DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS. III de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3719 – 19.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
A maioria dos 201 refugiados veio dos portos pesqueiros de Moçâmedes e Porto Alexandre, no Sul de Angola. Poucos tinham sido vítimas, pessoalmente, de brutalidade militar. Mas tinham ouvido histórias repugnantes de assassinatos, estupros e pilhagens noutras áreas do país. E decidiram fugir para o Sudoeste Africano antes que chegasse a sua vez.
Alguns escaparam poucos dias antes dos soldados chegarem a esses centros pesqueiros. O plano inicial dos refugiados era lógico. Decidiram enganar os soldados que bloqueavam as estradas e esperavam a sua passagem para os saquear, evitando as vias principais e dirigindo ao longo da costa.
No início, eram apenas uma fila de veículos em marcha em direcção ao rio Cunene, pelo que a primeira parte do êxodo não teve grande história. Só que, quando chegassem ao destino, na margem norte, não haveria qualquer ponte sobre o Cunene. Por isso mesmo, Jorge Coelho, mecânico, tinha sido o primeiro a chegar ao local da travessia - com um camião carregado de soldaduras e peças pré-fabricadas para construir uma jangada.
Soldou todas as peças ali mesmo, na margem norte, e ficou lá, durante quase um mês, enquanto grupos de refugiados iam chegando em carros e camiões. Um refugiado até rebocou um atrelado e um barco a motor para a travessia. A jangada conseguiu transportar 61 veículos em segurança para o outro lado do Cunene.
A seguir, afundou sob o peso combinado de um camião de 20 toneladas e um carro. Três outros veículos ficaram presos no lado errado do rio. Os 201 refugiados reuniram-se então na margem sul do rio, no Sudoeste Africano, e enviaram alguns batedores para fazerem o reconhecimento, mas que encontraram apenas o deserto e nada mais do que esperavam.
A provisão de combustível também era muito reduzida. Mesmo assim, com uma fé cega nas autoridades do Sudoeste Africano, decidiram esperar e rezar por ajuda. E quando Max Kessler caiu das nuvens naquela tarde de sábado, receberam-no como se ele tivesse acabado de descer do paraíso. Max Kessler não ficou para celebrar com vinho.
Havia 201 vidas a serem salvas e ele não queria ficar de “castigo” durante a noite e dormir ao relento num clima ameaçador. Disse aos angolanos para deslocarem o acampamento para longe do rio, para o caso de um ataque surpresa na margem norte, e descolou rapidamente.
Max Kessler assim, transmitindo pelo rádio o SOS, deu início à maior missão de resgate na Costa dos Esqueletos desde o naufrágio do Dunedim Star, em 1942. Nem por um momento Max Kessler acreditou que fosse possível salvar todos aqueles veículos. A sua esperança era relativa apenas aos refugiados. Andava há 13 anos a navegar pela Costa dos Esqueletos e conhecia bem a sensação de se perder no seu próprio quintal.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VI – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - II
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus- Jornalista
- Crónica 3718 – 16.12.2025
O autor do livro António Pedro, refere que em uma era em que é socialmente inaceitável definir a pátria de um qualquer ser humano com base na raça, como aceitar 50 anos depois, milhares de pessoas já nascidas em território angolano, serem chamadas de retornadas, país de onde nunca tinham partido. Um pouco por toda a Angola, mas mais em lugares designados por mato, faziam-se pilhagens a fazendas roubando gado …
Por ali permaneciam enquanto havia algo de se comer; depois avançavam para uma outra roça repetindo as cenas, com mais violência e frequência. Todos estavam debaixo de uma angustia devastadora de força aonde a cor era de sangue. E, custava muito deixar para trás uma vida inteira de trabalho. No decorrer do ano de 1975, em Angola, os sinais degradantes do Açodo de Alvor, tornavam-se a cada dia mais notórios.
Por todo o território se ia verificando o controlo dos movimentos em suas zonas de influência e praticamente, obrigando os cidadãos a adquirirem o cartão do movimento dessas mesmas zonas. Havia até, quem com medo, se inscrevesse nos três movimentos; os signatários desse Acordo de Alvor decadente.
Na página 25 do livro de António Mateus, pode ler-se: A sete meses da independência, as unidade militares portuguesas, a quem caberia velar até lá pela segurança das populações civis, recusavam-se a meter na ordem os transgressores; por norma agressores feitos milícias, gente impreparada para manter qualquer ordem – Um Deus me livre…
Aquela indisciplina também o era assim por ordens nesse sentido e, a fim de seguir essa politica de medo. incentivo ao abandono do branco, vindo de oficiais de topo do exército português. Era a Metrópole com todo o seu esplendor libertador!... aonde prevalecia uma luta romântica com poesia revolucionária, ideologias comunas saídas dum PREC – Processo de Revolução em Curso…
E, também por altos mandatários do MFA com seu Concelho de Revolução, oficiais cultivados na senda comunista preconizada por Fidel de Castro e, demais ideólogos comunas às ordens de Álvaro Cunhal pulsando ideias assassinas vinculadas a um poder popular – Assim diziam; O povo é que mais ordena.
Criaram assim os pioneiros afectos ao MPLA a quem entregaram munições, paióis inteiros, armas e outros bens de várias unidades militares das NT – Sempre as tais NT, nossas tropas. Deram logística e até carros de combate dirigidos por militares portuguese, foram vistos apoiando gente afecta aos Comités do MPLA.
De forma mais escassa, também foram entregues armas a militares dos outros dois partidos, UNITA e FNLA; aquelas mesmas armas, G3, FN, FBP e granadas várias entre outras que foram utilizadas não só em combate entre eles. movimentos, mas também em assaltos, fuzilamentos e barbaridades contra civis.
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Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
Ilustrações de Costa Araújo
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * RELEMBRANDO
– A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… II de XI – Texto: Val King (revista Scope - África do Sul)** “Missão Xirikwata”
- Crónica 3717 – 13.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
De alguma forma, este cenário não condizia com o clima de uma costa desértica que construíra sua horrível reputação com base em ossos humanos, navios e aviões. O motivo pelo qual não havia grandes massas de veículos espalhados pela areia era simples: normalmente, ninguém era louco o suficiente para desafiar a Costa dos Esqueletos em qualquer coisa menos do que veículos com tração às quatro rodas.
Pelos vistos, depressa o deserto iria ser compensado por essa falta de carros apropriados. Max Kessler e Nic Badenhorst depressa perceberam que havia pessoas que nunca tinham ouvido falar da Costa dos Esqueletos; duzentas e uma delas, pelo menos. Como contou mais tarde João Jardim, o líder dos refugiados, de 27 anos: “Ainda em Angola, alguns espertinhos disseram-nos que: 'Ao sul do Cunene é só conduzir 60 kms e depois chegam a uma boa estrada.
Isto é, uma boa estrada compactada feita de sal e argila que corre paralela ao mar. até chegar a uma aldeia'. Nós nunca tínhamos ouvido falar da Costa dos Esqueletos. mas mesmo que tivéssemos estado, não poderia ser pior do que em Angola”. Assim, a primeira coisa que os refugiados quiseram saber dos dois pilotos do Sudoeste Africano foi: "Onde ficam essa estrada e essa aldeia?”.
Max Kessler balançou a cabeça em descrença e desenhou um mapa. A "aldeia" mais próxima, explicou pacientemente, era a pequena estância de férias de Swakopmund, mais de 800 kms a sul. E não havia nada parecido com uma estrada nos próximos 300 kms. A única pessoa que vivia nessa desolação varrida pela areia também morava a 300 km de distância…
Esse local é em Mowe Bay! Referiam-se a Ernst Karlowa, um guarda-florestal da reserva de caça Kakaoveld alcançando dali o mar, através das muitas dunas do deserto que sempre iam mudando de posição por efeito do vento forte persistente. Pelo meio existe apenas um acampamento policial temporário para patrulhas ocasionais, em Rocky Point, e um barraco abandonado em Angra Fria.
- E, nada mais havia que um mar de areia governado por ventos fortes que tentam enterrar qualquer coisa que se cruze no seu caminho. Como enterraram vários navios naufragados, que jazem agora a uns quilómetros, terra adentro. Esta costa de diamantes, deserto e morte é cercada pelas ondas do mar e pelas correntes do Atlântico, a Oeste, e pelas formidáveis montanhas Baines e Brandberg, a Leste.
É um lugar onde os rios são apenas “mulolas”, que só levam água quando chove, nomes num mapa e, onde marinheiros naufragados morreram de sede a olhar para um oceano de água. No entanto, de alguma forma outras criaturas conseguem sobreviver por ali como focas, chacais, pássaros marinhos, como o corvo marinho e hienas que os atacam.
Por vezes deserto adentro, há manadas de elefantes que sobrevivem fazendo buracos nas mulolas para extraírem água. Lugares com esparsas acácias com vagens da qual se alimenta,. Também se encontram orixes no Kakaoveld.; já foram vistos leões em Angra Fria. É um deserto temido pelos homens que melhor o conhecem. No entanto, aqui estava a maior caravana a chegar à Costa dos Esqueletos - nas mãos de gente que ingenuamente pensava ter deixado o inferno para trás, em Angola, e não tinha a menor ideia de que tinha um deserto infernal pela frente.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
RELEMBRANDO – A FUGA DE ANGOLA EM 1975 – PELA COSTA DOS ESQUELETOS… I de XI
– Texto: Val King (revista Scope – África do Sul)
- Crónica 3716 – 12.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

A história de Angola e Portugal naquele ano de 1975 do século XX, cinquenta anos atrás, é aqui relembrada por Victor Torres, como mais um episodio ou odisseia no processo de descolonização de um território a que se chamava de Província Ultramarina Portuguesa. Assim se irá descrever o desespero de quem é abandonado pela pátria mãe, gente que fugiu com escassos pertences que foram sendo largados nas areias da Costa dos Esqueletos do Sudoeste Africano, actual Namíbia…
Foz do Cunene / Namíbia. De um lado, mares agitados; do outro, o deserto mais cruel do mundo. O desespero para a morte ou a liberdade pela Costa dos Esqueletos. Um texto de: Val King (revista Scope – África do Sul). Desde que Moisés conduziu os israelitas do Egipto até à Terra Prometida, nunca houve igual êxodo em massa de um país africano. Na sua louca luta por segurança, 200 refugiados angolanos, sem o saberem, enfrentaram involuntariamente a região mais hostil do mundo.
O Major "Blue" Max Kessler mergulhou a asa do seu Comanche bimotor de forma acentuada para ter uma panorâmica melhor. A visão lá embaixo era suficiente para o fazer desatar a rir se não fosse tão dolorosa. Foi a coisa mais incrível que alguma vez tinha acontecido na história da Costa dos Esqueletos, famosa pelos seus naufrágios.
Abaixo, na margem sul do rio Cunene, estava a mais estranha fila motorizada que se atreveria a imaginar. Sessenta e um veículos de todas as marcas, carregados com os despojos de uma vida e transportando 201 refugiados angolanos, desde um bebé de um mês ainda não baptizado a uma rapariga grávida de 17 anos e incluindo avós viúvas vestidas de preto.
Uma estranha fila determinada a enfrentar o deserto mais perigoso do mundo. O suficiente para fazer os esqueletos desta “Costa da Morte” girarem nas suas sepulturas arenosas. Max Kessler, batedor do Esquadrão 112 do Sudoeste Africano, esperava encontrar um carro ou dois atolados na areia, enquanto percorria a costa do deserto em busca dos refugiados.
Refugiados que fugiam do terror de Angola, mas, afortunadamente, já encontrou metade dos carros e camiões em duas localidades piscatórias...! Como recordam depois: "Parecia uma fila para uma corrida no autódromo de Kyalami (África do Sul), ao estilo português". Max Kessler e seu companheiro, major Nic Badenhorst, ambos surpresos, voavam baixo.
E, sob pesadas nuvens costeiras, pousaram suavemente num banco de areia firme, o suficiente para sustentar o peso do avião. Foram então recebidos num cenário que mais parecia um campo de férias do que um amontoado de refugiados perplexos, presos entre o banho de sangue de Angola e o deserto hostil da Costa dos Esqueletos.
As crianças brincavam construindo castelos de areia. Os homens haviam assado um porco no espeto, prontos para a longa jornada rumo ao Sul. Quando Max Kessler e Nic Badenhorst saíram da avioneta, os angolanos quase os beijaram de alegria, prontos para festejar a sua chegada com vinho. Havia varais pendurados entre os camiões e as mães lavavam fraldas e outras roupas nas águas do Cunene; felizmente ali, não havia crocodilos …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e depois - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentntileza revista Scope – África do Sul
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Em tempo de XIV CONGRESSO DA UNITA – Suspeitas de truque visto pelo General Kamalata Numa a uma violação à constituição da Nação - Luanda.**
- Crónica 3713 – 21.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Pelo General Kamalata Numa no Huambo a 16/11/2025 é dito: A decisão anunciada pela direcção do MPLA de substituir Carolina Cerqueira por Adão de Almeida em pleno momento do Congresso da UNITA, e, no auge da tensão do “terceiro mandato” e às vésperas do próprio Congresso do MPLA, não é um simples movimento administrativo. É antes, uma tentativa deliberada de reconfigurar a linha de comando institucional do Estado para blindar o projecto pessoal de João Manuel Gonçalves Lourenço, mesmo que isso implique violar a estrutura constitucional da República de Angola.
O que está em causa não é Carolina Cerqueira. O que está em vista é o Poder Legislativo da República de Angola que, por consequência, é posta em causa a República - ela mesma. A filosofia política explicita que há dois caminhos para se forjar a tirania: Sendo assim temos que: PRIMEIRO CAMINHO - A concentração do poder pela força; e, a manipulação silenciosa das instituições até que a lei deixe de ser limite e passe a ser instrumento; SEGUNDO CAMINHO - o mais perigoso, porque se apresenta como “normalidade institucional” que é o que se observa em Angola. A substituição da Presidente da Assembleia Nacional por via de uma deliberação partidária, sem processo regimental, sem eleição parlamentar e possivelmente por uma figura que não é deputado efectivo, constitui um ataque frontal ao princípio filosófico que estrutura qualquer democracia digna: o Estado é regido por leis, não por vontades.
Quando um partido decide quem preside um órgão de soberania sem recorrer aos mecanismos formais desse órgão, o que se afirma é uma filosofia política totalitária: a vontade do Presidente a prevalecer sobre a Constituição. A Constituição determina que a Assembleia Nacional tem autonomia organizativa, o que inclui a eleição, substituição e funcionamento da sua Mesa. Nenhum órgão externo - muito menos um órgão interno de um partido político, pode decidir quem preside a Assembleia Nacional. Tal interferência ofende directamente o princípio constitucional da separação de poderes e viola o artigo 160 da Constituição.
O Regimento é claro: - Artigo 18.º: o Presidente da Assembleia é eleito entre deputados proclamados; - Artigo 19.º: a Mesa definitiva resulta de eleição em sessão plenária; - Artigo 20.º: qualquer substituição exige processo formal de “passagem de pastas”. Nenhum destes passos foi sequer anunciado, quanto mais cumprido. Se Adão de Almeida não for deputado efectivo, a sua designação é materialmente inconstitucional, pois o Regimento não admite Presidente da Assembleia que não tenha mandato parlamentar. Assim sendo, qualquer alteração na Mesa requer: Proposta formal; Debate; Votação em plenário; Acta; e Publicação no Diário da República. Nada disso pode ser substituído por “decisão do Bureau Político”. Logo, do ponto de vista jurídico, a decisão é: Inexistente (não nasce para o ordenamento jurídico, por falta de forma); Nula (porque contrária à Constituição e ao Regimento); e Usurpadora de poderes (porque um órgão partidário não tem competência sobre órgãos de soberania). A crise não está na Assembleia. Está no Palácio Presidencial.
O MPLA procura: Primeiro - controlar preventivamente o Parlamento; Segundo - alinhamento da Mesa da Assembleia com a agenda do “terceiro mandato”, Terceiro - neutralizar qualquer possibilidade interna de resistência e, Quarto - produzir jurisprudência partidária que legitime retroactivamente acções ilegais. A escolha de Adão de Almeida - um jurista moldado na engenharia constitucional que permitiu a eleição indirecta de 2017 e as manipulações subsequentes - revela a intenção: blindar juridicamente um projecto político ilegal. É a transformação da Assembleia Nacional num departamento jurídico do Executivo. A substituição forçada é um sinal de que o regime entra numa fase de: Governabilidade coerciva; Produção acelerada de normas para auto-protecção; Perseguição às candidaturas alternativas no MPLA; Subjugação total do Parlamento ao Executivo; e Reversão das liberdades e pluralidades que ainda sobrevivem.
É previsível que o regime percorra os seguintes passos: Primeiro - Ocupar a Presidência da Assembleia com um quadro jurídico fiel ao Presidente. Segundo - Emitir pareceres e interpretações “criativas” que deem suporte ao terceiro mandato. Terceiro - Filtrar ou impedir candidaturas internas no MPLA, para produzir um Congresso controlado. Quarto - Condicionar a agenda legislativa para impedir fiscalizações reais, audições, ou iniciativas opositoras. Quinto - Bloquear, reinterpretar ou anular instrumentos de fiscalização do Executivo. Sexto - Legitimar internacionalmente a narrativa de “normalidade constitucional”, ocultando a manipulação.
AR
O que se apresenta como simples mudança da Mesa é, portanto, um movimento de captura total do poder político e jurídico, a caminho da suspensão material da democracia angolana. Do ponto de vista jurídico-constitucional: Fere a autonomia do Parlamento; Viola o Regimento; Subverte a Constituição; e Constitui usurpação de poderes de um órgão de soberania. Do ponto de vista político: É instrumento para viabilizar o terceiro mandato; Reorganiza o regime para um ciclo autoritário; e Desestabiliza o equilíbrio entre Executivo e Legislativo. Do ponto de vista filosófico: representa o triunfo da vontade sobre a lei; e Confirma que o regime abandona a racionalidade republicana para adoptar uma lógica de poder absoluto.
Em síntese: não é apenas a substituição de Carolina Cerqueira. É a substituição da Constituição pela vontade do Presidente. É a substituição da República por um projecto de poder pessoal. Verificados na prática destes pressupostos, urge a mobilização de todos deputados na Assembleia Nacional para anulação desse simulacro pelo voto secreto de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Nacional, incluindo o voto dos Deputados do MPLA. Os Deputados desta vez não devem votar de mão levantada. A sociedade civil deve-se manifestar para impor o respeito pela soberania popular. A nuvem da Argentina já passou e deixou Angola com os seus reais problemas.
Unidos venceremos a tirania…
OBRIGADO!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3712 – 20.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi
Candidato N.ª 2 ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.
Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.
Ao fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:
- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;
- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;
- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;
- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.
Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.
A independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.
Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:
- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.
A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.
Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3711 – 08.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).
Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.
O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.
Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”
“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…
O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.
Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.
Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda
Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3691 – 15.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala sempre refere que as eleições promovem certos militantes de partidos políticos para elites nas Instituições do Estado, entenda-se como Assembleia Nacional. Não está em causa o mérito pessoal dos que a tal categoria ascendem, pois muitos deles aí chegam porque satisfazem os critérios internos definidos, sobre a matéria, pelas Direcções dos seus respectivos partidos.
Os critérios é que são sempre discutíveis porque há outros factores da Democracia como é o caso das organizações, de vária natureza, da Sociedade Civil. Essas organizações podem ter um papel de grande utilidade se as elites nas Instituições quiserem escutá-las.
Uma vez elevados à categoria de elites (deputados) nas Instituições por eleição directa e/ou nomeação, com benefícios materiais que infelizmente sempre os há. É normal e legitimo quando não passa a coisa vulgar – Na prática sempre se vislumbrarão uns mais iguais que outros com recurso a “amizades”……
Claro que um sistema securitário tem de ter uma infraestruturas para implementar as respostas securitárias. Particularmente em Angola há uma miscelânea ou geringonça perversa na governação pois que durante décadas vemos o poder da Presidência crescer confundindo-se com o poder do MPLA.
E, de forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o Presidente bem á maneira de um supra-numerário cidadão que tudo-pode cria uma casa chamada de Civil com um exército paralelo composto de ninjas do tipo Grupo Wagner – uma guarda pretoriana russófila
Quase um exército privado de mercenários, que luta a favor do supra-numerário cidadão designado de Presidente, a comparar com ex-soldados de elite altamente qualificados cujo líder era o oligarca Yevgeny Prigojin, ligado ao Kremlin e morto por má conduta por ordem de Putim…
É Dachala a falar: - Nós seremos escrutinadores do Presidente atentos para fazermos uma oposição elevada e positiva. A nossa experiência diz-nos que o que está bem é aquilo que realizarmos em conjunto. A paz militar foi o exemplo mais cabal. Por isso governar com todos e sobretudo para todos é o caminho certo para melhorar o que está bem
Melhorar o que está bem ou o que está menos mal, porque toda obra do homem é imperfeitamente perfeita. Os partidos políticos têm o dever de decifrar clara e profundamente a mensagem das feridas, usando o iodo e demais remédios ou matando com ácido sulfúrico manobras calculistas para permanecer no poder “ad aeternum”....
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatóras de Costa Araújo da Maianga
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES I – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3690 – 11.08.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O livro "Porque Falham as Nações*" deixou perplexos os peritos - Porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza, a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome? Porque são umas nações ricas e outras pobres? Em resumo, serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia?
Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não! Nenhum destes factores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não o é, como explicar por que razão o Botswana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo.
Somos forçados a assim pensar porque a máquina pública da maioria dos países africanos, estão num caco, num caos, tais como Moçambique, o Zimbabué, o Congo ou mesmo Angola, um país com imensas potencialidades. Países que estão atoladas na pobreza extrema e na violência?. Só pode ser por pura incompetência de seus gestores…
Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Recentemente, andei por alguns destes países e pude observar a decadência confrangedora…
Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política.
Com enorme relevância para as grandes questões atuais, ficamos atolados entre a afirmação e interrogação nomeadamente: - A China que criou uma máquina de crescimento autoritário e, que cresce a uma velocidade tão rápida que por certo esmagará o Ocidente!? – Enquanto isso, os melhores dias da América, leia-se Estados unidos da América, pertencerão já ao passado!?
Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria!? A desestabilização nas sociedades ocidentais pela invasão maciça de imigrantes ou gente que foge da miséria, da fome, gente sem terra, sem nada e que buscam saídas para suas vidas…
- Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade!? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente!? Hodiernamente, estamos a viver e ter de subsistir com a colisão de culturas, formas de estar no dia-a-dia. Conviver com a incapacidade dos partidos do poder e da oposição de elaborarem e apresentarem políticas alternativas, uma saída para a crise de habitação, segurança e saúde de forma harmoniosa…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleat«órias de Assunção Roxo
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3689 – 08.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
P ... Relendo o que Marcial Dachala "Salundilili", o Porta-Voz da UNITA escreveu prefessoralmente, pode daí calcular-se seus grandes anseios, sempre a lembrar de forma pedagógica na necessidade premente de se fazerem as eleições Autárquicas. E, mais diz: -É desejável que a cultura do partido no poder de fazer dos governadores provinciais e administradores municipais seus primeiros secretários, seja quebrada.
É forçoso que haja separação entre as duas funções, a de governador e a de munícipe! Até por uma questão de coerência, os próximos executivos, façam-nos saber dos programas concretos que visam corrigir o que está mal e, melhorar o que está bem. A figura cimeira do presidente, sempre terá o cariz centralizador do poder - de estadista.
Presidente, é sim, o Chefe de Estado e não o pai da Nação, É um cidadão eleito pelo povo em sufrágio, titular do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas mas, tem de se submeter às decisões saídas do Parlamento – Assembleia Nacional, moderando partes, corrigindo projectos de lei e, consultando quando o julgar necessário o Tribunal Constitucional.
A.R. ...Nesta qualidade nomeia os principais responsáveis: do Poder Judicial, do Órgão encarregue da organização das eleições, a CNE, e do Provedor de Justiça. Nomeia ainda os seus acessores. O Presidente, enquanto Comandante em Chefe das FAA nomeia o Chefe do Estado Maior General das FAA e os Chefes dos seus ramos,
Também nomeia os Comandantes da Forças de Lei e Ordem e da Segurança do Estado. Nomeia ainda o Governador do Banco Central e os Concelhos de Administração das Empresas Públicas Nacionais. Depois de terminadas as várias nomeações seguidas das tomadas de posse e entrada em funções de todos os órgãos Centrais do Estado, estarão constituídas as equipas das elites do Estado.
Elites que irão ajudar o Presidente da República a gerir nossas vidas e as riquezas materiais do País. Em toda a obra humana haverá relações de cooperação que, boas ou más, sempre o deverão ser uma trave suporte na governação. A trave mestra na gestão do país Angola; país que desde a sua independência, só tem primado em reconhecida ausência de diálogo com os partidos oponentes.
A.R. Ser presidente é ter o primado da perfeição no dever público e auscultação junto dos co-autores da governação, por força do voto do povo – Os partidos com assento na Assembleia Nacional. Tem-se por norma de que o Presidente perante a Constituição da Republica, o é, único e legítimo representante de todos os angolanos.
Mas, há sempre um mas, pois a gangrena cancerígena da corrupção sistémica em Angola, perturba ainda e muito o quotidiano do cidadão, o dia-a-dia do povo. Estamos todos expectantes, dentro e na diáspora, em saber dos passos programáticos do agora e do futuro. Outrossim, programas específicos para o combate sem tréguas, à corrupção em todas as áreas de governação – Deliberativo, Executivo e Fiscal… Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de
T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatórias de P - Pombinho e AR - Assunção Roxo da E.I.L.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3688 – 30.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte da população.
De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…
As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…
Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal, criam em nossa mente a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de se manterem no topo do mando – do poder.
Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…
Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,
Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo pela verdade na política. Porque a política será, uma e outra vez, sempre, um assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e já uma atenção e vigilância especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!
Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VIII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA
- Crónica 3686 – 23.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Repetindo o dito, entenda-se que na China o SNP, é a prática de por meio de algoritmos diferenciam os “han” das demais etnias. «Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população.
Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade. Aqueles ditos marcadores permitem definir as estruturas faciais e a cor da pele, segundo a categorização a que eles designam de raças. Para nós europeus, genericamente os ocidentais, tudo surge como uma sensação de irrealidade.
Pelas câmaras da rede Hikuivision tem-se a capacidade de extrair informações adicionais. Informações a partir do movimento dos lábios ao falar ou fazer trejeitos emocionais; qualquer suposta anormalidade é motivo de alerta para a policia civil e de costumes.
O partido através desse algoritmo reconhecem as assinaladas pessoas captadas pelas câmaras dissimuladas ou não. Também o reconhecimento pelo formato de seus rostos e a forma de caminhar. Quanto aos checkpoints as pessoas são detidas por o serem ou parecerem “desviantes”, sendo por norma convidadas a ir ”tomar chá à esquadra”.
Pode supor-se serem objecto de interrogatórios usando métodos de dor, intimidação e medo Acontece que, como falamos de processamento em computadores, os algoritmos, passam a pente fino toda a informação sobre milhões e milhões de pessoas-
Tudo parece uma grande enormidade, coisas com prática surreais como do além assim como um kazumbi de alogramas e ainda pouco reconhecidas em nossas suposições. Um ai Jesus que numa simples fracção de segundos, usando esses misteriosos avanços, processados na forma e conteúdo, usando já inteligência artificial…
Dito o supra referido, até tenho series duvidas rebordadas a medo de que meu smartphone HUAWE tenha um desses grampos na forma de chip de despistagem chamado de spyware. Bolas! Pelo que fiquei a saber haverá uma app lingwang Weishe a inspeccionar ao mínimo detalhe nossas fotos, nosas vidas…
Dos vídeos e fotos intimistas de todas nós, das corriqueiras vidas de um qualquer cidadão, sendo enviado a um server desconvido; o certo é que ultimamente há avisos de recuperação e estranhas abordagens quanto a antigas fotos e, sem que isso o tenha sido solicitado. Estamos literalmente entregues aos bichos – Estamos feitos ao bife…

Nota*: Com extractos do livro de “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Fim de “A Mulher do Dragão Vermelho” - na rota da seda )
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3685 – 19.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,
Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…
Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo…
Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência. Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.
Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais, principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.
Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”
E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa, pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»
E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022.»
Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…
CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3682– 12.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).
Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!
São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas não únicos,
Queremos que o sejam gestores das diferentes dimensões da nossa vida coletiva enquanto povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional
A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:
1- Projecto de Lei Sobre o Exercício do Direito de Oposição Democrática;
2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;
3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro – Lei dos Partidos Políticos;
4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;
5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.
Marcial Dachala "Salundilili"
Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes, democráticas e credíveis de acordo com os princípios universais e regras da SADC.
O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.
Luanda, aos 3 de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e, de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3681 – 09.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Hodiernamente, na China, o PCC (Partido Comunista Chinês) sabe tudo sobre seus cidadãos – tudo! E fora dela, também!... Até desconfio que meu smartphone huawei, aqui em Portugal aonde me encontro, poderá ter um chip bem dissimulado algures, de onde se podem retirar farpas emanadas de meu cerebelo, fazendo de mim um robot quando assim o julgam necessário. Isto, porque algo anda confuso na minha globosfera, na fonte e na fronte de minha catedral…
E, na sequência da leitura, meio ficção, meio realidade da “mulher do dragão vermelho” de José R. dos Santos, pode ler-se: O banco de dados do Partido, chama-se formalmente POCI (Plataformas de Operações Conjuntas Integradas). É aí que se encontra toda a informação sobre cada cidadão.
Os próprios automóveis eléctricos fabricados na China enviam de trinta em trinta segundos pacotes de informação destinadas ao Partido, incluindo feitos banais tais como sua localização, velocidade e direcção do veículo. Depreendo que isto, o seja, só na China mas com tanta dissimulação e feitos raros vivenciados nos dias de hoje, somos levados a duvidar de tudo...
Isto quer dizer que o PCC Chinês conhece cada um de nós (entenda-se – chineses), aos mínimos pormenores desde os nossos genes, os nossos hábitos, gostos alimentares e o desenho de nossos rostos mostrando verrugas e edecéteras de rugas com trejeitos e jeitos - maneirismos peculiares que definem um qualquer entra milhares no meio dum ajuntamento de rua. Pópilas! Também a forma como caminhamos, como rimos, das nossas preferências nas leituras online, nossas amizades com detalhes das múltiplas relações, com quem nos damos e falamos com frequência; na verdade, tudo o que dizemos ou fazemos em qualquer sítio!
Com tamanhos tolhimentos interrogamo-nos em como é possível viver assim neste permanente suplicio de vida…No livro, é dito que supostamente todo o conteúdo aqui exposto, é dito por um engenheiro informático de uma empresa petrolífera; um dos muitos trabalhadores de etnia “uigure” sujeitos a constante vigilância por não o serem da tal elite governamental, os “Han” A etnia Han é o maior grupo étnico do mundo, com mais de 90% da população da. Originários da região do rio Amarelo, no norte da China, os Han expandiram-se para o sul e para outras áreas da China ao longo dos séculos. Eles são conhecidos pela sua rica cultura, que inclui notáveis realizações em áreas como política, filosofia, literatura e artes…)
Aqueles Uigures e os Cazeques são por isso e por norma, sujeitos a apertada vigilância e que, quando em deslocações sempre o são obrigatoriamente, vigiados em checkpoints. E, nem sempre o são espiados apenas por vigilantes humanos. São o próprios computadores aliados a muitas câmaras que os espiam, conjugando as imagens do rosto com seus próprios trejeitos ou maneirismos…
E, é-o feito por marcadores STR - «Short Tandem Repeats; regiões específicas do DNA onde uma sequência curta de bases nitrogenadas (geralmente de 2 a 7 pares de base) se repete várias vezes em sequência. Esses marcadores são altamente polimórficos, o que significa que o número de repetições pode variar significativamente entre indivíduos, tornando-os úteis para identificação humana e outras análises forenses…»
E, SNP e, por meio de algoritmos que diferenciam os “han” das demais etnias… « Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população. Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade.
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VI – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3678 – 30.04.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
No Paquistão, passou-se algo idêntico no deficitário porto de Gwadar e, com duração de quarenta anos para se aliviarem da dívida. O mesmo aconteceu com o porto de Bagemoyo da Tanzânia O PCC Chinês assinou com as ilhas Salomão um acordo de segurança que abriu o caminho à instalação de uma base militar naval no arquipélago.
Se tudo o descrito em booktique não é uma estratégia comercial e política para tomar conta do Mundo, então é o quê? Não será lógico pensar ser tudo uma estratégia militar para dominar o Mundo!? Isto de se falar em paz, amor e fraternidade, não o é nada mais, que uma estratégia disfarçada em retorica de cooperação.
É sim, a Nova Rota da Seda, um projecto bem sinistro carregado de dissimulação. O PCC Chinês, paulatinamente mas de forma muito rápida, desenvolveu este poderosíssimo instrumento de “haking” a que se chama de “Aric body”, que serve para remotamente copiar, apagar ou criar pastas em nossos smartphones sem que disso nos apercebamos…
Assim é! Ao mesmo tempo que analisa todas as buscas online, apaga os rastos do que vasculhou. Bem! Parece qua a UE anda a dormir usando as almofadas dos USA muito carregadas de ácaros “tranposos” colocando-nos numa submissão senão confrangedora, no mínimo ultrajante. Ficamos assim à mercê de qualquer arbitrariedade…
Os nossos tempos andam deveras periclitantes - Por quê e por quem? Responda quem o souber, que é soberano e inteligente. Pessoalmente, tenho a náusea a tolher-me os neurónios. O pudor perdeu-se. O tempo do nojo encurtou-se. O faz-de-conta anulou-se. A dissimulação arrumou-se…
O povo é plácido, brando e sereno. Em boa verdade, calem-se as bocas que muito propalam ser Portugal apenas exportador, em qualidade e quantidade, de jovens licenciados, mestres e doutorados. Afinal, nunca exportámos tantos, devendo ser até Portugal, o maior exportador Mundial de génios e ex-governantes…
Todo este panorama têm o merecido prémio pela sua porfiada e profícua acção de empobrecer Portugal dando-o de pasto à rapacidade dos abutres das finanças mundiais e novas charadas “trumpistas” de taxas aduaneiras. Mas, na China, no livro do Dragão vermelho é dito: «Nunca ninguém na história da humanidade, matou tanto quanto o PCC chinês.
Nem Genghis Khan, nem Lnine, nem Hitler , nem Estaline e, nem o tal de Pol Pot, que foi primeiro-ministro do Kampuchea Democrático entre 1976 e 1979». No entanto, a China tornou-se um país capitalista, que entrou na senda de um desenvolvimento extraordinário, transformando-se na maior economia do Mundo com a anuência de todos, dando azo à queda do Ocidente, diga-se! Na China, o Partido é tudo e, o ser humano um vassalo obrigado a adorá-lo. E, os muitos hodiernos hipócritas, pseudo intelectuais, escusam de tapar a verdade com uma peneira
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO V – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3674 – 03.04.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
E, Gwadar, para além de um porto de águas profundas, dispõe de um aeroporto internacional e, de um terminal petrolífero – Um ponto estratégico de primeiríssima importância. A China, financiou em 85% as obras deste porto, uma das infraestroturas contempladas no corredor económico China-Pakistão, ou um importante ramal da tal rota da Seda Maritima…
O Pakistão para se aliviar da dívida com a China, cedeu por 40 anos a gestão do porto referido – Gwadar. Para alcançar seus objectivos e superar o mundo livre, a China reconhece que precisa dar saltos em tecnologias de ponta. Mas o facto triste é que, em vez de se envolver no trabalho duro de inovação, rouba a propriedade intelectual usando-a depois para competir contra as próprias empresas americanas e no resto do mundo, que vitimou.
Estão mirando pesquisas em tudo, desde equipamento militar a turbinas eólicas e até arroz ou sementes de milho. Por meio de seus programas de recrutamento de talentos, como o chamado Programa Mil Talentos, o Partido Comunista Chinês, atrai cientistas para levar secretamente nosso conhecimento e inovação à China, mesmo que isso signifique roubar informações ou violar controlos de exportação e regras de conflito de interesses.
Veja-se o caso do cientista Hongjin Tan, por exemplo, um residente permanente legal chinês e americano. Ele, inscreveu-se no Programa de Mil Talentos da China e roubou mais de US$ 1 bilhão; ou seja, com um “b”, em segredos comerciais de seu antigo empregador, uma empresa de petróleo com sede em Oklahoma, e foi por tal fato, preso - foi condenado e enviado para a prisão.
Ou, o caso de Shan Shi, uma cientista do Texas, também condenada à prisão no início deste ano. Shi roubou segredos comerciais sobre espuma sintética, uma importante tecnologia naval usada em submarinos. Shi, também, se aplicou ao Programa de Mil Talentos da China, e se comprometeu especificamente a “digerir” e “absorver” a tecnologia relevante nos Estados Unidos.
Ela fez isso em nome de empresas estatais chinesas, que finalmente planeavam colocar a empresa americana fora do negócio e assumir-se no mercado. (…) Em um dos aspectos mais desagradáveis e flagrantes do esquema, os conspiradores realmente patentearam na China o próprio processo de fabricação que tinham roubado, e então ofereceram à sua empresa americana vítima uma joint venture usando sua própria tecnologia roubada.
Estamos falando de uma empresa americana que gastou anos e milhões de dólares desenvolvendo essa tecnologia, e a China não poderia replicá-la - então, em vez disso, pagaram por a terem roubado. E recentemente, Hao Zhang foi condenado por espionagem económica, roubo de segredos comerciais e conspiração por roubar informações proprietárias sobre dispositivos sem fio de duas empresas americanas.
Uma dessas empresas passou mais de 20 anos desenvolvendo a tecnologia que Zhang roubou. Estes casos estão entre mais de mil investigações que o FBI tem sobre roubos reais e tentativas de roubo de tecnologia americana pela China. Na Europa acontece o mesmo panorama - o que não quer dizer nada diante de mais de mil investigações de contra-inteligência em curso, de outros tipos periclitantes relacionados com a China.
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3673 – 30.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.
As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.
Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.
O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se em seu “Estado-maior da Campanha”.
Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…
Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA. Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.
O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que, concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.
A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3672 – 22.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Abel Chivukuvuku passou, entre 1987 e 1988, a ser o representante adjunto da UNITA em Portugal, cargo que veio depois também a ocupar no Reino Unido, e entre 1988 e 1991 representou o movimento junto das Nações Unidas e dos países da Europa do Leste.
Exerceu as funções de deputado, sendo líder da bancada da UNITA em 1997/1998. Em 2001 foi enviado pelo partido para licenciar-se em relações internacionais na Universidade da África do Sul, especializando-se na mesma instituição em administração do desenvolvimento e Comunicação.
Após a morte do Mais-Velho Jonas, a UNITA tornou-se num partido civil abandonando a luta armada. E, terminada a Guerra Civil, em 2002, Chikuvuku, foi eleito para as funções de secretário para assuntos parlamentares, constitucionais e eleitorais da UNITA.
Teremos assim, de recordar o IX Congresso para se seguir a ordem temporal. Este Congresso Ordinário que teve lugar em Viana, arredores de Luanda, entre 24 e 27 de Junho de 2003 e, depois do Memorando do Luena, teve dois momentos marcante: - Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador; um Congresso com múltiplas candidaturas, a saber: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji, tendo sido eleito Isaías Samakuva como o novo Presidente da UNITA.
Recordando o Memorando de Entendimento do Luena, foi assinado a 30 de Março de 2002, entre as chefias militares do governo (MPLA) e da UNITA, dias depois da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002, do Presidente Fundador da UNITA, após uma ofensiva impiedosa.
Aquela ofensiva, foi dirigida pelo governo contra a UNITA e seu líder, na sequência do fracasso dos Acordos de Bicesse em1991 entre o Governo (MPLA) e a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários, respectivamente, José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi; assim terá de constar nos manuais da História de Angola.
As esperanças do povo viram-se goradas (frustradas), quando nos finais do ano de 1992 o país voltava a cair noutra guerra sangrenta que ceifava vidas, destruía bens e consumia grande parte dos recursos e energias do país. A guerra generalizou-se a todo o país, desenvolveram-se esforços políticos e diplomáticos para parar a guerra, porém sem êxitos.
Com a morte de Jonas Savimbi em combate a 22 de Fevereiro de 2002, inúmeros passos foram dados nas semanas que se seguiram à sua morte. Um cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite do dia 13 de Março de 2002, fazendo parte dum plano de quinze pontos elaborados pelo governo para preservar a paz. O plano tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO IV – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3670 – 10.03.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Chegamos ao ponto em que o FBI está abrindo um novo caso de contra-espionagem relacionado à China a cada 10 horas. Dos quase 5.000 casos activos de contra-inteligência do FBI, actualmente em andamento em todo o país americano, quase metade está relacionado à China. E de momento, está trabalhando para comprometer organizações de saúde americanas…
Também empresas farmacêuticas e instituições académicas que conduzem pesquisas essenciais em vários itens. Mas antes de continuar, convém ser claro: isso não é sobre o povo chinês, e certamente não o é sobre chineses; quando se fala da ameaça da China, pois que se trata do governo e do Partido Comunista Chinês.
O Mundo livre deve lembrar-se de três coisas: 1º - Precisamos ser claros sobre a ambição do governo chinês. A China do Partido Comunista Chinês - acredita que está em uma luta geracional para superar o Ocidente. Isso já é suficientemente preocupante.
Mas, está travando esta luta não através da inovação legítima, não através da concorrência justa e legal, e não dando aos seus cidadãos a liberdade de pensamento, discurso e criatividade que os Estados Unidos valoriza tal como no mundo dito civilizado;
2º - A segunda coisa que todos precisam saber é o de que a China usa uma gama diversificada de técnicas sofisticadas - desde invasões cibernéticas até corromper insiders confiáveis que se envolvem até, em roubo físico.
3º - Eles foram pioneiros em uma abordagem expansiva para roubar inovação através de uma ampla gama de actores - incluindo não apenas serviços de inteligência chineses, mas empresas estatais, empresas ostensivamente privadas, certos estudantes de pós-graduação, pesquisadores, e uma variedade de outros actores trabalhando em seu nome…
Voltando às acções estratégicas, por norma apossam-se dos portos em lugares vitais ao redor do Mundo, como exemplo no Siry Lanka, que cedeu à China por 99 anos o porto de Hambantota e as terras circundantes. “Escusado será dizer que o Siry Lamka se tonou mais um país vassalo do PCC chinês”… Ponto final!
Hambatota na mão dos chineses, ficará com trinta por cento do futuro comércio marítimo para a Ìndia. Uma grande admiração foi a descrita pelo Secretário Geral da ONU como sendo um pilar de cooperação internacional e de multiculturalismo. O mesmo se passou com o então deficitário porto de Gwadar na província de Baluchistão no Pakistão, a 600 Km de Karachi…

Ilustrações de Costa Araújo
Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3668 – 27.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
A 20 de Novembro de 1994, o governo angolano participou em Lusaka da Zâmbia, na assinatura de um protocolo de paz com a UNITA. Abel Chivukuvuku recebeu um convite das Nações Unidas para assistir ao acto. Fazendo parte da delegação com demais elementos da UNITA, mal o avião aterra na Zâmbia, Abel resolve abandonar o grupo.
Não obstante e, de forma calculada deixar sua mala no hotel aonde se encontrava a delegação mais seus companheiros do Galo Negro, compareceu à cerimónia integrado na delegação da UNITA, logo atrás do brigadeiro António Chassamba e de Eugénio Manuvakola.
Após a assinatura do Protocolo de Lusaka, contrariando o itinerário pré-programado pela gestão da Delegação, voou para Kinshasa aonde se encontra com sua irmã Namby Dachala; Segue daqui para o Andulo, já em Angola, e em zonas já da jurisdição da UNITA, dirige-se ao Bailundo.
Desta feita e já em veículo militar do Movimento/Partido, já muito próximo de seu destino final, a coluna de viaturas faz uma pequena paragem, encontrando-se com o general T´chata e Isaías Samakuva; aqui e, segundo a descrição do livro de Vidas e Mortes de Abel, estes destacados dirigentes advertem Abel a reflectir naquilo que irá dizer a Jonas Savimbi pois que este está raivosamente desapontado com o assunto Lusaka..
O facto de ter estado em Luanda concertando sobrevivência sabe-se lá como, com as gentes do MPLA, na desconfiança sempre latente do Mais-Velho Jonas, haveria uma suposta sujeição a outras ideias ou mesmo uma lavagem cerebral por forma a dar novo rumo aos acontecimentos…
Chivukuvuku foi reparando no comportamento de seus companheiros, um certo distanciamento como se nele houvesse algo de pecaminoso. E, foi no dia 31 de Dezembro de 1994 no Hotel Girassol que um grupo de dirigentes do Movimento/Partido ouviu Savimbi.
Com a presença de Alcides Sakala e Lukamba Gato, o líder da UNITA, sem referir nomes, lançou um cerrado ataque os elementos intervenientes na assinatura do Protocolo mencionando que os mesmos se teriam deixado seduzir pelas luzes de Luanda. Perante o que ouviu naquele Hotel Girassol, Abel ficou bem apreensivo; não obstante ficar numa situação de desmilinguido, foi chamado pelo Mais-Velho Jonas a juntar-se à foto de família.
Por sua cabeça, rondavam pensamentos adversos congeminando medrosas duvidas. Era óbvio que Abel sabia de que poucos minutos antes da formalidade das assinaturas em Lusaka, Eugénio Manuvakola, recebeu peremptórias instruções de Savimbi, para não ratificar o documento e abandonar Lusaka. Estava na mente, no proceder e julgamento de o ser plausível, um suposto agente do MPLA…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO III – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3666 – 22.02.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto
O mesmo que sucedeu em Hambantota, veio a acontecer no porto de Gwadar no Paquistão e no porto de Bagamoyo na Tanzânia. Em grande parte dos casos, a estratégia não é comercial mas sim militar. A retórica da paz, amor e fraternidade sempre servirá de candeia – um projecto sinistro! Tanzânia, Zimbabwé, Moçambique, África do Sul , Angola, Namíbia e Zâmbia na África Austral, estão na peugada da Rota da Seda.
Falar da Rota da Seda será o mesmo que dizer estar na boca do Dragão. Pode ler-se no livro de “A mulher do dragão vermelho” de José Rodrigues dos Santos que: “Há uns anos o PCC chinês, no âmbito da Nova Rota da Seda, depositou um cheque de 1,3 mil milhões de dólares nos cofres do governo do Sri Lanka, para que fosse cumprido um vasto projecto do país para a construção de um porto em águas profundas.
Pois, essas águas profundas fica em Hambantota – um acto tão altruísta e solidário noé!? A seguir o que aconteceu? O problema surgiu quando a factura foi apresentada – Descobriu-se mais tarde que o primeiro ministro do Sri Lanka recebeu enormes quantias de dinheiro para a sua campanha eleitoral.
Valores oriundos do PCC Chinês. O país, simplesmente não dispunha de tão elevado valor nos cofres públicos. O país tinha caído na emboscada da divida. O PCC Chinês que até então tinha sido tão simpático, de repente frisaram o rosto, não cedendo a uma outra possível alternativa para se cumprir a dívida.
“O empréstimo maravilhoso era para ser pago nas condições que estavam acordadas”… Do alto de sua enorme generosidade, os chinokas propuseram ao Sri Lanka a única alternativa: a cedência do porto e território circundante. Um truque que resultou em pleno! Apossar-se do porto e um pedaço de território no Sri Lanka, pequena porção, pura estratégia…
Mas se vocês acham que estas questões são apenas um caso de inteligência, ou um problema do governo, ou um incómodo para grandes corporações; vocês não poderiam estar mais errados. São as pessoas que são vítimas do que equivale ao roubo chinês em uma escala tão massiva que representa uma das maiores transferências de riqueza da história humana no mundo actual.
Se você é um adulto, é bem provável que a China tenha já roubado seus dados pessoais. Em 2017, os militares chineses conspiraram para hackear a Equifax e fugiram com as informações pessoais confidenciais de 150 milhões de americanos - estamos falando de quase metade da população americana e da maioria dos adultos…
Nossos dados não são a única coisa em jogo, aqui - assim como nossa saúde, nossos meios de subsistência e nossa segurança. E, como discutir em alguns momentos, na América, na Europa ou qualquer outro lugar do Mundo, se estes casos não o foram incidentes independentes e casuais. Esta ameaça é tão significativa que procuradores-gerais do USA e seus secretários de Estado que, preocupados agora (últimos anos), abordam muitas dessas questões…
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3665 – 19.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
E, Zé Mulato continua, colocando banga de odisseia em sua descrição: - Deviam ser cinco horas da manhã. Nós alvejamos o primeiro carro e, depois, aquele aonde ia o Abel e Chitunda. O carro bateu numa botija de gás e parou. Abel saiu do carro, e rastejou até uma casa de madeira aonde entrou. Eu pulo o muro para um quintal no momento em que o dono sai aos gritos.
Muito descompensado o dono grita: «Ele está lá dentro! Ele está lá dentro!». Entro de rompante e dou uma coronhada naquele vulto de gente que ali está na, sala estilhaçada. Agarrando-o em seguida, saio para a rua e, logologo somos cercados pelos meus homens que reconhecem nele o Chivukuvuku, pois nem é de admirar porque ele era já uma figura pública kwacha, e muito vista na TV.
Mata! Mata! É Chivukuvuku. Exaltados todos têm vontade de o matar. Sacudindo os mais próximos grito: Ninguém toca teste senhor – vai ter de ser interrogado e morto, não fala. É quando surgem dois polícias a tentar afastar aquela multidão que já era uma mistura da minha gente com “fitinhas” na cabeça e muitos outros populares que também se excitavam de punhos nos ares.
Só depois de fazerem uns quantos disparo para o ar a malta pareceu ficar mais tranquila. Eis quando chega um chefe mais graduado da polícia - O que se passa aqui?! Chefe, nós apanhamos o bandido do Chivukuvuku! Uau, o chefe puli fala disparates: -Mato quem voltar a tocar no meu primo malangino, Abel Chivukuvuku! Num silêncio assombroso alguêm diz: Abel não é malangino, chefe!
Com todos muxoxando quentes asneiras, o chefe graduado berra mesmo! Claro que é! Ninguém toca nele. Assim foi! Carregaram nele até à esquadra do Sambizanga. Entretanto Abel, esvaia-se lentamente em sangue atraindo mosquedo, coisa feia. É quando chegam dois tanques e de um deles sai um fardado General …
Carlos Coelho da Cruz, o General Faísca do MPLA, está na porta da esquadra; diz que vem buscar Abel Chivukuvuku. O próprio General Faísca, ergue o ferido e leva-o até ao tanque dando ordens ao seu subordinado o Coronel Sousa dizendo a Abel: Ele irá zelar pela tua segurança. Por fim, o tanque do Coronel chega ao Hospital Militar.
C.A. Mais tarde, é Abel Chivukuvuku que, ainda combalido, descreve: Eu achava que morreria antes mesmo de chegar à sala de operações. Achava que, no mínimo os médicos cubanos me cortaram as pernas. Decorridos alguns dias, Abel recebeu a visita de Higino Carneiro, o General 4x4, que sentando-se ao lado da cama esforça por ser afável…
Naquele poder de 4x4, o General Higino fala: O Jeffrey Davidow quer levar-te para a América mas, eu acho que isso não faz sentido nenhum. Estás na tua terra, és angolano, não há motivo para te ires embora, portanto, ficas aqui! Sob negociações, Abel foi libertado conjuntamente com Norberto de Castro, um antigo radialista afecto à UNITA…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
(Continua...)
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NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3664 – 15.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
O bloqueio era mesmo um inferno! Balas rompiam vidros e metal enquanto a viatura chocava com cortinas de pneus empilhados e encastrados em troncos, vigas e vigotas de cimento, botijas de gaz descartadas e farpas de todo o tipo de material encontrados pelas milícias nas últimas horas; todo o tipo de bugigangas que podessem ser utilizadas como obstáculo…
Abel, apenas sentia um gelo terrível nas pernas; rastejou até à porta da casa mais próxima que a custo, abriu a porta e entrou. Despiu a camisa e o colete à prova de balas rasgou a camisa, e com o tecido desta improvisou garrotes para controlar a hemorragia em ambas as pernas, abrigando-se em seguida debaixo de uma cama.
Morre kwacha, morre kwacha! Morre! Foi o que atemorizado, ouviu vindo do lado de fora, com gritos, muitos gritos entrecortados por tiros, ora esporádicos ora de rajada. Na eternidade de um segundo, pela mente de Chivukuvuku passavam imagens da Missão do Dondi com seus mestres, o capitão Vinama Chendovava. Também recordou Kalakata, seu mestre fintador na arte de guerrilha.
Despertou com uma violenta explosão provocada por uma granada que estrondou na sala… Ouviu então: Tragam gasolina - vamos queimar o gajo! Eu vou, chefe Zé Mulato, estou indo… Foi neste então que que Abel Chivukuvuku gritou com toda a sua força, quase como um ultimo grito. João Mulato! Não queimem a casa! Sou o Abel Chivukuvuku.
Após um silêncio ouviu-se: Seu kwacha de merda, eu não sou João, sou Zé! Novo silêncio. Alguém sussurrou ao chefe ser mesmo a voz desse tal Chivukuvuku, um grande da UNITA, e veio então a resposta: És mesmo tu, Abel Chivukuvuku?! Sim, foi a resposta, sou eu! Pois então, sai com as mãos no ar! Não consigo, foi a resposta de Abel.
Fui atingida nas duas pernas! Sai, filho da puta, kwacha sundiameno… por fim, apoiando-se a uma das paredes, num gigantesco esforço, conseguindo ficar de pé a muito custo gritou: Zé Mulato já estou na sala de pé! Ele, Epalanga Chivukuvuku descendente em linha directa do grande rei Ekuikui II estava cercado por uma algazarra de ébrios milicianos emepelistas de fitinhas coloridas, parecendo talibãs…
Estava a ficar longínquo o tempo, quase uma miragem de quando era um promissor jovem que fazia renascer a UNITA das cinzas – um “jovem intelectual” saído daquela missão do Dondi no Andulo. Tinha então 19 anos e, dando novas perspectivas ao Galo Negro… O Abel Chiukuvuku que na base “Quadrado”, esteve à frente dos Serviços de Inteligência, Informação e Contra-informação era agora, um farrapo de gente a ser levado para o Hospital Militar de Luanda.
E, foi Zé Mulato, comandante das milícias do Sambila (Sambizanga) a relembrar a seu modo, o que por ali se passou, naquela noite de 1 para 2 de Novembro de 1992: No Sambila estávamos todos armados; as entidades superiores do governo do MPLA, deram-nos arma AK, DKM e muitas granadas e, também material de comunicação. Inicialmente, erguemos barricadas para impedir que os homens da UNITA fugissem para Kikolo ou para a mata.

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3663 – 12.02.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
Embora já o soubesse, pude recordar no livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa que, este, nasceu a 11 de Novembro do ano de 1957, dezoito anos antes da data da independência de Angola, sua terra. Com um nome que significa “bravura”, estava reservado para grandes feitos sobrevivendo a duas quedas de avião durante a guerra civil…
Sobreviveu a um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, conspirações e ameaças, sem nunca ter perdido a alegria de viver, de ter uma grande capacidade de perdoar e, até dialogar com perícia com seus inimigos. Chivukuvuku evoca o passado e o presente com as dificuldades experimentadas por homens livres que nunca desistiram de assim o serem.
Chivukuvuku, nasceu no Bailundo, coração da nação Ovibundo. Uma das sua mortes foi noticiada às cinco da tarde na Rádio France International no dia 1 de Novembro de 1992; neste então era também anunciada a morte do engenheiro Jeremias Chitunda. Não foi o que aconteceu mas, receando que assim o viesse a ser, manhã cedo, ambos se retiraram da residência oficial de Jonas Savimbi situada no Bairro Miramar..
Foram saltando muros até entrarem à residência que supunham pertencer ao embaixador de França. Enquanto ouviam ao longe o ribombar das explosões, iam trocando medos em seus pensamentos; o maior de seus receios era caiem nas mãos dos milhares de milícias jovens, armados pelo governo e, que corriam pelas ruas de Luanda ao gritos.
Jovens com fitinhas coloridas amarradas à cabeça. Muitos destes “fitinhas” eram em verdade filhos dos chamados “pioneiros” que tomaram parte muito activa nos anos de 1974 e 1975 que semearam o terror por toda a Luanda, assustando as gentes do asfalto e, numa acção de suprir carências militares por parte do MPLA – manobras orquestradas por militares de esquerda portuguesa e tendo como timoneiro o Almirante Rosa Coutinho.
Os dois kwachas, Abel e Chitunda ali escondidos, passado algum tempo ouviram gente chegando e falando uma língua estranha; eram seguranças filipinos que montavam guarda à casa do director da Chevron. Muito dos moradores do bairro, optaram por abandonar o local nos dias anteriores, por receio de confrontos e também pelo facto de terem a vivenda de Savimbi bem perto.
Depois de explicada a situação aos filipinos, estes acharam por bem que por ali ficassem tendo-se retirado em afazeres no exterior. Assim ficaram temerosos de o serem denunciados mas, passado algum tempo, novas vozes, de novo e agora, felizmente, era gente sua que chamando por seus nomes lhes disseram terem sido enviados pelo brigadeiro Katolessa.
Katolessa que era o chefe da guarnição da residência de Savimbi também não estava certo de como fazer numa destas situações. Chivukuvuku e Chitunda só tinham em pensamento fugir, sair de Luanda até alcançar sua gente aonde quer que fosse e em direcção ao Dondo. Sua fuga foi feita através de densa escuridão, com luzes apagadas; num repente irromperam algures no meio de um inferno com as balas a bater contra a carroceria…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO . II – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3662 – 06.02.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto
Naquela fraudulenta missão de “coexistência harmoniosa” a fim de ajudarem países em má situação económica, os chineses, por via da chamada “Rota da Seda”, passaram a controlar o porto de Pireu na Grécia, os portos de Bilbau e Valência em Espanha e, está-lhes na mira o porto de Sines em Portugal. O Partido Comunista Chinês, entrou já em 3 portos dos Países Baixos incluindo Roterdão, o maior porto da Europa.
Conseguiram que Itália aderisse a um país do G7 usando aquela “Rota” como um verdadeiro “Cavala de Tróia”. Visto isto, como se compreende que a Hungria tenha impedido a União Europeia de assinar uma carta a condenar a tortura de advogados na China e que, a Grécia tenha impedido a mesma U.E. de emitir uma declaração a criticar as violações dos direitos humanos na China? A vassalagem da U. E. está em crescimento…
No meio disto tudo, o Secretário Geral da ONU, para além de ser uma carta fora do baralho, é um conveniente colaborante dizendo sempre as mesmas coisas de coisa e tal, como um pilar de cooperação internacional – um boneco de sempre-em-pé. Deve ser por isso que sempre escolhem um secretário ido de um país menor, de sem-eira-nem-beira e, aonde só resta a petulância da muito alta hierarquia.
O destino da humanidade repousa irremediavelmente e, cada vez mais que nunca, sobre as forças morais do homem. A China está engajada em um esforço de todo seu Estado ditatorial para se tornar a única superpotência do mundo por qualquer meio. Entram mansamente e, irão com tempo, conseguir dominar o Ocidente se, se daqui, não abrirem os olhos!
Christopher Wray, Director do Departamento Federal de Investigação Instituto Hudson, alerta na evidente tentativa da China influenciar instituições dos EUA e do resto do Mundo. Um caso ocorre no porto grego de Pireu, Europa, perto de Atenas. É um daqueles momentos de câmaras de segurança em que logo se percebe que um desastre está prestes a acontecer; mas há mais e, parece que Bruxelas não está aí…
Em toda a Europa, enquanto os governos se preocupam com a invasão da Ucrânia pela Rússia no pós-pandemia, Pequim está expandindo seu portefólio, gerindo portos e minas na Europa, construindo estradas e pontes e investindo onde outros não investem. Numa abordagem diversificada pode dizer-se: A maior ameaça a curto prazo à informação e propriedade intelectual das nações Ocidentais, e suas vitalidades económicas, é a contra-inteligência e a ameaça de espionagem económica da China.
Christopher Wray acrescenta a tudo o já dito: China, é uma ameaça à segurança económica do resto do mundo - e, por extensão, à própria segurança usando a dissimulação. Mais, disse em suas recentes observações: não podemos fechar os olhos e ouvidos para o que a China está fazendo - e hoje, à luz da importância desta ameaça, são aqui dados mais detalhes sobre a ameaça chinesa do que o FBI já apresentou em um fórum aberto.
O Siri Lanka enterrou-se de todo no projecto de um porto, caindo na bancarrota Tudo eram facilidades até chegar a factura! Os chinocas solidários ficaram cuidando do porto. O Siri Lanka tornou-se assim um vassalo do Partido Comunista Chinês – assim o é também o caminho da Índia proporcionando à China ser o usuário do seu porto Hambantota, onde se calcula ter 30% no futuro comércio marítimo… Tarde pisaste!

Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos com viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO I – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3658 – 18.01.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto
A ONU, é financiada pelos vários países membros mas, algo anda errado quando se verifica que são eles, os chineses, que controlam as agências especializadas deste organismo. Eles, os chinocas, controlam as Nações Unidas através da chamada Nova Rota da Seda. Esta rota que se esmerou na Ásia, em África e na América Latina, chegou definitivamente à Europa.
Entrou nos países do sul e do leste europeu, a saber: comprou empresas e infraestruturas na Grécia, em Portugal, em Espanha, Malta, Hungria, Bulgária, República Checa, e na Polónia – um verdadeiro cerco do “campo” à cidade, tal como preconiza sua prática politica com destaque para Deng Xiauping seu primeiro patrocinador…
Começam por corromper os governantes dos países pobres e neste emaciamento de vontades, assinam contractos de estranha opacidade com empresas chinesas sem concurso público, tal como conhecemos por práticas de candonga reptícia. Vivenciei isto quando atravessei de costa a costa em África numa viagem que teve início em Welvis Bay no Oceano Atlântico com término em Dar es Salam no Oceano Indico…
E, nessa viagem, pude aperceber-me do quanto a Europa anda a assobiar para o lado, fingindo que nada sucede de extracurricular no trato com os países africanos. Uma linha férrea entre Adis Abeba e Djibuti causou a Mair dívida externa dos países intervenientes, mantendo-se um sorvedouro sem fim, enchendo os bolsos a corruptos.
Há 23 países em situação economicamente difícil por entrarem nesses projectos de “coexistência harmoniosa” dessa “Nova Rota doa Seda”. Angola, Moçambique e Guiné Bissau de língua oficial portuguesa dos PALOPS, surgem também nessa longa lista de harmoniosa corruptela. Minha citada viagem inflectiu para o interior da Tanzânia. descendo o Malawi ao longo do lago Niassa, agora conhecido por Lago Malawi.
No Mundo, com dados de há três anos, dos mais de trinta países devedores à CHINA, maioritariamente africanos, sobressaem: 1º- Angola com US$ 42,6 bilhões: 2º - Etiópia com US$ 13,7 bilhões; 3º- Zâmbia com US$ 9,8 bilhões e Quénia com US$ 9,2 bilhões. Não demorará que parte de seu património passem a ser geridos directamente pela China… Pude já ter observado no Zimbabwé, isto no ano de 2018 quando fiz a já mencionada viagem atravessando o continente africano.
Mas, também na Europa há bilhões de dólares em dinheiro chinês impulsionando algumas economias - Dos acordos que estão sendo fechados há um problema - muitos projectos são "ARMADILHAS DE DIVIDA", em que a China tem poder para decidir o que acontece quando os empréstimos não são pagos.
Vivi isto no Zimbabwé em Vitória Falls e Lago Kariba… No dia de abertura de seus próprios Jogos Olímpicos de Inverno, a China declarou uma parceria "sem limites" com a Rússia e prometeu colaborar mais em uma posição contra o Ocidente. Desde então, a China recusou-se a condenar o ataque do presidente Putin à Ucrânia seguindo-se-lhe outros líderes bajuladores como por exemplo o Brasil, tendo Lula como timoneiro . O maior cego será sempre aquele que não quer ver…

Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos com viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA
- Crónica 3657 – 15.01.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018
- “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
Estava escrito nesta frinchas aleatórias que a Jamba era o centro nevrálgico alfa no tráfico de marfim, diamantes e madeiras preciosas. Savimbi teve de recorrer a este património mas, o governo mwnagolé da Luua, despifarrou muito mais em proveito seu, dos filhos e de toda a nomenclatura.
Agora, mais kota, recordo que as interrogações entre mim e Mac Guiver faz-de-conta, sucumbiram em sorrisos, um indício de quem sabe, mas desconhece, perpetuando uma amizade de cavandelas... Mas, mantinha-me fiel à figura de Alcides Sakala, guerrilheiro impar e diplomata de fina estirpe que para não sucumbir de fome, teve de sobreviver durante longos meses comendo mel e casca de mandioca cozida.
Alcides Sakala Simões nasceu no Bailundo a 23 de Dezembro de 1953. É ainda um político angolano da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e membro da Assembleia Nacional de Angola. Em 22 de Agosto de 2024 escrevia em sua página: «O momento é de reflexão, concertação e diálogo, para os angolanos concretizarem a alternância que vai trazer a mudança. Uma mudança patriótica, democrática e inclusiva, nos marcos da Constituição e da lei.
O povo que representamos está mais pobre, mais miserável, passa fome, enfrenta penúria, desemprego, morre de fome e sobrevive da indigência, por isso, o Grupo Parlamentar da UNITA não pode estar satisfeito com o desempenho da Assembleia Nacional. As leis e resoluções aprovadas não tiveram impacto relevante na melhoria da qualidade de vida das pessoas, das famílias, dos trabalhadores e das empresas.
Não basta legislar; é necessário que as leis sejam justas e tenham impacto positivo na vida dos cidadãos. A fiscalização e o controlo exercidos pela Assembleia Nacional deveriam ter contribuído para a boa governação, transparência, responsabilização dos governantes, erradicação da fome e da pobreza e a construção de uma sociedade de justiça social e económica, de dignidade, prosperidade e felicidade das pessoas.
A corrupção aumentou, o favorecimento de empresas do regime aumentou por via da contratação simplificada e ajustes directos, o Estado de Direito retrocedeu, os principais referentes do Estado Democrático, como a liberdade de expressão, o tratamento igual dos partidos políticos, foram violados e desapareceram da prática de governação.
Todas as semanas ocorrem denúncias e relatos de execuções sumárias, graves violações dos direitos, liberdades e garantias fundamentais, o país tem presos políticos por delito de consciência. Aumentou a intolerância politica, até os Deputados da Assembleia Nacional não foram poupados; a maioria dos angolanos está desesperado.
O Estado está falido e governado por uma Constituição que não é a da República de Angola. Nesta hora difícil para a grande maioria das famílias angolanas que passa fome e não tem esperança de viver o presente nem o futuro, o Grupo Parlamentar da UNITA, vem reiterar o seu comprometimento de servir as angolanas e os angolanos»

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook de Alcides Sakala
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A ORDEM MUNDIAL XV - Henry Kissinger *
FRIVOLIDADES CONTEMPORÂNEAS - Crónica 3654 – 02.01.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto
Hoje, que já parece haver capacidade de fazer um micro robô do tamanho de uma vespa asiática em um bomba, é muito estranho que ainda não o tenham inventado; um qualquer desses insectos feito escaravelho, que pudesse entrar no ouvido de um qualquer PUTIM e fizesse PUM. Claro que, o seria enviado por um alto responsável da ONU como mensagem de PAZ. Faz falta haver um destes aparelhos milagreiros capaz de enviar alguém feito diabo, para Plutão…
Que assim o seja, um computador criado por forma a ser útil a mandar um qualquer cidadão de nomeada malvadez para o ciberespaço. Claro que por muita sensatez ou bom senso que isto possa ter, sempre o iremos ser manipulados por opiniões psicologicamente asseguradas em teorias opostamente consistentes. Cada vez mais nossa condição humana, o será moldada por factores inéditos de teorias novas…
Telemóveis, computadores e smartphones, aliados a tanta informação, opiniões e comentadeiros formam a condição de perfeita trindade para permanecermos permanentemente capturados; uma tão actual dependência que nos diminui a capacidade individual e reflecção intima que, hodiernamente nos submete a uma “inteligência artificial”. Algo que, inevitavelmente nos rebaixa o “quociente de inteligência” designado por Q.I.
Eu próprio, na qualidade de avô não posso referir a uma neta um simples dizer de “se Deus quiser” porque, logo virá numa atrevida candura feita reparo, uma nova versão repentistamente insana num desaforo e desamor, de que “Deus não existe”. Coisas que alteram profundamente nossa condição humana. Num repentinamente me sentirei múmia, metido numa anta, muito mais distante: lá da idade do cobre ou do ferro…
Como posso então explicar feitos da história, quase recente, do chamado Adamastor, o nome dado às tormentas passadas por Vasco da Gama, se contesta Deus. Estamos assim, a viver uma ficção transformista da cultura, torcendo o cientifico ou histórico por corriqueiras visões vistas nos dias de hoje como wokismo…
Uma quase nova percepção e consciência das questões relativas à justiça social e racial. Um vernáculo desviante das ancestrais culturas que os afro-americanos designaram de "stay woke" (em português: continue acordado ou desperto) e, cujo aspecto gramatical se refere a uma consciência contínua dessas questões. uma gíria mais genérica, amplamente associada a políticas identitárias, causas socialmente liberais, feminismo, activismo LGBT e outras questões culturais
Woke (totalmente desperto), é termo que aparece pela primeira vez na cultura política e nos anúncios políticos durante a eleição presidencial nos Estados Unidos em 1860 em apoio a Abraham Lincoln. O Partido Republicano cultivou o movimento para se opor principalmente à disseminação da escravidão, conforme descrito no movimento Wide Awakes.
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Falando das campanhas politicas, presidenciais entre outras, seja nos Estados Unidos da América ou no rasto do mundo, todas se transformaram em concursos mediáticos tendo entre seus gestores, peritos mediáticos de manuseamento de Internet como num vulgar possessos de marqueting. Estamos sim, a viver um período em que o futuro é determinado por forças alheias a toda a moderação.
FIM
Nota*: Com extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger, consulta em Wikipédia e ligeirezas do Soba …
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * MUJIMBO ANTIGO
- Crónica 3653 - 30.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
´C.A. Entre dúvidas escondidas no pormenor de factos conhecidos, dou-me conta que as frinchas, mostram versões velhas a que eu não forço ao pormenor para não suscitar ranhuras com os gigabites alheios, referindo tão-somente o que me parece ter lógica porque, por mais que nos esforcemos, há coisas que sempre ficam na charneira do mujimbo, entre aduelas de boatos.
Recordo então que Jonas Savimbi, sempre recusou o abandono da luta pelo que achava certo, não escolhendo cenários de exílio dourado como outros o fizeram e, diga-se em verdade que, foi o único dos líderes angolanos que sempre viveu e lutou no seio de sua terra, sua pátria. Digo eu, num propósito de dialogar com as duvidas de muitos.
Jonas Savimbi morreu há quase 23 anos, a 22 de Fevereiro de 2002, abatido pelas tropas angolanas. Morreu como viveu: a disparar e, mesmo depois de já ter sete balas alojadas no corpo. A Angola, tudo deu sem nada tirar, ao contrário de outros com contas, palácios e mansões no exterior e o desperdício de gastos, como por exemplo a compra de um relógio de 500 mil euros por um filho do Edu.
Um filho que só se babou de prepotência sem nunca ter trabalhado em algo visível; que nada fez em prol do povo! Fisicamente, Savimbi morreu mas, seu espírito está em toda a parte, mesmo fora de Angola! Alguém em seu nome continuará a ter quem defenda essa cultura, esse povo, essa forma de ser e de estar! Inicialmente foi enterrado em um humilde cemitério de Luena; com tempo, dele falaremos com os detalhes que o conduziram à morte …
Um amigo meu do Okavango no seu jeito enigmático de sempre deixar uma prega solta na minha costura do cerebelo disse: -Ele está vivo! Algures num lugar palaciano e bem protegido; aquilo de sua morte foi uma farsa muito bem engendrada pelas grandes potências. Vejam só o que a mente humana pode arquitectar (penso eu)?
E, esse meu amigo continuou: O que viram em fotos é uma tramóia muito bem-feita, um sócia de Savimbi e, não é certo saberem aonde ele foi enterrado para evitar um rodopio de peregrinos, disse este meu kamba que também teimou em não acreditar que os homens chegaram à Lua e que nela caminharam. Claro que desacreditei disto com um muxoxo fingindo com um pois talvez assim o seja, consentimento só para fazer de conta.
Não acredito nesta sua versão, disse eu por fim. Não tem lógica porque mostraram o corpo dele em várias posições e eu até pude referir de imediato ao ver a foto de que ele se terá matado pois que, na foto de Grande Reportagem do M´Puto pode ver-se um buraco escuro, feito por bala "queima roupa" em seu queixo do lado direito - que só ele poderia ter dado segundo a trajectória nada plausível de o ser de outro qualquer ângulo Era ele, sim!
Ele era destro! Rematei em termo definitivo! Meu amigo, deu de ombros assim como dizendo que cada qual ficava com a sua opinião. Não forcei a nota mas, ainda matuto em sua fricção pois que hoje, acontece muita coisa bem estranha!? As nossas conversas rebrilhando nas águas do Kubango vespertinavam com a kúkia (pôr-do-sol) bem no horizonte angolano e, por detrás de seus brilhos…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3652 - 27.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
Recapitulando: Em 1990 foi a vez de Pedro “Tito Chingunji”, jovem e brilhante secretário dos negócios externos e antigo representante do movimento em Washington, ser “fuzilado” por se ter tornado demasiado próximo dos americanos. Chingunji foi um dos negociadores dos acordos de New York em fins de 1988, que levou à retirada dos cubanos de Angola e realização das primeiras eleições.
A morte de Tito, levou à deserção de figuras de peso da UNITA e, ao fim das relações entre a UNITA e os Estados Unidos. O jornalista britânico Fred Bridgland, autor da biografia “Savimbi - a chave para África”, fez amizade com Chingunji durante a cobertura das operações do movimento e, já com ele a viver em Washington, colaboraram na preparação de um livro sobre o movimento.
Um dia, em um encontro em Washington, Chingunji informou Bridgland de que a sua mãe, pai, três irmãos e uma irmã, tinham sido executados por Savimbi e que a sua mulher e os filhos, dois bebés gémeos de um ano, estavam presos. Por isso, tencionava deslocar-se à Jamba para esclarecer a situação junto de Savimbi.
Chingunji viajou para a Jamba, mas não regressou a Washington. Foi preso, acusado de ligações à CIA e ao MPLA e ter tido um romance com uma das muitas mulheres e concubinas do Savimbi, que, refira-se, era poligâmico, aliás como a maioria dos africanos. Tentando salvar o amigo, Bridgland voou para a Jamba em 21 de Dezembro de 1988, um dia antes da assinatura do acordo de New York, foi ouvido por Savimbi e os 13 membros do seu politburo à sombra de uma frondosa árvore, não conseguindo salvar Chingunji e toda a sua família.
O jornalista denunciou Savimbi e o secretário de Estado James A. Baker exigiu explicações. O líder da UNITA respondeu numa carta de seis páginas em que acusava Tito Chingunji de estar envolvido com a CIA num plano para o derrubar e atribuiu as mortes a dois membros da UNITA que tinham desertado dois meses antes formando um novo movimento separatista na região de Cabinda.
Um sobrinho de Tito, Dinho Chingunji, nesse então ministro do Turismo de Angola, vivia ao tempo em Washington e disse que “éra uma mentira ultrajante”. Na peça “The Black Cockerel”, Savimbi entra em litígio com Tito Chingunji por divergências ideológicas, mas antigos membros da UNITA acusam Savimbi de ter passado a odiar o jovem Chingunji quando soube que este tivera um romance com uma das esposas em Paris, Ana Paulino Savimbi.
Ana era uma jovem elegante e linda que Savimbi converteu em primeira dama e passou a acompanhá-lo nas viagens pela América e pela Europa. Desta relação, Savimbi teve cinco filhos que vivem todos em França. Através de uma bolsa patrocinada pelos serviços secretos franceses, Ana foi tirar um curso de secretariado em Paris, onde conheceu Tito.
Entretanto, Savimbi, que ficara na Jamba, já trazia debaixo de olho duas irmãs sobrinhas de Ana: Raquel Matos de seu verdadeiro nome, que, quando da ida da tia para França, se tornou companheira de Savimbi, mais tarde foi estudar para Londres, casou com Tito Chingunji e acabou por morrer com ele; e Navimibi Matos, da qual Savimbi teve uma filha. Navimibi Matos morreu queimada viva, em 1981, num dia que Savimbi disse que ficaria na história da Unita como o “Setembro Vermelho”.
Referência: The Portuguese Times (NET)

Ilustrações de Pombinho da EIL
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3651 - 22.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto
A acção da peça decorre entre 1985 e 1992 e os personagens são Savimbi e Tito Chingunji, secretário dos Negócios Estrangeiros da UNITA entre 1980 e 1990 e representante do movimento em Washington e o americano Jack Abramoff, lobista ligado ao Partido Republicano e que conseguiu que Savimbi fosse recebido com passadeira vermelha na Casa Branca.
Em 2010 voltou a falar-se num filme sobre a vida do líder da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA). Com o título de Galo Negro em inglês (“The Black Cockerel”), existe uma peça teatral sobre Savimbi, da autoria do nigeriano Ademola Bello, o primeiro africano a obter um mestrado em arte dramática pela Universidade de New York.
“The Black Cockerel” estreou em junho de 2008 numa encenação da companhia do Out North Theatre de Anchorage, Alaska, onde o autor reside; esteve longe de ser um sucesso, mas teve pelo menos o mérito de atrair o interesse de Hollywood para a vida de um dos maiores líderes africanos. A acção da peça decorre entre 1985 e 1992 e os personagens são Savimbi e Tito Chingunji…
Tito que é secretário dos Negócios Estrangeiros da UNITA entre 1980 e 1990 e representante do movimento em Washington relaciona-se com o americano Jack Abramoff, lobista ligado ao Partido Republicano e que conseguiu que Savimbi fosse recebido com passadeira vermelha na Casa Branca. Em “The Black Cockerel”, Savimbi é um anticomunista em confronto ideológico com Chingunji e Abramoff…
Abramoff, encontra-se em Angola para que ele interceda junto do governo da África do Sul para autorizar a rodagem do “Red Scorpion”. O episódio do filme não é ficção; existe mesmo o filme, com argumento de Jack Abramoff, produzido pelo irmão, Robert, com um orçamento de 16 milhões de dólares, realizado por Joseph Zito e com o brasileiro José Fernandes como diretor de fotografia.
Estreou em 1989 e foi um dos últimos filmes da Guerra Fria que Hollywood também travou, propondo-se a ser, em relação a Angola, o que os filmes de Chuck Norris foram para o Vietname do Norte.O protagonista é o sueco Dolph Lundgreen, num agente da KGB enviado a África para abater um líder rebelde que combate um regime comunista apoiado pelos cubanos e, por influência de um jornalista americano, adere no fim aos guerrilheiros libertadores.
Inicialmente, “Red Scorpion” esteve para ser feito na Suazilândia, que negou autorização devido à coligação Artists e Athletes Against Apartheid por violar o boicote da África do Sul que pressionava o fim da segregação racial e a libertação de Nelson Mandela, mas o governo sul-africano borrifou-se nos protestos e autorizou a rodagem na Namíbia. Em 1994, os irmãos Abramoff rodaram um “Red Scorpion 2” nas Filipinas e com outros intérpretes, mas nesta altura Frank Abramoff não está disponível para o filme sobre Savimbi…
O famoso “lobisomem” envolveu-se num escândalo de corrupção de vários congressistas, foi condenado por fraude e só sai da prisão em 1 de Dezembro próximo. Um dos projetos mais importantes de Jack Abramoff, através da sua Freedom Research Foundation, foi a Internacional Democrática, encontro de chefes de movimentos anticomunistas da Nicarágua (Contras), Afeganistão e Laos realizado em 1985 na Jamba e patrocinado por Lewis Lehman, ininciador dos Contras e Jack Wheeler, propagandista da Nova Doutrina de Ronald Reagan.
Referência: The Portuguese Times (NET)
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
A ORDEM MUNDIAL XIV - Henry Kissinger *
FRIVOLIDADES CONTEMPORÂNEAS - Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
- Crónica 3650 – 17.12.2024
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Amieiro do M´Puto
O que as forças americanas e da NATO encontraram no Afeganistão, já o era de quase um século atrás: Em cada homem vivia um guerreiro, um politico e um teólogo, em cada casa existia uma verdadeira fortaleza como do tempo feudal; em cada clã havia rancor; em todas as tribos havia contas a ajustar, umas com as demais. Nada mudou até agora. Os talibãs continuam a ameaçar de morte todos os que participam em instituições democráticas.
Osama Bin Laden teria de ser encontrado e morto pelo que foi dito: O Afeganistão poderá envolver o mundo no seu perene estado de guerra. Quanto ao Iraque e, tendo Bush na presidência, implementar ali uma democracia pluralista no lugar da lei brutal de Saddam Hussein revelava-se mais difícil do que derrubar o ditador Ali, e, os Xiitas, há muito descriminados, tenderam a equipar a democracia na proporção da sua superioridade numérica, enquanto os sunistas recorreram ao boicote às eleições do ano de 2004.
Os Curdos, a norte, reforçaram as suas capacidades militares, chacinados que o eram antes, por quem mandava em Bagdade, apropriando-se de campos petrolíferos e exigindo independência. E, porque cheirava a petróleo - Os Estados Unidos da América que travam após a Primeira Grande Guerra Mundial, a da Coreia, do Vietname e primeira Guerra do Golfe durante a presidência de George H.W. Bush, concretizam os objectivos propostos sem profunda discórdia interna…
Em 1968, os Estados Unidos, União Soviética e o Reino Unido, negociaram o chamado Tratado de não Proliferação de armas Nucleares (TNP). Este tratado propunha impedir o alastramento de armas nucleares. A França e a China aderiram a este tratado no ano de 1992 tendo no entanto dificuldades em se impor como norma internacional.
Com o fito de usar energia nuclear para fins pacíficos, a Líbia, Síria, Iraque e o Irão, continuaram a desenvolver programas nucleares clandestinos, violando o tal TNP, chamado por alguns de “apartheid nuclear” e, que a Coreia do Norte continuasse a fabricar tecnologia nuclear sem qualquer controlo internacional. Nos dias que correm e perante s informações que chegam ao grande público, em geral, os que determinam a Ordem Mundial andam de mãos dadas…
Isso! De mãos dadas com a conhecida Cibertecnologia e inteligência artificial (IA), remetendo os tanques de guerra para uma cavalaria do passado, brinquedos de lata para assar humanos como se o fossem castanhas de outono, os aviões em artilharia moderna teleguiada e os porta-aviões como fortalezas ou aeródromos moveis.
Contemporaneamente, o poder de computação com tecnologias de ponta na área de informação, ondas curtas, modulada e médias encavalitadas em nuvens de morte súbita, ditam quanto baste ás esferas do poder seu poderio em nossa existência fazendo de cada qual uma estátua de sal como em tempos muito idos aconteceu com a mulher de Ló, sobrinha de Abraão.
Não demorará vemos robôs nas primeiras linhas de combate porque entre os humanos, a morte é coisa horrenda. Ter em conta que há hoje mais de cinquenta milhões no Globo Terrestre a usar a “internet” tendo conhecimento ao segundo de tudo o que se passa do outro lado do Mundo. Bom! Já me ofereci como voluntário a Elon Reeve Musk para ir habitar Marte em seu programa de SpaceX mas, o mais certo é ir antes, para Plutão…

Nota*: Com extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger, consulta em Wikipédia e ligeirezas do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
:O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3648 – 10.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Como podemos nós acrescentar à ciência o entendimento de simplicidades tão abrangentes; uma mão amiga! As pedras surdas e mudas que não podem testemunhar porque elas têm seu próprio destino, transformar-se em pó, e nós, em coisa nenhuma. Para provar que o que tem de acontecer acontecerá, haverá sempre um milagre a alterar o curso do destino, pequeno ou grande!
Desta feita tem o nome de “Kikas Xirikwata”, no feminino, que move vontades e ternuras a alterar este simples destino, seu toque milagreiro de bem-haja, pequenas de grandes coisas que fazem a diferença! Ora, relembrando: No ano de 1970 e 1971 com o lançamento da operação “Siroco” e “Rojão RH” a região do Leste de Angola é completamente dominada após a realização de operações especiais aos quais participaram Comandos…
Comandos, Páras, Fusos e o Esquadrão a Cavalo estacionado em Silva Porto, actual cidade do Cuíto. As autoridades portuguesas instauram um prémio de 100 contos a quem entregasse Jonas Savimbi, vivo e, outro de 50 contos, pela cabeça de Antunes Kahali, um comandante da UNITA conhecido pela prática de sua crueldade.
Mas, num agora posterior, “os periclitantes novos membros estão profundamente preocupados com as repetidas acusações de abusos dos direitos humanos em Angola e, em particular, às mortes de Tito Chingunji, Wilson dos Santos e suas famílias. “A situação fica particularmente delicada porque “Tito” alegou que o seu plano beneficiava de apoio actuante da CIA”.
São desconhecidas as movimentações de Backer mas, é conhecida a carta que o presidente e vice-presidente da “Senate Select Comité on Intelligence”, respectivamente David Boren e Frank Murkowski, enviaram a George Bush: Podemos nunca saber quem foram os responsáveis por estes crimes, mas o Dr. Savimbi tem de aceitar a responsabilidade pelo facto de terem ocorrido na jurisdição controlada pela sua organização politica e militar.
O facto de estes acontecimentos, terem acontecido depois da paz ter chegado a Angola, deixa-nos apreensivos. Espera-se por isso que certas e especificas acções sejam tomadas por ele, Jonas Savimbi que comanda o movimento UNITA. Voltando ao Antunes Kahali, este, decepava os órgãos sexuais dos militares portugueses abatidos, expondo-os com frases insultuosas nas aldeias e carreiros ali chamados de picadas.
Diz-se que o major Vitor Alves arrecadou o prémio apresentando uma cabeça que não era a de Kahali pois este soube-se ter falecido na Jamba em uma data posterior. Nesta mesma altura, o MPLA cria um grupo chefiado por Manuel Muti que tinha a obsessão de matar Savimbi. Fracassada essa tarefa, Muti adere à “Revolta do Leste” e acabando por mais tarde se entregar às “NT- Nossas Tropas”
NT, era talqualmente como se davam a conhecer as tropas do M´Puto em seus relatórios. Foi no lugar de Ninda que este aventureiro da guerrilha se entregou. Com o MPLA derrotado militarmente no Leste, Portugal desencadeia nova operação especial contra as bases de Savimbi, saldada por elevado número de baixas entre os guerrilheiros…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3647 – 04.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018
- “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
Estando eu na odisseia da diáspora “Kikas Xirikwata” por terras de Ovoboland e, no final do ano de 2014 no alpendre de soalho e tecto em madeira da Guest House Willtop de Vanda Potgieter, pude repensar em fim de tarde os últimos dias percorridos entre Okavango na Faixa de Kaprivi e os desertos de Swakopmund, pelas quenturas agrestes dos morros de Ozakos e Kiribib.
Pude rever esta matéria com “João Miranda”, o chefe dos khoisans do batalhão Búfalo, quando da invasão a Angola naqueles primeiros tempos da invasão Sul-Africana. Também senti um desassossego de excitação inquieta nos porquês mal respondidos e, que só África nos transmite; há fogos em guerrilhas escondidas com vinganças incompreendidas, queixas e gemidos, quiçá chorando nova dores, quebrando os hábitos dum quotidiano em noites de espaços perdidos.
O que foi e, como foi que aconteceu é uma ideia que sempre nos acode e adianta ao acontecido. África é imprevisível na soma de angústias, incêndios com sinais de pavor, traficâncias com segredos de podridão. Deus não se vai fiar em qualquer um, por muito boas que sejam a recomendações.
Esta temeridade advém de coincidências da África, de guerras subterrâneas do poder, do branco e do preto, das coisas que dão zebra. Na reunião de 1988, diz Savimbi: “Tito confessou que pretendia derrubar-me ou envenenar-me com um tipo de veneno de camaleão bem conhecido pelos angolanos”. “Na altura em que a estória emergiu, “Tito” que nomeou Wilson como conspirador, estava convencido de que um acordo poderia ser fechado com o MPLA, se eu fosse afastado.
São coisas dos últimos e antigos tempos e, embora seja cruel deixar os kotas mais-velhos sem resposta; as pessoas, genericamente, não escolhem as sombras que têm e, também o amanhã que não pertence a ninguém! Isto acontece no “This is África”! Lugar, aonde tudo é possível. Na voz do bom senso, terei de esperar o amanhã, sem mais nada ter que fazer e, em paz, divorciar-me de mim, dando a chave do cofre ao mestre da charrua da vida.
E, porque foi que vim aqui, se não era necessário afastarmo-nos tanto, a um lugar tendo por testemunho absoluto o céu que nos cobre, para onde quer que se vá. Entretanto a UNITA chamava de “criminosos de guerra” a Almeida Santos, António Guterres e Durão Barroso. Em 1988, no Palácio de Belém, Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, agracia com a Ordem do Infante Dom Henrique o empresário Horácio Roque…
E, cuja mulher, Fátima Roque, acompanha Savimbi num périplo por vários países. E. só em 1992, pela primeira vez, é que João Soares se demarca de Savimbi ao certificar-se de que este mandara fuzilar os dirigentes da UNITA Tito Chingunji e Wilson dos Santos. Tito e uns quantos mais – entre eles Fred Bridgeland, um britânico, autor da biografia oficial de Savimbi e autor de outros artigos que denunciava a crueldade, associada a eventuais desvios mentais de Jonas Savimbi…
Tudo isso e, também uma tal de Olga Mundombe, estudante da UNITA nos EUA, e recentemente afastada do movimento – desenvolveram um plano para destruir a minha reputação (de Savimbi), alegando violações dos direitos humanos com uso de drogas, numa tentativa de criar um clima favorável a “Tito” para tomar a presidência. O plano alternativo era envenenar-me na Jamba e arregimentar jovens e outros indecisos à sua suposta bandeira, diz Savimbi…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
A ORDEM MUNDIAL XIII - Henry Kissinger *
FRIVOLIDADES CONTEMPORÂNEAS - Escritos boligrafados na desordem actual
- Crónica 3646 – 02.12.2024
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto
E, Nixon estava certo ao afirmar que os chineses, inevitavelmente iriam ser no futuro uma potência económica mundial em varias vertentes: o futuro, é agora. O próprio Chu En-Lai, tomou isso em conta nos diálogos que mantiveram posteriormente. Revendo Nixon, teremos hoje de encostar às cordas Trump por bronco grunho que o é, insuportavelmente bruto.
O presidente Reagan estava convencido de que a intransigência comunista se alicerçava mais em ignorância do que em má-fé, mais em equivoco do que em hostilidade. Reagan nos finais da década de oitenta do século XX, disse: “os governos que assentam no consentimento dos governados, não declaram guerra aos vizinhos”.
E isto mesmo, veio a acontecer com a invasão da Crimeia em 2014 e da Ucrânia em 24 de Fevereiro de 2022 com a Europa olhando distraidamente, a propósito, somente para o seu umbigo, assobiando para lado nenhum e permitindo ao despudorado líder presidente Putin da Rússia, avançar com sua ousada vontade de alargar de novo suas fronteiras. O certo é que o Mundo anda borrado de medo com este jogador de poker!
Na URSS com Gorbatchev, este compreendeu que a União Soviética teria de mudar de rumo mas, subestimou o grau de fragilidade do sistema soviético ao implementar seus programas reformistas de transparência (glasnost) e reestroturação (perestroika) abrindo as portas a forças demasiado desorganizadas para fazer valer reformas genuínas…
Forças demasiado desmobilizadoras na sustentação de uma liderança totalitária proporcionando o surgimento de Putin. Entretanto, no ano de 1989 com Bush na presidência da USA, dá-se a queda do Muro de Berlim – o fim real da chamada Guerra Fria. E, aconteceram a Guerra do Golfo, com Bush a derrotar a agressão iraquiana contra o Koweit…
Um intervenção conjunta de aliança de vontades no seio da ONU, que veio também a originar a derrota infligida a Saddam Hussein após a invasão do Koweit no ano de 1991. Já com Clinton como presidente, o jihadismo, procura espalhar a sua mensagem elegendo os valores e instituições ocidentais, em particular os Estados Unidos como principal alvo e, que culminou com a destruição à bomba no Word Trade Center de Nova Yorque, bem no coração da grande América.
Pois, era o Alcorão a abrir caminho a normas jurídicas estranhas à Charia. Aconteceu a 11 de Setembro de 2011, abrindo a nova era de confrontos ideológicos militares na via terrorista de um vale tudo sucedendo às antigas e angustiantes discussões sobre as “lições do Vietname”, perfilando-se três décadas depois nas guerras do Afeganistão e do Iraque…
Guerras na qual a América retiraria de forma torpe, como soe dizer-se com o rabo a arder. A Guerra do Afeganistão teve um consenso internacional e, pela primeira vez, a NATO aplicou o artigo 5º do Tratado . Nove dias após os ataques do 11 de Setembro, o presidente George W. Bush, emitiu um ultimato aos dirigentes Talibãs do Afeganistão que aceitavam a Al-Qaeda: Entreguem aos Estados Unidos todos os lideres da Al-Qaeda que se acoitam em vosso território…
Ilustrações de Assunção Roxo
Nota*: Com extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger, consulta em Wikipédia e ligeirezas do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
A ORDEM MUNDIAL XII - Henry Kissinger *
FRIVOLIDADES CONTEMPORÂNEAS
- Escritos boligrafados na desordem actual - Crónica 3642 – 14.11.2024
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Estamos em Novembro de 2024. E, Trump ganhou as eleições nos USA! Sendo assim, põe-se em duvida se a Europa não virá a ser dominada por Moscovo; isto é pertinente se por ventura os países membros da EU – União Europeia, não tomarem a sério o caminho de o serem auto-suficientes em sua própria defesa, devido às mudança no equilíbrio geopolítico no Mundo.
Ter-se sempre em conta a pressão constante do Rússia sobre o Ocidente. Essa pressão, só pode ser contida mediante a aplicação hábil e vigilante de uma força antagónica nos pontos geográficos e políticos em constante mudança. Em caso algum, o Ocidente pode baixar a guarda.
O presidente Johnson que avaliava a guerra do Vietname nos temos tradicionais de defesa de um povo livre contra o avanço do totalitarismo, foi obrigado a tudo mudar, por via das grandes manifestações de rua feitas pelos estudantes, um pouco por toda a América.
Nos anos subsequentes à sua presidência que terminou em 1969, os homens dos galões, arquitectos da guerra, repudiaram publicamente as suas posturas no Vietname exigindo o fim das operações militares e, sua retirada em troca do mero regresso de todos os prisioneiros.
Quinhentos mil soldados americanos combatiam nessa distante terra do Vietname quando Richard Nixon, o presidente de então, assumiu pôr fim à guerra. Fechava assim um capitulo negro e pesaroso para essa poderosa América. Aqui sim! Perderam pelo desgaste… Nixon ordenou a retirada das tropas americanas a um ritmo de 150 mil homens por ano, pondo fim aos combates terrestes no ano de 1971.
Houve nitidamente por parte dos “States” uma deficiente avaliação da maneira de pensar de Hanói; em verdade foi um processo doloroso para os protagonistas. Aqui chegados verifica-se: A América perdeu a sua primeira guerra e, com ela, o fio da meada de uma concepção de Ordem Mundial.
Nixon extemporaneamente falou da China nestes termos: - O povo chinês é criativo, é produtivo e, um dos povos mais capazes do Mundo e, 800 milhões chineses inevitavelmente irão ser uma grande potência económica, com tudo o que isso significa em termos do que poderão ser em outras áreas se prosseguirem em essa direcção.
Quanto a mim, um simples cidadão de pé de chinelo cruo, uma quase cruel afirmação tapeando o bom senso de quem sabe dali, da China, saírem produtos baratos por via de trabalho escravo oriundo de um PCC, Partido Comunista Chinês perito na dissimulação, na mentira e, nas práticas mais horrendas na exploração humana. Vivemos numa falácia torpe e permanente, saídas de quem só se esperava grandeza…

Nota*: Com alguns extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger, consulta em Wikipédia e muxoxos do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, já quase no ano Dois Mil
Crónica 3641 – 11.11.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Carlos Morgado era dos poucos representantes no exterior que tinha linha direita com o presidente da UNITA (sem ter que passar pelo coordenador da M.E, Isaías Samakuva). Carlos Morgado, foi o primeiro a denunciar que o regime angolano, estava a manter negociações com o general Kamorteiro que estava na condição de capturado e que a direcção da UNITA não validava.
Foi nesse então dado como radical pela média angolana após criticas ao PR, José Eduardo dos Santos através de reacções duras. JES “vingou-se” de Carlos Morgado rejeitando-o mais tarde a proposta para integrar o GURN como Ministro da Saúde.
Avançando no tempo, o fim da guerra em 2002 e durante a vigência da Comissão de Gestão foi desmobilizado como brigadeiro e elevado a Secretario dos Assuntos Sociais da UNITA. No IX congresso que elegeu Isaías Samakuva como Presidente do partido, o mesmo desempenhou papel preponderante, coadjuvando Abel Chivukuvuku no “Estado-maior da Campanha”.
Morgado foi o responsável pela integração dos ex-quadros da UNITA da Saúde (na maioria enfermeiros) no sistema da saúde pública governamental. No X congresso, foi mandatário da campanha de Abel Chivukuvuku no conclave que o renomeou. Após o conclave foi indicado Secretario da Saúde e Ambiente, cargo que depois veio abandonar quando decidiu regressar a Lisboa para fazer um Mestrado em Saúde Pública.
Após a conclusão do mestrado, regressou a Angola prestando assessoria a trabalhos na “Open Society”, tendo colaborado e realizado palestras com temas ligados à saúde nas páginas do Jornal Folha 8. Em finais de 2009, esteve envolvido num projecto sobre saúde pública na Universidade Católica de Angola.
Foi Professor das Universidades Metodista e Católica de Angola. Personalidades que já trabalharam com ele descrevem-no como “pessoa muito inteligente, eticamente humilde e aberto ao diálogo”.
Entretanto, Celita Morgado, esposa de Carlos, saia com seu filho para Portugal a encontrar-se com ele. Será deles que dependerá voltarem ou não para Angola. Serem da UNITA, ou deixarem de ser da UNITA.
Quanto ao guerrilheiro Jonas Savimbi, mestre em manobras tácticas, subindo e descendo rios, sem qualquer abastecimento, terminou a vida encurralado; enquanto as moscas circundavam o corpo do guerrilheiro, José Eduardo dos Santos era nesse então, recebido por Bush na Casa Branca. O que é que os americanos irão aprontar a seguir às mortes dos seus amigos e aliados! Dá para pensar…
Ilustrações de Cota Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …
(Continua…)
O Soba T'Chingange
A ORDEM MUNDIAL XI - Henry Kissinger*
FRIVOLIDADES CONTEMPORÂNEAS
- Escritos boligrafados na desordem actual - Crónica 3638 – 29.10.2024
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O Canal do Panamá, inaugurado em 1914 deu à América um estatuto de vantagem decisiva em qualquer conflito regional, tanto do lado do Oceano Atlântico como do Pacifico. Com a politica do “Big Stik”, o presidente Roosevelt, mesmo assim, foi o primeiro americano a receber o Nobel da Paz.
Fazendo sucesso com essa prática de «falar com doçura brandindo um grande pau», o grande porrete bem atrás das vistas e orelhas, foi eficaz. Suas iniciativas, levaram os Estados Unidos da América a ter a maior frota naval, tornando-se uma Polícia Internacional, tendo mudado o curso da história e evitando a destruição do legado cultural e político da Europa.
Coube a Harry S. Truman, presidente dos USA, concretizar a ideia de uma organização internacional a que foi dado o nome de Organização da Nações Unidas. A carta fundadora assinada em São Francisco em 1945, combinava duas formas d deliberação internacional.
A qualidade de membro da Assembleia Geral era Universal e baseada na doutrina da igualdade dos estados – um estado, um voto. Um pequeno - grande senão, foi a inclusão do direito a veto às grandes potências de USA, China, França, Reino Unido, Rússia, os chamados de P5, tornando uns mais iguais que todos os demais.
O Conselho de Segurança, tem como “membros permanentes” com direito a veto às cinco grandes potências acima referidas. Este Conselho foi investido na responsabilidade especial de «manter a paz e a segurança internacionais». E, foi um Plano chamado de Marschall que em 1948, lançou um programa de recuperação que viria a restabelecer a saúde económica da Europa.
Foi Dean Acheson, secretário de Estado de Truman que presidiu à cerimónia comemorativa da fundação da NATO – Organização do Tratado do Atlântico Norte, pedra angular da nova ordem internacional patrocinada pelos americanos. A NATO, representa hoje uma nova via para a consolidação da segurança europeia.
O pesadelo que sempre assombrou os aliados durante a chamada Guerra Fria, foi o colapso da União Soviética no ano de 1990. As nações que se filiaram na NATO, contribuem com alguma foça militar, mas o grande significado disto era, e é, um bilhete de entrada para o abrigo do guarda chuva nuclear da América.
Tudo o que Truman edificou com garantia unilateral sob a alçada da NATO, corre o perigo de se desmantelar neste ano de 2024 (5 de Novembro), se porventura nos Estados unidos da América ganhar as eleições o aventureiro anárquico chamado de Trump. Tomara que esse senhor Trampas, não tome as rédeas daquele “povo escolhido”, como polícia do Mundo. Estou fazendo figas porque, o tempo “ruge”…

Nota*: Com alguns extractos do livro “A Ordem Mundial” de Henry Kissinger, consulta em Wikipédia e ligeirezas do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Diáspora após a “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”
Crónica 3636 –23.10.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O filho de Mário Soares, João Soares, deputado socialista e antigo presidente da Câmara de Lisboa, esteve três vezes na Jamba e da última vez, ficou gravemente ferido quando a avioneta se despenhou no fim da pista de terra batida, segundo se diz por estar demasiado carregada com marfim.
Nos EUA, Ronald Reagan, George Shultz, Jeane Kirkpatrick e outras figuras de proa do Partido Republicano não se cansavam de elogiar Jonas Savimbi como um grande líder anticomunista. Comparado com Reagan, o guerrilheiro era um intelectual. Falava fluentemente português, inglês e francês e usava estas línguas nos contactos com políticos, diplomatas ou jornalistas.
Savimbi foi um homem corajoso e ardiloso: combateu os comunistas com ajuda dos capitalistas e vice-versa, lutou pela negritude aliando-se aos brancos sul-africanos do apartheid e combateu o colonialismo português aliando-se à Pide e ao exército português no leste de Angola, onde chegou a ser assistido por médicos militares portugueses.
O envolvimento dos Estados Unidos em Angola começou em 1960 com ajuda à FNLA e durante a guerra civil de 1975/76 apoiaram também a UNITA, os dois movimentos anticomunistas. Com a derrota da FNLA, os americanos voltaram-se para a UNITA e, este apoio atingiu 90 milhões de dólares em 1990.
Além da ajuda americana, a UNITA tinha os diamantes que proporcionava lucros anuais de um bilião de dólares, mais dinheiro do que o tesouro da maioria dos países africanos e, com essa capacidade financeira, conseguiu criar melhores quadros militares e civis do que o MPLA…
E, tudo indicava que estava em melhores condições para governar o país, mas quem falhou foi o próprio Savimbi, que concentrava todo o poder e, apesar de toda a sua cultura, enfermava de um disfarçado tribalismo primário. Entretanto a vida continuava em Angola. De forma periclitante a casa da circunscrição continuava a ser praticada, a residência do administrador já o era - outra coisa qualquer, talvez um comité ou um centro da OMA. A granja agrícola estava minada com instrumentos de morte redonda, o armazém de alfaias ficou a enferrujar o tempo.
As sementes seleccionadas deixaram de ser distribuídas pelo organismo da agricultura; ao tanque carradicida e ao posto médico, deram-lhe outra utilidade. A estação dos Correios, o Tribunal, a Capela, os fornos de cal e tijolo, o silo, a carrinha “chevrolet”, o forno de pão, a sanzala, os cipaios e a missão, deixaram de o ser no mesmo jeito...Tudo se tornou num mundo irreal, monstruoso, somente um faz de conta que fazia gerir o dia-a-dia, à toa.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …
(Continua…)
O Soba T'Chingange

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