceu. Não é de tanta surpresa assim porque, até as pessoas num repente tiveram de se recolher ao medo. Quanto ao besouro presumo que ande envolvido em exigências sindicais ao Nosso Senhor e, sem recurso aos passaportes GOLD, hoje, num fim-de-semana decerto andará por outras latitudes, ou ainda, agendando data para renovar seu passaporte daqui a uns 3 meses…

flor de maracuja3.jpg A "Paixão de Cristo" que é de origem Tupi-Guarani e tem o nome gentílico de "murokuia" porventura terá de meter uma cunha a quem de direito para ter as mesmas prerrogativas dos jogadores de futebol que saltam de um lado para outro num esforço gigante para nos alegrarem a pasmaceira corriqueira…

Uma abelha normal não tem envergadura para poder captar o pólen dos 5 estiletes amarelos em forma de chapéu oval. A flor, também faz lembrar uma daquelas condecorações que só os heróis têm o prazer de ostentar ao peito. Então, serei eu esse herói da paixão, um cazumbi de besouro; Nesse efémero feitiço, a mangonha do domingo festejou a primavera em tempo de Outono com 29 graus à sombra.

flor de maracuja4.jpg Pretendia falar da adiafa dos moirões mas ficará para mais tarde. Estamos na era do medo, na meia curva crescente da segurança divina, protector invisível da fé e, vamos ficar assim inexoravelmente, todos os dias, prisioneiros… Vendo os gráficos e comparações e esperando um tal de besouro – vacina que nos polinize. A sociedade anda a ser desconfiada; poucos acreditam numa bondade de se obter resultados sem nada se dar em troca, porque não é usual tal fenómeno. A mentira surgiu no decorrer dos tempos Antes de Cristo e Depois de Cristo; sofisticou-se nos últimos tempos e até se tornou banal tomando conta das normas de relação entre as pessoas, instituições…

adiafa1.jpeg E, até por vezes em uma necessidade de sobreviver entalada entre o certo e o preconceito. Os desvarios criativos surgem quase gratuitamente com o condão de demasiada astucia ou fantasia para fazer valer sua política, sua versão. Todos os santos dias somos bombardeados nos meios audiovisuais com inverdades seguindo uma máxima de que, o que interessa sãos os fins, usando variados métodos e princípios…

A democracia perde-se no labirinto das manipulações e interesses, não diferindo em nada das piores regras dos passados maus governos. Assim na banga de estilo, o governante XIS, baloiça seu parecer numa rede de interesses, fazendo bafunfa nas periclitãncias do pormenor; surgem excrescências sociais, um montão de actos que parecem normais ou superficiais mas, que se tonam por adivinhação em armas de desarmonia assim seja pelo medo ou por suposição e, fechamo-nos voluntariamente na nossa prisão, nossa própria casa, orgulhosamente nossa sem a necessária murukuia – Paixão de Cristo em língua Tupi-Guarani…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:48
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2020
MOKANDA DO SOBA . CLVIII

 

MEUS KITUCUS (mistérios) … Fui ao odontologista ... Crónica 3064 – 30.09.2020

Odontologista é um “tira dentes”

Por

soba 01.jpgT´Chingange - (Ot´chingandji) - No Sul do M´Puto – Barlavento

dentista1.jpg Dia 28 deste mês de Setembro fui ao odontologista e, aconteceu que cheguei bem antes da hora, li as recomendações do tal do dito cujo COVID-19 coladas na porta e esperei na rua que me chamassem! Agora é mesmo moda esperar na rua porque o medo espreita e o surto do susto anda por perto; é só saltar o muro e estou no bivaque, acampamento permanente do mestre Lello e seus muitos cidadãos ciganos que como tal, também têm direito às desregrarias citadinas. Desta feita foi um pastor de uma organização religiosa que professa a igualdade mais fraternidade entre todos que levou o tal dito cujo de COVID-19 aos demais – soube disto porque deu na televisão – facto que alastrou até outras partes do Barlavento, lugar de onde sopra o vento.

Chegada a hora, surgiu à porta a senhora muito coberta de fardas azuis com atilhos meio soltos, com uma touca de azul mais suave, vestimentas também azuis a cobrir seus sapatos e até luvas descartáveis de cor plástica translucida, mais uma máscara de um azul claro de onde saiu a indicação de que eu e Ibib poderíamos entrar. Ibib é minha cara-metade que se chama assim porque tem sangue árabe com mescla de gente alentejana de Panoias e Messejana. E, assim entramos mascarados como mandam as regras de “bom medo em boa companhia”.

dentista2.jpg Mostramos nossos cartões de cidadania, dissemos das doenças que não tínhamos e quais os remédios que tomávamos das que tínhamos, demos os números de telemóvel, penduramos todos os nossos acessórios soltos mais zingarelhos com estralhos num cabide da parede. Assinamos um papel de dizer sim ou não a uns 15 itens, de saber se tinha estado com gente suspeita de ter o agente secreto, se tínhamos viajado, se tínhamos espirrado, se tínhamos essa coisa de rinite e mais edecéteras. Esqueci! A porta de entrada ficou trancada, não fosse o tal de vento trazer uma malvadez viscosa do outro lado do desordenado kimbo quilombola dos mamelucos do Lello, esse tal de pastor de ovelhas feitas gente…

Após termos dado aqueles ditos dados, a senhora secretária, com uma pistola de plástico, viu nossa temperatura através das orelhas, vestiu-nos as vestimentas idênticas á sua, capa sem botões frontais e atilhos no lado tardoz. Enfiamos a touca azul na cabeça, os mocassins de plástico azul claro nos sapatos e sandálias e, Ibib entrou para o consultório. Esquecia-me: snifamos as mãos logo à entrada com gel de álcool. Posto isto, entrei na sala de espera aguardando vez e, sentado, assim fiquei esperando e olhando o circundante. Bem! A sala estava meio no lusco-fusco, dois candeeiros, um em cada estremo de lâmpadas acesas…

roxo135.jpg A janela para a rua era ampla, de coluna a pórtico e as persianas estavam quase semicerradas. Resolvi carregar com o pé no interruptor apagando uma das lâmpadas; não tinha jeito haver luz directa e ficar consumindo luz incandescente – um desperdício. O outro candeeiro não obedeceu ao meu pisar e, vai daí com aqueles fios que saem no fim do extremo, colgados duma roldana, virei a persianas até ter a luz suficiente na sala. À minha frente havia uma mesa dum castanho-escuro, lisa e sem qualquer adorno ou revista. Tinha somente um controle de TV; esta, estava bem no cimo da esquina, desligada e, tendo uma luz pequena e vermelha acesa. Estive quase a pegar neste instrumento para ter imagem no ecrã mas, achei que o melhor mesmo, era não tocar em nada.

Assim, sem nada fazer, olhava em frente, porta ampla vidrada na metade da parede; na outra metade retive-me a olhar o quadro absurdo! É normal haver dentes em quadros alusivos às técnicas odontológicas bem como parafusos de perfurar mandíbulas com susto e arrepios mas, este quadro, não era nada disso. O vidro que cobria a coisa, de oitenta por oitenta centímetros, bem na meia altura da parede branca, cobria a tal tela - posso explicar: Eram rabiscos e manchas castanhas de sujeira interrompida por vassouradas meio deslavadas. Imaginei ser uma pista de gelo na montanha mas desconsegui fincar a certeza e, estou em julgar que era isto, um cartão de aparar pinturas…

roxo68.jpg Ou talvez um cartão que é borrifado de tinta e colas e que depois de colado a um outro, é descolado de supetão. Nem um macaco faria coisa tão ruim! Em verdade sempre prefiro isto a uma gengiva inchada sangrando piorreia despegada dos ossos… Foi neste então que a senhora secretária me chamou e, lá fui ordeiramente medroso. Sente-se ali, bocheche e deite fora, máscara posta em uma bandeja de metal anodizado; Então de que se queixa!? Olhando de soslaio naquela coisa de perfurar ossos, fui dizendo que independentemente de uns quantos dentes estarem moles e abanarem, minha preocupação era aquele frontal que já estava despeado da raiz e quase me tornava um rinoceronte – coisa feia doutor!

Amavelmente explicou-me o óbvio, os dentes abanavam porque a carcaça estava velha; vai dai, mete-me uma ferradura côncava cheia duma massa na mandíbula inferior e, nos intervalos da feitura do gesso ou lá o que era, fui dizendo que não queria mostrar uma gruta na minha loja; que seria feio andar com a estrutura roída e, vai dai, de novo (cala-te), e assim adentrou nova ferradura na parte superior que quase me solta o tal dente de rino-frontal. Menos mal que não descolou e, vai daí, bochecha e deita fora, coloquei minhas adjacências e tudo acabou como começou. Aguarde uma chamada nossa para voltar em breve e condicionarmos esse dente com uns reforços à sua esquelética – disse o doutor odontólogo…

roxo61.jpg Dito isto, sai defrontando-me com um senhor vestido de amarelo e com uma máscara do Futebol Clube do Porto e que já ali estava, faz tempo, esperando minha liberdade! Descrevo isto com minúcia para que saibam o quanto é difícil ser atendido por um qualquer médico e em especial este quase espeleólogo, ou paleontólogo… Esta etapa de moldes, esperou quase um mês para ser realizada; fiquei ciente de que os outros dentes terão de esperar que acabe o campeonato de futebol e apareça um outro que se siga a mim com a máscara do Sporting – campeão…

Na melhor das hipóteses dentro de uns dias terei de voltar para encaixarem o rino-dente-frontal e depois se verá! Então direi ao doutor odontólogo que encomende um novo quadro para a sua sala porque aquele trilhou-me os neurónios. Então não seria melhor colocar lá um rabisco de galináceo da Assunção Roxo! Os meus kitucus andam mesmo baralhados… Ao dar a volta e de regresso a casa deparo numa placa situada no muro de pedra solta mostrando uma imagem alusiva ao álem com um senhor de bata branca feito pastor de igreja e uns dizeres alusivos; no canto inferior direito a direcção dele mesmo, de seu email: - lello@rrobatudo.kwantopoderes.PT …

Ilustrações de: Assunção Roxo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:36
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2020
KALUNGA . IX

MOKANDAS XINGUILADAS NO TEMPO. Crónica 3060

Moçâmedes / Baía dos Tigres /Angola - OS “NOSSOS” CÃES SELVAGENS – 14.09.2020

- Xinguilar: Palavra angolana que significa entrar em transe em um ritual espiritual… 

Por:

tigres1 Teresa Sá Carneiro.jpg Teresa Sá Carneiro

kimbo 0.jpg As escolhas do Kimbo

tigre01.jpg Tive uma infância feliz e muitos cães à minha volta como não poderia deixar de ser. Desde muito pequenos, eu e meus irmãos, vivemos entre eles. O nosso 1º, o querido Lumumba, um “vira-latas” rafeiro, amoroso que chegou a nossa casa no colo do meu pai (lembro como se fosse hoje) foi o nosso companheiro fiel até à adolescência. Acredito ter sido algum presente de um cliente pobre pois, era assim que meu pai, advogado, recebia o pagamento por trabalhos que fazia. Davam-lhe presentes lindos, sem qualquer sombra de dúvida. Ao chegar a casa e ao pousá-lo no chão da varanda, imediatamente, o Lumumba escondeu-se atrás de um vaso de flores. Tenho esta imagem gravada na memória tal como a do último dia que o vimos com vida, também em nossa casa, muitos anos depois. Algum tempo depois tivemos o Bobi, lindo, grande, de pelo grosso cor castanho-caramelo, que chegou a nossa casa acompanhando um amigo nosso de infância e, nunca mais quis ir embora.

tigres2.jpg Dócil e igualmente amoroso, ao contrário do que se dizia sobre o temperamento da sua raça, ele era um cão da Baía dos Tigres, região de cães selvagens. Por este motivo questionava-se se seria uma raça boa para conviver com crianças pequenas mas, a verdade é que ele foi o nosso fiel companheiro, e tal como o Lumumba, o grande amigo daqueles tempos de infância. A Baía dos Tigres era uma península isolada no Distrito de Moçâmedes, que depois se transformou em ilha nos idos anos de 1940, sem nada produzir nem plantar nas suas areias secas. Não havia água em nenhum lugar. Uma história ligava estes cães de raça " Cão Tigre" à minha cidade de Moçâmedes, outrora um dos maiores centros de pesca de Angola e, depois abandonada - vila fantasma. A pequena vila foi fundada por pescadores do Algarve, por volta de 1860, mas séculos antes já tinha entrado nos mapas de portugueses e ingleses pela invulgar quantidade e qualidade de peixe, que lhe valeu a alcunha de "Great Fish Bay".

tigre5.jpg Conta-se que no inicio do século XX teria acontecido um surto de raiva em Moçâmedes, e que o governador da época teria dado ordem para se executar todos os cães da cidade. Muitos donos rebelaram-se contra aquela situação e não querendo perder seus animais de estimação, resolveram metê-los num navio na calada da noite e levá-los para um local longínquo onde não pudessem ser encontrados. Assim, rumaram até à Baía dos Tigres que consideraram ser o melhor lugar para deixá-los. Ali já existia uma raça selvagem de cães deixados pelos Holandeses, os Bóhers, quando da ocupação da África do Sul e com a chegada dos cães da minha cidade resultou no cruzamento que levou à raça “Tigres”. Imperava a lei da selva onde só os mais fortes sobreviveriam; tornaram-se uma raça diferente. Eram ferozes, naturalmente selvagens. Adaptaram-se ao meio e, sobreviviam.

tigre02.jpg Pelo hábito de nadar para encontrar alimento, tornaram-se excelentes nadadores. Eles bebiam água do cacimbo enquanto as gotículas não se misturavam com a água salgada. Era na crista das ondas do mar que encontravam essas gotículas adocicadas para matarem sua sede. E, assim esta raça, sobreviveu adaptando-se às condições agrestes daquele deserto, um canto das terras do fim do mundo. Viviam em matilhas, completamente isolados, alimentando-se de peixes e focas que vinham na Corrente Fria de Benguela desde a Costa dos Esqueletos - Cape Cross, aparentemente sem precisar de água para viver - ouvia meu pai dizer isso desde muito pequena, sobre aqueles cães.

tigre9.jpg Mas tudo não passava de uma cisma, acreditava eu! Viviam em nossas casas como qualquer outra raça, e não eram poucos, pela cidade. Realmente cães grandes (impunham um certo respeito) mas,  os domesticado, não faziam mal a ninguém.  Devo ao Bobi uma aventura da minha pré-adolescência; a minha guarda até altas horas de uma noite após ter chegado a casa depois de uma festa de aniversário de uma amiga. Meus pais tinham saído, meus irmãos já dormiam, e uma familiar que estava em casa com responsabilidade de me abrir a porta adormeceu; claro que fiquei do lado de fora. Sentei-me no chão da varanda sem saber o que fazer e já quase dormitando em cima da pedra, sinto o Bobi puxar-me pela roupa e, lá fui eu com ele. Levou-me até ao outro carro do meu pai que estava no fundo do quintal guardado na garagem da casa. Entrei, tonta de sono, deitei-me no banco de trás; ele sentou-se do lado de fora, de plantão. Sei que a porta do carro estava fechada mas não me lembro de ter sido eu a fazê-lo. Foi assim que meus pais me encontraram, já alta madrugada, mas só após terem ido àquela hora até casa da minha amiga aniversariante para saberem onde eu estava. Foi uma noite tensa! Este foi o Bobi o “feroz” cão Tigre que nos acompanhou por tantos, e tão felizes anos da nossas vidas.

tigre0.jpg Adenda 1 - Teresa Sá: Numa explicação mais detalhada acrescento o seguinte: de menor densidade, as gotículas de água doce ou seja, o orvalho da noite (o nosso cacimbo) depositadas em noites sem vento na crista das ondas, permaneciam por algum tempo sem se misturar com a água do mar. Era assim, logo pela manhã, bem cedo que os cães se jogavam ao mar para matarem a sede. Eram um relógio da natureza bem intrincado! Acredito que, em noites de vento esse orvalho não se depositasse e, eles quebrassem esse ritual lambendo as pedras roliças impregnadas desse cacimbo. É realmente muito interessante e estimulante pensar-se em tudo isto.

luderitz14.jpgAdenda 2 - José Augusto D. Ferreira: Conhecia a história dos cães "Baía-dos-Tigres". Eram, remotamente, descendentes dos "Cães d`Água" algarvios, levados de Portugal pelos pescadores que os utilizavam como auxiliares na pesca. À mistura com cães domésticos ou de estimação, foram levados clandestinamente para a Baía dos Tigres com a intenção de os resgatar mais tarde, por fazerem falta no trabalho. Pelo isolamento, cruzamentos sucessivos, e auto-selecção pela lei do mais forte, adquiriram características uniformizadas. Nos anos 50, o veterinário Dr. Abel Pratas, após a escolha e captura de vários exemplares selvagens, obteve o apuramento e a estabilização de uma nova raça de cães que, mantendo a designação "Baía-dos-Tigres", foi registada oficialmente. Tive a oportunidade de ver alguns deles em Luanda, numa das exposições realizadas para a divulgação da raça. Castanhos ou negros, pela pelagem e morfologia faziam lembrar os "Cães-de-Água", mas eram maiores. Julgo que a raça já não existe por vários motivos, entre eles a descolonização. É possível que os cães dos Bóers fossem da raça "Leão da Rodésia" (Ridgeback). Ver no Google em "Cães da raça Baía dos Tigres", na página "Gente do meu Tempo (Baú de Recordações)". O texto é longo mas interessante.

luandino2.jpg Adenda 3 - Anónimo: O nome de baía dos tigres deve-se ao facto de, por efeito dos ventos formarem-se nas dunas junto à praia listas a toda a altura das mesmas c/ alto e baixo-relevo, umas com a cor castanha da areia outras mais escuras, o que visto do mar lembrava a pele de um tigre.

A baía dos tigres tinha nos anos 60, administração e junta de freguesia, posto da guarda-fiscal, correios, hospital, delegação marítima escola primária, igreja de S. Martinho dos Tigres, um clube desportivo e recreativo, uma carreira aérea bissemanal. Inicialmente a vila era abastecida de água por navios da companhia portuguesa "Sociedade Geral" posteriormente com a conclusão das obras de captação na foz do rio Cunene, acabou o racionamento da água.

Foi uma festa a sua inauguração. Inúmeros habitantes dedicaram-se logo ao cultivo de pequenas hortas, plantio de árvores casuarinas. Tudo morreu, tudo foi abandonado com todas as incertezas antes e pós independência do país.

Foi pena pois muita gente, ainda hoje tem saudades daquela terra inóspita, difícil, que foi habitada por homens e mulheres, Madeirenses de coragem que ali investiram toda uma vida de trabalho e onde ficaram sepultados os seus antepassados.

Teresa Sá Carneiro - 14-9-2020



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:21
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Domingo, 13 de Setembro de 2020
CAFUFUTILA . CXXX

TEMPOS DE 100KIBOM. O Pão, a vida e NOÉ ... Divagações do T'Ching – Crónica 3058

– PARALÉM DA JUSTIÇA... Dois pesos e duas medidas

Por

soba002.jpg T´Chingange No M´Puto, Al Garbes

Cafufutila / kifufutila: Farinha de bombô com açúcar; Kibom é um sorvete do Nordeste brasileiro…

roxo3.jpgÀ expressão “dois pesos e duas medidas”, frequentemente mencionada no contexto dos negócios e relacionamentos do dia-a-dia, atesta que as pessoas em geral estão muito distantes desses nobres princípios... “Usem balanças de pesos honestos, tanto para cereais quanto para líquidos, foi dito no capítulo de leis do livro dos livros, que visavam proteger os direitos dos pobres, trabalhadores, surdos, cegos e estrangeiros lá no antigo mundo com Moisés anunciando ordem ao povo...

roxo10.jpg2 Assim como nesse tempo, também hoje nenhum privilégio concedido à nação justificará o tratamento discriminatório de qualquer cidadão – A distância mínima de dois metros serve para não se lançar kifufutila nos olhos, boca, nariz e orelhas dos outros. Assim o deveria ser mas, na prática, a verdade fica debilitada logologo na acção da justiça hodierna... A missão de justeza naqueles idos tempos, incluía a todos. Pessoas de qualquer origem deveriam ser amadas e acolhidas pelos donos do mando a fim de que fossem atraídas ao verdadeiro exemplo. Eram valores a respeitar...

ROXO18.jpg 3 Havia uma razão pela qual os israelitas e outros senhores, governadores e imperadores, deveriam ser honestos no trato com o semelhante: Isso era tudo para um povo que desejava fazer diferença e honrar seu nome em libertado. Não podemos hoje esquecer-nos desse princípio de valores. Se entre nós não pudermos encontrar justiça e integridade, onde e aonde poderemos considerar haver condições no mundo global em que, não desprezem esses valores? Sim! Aonde…

ara3.jpg4 Afinal, quando é que iremos ter "uma boa medida, calçada, sacudida e transbordante? Isso! Quando é que que esses “Paraísos Fiscais” serão alento para perpetuarmos a raça humana e, não somente, alguns. Usando esse antigo linguajar, qual a medida a usar para todos nós, que somos tantos, muito mais que muitos!? Como nos vamos medir... Alguns acreditam que a medida original do pé inglês era a do rei Henrique I da Inglaterra, que tinha um pé de 30,48 cm. Pois então, teremos em dois metros, 78,777 polegadas ou 2,18 jardas. Mas, será pelos pés, pelas mãos, pelo pensamento pelas acções? Não! Talvez pelo dinheiro, que tudo tende a comprar...

arau162.jpg5 A expressão comum no comércio oriental, “medida calçada, sacudida e transbordante” indicando que aquilo que fosse pesado ou medido deveria ser prensado, sacudido e, de modo que transbordasse do recipiente para benefício de quem receberia... Esses antigos tinham sua forma de pensar com retorno garantido: “A medida que usarem também será usada para medir vocês.” Pois! Eu, em tempos calçava a medida de sapato 73 mas, minguando, já só calço o 72 e, de unhas cortadas...

araujo102.jpg6 Normalmente, associamos estes princípios às questões materiais mas nesta fotografia falada teremos de não esquecer que para além de negociar, trocar, comprar e vender coisas, há virtudes e valores espirituais e fraternos a compartilhar de justiça e generosidade... Coisas dadas ao abandono! No choque do presente, um mundo imperfeito, também muito redondo nos silêncios, acho melhor nem referir o nome do patrão, do chefe ou do presidente. Eles são políticos e comem na mesma gamela… As circunstâncias medrosas não permitem que abra uma frente de guerrilha sem haver razões independentistas.

Ilustrações de: Assunção Roxo -1.2.3 e Mano Corvo Costa Araújo - 4.5.6

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:16
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Sábado, 5 de Setembro de 2020
XICULULU . CXXVIII

FERIDAS QUE CURAM - No túnel da minhoca – (02.09.2020 em Kizomba)

Nabucodonosor foi expulso do meio dos homens e, passou a comer capim como os bois…  Em Kimbo Lagoa – Crónica 3057 … em 05.09.020

- Escrevi uma cónica, mas o editor comeu-a. Fiquei fulo e, vai daí andei buscando até que cheguei à crakolândia - piois, andava a ser fumada envolta em papel de embrulhar chouriço; pode!?

Por

soba25.jpg T'Chingange - No M´Puto

corneteiro2.jpg  Será que os Provérbios quando dizem que os ferimentos eliminam o mal e, os açoites limpam as profundezas do ser, estão certos ou, é só uma metáfora, um recurso tal como dizer-se que o amor é fogo que arde sem se ver!? Isto de usar a palavra sem um fim, nem sempre o é, auspicioso...

É comum vermos notícias de minas que desmoronaram. Em alguns desses acidentes, os mineiros conseguem escapar de modo quase. cinematográfico, como foi o caso do acidente na mina de San José, no Chile, em 2010.

dia89.jpg Em 5 de Agosto daquele ano, parte da mina desmoronou, deixando 33 homens presos em um espaço a muitos metros de profundidade. Sómente no dia 22 do mesmo mês, o grupo foi localizado - só de pensar nisto, dá - me uma asfixia claustrofóbica.

E, então, iniciaram-se os trabalhos de resgate. Para retirar os homens do interior da terra, foi cavado na rocha um espaço suficiente para passar a cápsula Fênix II. Ela tinha cinco metros de altura e 60 centímetros de diâmetro, espaço suficiente para levar um homem de cada vez.

IMG_20170823_120414.jpg Máquinas muito potentes foram necessárias para fazer o buraco pelo qual seriam trazidos os homens de volta à superfície. Sem aquele “ferimento” na rocha, não haveria salvação para os 33 homens.

Às vezes, estamos envolvidos em situações tão complicadas que necessitamos de soluções extremas e urgentes. Muitas vezes, a modos de permitir um milagre, passamos por grandes “perfurações” em nossas vidas para que, num finalmente, possamos dizer: Foi um milagre...

IMG_20170823_115859.jpg Na Bíblia, encontramos algumas situações em que Deus permitiu que alguém fosse atingido por um mal menor para que um mal maior fosse evitado. Quando isto passa por nós levantamos a mão ao céu em agradecimento mesmo que o sejamos descrentes nas horas de normalidade ...

No entanto, o exemplo de Nabucodonosor pode ajudar-nos a entender estes sussedidos. O orgulho de Nabucodonosor havia soterrado seu coração. Se continuasse daquele jeito, o rei estaria perdido. Porém, permitiu-se que a sentença sobre Nabucodonosor fosse cumprida imediatamente. Foi expulso do meio dos homens e passou a comer capim como os bois.

IMG_20170705_093528.jpg Seu corpo molhou-se com o orvalho, até que "os seus cabelos e pelos cresceram como as penas de uma águia, e as suas unhas como as garras das aves”. O próprio rei reconheceu a importância daquele período difícil...

Quando a providência com provérbios destes permitem que problemas cheguem às nossas vidas, tenhamos paciência, pois pode ser que se esteja cavando o buraco pelo qual a paz terá acesso a cada um de nós.

kuvale5.jpg As feridas permitidas podem ser remédios para nossas maiores dores... A vida é sempre muito repleta de surpresas! Calma! Isto vai passar... Eu, até já ando a comer erva cidreira, folha de abobreira, gimboa, beldroega e rama de batata doce...

O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:05
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2020
MUJIMBO . CXVI

MEDITAÇÕES DO T'CHING... Crónico nº 3056

ATITUDE RADICAL - Se o teu pé te faz tropeçar, corta-o... Um exagero feito forma de falar... - 01.09.2020

Por:

t´chingange 0.jpgT'Chingange No M´Puto do Al-Garbe

barao1.jpg De vez em quando, ouço pessoas, adultas anunciarem seu desligamento das redes sociais. Algumas descobriram que o tempo gasto na internet roubou delas porção ainda mais preciosa, que deviam empregar em comunhão com a Natureza, pois então...  Actividades mais frutíferas para si mesmas, para os semelhantes e para a eternidade, não se cumpre por omissão. Um deixa para lá porque Roma e Pavia não se fez num dia...

cinzas8.jpg Ninguém nega o valor das plataformas virtuais para interacção entre amigos e familiares, comunicação em tempo real à distância, e mesmo pregação duma fala mais convincente. Porém ocorre, que o inimigo sempre vai encontrar uma brecha para sugerir distrações ociosas...Isso! Conversação vazia, desperdício de tempo e armadilhas pecaminosas com muitos seios muitas, artimanhas eróticas e merdas sem sentido no aqui e, no além.  Sei de pessoas que caíram nas malhas do descaso, bem como de relacionamentos familiares que foram abalados ou mesmo partidas por via de comportamentos pecaminosos ou snobismo sem nexo.

girasol1.jpg Coisas que se oferecem inicialmente com a promessa de falsa segurança, sigilo e anonimato que somente ele, o dito cujo, sabe forjar. Pura e demagógica falsidade... No entanto, as redes sociais não são os únicos inimigos que se interpõem entre nós e o perigo. Há relacionamentos impróprios que como pecados acariciados, entram em muitos de nós. Por isso se recomenda que nos submetamos a uma cirurgia radical cortando o mal pela raiz! Mutilação de qualquer coisa que tenha o potencial de impedir nossa integridade...

ciga0.jpg Mateus, em seu quarto discurso do evangelho, adverte contra o perigo de se causar escândalo a quem quer que seja, pois os resultados podem ser eternamente fatais. E Isto, o mundo de hoje, todos o fazem com naturalidade, infelizmente.  E, caso ainda haja consciente ligação com qualquer causa indutora ao pecado e escândalo, este é o momento de renovação. Sejam radicalmente descartadas, pessoas ou coisas que se interponham entre o seu discernimento e a lógica das causas e efeitos... Detesto snobismos...

petrolina3.jpg Será melhor seguir preventivamente o conselho de Charles Spurgeon: "Não permita que seus pés andem voluntariamente  por lugares lamacentos. Nem permita que seu coração se encha com amargura”...

O Soba T`Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:37
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020
FRATERNIDADES . CXXVI

ANDO ENKAFIFADO – OPÇÕES DE VIDA

- O tempo não passa pela amargura mas, a amargura passa pelo tempo… 21.08.2020

- Os humanos de hoje são bem piores que seus antepassados. Põem os filhos nas creches, os pais nos asilos e vão passear os cães para os porem a cagar e mijar nas ruas…

 t´chingange 0.jpgAs escolhas de T´Chingange

Porcanhot3.jpg António José Canhoto (Diniz Costa) a 20-08-2020

arau44.jpg (C.A.)OPÇÕES DE VIDA - O ter-se liberdade já é um direito à desigualdade, pois a pior desigualdade e fazer duas coisas diferentes iguais. Em princípio a igualdade repugna o homem, pois o maior empenho de cada um é distinguir-se e notabilizar-se para se desigualar. A igualdade pode ser um direito democrático e constitucional, mas não existe poder algum sobre a terra capaz de a tornar numa realidade. Em teoria podemos concordar que todos somos iguais, contudo na prática, só alguém insano pode pensar ser possível aplicar essa igualdade.

Deixe de pensar como o escritor Alexandre Dumas no seu livro os 3 Mosqueteiros os quais tinha a máxima: “Um por todos e todos por um”. Nesta nossa vida e mundo de antropofagia cada um tem de ser por si próprio num salve-se quem poder, numa selva em que os mais fracos são “comidos” e escravizados pelos mais fortes economicamente. Ninguém virá ajudar a levantar aqueles que tropeçam e caem ou salvar, se estiverem a afogar-se. Saia da sua torre de marfim pela porta ou pule pela janela, mate o dragão que o atormenta, acorde sem um beijo ou um abraço, faça-se refém de si mesmo e arreganhe os dentes, vá bem armado para a luta e mostre ao mundo quem é o lobo mau, mate a avozinha e faça amor com a netinha.

Avillez2.jpg - As nossas existências resumem-se a um período que se prolonga entre a nascença e a morte, ou dito de outra maneira, é um lapso de tempo que acontece entre duas eternidades de escuridão. A primeira acontece desde a data da inseminação dentro do útero das nossas mães, e a outra quando fisicamente deixamos de existir e de novo partimos para a eterna escuridão. Aprenda a fazer falta e a sentir-se desejado. Nunca lute por espaços na vida de ninguém e muito menos se diminua para lá caber.

O maior medo da humanidade é abrir a cortina do conhecimento e descobrir que tudo o que acreditava nunca existiu. Tudo o que ouvimos são opiniões e não factos comprovados. Tudo o que vimos são perspectivas, não são verdades ou realidades. Não perfilho da filosofia niilista como resposta adequada para a vida quando a mesma foi celebrizado pelo filósofo Friedrich Heinrich Jacobi. Contudo o seu conceito da negação de qualquer crença religiosa, social ou política agrada-me quando a sua finalidade se destina a obter um estado de consciencialização pessoal maior, mais adulto e evoluído.

roxo91.jpg(A.R.)Pessoas certas e perfeitas não existem. Todos nascemos mais ou menos errados e imperfeitos, mas só os conscientes e racionais procuram ao longo dos tempos ter consciência dos seus aspectos negativos e aperfeiçoá-los. Todos somos os lapidadores do nosso próprio diamante em bruto tal como nascemos. Há uns milhares de anos atrás, éramos apenas humanos ou em evolução para a obra de arte que hoje somos.

 A partir do momento que evoluímos e permitimos que a raça nos tenha desligado, a religião separado, a politica dividido e o dinheiro classificado, passámos a ser mais imperfeitos devido aos preconceitos que adquirimos do que à inocência que nos caracterizava há milhares de anos atrás. Os humanos de hoje são bem piores, põem os filhos nas creches, os pais nos asilos e vão passear os cães para os porem a cagar e mijar nas ruas e muitos dos energúmenos dos seus donos nem os dejectos apanham. Um amigo meu dizia com alguma propriedade, a vida é um cu, e cada um tem o seu.

araujo172.jpg (C.A.)Uns sujos outros limpos. Mas nenhum é perfeito pois todos fazem merda mais tarde ou mais cedo. Se alguém matar para roubar um automóvel é errado. Mas se alguém matar o ladrão para o recuperar já é legítimo. O direito de matar para recuperar a nossa propriedade torna-se mais valioso do que a sagrada vida do ladrão. Ando a pensar em comprar uma bicicleta mas pensando bem, isso será um desastre para a economia do meu país. Evita que eu compre carro, faça financiamento ao banco e pague juros, não compre gasolina que o governo taxa de forma injusta e insana, não precise de alimentar mecânicos pagando-lhes 50 euros por hora de mão-de-obra.

Não preciso de seguro nem de pagar estacionamento. Não fico obeso devido ao exercício físico, antes pelo contrário, fico saudável, não pago a médicos privados nem às farmácias, medicamentos que não preciso. Faça a experiência de tentar mergulhar dentro de si mesmo e veja se morre afogado em conhecimento ou de sede pela ignorância e consoante o seu diagnóstico reabilite-se fazendo os ajustamentos necessários. Deve ser tremendamente triste e sentindo dó de nós próprios quando se nasce, vive e morre com a sensação de nunca termos existido, porque quando olhamos para trás ao rasto que deixamos na nossa passagem pela vida apenas encontramos vazios e espaços brancos e, longos demais porque nunca foram vividos. 

roxo90.jpg (A.R.) - A vida não condiciona nem coloca barreiras a ninguém; é como um mundo sem fronteiras, e os únicos limites que você pode encontrar são os pensamentos limitativos dentro da sua mente os quais se podem tornar nos seus piores inimigos. Evite as pessoas que para lhes explicar algo precisa de desenhar, mas mesmo assim ainda necessita de explicar o desenho e finalmente para que a compreensão seja feita ainda terá de desenhar a explicação. Existem duas coisas importantes na nossa vida que moram dentro de nós: O motivo e o momento. Teremos várias vezes o mesmo motivo, mas nunca o mesmo momento, pois estes são irrepetíveis quer seja para nos deixarem recordações inesquecíveis ou por serem tão negativas que sentimos a necessidade de as obliterar da nossa mente de imediato.

arau1.jpg (C.A.) -E para terminar este meu texto aqui vos deixo uma história que me foi contada há muitos anos mas que jamais a esqueci. “Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, montanhas, planícies e vales sinuosas que trilhou através de países, cidades e vilas e vê á sua frente um oceano vasto e profundo onde vai desaguar e desaparecer para sempre. Não há maneira de o rio poder retornar para a nascente, assim como ninguém pode atravessar a água do mesmo rio duas vezes duas vezes. Voltar atrás é impossível na existência de um rio ou pessoa. O rio precisa de aceitar a sua natureza e entrar no oceano. Somente ao fazê-lo o seu medo se irá diluir, porque apenas nessa altura o rio saberá que não se trata de desaparecer, mas sim, em ele se tornar em oceano também.

Ilustrações de: Assunção Roxo (A.R.) e Mano Costa Araujo (C.A.)

António José Canhoto… 20-8-2020

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:36
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2020
KAPIKUA . XXX

SERÁ QUE VOCÊ SABE O QUE FAZ?

MEDITAÇÕES DO T'CHING - 20.08.2020

O risco da vida que, por coisa pouca muda nossas vidas… Crónica 3053

Por

t´chingange2.jpg T'Chingange - No M´Puto

relog1.jpg Há um provérbio que diz que a sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora. Um amigo envengelico de militância, manda-me coisas prudentes e, vai daí aguça-me o engenho da faladura. Uma pessoa prudente é sábia pois, sabe o que faz! A vida não é para ela apenas a sucessão de acontecimentos casuais. Ela pensa, medita, avalia seu procedimento, corrige o rumo de sua vida e recua quando percebe que está errada.

O termômetro para medir a “temperatura” de suas acções é a palavra vinda de cima, diz ele sem definir a dimenção quântica do tempo; se vem do além, do passado ou do futuro singindo-se a um agora, beliscado na singularidade dum nanosegundo... Se esta é a tocha que ilumina o seu caminho, acho bem que se lhe dê valor porque, somos só uma ilusão tal como o foram D. Afonso Henriques,  o Marquês de Pombal, o D. Pedro Imperador do Brasil, de Portugal, do Algarves e terras Dalém mar...

afon0.jpg E, também do Dom  Nuno Álvaro Pereira que venceu a Batalha de Aljubarrota, o Patrono dessa Ordem de Aviz que agora é indevidamente usada para atemorizar gente disparatada dos neurónios... Gente que não sabe estar, que risca a vida dos outros com mateba do mato feito morro, pintando portarias e arcadas com sangue a fingir de raiva com ódio...

Por este motivo. os minutos que você passa a sós com Nosso Senhor,  com a Natrureza, com o Alá e, ou o Buda mais o Seilásié ou o Chico Xavier que psicografou centenas de estórias. Antes de iniciar as actividades do dia, é indispensável reflectir sobre a sobrevivência do salmão! Para quê!? Para uma vida produtiva de todos os que cacarejam....

GALO0.jpg De todos os que arrulham, palram, gemem, gritam, urram, zurram e também os que grasnam, miam e assobiam com dois dedos enfiados nas goelas. Não basta apenas saber “como” realizar bem o seu trabalho. Fazendo as coisas com eficiência, você sempre será um bom empregado, um bom patrão, um bom governante ou cozinheiro mas e, se tomar tempo para pensar por que faz o que faz; E, se pensa demais,  acabará sendo um líder, ladrão, sindicalista ou Juiz com muitas varas, mais do que as de que José necessitou para tingir o Rio Nilo... E, nós todos ficamos quilhados com novos Zésares...

“A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho”, dizia Salomão, primo afastado do tal Salmâo... Assim, antes de tentar entender o caminho dos outros, entenda o seu.. Não existe fórmula mais perfeita para a eficiência...

O caminho dos tolos é diferente. Eles acham que sabem tudo e em realidade nada sabem. Apenas pensam que sabem, como eu que também tenho uns problemazitos nos carretos da engrenagem e, por isso, saio de meus muxoxos galagando impossibilidades. E, posso dizer que quando se engole desaforos, o resultado é a frustração e o desapontamento; E então, vou fazer como: - Ou mato ou morro - uma técnica de guerrilha, sábia de escapar  entre as bissapas  mesmo correndo o risco de me meter na selva do feijão maluco  ou,  cheirando formiga cadáver...

formiga cadáver1.jpg Você sabe o que faz e porque faz? Não tema aprender e, não se encolha, aconselhe-se, consulte. A receita para permanecer na ignorância sobre qualquer assunto da vida é  ficar satisfeito com suas opiniões e contente com o que sabe ou lhe dizem! A vida se encarregará de provar que você estava errado ou certo! Trabalhe o discernimento.

Faça deste dia, um dia de avaliação. Revise os seus procedimentos, analise sua trajetória e não se amofiine por não ter dito nesse então; diga agora! Nunca é tarde para começar de novo. Sempre é tempo de aprender e, surpreender...Está separando o tempo necessário para dialogar com seus filhos? Ou espera que tudo aconteça por acaso? Deixe-se de moleza e reflita nestas duvidas. Refletir é próprio de gente sábia...

dyo2.jpg Ser sábio ou insensato - Eis a questão! O tal do Além, sempre estará pronto a guiar e mostrar um caminho melhor àqueles que com humildade de coração o buscam. Não esqueça: “A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora”. Lembrem-se sempre do Sócrates Luso! Sim! Deste e, do outro que era Grego... Grego da Grécia!

Uma feliz Quinta, Sexta e Outras feiras

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:52
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2020
MOAMBA . XLII

MEDITAÇÕES DO T'CHING... NAS FRINCHAS DO TEMPO

ENCONTRO COM A VIDA -Crónica 3051 18.08.2020

Por

t´chingange2.jpg T'Chinhange - No Sul do M'Puto

bolso2.jpg Para viver plenamente, dizem estudiosos, o ser humano necessita satisfazer necessidades básicas como, por exemplo de pertencimento, de significado e, segurança para além de ir ao WC com a periodicidade natural de sua fisiologia...

Abraham H. Maslow elaborou uma lista de necessidades em forma de pirâmide, a conhecida “Pirâmide de Maslow”, em cuja base estão as necessidades fisiológicas, sobrepostas pelas necessidades de estima tendo no topo a  auto-realização.

maslow1.jpg Abraham Harold Maslow foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta Hierarquia de necessidades de Maslow. 

maslow2.png Para sua frustração, na busca dessa tão almejada plenitude de vida, o ser humano tem andado por todos esses caminhos, muitas vezes limitando-se ao âmbito terreno.

Ao sentir aflorar a necessidade de desenvolvimento espiritual e de preencher o vazio do coração, ele homem ou ela, mulher, costumam desviar-se optando por produtos místicos de autoajuda, ou por aqueles cujo rótulo estampa a garantia de prosperidade material fácil.

mamoeiro.jpg A utopia comanda a fricção de vontade de cada qual na forma de vaidade, de futilidade ou fingida mentira nuna forma de faz-de-conta. E,  todos, de forma maioritária, se esquecem da dependência com o dito e escrito: “Eu sou o caminho,  a verdade, e a vida”...

Paradoxalmente, a fim de que obtenhamos a verdadeira vida, somos ensinados que devemos experimentar a morte: “Quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por Minha causa, a encontrará” - Muitos poucos caminham nesta diapasão por simples indiferença...

Para viver é preciso morrer... À parte de Cristo, nenhum sacrifício existe que valha a pena ser feito porque bem nenhum se torna digno de ser desfrutado, nenhuma conquista produz verdadeira satisfação pessoal sem uma fé...

urubu.jpg Ter a vida escondida em falsidade e em fantasias  é desfrutar pensamentos alheios a  coisas delineadas no prumo acertado.  É não experimentar tão íntima identificação com a natureza, de que somos habilitados a enfrentar no modo confiante e sereno nas preocupações do dia a dia... Somos uma ilusão...

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:49
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2020
MOKANDA DO SOBA . CLIII
Vuzumunando a vida nos meus kitukus (mistérios)
Crónica 3028 - N´gana N´Zambi, não vale a pena morrer de véspera10.06.2020
N´gana N´Zambi – Meu Senhor
Por

soba0.jpeg T´Chingange - (Ot´chingandji) No Sul do M´puto - No Barlavento

IMG_20170902_110003.jpg Dos mistérios do tempo em que as palavras picavam em mim uma grande gastura, só o tempo deu justa noção desse pensar desconjuntado. De novo, uns dias atrás tive de repor minhas palavras passe num telemóvel oferecido por minha companheira que que todos teimam em dizer “a sua esposa”. Numa velocidade estonteante, o malvado, ainda tenho o dedo a um quilómetro e já ele está mudando de parâmetros a fazer desaparecer o que antes tinha escrito o que me leva a chama-lo de muitos nomes de sundiameno para toparioba e outras frágeis ternuras.

Aquele outro “microondas”, era mais lento que o transafricano da Tanzânia via Kimberley e, quando antes picava o teclado com toda a força e muitas vezes, neste, tenho de ter o cuidado de andar devagar para não mostrar o indevido; por vezes troca-me o pensamento e em vez de pinico escreve púnico e, ate acho graça pois ele anda mais rápido que o meu descaramento, assim definindo nem sei porquê púcaro com pinico, tudojunto. Refiz minhas amizades que são mais que muitas e resolvi abrir uma nova página no FB… Pois é! Abri-a com o nome de Profeta Isaías e, como surpresa imediata, um dos muitos pedidos de amizade vinha de Jesus Cristo – Pode!?

xoxolosa1.jpg Temeroso, intrigado, até fiquei uns dois dias retendo o pedido enquanto ia recebendo muitas outras, gente nitidamente ligada às coisas litúrgicas, pastores, eruditos até às pontas dos cabelos e comedores de bíblias. Gente de muita religiosidade; uns abraçados a santos, outros acendendo velas botando fumo pró céu, e outros ainda mostrando o Espírito Santo na forma de pomba tão estilizada que tive de a virar de lado para a ver na perfeita nitidez. Fiquei assim a saber que existem no mundo mais igrejas do que hospitais.

Assim, assentando os contrafeitos nos factos com dúvidas na forma de gráfico, ora para cima, ora para baixo, fiquei espantado quase no estupefeito quando surge um novo evento. Era Santo António, adicionando-me como amigo, convidando-me para sua privada festa num tal de pátio Andaluz, algures na encosta duma serra chamada de Espinhaço de Cão. Belisquei-me para ter a certeza que ainda estava na terra e fiquei extremamente cauteloso sem saber ao certo o que dizer! Foi quando dei permissão a Nosso Senhor e logologo, interessadamente, o consultei se deveria aceitar, ir a esse tal evento.

santo antonio1.jpg Resposta de imediato: Não te metas nisso! Nem penses! É um truque para te apanharem e, depois nem as cuecas te deixam! Pópilas! Seria mesmo Nosso Senhor? Lembrei-me em seguida que tinha mencionado dias antes, algo de que Jesus cansado das trapaceirices humanas quis ir para o pé dele, seu Pai, aos 33 anos; demasiado novo, diga-se! Foi quando entendi que afinal este entendimento de tu cá, tu lá já tinha acontecido e assim, passando o medo entre os pingos da chuva, agradeci-Lhe! Não totalmente fiado porque o seguro morreu de velho, fazendo gaifonas com as palavras, recriei uma esfarrapada desculpa para dizer não ao meu Santo, supostamente falsificado de faz muito tempo. Numa lengalenga de como já me conhecesse, o santo António, disse que eu era um desnaturado e mal-agradecido. Este impasse, assim ficou!

Ora-ora, numa altura de covidamento, ia prá festa e depois era snifar álcool e gel descontaminando os fungos celestiais recobertos com mofo de mais de mil anos. Decidi pelo não! É que este tempo anda demasiado perigoso; recordando-me quarenta e alguns anos atrás com uma pequena mala na mão com os meus documentos pessoais, alguns angolanos, dinheiro de tugi mais a guia passada pela comissão organizadora de repatriamento, uns quantos calções de zuarte, camisas e a família dita nuclear, a tal de minha esposa que sempre foi minha mulher e dois filhos candengues na flor da idade, angolanos que nunca tiveram permissão de o ser. Eramos quatro! Avião SOS da ponte aérea, tudo o mais ficou lá nos caixotes que nunca chegaram ao M´Puto. Desde então fico sempre encafifado com estes eventos ofertados sem nada em troca – isto, normalmente tem água no bico!

ponte lua.jpg Não vem mal ao mundo, mas isto sempre me sofragou entre os desprevenidos; Há uma construção de sensações de estranheza que os últimos tempos sempre se declinam duma forma pandémica. Num repente vamos ao quintal e falamos só com as folhas da bananeira que irão enrolar o bolo da sanzala, carne de galinha moída e levada ao forno como se estivesse na fazenda Babilónia lá num lugar distante aonde o vírus safado não chegou. Na beirada de um Mundo estranho, tentamos saber o que se vai fazer no dia seguinte a esta véspera.

Tento até entender do porquê nunca aquela árvore de nome Loureiro me perguntar se eu, que não sou árvore, não quereria mudar de floresta!? Sempre tive dificuldade em entender a razão do porquê, as coisas terem de ser assim e qual o motivo de, num repente concluir-se que estamos perante uma trajectória e natureza genocida do tipo Corona-Jihad ou boko haram. O silêncio não é uma opção e o Loureiro árvore, numa onda solidária, dá-me folhas para dar gosto aos meus sabores. Este Loureiro árvore deve se da minha família. É que meu avô, era Loureiro…

nassau3.jpg Este vírus, notoriamente, expõe fragilidades nesta relação com a natureza. Assim, não abusando das folhas do Loureiro até me envenenar, revejo-me na doença dando-me uma certa consciência na duvida de dar àqueles que nos representam a permissão de continuar nesta vida mole e, confrontado entre os exercícios de poder sem nada fazer, dos governos das pessoas sem questionar a felicidade que sendo efémera, não se consegue definir, ficando num só sentir. Lá terá de ser!

O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:32
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Domingo, 31 de Maio de 2020
XICULULU . CXXV

TEMPOS ARREFECIDOS 29-05.2020

E, nós aqui no covidamento, como uns moiros de cara tapada, escondendo as lacunas que, os impostos nos irão impingir no esqueleto com se fora energia exogénica… Meus dentes já abanam todos, de tanto mitigar ansiedade futurista…

Crónica 3027

Por

soba15.jpg T´Chingange, no Sul dos Al-Garbes

longe0.jpg Como diz a sombra esquerda de Saramago, o tempo não é uma corda que se possa medir nó a nó como faziam nossos antigos marinheiros para definir profundidades em batimétricas; é uma superfície oblíqua e ondulante, dependente da memória. Uns têem, outros dizem ter, outros, é só de faz-de-conta fingindo que sabem mais do que Zaratustra ou Nostradamo. O sol, o ar, a água, e a terra, têm de ser considerados permanentemente parte de nós. O corpo é em verdade o pára-choques das emoções tendo entre outros males o medo, como um veneno mortal. Vivemos momentos de medo, de imposições e uma baralhada de novas posturas, e assim mais assado, fique ali e… tudo como se tivéssemos quatro anos e, perdidos dos pais.

O sol é a verdadeira fonte da vida e, ao invés do que alguns conceituados doutorados dizem, ele não é prejudicial; não é o sol que provoca o câncer de pele mas sim os muitos venenos que ingerimos sendo queimados ao serem expelidos para ela. Ando a ficar mouco e até estrábico de olhar para a televisão a ouvir e ver coisas que não pensava; Para ver melhor, subi minha bitola colocando um calço de cortiça para definir melhor os contornos. Ora vivemos em bicha de pirilau como se estivéssemos a treinar para uma guerra, ora mandam-nos ficar em quadrados num aprendizado de novas geometrias. Uma aprendizagem precoce quanto baste para no tontear a mioleira.

máscaras2.jpg Isto é mesmo uma teoria de conflitos que só sairá com cromoterapia e acupunctura desde os calcanhares à frontalidade do templo – nossa testa. Ontem espetei um pico no dedão do pé, ali ficou a fazer-me a cura de vamos-ver-o-que dá, se minhas defesas linfáticas e limbosféricas estão nos conformes com o gráfico da curva e, considerando sempre que a terra feita argila, tudo cura…Manter a alegria acima de certo limite é crime, retira a orientação de coragem ponderadamente equilibrada. Mas, abaixo de certo calibre entre uis e ais ou um silêncio mudo, a máquina pára – sepulcra-se!…

A terra na forma de argila é um laboratório de vida porque purifica, regenera e dá energia. Repito: corpo é em verdade o pára-choques das emoções tendo entre outros males o medo como um veneno mortal. Teremos por isso de nos fixarmos na fé, uma qualquer que contenha hídroxicloroquina sem aquela inquietude de afligir o próximo, de que dá, num dá, mas pode ser! Ou ficar nesse estranho silêncio, uma forma de ver o princípio do nada e lerpar!

máscaras5.jpg Ou então esperar sentado, as mudanças no tempo e suas modas; adaptando-nos ao luto de preto ou branco enquanto não houver uma droga eficaz retirada da raiz da Welwitschia Mirabilis – talvez, digo eu! A nova medida deste tempo covidesco é o “talvez”. Tanta tecnologia de ponta que até desaponta… Andam a curtir mortes, picos e curvas com teorias georreferenciadas no Bill Gates e outros filantrópicos muito carregados de anfetaminas para curtir seu sono. E, o pessoal num desespero a ver lerpar os kotas mais-velhos com os dentes a abanar, sem tesão de vida para erguerem sua moralidade, a mijarem-se todos pelos retentores descalibrados ou frouxos. Pópilas, assim não brinco…  

E, porque se diz que a justiça é cega e surda, pelo que se sabe também anda meia calçada e meia descalça para fingir que agrada a humildes descamisados e ricos encoirados. Como se a coragem fosse também uma medida de orientação pois a todos se diz para seguirem no caminho certo, mas ninguém sabe o rumo, ninguém sabe qual o azimute. Estamos lixados, entregues à bicharada! Pelo sim pelo não, usamos amuletos da sorte para nos enganarmos nas figas, no corno, na meia-lua, na estrela de David penduradas ao pescoço ou uma ferradura velha de burro.

haida art.jpg O místico, junta-se com a Cruz e o Cristo numa caixa, asfixiando-O o tempo todo e, sempre picado em sua coroa de medonhos espinhos com um credo na ponta das falas, uma cruz e credo com interrogação e exclamação juntas sem obedecer a qualquer confinamento. O ar inteiro repleto de informação em excesso, torna-se coisa teimosa, ora viçosamente manuseada ora ficando solidamente concreta. Pelo sim e pelo não, também tenho uma ferradura de burro manco pendurada por detrás da porta da dispensa mas, estou em crer que deveria estar bem á mostra por via do mau-olhado, esse tal de xicululu ou olho gordo.

Passando da alegria horizontal para a vertical, cada qual festeja sua sombra e seu quadrado, por vezes círculos num vazio salvador pensando que o mal, se o houver vem limpo com álcool gel, água sanitária, sabão macaco; num repente o mal elimina-se limpando e é ver todo o Mundo esfregando corrimões, alavancas, caixas e espelhos com caixilhos, mais vidros e pisos; No Brasil a noite não passa, a manha vem, vira tarde e de novo o sol apaga a terra, as casotas mal enjorcadas, a favela, o mukifo aonde vivem famílias de muita gente sem torneiras, sem água nem aonde cagar! Eles, sabem disto mas Bolsonaro é que está a mais, não eles! Sempre a mesma merda de política a desviar milhões - os comilões.

dia121.jpg Tem gente neste aborrecido Mundo, que matam só para ver alguém fazer careta; também não queria acreditar até que um dia captei: Cada homem é um mundo que tem que ao tempo, dar-se-lhe tempo na descoberta de pegadas, cheiros encarquilhados, suor de catinga numa densidade molecular desconhecida. Nem nos anos da leitura de carbono irão desbravar as ondas de crimes de colarinho branco, rusgas e detecção de contas surpreendidas. Serão sempre eternos vaga-lumes que darão luz até que se prescreva seu passado. 

E, se Deus salva as almas, e não os corpos, teremos de ser nós a resguardarmo-nos porque nem sempre é necessária a culpa para se ficar culpado e, embora o Senhor esteja em toda a parte, é de ter em conta de que Ele às vezes parece não olhar para nós; Assim distraído, lá teremos por isso de nos fixarmos na fé do catanas ou dos calhas com sorte, sem aquela inquietude de afligir o próximo. Cá por mim que sou Niassalês de coração, sempre ficarei na duvida de que a lei se cumpre em plenitude, pois que que são os julgadores juízes que agora estão a ser julgados. Por enquanto só são arguidos mas, já sabemos que andou por ali mãozinhas estranhas a depositar às mijinhas parcelas de somar milhões.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:52
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020
XICULULU . CXXIV

VIVA SIMPLESMENTE! - MÊS DE ROSAS -21.05.2020

Tempos de “covidamento” – um termo novo demasiado repentista  

Por

soba002.jpg T´Chingange – A Sul do M´Puto

papoila0.jpgA simplicidade é uma virtude que anda de mãos dadas com outras. A ela, estão ligadas a franqueza, naturalidade e transparência dos nossos actos, embora nos dias de hoje nos deparemos com muita hipocrisia, muito faz de conta porque ser-se pobre, é doença. Infelizmente a sociedade e, num repente, vê-se ainda mais pobre e, medindo o tempo em uma nova medida: o “COVID 1,5 m” – a distância do medo em metros.   

Nada de lamúrias! Isto, até parece trafegar na direcção contrária ao pensamento hodierno, que nos impõe a ideia de que o melhor da vida se resume no acúmulo de coisas e na sofisticação do comportamento de parecer ser o que não se é... Agora, neste repente os paradigmas mudam por vontade alheia e ainda desconhecida.

papoila01.jpg Esta falta de paz, origina excesso de ansiedade a todos mas mais a quem se mente, a quem nos mente, originando prejuízos colaterais, que tendem a aprofundar-se em esquizofrénicas atitudes... Estes são apenas alguns resultados pouco queridos mas, que podem ser colhidos numa prática de uso e, num vulgarmente.

Estas pessoas, (talvez todos nós), necessitarão reencontrar o caminho da simplicidade que nos liberte dessa pressão consumista. Num qualquer dia, adentra-se permitindo tirar-lhe ou tirar-nos a paz de espírito e, de depressão em repressão, ficar-se com as ideias frouxas, passado dos carretos, correia de transmissão e pneus carecas… (uma comparação metafórica…)

papoila1.jpg Contudo, há o risco de se levar a simplicidade ao extremo, associando-a à conduta ascética, de renúncia dos recursos que conferem relativa qualidade à vida. Muitos moradores de rua não querem voltar para casa; incompreensível - mas, alguns, o dizem! Talvez por um orgulho demasiadamente pisoteado.

No livro dos livros é dito que o Senhor falou ao povo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Estas falas eram no sentido de ajudar a colocar as coisas materiais em sua verdadeira perspectiva. Permitindo assim, possuí-las na medida em serem úteis para seu, nosso bem-estar e, sem deixar que elas nos possuam ou nos escravizem.

papoila2.jpg Portanto, segundo estes ditames, devemos exercer vigilância, a fim de que o interesse pelo material não seja um obstáculo em nossa corrida na busca do que nos satisfaz espiritualmente. Podemos sim, ser libertos do labirinto das coisas por modo a encontrar a verdadeira alegria na simplicidade que a Natureza nos transmite neste mês de rosas, cravos e papoilas confinados ao aperto da casa. Uns dirão: na providência que aquele Nosso Senhor nos conceder, mas talqualmente, cada qual tem de fazer sua parte. Porquê? Porque Aquele Senhor tem mais em que pensar!

papoila5.jpg Pois é! Mas a sociedade sempre é cobiçosa. Ele (alguém feito gente) está rico! Um outro - alguém o diz! Só porque comprou um carro novo e sempre gasta dinheiro na compra de dois sacos de pipocas para dar às pombas lá na praça do Restelo. Quanta dureza de má-língua nessa expressão de descontentamento nas coisas simples que podem fazer alguém feliz! Alguém já velho no suficiente do tempo. Precisamos aprender a viver contentes e agradecidos pelo que temos sem cobiçar o alheio! Sempre é tempo de se formatar num novo princípio…

Tenham um bom fim-de-semana!

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:37
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2020
MONANGAMBA . XLVIII
RELEMBAR FRINCHAS DESTE TEMPO. Andamos a sorrir de forma desequilibrada. Nosso centro de gravidade já vê a casa assombrada...
Crónica 3025 - Meditação de 20.05.2020
Por:

soba15.jpgT'Chingange - A Sul do M'Puto

monangambé3.jpg Todos os dias, bem cedo, apanho folhas da minha anoneira, depois vou-as amontoando na churrasqueira para servir de acendalhas ao resto do madeirame, pedaços de troncos de chinguiços que corto e ali ficam feitos monos a secar ao sol com a finalidade de assar as sardinhas do meu mar! O objectivo é fazer brasas na suficiente quentura para assar o sável, um peixe de rio parecido com a sardinha, mas muito maior! É a primeira vez que irei provar tal peixe...

Pode parecer monótono mas é uma forma de tomar ao redor de mim, a vitamina D, tarefa bem mais proveitosa do que andar com um pau a dar tacadas até acertar num buraco. A isto chama-se golf e, noutra época, diriam ser esta absurda actividade, uma falta de tempo e até coisa desequilibrada curiosamente praticada por gente de muito cumbú, gente endinheirada que parece não saber o que fazer com tanto pilim... Um verdadeiro pecado!

MONA0.jpg Olhem! Todos esses anos tenho trabalhado pra caramba e tudo indica estar semi-pobre por nunca desobedecer às leis regentes. Afinal de que valeu não ter ficado com um frasco de diamantes, coisa da terra, só porque a lei determinava e até dava grandes punições a quem descumpria. Juro que se voltasse atrás seria também e agora, um descumpridor. Então, li que um certo homem muito influente na comunidade de fé caiu em pecado provocando um impacto tremendo entre sua família e gente conhecida! Não! Não é Socratas, esse tal que foi primeiro ministro do M´Puto.

Os tempos baralham a gente na forma de nele se estar e, vai daí os cidadãos ficarem perplexos, coisa que hoje é tomado por coisa banal e com bons auspiciosos do Espírito Santo expressos no silêncio dos tribunais que de maneira alguma se querem salgar... Nem todos acreditavam na mudança e acham até que as provas são suficientemente complexas para se não agilizar - Isto tudo mais o "covid" desequilibra-nos! Depois de muito pensar, concluiremos que o Mundo anda tão triste que, se não conseguirmos rir, afogar-nos-emos em lágrimas, Noé?

monangambé4.jpg Sempre há pessoas com critérios particulares de justiça no trato com pecadores. Muitas vezes, sentindo-nos superiores à luz dos próprios feitos, olhamos com desprezo aqueles que deveriam ser alvo do amor. Nós que somos feitos à imagem de Deus teremos de nos tapar, embora que parcialmente porque desobedecemos pela certa aos motivos sagrados. Só pode ser - andar de máscara como se fosse um Zorro salteador, noé!? Mas e afinal, nosso corpo não é só nariz ou boca, também temos pés; mas, a eles nem a sexta-feira se distinguirá do sábado ou domingo.

Baralhados no sistema como se fossemos todos incompetentes, ficamos assim pendentes de máscaras importadas da China com mais respiradores defeituosos. Um desafora pago a preço de oiro amarelo! Num repente olhamos para os lados, abrimos e fechamos janelas pensando que todos afinal seremos uns tontos... Mas que país é este? E assim de tontos, olhar para os políticos a dizerem coisas que já todos sabem... Num repente todos viramos macacos da selva , ou crianças de cinco anos ouvindo vá práli e olhe a seta! Sim, subitamente estamos todos na floresta.

monangambé1.jpg O perfeccionismo legalista em contraste com o sorriso da graça em conviadamente, palavras novas, viramos uma gota de tinta que cai e mancha. Na duvida todos seremos gente infectada que tem de obedecer ao parcelamento da fila. E, muitos nem sabem que são manchas e que na dúvida em um qualquer outro sitio aonde as carências são notórias haverá outras filas a somar quilómetros para receber comida, um cabaz - as novas distâncias comprimem a modos disciplinados as pessoas para receber sacos com comida!

Covid 1,5 é a medida métrica mínima para um vivo não ter medo de outro. Nunca o medo tinha sido assim medido, em metros! E, também algo de curioso nunca as notícias tinham sido algo como uma fogueira aquecendo uns quantos a ouvir noticias repetidas como labaredas de fogo a vomitar números de infectados, de salvados de mortos. Neste frenesim alguns até reparam que seu domínio dos músculos andam desatados com medo de sair à rua; às tantas dá~lhes uma

dia122.jpg Abro a janela, o loureiro cresceu, tem rebentos novos. O loureiro é árvore com quem falo, fecho a janela e noto na lesma em pijama entrar no meu domínio de casa! Tal como eu ela, a lesma parece falar comigo dizendo: amigo para quê a vaidade feita beleza se usamos pijama durante 24 horas! Mais acima uma osga repimpada, gorda com uma bicicleta ao lado como que me desafiando a dar uma volta... Pois, assim seria mas, o medo! Olha osga, não posso! Meu centro de gravidade está deslocado...

Segundo as regras de hospitalidade prevalecentes, talvez o bairro inteiro tivesse recebido convite neste tempo de osgas. Acho que até o presidente Marcelo aprendeu que uma lesma pode ficar três anos dentro de uma concha para se proteger do mau tempo. Ela, a osga não sabia apreciar a graça que busca, espera, recebe, abraça e restaura em nossa casa. Esta osga é uma zona cinzenta na minha clarividência. Ela, a osga, explicou-me que também merecia ter tudo na família da casa, “como concessões imerecidas do amor”, não como pagamento pelos serviços prestados mas de vocação. Temos mesmo de aprender muito com os animais... É um privilégio ter um presidente a ensinar-nos comportamentos como a osga e a lesma. Uma coisa de outro planeta...
O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:58
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Domingo, 17 de Maio de 2020
MOAMBA . XL

NAS FRINCHAS DO TEMPO. Tempos de cinza

O risco da vida que, por coisa pouca muda nossas vidas…

Crónica 3024 - Meditação do T'Ching -17 de Maio de 2020

Por

soba02.jpgT'Chingange - A Sul do M'Puto

Acácia rubra1.jpg Em um desses momentos nublados, às vezes, olhando o Mundo pela janela, atribuo a intromissão de Satanás nos acontecimentos maus que nos afectam. E, assim vendo os loendros dando flores de cores variadas converso com os ramos da amendoeira, bonita de verde e com amêndoas inchadas.

Lá nas alturas ouço um helicóptero zumbindo suas pás na direcção do deserto glorificando a sapiência humana que cria métodos no seu poder,  de mudar as coisas, de estudar as lesmas, os ácaros e os  aparentes e frágeis fios que suportam a aranha.

favela1.jpg Aranha que ali fica horas a fio até que apareça o almoço. Acho que não foi Satanás que lhe concedeu estes poderes. Mas, então esta faculdade, foi lhe dada por quem? Conversando com meus botões, procuro no livro dos livros as metáforas ligadas por missangas de muitas falas...

Deus, já me havia concedido provas de que na natureza tudo tem um tempo e que este foi encaixotado numa máquina a que chamaram relógio. Não falei com Ele no discurso directo mas tive a premonição que ele tentava alinhavar meus zingarelhos do cerebelo.

arannha2.jpg Juntando meus estralhos, adjunto outras direcções  para entender se os alhos com bugalhos são um remédio eficaz para eliminar um bicho feito gelatina invisível e com esporos que furam nossa paciência, estragando os negócios do reino, parando tantas nações. O maldito COVID 19.

Uma minudescência que ninguém consegue matar na suficiente perfeição. Isto é obra de quem? Do homem, do Satanás, de Deus? É um castigo às nossas promíscuas relações entre gentes, entre ideias, entre ideais!?

aranha3.png Isto não é  pecaminoso? Embora advertido por falas silenciosas, sobre a resposta do desagrado divino sobre as nações, revejo - me um inocente  ser, indefeso quanto baste para me colocar numa duvida: “Pequei muito!” - pecamos muito, Noé!?

A David  do livro dos livros, foram dadas três opções de castigo: duas por meio de inimigos humanos mas, a terceira foi diretamente do Senhor. David, familiarizado com as guerras e a impiedade humana, entendia que, mesmo sendo castigando por Deus, Ele era infinitamente mais gracioso...

dia85.jpg É sempre assim! Para tudo Nós queremos ter uma explicação; se calhar não a merecemos, Noé!? Somos propensos a assumir o papel de juízes implacáveis em relação a nossos semelhantes, enquanto Deus mescla justiça e misericórdia em Seu trato com eles e connosco. Pópilas! Exactamente da mesma forma em como eu junto imbambas, estranhos com zingarelhos!

Estamos sempre julgando e condenando pessoas, sem nos preocuparmos em calçar seus sapatos e, de seu ângulo, avaliar tudo quanto as afecta. Bem! Cá para mim isto começou nos Chinocas, ponto final! Pois! Mas nós somos interesseiros em nossas atitudes, sim!

Professores não se lembram de que foram alunos, patrões se esquecem de que foram empregados e cortam na escassez. Mas, na abastança ficaram com o todo, Noé! Gente que apregoa aos ventos seu Deus, omnipotente e justo mas, na hora do "para mim", aDeus! Só seus interesses contam -   Hipocrisia, Noé!?

FK2.jpg Pais perdem de vista o tempo em que foram filhos. Em um conflito interpessoal, assumimos posição de um lado sem ouvir o outro. Mas então se somos moldados pela disciplina de Deus, deveríamos sentir o afago restaurador da misericórdia, Noé!? Vou ali, já volto...

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:53
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Sábado, 16 de Maio de 2020
XICULULU . CXXIII

PONTOS DE VISTA - Aqui no M´Puto, continua a aprofundar meus conhecimentos descodificando as origens da mentira…

MÊS DE ROSAS … 16 de Maio de 2020

Crónica 3023 - Pensares do T'Ching...

Por:

soba03.jpg T´Chingange – A Sul do M´Puto

rosa.jpg A simplicidade é uma virtude que anda de mãos dadas com outras. A ela, estão ligadas a franqueza, naturalidade e transparência dos nossos actos, embora nos dias de hoje nos deparemos com muita hipocrisia, muito faz de conta porque, ser-se pobre, é doença.

Nada de lamúrias! Mas, isso parece trafegar na direcção contrária ao pensamento hodierno, que nos impõe a ideia de que o melhor da vida se resume no acúmulo de coisas e na sofisticação do comportamento de parecer ser o que não se é... 

cazumbi0.jpg Esta falta de paz, origina excesso de ansiedade a quem se mente, originando prejuízos colaterais e, que tendem a aprofundar-se em esquizofrénicas atitudes... Estes são apenas alguns resultados pouco desejados mas, que podem ser colhidos numa prática de uso permanente.

Estas pessoas necessitam reencontrar o caminho da simplicidade que liberta dessa pressão consumista porque num qualquer dia se permitira tirar-lhe a paz de espírito e, de depressão em repressão, ficar com as ideias frouxas, passado dos carretos, correia de transmissão e pneus carecas como se fossem feitos máquinas, autómatos…  

rosa 1.jpg Contudo, há o risco de se levar a simplicidade ao extremo, associando-a à conduta ascética, de renúncia dos recursos que conferem relativa qualidade à vida. Muitos moradores de rua não querem voltar para casa; incompreensível sim mas, alguns, o diz! Talvez por um orgulho esganiçadamente pisoteado.

No livro dos livros é dito que o Senhor falou ao povo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Estas falas eram no sentido de ajudar a colocar as coisas materiais em sua verdadeira perspectiva embora nesse tempo ido, muito antigo, não houvesse 3D em perspectivas de mais um 5G. Pois, permitindo assim, possuí-las na medida em serem úteis para seu, nosso bem-estar e, sem se deixar que elas nos possuam ou nos escravizem; isto enquanto dois mais dois forem quatro!...

dia27.jpg Portanto, segundo estes ditames, devemos exercer vigilância, a fim de que o interesse pelo material não seja um obstáculo em nossa corrida na busca do que nos possa satisfazer espiritualmente. Podemos sim, ser libertos do labirinto das coisas por modo a encontrar a verdadeira alegria na simplicidade que a Natureza nos transmite. Uns dirão: na providência que aquele Nosso Senhor nos conceder, mas… talqualmente, cada qual tem de fazer sua parte. Aquele senhor tem mais em que pensar! E, nós sabemos bem que há espíritos Salgados que são sagrados…

-E, ele está rico! Alguém diz. Só porque comprou um carro novo e sempre gasta dinheiro na compra de dois sacos de pipocas para dar às pombas lá na praça do Restelo. Quanta dureza de má-língua nessa expressão de descontentamento nas coisas simples que fazem alguém feliz! Precisamos aprender a viver contentes e agradecidos pelo que temos sem cobiçar o alheio!

Tenham um bom fim-de-semana!

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:17
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Domingo, 10 de Maio de 2020
XICULULU . CXXII

TEMPOS CINZENTOS - O esquecimento existe mas, nós não somos só silêncios…

TEMPOS DE COVIDAMENTO…- 10.05.2020

Xicululu:  Olhar de esguelha, mau-olhado, olho gordo...

Por

soba0.jpegT´Chingange a Sul do M´Puto

roxo135.jpg Com fúteis caprichos de ver o Mundo pela janela, esmiúço os tempos de ficção para saber a verdadeira razão dos paradoxos que irão aparecer lá mais no futuro. Sim! O futuro de um mundo ainda mais surreal. Vejo o loureiro abanar junto ao jacarandá tentando talvez compreender melhor a essência dos seus divinos. Será que uma árvore tem sentimentos, tem amarguras, ânsia e amor? A ter um papel na vida, condimentando minha comida, não deve saber também o sentindo duma guerra sorrateiramente caseira, confundido como nós na incompreensão. Não! Não pode ser – ele só cresce, absorve a chuva e depois, morre…

Na incompreensão de como o mundo se pode mudar num ÁI esquecendo que o ontem é igual ao hoje e o amanhã assim será de igual, tento a custo interpretar o vento Suão e do porquê do cão quando este sopra, deitar-se rodando três vezes no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Mas, há afinal outros ventos com laivos de maldades e decapitações, que nem a esquerda comunista estalinista e maoista no seu lado mais negro, traz consigo!

roxo123.jpg Alto lá! Aqui uma carga negativa do passado cultural, com olhos rasgados e amareladamente esticados trazem a peste sorrateiramente invisível quanto baste aos países redondos na perfeição dos silêncios – Quais? O Ocidente… Sim! A Europa, seus mais que muitos países, todos alinhadinhos a querer ver somente o admissível segundo as cartilhas aprendidas no rigor da ética. Ética!? Eles leram por ventura as cartilhas do Mao Tzé Tung, das picadelas de moscas tzé- tzé e dos meandros sórdidos do  Xi Jimping – o líder actual da China… Será esta pandemia uma guerra eugénica?

Bom! Embora os princípios da eugenia tenham sido elaborados por um cientista e pastor anglicano inglês, foi nos Estados Unidos e na Alemanha, a partir do início do século XX, que começaram a ser colocados em prática. Sob a designação de “eugenia positiva”, adoptavam-se medidas de incentivo financeiro a casamentos considerados favoráveis, implantando-se programas educacionais para reprodução planeada e concursos na descoberta de famílias e indivíduos talentosos. Hoje os talentos de repente ficaram trancafiados e, não se sabe aonde estão esses sábios que conseguem desmembrar um vírus a fim de obter uma vacina… E é agora que os velhos morrem, muito estranho Noé?

zep1.jpg Neste ainda recente passado, praticamente um ontem, faziam parte da “eugenia negativa” acções de esterilização, eutanásia, segregação e de restrição à imigração. Isto também sucedeu na China mas, curiosamente quase nenhum perito da área fala! Poucos jornalistas de investigação se arriscam a desbravar! A primeira lei de esterilização americana foi aprovada em 1907, no estado de Indiana. Tantos cientistas tão bom a destruir e tão poucos a inocular esse mal que nos ataca… Só pode ser descuido do Ocidente! Países redondos na perfeição dos silêncios. Só pode!

Posto isto, quero conservar a memória de tudo o que fui, que não fui e o que poderia ter sido. Teci-me na linha dum destino só meu; muitos estarão assim pensando que afinal tivemos uma vida de canseira e num repentemente num ÀI, tudo muda. Está mal! Criei-me na teoria do esquecimento, burilei-me nela e desconsegui ficar imune a esta rebelião que me rebola no cerebelo e contamina os cabelos. Estou careca de refilar; tudo continua na mesma como a lesma.

CUCO1.jpg Lá fora um carro municipal com dois altifalantes, diz-me para ficar assim em casa olhando a televisão, aonde repetidamente dizem as coisas que mudam nos números, nos gráficos subindo e descendo e, eu à espera que os sábios cientistas, descubram uma bolunga qualquer para endireitar o esqueleto, fintar com bassula ou esquindiva esse bicho voador e invisível vindo do raio que o parta.

Também voo - voo entre nuvens turbinadas de sucção, aspiração, compulsão e impulsão, vida de cão. No calor do tempo queimo cansaços, fracassos vazios, decepções e até solidões, também! Mas nem tudo foi assim tão mau – houve também bons momentos. Passei os vinte e oito, sessenta e oito e quase, quase nos setenta e cinco, vejo minhas unhas crescer.

Xi Jimping1.jpg Após o término da Segunda Guerra Mundial, a eugenia foi desacreditada como ciência e condenada como postura política. Entretanto, a última lei de esterilização americana foi revogada apenas na década de 70. É necessário mantermo-nos atentos a novas tentativas de oferecer soluções ideológicas a problemas cujas causas são económicas e sociais.

Reconhecendo estudos urbanos, temos que a reflexão sobre o espaço e a interacção entre grupos não pode ser reduzida a uma questão de “competição” ou “selecções” biológicas. Não conseguindo estabelecer maiores pontos de contacto entre a cultura Oriental e a Europeia subsistem meandros mal detectados na nossa vivência étnica. Nem sempre homem, nem sempre jovem, já mais velho, nos intervalos, aprendi a aprender… Esmiúço os tempos para saber a verdadeira razão dos paradoxos e dos fúteis caprichos de poder. Sim! Talvez tenhamos no futuro uma nova “Ordem Mundial”…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:57
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Sábado, 9 de Maio de 2020
FRATERNIDADES . CXXV

ANDO ENKAFIFADO“ Medo, não, mas perdi a vontade de ter coragem.” Já em tempos idos, Guimarães Rosa, o tinha dito, ou escrito...

Crónica 3021- 09.05.2020

Por

soba002.jpgT´Chingange – No Algarve e em confinamento voluntário…

urubu.jpg O tempo não passa pela amargura mas, a amargura passa pelo tempo. O TEMPO é preciso segurá-la enquanto existe! Alguns idosos, como eu, vão á janela algures num dos tantos lugares a despedir-se do tempo vazio tendo como vizinho próximo a árvore, um loureiro. De dentro da casa, alguém pergunta: - Para onde estás a olhar? Para a árvore - é a reposta. E o que vais fazer hoje? Olhar para o loureiro? Quem é esse Loureiro? – É uma árvore! Entretanto meu amigo Aristides Arrais, natural de Bustos e um ferrenho Petista, lá na Praia do Francês, Concelho do Marechal Deodoro do Brasil, corre sua maratona em volta de um coqueiro…

Sai à rua. E, em pouco tempo, o medo põe o homem a aceitar a pergunta dum fardado feito autoridade: para onde vai? Num rapidamente todos ficamos com 5 anos! Ele, o Arrais, com mais de oitenta anos, de repentemente vê-se na rua perdido do pai e da mãe. Ué!? Volta para casa por intuição e pensa variar o itinerário de sua maratona. Dá voltas à mesa, dá voltas a um prato e ao seu tamarindeiro; o saguim, lá do alto do coqueiro, muito admirado arrefinfa os olhos, treme as longas pestanas e quase se ri em sua perfeita inteligência de macaco…

uruguai3.jpg No vinticinco de Abril, segundo dia após a minha vinda de São Paulo em um voo especial da TAP, assisto pela televisão dois médicos beijando-se com máscaras postas – Os amantes! No parque, um homem e uma mulher também se beijam com um pano a envolver suas cabeças. Nesta guerra sem fisgas, sem bazucas, sem misseis nem bombas H, nem me dá a hipótese de usar minha pressão de ar “diana” arrumada faz tempo num tubo oleado por trapos.

Na tristeza dos dias, esta pandemia pós a nu a fragilidade das relações entre seres humanos. Viu-se na clareza, e por parte de quem já se esperava, a pérfida decisão de eliminar os mais velhos, os mais frágeis, mais dependentes e, com resquícios de eugenismo que se pensava estarem soterrados com o 3º Reich. Recentemente, recordei o mentor desta filosofia, um tal de Tomas Malthus que transmitiu a Hitler as ideias macabras de mudar o mundo por selecção de gente não desejada; gente que foi eliminada em milhões nos campos de concentração já por demais conhecidos por todos.

vaca0.jpg Teremos de ser todos capazes de nos reinventarmos na responsabilidades e funções que desempenhamos, uma solução de forma justa e solidária com aqueles que arriscando a vida nos tratam desse mal conhecido vírus, que permuta como se tivesse formas de nos ludibriar num para sempre e que leva lideres a dizer disparates muito fora do contexto; isto revela-me do quanto se é pequeno nesta imensidão de desconhecimento da Globália, do Universo e da esfera aonde coabitamos chamada de Terra.

E verdade que esta pandemia apanhou o SNS de Portugal – Serviço Nacional de Saúde de calças na mão mas, países ouve que se portaram duma forma pouco intendível e pouco profissional na forma de salvar gente. Deram-se conta depois que afinal tinham cuecas. Verdade se diga que os profissionais de saúde portugueses deram e, continuam a dar uma resposta digna, não obstante lhes faltar em alguns momentos o equipamento de segurança. Pelo que me é dado saber, foi em todo o tipo de patologias atendendo ricos e pobres, valha-nos isto.

zorro2.jpg Pior, esteve o Governo que titubeando decidiu prioridades mal equacionadas e não recorrer de imediato a tantos lares de idosos que se sabiam não estar nas condições optimizadas de salubridade. Má calendarização e até descaso no cuidado com esses muitas casas depósito de mais-velhos e o não recurso às muitas associações de bombeiros que estavam na linha da frente no conhecimento das debilidades. Ouve um mau aproveitamento desta rede voluntária ou municipal tão conhecedora do meio social por sua natural proximidade.

Na Suíça, artistas de circo fizeram malabarismos em frente a um lar de idosos. No Equador o sistema funerário entra em colapso e os corpos são abandonados na via pública. Os Urubus voam em círculos na cidade de Guayaquil. Nestas palavras assustadoras até os urubus se tornam mais agoirentos do que os abutres que são a mesmíssima ave de agoiro. Teremos de fazer os possíveis para aparentar calma, não mostrar medo porque, por enquanto, assim parados, podemos ouvir o cantar do melro e do pintassilgo, o cantar do galo e do granisé…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:59
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXI
Portugal e o COVID 19
Crónica 3020 – A “Ditadura das Máscaras” - 07.05.2020
Por

soba03.jpg T´Chingange – No Sotavento do Algarve em distanciamento social…

A crise gerada pelo Coronavírus em Portugal acelerou e facilitou a adopção de medidas de Engenharia Social para testar os limites do controlo estatal sobre nossas vidas. O estado de calamidade não pode dar aso a toda e qualquer medida. Curiosamente todo o mundo fica acabrunhado em dizer qualquer coisa; estarei assim tão errado? O teste é quase mundial! Vejamos. - Enquanto as máscaras em Espanha são oferecidas ao cidadão no uso de transportes públicos, aqui, em Portugal, multam em 350 Euros quem não as levar no rosto - Uma multa pandémica!
Se eu fosse Presidente, derrogaria muito rapidamente tal alarvidade por ser uma multa torpe! O que devem sim, é impedi-os de viajar em "colectivos". Em Portugal, país no qual as instituições parecem “funcionar normalmente” para impor a vontade do Estado surgem aqui e ali uns oportunistas a fazer negócio de milhões… por simples troca de favores sofismados de filantropia que no meio de tanto medo e, mais alvissares dissonantes, a rapidez e o calculado propósito que  concretiza a oportunidade.  Assistimos assim, a mais um espectáculo pitoresco exigindo rever as gravuras do Bordalo Pinheiro numa visão tão ao gaudio dos historiadores da banda desenhada, que num futuro próximo, poderão chamar a isto a “Ditadura das Máscaras”.

bordallo.jpgEm nome de uma suposta “ciência”,  gestores da causa pública e afins, driblam com apurada tecnoburocracia estatal produzindo decretos ou posturas, obrigando os cidadãos a usarem máscaras, sob a “tese” de que elas são efectivas na prevenção à contaminação pelo maldito COVID-19. Pode até estar certos mas, poupem-nos a  coisas bizarras! Uma coisa tão simples de se fazer, a causar tanto alvoroço. Concordo sim que se usem em recintos fechados, em transportes publicos, nas escolas mas, nosso "despilfarro" não pode ser lucrativo ao estado ou instituições… Um desplante, máscaras de um Euro a serem vendidas a preço d´oiro..

Sobre o assunto, a retórica usa o argumento de que “o uso da máscara” já foi incorporado socialmente, no mundo todo. Autoridades e a midia hegemónica, vendem à população a suposta teoria de que o uso obrigatório das máscaras impede o contágio da doença. Para dar força a tal narrativa, as empresas de comunicação copiam a medida extrema falando ao microfone golfadas de gargarejos até desentendíveis. É um recado psicológico ao povo - que tem de obedecer como carneirinho, em nome da “emergência em saúde pública”.

bordalo5.jpgA máquina estatal aliada às mediadas municipais com a boa vontade dos Costistas, aproveitam a pandemónica COVID para cumprir um tríplice objectivo: 1) testar medidas extremas de controlo da população com a anuência da oposição; 2) arrecadar com multas  cobradas de quem ousar desobedecer as regras de excepção; 3) promover gastos em questionáveis licitações, em regime de emergência ou calamidade, adquirindo máscaras a preços superfacturados… A picaretagem vence a honestidade aonde o medo supera a razão sem ninguém ter a certeza efectiva de como acontece a contaminação.

Os supostamente entendidos, dizem que a COVID-19 não é uma doença respiratória – e sim sistémica, com característica hematológica (afecta o sangue). O bicho acomete diferentes partes do corpo. Ataca a hemoglobina. O vírus derruba o nível de oxigénio nos glóbulos vermelhos. Quebra uma barreira e liberta o ferro que “intoxica” as células. Cientistas estão próximos de achar o anticorpo produzido pelo sistema imunológico, para produzir a vacina que neutralizará o Sars COV-2 (causador do COVID-19, o KungFlu).

bordalo0.jpg Definitivamente, isto não é uma “gripezinha”... É grave!... Nalguns países , promoveu-se um “lockdown” (a paralisação quase total das actividades produtivas).  O pior efeito colateral pós-pandemia já se manifesta aqui e outros países como o Brasil, de modo muito assustador - o surto de autoritarismo aliado à fome. A “doença”  polariza-se assim mais grave, na população subserviente, de mão estendida ao estado. Os “infectados” ora se comportam como carneirinhos, ora como cães raivosos. Neste clima de medo, são interpretadas e obedecidas as “ordens” e regras para isolamento, distanciamento, bloqueios com uso obrigatório de máscaras, “fique em casa” e por aí vai... permitindo excepções como o UM DE MAIO, essa coisa linda duma Alameda pintalgada de bandeirinhas vermelhuscas levadas de concelhos supostamente estanques à vialidade… Em nome da “ciência”  titubente e duvidosa e da “saúde pública” também  se soltam os presos.

bordalo3.jpg Creio que iremos ter esta pandemia, anos pela frente... Fabricantes e vendedores de máscaras são os únicos que lucram com ela junto com gente dada à subtracção das verbas públicas na área de saúde, revelando pelo que me é dado saber, haver descaso na testagem de casas de terceira idade. 35000, são os casos apontados de casas de repouso ilegais… Como vamos então enfrentar e sobreviver ao vírus com falta de dinheiro? Haja paciência e sangue frio como tem de ser “Na Ditadura do Consenso”. A inexperiência dos italianos deveria ser útil a toda a Europa e todos os demais países com cada qual ensaiando sua forma de mandar, mas ouve descuido...

Nota: Barlavento é de onde o vento sopra
O Soba T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:25
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2020
MOAMBA XXXVIII

NAS FRINCHAS DO TEMPO . O risco da vida que, por coisa pouca muda nossas vidas…

Pensamentos do T'Ching – Que terror! - Tambulakonta é : fiquem atentos!

Crónica 3017ONDA 5G – EM BREVE SEREMOS ROBÔS ...15.04.2020

Por

soba002.jpg T´Chingange – No Nordeste brasileiro

Talvez você já tenha ouvido falar da chamada “internet das coisas”, que vai conectar todos os objectos do nosso dia-a-dia – da geleira da sua casa, do fogão ou torradeira às lâmpadas da rua com um gerenciador em seu cerebelo. Hoje isso soa assim numa coisa do paralém, mas vai acabar transformando o mundo! Se me dissessem há cinco meses atrás que o Mundo iria paralisar por um vírus, não acreditaria e, no entanto estamos a viver este confinamento para evitar contágio. Não há aviões a circular no ar, os barcos estão confinadas aos portos e familiares apanhados neste pandemia estão longe uns dos outros, em diferentes países sem saberem como vai ser o amanhã e, muito menos daqui a um mês.

Creio que o objectivo no futuro é introduzirem-nos um chip holométrico inserido num sistema de 5G e, por forma a sermos autómatos, tal como os carros, os polícias voadores drones e sinalização inteligente. Quando todo carro tiver sua própria conexão à internet, por exemplo, poderá se comunicar automaticamente com os outros veículos, com os semáforos e com os celulares nos bolsos das pessoas.

O carro de fumo da lua2.jpg E aí, em vez de usar sensores e radares para tentar enxergar os obstáculos e reagir a eles, como acontece hoje, os veículos autónomos, autómatos, saberão as posições reais de todas as coisas e agirão. Uma nova ordem está chegando! Isso vai ser possível com o 5G, pois ele suporta uma enorme quantidade de conexões simultâneas aguentando até 1 milhão de aparelhos em cada km2 de área (dez vezes a capacidade da tecnologia 4G). Na baixa de Lisboa, por exemplo, poderia haver até 8 milhões de conexões simultâneas – ou 133 dispositivos por habitante. Talvez isto seja assustador tendo um comando adstrito a isto. O BBB está aí para ficar.

A terceira novidade das redes 5G é a baixa latência, ou seja, o tempo que cada antena ou ponto da rede leva para processar; e, se for o caso, repassar os dados. As ondas electromagnéticas usadas para transmitir informações (seja no 5G, no Wi-Fi, ou em qualquer outra rede sem fio) viajam sempre na mesma velocidade: a da luz. Na prática, a transmissão de dados sempre é mais lenta. Nas redes 4G, a latência é 50 milissegundos (0,05 s).

luua27.jpg Parece pouco, mas não é: uma informação que fosse recebida e retransmitida por dez carros com este sistema, por exemplo, só chegaria ao último deles 1 segundo depois do primeiro. Não haveria percepção de detectar um corpo inadvertidamente a entrar no trajecto. O 5G vai mudar o mundo; acho que este vírus CORONA já é a forma de pré-preparação para nos inserirem esse tal chip invisível que também o poderá ser por injecção de forma maciça.

Possivelmente, já faço parte dessa massa populacional porque me injectaram a tal de vacina contra a INFLUENZA. Sei lá, estou divagando! Se efectivamente houver uma Nova Ordem Mundial, a todo o momento virarei um autómato sem direito a ver a família, sem poder festejar aniversários, sem poder beijar, amar e o escambau. Definitivamente não acredito nos homens após analisar nestes últimos anos uma busca de extermínio em massa e, tendo como estudo a Pneumónica que matou nossos avôs ou bisavós há 82 anos atrás; pelas SARS em 2002, depois MERS, H1N1, Influença, Ébola e agora que parece terem acertado, o COVID19.

No Brasil com seus duzentos e dez milhões de “peças, robôs, pessoas” as operadoras pretendem fazer o mesmo, e usar a frequência de 3,5 GHz. Elas vão comprar o direito de usar essa frequência num leilão, que a Anatel fez em 2019. Mas há um porém, a tal frequência é vizinha da chamada “banda C estendida”, hoje usada para transmitir TV aberta via satélite. Para evitar interferência, antes de inaugurar o 5G seria necessário instalar filtros nas casas que têm parabólica, um trabalho e tanto (são 20 milhões de residências, e boa parte precisaria do tal filtro). Isto, como vêm é actual

natal1.jpg Pois! Isto não vai acontecer? Está acontecendo! Em casa praticamente todos os electrodomésticos terão algum tipo de conexão à internet. Ela será automática (você não precisará configurá-la, como hoje). Isso só será possível graças ao 5G – que suporta 1 milhão de dispositivos conectados a cada km2 de área como foi dito lá atrás. No trânsito os carros autónomos irão se comunicar em tempo real uns com os outros, evitando acidentes e melhorando o trânsito (dizem!). Ambulâncias e carros de bombeiros avisarão aos semáforos que estão chegando – e receberão sinal verde.

Nos portos, robôs conectados à rede 5G irão carregar e descarregar contentores (que também terão transmissores 5G) de forma automática. O porto de Barcelona, na Espanha por exemplo, já tem um plano para fazer isso. Num segundo momento, o 5G será usado para conectar robôs da construção civil. O governo dos EUA cogita a construção de uma rede 5G estatal, para não ficar atrás dos chineses.

araujo75.jpg De novo os chineses! Os mesmos que tudo indica já a inauguraram. As operadoras americanas, agora prometem montar redes 5G em 30 cidades do país até Dezembro de 2020 – prometiam! Mesmo antes dos celulares compatíveis com essa tecnologia que só irá começar a chegar ao mercado no ano que vem; que corrida louca! Mas, então que tem isto tudo a ver com esta pandemia? Bem, o chip do MEDO já está instalado em nós; é bem evidente, Tudo mudou num ápice… Não há funerais como antes, casamentos como antes, abraços como antes, Noé!? Querem-nos sem coração, tambulakonta…

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:50
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CIX

GUERRA HÍBRIDA . AFINAL QUEM COMEÇOU ESTA FARÇA? INFORMAÇÃO E CONTRA INFORMAÇÃO 2ªParte – 08.04.2020

Por

pneum10.jpgPepe Escobar Asia Times

kimbo 0.jpg As escolhas do Kimbo

Artigo | Como o exército dos EUA pode ter levado o vírus à China, por Pepe Escobar - 18 de Março de 2020 

- Após crise gerada pelo coronavírus, Pequim passou a considerar abertamente os EUA como ameaça… 

pneum16.jpg O poder brando (soft power) é essencial. Pequim mandou para a Itália um avião da Air China com 2.300 grandes caixas de máscaras cirúrgicas. Nas caixas lia-se: “Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim”. A China também enviou um grande pacote humanitário ao Irã, a bordo de oito aviões da Mahan Air – companhia aérea que está sob sanções ilegais e unilaterais do governo Trump. O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, não poderia ter sido mais explícito: “O único país que pode nos ajudar é a China. Até agora, todos vocês entenderam que a solidariedade europeia não existe. Nunca passou de conto de fadas no papel.”

pneum11.jpg Sob duras sanções e demonizada desde sempre, Cuba ainda é capaz de realizar avanços gigantes – até em biotecnologia. O antiviral Heberon – ou Interferon Alfa 2b – medicamento, não vacina, tem sido utilizado com grande sucesso no tratamento de pacientes contaminados por coronavírus. Uma “joint venture” na China está produzindo versão inaliável do medicamento e pelo menos 15 nações já estão interessadas em importá-lo. Agora comparem tudo isso, e o governo Trump, que oferece US$ 1 bilhão para subornar cientistas alemães que trabalham na empresa de biotecnologia Curevac, com sede na Turíngia, em uma vacina experimental contra o covid-19, contando com "reservar" a vacina para ser usada “apenas nos Estados Unidos”.

pneum12.jpg Sandro Mezzadra, coautor, com Brett Neilson, do seminal The Politics of Operations: Excavating Contemporary Capitalism , já está tentando determinar conceitualmente em que ponto estamos actualmente em termos de combate ao covid-19. Estamos diante de uma escolha entre uma vertente malthusiana – inspirada no darwinismo social – “liderada pelo eixo Johnson-Trump-Bolsonaro” e, por outro lado, uma vertente que aponta para a “requalificação da saúde pública como ferramenta fundamental”, exemplificada pelo que fazem China, Coreia do Sul e Itália. Há lições importantes a serem aprendidas de Coreia do Sul, Taiwan e Singapura. A opção forte, observa Mezzadra, é entre admitir uma “selecção natural da população”, com milhares de mortos, e “defender a sociedade”, empregando “graus variáveis de autoritarismo e controle social”. Fácil imaginar quem pode beneficiar-se dessa reengenharia social, remix, para o século 21, de “A Máscara Rubra da Morte”, de Allan Poe, de 1842 (Consortium News)¹ .

Em meio a tanta desgraça e tristeza, conte com a Itália para nos oferecer tons de luz, à Tiepolo. A Itália escolheu a opção Wuhan, com consequências imensamente graves para sua economia já frágil. Os italianos em quarentena reagiram notavelmente cantando das varandas: um verdadeiro acto de revolta metafísica. Sem mencionar a justiça poética de a verdadeira Santa Corona (“coroa” em latim) estar enterrada na cidade de Anzu desde o século 9º. Santa Corona foi morta no governo de Marcus Aurélius em 165 dC, e já há séculos é um dos santos padroeiros das vítimas de pandemias. Nem mesmo triliões de dólares chovendo do céu por um acto de misericórdia divina do Fed – o banco central estadunidense – foram capazes de curar doentes do covid-19. Os “líderes” do G-7 tiveram que recorrer a uma videoconferência para perceber o quanto não têm noção de o que fazer – mesmo quando a luta da China contra o coronavírus garantiu ao Ocidente uma vantagem inicial de várias semanas.

pneum14.jpg O Dr. Zhang Wenhong, que trabalha em Xangai, um dos principais especialistas da China em doenças infecciosas, cujas análises foram até aqui certeiras, diz que a China emergiu dos dias mais sombrios da “guerra do povo” contra o covid-19. Mas o Dr. Wenhong não acha que a coisa acabe no verão. Agora, a mesma ideia, para o mundo ocidental. Ainda nem é primavera, e já sabemos que basta um vírus para destruir sem piedade a Deusa do Mercado. Na última sexta-feira, Goldman Sachs disse a nada menos que 1.500 empresas que não havia risco sistémico. Falso! Fontes bancárias de Nova Iorque contaram-me a verdade: o risco sistémico tornou-se muito mais grave em 2020, que em 1979, 1987 ou 2008, devido ao risco mais alto de colapso do mercado de derivativos, de US $ 1,5 bilhão. Como dizem as fontes, a história jamais viu coisa semelhante à intervenção do Fed via a eliminação, ainda pouco compreendida, das exigências de reservas bancárias nos bancos comerciais, desencadeando uma expansão potencialmente ilimitada de crédito, para evitar uma implosão dos derivativos, decorrente de um colapso total de bolsas de mercadorias e acções em todo o mundo.

pneum13.jpg Aqueles banqueiros pensaram que funcionaria, mas, como sabemos agora, nem todo aquele som e fúria jamais significou coisa alguma. E permanece aí o fantasma de uma implosão dos derivativos – nesse caso não causada pelo que antes se temia (que o Estreito de Ormuz fosse fechado). Apenas começamos a compreender as consequências do covid-19 para o futuro do turbo-capitalismo neoliberal. Certo é que toda a economia global foi atingida por interruptor de circuitos insidioso, literalmente invisível. Pode ser só “coincidência”. Ou pode ser, como alguns estão argumentando corajosamente, parte de uma maciça operação psicológica, que crie o ambiente geopolítico e de engenharia social perfeito para a dominação de pleno espectro.

pneum15.jpg Além disso, ao longo da árdua caminhada, com imenso sacrifício humano e económico, com ou sem um reboto do sistema mundial, permanece uma pergunta mais premente: as elites imperiais continuarão insistindo em fazer guerra híbrida contra a China, pela dominação de pleno espectro?

1 -Em port. trad. José Paulo Paes, in A causa secreta: e outros contos de horror (VVAA). São Paulo: Boa Companhia, 2013, transcrito na íntegra em Revista Prosa e Verso).

GUERRA HÍBRIDA. AFINAL QUEM COMEÇOU ESTA FARÇA? Foi a China? Foi os USA? INFORMAÇÃO E CONTRA INFORMAÇÃO… ESTAMOS FEITOS AO BIFE… porquê esse event 201? Que saiu daí?

O Soba T´Chingange - No Nordeste brasileiro



PUBLICADO POR kimbolagoa às 03:16
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Domingo, 5 de Abril de 2020
MOAMBA . XXXVI

O VIRUS EUGENICO CHEGOU - Abrindo gavetas ou pedaços de morte com choros secretos…

EVENT 201 - O ÓPIO DE MANHATTAN . Crónica 3013 

AS “ONG’S” E A HIGIENE RACIAL - 05.04.2020

Por

soba15.jpg T´Chingange . Confinado de quarentena no Nordeste brasileiro

Hoje, 22º dia de Distanciamento Social “Confinamento”, há algo muito estranho – a loiça cheira-me a duche LUX…

avillez00.jpg NewYork - Por detrás da estátua da liberdade e muitos arranha-céus, uns reluzentes, outros empinados como charutos quadrados, dão guarida aos gurus económicos de todo o mundo. Ali, os engenheiros financeiros e sociais, dão volta ao cérebro criando métodos de conquista, lá aonde for necessário. Reúnem-se para falar da população no mundo que é “já demasiada e improdutiva, demasiado velha”. Os herdeiros da antiga Companhia das índias Ocidentais e seus piratas, projectando domínios novos através das Organizações Não Governamentais (ONG´S), na falácia de velhos impulsos apelam à intelectualidade, a preservação da Natureza e num necessário controlo da vida. É a nova ordem!

corona10.png Criam bancos que fomentam a expansão subsidiada a troco de zelar as espécies, as etnias gentílicas, o solo, e paulatinamente, fabricam lideres, organizam manifestações e revoltas, criando instabilidade nos povos testando aqui e além bichos de destruição maciça. Tudo começou lá para trás no tempo, quando os Britânicos, precursores da ´”ONGS”, ainda não as designavam assim. No final do século XVIII, criaram a “ASI”, (Anti-Slavery Internacional); actuava como uma “ONG” supostamente dedicada no combate à escravidão, o meio ambiente, direitos humanos anti esclavagistas e dos indígenas.

Fomentam o “MST”, (Movimento dos povos Trabalhadores rurais, Sem Terra) no Brasil de hoje, surgindo com o apoio de base filosófica dessa que foi a verdadeira primeira “ONG”. Temos de controlar a vida na terra; devem repetir isto vezes sem conta até que se encontre uma solução mais aceitável em que acreditem. Na Grã-Bretanha surgiu a seguir, a “Sociedade Geográfica das Nações” que, com o fim de catalogar o mundo desconhecido e mapear esses novos territórios, contornou verdades roubando aos outros a vontade de querer; e, o mundo cede lentamente!

amolador3.jpg Isto já vem detrás. Em 1885 num tal acordo de Berlim, a Bélgica que nada tinha feito em África coube-lhe o vasto território do Zaire tendo às pressas enviado o explorador Stanley para lhes dar uma restea de posse. A França, pouco antes daquela divisão de África mandou a propósito e, quase nos finais do século XIX o explorador Braza; só por isso foi-lhe oferecido o território da agora República Popular do Congo com capital em Brazaville em homenagem àquele explorador. Isto de quererem dominar o mundo já é muito antigo.

Um grande território como o Brasil (já independente), em África, era imperioso que não se tornasse uma realidade. As imergentes potências Europeias assim determinaram e, assim foi! Os Ingleses a partir da Cidade do Cabo dão luta feroz aos Bóhers (Holandeses) levados a colonizar o cabo por via da Companhia das Índias Orientais; dão-lhe tal perseguições que os levam quase à extinção. O último refúgio de mulheres e crianças Bóhers foi nas galerias subterrâneas da mina de Kimberley, mina esta de onde saiu o maior diamante, agora pertencente à casa de Windsor.

Estamos a chegar ao busílis da questão! Nada se faz de um dia para o outro. Já neste então estava em curso a filosofia de higienização racial e aproveitamento das riquezas do solo, apanágio das “ONG`S” seguidoras da tal “ASI”, atrás referida. A instrumentalização da política ambiental tem, em Cecil Rhodes e Kruger os engenheiros operacionais da transformação da África do Sul.

bruno27.jpg Seguindo os métodos de eugenia e controlo populacional, após a criação da Sociedade de Geografia em Grã-Bretanha, criaram-se Concelhos de Conservação e Sociedades Etnológicas e Etnográficas, Institutos e Fundações promovendo sempre o ideário Anglo-Saxónico do superior domínio; esta filosofia de expansão inteligente dos recursos humanos e naturais, iniciou-se tendo o reverendo Thomas Malthus como seu percursor, seguindo-se-lhe Alfred Milner, um Lord Inglês. O problema é: como vamos fazer para dar uma nova ordem na Terra. Veio o Clube de Roma, a fundação Rockfeller e o Fundo Mundial para a Natureza e Vida Selvagem, a fundação Ford e tantas outras, seguindo as regras mestras Malthusianas, tendo sempre por detrás o comando expansionista de Manhattan em New York, sempre com hegemonia Saxónica do povo da Commonwealth. Estão a acompanhar?

Outubro de 2019, Event 201. Membros do Governo Americano, altos dirigentes, oficiais da saúde, Director do Centro Chinês de Doenças controladas. O Evento 201 foi patrocinado por Fundação Bill & Melinda Gates, Fórum Económico Mundial (WEF), CIA, Bloomberg, Fundação John Hopkins e ONU. Os Jogos Militares Mundiais começaram em Wuhan, no mesmo dia.Todos teriam em mente: - “Como eliminar 65 milhões de gente e, de forma suavemente reptícia”!? Aparentemente estudavam algo: como e aonde!? Teria de se numa forma selectiva, como mais uma nova estirpe da influenza que paralisasse o Mundo. Isto é ficção, estou só sonhando, não façam caso destas loucas hipóteses…Algo fugiu do controlo, dizem agora…Ninguém se quis aperceber!

É sabido que um Lorde, membro da Câmara Inglesa, com estatuto de Secretário das Relações Exteriores, sob o disfarce de ajuda em casos de fome, traficou armas; outro, com o mesmo estatuto, encabeçando a Amnistia Internacional, tinha uma rede de apoio e propaganda pró terrorista e, um outro, ministro de Desenvolvimento Internacional (Gabinete Colonial), manuseava doações do governo Britânico a milhares de “ONG´S desde o Bangladesh ao Siri Lanka na Ásia, e Kénia, em África. Os homens não são de fiar…

poção2.jpg Na Europa é criado o “Club 1001” com bancos e corporações aderindo com uma taxa de 10.000 dólares, enquanto, nas Nações Unidas, criam o “PNUIA”, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; esta corporação de financiadores é a “tropa de choque” ao movimento das “ONG´S”, a que se segue a UNESCO, a OCDE e, O Clube dos Nove (nações ricas do Jet-Set global). É criado o Banco para o desenvolvimento sustentável, o “FMI”, o “BID”, (Banco Inter-americano de Desenvolvimento) e o “HSBS”, Hong Kong and Shangai Banking Corporation, num apelo constante à consciência Negra, depois a Consciência Índia e, recentemente, uma constante batalha nos órgãos de informação na criação de Reservas Índias da Amazónia.

Andam por lá “ONG´S” de todo o mundo, revirando terras e gente, com o sofisma de ajudarem os Ianomanis e sabe-se lá que mais quantas tribos, a criarem um espaço só seu. Com o pretexto de defender os “direitos humanos”, proteger o “meio ambiente” e “ajuda humanitária”, muitas “ONG´S”, constituem instrumentos políticos para subverter estados e fomentar atritos com golpes democráticos de revolução. O escambau! Não façam caso, isto é só ficção!

Os agentes da Wall Street, com novas bases filosóficas de defesa de “livre comércio”, promovem conferências forjando alianças com a América Ibérica e a África de língua lusa, escondendo-se sempre numa “agenda ambiental” que não reconhece fronteiras; surge a deterioração do ozónio estratosférico, criam sanções pelo Protocolo de Kyoto defendendo-o sem ratificá-lo no seu País e, nascem fundações por todo o mundo, com dinheiros de Manhattan. Num repente, tenho de sair da minha terra; dão-me um bilhete sem volta e toma lá 5000 escudos – desenrasca-te T´Chingange (Eu…) A coisa descontrolou – Terá sido aquele Chinês; isso! Aquele do cento de doenças controladas que roubou a fórmula lá no EVENT 201 e num depois, aconteceu! É que esses gajos gostam muito de copiar! Isto só é uma ilação minha – não façam juízo de valor…Pensar, é muito perigoso…

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:31
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Sábado, 4 de Abril de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CVIII
GUERRA HÍBRIDA . AFINAL QUEM COMEÇOU ESTA FARÇA? INFORMAÇÃO E CONTRA INFORMAÇÃO… ESTAMOS FEITOS AO BIFE…  04.04.2020Crónica 3012
Por: Pepe Escobar - Asia Times
Artigo | Como o exército dos EUA pode ter levado o vírus à China, por Pepe Escobar
- Após crise gerada pelo coronavírus, Pequim passou a considerar abertamente os EUA como ameaça…18 de Março de 2020.

tonito19.jpgAs escolhas de T´Chingange - No Nordeste brasileiro

corona10.png O presidente chinês Xi Jinping tornou a sua posição clara - Xie Huanchi / XINHUA / AFP… De entre os inumeráveis efeitos geopolíticos tectónicos do coronavírus, que são impressionantes, um já é claramente evidente. A China reposicionou-se. Pela primeira vez desde o início das reformas de Deng Xiaoping em 1978, Pequim considera abertamente os EUA como ameaça, declarou há um mês o ministro de Relações Exteriores Wang Yi na Conferência de Segurança de Munique, no pico da luta contra o coronavírus. Pequim está modelando passo a passo, com todo o cuidado, a narrativa segundo a qual, desde os primeiros casos de doentes infectados pelo coronavírus, a liderança já sabia que estava sob ataque de guerra híbrida. A terminologia de que se serviu o presidente chinês é eloquente. Xi disse abertamente que se tratava de guerra. E que foi necessário iniciar uma “guerra do povo”, como contra-ataque. E descreveu o vírus como “um diabo”.

Xi é, por formação, confuciano. E, diferente de outros pensadores chineses antigos, Confúcio não admitia discussões sobre forças sobrenaturais e julgamentos depois da morte. Contudo, no contexto cultural chinês, “diabo” designa os “diabos brancos” ou “diabos estrangeiros”: guailo em mandarim, gweilo em cantonês. Xi, aí, fez forte denúncia, em código. Quando Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, expressou num tuíte incandescente que “é possível que 'o Exército dos EUA tenha trazido a epidemia a Wuhan' – primeiro tiro nessa direcção, vindo de alto funcionário – Pequim lançava um balão de ensaio, sinalizando que a luva havia sido jogada. Zhao Lijian fez a conexão directa com os Jogos Militares em Wuhan em Outubro de 2019, que incluiu uma delegação de 300 militares dos EUA.

corona01.jpg Lijian citou directamente o director dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (ing. CDC) dos EUA, Robert Redfield, o qual, quando perguntado na semana passada se foram descobertas postumamente mortes por coronavírus nos EUA, respondeu que “alguns casos foram realmente diagnosticados desse modo, hoje, nos EUA”. A explosiva conclusão de Zhao é que o covid-19 já estava activo nos EUA, antes de ser identificado em Wuhan – devido à incapacidade dos EUA, hoje já completamente documentada, para testar e verificar as diferenças que houvesse, na comparação com a gripe.

Acrescentando tudo isso ao fato de que os genomas dos coronavírus recolhidos no Irã e na Itália já foram sequenciados, e já se sabe que não são a mesma cepa de vírus que infectou Wuhan, a midia chinesa já fez e já pergunta abertamente por uma conexão com o fechamento, em agosto do ano passado, de um laboratório militar de armas biológicas declarado “inseguro” em Fort Detrick, com os Jogos Militares e com a epidemia de Wuhan. Algumas dessas perguntas têm sido feitas – e continuam sem resposta – dentro dos próprios EUA. Perguntas extras permanecem, sobre o nada transparente Event 201 em Nova Iorque, dia 18 de Outubro de 2019: um ensaio-simulação para uma pandemia mundial causada por vírus mortal – precisamente o coronavírus. Essa magnífica coincidência aconteceu um mês antes do surto em Wuhan.

corona6.jpg O Evento 201 foi patrocinado por Fundação Bill & Melinda Gates, Fórum Económico Mundial (WEF), CIA, Bloomberg, Fundação John Hopkins e ONU. Os Jogos Militares Mundiais começaram em Wuhan, no mesmo dia. Independentemente de sua origem, que ainda não está conclusivamente estabelecida, tal como os tuítes de Trump sobre o “vírus chinês”, o covid-19 já impõe questões imensamente sérias sobre biopolítica (onde está Foucault quando se precisa dele?) e bioterrorismo. A hipótese de trabalho, de o coronavírus ser uma arma biológica muito poderosa, mas não provocadora do Armagedom, revela essa arma como veículo perfeito para controle social generalizado – em escala global.

Xi com o rosto coberto por uma máscara cirúrgica, em visita à linha de frente de Wuhan semana passada, foi demonstração gráfica para todo o planeta de que a China, com imenso sacrifício, está vencendo a “guerra do povo” contra covid-19. Assim também, o movimento dos russos, de Sun Tzu, contra Riad, cujo resultado final foi o barril de petróleo muito mais barato, ajudou, para todos os fins práticos, a iniciar a inevitável recuperação da economia chinesa. Eis como opera uma boa parceria estratégica. O tabuleiro de xadrez muda a uma velocidade vertiginosa. Depois que Pequim identificou o coronavírus como ataque por armas biológicas, a “guerra do povo” disparou, com toda a potência do Estado. Metodicamente. Na base do “tudo que for necessário”. Agora estamos entrando em nova etapa, que será usada por Pequim para calibrar substancialmente a interacção com o Ocidente, e sob padrões muito diferentes no que tenham a ver com EUA e União Europeia.
O poder brando (soft power) é essencial. Pequim mandou para a Itália um avião da Air China com 2.300 grandes caixas de máscaras cirúrgicas. Nas caixas lia-se: “Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim”. A China também enviou um grande pacote humanitário ao Irã, a bordo de oito aviões da Mahan Air – companhia aérea que está sob sanções ilegais e unilaterais do governo Trump. O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, não poderia ter sido mais explícito: “O único país que pode nos ajudar é a China. Até agora, todos vocês entenderam que a solidariedade europeia não existe. Nunca passou de conto de fadas no papel.”

corona5.jpg Sob duras sanções e demonizada desde sempre, Cuba ainda é capaz de realizar avanços gigantes – até em biotecnologia. O antiviral Heberon – ou Interferon Alfa 2b – medicamento, não vacina, tem sido utilizado com grande sucesso no tratamento de pacientes contaminados por coronavírus. Uma “joint venture” na China está produzindo versão inaliável do medicamento e pelo menos 15 nações já estão interessadas em importá-lo. Agora comparem tudo isso, e o governo Trump, que oferece US$ 1 bilhão para subornar cientistas alemães que trabalham na empresa de biotecnologia Curevac, com sede na Turíngia, em uma vacina experimental contra o covid-19, contando com "reservar" a vacina para ser usada “apenas nos Estados Unidos”.

Sandro Mezzadra, coautor, com Brett Neilson, do seminal The Politics of Operations: Excavating Contemporary Capitalism , já está tentando determinar conceitualmente em que ponto estamos actualmente em termos de combate ao covid-19. Estamos diante de uma escolha entre uma vertente malthusiana – inspirada no darwinismo social – “liderada pelo eixo Johnson-Trump-Bolsonaro” e, por outro lado, uma vertente que aponta para a “requalificação da saúde pública como ferramenta fundamental”, exemplificada pelo que fazem China, Coreia do Sul e Itália. Há lições importantes a serem aprendidas de Coreia do Sul, Taiwan e Singapura. A opção forte, observa Mezzadra, é entre admitir uma “selecção natural da população”, com milhares de mortos, e “defender a sociedade”, empregando “graus variáveis de autoritarismo e controle social”. Fácil imaginar quem pode beneficiar-se dessa reengenharia social, remix, para o século 21, de “A Máscara Rubra da Morte”, de Allan Poe, de 1842 (Consortium News)¹ .
Em meio a tanta desgraça e tristeza, conte com a Itália para nos oferecer tons de luz, à Tiepolo. A Itália escolheu a opção Wuhan, com consequências imensamente graves para sua economia já frágil. Os italianos em quarentena reagiram notavelmente cantando das varandas: um verdadeiro acto de revolta metafísica. Sem mencionar a justiça poética de a verdadeira Santa Corona (“coroa” em latim) estar enterrada na cidade de Anzu desde o século 9º. Santa Corona foi morta no governo de Marcus Aurélius em 165 dC, e já há séculos é um dos santos padroeiros das vítimas de pandemias. Nem mesmo triliões de dólares chovendo do céu por um acto de misericórdia divina do Fed – o banco central estadunidense – foram capazes de curar doentes do covid-19. Os “líderes” do G-7 tiveram que recorrer a uma videoconferência para perceber o quanto não têm noção de o que fazer – mesmo quando a luta da China contra o coronavírus garantiu ao Ocidente uma vantagem inicial de várias semanas.

corona7.jpg O Dr. Zhang Wenhong, que trabalha em Xangai, um dos principais especialistas da China em doenças infecciosas, cujas análises foram até aqui certeiras, diz que a China emergiu dos dias mais sombrios da “guerra do povo” contra o covid-19. Mas o Dr. Wenhong não acha que a coisa acabe no verão. Agora, a mesma ideia, para o mundo ocidental. Ainda nem é primavera, e já sabemos que basta um vírus para destruir sem piedade a Deusa do Mercado. Na última sexta-feira, Goldman Sachs disse a nada menos que 1.500 empresas que não havia risco sistémico. Falso! Fontes bancárias de Nova Iorque contaram-me a verdade: o risco sistémico tornou-se muito mais grave em 2020, que em 1979, 1987 ou 2008, devido ao risco mais alto de colapso do mercado de derivativos, de US $ 1,5 bilhão. Como dizem as fontes, a história jamais viu coisa semelhante à intervenção do Fed via a eliminação, ainda pouco compreendida, das exigências de reservas bancárias nos bancos comerciais, desencadeando uma expansão potencialmente ilimitada de crédito, para evitar uma implosão dos derivativos, decorrente de um colapso total de bolsas de mercadorias e acções em todo o mundo.

Aqueles banqueiros pensaram que funcionaria, mas, como sabemos agora, nem todo aquele som e fúria jamais significou coisa alguma. E permanece aí o fantasma de uma implosão dos derivativos – nesse caso não causada pelo que antes se temia (que o Estreito de Ormuz fosse fechado). Apenas começamos a compreender as consequências do covid-19 para o futuro do turbo-capitalismo neoliberal. Certo é que toda a economia global foi atingida por interruptor de circuitos insidioso, literalmente invisível. Pode ser só “coincidência”. Ou pode ser, como alguns estão argumentando corajosamente, parte de uma maciça operação psicológica, que crie o ambiente geopolítico e de engenharia social perfeito para a dominação de pleno espectro.

corona14.jpg Além disso, ao longo da árdua caminhada, com imenso sacrifício humano e económico, com ou sem um reboto do sistema mundial, permanece uma pergunta mais premente: as elites imperiais continuarão insistindo em fazer guerra híbrida contra a China, pela dominação de pleno espectro?

1 -Em port. trad. José Paulo Paes, in A causa secreta: e outros contos de horror (VVAA). São Paulo: Boa Companhia, 2013, transcrito na íntegra em Revista Prosa e Verso).
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GUERRA HÍBRIDA. AFINAL QUEM COMEÇOU ESTA FARÇA? Foi a China? Foi os USA? INFORMAÇÃO E CONTRA INFORMAÇÃO… ESTAMOS FEITOS AO BIFE… porquê esse event 201? Que saiu daí?
 


PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:30
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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
MOAMBA . XXXII

PELO SIM PELO NÃO SOU "LENDA" - 21.08.2019

- Talvez as pessoas dos governos estejam a encher os bolsos, mas os políticos em África enchem sempre os bolsos! São os maiores…

Por

soba15.jpg T´Chingange - Em Panoias do M´Puto

lifune0.jpg Minha empregada Mery de Kampala é esperta, diligente e ladina como as raposas. Tem o seu clã que não é só familiar, pois abrangem os sobrinhos dos sobrinhos e amigos que consideram do peito. Alguns têm tentado fortuna em países limítrofes dos dela mas, o que contam por vezes é assombroso; andam em minas de metais raros para nós usarmos aqui e ali mas mais na Europa e Américas, nos iPad, andróides, sansungues e outros micro-ondas falantes, aonde quem não tem pelo menos dois, está desactualizado ou desmilinguido. É mesmo, falei! -Talvez por isso muitas pessoas dos governos de lá estejam a encher os bolsos, dando contractos de exploração onde há escravidão não é?

Sim! É verdade! Disse isto porque torci o nariz meio descrente da veracidade ao que repetiu: -Os políticos em África enchem sempre os bolsos, disse ela… Em todo o lado? Perguntei. Ela continuou assim com suas falas rápidas como quem, até tem medo da sombra das palavras e num foi dizendo ao seu jeito num claramente de que o africano foi é e vai ser sempre assim, quando é rico, é-o à fartazana, à lagardere, faz questão de que se saiba; compra coisas à toa só para fazer isitayela! Isso é o quê? É banga, vaidade com estilo – quase um tique geral de quem manda ou tem poder.

torres5.jpg Notei que ela a Mery estava mesmo nevosa e falou rápido coisas que nem entendi; coisas da língua dela: - Unembile, umphathi! Bona abavela kuhulumeni badla inkukhu futhi bathumele amathambo kubantu! Caramba, troca-me isso em miúdos. Pouco a pouco fui entendendo desta forma: - É assim mesmo patrão! Eles do governo comem a galinha e mandam os ossos para o povo! Nem fiquei embrutecido porque já sabia muito bem o que isso era e, neste entretanto notei que também tremia dos olhos, de raiva por nada podermos mudar. Deve ser do ADN deles!?

-Lá em teu kimbo, cada um vive das coisas extraídas das lavras, da t´xitaca, das hortas da mulola, da ñhaca, das galinhas e dos ovos e do porco que cria e mata!? Num fala assim patrão, meu coração está a bater com força. Fiquei só assim neste entretanto de conversa. O riso ainda me voa dentro do peito como um passarinho. Qualquer dia dão-lhe uma fisgada, patrão! Pópilas, não sou teu patrão! Ficamos assim mesmo com o futuro a prender-nos ao passado, pois, ganhando massa muscular…

Li em uma reportagem da «Time-revista» aonde revela que a função «vibrar» dos telemóveis é activada pelo uso de um mineral chamado wolframita, que é extraído na região do conflito que decorre no Congo; lá para as tuas terras. Um conflito que, é financiado pela exportação de metais usados em produtos tecnológicos de ponta; empresas multinacionais estão a proceder ao comércio de minerais, que estão a financiar a guerra na República Democrática do Congo e os “boco harans” para desestabilizar, ter os materiais a preço de uva mijona. Meus primos falam isso sim! Eles, os africanos bem ao seu jeito, vivem sempre pedindo mas, vão dizendo que os brancos sempre fingem que são o que não são!

chela4.jpg É por isso que tem muita maka! Tem os senhores da guerra, os intermediários, os compradores internacionais e nós que os usamos! Verdade, disse ela com os olhos húmidos. As ONG´s asseguram que, quando chegam à posse das tecnológicas, estes minerais podem já ter trocado de mãos até sete vezes com todos a ganhar. É bem possível que o leitor, ao colocar seu telemóvel no modo de vibrar, está usando esse tal de wolframita, originário da zona de conflito, lá aonde financiam essas guerras sangrentas que as televisões nem falam.

Todos andam a corromper uns aos outros, pedir favores em troca de favores e assim vivem, todos favorecidos. É isso digo eu - é a corruptocracia, talqualmente como no Brasil do Lula, Mary! O problema mesmo é que, neste favorecimento, uns vivem mais favorecidos que outros! Sabes, agora é isto, um de fazer-de-conta? Mas o wolframita não é o único mineral de utilização tecnológica com origem no centro do conflito e seu financiamento. Cassiterite, coltan, Nióbio e ouro que também são extraídos na região.

amazonas8.jpg Uma lista de minerais usados para os mais diversos fins, desde as vulgares lâmpadas eléctricas até os portáteis computadores, MP3 e consolas de jogos. Não demora, se Bolsonaro não abrir os zolhos, estarão no Amazonas do Brasil! Depois virá a luta entre os HP, Dell, Nokia e Motorola mais esse tal de Sansung duma lista ainda mais comprida. Depois esta gente do trabalho duro, ganha uns tostões e foge para a Europa e também para o Sul formando cidades em volta de outras cidades. As chamadas “townships”.

cabo01.jpg Eu vi, ninguém me contou: A poucos quilómetros das belas paisagens que transformam a Cidade do Cabo em um cartão-postal da África do Sul, ficam localizadas as “townships” sul-africanas. Elas cresceram de maneira desproporcionada após o início do Apartheid, em 1948, quando receberam milhares de negros, mulatos e indianos expulsos de suas residências. Há diferentes tipos de townships; algumas misturam raças com muitos indianos Monhês, Sirios s até Libios e outras reúnem apenas tribos específicas. O mundo está uma ervilha Mery!

arara1.jpg Esta gente em comum compartilham a miséria e a hostilidade aos sul-africanos brancos, funcionários despedidos bóhers e outros marginalizados no tempo pela acção afirmativa do ANC – dar primazia de trabalho aos negros. Mas temos disto ao redor do Rio de Janeiro, ao redor de Lisboa, Paris e aonde tu possas imaginar – Uma cidade grande com gente que ganha cumbú e emprega gente desfavorecida, tal como uma moderna escravatura aceite por todos! Olha vou ter de me encontrar com o John Wayne para ir desbundar ao festival de Paredes de Coura! O M´Puto está em crise mas só falam em festivais e, todos cheios… Isto vai dar prótorto… Dei um abraço a Mery e fui seguindo no pensamento…

O Soba T´Chigange

 


PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:58
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
BOOKTIQUE DO LIVRO . XXVI

 

O LIVRO ESCOLHIDO:

13 – HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho ... 20.08.2019

Por

soba24.jpg T´Chingange - No Alentejo do M´Puto

Livros em cima da mesa da cabeceira

1 - A minha Empregada - Editorial Estampa de - Maggie Gee

2 - O ano em que Zumbi tomou o Rio - Quetzal - José E. Agualusa

3 - O Último Ano em Luanda - ASA - Tiago Rebelo

4 - BURLA EM ANGOLA – Burla em Portugal - Guerra e Paz – Susana Ferrador

5 - História da riqueza de brasil – Estação Brasil – Jorge Caldeira

6 - GLOBALIZAÇÃO de Joseph E. Stiglitz

7 – VIDAS SECAS – Graciliano Ramos

8 - A viagem do Elefante – José Saramago – Da Caminho

9 - O Livro dos Guerrilheiros de José Luandino vieira - Da Caminho

10 -O CORTIÇO - Romance de Aluísio de Azevedo – IBEP – S. Paulo, Brasil.

11 - O Romance “A Pedra do Reino” – José Olympio editores …Ariano Suassumal.

12 - O PADRE CÍCERO que eu conheci - Olímpica editora de Juazeiro - Amália Xavier de Oliveira...

13 –HUGO CHAVES – O colapso da Venezuela – de Leonardo Coutinho

booktique20.png… De epílogo em epílogo sigo-me como um sonho que ora está no M´Puto, ora está em Angola, em África, ora está na Pajuçara do Brasil lambendo as águas como quem lambe o tempo. Mas, em tempos idos, passei seis anos na Venezuela – Havia pleno emprego na governação de Andrés Peres. De tempo a tempos recomeço nos antigos trilhos dando-me mais tempo para beber a minha estória e, com ou sem profundidade, recordar alguns relâmpagos da minha lenda…

Com o tecto do sótão a se desmanchar, renovando tubos oxidados, regando o jardim com cravos túnicos e verduras cheirosas, reinvento isto e aquilo reformulando-me também no visual com chapéu saído da Namíbia e, ao jeito dum guerrilheiro do Calai, do Dírico, Mucusso ou Rundo bem à margem do Okavango recordando meu amigo Sam Nujoma. Lavo grelhas, pois é tempo de me atazanar com os remendos enjorcados a lembrar o pátio da tia Anicas e mudar a estética, retirar as bikuatas do pátio Andaluz sem uso que só juntam ratos. E assim, com tudo limpinho, apurar-me no assar das sardinhas que pingam na brasa apurando o sentido da gula. Aconteceu!

cuba 0.jpg Hugo Chaves era em seu tempo de presidente uma decepção para as pessoas que o rodeavam; assim o percebiam mas ninguém ousava abordar, comentar em cochichos porque esse, era mesmo um grande risco! Nos círculos próximos de conversas pseudo-palacianas, especulava-se a medo os motivos. Quase todos apostavam em uma tese de que o Presidente sempre se expunha em demasia transformando a política em um circo; no seu caso ultrapassava em muito, os limites toleráveis duma diplomacia a valer. Já todos o viam como um palhaço esbracejando em bolas de sabão invisíveis.    

Como é que alguém lhe poderia dizer, mesmo sendo terapeuta, que era feio deitar gases peçonhentos por via de sua flatulência frágil ou duvidosamente desclassificada ou até arrotar sem medir os decibéis certos de sua arrogância com laivos de droga energética. Para alem de ter chamado “Diabo” a Bush – presidente dos USA, fez comentários racistas e, ou conotações sexuais sobre a Secretária de Estado Condolezza Rice. Afrontou os parlamentares brasileiros chamando-lhes “papagaios dos americanos” por via de uma manifestação no Congresso Nacional em Brasília.

alema11.jpg Tudo, pelo facto daqueles parlamentares terem condenado a Venezuela com voto de censura – Tratava-se das restrições impostas por Venezuela ao trabalho da imprensa promovida pelo chauvinismo destes. Os brasileiros não quiseram deixar em claro o desagrado ao trato excessivo e abusivo de uma causa injusta fechando canais de televisão e rádios e encerrando jornais que sempre se tinham mantido até aí isentos aos cambalachos, arranjinhos e geringonças do governo de Venezuela.

Passei quase seis anos nessa terra trabalhando na Barragem Raúl Leone do Guri entre os anos de 1977 a 1982; uma gigantesca obra situada no Rio Caroni, um afluente do grande Orinoco. Tive a felicidade de ter como Presidente um senhor de alta postura, um verdadeiro estadista chamado de André Peres, antecessor ao Herrera Campins e a este ditador chamado de Hugo Chaves. Nesse então Venezuela era um paraíso, havia pleno emprego, paz e harmonia.

chaves0.jpg Naquele lapso de tempo, pude presenciar haver para além de pleno emprego, uma razoável senão boa qualidade de vida para a maioria do povo. Sentia-se isso em Caracas, em Ciudade Bolivar e nos demais estados. Meu trabalho era o de projectar e implantar estradas por toda a Venezuela e pude ao serviço de uma empresa de donos italianos, constatar isto desde Maracaibo perto de Colômbia até Roraima, na fronteira Norte do Brasil. Convém dizer aqui que fui para a Venezuela através do CIME.

CIME – Comissão Internacional de Migração Europeia. Estes anos de Venezuela foram o TOP na minha carreira de Topógrafo – Geómetra. Passei agruras mas, ganhei bom dinheiro e bastante experiência naqueles matos infestados de cobras, crocodilos e muitas iguanas. Nesse então existia a televisão CANTV e a RCTV que por serem incómodas ao governo de Hugo Chaves foram simplesmente fechadas. Este paranóico senhor não se cansava de tripudiar seus pares Latino-americanos como se fosse um Guru destes! E estes, logicamente, não lhe batiam palmas! Viu-se logo que tudo iria dar para o torto.

dracma6.jpg Em Novembro do ano de 2007, alvoroçou a Cúpula dos países Ibero-Americanos chegando ao ponto de o Rei D. Juan Carlos I de Espanha o mandar calar com a frase que ficou célebre: - “Por quê no te callas?”. Esta reprimenda proferida contra Chaves tentava impedir que o 1º Ministro espanhol José Luis Zapatero, defendesse o seu José Maria Aznar, por via das agressões proferidas e, de modo pouco cordial pelo Venezuelano Hugo Chaves! Suspeita-se que se tenha drogado para além do admissível (sendo ele um próximo aos senhores da droga, nada será de admirar…)

Tento ser o mais verdadeiro quando falo do ontem e no antes de anteontem, mesmo sem consultar qualquer terapeuta, nem ter uma qualificação de escritor. Aquela intervenção de Hugo – El Presidente levou a que na forma reservada tivesse dito algo contra o Rei D. Carlos I : “Quién piensa este viejo lo que és? E, acrescentou: - Olvida que fue Boolivar quien nos hizo libres? Seu aprumo ficou bem presente nas imagens que uma grande parte de nós viu em directo! Um palhaço arruaceiro sem jeito de líder dum povo. O tempo veio a provar que assim o era.

luis17.jpg Hugo Chaves, o narcotraficante e consumidor dessa erva  ditou um futuro negro para a Venezuela financiando o terrorismo assombrando seu país e  Mundo. E, Porque era que Lula e Dilma lhe deram tanta cobertura, tanto apoio!? É já a seguir! Chaves quis mudar o Mundo e, conseguiu. Tudo ficou muito pior! Seu sucessor de nome Maduro já conseguiu que mais de quatro milhões abandonassem o país para os vizinhos, Brasil e Colômbia.  A crise na Venezuela é apenas a face mais evidente de uma rede de organizações políticas e criminosas criadas ou alimentadas por Hugo Chávez e, depois Maduro como parte do seu sonho em desenhar uma nova ordem mundial. A explosão da violência na América Central e no México até ao financiamento de organizações terroristas como o Estado Islâmico.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:46
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Terça-feira, 30 de Julho de 2019
MOKANDA DO SOBA . CL

TEMPOS PARA ESQUECER - NA GUERRA DO TUNDAMUNJILA

Relembrando alguns factos do SETENTAECINCO30.07.2019

“Vai para a tua terra, branco” era o que mais se ouvia na Luua de 74/75… Alguns dos heróis de túji afectos ao MPLA também deram à sola – dissimulados, claro!

Por

 soba15.jpg T´Chingange - (Otchingandji) No Alentejo do M´Puto

soba23.jpg Remexendo no meu baú encontrei o único e último documento que tenho do ESTADO DE ANGOLA e, do Governo de Transição assinado por António da Silva Cardoso – General das F.A. Trata-se de um Salvo-conduto para transitar pela Cidade de Luanda e Bairros Suburbanos. Revendo o mesmo, este refere que na condição de deslocado exercia a função de Colaborador na Comissão de Repatriamento. Está assinado pelo Alto-comissário de Angola, em Luanda, aos 29 de Julho de 1975 - Quinze dias antes do meu Voo Luualix…

Naquele então do ano de 1975, Gonçalves Ribeiro, o pai da “Ponte Luualix” fazia alarde ao mundo da periclitante situação em retirar todos os deslocados por via da descolonização, entenda-se uma anárquica guerra com vários intervenientes, movimentos emancipalistas impreparados para se governarem a si próprios. Ainda faltava ir buscar algumas pessoas a áreas aonde não havia qualquer segurança (…). Confirmo que assim era porque estando eu destacado como “adido” no Palácio do Governo da Cidade Alta da Luua, podia vivificar o que por ali se passava.

soba22.jpg Tinha por missão dar a conhecer a gente deslocada de seus sítios tais como Administradores, Chefes de Posto entre outros funcionários que fugidos dos movimentos, mais propriamente do MPLA se encontravam confinados em hotéis, pensões e afins. Preparava também as listas de embarque – Guias de Marcha sem retorno. Via telefone ou por estafeta, dava-lhes a conhecer qual a sua hora de embarque na ponte “Luualix”; para ultimarem sua presença no aeroporto ou esperar transporte ido do Palácio que os levaria ao aeroporto de Craveiro Lopes, também conhecido por Belas.

Alguns daqueles funcionários administrativos por estarem escondidos, por assim dizer, em casas de familiares eram recolhidos por um autocarro do Alto Comissariado que os transportava ao dito aeroporto. Havia promessas de morte, vinganças avulsas. Já neste início de Agosto podia ver-se milhares de famílias pernoitando de qualquer jeito junto aos seus haveres no largo frontal da zona do check-in e jardins do aeroporto, malas, caixotes e bugigangas. Ali permaneciam dia e noite cobertos com lonas presas a caixotes usando como banheiro áreas improvisadas ou as bissapas circundantes; o cheiro era nauseabundo.

guerra12.jpg Estando eu já no M´Puto com a família, ia sabendo dos efeitos de fuga lá no Ultramar. Coisas de partir o coração aconteciam como sendo coisa pouca – a frieza das pessoas, do governo, da Metrópole em um todo, afligiam-me sobremaneira. Minha revolta era imensa! No dia 4 de Agosto de 1975, na cidade da Gabela os partidos entram em confrontos e a população organiza uma caravana, com mais de duzentos veículos, acompanhados por militares portugueses e da UNITA, que com veículos e aviação fizeram escolta até a cidade de Nova Lisboa (Huambo).

O clima que já era de inferno aquecia ao rubro! O negro olhava-nos de lado e com cara de ódio pela fermentação das rádios, dos cabos que viriam as ser generais e outros que tais. Já há uma semana que tinham deixado de trabalhar para fabricarem armas artesanais. Outros recebiam-nas das mãos dos líderes políticos, dos militares de aviário do M´Puto mais os PREC para se dar início à matança um dia depois. Em meados de Outubro, o terminal aéreo de Nova Lisboa (Huambo) encerrava, e Luanda passou a receber entre quinze a vinte aviões por dia. Conto isto sem me situar no tempo ou local mas, pouco importa porque tudo estava por igual: - Descontrolado!

Os meios aéreos para fazer chegar a Luanda os refugiados do Lobito, Benguela e Moçâmedes, sendo insuficientes, o Comando Naval arranjou meios marítimos para fazer chegar a Luanda os cerca de 250 mil cidadãos brancos (maioritariamente) mas, tendo também milhares de mestiços e negros; enfim! Seguiam todos aqueles que o desejassem! Na vinda ou ida dos refugiados de um para outro lado (como kissondes) mas e, principalmente para os lugares de embarque da Luua, praticamente não havia triagem; o controlo era precário. Nunca pude entender esta falta de cuidado na logística das coisas.

guerra01.jpg Não havia tempo para decidir de quem estava ou não nas condições de perseguido, refugiado ou o que quer que fosse. Não importava ser-se quem era e de onde vinha ou do porquê de estar ali. Era tudo ao monte e seja o que Deus quiser, aos magotes na fé de Deus com o natural berreiro e choros de adultos e crianças, ordens e contra ordens desencontradas ou nem tanto. Cães, gatos e outros animais de estimação foram largados ao descaso como heresia apócrifa!

É confrangedor só de pensar em estas turbas de gente que às pressas colocaram umas peças de roupa, uns agasalhos, umas fotos de recordação e aí vão ao encontro dum desconhecido maior que o mundo. E, as despedidas de gente serviçal ou amiga, até mesmo um vizinho que por ali iam ficando; toma lá a chave do meu carro, da minha casa, cuida do gado meu amigo porque não sei quando voltarei nem se volte. Olha pelo meu cão, a aspirina mais o tarzan que ficam presos lá junto ao gerador e perto do galinheiro. Doeu e ainda dói!

moka25.jpg Era um Adeus dado aos trambolhões às coisas, ao motor da GMC a fazer de gerador, dos gansos guardadores mais o pavão e as galinhas fracas debaixo do DKV. Ele, Deus, era só uma questão de fé interior, a vontade de querer e acreditar mas Ele, não surgiu a muitos; a lei da vida e da morte era um traço disforme, desfeito em cotão a confirmar que só somos enquanto somos, uma ilusão! Desde sempre e, que me lembre de ser gente, observei que as leis foram inventadas pelos fortes para dominarem os fracos que são muito mais; mas aqui não havia fracos ou fortes, só deprimidos…

Sempre observei amizades incipientes desde o tempo em que os cuspidores de prata eram usuais e era admissível ou sem reparo; cuspir-se em público era feio e anti-higiénico mas agora e ali nem escarradores havia, era no barrento da terra, nosso infortúnio. Num repentemente viramos escarro, nada ou ninguém - triste; cada qual cuspia para onde quer que fosse que nem monandengues. E entre estes, surgiam os rufias catadores de desaconchegos, gente do MPLA usando prepotência com um extremo desprezo, pedindo relógios ou valores para ficar sem dissabores nesta hora de partir; uma forma de pressionar o medo ou resquícios deste.

picapau1.jpg Havia uma restea de ordem por alguns militares, Nossas Tropas mais conscientes! Valha-nos isso porque nem todos viam este desmando na forma do PREC, dos guedelhudos do M´Puto às ordens do diabo. As leis, as atitudes, o MFA, nossos patrícios do M´Puto, os generais de aviário, mesmo que absurdas, tornavam o impossível em admissível e hoje que penso muito e rezo pouco, recordo isto, procedimentos sem que ninguém averiguasse as diferenças aturdidos por pudor. Pudor, palavra complicada de entender - qual pudor qual quê!?

Nesse então, nós gente desavinda, podíamos ver já a força da crise com roubos subtraídos pela lei dos homens, pelas nossos guardiões militares com seus amigos, nossos inimigos – o MPLA, sem lei - nem velha nem nova ou tampouco ordinária ou arbitrária, nenhuma! Um salve-se quem puder! Era um acaso feito lei ali e a frio, ora marcial ora uma prepotente aberração feita de coisa feito gente, drogados no cérebro, nas kinambas ou nas matubas…Mas, ainda há quem use paninhos de flanela para amenizar o impossível…

monstro6.jpg E, muitos daqueles ali ao nosso lado a fugir do caos, tinham estado dias ou meses antes, também a fiscalizar nossas bagagens, bagulhos de sentimento a escolher os cristais, a parti-los num desdém e isto sim e isto não; Este ouro é nosso, do governo! Mas qual governo - do MPLA diziam… sim! Ao serviço do por eles chamado de glorioso MPLA… Agora, eram camuflados companheiros de viagem, de infortúnio e, já ninguém queria retaliar o que quer que fosse; uma entrega sem jeito nas mãos dum Nosso Senhor…

(Continua…)

O Soba T´Chingange - (Otchingandji)



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:59
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Terça-feira, 23 de Julho de 2019
XICULULU . CXX

TEMPOS QUENTES 23.07.2019

Em um dia antigo encontrei no M´Puto uma pedra-de-raio; uma pedra portadora de superstições vindas do tempo neolítico… Um raio que os parta

Por

soba15.jpgT´Chingange – No Alentejo do M´puto

Envolto numa névoa de velhice, preencho os espaços da vida defuntando assuntos que já me não dão ânimo em falar. Num ápice, os n´guzos da juventude viram fenómenos, percorrendo-me a mente como se fosse um grande corredor feito varanda calçadão; já com pedras muito roçadas, sapateadas e dançadas na velocidade da luz, filósofo filmes que nunca antes tinha imaginado neste vácuo feito hiato como que para amainar ventanias ou anular rancores…

pedras parideiras.jpg Muito depois dos Etruscos, Plínio, um antigo escriba romano, comungava da crença de que a pedra polida tinha alguma cousa divina afirmando que elas caíam do céu com os raios das chuvas. Isto embrulhou-se-me no pensamento até os dias de hoje com quenturas anormalmente altas de trovoada. Tenho uma pedra destas desde o ano de 1983 e, apanhada exactamente no sítio de Vale das Lousas, sete anos, sete meses e sete dias depois de sair da guerra do tundamunjila da Luua - de Angola.

Derrubando-me nas trevas do desconhecimento, olho e ouço pela caixa mágica da televisão choros verídicos e de cortar a alma entre outros carregados de fingidas mágoas e excrescências mal alinhavadas. Pois e, foi assim bem ao lado duma trilobite petrificada que troquei por um kispo em Tetouan, no Atlas do Norte de Marrocos que, entro nas superstições que dominam muitas mentes e, entre estas, a minha!

pedras1.jpg São legados de subconsciente sem se saber ao certo se saíram de cristãos, judeus, libaneses ou sírios ou mesmo palestinianos e também toledanos ou etruscos. O certo é que ainda hoje são estas pedras denominadas línguas de S. Paulo; pedras de sílex, lisas e em forma de ponta de flecha. Diz a lenda que quando um camponês romano encontrasse uma dessas pedras, se ajoelharia de imediato e que, com toda a devoção, a apanharia não com a mão mas com a língua que, depois a colocaria no lugar mais respeitoso de sua casa para se precaver dos raios da chuva.

Não querendo quebrar este paradigma, coloquei esta bem no parapeito decorativo em azinho da minha lareira do M´Puto – M´Putolândia dos Al-Garbes. Eu não fiz isto naquele ano de 1983, sete anos, sete meses e sete dias depois de chegar a terras de M´Puto vindo da Luua num voo grátis e nesse lugar de Vale das Lousas. Estava ainda por saber por desconhecimento da tradição com lenda; já lá vamos!

lousas1.jpg Por engano das leituras por paralaxe das estrelas, estava em crer que foi a partir desse dia que se deu início à minha própria lenda - Março de 1983 mas, agora que estou mais capacitado e entendido com os ET´s, vejo que a lenda vem de muito mais atrás, de quando nem pastoreava, nem era um projecto de vida. E, porque a tradição manda, assim procedi! Sem a lamber, afagando-a somente, resguardei-a do mau-olhado da trivial onda xicululu e da comum avareza das gentes, entre outras que tais.

E, assim fui sabendo de antemão e até antepé, estar a singularidade das coisas impregnada de ruins olfactos; mesmo estando assim como esta, uma pedra gasta e na forma de um raio-que-parta! Quantas mãos não teriam já manipulado esta, agora meu património, assim fosse para matar e cortar coelhos, cortar línguas e narizes e até sacrifícios nesses antigos tempos dos Etruscos, nossos primos afastadíssimos do tempo neolítico.

lousas5.jpg Do tempo do Ferro, do cobre ou do bronze. O progresso com novas descobertas relegam estes instrumentos à semelhança de muita estórias, para as prateleiras de caves escuras e solitárias dos museus. O desprezo por via do não uso dos modernos desumidificadores, mofou-as mesmo sendo naquele então um artefacto com tecnologia de ponta.

No meu jeito de ver, sinto que tenho o dever de a agraciar porque, depois duma abrilada peçonhenta na mistura duma guerra de tundamunjila (Ponte da LuaLix sem retorno, nem estorno – Angola via M´puto) só me resta esta postura erecta. Não há forças que destruam lendas… Aos velhos será cruel deixá-los privados de bom senso até, não se lhes fazer perguntas de passados não amistosos porque das muitas noites, das muitas injustiças pode sem se querer saírem à luz do tempo a mostrar gigantescas feridas.

lousas2.jpg Talvez daí venha o termo “um raio que os parta”. E, também daí, abrirem-se gavetas com alvissaras ranhosas, cuspidelas de heróis tísicos da cabeça, ou mesmo gavetões, com ossários feitos pó. Por vezes fico esgravatando meus neurónios, ponho as mãos na testa como um pensador e, o curioso, quando tapo esta, sempre se vê uma bola roxa no centro esbatendo-se na amplitude dos diâmetros sem bordas. Foi assim na meditação profunda que recebi o legado de como matar lacraus e cobras com enxofre… Isto ficará para outro xicululu…

O Soba T´Chingange   



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:34
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Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
XICULULU . CXIX
PANOIAS VII - TEMPOS DORMIDOS20.07.2019
DE AL-CALÁ A BADAJAM
Por

soba15.jpg T´Chingange – No Alentejo do M´Puto

araujo88.jpg Revendo sempre estações da vida na ânsia de satisfazer desejos como um Aladino que busca uma lâmpada mágica, também me revi como filho dum alfaiate de nome Mustafá. Como coisa concertada dispus-me a seguir os escritos que não sendo secretos aludem a feitos de magos, feiticeiros ou bruxos. Em tempos de Mouros ir de Al-calá a Badajam a pé ou a cavalo seria em tempos idos uma aventura perigosa, não só pela inexistência de bons caminhos mas também pelos predadores, lobos e homens salteadores, flibusteiros que então existiam. Hoje existem outro tipo de salteadores como que vindos de lado nenhum mas, e curiosamente escolhidos por nós para usar suas supostas boas qualidades de novos magos.

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Não, não estamos em terras longínquas do Curdistão; estes eram os topónimos de então e, que agora têm o nomes de Castro da Cola e Beringel. Efectivamente alguns de nossos ancestrais já foram mouros. Eu mesmo casei com uma senhora de nome Ibib que em árabe corresponde a criança. Mas, falando dos topónimos e coisa e tal, direi que Castro da Cola (Al-Calá) fica não muito longe e a sul de Ourique; desenvolveu-se na bacia de meandros do rio Mira enquanto Beringel (Badajam), se situa na extensa planície de Beja, tendo a ribeira de figueira a uni-la ao rio Sado.

araujo68.jpg Desconseguindo fortuna, coçando-me de incertezas aos sons graves de uma melodia sertaneja do Nordeste brasileiro, procuro aqui acerto de ideias; alando-me em quenturas, voo para norte fugindo à agitada borda mar Algarvia. Metido num pego do leito do rio Mira, mergulhado até ao pescoço, quase chafurdando, observo refrescado lá no alto a fortaleza da Cola e a torre da ermida da Senhora do Castro da Cola. Mesmo ao lado já sem uso pode admirar-se um moinho de levada que com as suas duas bocas feitas a pedra xistosa espera recuperação ou morte desmoronada. Vi ali um potencial sítio para se dar a conhecer pedagogia do que era aquele rio em anos longínquos, vida que se desenvolvia com a moagem dos cereais entre os quais o milho e mais tarde o trigo; milho que era britado para matar a fome a muita gente.

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No labor de muitos ciclos, famílias sobreviveram anos e anos amanhando a terra que agora se vê estéril, quase só com estevas. Nas reminiscências do tempo, torrentes de água vergaram ali o destino aconchegado das gentes do Neolítico até à idade média. Daquela casa xistosa mais atrás, saíam noutros tempos cheiros fortes de combinações, mezinhas de carqueja, toucinho defumado, rezas e manigâncias impregnadas a manjerico e poejo; como eu imagino aqueles odores intensos!
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E, da figura grande de barranco quando por torrente virava rio! Saído dali voei, voei como um peneireiro... E, naquela paisagem de planície agreste, em tempos profundamente marcada pelo homem, embrenhado de visão, vi-os agricultando, pastoreando, pescando, caçando e explorando recursos minerais. Passando pelas idades do Bronze e Ferro, nos 2º e 3º milénio a. C. encontram-se necrópoles com nomes de Nora Velha, Alcaria e Atalaia, fundações de povoados em Fernão Vaz e Porto das Lajes ou monumentos funerários em Pego da Sobreira.
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Aladroei estes conhecimentos básicos dum prospecto caído no adro da ermida. Nele, diz ser aquele povoado de Castro da Cola uma fortificação medieval Islâmica e Cristã dos séculos X a XIII havendo referências a antigos escritos que mencionam o nome de Marachique como sendo a interpretação correcta de raiz árabe hispânica.

araujo 25.jpg Porque o meu destino era Beringel, rumei para ali mas, pouco a pouco fui-me transformando num braço alado à semelhança do braço doiro do brasão de lá; e de espada na mão cortei o ar num ápice, passando por terras de Messejana, Ervidel e Mombeja e, de novo, feito homem poisei ali. Terão de ver em mim uma kianda fantasma que num ápice, ora está aqui ou já se foi pró álem. Já em Beringel, como um alfarrabista iluminado, fiquei a saber que foi D. Dinis que deu a primeira carta de Foral a esta terra, tendo passado a vila por segundo foral no ano de 1519 no reinado de D. Manuel I.

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Liberto de alforrias, uni Castro da Cola a Beringel por setenta e seis quilómetros; a razão de ser desta ligação é, que neste espaço territorial e no ano de 1580, muitos jovens saídos daqui seguiram o também jovem rei D. Sebastião a fim de realizar seus sonhos africanos. Animados de incontida vontade para grandes feitos, rei e súbditos esbarraram com hordas de mouros e,... A refrega da batalha culminou no completo desastre em Alcácer Quibir.

araujo1.jpg A mira de prodigiosas riquezas em sonhos cristãs, desvaneceu ao encontrar oposição de magos portadores doutras vontades e, das mil e uma noites desejadas, num indefinido alvorecer, por lá ficaram desmembrados os jovens Lusos; morreram com o rei, numa expedição estúpida de vontade imberbe. Também por ideias sebastianistas andei numa guerra de tuji (merda) por vontade alheia de novos sebastianistas gwetas (brancos) como eu. Queriam coisas e desconseguiram tornando-me um participante porque era filho duma Nação. Nação que afinal nem era minha e feito tolo, assim andei quatro anos de minha juventude – Para nada!

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Em Alcácer Quibir, foi um mar de sangue! E, foi aqui o começo do declínio destas terras Ibéricas entre o rio Mira e a ribeira de Figueira, afluente do Sado; empapando de vermelho o chão quente do norte de África, a juventude daqui ficou toda lá. A recordá-la ficou o tal brasão d´armas, um braço doiro com asas, empunhando uma adaga, tendo como fundo um campo vermelho encimado por arabescos. Algures por estes sítios, creio haver um secreto esconderijo subterrâneo com uma lâmpada mágica. É só procurar um tal de Aladino! E, aqui estou eu em terras do M´Puto, espreitando pelo postigo da memória antropológica. Desde que me lembro de conhecer o mundo, cumprindo o curso da vida, obedeço sem outro querer à ordem astronómica das leis que me regem.Mas, era suposto não estar aqui…
Ilustrações de Costa Araújo
O Soba T´Chingange
 


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MUJIMBO . CXI

CICATRIZES DO TEMPO21.07.2019

-Mujimbos com borututu ou o interstício das falas… O drama da vida é a perspectiva mais comum da consciência – O sentido das palavras

Por

soba15.jpgT´Chingange - No Alentejo do M´Puto

roxo185.jpg Falando de costumes, torna-se necessário tê-lo em conta para definir os parâmetros do carácter dos muitos povos com influência sobre as línguas. O sentido verdadeiro de certas palavras escapar-se-há sem este conhecimento! Há uma semântica a dar rumo a isto ou aquilo porque de uma língua à outra, a mesma palavra tem mais ou menos energia, pode ser uma blasfémia ou uma injúria em uma e, não significar o mesmo em outra.

Teremos por via disso de analisar segundo o texto para retirar a ideia certa que a ela se atribui. Assim que sermos todos idiotas não é mau porque temos ideias mas o caminho desta palavra foi sendo deturpado porque hoje há mais idiotas do que bons ideólogos. Nossas ideias terão este ou aquele sentido segundo o parecer de cada qual que as lê ou ouve.

roxo146.jpg Na mesma língua e, em países diferentes, certas palavras perdem seu significado alguns anos ou séculos depois. Uma tradução rigorosamente literal, não exprime sempre na perfeição um certo pensamento! É necessário por vezes empregar, não as palavras correspondentes, mas palavras equivalentes ou perífrases. Por vezes rebusco meu dicionário “on line” saindo daí mais espevitado do que o nosso estimado Suassuma que jorra sabedoria como uma cascata de água borbulhenta.

Em meus escritos, refiro-me por vezes a vidas periféricas em função dum estado de dependência, a vivências diferenciadas, conceitos entalados pela semântica no uso dessa palavra. Se não se levar em conta o meio, o tempo e o local na qual se vive ou se viveu, ficar-se-á exposto a equívocos. Uso em meus escritos palavras próprias do local em que a cena se passa e, quando é mais abrangente notar-se-á falas e linguajares com jeitos e trejeitos locais…

roxo145.jpg Não creio que virá daqui mal ao Mundo, a não ser que se ponha a vírgula no errado sitio ou mal estacionada como é vulgar vermos as patinetes silenciosas atiradas a eito por todo o lado, coisas sem lei nem roque – ideia de puros idiotas. Uma coisa são alhos e na outra já serão bugalhos mas, nem quero ir por aqui metendo-me voluntariamente numa guerra de palavras canibais...

Posso citar as muitas interpretações do livro maior chamado Bíblia mas, isto de recorrer à boca ou boligrafo dos outros é bem desprestigiante segundo se diz, por via desse tal de paradigma estabelecido na ética com plágio e, ou outras nuances que nem um credível ET - Extra Terrestre sabe discernir. Sabe-se que a língua hebraica não era rica e muitas das suas palavras tinham vários significados. Estou-me a lembrar do termo camelo que naqueles idos tempos se designava a um cabo (fio entrelaçado).

roxo149.jpg Nas fases da criação e em géneses um cabo como hoje conhecemos era feito de pelos de camelo entrelaçados e, daqui chamar-se ao pequeno fio de camelo; conhecer-se a alegoria do buraco da agulha ajuda a entender o que vulgarmente se consideram de ditos: “ É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Não posso assim reconhecer-me em mérito ou em plenitude se separar do aconchego da amizade, o entendimento das coisas! Não é esta a minha real afeição.

Quando digo em Portugal (M´Puto) que “a malta não gosta da bófia”, no Brasil não entenderão; irão pensar que me refiro a um grupo de gente bóia-fria (tarefeiros ou ganhões) que colocam carris ou solipas em um qualquer trem. O sentido vai assim para o brejo, o mesmo dizer-se que vai para o lixo ou para a basura. Estamos em permanente descoberta pois que só agora estão descobrindo que em nosso corpo há um novo órgão: o interstício, um espaço que incha e desincha, um grande órgão celular, sistema de comunicação que actua em órgãos diferentes como uma via de união entre todos os outros órgãos.

roxo135.jpg A partir de agora um inchaço será por culpa do interstício. Sem discutir as palavras, é aqui necessário procurar o pensamento que parece ser este com mais evidência: “Os interesses da vida futura sobrepõem-se a todos os interesses e todas as considerações humanas”. Por vezes largo meu corriqueiro linguajar, puxo pela memória e saem coisas ditas eruditas, com bom senso, dirão muitos alinhados e alinhavados em suas mentes. A mente e o corpo humano continuam a surpreender-nos.

O interstício já tinha sido definido como o “terceiro espaço”, mas nunca o tinham considerado um órgão. Cientistas, em pleno século XXI, propõem agora que o interstício, formado por um espaço com fluido em circulação, se torne um órgão do corpo humano. Eles, revelam-nos que temos um órgão que nunca tinha sido considerado como tal.

Roxo132.jpg Chama-se interstício e é formado por um espaço com fluido que está nos tecidos conjuntivos por baixo da superfície da pele, reveste o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário e rodeia as artérias, as veias ou a membrana entre os músculos – tudo numa única estrutura. Pela primeira vez, os cientistas descrevem este órgão e consideram-no um dos maiores do corpo humano. Coisa bem interessante.

Ilustração de Assunção Roxo

O Soba T´Chingange



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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019
N´GUZU . XXXV

CINZAS NO TEMPO – NA ROTA DAS FALÉSIAS - Andamos com o credo na boca, motivo de causas alheias e à revelia da nossa vontade … 04.07.2019

N´GUZU é força, em Kimbundo

Por

soba0.jpegT´Chingange - No Algarve do M´Puto

praia.jpg Para ler até ao fim – São só DEZ itens…

Emagrecendo o tempo ao invés da barriga, uso suspensórios de encurtar chatices afiveladas e, em minhas caminhadas pelos promontórios da terra, uso-o mais para segurar o microondas-ipad a fim de ouvir música e balelas da rádio. Assim na divisa com o mar cuja vista pertence aos ricos porque os pobres assim vão ficando, engordando a imaginação e vendo passar os navios por entre as silhuetas das casas, daqueles. Com o tempo vão surgindo na cércea palmeiras a substituir alfarrobeiras e oliveiras importadas da arábia e, num repente o mar vai desaparecendo tapado pelos oásis e, por quem canta de galo.

CARVOEIRO01.jpg Ou por quem tem suficiente dinheiro para o mandar cantar, o galo de cima, o de poleiro feito de pau torto ou o granisé freguês da junta; manter uns jardineiros e um sem número de células de raios vermelhos e envernizados no disfarce para detectar intrusos, calar a boca aos patos e gansos com manias de empertigados, assim como eu. Raio que detectam quem tente entrar num parque quase temático, cercado quase até à falésia, assim fugindo ao rigor dos planos com projectos de ordenamento. As leis do Domínio Público Marítimo, pelo que é sabido, ainda não mudaram mas, deste jeito e quase fechando seus acessos ,parece que sim – que as há.

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Num lugar aonde as casas não deveriam ser mais altas que uma amendoeira, surgem palacetes com elas, as amendoeiras metidas em vasos nas açoteias, vulgo terraços, para inglês-ver, tá-se-a-ver! Amendoeiras, suficientemente grandes, para nos adulterar; a nós ou às leis que são seguramente untadas com bilhões como se permite dizer tão vulgarmente nos dias de hoje e, porque já ninguém rouba tostões assim como nos livros das vendas do antigamente. Em lugares destes, que o devem ou deveriam ser, nobres para toda a gente, não deveria ser permitido construir até 500 metros da costa ou falésia casas cuja cércea subisse mais alto do que uma alfarrobeira.

praia1.jpeg Mataram o Muammar Al-Gaddafi da Líbia, porque era um filho-da-mãe e déspota, mataram Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti que foi um político e estadista iraquiano, porque pelo que diziam era também déspota e andava a usar umas armas terrificamente maléficas (agora, tudo por li está pior...); E, na onda da subserviência do M´Puto aos DDT do Mundo, seguiram-se as estranhas façanhas made in USA; e assim como uma marionette comandada à revelia da gente (povo do M´Puto) e, agora o que se vê, é gente a imitar vidas espiraladas como se estivéssemos na Babilónia de há um quatrilhão de tempo. Andamos a ser enganados – Tambulakonta!

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Nem tanto um quatrilhão de anos mas mais propriamente no século VI a.C. e, que foi capital da principal potência da Mesopotâmia. Ainda se fosse o nosso José Manuel Rodrigues Berardo, habitualmente conhecido como Joe Berardo, um empresário conhecido coleccionador compulsivo com o dinheiro do povo, formatado numa tão ecléctica versão de misturar budas com caixas de fósforos ou postais de navios que atracavam na sua ilha de sonho. Sim! Ainda se fosse este senhor, vá que não vá! …

praia2.jpeg Mas, eu que saí bem cedo para apreciar coisas, emagrecendo o tempo, vejo-me de novo encavalitado nas arrudas que quando pisadas cheiram mal pra caraças - menos mal que ainda há calafito para curar todas as maleitas. Pois! Vamos ver se componho bem o ramalhete: O M´Puto, por via dum desenrasca nacional encarquilhado de crise, fez uma lei a que se se chamou de PIN – Projectos de Interesse Nacional tipo Visas Golden, para captar dinheiro vivo (Eles estavam todos, aflitos - EETA). Estão a ver o filme: Isto para permitir bizarrias desacostumadas entre nós a troco do tal PILIM – um desenrasca. Em qualquer cor de goveno, seremos sempre uma Geringonça

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Depois disto, das leis que provavelmente até já devem ter mudado, resultou em fraudes, em burlas e adjacências adjectivadas de coisas feias com derivados de descarado roubo e, assim, para porem em segundos ou dias, chineses a falar português, coisa quase inaudita e, como se fosse possível pôr gaivotas a ladrar e, ou cães a piar. Algo está mal! Por isso também ladro. Mas, e porque se trata dum passeio pedonal pelas arribas do cú da Europa, passo ao promontório que tão bonito é…

praia4.jpeg Chegado a uma das torres de vigia do tempo antigo conhecidas pelo linguajar popular de fachos, almenares ou atalaias, por aqui diviso o azul que se cola no horizonte com o céu. Estes, eram ocupados dia e noite e sobretudo durante o verão para dar alerta dum qualquer desembarque de piratas ou corsários vindos do norte de África e de outras paragens. Hoje vêm de todo o lado, coisa pouca para quem pensa pequenino.

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Estes flibusteiros pilhavam e faziam cativos, principalmente durante a secagem do figo e, de vez em quando, havia muita gente por aqui distribuídos em fazendas e, ou quintas. Há menos de um século ainda se faziam contractos com gente do Alentejo e até das Beiras do M´Puto para estes trabalhos sazonais da apanha do figo, da amêndoa ou alfarroba. Hoje quase tudo está ao abandono! A agricultura deste género é coisa de pobre e a água não é de fartura. Ou é por falta de diálogo com nosso Senhor ou falta de procissões a pedir chuva e também escravos da Mauritânia para trabalhar de borla.

praia3.jpeg Os tais flibusteiros, fitavam também as armações de atum e sardinha chegando com facilidade às alagoas; nestes tempos havia necessidade de se captar gente para escravizar lá naquelas arábias. Esta torre ou Atalaia da Lapa foi construída no século XVII; é uma estrutura maciça, em alvenaria de pedra e argamassa de forma circular, com cerca de cinco metros de diâmetro. O olheiro chamado de facheiro do mar, subia numa escada para este maciço que em caso de avistar barcos estranhos fazia uma fogueira de noite e, de dia provocava nuvens de fumo com lenha molhada; tal como o faziam os índios americanos Sioux nos sítios altos de lá; da forma como em pequenos líamos tal e qual nas bandas desenhadas e literatura de cordel brasileiras.

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Desta forma protegiam a barra do rio Arade por onde entravam esses tais de flibusteiros moiros, alertando com estes sinais as populações e as guarnições das fortificações da região costeira. Há bem perto daqui, deste vale suspenso, uma linha de água conhecida por Vale da Lapa, uma barragem aonde se retinha água no período das chuvas para poderem tratar, lavar olear e meter em ânforas o atum, cavala ou sardinha a enviar para toda a nossa costa Atlântica e até, mas também, ao Mediterrâneo. Cá para mim isto é do tempo dos Romanos  e muito antes do tal século  ZERO, de quando pregaram Cristo numa Oliveira com pregos artesanais (versão de espeleólogos, arqueólogos, geólogos e afins - todos agnósticos que não crêm em  SãoTomé)...

estombar2.jpeg Tenho aludido ao termo carso por ao longo deste promontório que vai desde a Ponta do Altar em Ferragudo até terras de Albufeira, porque é um relevo produzido pela dissolução das águas superficiais e subterrâneas sobre a rocha calcária. E, é assim que surgem grutas, arcos e algares que são poços naturais feitos pelo desgaste dos solos mais soltos e as lapiás, relevo plano de calcário do qual fazem "pias" de superfície  (algo quase raso) como se fossem eirados, diria ser assim uma cisterna que capta a água desse lajedo. Com tempo, vos darei mais conhecimentos que irei partilhar convosco porque vós sois, parceiros cinco estrelas! E, também porque são candidatos ao prémio “ Catana Doirada”…Mungweno!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:02
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2018
CAZUMBI . LI

O TEMPO - Torcer enxugar e corar - Secando a palavra ao sol … 04.09.2018

kimbo 0.jpg As escolhas de Kizomba

Por :::canhot2.jpg::: António José Canhoto - O genérico James Spencer

IMG_20170902_113837 (2).jpg Ao longo da minha vida sempre lutei com falta de tempo, passei longos anos numa corrida desenfreada, andei apressado, assoberbado, sobrecarregado, pois apesar de todos os meus esforços para tentar racionalizar o tempo este nunca chegava e dificilmente conseguia geri-lo adequadamente pois as solicitações eram muitas e a minha omnisciência limitada. Cheguei a pensar que desde a criação do mundo tinha havido um tremendo erro na configuração do tempo e da forma como o mesmo tinha sido congeminado. Os dias eram pequenos, as horas passavam depressa, o prazer era efémero, a vida curta e as noites demasiado longas.

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Mas com o decorrer dos anos as minhas prioridades começaram a mudar a minha selectividade sobre onde e como aplicar o tempo alterou-se, os meus critérios e opções refinaram-se, de modo que fui chegando a conclusões diferentes sobre a utilização do tempo. As pessoas têm opiniões diferentes como aplicar o tempo, para alguns, o tempo é dinheiro, para outros utilizam-no apenas para prazer, gozar e viajar, outros dedicam-no a deuses e religião, política ou enfiados em bibliotecas a adquirir conhecimento. O tempo foi alocado às pessoas para que estas o utilizem o melhor que podem e sabem, mas é preciso evitar matar o tempo, pois ele é uma dádiva, um presente, por vezes envenenado, outras vezes muito saboroso, que nos é concedido diariamente, mas perecível pois não volta atrás nem pode ser revivido.

matipa-tipa.jpg O tempo, não pode nem deve ser esbanjado em projectos fúteis e inconsequentes ou com as pessoas erradas, pois infelizmente é algo que não podemos conservar indefinidamente. O jamais volta atrás, poderá eventualmente ser comprado ou vendido quando se é contratado com tarifa horária, mas não pode ser parado ou guardado para ser usado mais tarde. O tempo esgota-se como grãos de areia fina metidos numa ampulheta posta a funcionar para contar o tempo de um exame oral. Nesta provecta idade que atravesso, tenho todo o tempo que preciso e quero, para viver e sonhar. Também dar a volta ao mundo no meu barquinho de papel numa poça de água deixada pela chuva.

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Nunca fui escravo do tempo, usei-o para me enriquecer academicamente, culturalmente, financeiramente, socialmente e ideologicamente. Hoje em dia permito-me passar alguns dias de verão á beira-mar construindo castelos na areia com os meus amigos, e em qualquer competição ou desafio que aceite não irão para além do jogo do avião, malha, escondidas, berlinde ou pião. Quero a todo o custo voltar a acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos afectos, ternuras, beijos e carinhos. Quero voltar a acreditar nas palavras gentis, na solidariedade e condição humana, na fraternidade, na justiça e exclusão social, pois tudo isso tem muito mais valor do que todo o dinheiro do mundo.

flor de maracuja1.jpg Hoje, seja qual for o tempo de vida que me resta e espero que ainda seja muito, cá o vou triturando ao meu ritmo e no meu “timing” numa contagem inexorável e decrescente como se eu fosse um foguetão na rampa de lançamento aguardando a contagem para a minha partida, não para a estratosfera numa viagem de dias, mas para a eternidade num crematório a fim de ser reduzido a pó. A existência ou não de deus é algo que não me preocupa pois não lhe reconheço existência, portanto prefiro como herege e impio não ter que prestar contas a ninguém e muito menos de me preocupar se irei para o paraíso ou para as profundezas dos infernos.

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Nunca fui santo e como pecador as minhas fraquezas não foram relevantes. Nunca me coibido de fazer o que me agradava vivendo intensamente a vida de acordo com as minhas convicções e valores morais. Tudo o que fiz, foi de forma consciente o que eventualmente me levou a incorrer na fúria de terceiros por não obedecer ou cumprir dogmas religiosos, políticos, culturais ou tradicionais seguidos pelas maiorias. Eu sei, reconheço e tenho consciência absoluta de que em muitas ocasiões os meus pés de barro cederam e fraquejaram perante a luxúria e outros pecados veniais, pois as tentações eram de tal modo irresistíveis que acabei por soçobrar às ofertas tentadoras que me fizeram e, esse foi o meu calcanhar de Aquiles, contudo não lamento nem alteraria o meu procedimento se pudesse recuar no tempo.

acácia1.jpg Passados alguns anos quando o vento finalmente amainou dentro do meu coração, e, o calor que me corroía as entranhas se acalmou depois de me ter rasgado como raios as penumbras do meu ser queimando a fogosidade que me consumia pelas minhas viscerais paixões passei para uma fase de reflexão contemplativa e mais humanista e os arrebatamentos episódicos de rebeldia deixaram de tomar conta da minha existência. Metaforicamente, poderei dizer que os meus pecadilhos foram escolhidos a dedo como um cliente escolhe as mercadorias mais caras de um supermercado, foram transgressões escolhidas pelo exotismo das fragâncias perfumadas que atiçavam a libido, pelo sabor obtido por deixar viajar a nossa língua pelos locais mais recônditos dos corpos, estimulando a sensualidade e volúpia.

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Estas infracções não deixaram nodoa, rasto ou nexo de casualidade, contudo ficaram coladas á minha pele por muitos anos. Não tenho feitio para autoflagelações nem para me deixar imolar nos altares ou templos dos críticos raivosos e invejosos do meu sucesso. Quando a minha consciência toca a rebate eu paro para pensar, pois é sinal que estou a percorrer caminhos perigosos ou a ter comportamentos desviantes o que implica que retroceda reparando os danos causados. Tempos houve em que a minha vida era conduzida a alta velocidade, mas essa fúria de viver e coleccionar histórias passou, contudo, o meu instinto predatório ainda reside e resiste nas profundezas do meu ser controlado e açaimado.

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Esta alquimia que se processou na mente, corpo e sexo, era composta de ingredientes e componentes inflamáveis os quais podem ainda ocasionalmente a espaços incendiados. Na vida não há empates como no futebol, ou se ganha ou se perde. Não devemos nem por brincadeira esconjurar o demónio sem sabermos como terminar a missa negra. Usando letras para formar palavras, e juntar palavras que que de forma harmónica traduzem ideias ou pensamentos, tento contextualizá-las de forma a sublimar as minhas paixões ou a extravasar a bílis nas decepções.

grafonola2.jpg O que a grande maioria do mundo anda agora a ver ou viver já eu o fiz há muito tempo, e, isso, torna-me quase que insensível às convulsões do quotidiano, pois são apenas, reconstruções, simulações, imitações das verdadeiras e originais situações que já enfrentei no passado. A vida de uma pessoa pode alterar-se ao voltar da primeira esquina, por alguém que nos roube a carteira ou o coração, portanto devemos estar prontos para reagir a qualquer eventualidade antes de aceitarmos “Bona fide” as intenções de intrusos nas nossas vidas.

António José Canhoto.... 3-9-2019



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:27
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2018
MOKANDA DO SOBA . CXLIV

ANGOLA DA LUUA XLIV - TEMPOS PARA ESQUECER27.08.2018

“A guerra, que matou e estropiou tantos, alimentou um punhado de pessoas, que se tornaram insultuosamente ricas e prepotentes” – Nós e os mwangolés…

Por

soba 01.jpgT´Chingange - No M´Puto

Estávamos em fins de Julho do ano de mil novecentos e setenta e cinco. Costa Gomes - o Presidente Rolha da República do M´Puto (Portugal), nunca se comprometeu quanto ao concordar com Otelo Saraiva de Carvalho no envio de e, em força (uma intensidade Salazarenta) dos expedicionários cubanos para Angola. Garcia Marques do Alto Comando Caribenho refere isto mais tarde. A estória dum novo país a chamar-se de Angola, vai sendo desvendada aos poucos como coisa envergonhada e muito cheia de traições, tractos falaciosos e sucessivas enganações aos chamados colonos.

mdp01.jpg Agustin Quintana da 10ª Direcção e mais cinco oficiais cubanos chefiados por Argwelles, fazendo escala em Lisboa, chegavam a Luanda a 3 de Agosto de 1975. Estando já em Luanda com a família como desalojado e inscrito no Quadro Geral de Adidos, foi mais ou menos nesta proximidade de datas que me inscrevi na 13ª viajem da ponte “LuuaLix” por meio de uma Guia de Marcha a fim de embarcar para Lisboa. Nesta altura, ainda tinha esperanças fortes de voltar à Luua quando tudo ali acalmasse mas, ao invés disto fui cadastrado e crismado como Retornado assim que desci do avião no Aeroporto da portela em Lisboa. De branco de segunda fui promovido a Retornado. Haja Deus!

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Dizia eu que estava em Luanda como deslocado de guerra e colocado no Palácio do Governo como Adido auxiliando como “destacado” nas tarefas de “repatriação” de cidadãos perseguidos pelos Movimentos ditos de Libertação com a principal envolvência do MPLA muito carregado de ódio e, que fomentado ou não, provocava escaramuças em todo o território, com maior incidência na capital - Luanda. Os desalojamentos em áreas suburbanas da Luua eram em catadupa incidindo sobre comerciantes fubeiros, taxistas, administrativos e genericamente todo aquele que tinham a tez de pela mais clara – brancos! Gente condenada a serem tratados como “OS TINHAS”, um palavreado que nem o gerúndio da língua pátria comportava …

melo3.jpg Como “destacado” no palácio da Cidade Alta e com um Cartão de Identidade assinado por Leonel Cardoso, tinha permissão de me deslocar após o recolher obrigatório. Meu normal itinerário hera feito entra a Rua José Maria Antunes junto ao Rio Seco da Maianga com o número 22 e o Palácio do Governo com um Alto-Comissário a gerir a “Bagunça de Angola” que mais tarde apelidei de “Tundamunjila” – Thundá mun n´jila – vai prá tua terra, branco T´Chindere, seguido de “kwata-kwata” ou agarra, agarra que é branco.

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Minha tarefa era essa, a de telefonar para o endereço certo a avisar que tal Fulano tinha embarque marcado na PONTE LUUALIX para tal dia e a tal hora; para que se preparasse e de modo próprio ou através de transporte fornecido pelo Alto-Comissário. Era uma viagem sem volta, só ida mesmo! Tudo era apontado para que a logística de meios proporcionassem sua saída. Eram normalmente Administradores de Concelho, Directores de serviços estatais, Chefes de posto Administrativo, jornalistas e ou individualidades refugiadas em pensões, hotéis, suas próprias casas ou em casa de familiares e amigos. Tudo gente hostilizada pelos Movimentos, assim fosse o MPLA, a UNITA ou a FNLA.  

demo1.jpg Havia outros cidadãos perseguidos e, por razões diversas. A bagunça instalada mais fazia lembrar uma escaramuça de formigas “kissonde” que anarquicamente e aleatoriamente procediam de forma desconexa; sem regras de protecção ou outras a adivinhar com agentes da PIDE misturados com os membros traidores da FUA (um pseudo movimento branco), colaboradores da Defesa Civil, Guardas de Fronteira e Reservas Estatais, Polícias brancos ou Fiscais de Caça. Os ódios raspavam um rancor desmedido e sem controlo.

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Costa Gomes aceitou a demissão de Silva Cardoso nomeando interinamente Alto-Comissário Ferreira de Macedo, o homem que Rosa Coutinho e a CCPA queriam para este cargo. Este General e mais outro chamado de Carlos Fabião e um outro major de nome Canto e Castro iriam a Luanda estudar a situação. Nesta altura, as notícias eram desconexas e o tempo comia as palavras de ordem ventilando-as em desordens. Ninguém entendia o que se passava e quando sabia já aquilo que parecia ser tinha alterado para coisa-outra. Não havia como gerir este estado de coisas pois o descomando era verificado naquele agora.

spi3.jpg Esta barafunda mais parecia ser propositada para confundir o medo que crescia em todos e, a cada dia, a cada hora, a cada minuto! Coisa diabólica difícil de se conceber. O maior herói de Angola e para a visão do MPLA deverá ser este traidor à pátria Lusa do M´Puto. A história de Portugal, para ser justa, terá de dar o título de traidor-maior a este Almirante Vermelho. Foi ele o feitor principal da página mais negra na história de Portugal, coisa nunca vista e com sequente lavagem em purificação pelos seus apaniguados do m´Puto.

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Uma cambada da pior espécie que ainda hoje a quarenta e três anos de distância mantêm estatutos de gente VIP. E, não surge ninguém de peso a clarificar esta história de merda – de tugi, como se diz em kimbundo da Luua. Mais tarde veio a saber-se que assim era! Rosa Coutinho era o cérebro diabólico que tudo urdia, tudo subvertia para vingar sua tenaz heroicidade invertida em traidor de primeiríssima filiação, ele traía seus colegas de armas, seus patrícios para favorecer o Movimento MPLA.

CHAIMITE1.jpg Havia que atemorizar os brancos a fim de fazê-los fugir para aonde quer que fosse; o problema era de que não havia uma voz de comando fiável! Os governantes ali postos - em Angola, Generais de Aviário e gentes do PREC afecta ao PCP português, tinham em mente fazer sair os brancos de Angola. Costa Gomes deu plenos poderes a Rosa Coutinho que junto com Carlos Fabião e o major Canto e Castro para ir a Luanda estudar a situação.

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Preparavam tudo para que a intervenção do exército expedicionário de Cuba não tivesse qualquer impedimento com a sub-reptícia desculpa e com o sufismo necessário para parecer o que não era para assim ser, porque o factor de tudo se fazer à “revelia do estado” era só uma coisa para tapear, enganar os inocentes opositores – nós, os indesejáveis colonos! Evidentemente!  

retornar9.jpg No dia 28 de Julho de 1975 a FNLA e o MPLA aceitaram a saída dos deslocados desde que a evacuação fosse feita exclusivamente pelo Exército Português. Os primeiros a partir foram os cerca de duzentos militares da UNITA, funcionários do chamado Governo de Transição e familiares dos mesmos. No dia 31 de Julho havia uma coluna de 300 viaturas com cerca de meio milhar de refugiados em Nova Lisboa (actual Huambo).

rev2.jpg Aqui não havia água ao domicílio e os cinco médicos temiam um surto de peste na cidade, devido aos inúmeros corpos mortos espalhados um pouco por todo o lado. O material e armamento do ELNA (exército da FNLA) decorrentes das rendições de Malange, seriam entregues pelas NT (Nossas Tropas) ao MPLA. A cidade de Malange foi abandonada por toda a população branca e preta que morava no asfalto. A 7 de Agosto de 1975, as mais de duzentas viaturas fizeram seu regresso a Luanda com todo o pessoal do Batalhão das NF ( Nossas Forças)…

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:22
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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