DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESSO DA UNITA – Adalberto da Costa Júnior, foi reeleito Presidente da UNITA…
- Crónica 3715 – 06.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Através da Agência LUSA - Adalberto Costa Júnior foi reeleito no domingo, dia 30 de Novembro presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), derrotando Rafael Massanga Savimbi na corrida à liderança do maior partido da oposição angolana. ACJ, conquistou a preferência de 1.100 dos 1.210 delegados votantes, obtendo 91% dos votos, segundo a ata lida pelo coordenador da comissão eleitoral Alcides Sakala, cabendo os restantes a Massanga Savimbi - 9%.
Adalberto Costa Júnior lidera a UNITA desde 2019, num percurso marcado por um "preço político" e "resiliência" elevados, como disse o próprio na manhã, pouco depois de votar, referindo-se ao seu primeiro mandato "irregular" de dois mais quatro anos: dois primeiros anos resultantes do congresso de 2019 e quatro anos decorrentes do congresso repetido de 2021 até ao conclave recentemente realizado.
A primeira eleição de Adalberto Costa Júnior para a presidência da UNITA ocorreu a 15 de Novembro de 2019, no XIII Congresso Ordinário, quando o então líder da bancada parlamentar do partido obteve 594 votos em 1.111, cerca de 53%, sucedendo a Isaías Samakuva, que chefiou a formação politica durante 16 anos, após a corte de Savimbi
Esse congresso viria a ser anulado pelo Tribunal Constitucional em Outubro de 2021, na sequência de uma acção interposta por militantes da UNITA. O tribunal concluiu pela nulidade do XIII Congresso, de 2019, invocando "irregularidades à dupla nacionalidade" de Adalberto Costa Júnior à data da candidatura e violação dos estatutos do partido.
Na sequência dessa decisão, a UNITA realizou um novo congresso em Dezembro de 2021, no qual Adalberto Costa Júnior voltou a ser eleito. Dessa vez, apresentou-se como candidato único, reunindo mais de 96% dos votos dos delegados presentes, e consolidou a sua liderança no partido do em vésperas das eleições gerais de 2022, em que foi cabeça de lista, obtendo o melhor resultado de sempre para o partido.
Com a reeleição, Adalberto Costa Júnior consolida a sua posição na liderança partidária e mantém-se como principal rosto da oposição angolana. Logo a seguir às eleições presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, nomeia o candidato derrotado ao 14.º congresso ordinário da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, como Vice -Presidente da bancada Parlamentar da UNITA
Sem perder tempo, Rafael Massanga Savimbi na nova qualidade de Vice- Presidente, assinando-se como Deputado nomeia e felicita na primeira pessoa os quadros por si nomeados para os desafios do Partido UNITA citando-os: de colegas, a saber::
1.º Arlete Imbinda - Vice-Presidente para a Área Político-Social da UNITA
2.º Simão Dembo - Vice-Presidente para Administração e Património da UNITA
3.º Álvaro Daniel Quicuamanga - Vice-Presidente para Organização e Administração Eleitoral da UNITA
4.º Liberty Chiyaka - Secretário-Geral da UNITA
5.º Albertina Navemba Ngolo - Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA
Rafael Massanga Savimbi terminou assim dando os parabéns com os desejos de fazer acontecer para se atingirem as metas de 2027!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES V – ANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I
- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista
- Crónica 3714 – 04.12.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .
A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.
O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.
Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.
Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída. A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!
Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.
E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros …
E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de T´Chingange, o Soba
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Em tempo de XIV CONGRESSO DA UNITA – Suspeitas de truque visto pelo General Kamalata Numa a uma violação à constituição da Nação - Luanda.**
- Crónica 3713 – 21.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…
Pelo General Kamalata Numa no Huambo a 16/11/2025 é dito: A decisão anunciada pela direcção do MPLA de substituir Carolina Cerqueira por Adão de Almeida em pleno momento do Congresso da UNITA, e, no auge da tensão do “terceiro mandato” e às vésperas do próprio Congresso do MPLA, não é um simples movimento administrativo. É antes, uma tentativa deliberada de reconfigurar a linha de comando institucional do Estado para blindar o projecto pessoal de João Manuel Gonçalves Lourenço, mesmo que isso implique violar a estrutura constitucional da República de Angola.
O que está em causa não é Carolina Cerqueira. O que está em vista é o Poder Legislativo da República de Angola que, por consequência, é posta em causa a República - ela mesma. A filosofia política explicita que há dois caminhos para se forjar a tirania: Sendo assim temos que: PRIMEIRO CAMINHO - A concentração do poder pela força; e, a manipulação silenciosa das instituições até que a lei deixe de ser limite e passe a ser instrumento; SEGUNDO CAMINHO - o mais perigoso, porque se apresenta como “normalidade institucional” que é o que se observa em Angola. A substituição da Presidente da Assembleia Nacional por via de uma deliberação partidária, sem processo regimental, sem eleição parlamentar e possivelmente por uma figura que não é deputado efectivo, constitui um ataque frontal ao princípio filosófico que estrutura qualquer democracia digna: o Estado é regido por leis, não por vontades.
Quando um partido decide quem preside um órgão de soberania sem recorrer aos mecanismos formais desse órgão, o que se afirma é uma filosofia política totalitária: a vontade do Presidente a prevalecer sobre a Constituição. A Constituição determina que a Assembleia Nacional tem autonomia organizativa, o que inclui a eleição, substituição e funcionamento da sua Mesa. Nenhum órgão externo - muito menos um órgão interno de um partido político, pode decidir quem preside a Assembleia Nacional. Tal interferência ofende directamente o princípio constitucional da separação de poderes e viola o artigo 160 da Constituição.
O Regimento é claro: - Artigo 18.º: o Presidente da Assembleia é eleito entre deputados proclamados; - Artigo 19.º: a Mesa definitiva resulta de eleição em sessão plenária; - Artigo 20.º: qualquer substituição exige processo formal de “passagem de pastas”. Nenhum destes passos foi sequer anunciado, quanto mais cumprido. Se Adão de Almeida não for deputado efectivo, a sua designação é materialmente inconstitucional, pois o Regimento não admite Presidente da Assembleia que não tenha mandato parlamentar. Assim sendo, qualquer alteração na Mesa requer: Proposta formal; Debate; Votação em plenário; Acta; e Publicação no Diário da República. Nada disso pode ser substituído por “decisão do Bureau Político”. Logo, do ponto de vista jurídico, a decisão é: Inexistente (não nasce para o ordenamento jurídico, por falta de forma); Nula (porque contrária à Constituição e ao Regimento); e Usurpadora de poderes (porque um órgão partidário não tem competência sobre órgãos de soberania). A crise não está na Assembleia. Está no Palácio Presidencial.
O MPLA procura: Primeiro - controlar preventivamente o Parlamento; Segundo - alinhamento da Mesa da Assembleia com a agenda do “terceiro mandato”, Terceiro - neutralizar qualquer possibilidade interna de resistência e, Quarto - produzir jurisprudência partidária que legitime retroactivamente acções ilegais. A escolha de Adão de Almeida - um jurista moldado na engenharia constitucional que permitiu a eleição indirecta de 2017 e as manipulações subsequentes - revela a intenção: blindar juridicamente um projecto político ilegal. É a transformação da Assembleia Nacional num departamento jurídico do Executivo. A substituição forçada é um sinal de que o regime entra numa fase de: Governabilidade coerciva; Produção acelerada de normas para auto-protecção; Perseguição às candidaturas alternativas no MPLA; Subjugação total do Parlamento ao Executivo; e Reversão das liberdades e pluralidades que ainda sobrevivem.
É previsível que o regime percorra os seguintes passos: Primeiro - Ocupar a Presidência da Assembleia com um quadro jurídico fiel ao Presidente. Segundo - Emitir pareceres e interpretações “criativas” que deem suporte ao terceiro mandato. Terceiro - Filtrar ou impedir candidaturas internas no MPLA, para produzir um Congresso controlado. Quarto - Condicionar a agenda legislativa para impedir fiscalizações reais, audições, ou iniciativas opositoras. Quinto - Bloquear, reinterpretar ou anular instrumentos de fiscalização do Executivo. Sexto - Legitimar internacionalmente a narrativa de “normalidade constitucional”, ocultando a manipulação.
AR
O que se apresenta como simples mudança da Mesa é, portanto, um movimento de captura total do poder político e jurídico, a caminho da suspensão material da democracia angolana. Do ponto de vista jurídico-constitucional: Fere a autonomia do Parlamento; Viola o Regimento; Subverte a Constituição; e Constitui usurpação de poderes de um órgão de soberania. Do ponto de vista político: É instrumento para viabilizar o terceiro mandato; Reorganiza o regime para um ciclo autoritário; e Desestabiliza o equilíbrio entre Executivo e Legislativo. Do ponto de vista filosófico: representa o triunfo da vontade sobre a lei; e Confirma que o regime abandona a racionalidade republicana para adoptar uma lógica de poder absoluto.
Em síntese: não é apenas a substituição de Carolina Cerqueira. É a substituição da Constituição pela vontade do Presidente. É a substituição da República por um projecto de poder pessoal. Verificados na prática destes pressupostos, urge a mobilização de todos deputados na Assembleia Nacional para anulação desse simulacro pelo voto secreto de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Nacional, incluindo o voto dos Deputados do MPLA. Os Deputados desta vez não devem votar de mão levantada. A sociedade civil deve-se manifestar para impor o respeito pela soberania popular. A nuvem da Argentina já passou e deixou Angola com os seus reais problemas.
Unidos venceremos a tirania…
OBRIGADO!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3712 – 20.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi
Candidato N.ª 2 ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.
Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.
Ao fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:
- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;
- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;
- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;
- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.
Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.
A independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.
Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:
- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.
A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.
Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola
O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**
- Crónica 3711 – 08.11.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).
Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.
O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.
Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”
“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…
O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.
Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.
Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos pelo mundo.
Nota 2: ** parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda
Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES IV – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3710 - 06.10.2025
- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Por toda a áfrica austral se deu incremento a novas experiências económicas promissoras alastrando sua expansão até ao Cabo de África. No Congo, o rei N´Zinga N´Kuwo, tornou-se muito poderoso formando um exército de 5000 homens e feito prisioneiros muitos súbditos que em seguida eram vendidos como escravos.
Em verdade, o rei não tinha incentivos para adaptar o arado em grande escala ou tornar o aumento da produtividade agrícola a sua prioridade – exportar escravos era bem mais lucrativo.
E, parece ser verdade que os africanos confiam menos uns nos outros do que em indivíduos de outras partes do Mundo. A possibilidade de serem capturados e vendidos como escravos influenciou, seguramente, a confiança que os africanos depositavam entre si ao longo da história.
Acedendo a vários documentos contemporâneos e neste particular ao Acordo de Alvor na vizinha Angola, assinado entre os três movimentos de libertação em Angola, MPLA, UNITA e FNLA e Portugal, se vivenciaram excessos de comportamento, não conseguindo superar entendimentos entre si.
Estes três movimentos não conseguiram superar-se em um Governo de Transição formatado para o efeito de se independazarem, descambando para confrontos fratricidas e, que levaram à morte de milhares de cidadãos angolanos; chacinas de povoações mesmo antes do dia da independência programada para 11 de Novembro do ano de 1975.
Os chamados Movimentos de Libertação, ao assinarem aquele documento, tinham já em mente descumprir o assinado acordo procurando desde logo a disputa ao poder pela força das armas impondo suas “legitimidades” pela lei da bala sobressaindo ódios; ódios nada diferentes daqueles longínquos tempos de Diogo Cão e N´Zinga N´Kuwo
Daqui concluir-se que ao invés de se entenderem e já depois de um e outro acordo de paz e término da guerra civil para bem do povo, continuam hodiernamente sem facilitar o exercício de plena democracia, adulterando e dificultando a propósito, todas as regras de proporcionar alternância ao poder.
Nos séculos XV e XVI portugueses e holandeses que visitaram o Congo, comentaram a “pobreza miserável” que ali se vivia; o comércio e demais actividades mercantis eram controladas pelo rei e, só os que estavam associados a este, tinham acesso a elas. Passados cinco séculos, tudo continua muito igual só que o rei deu lugar a um presidente e este, N´Zinga N´Kuwo, o rei, chama-se agora João Lourenço, o presidente…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações" e vivências de T´Chingange, o Soba…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . III - 6 milhões de USA $ para levar Messi e a selecção argentina a Luanda.
- Crónica 3709 – 31.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O anúncio inicial foi feito em Novembro de 2024, quando o Presidente angolano e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, anunciou à juventude do partido ter feito um convite à Argentina para defrontar os Palancas Negras. Mas, a sociedade civil angolana exige uma investigação sobre a origem dos cerca de 6 milhões de dólares destinados ao financiamento do jogo amistoso.
Esta, exorta a Procuradoria-Geral da República a investigar a origem dos cerca de 6 milhões de dólares que serão pagos à Federação Argentina de Futebol (AFA) para a realização desse jogo. Recentemente, o “empresário” e político Bento Kangamba assumiu publicamente ser um dos três empresários orientados pelo Presidente da República para financiar a deslocação da selecção argentina a Angola. Mas que grande embuste! Mas afinal o PR, JL, orientou empresários para este embuste?
Pois assim parece porque de acordo com o empresário e político Bento Kangamba, o Presidente da República terá orientado três empresários nacionais a financiar a deslocação da equipa argentina de futebol para Angola, para defrontar a selecção local no dia 11 de Novembro…
Ele Bento Cangamba, sobrinho de José Eduardo dos Santos disse: "Eu estive lá, e ouvi o Presidente a orientar três empresários para encontrar formas de conseguir patrocinar este evento, um dos empresários sou eu", revelou Bento Kangamba – Cuncamano!?
O principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), criticou os gastos, que estimou em 20 milhões de dólares (cerca de 18,5 milhões de euros), enquanto a população "está a morrer de malária e de fome", e organizações da sociedade civil.
Segundo o portal Sport News Africa, o governo de Angola pagará cerca de 12 milhões de euros (R$ 76 milhões) à Associação de Futebol da Argentina (AFA) para garantir a presença de Lionel Messi, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e outras estrelas. Uau!!!
Outras selecções, como o Marrocos, chegaram a manifestar interesse em enfrentar os argentinos, mas o valor oferecido por Angola- foi determinante para fechar o acordo com Argentina. E, segundo o pontal Sapo: aquele montante gasto para o encontro está a gerar polémica.
As selecções de futebol angolana e argentina vão defrontar-se num jogo particular, pedido que surgiu após a morte de 30 pessoas durante tumultos na capital, sublinhando que o apelo "representa um grito de consciência diante da dolorosa realidade vivida por milhões de angolanos - que contrasta com a ostentação e os gastos milionários na organização do evento".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . II - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3708 – 27.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
JL, chefe de estado disse: - Este é o Estado da Nação, que juntos estamos a construir há 50 anos", incentivou o chefe do executivo angolano, saudando a Independência nacional - (Seria bom que assim o fosse)… Relembra que o Acordo de Alvor foi assinado a 15 de janeiro de 1975, na vila com o mesmo nome no Algarve (Portugal), marcando o início do processo de transição para a independência de Angola.
Terei de relembrar que o próprio Almeida Santos, agora galardoado ou homenageado, disse à bem pouco tempo que o Acordo de Alvor era um papel a ser rasgado; coisa sem valor. Isto denota o quanto os militares e ditos dignatários portugueses de então tinham em mente, uma fraude para enganar nós e o Mundo em geral.
E, sou eu que digo: Enganando a propósito todos os cidadãos residentes em Angola, entregando marketing ué, acesso ramento, armas, munições, carros de combate e instrução, logística com meios de informação, fomentando até o ódio com técnicas elaboradas para levar ao poder o MPLA. Criando milícias de morte a favor do MPLA como os pioneiros e criminosos de sangue.
Todos fomos defraudados mas, foi assim que aconteceu e é nisso que sustentaremos a história inicial de Angola – da sua liberdade. Nesta sessão, o presidente da UNITA frisou que foi um processo muito longo e "absolutamente desnecessário" para invocar um perdão para os verdadeiros intervenientes que assinaram essa tal acordo.
E, ACJ refere que "Nós fomos todos chamados a ouvir que, finalmente, há um atribuir, mas eu confesso -- não ouvi mal -- acabo de ver o livro 8do discurso) e o livro refere em nome do perdão", realçou ACJ. Para Adalberto da Costa Júnior, o político presidente da UNITA, o reconhecimento aos pais da nação "por perdão" não é a melhor via nem "a mais correta"…
"Aqueles que lutaram pela independência nacional entregaram o melhor que tinham de si, todos o fizeram num âmbito de voluntarismo, o reconhecimento é um reconhecimento para todos, de mérito, profundamente de mérito, nunca por perdão", reforçou...
Naquele então os acordos previam a criação de um Governo de Transição composto por representantes dos quatro signatários e a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, mas rapidamente se desfez devido a divergências políticas e militares entre os movimentos, levando ao início da guerra civil que se prolongou até 04 de abril de 2002.
A concluir -"Nós todos teríamos participado na festa daquilo que são os 50 anos”. Desnecessariamente se levou a este percurso e ainda assim hoje se diz pelo perdão. Perdão porquê? Por terem lutado pela independência, quem lutou pela independência deve ser perdoado para ser reconhecido, acho que não", vincou Adalberto da Costa Júnior …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
O Soba T´Chingange
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *
- Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão
- Crónica 3707 – 26.10.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025. O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.
Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".
Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!
De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.
Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".
JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …
Ora bem! A UNITA, condignamente quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.
Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES III – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3706 - 19.10.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Naquela terra do Congo, o desenvolvimento notou-se rápido a partir daí com construções de novas e condignas habitações, novos planos de assentamento e bivacagem das gentes distribuídas a eito pelo interior, matas insalubres e perigosas; em suma criou-se desta forma e por necessidade novas estruturas de sociedade.
E, com inerente desenvolvimento económico foram criando escalonadas actividades com hierarquia disciplinada na forma de Administradores e Chefes de Posto. Um esquema colonial que funcionou quase na perfeição na forma disciplinadora de gentes muito próximas a impreparados chefes tribais, com actos ditatoriais e práticas de bruxedo
Mais tarde, Bartolomeu Dias, ao passar pelo Cabo do Adamastor, nomeou-o de Cabo das Tormentas devido às tempestades que enfrentou. Mais tarde, o rei D. João II rebaptizou-o como Cabo da Boa Esperança, para simbolizar a nova rota marítima para o Oriente. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!
Sucede que recentemente fiquei rico ao desbravar terras já conhecidas do Alto Douro aonde o labor aparece circundando terras empinadas na forma de riscos verdes, ora em curvas ora em rectas bordeando lombas mais contra lombas suavizando os vales, talvegues sofridos entre xistos calorosos - Pois foi aqui, nesta terra de xistos que nasceu Diogo Cão.
Xistos que após muito trabalho harmonizam parreiras de onde se extrai licorosos sabores, néctar dos deuses e, foi na Galafura que descobri um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhou” no rio e se embrenhou como eu na paisagem magnânima deste “sublimado Doiro” fazendo pomas a lembrar seu antepassado chamado Diogo Cão.
Neste lugar de Galafura, contaram-me lendas e histórias, que aumentam seu encanto, paragem obrigatória para quem visita o Douro. Sem o petulante preconceito da burguesia hodierna, sosseguei na casa de gente amanhada no ventre daquelas encostas solarengas.
A povoação foi fundada pelos mouros na vertente Oeste do Monte de S. Leonardo, no lugar ainda hoje conhecido como Fonte dos Mouros; existem sepulturas cavadas na rocha, tendo aparecido utensílios identificados como sendo romanos, o último dos quais uma moeda de ouro, com a efígie e nome de Agripina. A povoação viu-se forçada a deslocar-se para o sítio onde se encontra, devido a uma invasão de formigas: É aqui que entra a lenda ou estória dos marujos idos e regressados desse longínquo Congo com seu patrício Diogo Cão.
Alguém que vindo desse outro lado do mar com Diogo Cão trouxe nas caravelas e em seus pertences o kissonde e salalé; esta ultima, uma formiga predadora que arrasa aldeias ou kimbos feitos em madeira. No fundo, esta visita teria de ter uma explicação na pesquisa do Soba T´Chingange e, nem sei bem como me surgiu do nada esta novidade dos longínquos tempos de mil e quinhentos; terra aonde também vivi. Isto que parece uma simples inventação, em verdade, é verdadeira - Juro!
´Castelo de Salalé
Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange e resumos da Wikipédia com muxoxos do Soba…
O Soba T´Chingange
ADENDA - DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3701 – 10.10.2025 - Subscrevo MANIFESTO - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
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MANIFESTO DE APOIO À RECANDIDATURA DE ADALBERTO COSTA JÚNIOR
Ao Cargo de Presidente da UNITA
Luanda, 08 de Outubro de 2025
Os Subscritores:
N.º NOME COMPLETO
OBS
1 - José Samuel Chiwale
2 - Ernesto Joaquim Mulato
3 - Isalina Kawina
4 - Carlos Tiago Kandanda
5 - Maria Deolinda Junia Namukumbi
6 - Mártires Correia Victor “Kavula Ndungue”
7 - Vituzi Lumai
8 - Salomé Epólua
9 - Lukamba Gato
10 - Augusta Mutango
11 - Loth Guilherme Chivava
12 - Afonso Ndzimbo Kutunga
13 - Helena Kokelo Kakunda
14 - João Vaikeni
15 - Isabel Solunga Kaputo
16 - Horácio Sikola
17 - Abílio Kamalata Numa
18 - Makiesse Maria Ivone Lussadisso
19 - Lázaro Kakunha
20 - Horácio Junjuvili
21 - Albertina Navemba Navita Ngolo
Mandatária Nacioal
22 - Liberty Chiyaka
Director Geral da Campanha
23 - Faustino Mumbika
Director Geral Adjunto da Campanha
24 - Mihaela Neto Webba
Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos
25 - Adriano Sapiñala
Porta-voz da Campanha
26 - Guilhermina Chitekulo
27 - Marcial Dachala
28 - Raimundo Muquissi Mucópio
29 - Piedoso Chipindo Bonga
30 - Aleixo Kandambo
31 - Anabela Pena
32 - Peregrino Isidro Wambu Chindondo
33 - António Manuel Urbano “Chassanha”
34 - Beatriz Kokelo Kakunda
35 - Cândido Tchikwassaluka
36 - Nguituculo Pedro Biweni
37 - Mário Chilulo Cheya
38 - Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda
39 - Clarisse Kaputo
40 - Moisés Vihemba
41 - Alfredo Comigo Monteiro Cacunda
42 - Isabel Tulomba
43 - João Tela Samarimo
44 - Manuel Domingos da Fonseca
45 - Helena Bonguela Abel
46 - Armando Lukunga Perigoso
47 - Sassenda Chie Paulo
48 - Clarindo Kaputo
49 - Isabel Mafuta Lusevikueno
50 - Mukonda Samahichi
51 - Georgina Clara Sapalalo
52 - Paulo Faria
53 - Venâncio Domingos da Rosa Mulonde
54 - Lurdes Lucas Iloa
55 - Luciana Rafael
56 - Paulo Samessiya Sakangueya
57 - César Sakalesso Evambi Muzuri
58 - Nzumba Janeta Luvumbo João
59 - Alberto Kanhanga
60 - João Muzaza Kaweza
61 - Lázaro Xixima
62 - João Lino Sukukwali
63 - Lourenço Lumingo
64 - Maria Monteiro "Mariazinha"
65 - Saúde Txizau
66 - Manuel Sampaio Mukanda
67 - Benjamim Eduardo Kakunda
68 - Amélia Mukubia
69 - António Estevão Domingos da Silva “Pataco”
70 - Tito Carlos Linêha
71 - Teodoro Eduardo Torres Kapinala
72 - Florença P. Sequesseque
73 - Raul Teixeira
74 - Estevão Neto Pedro
75 - Julieta Mussapana Mbuqui
76 - Felisberto Njele
77 - Donita Ngambo Chingui Nassegunda
78 - Ruth Dachala
79 - Joaquim Nafoia
80 - Alcino Kuvalela
81 - José Nkolua Luvambo
82 - Júnior João
83 - Jorge Victorino
84 - Domingos Eduardo Katoquessa
85 - Álvaro Mussili
86 - Rosalina Nené
87 - Augusto Liahuka Lutock “Wiyo”
88 - Rui Jorge Salussinga
89 - Celênia Njolela Chipenda
90 - Daniel Hidamwakusha Namunganga
91 - Esperança Wime
92 - Julieta Sikola
93 - Maria Conde Muanda
94 - Clarinda Mayer Alcaim
95 - Jeremias Mota Njahulo
96 - David Kokelo
97 - Hélder Fonseca
98 - Conceição Raimundo Cacolo
99 - Filipe Inácio Teca
100 - Rita Mateus Júnior
101 - (Na diáspora) - Soba T´Chingange, António Costa Monteiro
….
Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA
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O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte II de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3700 – 08.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Muitos, sustentam que a UNITA venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecem. A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo gradualmente sua influência.
Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.
Neste contexto, sobrepuseram-se os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda…
Também a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.
Será um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há lições a aprender.
É necessário continuar a investir em comunicação política, formar quadros, dar consistência à Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes - A reconciliação nacional começa em casa.
Também é fundamental propor um pacto de regime que garanta alternância para lá de 2027. Como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. E. hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.
Lembrar que teremos pela frente essa titânica função de dar por terminada essa cancerosa corrupção sistémica, que é consequência deste infortúnio actual. Infortúnio que o povo sente todos os dias e, que tanto se definha por saber o quanto esta luta sempre resvala para um ponto de partida. Estamos todos expectantes em saber dos passos programáticos, dum combate sem tréguas. com programas específicos nas muitas áreas de governação…

Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EIL
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos
,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte I de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA
- Crónica 3699 – 10.10.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Para que conste e por via da UNITA kilamba e Marcial Dachala "Salundilili" se dá a conhecer o esperado congresso da UNITA, um verdadeiro teste de maturidade politica na árida democracia de Angola. Sendo assim e com esta elaborada síntese, se expõe o texto já apresentado à sociedade anuente Desta forma, o previsto congresso da UNITA para Novembro, será um momento decisivo na vida política do partido.
Desde 2003, a UNITA em termos de democracia interna, tem dado provas de ser uma das formações mais consistentes no panorama do país. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido - um relevante exemplo no panorama político angolano.
O próximo congresso de Novembro do ano em curso, confirmará isso. A questão primordial situar-se-á entre a continuidade da liderança de Adalberto da Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas inconvenientes.
A história recente ajudará a compreender este premente dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Enquanto uns se afastaram, outros colaram-se ao regime tentando enfraquecer a UNITA.
Mas, como a democracia é feita de victória ou derrotas, o congresso será a instância soberana para dirimir eventuais diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional - controlado pelo MPLA, o gesto soará a traição, atendendo que o MPLA e a UNITA vêem travando um duelo político desde os Acordos de Alvor de1975.
O percurso da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 deu azo à escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança.
Foi uma presidência longa, com altos e baixos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social. Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas.
Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento.
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Ilustrações de Costa Araújo da EIL
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos
,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES
– TRATADO DE SIMULAMBUCO . Parte I - Cabinda, um estado traído
- Crónica 3698 – 23. 09.2025
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido - Em 06/08/2025 Jorge Torres, um cidadão ibinda, solicita a Kimbo Lagoa justiça por via de o envio de uma 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼 𝗥𝗲𝗯𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮: Em pleno século XXI, persiste uma ferida aberta no coração da África Austral e da consciência portuguesa.
O destino do povo de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮, traído por interesses políticos, silenciado por força militar, é abandonado pela comunidade internacional. A história de Cabinda não é uma simples nota de rodapé no processo de descolonização portuguesa.
Cabinda foi formalmente reconhecida como 𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 em diversos momentos - desde os 𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝘀𝗲́𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗫𝗜𝗫, até a 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯, que a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, separado de Angola.
A 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟯 (que vigorou até 1976), no seu 𝗮𝗿𝘁𝗶𝗴𝗼 𝟭.º, definia de forma clara e inequívoca a composição territorial da Nação Portuguesa. Eis o seu conteúdo relevante:
Artigo 1.º - A Nação Portuguesa é uma República unitária, que compreende o território do continente europeu e os seus domínios ultramarinos.
2.º - Na Europa: o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira;
3.º - Na África Ocidental: os arquipélagos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe e suas dependências, as ilhas do Corvo, do Príncipe e de Ano-Bom, as possessões da Guiné, de São João Baptista de Ajudá, de 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 e de 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮;
4.º - Na África Oriental: Moçambique e seus dependentes;
5.º - Na Ásia: Goa, Damão, Diu, Dadrá, Nagar-Aveli, Simbor e Diu-Pequeno, que constituem o Estado da Índia, e Macau, Timor e as suas dependências, no Extremo Oriente.
Ou seja, 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗱𝗶𝘃𝗶𝗱𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗼́𝗻𝗼𝗺𝗼, ao lado de Angola, e não como parte integrante dela. Este estatuto foi juridicamente consolidado no 𝗧𝗿𝗮𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶𝗺𝘂𝗹𝗮𝗺𝗯𝘂𝗰𝗼, assinado a 1 de fevereiro de 1885 entre Portugal e as autoridades tradicionais cabindesas.
Neste tratado, Cabinda foi colocada sob a 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀, sem nunca abdicar da sua soberania nem ser incorporada na colónia de Angola. A 𝗖𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗕𝗲𝗿𝗹𝗶𝗺, nesse mesmo ano, reconheceu a legitimidade dos territórios coloniais atribuídos às potências europeias, entre os quais Cabinda se destacou como o 𝗖𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴u𝗲̂𝘀.
Embora, em 1956, tenha sido colocada sob a alçada do mesmo governador-geral de Angola - por conveniência administrativa - tal decisão 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗹𝗼𝘂 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮. A nível internacional, Cabinda manteve o seu reconhecimento como entidade distinta, tal como demonstra a 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 O𝗿𝗴𝗮𝗻𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗔𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟲𝟰.
Tal 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 colocava 𝗖𝗮𝗯𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟵.º 𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿 𝗻𝗮 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗿, 𝗲 𝗔𝗻𝗴𝗼𝗹𝗮 𝗲𝗺 𝟯𝟱.º, de forma claramente separada. No entanto, em 𝟭𝟵𝟳𝟱, o processo de descolonização português atropelou este direito. Nos 𝗔𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝘃𝗼𝗿, o nome de Cabinda foi omitido e o território foi entregue de facto à recém-proclamada República Popular de Angola.
06/08/2025 … Por Jorge Torres
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3697 – 22.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
“A criação e visão da FPU (Frente Patriótica Unida), que foi pensada e analisada com muito cuidado por nós (UNITA), é trabalhar com todas as forças vivas da sociedade. Não podemos colocar a carroça à frente dos bois”, afirmou Dachala "Salundilili"
Marcial Dachala destacou também a trajectória da UNITA como um partido com quase 60 anos de história e alertou para o que considera ser a inexperiência de outras forças políticas no processo de decisão estratégica da FPU.
“Como é então que algo e alguém que acabou de nascer como partido político (PRA-JA Servir Angola) já quer dar ideias? Não pode ser alguém que nasceu hoje como partido que venha-nos dizer o que fazer. Essa coisa de coligação de partidos não é nossa ideia”, concluiu.
A declaração de Dachala reflecte as divergências dentro da FPU sobre os próximos passos estratégicos da plataforma, criada em 2022 para confrontar o MPLA nas eleições gerais do mesmo ano.
De recordar que a plataforma política Frente Patriótica Unida não tem respaldo legal, todavia, é integrada pelo PRA-JA Servir Angola e pelo Bloco Democrático com quem alistados pela UNITA, correram às eleições gerais a presente legislatura, a V na história de Angola democrática.
“Mas essa coisa de formalização de coligação de partidos não vem de nós, UNITA”, declarou Dachala. Aliás, para o histórico dirigente da UNITA, ainda é cedo para se abordar o pleito de 2027. “Nós estamos em 2025, e as eleições gerais só serão em 2027”, alertou.
Já muito próximo do XIV Congresso da UNITA mais propriamente para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025 algumas vozes desavindas fazem-se ouvir pela negativa, do género:- Será que com este congresso a UNITA vai poder equilibrar alguma coisa para chegar ao poder? E, afirmam: Os seus jovens não são mais do que portadores de bandeiras usando camisolas com as cores do partido e a foto estampada de alguém que também depende de um ordenado que o MPLA paga.
Em verdade o MPLA usurpa tudo a que se possa chamar estado! E, a UNITA tem sim a capacidade de dar exemplos de democracia real porque está-lhes no sangue a força da resiliência, que por natureza se tornaram dotados daquela capacidade de liderar o país na política, na economia e todas as vertentes da vida social. O Congresso terá o condão de disciplinar a pirâmide social com o brio e ética suficiente para vingar a desventura actual vinda do MPLA. Muito repleto da despilfarro ao erário publico. Kwacha...
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3695 – 12.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.
Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.
Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!
Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.
Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,
Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.
É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.
Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,
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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3694 – 09.09.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final…
Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.
Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral. Irá aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.
Todos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.
Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso! Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!
Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu, iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---
Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.
Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3692 – 29.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Dachala "Salundilili" em um excerto seu afirma que em Angola, os actores dinâmicos da sociedade civil, os profissionais da comunicação social e partidos políticos inseridos de todas as elites, sairá o governo composto dos Órgãos Executivos, Legislativos e Judicial, reafirmando que o deve ser sempre na base do PATRIOTISMO, pedra angular permanentes de todos os nossos anseios, afazeres em prol e sempre, em nome do povo que somos todos Nós.
E, que o futuro se reflicta com altivez na nossa Juventude. Que o seja mesmo o centro das nossas preocupações e convergências por modo a que não defraudemos os dias vindouros. No plano institucional ela, a Juventude, merece um Ministério de Estado, assistido duma Comissão Permanente multifacética e, cuja composição deve ser representativa dos nossos melhores quadros…
A jeito de conclusão, afirma estarmos em período de permanente posse nos mais altivos anseios, porque isso corresponderá com a nossa certeza dizermos, como dizem os mais poderosos, deste mundo, em momentos idênticos ‘’ Help us GOD’’, AJUDE-NOS, DEUS. Àqueles que sempre sairão na primeira linha da cena política nacional…
Marcial Dchala, como porta-voz da UNITA, considerou a 18 de Junho de 2024, em entrevista a OPAÍS, que a recente legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi representa o reconhecimento do pensamento e legado político do líder do Galo Negro, morto, em combate, em Fevereiro de 2002.
A Fundação Jonas Malheiro Savimbi, foi assim reconhecida pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a 17 de Junho do ano 2024 e registada no Diário da Republica de Angola. Segundo Marcial Dachala, por tudo que fez na causa pelos angolanos, é justo que, depois de algum tempo de solicitação, o Ministério da Justiça se dignasse a reconhecer tal fundação.
Fundação que vai imortalizar a imagem daquele que se considera ser das figuras mais importantes do nacionalismo angolano. E nesse então acrescentou: “Esperamos demais por essa legalização, mas, antes tarde do que nunca”, apontou.
Felicíssimo, o porta-voz da UNITA disse que, concluído o processo de legalização, tanto a Fundação como o partido deverão trabalhar para a “imortalização” da figura do seu patrono, acrescentando que isto assim o é, “Sem desprimor por outras figuras, vincando uma e outra vez que Jonas Savimbi foi aquele que mais pensou Angola.
Eu, T´Chingange, aprecio a consistência ideológica de Dachala "Salundilili"; um ex-guerrilheiro dotado de um apurado faro politico e coerente nas posições que assume com bastante resiliência e oportunidade. Com uma visualização estratégica e invulgar capacidade de organização; um considerável sentido de comando e controle – Bem Haja. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3691 – 15.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Marcial Dachala sempre refere que as eleições promovem certos militantes de partidos políticos para elites nas Instituições do Estado, entenda-se como Assembleia Nacional. Não está em causa o mérito pessoal dos que a tal categoria ascendem, pois muitos deles aí chegam porque satisfazem os critérios internos definidos, sobre a matéria, pelas Direcções dos seus respectivos partidos.
Os critérios é que são sempre discutíveis porque há outros factores da Democracia como é o caso das organizações, de vária natureza, da Sociedade Civil. Essas organizações podem ter um papel de grande utilidade se as elites nas Instituições quiserem escutá-las.
Uma vez elevados à categoria de elites (deputados) nas Instituições por eleição directa e/ou nomeação, com benefícios materiais que infelizmente sempre os há. É normal e legitimo quando não passa a coisa vulgar – Na prática sempre se vislumbrarão uns mais iguais que outros com recurso a “amizades”……
Claro que um sistema securitário tem de ter uma infraestruturas para implementar as respostas securitárias. Particularmente em Angola há uma miscelânea ou geringonça perversa na governação pois que durante décadas vemos o poder da Presidência crescer confundindo-se com o poder do MPLA.
E, de forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o Presidente bem á maneira de um supra-numerário cidadão que tudo-pode cria uma casa chamada de Civil com um exército paralelo composto de ninjas do tipo Grupo Wagner – uma guarda pretoriana russófila
Quase um exército privado de mercenários, que luta a favor do supra-numerário cidadão designado de Presidente, a comparar com ex-soldados de elite altamente qualificados cujo líder era o oligarca Yevgeny Prigojin, ligado ao Kremlin e morto por má conduta por ordem de Putim…
É Dachala a falar: - Nós seremos escrutinadores do Presidente atentos para fazermos uma oposição elevada e positiva. A nossa experiência diz-nos que o que está bem é aquilo que realizarmos em conjunto. A paz militar foi o exemplo mais cabal. Por isso governar com todos e sobretudo para todos é o caminho certo para melhorar o que está bem
Melhorar o que está bem ou o que está menos mal, porque toda obra do homem é imperfeitamente perfeita. Os partidos políticos têm o dever de decifrar clara e profundamente a mensagem das feridas, usando o iodo e demais remédios ou matando com ácido sulfúrico manobras calculistas para permanecer no poder “ad aeternum”....
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatóras de Costa Araújo da Maianga
(Continua...)
O Soba T´Chingange
PORQUE FALHAM AS NAÇÕES I – Daron Acernogiu e James Robinson
ORIGENS DO PODER – DIOGO CÃO NO CONGO
- Crónica 3690 – 11.08.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O livro "Porque Falham as Nações*" deixou perplexos os peritos - Porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza, a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome? Porque são umas nações ricas e outras pobres? Em resumo, serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia?
Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não! Nenhum destes factores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não o é, como explicar por que razão o Botswana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo.
Somos forçados a assim pensar porque a máquina pública da maioria dos países africanos, estão num caco, num caos, tais como Moçambique, o Zimbabué, o Congo ou mesmo Angola, um país com imensas potencialidades. Países que estão atoladas na pobreza extrema e na violência?. Só pode ser por pura incompetência de seus gestores…
Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Recentemente, andei por alguns destes países e pude observar a decadência confrangedora…
Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política.
Com enorme relevância para as grandes questões atuais, ficamos atolados entre a afirmação e interrogação nomeadamente: - A China que criou uma máquina de crescimento autoritário e, que cresce a uma velocidade tão rápida que por certo esmagará o Ocidente!? – Enquanto isso, os melhores dias da América, leia-se Estados unidos da América, pertencerão já ao passado!?
Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria!? A desestabilização nas sociedades ocidentais pela invasão maciça de imigrantes ou gente que foge da miséria, da fome, gente sem terra, sem nada e que buscam saídas para suas vidas…
- Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade!? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente!? Hodiernamente, estamos a viver e ter de subsistir com a colisão de culturas, formas de estar no dia-a-dia. Conviver com a incapacidade dos partidos do poder e da oposição de elaborarem e apresentarem políticas alternativas, uma saída para a crise de habitação, segurança e saúde de forma harmoniosa…
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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…
Ilustrações aleat«órias de Assunção Roxo
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3689 – 08.08.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
P ... Relendo o que Marcial Dachala "Salundilili", o Porta-Voz da UNITA escreveu prefessoralmente, pode daí calcular-se seus grandes anseios, sempre a lembrar de forma pedagógica na necessidade premente de se fazerem as eleições Autárquicas. E, mais diz: -É desejável que a cultura do partido no poder de fazer dos governadores provinciais e administradores municipais seus primeiros secretários, seja quebrada.
É forçoso que haja separação entre as duas funções, a de governador e a de munícipe! Até por uma questão de coerência, os próximos executivos, façam-nos saber dos programas concretos que visam corrigir o que está mal e, melhorar o que está bem. A figura cimeira do presidente, sempre terá o cariz centralizador do poder - de estadista.
Presidente, é sim, o Chefe de Estado e não o pai da Nação, É um cidadão eleito pelo povo em sufrágio, titular do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas mas, tem de se submeter às decisões saídas do Parlamento – Assembleia Nacional, moderando partes, corrigindo projectos de lei e, consultando quando o julgar necessário o Tribunal Constitucional.
A.R. ...Nesta qualidade nomeia os principais responsáveis: do Poder Judicial, do Órgão encarregue da organização das eleições, a CNE, e do Provedor de Justiça. Nomeia ainda os seus acessores. O Presidente, enquanto Comandante em Chefe das FAA nomeia o Chefe do Estado Maior General das FAA e os Chefes dos seus ramos,
Também nomeia os Comandantes da Forças de Lei e Ordem e da Segurança do Estado. Nomeia ainda o Governador do Banco Central e os Concelhos de Administração das Empresas Públicas Nacionais. Depois de terminadas as várias nomeações seguidas das tomadas de posse e entrada em funções de todos os órgãos Centrais do Estado, estarão constituídas as equipas das elites do Estado.
Elites que irão ajudar o Presidente da República a gerir nossas vidas e as riquezas materiais do País. Em toda a obra humana haverá relações de cooperação que, boas ou más, sempre o deverão ser uma trave suporte na governação. A trave mestra na gestão do país Angola; país que desde a sua independência, só tem primado em reconhecida ausência de diálogo com os partidos oponentes.
A.R. Ser presidente é ter o primado da perfeição no dever público e auscultação junto dos co-autores da governação, por força do voto do povo – Os partidos com assento na Assembleia Nacional. Tem-se por norma de que o Presidente perante a Constituição da Republica, o é, único e legítimo representante de todos os angolanos.
Mas, há sempre um mas, pois a gangrena cancerígena da corrupção sistémica em Angola, perturba ainda e muito o quotidiano do cidadão, o dia-a-dia do povo. Estamos todos expectantes, dentro e na diáspora, em saber dos passos programáticos do agora e do futuro. Outrossim, programas específicos para o combate sem tréguas, à corrupção em todas as áreas de governação – Deliberativo, Executivo e Fiscal… Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de
T´Chingange na diáspora…
Ilustrações aleatórias de P - Pombinho e AR - Assunção Roxo da E.I.L.
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3688 – 30.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte da população.
De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…
As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…
Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal, criam em nossa mente a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de se manterem no topo do mando – do poder.
Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…
Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,
Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo pela verdade na política. Porque a política será, uma e outra vez, sempre, um assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e já uma atenção e vigilância especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!
Kwacha!
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3687– 27.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Sou eu a falar: Li algures que todas as pastas estratégicas em Angola, muitas das quais não são do foro da segurança (tratam de questões sociais e económicas, que deveriam ser administradas pelas instituições do Estado), que o são controladas pela Casa de Segurança do Presidente. Ao longo dos anos (e já em tempos da guerra na década de 1990), a Casa de Segurança seria para proteger o Presidente e despistar ameaças militares, políticas e económicas.
Criaram assim um exército paralelo – umaverdadeira guarda pretoriana com super poderes. Tudo pago pelo petróleo pondo o aparelho de segurança no comando da política até à reconstrução nacional, às eleições, ao controlo das províncias de Cabinda ao Cunene.
As unidades de guarda e segurança presidenciais sendo tropas de elite, operam um serviço de informação, hodiernamente com Inteligência artificial e com logística própria sendo os mais bem armados do país - até melhor do que as próprias FAA (Forças armadas de Angola). Bem e, de forma a garantir a predominância em questões políticas e militares, desmilinguindo a acção da assembleia Nacional. Os deputados são-no meios palhaços e sempre diminuídos pelos Orgãos Oficiais da Nação.
A oposição torna-se assim em meros bonecos manobrados pelos Orgãos que ao invés de os respeitarem, os diminuem paulatinamente dando “bombons” por vezes – muitas vezes, a uns quantos corrompidos e, desclassificados quando o julgam conveniente. Seu patrono é o Presidente João Lourenço que sem vergonha, cara –de-pau sempre minoriza O Povo vê-os ssim como “marionetes de zunga” ou Zungeiros desclassificado…
Os vários ramos dos serviços de informação ao serviço de JL, a saber: –inteligência externa, doméstica e militar – têm desempenhado um papel central na gestão e mediação de interesses diversos, bem como na competição política pelo poder. São mandatados a servir o Presidente, por ele mesmo ou pelas instâncias de tribunais, supostamente superiores, a CNE ( Comissão Nacional de Eleições e sempre com o lema de “Deus no céu e o Estado(leia-se JL) na terra”…
Dando uma palavra antiga ao ilustre Porta-Voz da UNITA, Marcial Dachala "Salundilili", pode aqui recordar-se, seus desejos sempre atuais - uma das muitas intervenções lembrando o poder local na exemplaridade e na forma de Muicipios: « Desejo sincera e ardentemente que os novos membros da elite Institucional Legislativa e, os Deputados, tenham por tarefa primordial e consensual o aprimoramento da Democracia»
Continuando as falas de Dachala: «O aprimoramento do quadro da efectivação, sem gradualismos, do poder local. O verdadeiro poder do cidadão. O poder local funcional, que se quer em todo o País, será a única expressão prática da Democracia participativa constitucionalmente estabelecida.
E relembra os Municipios: O poder local é a verdadeira escola da Democracia e do desenvolvimento. A nossa Angola necessita, vitalmente, de criar riqueza para todos os seus filhos. A riqueza de um povo consiste em ter o básico satisfeito. A passagem obrigatória para a satisfação do básico é o poder local eleito. o exterior e a defesa da nossa existência no concerto das nações da humanidade. Assim vista a nossa democracia afinal ainda é, e apenas uma democracia das elites. A UNITA repreentada po nosso Presidente Adalberto Junior zelará para que sim o seja … Kwacha…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VIII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA
- Crónica 3686 – 23.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Repetindo o dito, entenda-se que na China o SNP, é a prática de por meio de algoritmos diferenciam os “han” das demais etnias. «Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população.
Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade. Aqueles ditos marcadores permitem definir as estruturas faciais e a cor da pele, segundo a categorização a que eles designam de raças. Para nós europeus, genericamente os ocidentais, tudo surge como uma sensação de irrealidade.
Pelas câmaras da rede Hikuivision tem-se a capacidade de extrair informações adicionais. Informações a partir do movimento dos lábios ao falar ou fazer trejeitos emocionais; qualquer suposta anormalidade é motivo de alerta para a policia civil e de costumes.
O partido através desse algoritmo reconhecem as assinaladas pessoas captadas pelas câmaras dissimuladas ou não. Também o reconhecimento pelo formato de seus rostos e a forma de caminhar. Quanto aos checkpoints as pessoas são detidas por o serem ou parecerem “desviantes”, sendo por norma convidadas a ir ”tomar chá à esquadra”.
Pode supor-se serem objecto de interrogatórios usando métodos de dor, intimidação e medo Acontece que, como falamos de processamento em computadores, os algoritmos, passam a pente fino toda a informação sobre milhões e milhões de pessoas-
Tudo parece uma grande enormidade, coisas com prática surreais como do além assim como um kazumbi de alogramas e ainda pouco reconhecidas em nossas suposições. Um ai Jesus que numa simples fracção de segundos, usando esses misteriosos avanços, processados na forma e conteúdo, usando já inteligência artificial…
Dito o supra referido, até tenho series duvidas rebordadas a medo de que meu smartphone HUAWE tenha um desses grampos na forma de chip de despistagem chamado de spyware. Bolas! Pelo que fiquei a saber haverá uma app lingwang Weishe a inspeccionar ao mínimo detalhe nossas fotos, nosas vidas…
Dos vídeos e fotos intimistas de todas nós, das corriqueiras vidas de um qualquer cidadão, sendo enviado a um server desconvido; o certo é que ultimamente há avisos de recuperação e estranhas abordagens quanto a antigas fotos e, sem que isso o tenha sido solicitado. Estamos literalmente entregues aos bichos – Estamos feitos ao bife…

Nota*: Com extractos do livro de “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Fim de “A Mulher do Dragão Vermelho” - na rota da seda )
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3685 – 19.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,
Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…
Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo…
Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência. Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.
Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais, principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.
Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”
E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa, pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»
E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022.»
Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…
CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3684 – 14.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Um estudo recente (do Afrobarometer) em 2014/15, centrado em cinco países da África Austral, revela que há por norma, uma falta de confiança dos eleitores da oposição não só por causa de esporádicas divisões internas mas, pela muita falta de transparência do partido no poder que forma o Governo como sucede em Angola aonde a hegemonia do MPLA o é, confrangedoramente saliente.
A população inquirida vê a oposição mais como tendo um papel de monitorar ao governo e critica ao poder usurpador, constituindo numa não genuína alternativa de governação por via de usurpação e fraudes permanentes. Este défice de legitimidade política e de alternância deve-se à incapacidade dos partidos no poder superarem a forma ditatorial e ser demasiado opressiva.
O Governo, com quadros experientes na manipulação e contra-informação tornam-se capazes de enganar uma grande parte da população dando regalias a personalidades que norteiam a corrupção e o compadrio com um suborno evidente. Não raras vezes os eleitos pela oposição, não excluindo a UNITA, tornam-se acomodadas a essas situações subornadas. Eles compram tudo, até as vontades!
O Botswana é um exemplo muito claro desta insuficiência por parte dos opositores mas ali, o Governo tem sido correcto na partilha de suas riquezas; por isso se mantêm no poder por o serem, capacitados, ao invés do MPLA em Angola que tudo falseiam.. O Botswana que vivenciei recentemente, tem sido governado desde a independência, em 1966, pelo mesmo partido, o Botswana Democratic Party, que tem como lema eleitoral “Ainda não há alternativa” (Lekalake, 2017
Em Angola, a forma de governar em 50 anos, tem normalizado o Estado de alerta para a instabilidade nacional. O regime tem mantido a postura de zero-sum, que implica que para um ganhar todos, os outros têm de perder. É uma mentalidade de guerra, não de paz e, certamente não de democracia, porque divide a sociedade entre uns e os outros.
Em outras palavras, zero-sum é a soma dos ganhos e perdas entre todos os participantes - é zero. Este conceito é frequentemente usado na teoria dos jogos e na economia para descrever cenários em que riqueza ou recursos são redistribuídos, mas não criados ou destruídos.
Palavras de Marcial Dachala: «A nossa democracia já devia ser uma democracia adulta e plena da base ao topo. Deveríamos ter e já a Democracia no povo, pelo povo e para o povo. Falo agora, especificamente, da institucionalização e funcionamento do poder local. Só assim estaremos com o nosso edifício democrático completo. Dum lado teremos a Democracia das “elites” nas Instituições do Estado, a do topo, consubstanciada nas eleições gerais - Doutro lado a Democracia no povo, por si e para si com substância nas eleições autárquicas.»
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Imagens de Costa Araujo (aleatórias)
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO VII – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3681 – 09.07.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Hodiernamente, na China, o PCC (Partido Comunista Chinês) sabe tudo sobre seus cidadãos – tudo! E fora dela, também!... Até desconfio que meu smartphone huawei, aqui em Portugal aonde me encontro, poderá ter um chip bem dissimulado algures, de onde se podem retirar farpas emanadas de meu cerebelo, fazendo de mim um robot quando assim o julgam necessário. Isto, porque algo anda confuso na minha globosfera, na fonte e na fronte de minha catedral…
E, na sequência da leitura, meio ficção, meio realidade da “mulher do dragão vermelho” de José R. dos Santos, pode ler-se: O banco de dados do Partido, chama-se formalmente POCI (Plataformas de Operações Conjuntas Integradas). É aí que se encontra toda a informação sobre cada cidadão.
Os próprios automóveis eléctricos fabricados na China enviam de trinta em trinta segundos pacotes de informação destinadas ao Partido, incluindo feitos banais tais como sua localização, velocidade e direcção do veículo. Depreendo que isto, o seja, só na China mas com tanta dissimulação e feitos raros vivenciados nos dias de hoje, somos levados a duvidar de tudo...
Isto quer dizer que o PCC Chinês conhece cada um de nós (entenda-se – chineses), aos mínimos pormenores desde os nossos genes, os nossos hábitos, gostos alimentares e o desenho de nossos rostos mostrando verrugas e edecéteras de rugas com trejeitos e jeitos - maneirismos peculiares que definem um qualquer entra milhares no meio dum ajuntamento de rua. Pópilas! Também a forma como caminhamos, como rimos, das nossas preferências nas leituras online, nossas amizades com detalhes das múltiplas relações, com quem nos damos e falamos com frequência; na verdade, tudo o que dizemos ou fazemos em qualquer sítio!
Com tamanhos tolhimentos interrogamo-nos em como é possível viver assim neste permanente suplicio de vida…No livro, é dito que supostamente todo o conteúdo aqui exposto, é dito por um engenheiro informático de uma empresa petrolífera; um dos muitos trabalhadores de etnia “uigure” sujeitos a constante vigilância por não o serem da tal elite governamental, os “Han” A etnia Han é o maior grupo étnico do mundo, com mais de 90% da população da. Originários da região do rio Amarelo, no norte da China, os Han expandiram-se para o sul e para outras áreas da China ao longo dos séculos. Eles são conhecidos pela sua rica cultura, que inclui notáveis realizações em áreas como política, filosofia, literatura e artes…)
Aqueles Uigures e os Cazeques são por isso e por norma, sujeitos a apertada vigilância e que, quando em deslocações sempre o são obrigatoriamente, vigiados em checkpoints. E, nem sempre o são espiados apenas por vigilantes humanos. São o próprios computadores aliados a muitas câmaras que os espiam, conjugando as imagens do rosto com seus próprios trejeitos ou maneirismos…
E, é-o feito por marcadores STR - «Short Tandem Repeats; regiões específicas do DNA onde uma sequência curta de bases nitrogenadas (geralmente de 2 a 7 pares de base) se repete várias vezes em sequência. Esses marcadores são altamente polimórficos, o que significa que o número de repetições pode variar significativamente entre indivíduos, tornando-os úteis para identificação humana e outras análises forenses…»
E, SNP e, por meio de algoritmos que diferenciam os “han” das demais etnias… « Em genética, um SNP (Polimorfismo de Nucleotídeo Único) é uma variação em uma única base (A, T, C ou G) no DNA que ocorre em pelo menos 1% da população. Esses marcadores são amplamente utilizados em estudos de associação genética, mapeamento de genes e análise de ancestralidade.
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3680 – 26.06.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em termos genéricos e segundo os Cadernos de Estudos Africanos, podemos afirmar que em África e, particularmente em Angola, as dificuldades da oposição em chegar ao poder são, por um lado, devido aos constrangimentos e obstáculos criados pelos partidos no poder e, por outro lado, resultantes de incapacidades próprias.
Em Angola, no que se refere aos constrangimentos criados pelos partidos no poder, são de vária ordem, tendo na base, um forte fundamento securitário dos regimes que os suportam. Desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado e, tudo indica continuar mete estado de letargia. Quando um Estado organiza eleições, mobiliza lealdades e neutraliza a oposição por via da instrumentalização do medo. Quando assim o não é, há certamente corrupção
Ao entrar para a Presidência, em 2017, João Lourenço adoptou uma estratégia híbrida. O Presidente escolheu reformar o suficiente para sobreviver a várias crises, mas não reformar o suficiente ao ponto de uma tal reforma representar uma ameaça à hegemonia do MPLA.
A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Assim o diz em seus escritos Marcial Dachala “Salundilili”. São estas vivências envoltas em sonhos que forjaram, nele Jonas Savimbi, sólidas convicções que configuraram, sua em nossa mente. Nesta partilha do sonho nasceu o projecto com raízes, valores: patriotismo; a liberdade; a democracia; a solidariedade e a justiça social…
Também as culturas nacionais e; a agricultura como medula espinal da economia. São estes valores que emolduraram o projecto UNITA. Tudo, é articulado em princípios de liberdade de independência do angolano e da pátria. É na democracia que advêm o direito como orientações supremas de organização e funcionamento do estado e da sociedade…
Pessoas sábias ensinaram-nos: "os grandes rios, na sua origem, são apenas pequenos fios de água". Na mesma senda alguém disse " um só pavio pode incendiar toda uma pradaria". Assim é, na verdade, a UNITA: uma amálgama de sucessivas gerações de militantes.
À geração fundante coube lançar, com muito sacrifício, o projecto lutando de armas na mão contribuindo para o derrube do colonialismo. Ela é este fio de água e também este pavio. Apenas pela e com democracia o angolano pode realizar-se material e espiritualmente, competindo à própria UNITA tudo fazer, internamente, para pilotar, em benefício de todos os angolanos.
Este é aqui e agora, o gigantesco desafio para a elite da nossa UNITA em estreita aliança com as diferentes elites da nossa angola: alcançar o poder de estado pelo voto. Com o verdadeiro espírito fundador da UNITA, lá chegaremos. É este o melhor acerto dos caminhos que devemos trilhar para o sermos: poder. Meu mistério é perante vós, querer e fazer querer – Kwacha!
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Imagens aleatórias de Costa Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3676 – 19.04.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Para terminar este capitulo de vida de Abel Chivukuvuku até à presente data convêm frisar que, nove dias após a legalização do partido por si liderado PRA-JA Servir Angola a 7 de Outubro de 2024, o Presidente João Lourenço nomeia-o membro do Conselho da República de Angola a 16 de Outubro de 2024.
A vacatura no referido Órgão, foi conhecida por uma nota divulgada na página de Facebook da presidência angolana. Este Órgão colegial consultivo do Chefe de Estado integra a Vice-Presidente da República, a presidente da Assembleia Nacional, o Procurador Geral da República, os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, a vice-presidente do MPLA e entidades da sociedade civil, como o jornalista Ismael Mateus, recentemente falecido.
Chivukuvuku integra também a Frente Patriótica Unida (FPU) uma plataforma criada nas eleições gerais de 2022, liderada pela UNITA e coordenada por Adalberto Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku e pelo presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.
Na abertura do ano parlamentar, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola Adalberto Costa Júnior, considerou que a legalização do PRA-JA Servir Angola teve motivações políticas, alegadamente para desestabilizar a Frente Patriótica Unida (FPU), garantindo que a plataforma da oposição "está estável".
"O Tribunal Constitucional não dependeu completamente de si. Esses factores vieram de terceiros para que essa vontade fosse cumprida e hoje acaba por nos testar de que o tinha capacidade de poder constituir formação política nos termos da lei dos partidos políticos", afirmou à DW, o jurista angolano Manuel Cornélio.
Nos Cadernos de Estudos Africanos pude recordar e apreender que a guerra acabou permanentemente em Angola, mas o combate político apenas continua. As eleições de agosto de 2022 mostraram-nos que a população votou pela mudança e que existem fortes indícios de que a oposição poderá ter efectivamente ganho as eleições.
No entanto, esta mesma oposição não conseguiu definir uma postura estratégica para que a verdade eleitoral fale mais alto do que o medo. Os próximos dois anos continuam difíceis para a oposição em Angola. A Frente Patriótica Unida terá de preparar uma estratégia para sobreviver até 2027, organizando-se melhor para tentar garantir a verdade eleitoral no próximo pleito eleitoral de 2027.
Entre outras possibilidades, colocam-se à oposição duas vias de acção estratégica. Uma primeira via poderá ser a de continuar no sentido que vem seguindo, da crítica apaziguada com debates no Parlamento e alguns comícios e pronunciamentos públicos sobre injustiças e violações da lei. Uma segunda via poderá ser a de encetar uma luta política de atrito, que desgaste o regime e o exponha cada vez mais. Defende-se neste texto que só a segunda via poderá garantir alguma hipótese de sucesso para a oposição, denunciando a corrupção, a falta de emprego e a inerente sempre perene vida de pobreza…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3675 – 14.04.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Chivukuvuku lamentou a sua retirada da UNITA mas, declarou que a sua decisão resultou da necessidade de trilhar um novo caminho e, também por não lhe restarem outras alternativas. O antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku oficializou a sua saída do maior partido da oposição angolana juntando mais de duas centenas de apoiantes num acto que marcou a sua apresentação como candidato presidencial.
E surge uma nova etapa na vida do Abel. À nova organização política encabeçada por ele, Chivukuvuku, foi chamada de Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), O Congresso Constitutivo desta organização política, acontece nos dias 3 e 4 de Abril de 2012; para além de Abel Chivukuvuku constam Odeth Baca Joaquim e Augusto Makuta Nkondo, na qualidade de fundadores desta larga coligação e, com a nova designação de CASA-CE…
Esta coligação (CASA-CE), faria frente tanto a UNITA e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), quanto ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A CASA-CE uniu as seguintes agremiações partidárias: Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico fundação esta coligação consegue atrair André de Carvalho Miau sido do MPLA…
Em sua primeira eleição, no ano de 2012, elegeu oito representantes para a Assembleia Nacional, conseguindo aproximadamente 6,0% dos votos. Nas eleições de 2017 a coligação teve resultado ainda mais robusto, dobrando o número de parlamentares.
Em Fevereiro de 2019 Chivukuvuku foi destituído da liderança da CASA-CE, tomando seu lugar André de Carvalho Miau, e depois Manuel Fernandes que tentou fundar o "Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola" (PRA JA-Servir Angola), mas que teve o pedido indeferido sendo obrigado a refilar-se à UNITA para participar das eleições gerais de Angola de 2022
Nas eleições de 2022, porém, a coligação CASA.CE, teve seu pior resultado, perdendo todos os assentos do parlamento. Manuel Fernandes como cabeça de lista, teve o seu pior resultado eleitoral, perdendo todos os 16 assentos das eleições de 2017.
A 7 de Outubro de 2024 o Tribunal Constitucional de Angola, legaliza o PRA-JA. A instância de justiça considerou que a Comissão Instaladora do partido de Abel Chivukuvuku, obteve luz verde. Assim, o dito Orgão, entendeu legalizar o PRA-JA porque preencheu todos os requisitos exigidos por lei, quatro anos depois de um chumbo.
Para surpresa de muitos políticos de nomeada, das várias áreas politicas, instigam tão alta distinção dando azo a polémica por esta nomeação, Abel Chivukuvuku que foi nomeado numa quarta-feira (16.10.24) pelo Presidente João Lourenço como membro do Conselho da República. Chivukuvuku, presidente do recém legalizado partido PRA-JA Servir Angola, vai ocupar a vaga deixada pelo jornalista e escritor Ismael Mateus, falecido recentemente vítima de acidente, em Luanda.
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Ilustrações aleatória de Costa Araújo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO V – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3674 – 03.04.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
E, Gwadar, para além de um porto de águas profundas, dispõe de um aeroporto internacional e, de um terminal petrolífero – Um ponto estratégico de primeiríssima importância. A China, financiou em 85% as obras deste porto, uma das infraestroturas contempladas no corredor económico China-Pakistão, ou um importante ramal da tal rota da Seda Maritima…
O Pakistão para se aliviar da dívida com a China, cedeu por 40 anos a gestão do porto referido – Gwadar. Para alcançar seus objectivos e superar o mundo livre, a China reconhece que precisa dar saltos em tecnologias de ponta. Mas o facto triste é que, em vez de se envolver no trabalho duro de inovação, rouba a propriedade intelectual usando-a depois para competir contra as próprias empresas americanas e no resto do mundo, que vitimou.
Estão mirando pesquisas em tudo, desde equipamento militar a turbinas eólicas e até arroz ou sementes de milho. Por meio de seus programas de recrutamento de talentos, como o chamado Programa Mil Talentos, o Partido Comunista Chinês, atrai cientistas para levar secretamente nosso conhecimento e inovação à China, mesmo que isso signifique roubar informações ou violar controlos de exportação e regras de conflito de interesses.
Veja-se o caso do cientista Hongjin Tan, por exemplo, um residente permanente legal chinês e americano. Ele, inscreveu-se no Programa de Mil Talentos da China e roubou mais de US$ 1 bilhão; ou seja, com um “b”, em segredos comerciais de seu antigo empregador, uma empresa de petróleo com sede em Oklahoma, e foi por tal fato, preso - foi condenado e enviado para a prisão.
Ou, o caso de Shan Shi, uma cientista do Texas, também condenada à prisão no início deste ano. Shi roubou segredos comerciais sobre espuma sintética, uma importante tecnologia naval usada em submarinos. Shi, também, se aplicou ao Programa de Mil Talentos da China, e se comprometeu especificamente a “digerir” e “absorver” a tecnologia relevante nos Estados Unidos.
Ela fez isso em nome de empresas estatais chinesas, que finalmente planeavam colocar a empresa americana fora do negócio e assumir-se no mercado. (…) Em um dos aspectos mais desagradáveis e flagrantes do esquema, os conspiradores realmente patentearam na China o próprio processo de fabricação que tinham roubado, e então ofereceram à sua empresa americana vítima uma joint venture usando sua própria tecnologia roubada.
Estamos falando de uma empresa americana que gastou anos e milhões de dólares desenvolvendo essa tecnologia, e a China não poderia replicá-la - então, em vez disso, pagaram por a terem roubado. E recentemente, Hao Zhang foi condenado por espionagem económica, roubo de segredos comerciais e conspiração por roubar informações proprietárias sobre dispositivos sem fio de duas empresas americanas.
Uma dessas empresas passou mais de 20 anos desenvolvendo a tecnologia que Zhang roubou. Estes casos estão entre mais de mil investigações que o FBI tem sobre roubos reais e tentativas de roubo de tecnologia americana pela China. Na Europa acontece o mesmo panorama - o que não quer dizer nada diante de mais de mil investigações de contra-inteligência em curso, de outros tipos periclitantes relacionados com a China.
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Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3673 – 30.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.
As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.
Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.
O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se em seu “Estado-maior da Campanha”.
Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…
Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA. Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.
O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que, concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.
A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3672 – 22.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Abel Chivukuvuku passou, entre 1987 e 1988, a ser o representante adjunto da UNITA em Portugal, cargo que veio depois também a ocupar no Reino Unido, e entre 1988 e 1991 representou o movimento junto das Nações Unidas e dos países da Europa do Leste.
Exerceu as funções de deputado, sendo líder da bancada da UNITA em 1997/1998. Em 2001 foi enviado pelo partido para licenciar-se em relações internacionais na Universidade da África do Sul, especializando-se na mesma instituição em administração do desenvolvimento e Comunicação.
Após a morte do Mais-Velho Jonas, a UNITA tornou-se num partido civil abandonando a luta armada. E, terminada a Guerra Civil, em 2002, Chikuvuku, foi eleito para as funções de secretário para assuntos parlamentares, constitucionais e eleitorais da UNITA.
Teremos assim, de recordar o IX Congresso para se seguir a ordem temporal. Este Congresso Ordinário que teve lugar em Viana, arredores de Luanda, entre 24 e 27 de Junho de 2003 e, depois do Memorando do Luena, teve dois momentos marcante: - Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador; um Congresso com múltiplas candidaturas, a saber: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji, tendo sido eleito Isaías Samakuva como o novo Presidente da UNITA.
Recordando o Memorando de Entendimento do Luena, foi assinado a 30 de Março de 2002, entre as chefias militares do governo (MPLA) e da UNITA, dias depois da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002, do Presidente Fundador da UNITA, após uma ofensiva impiedosa.
Aquela ofensiva, foi dirigida pelo governo contra a UNITA e seu líder, na sequência do fracasso dos Acordos de Bicesse em1991 entre o Governo (MPLA) e a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários, respectivamente, José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi; assim terá de constar nos manuais da História de Angola.
As esperanças do povo viram-se goradas (frustradas), quando nos finais do ano de 1992 o país voltava a cair noutra guerra sangrenta que ceifava vidas, destruía bens e consumia grande parte dos recursos e energias do país. A guerra generalizou-se a todo o país, desenvolveram-se esforços políticos e diplomáticos para parar a guerra, porém sem êxitos.
Com a morte de Jonas Savimbi em combate a 22 de Fevereiro de 2002, inúmeros passos foram dados nas semanas que se seguiram à sua morte. Um cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite do dia 13 de Março de 2002, fazendo parte dum plano de quinze pontos elaborados pelo governo para preservar a paz. O plano tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU
- Crónica 3671 – 17.03.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
E, sucedeu que Savimbi após ter aceite informalmente o lugar de Vice-Presidente, a conselho de Hassan II o seu grande amigo e rei de Marrocos, entre outros, levam o Mais-Velho Jonas a rejeitar tudo quanto até então havia acordado com o governo angolano, logo após os encontros realizados no Gabão.
E, tudo isto porque a nomenclatura do MPLA, de forma indevida, incluiu um outro Vice-Presidente para o governo de Luanda. É Abel Chivukuvuku, que esteve ao lado de Savimbi naqueles preliminares encontros que assim descreve: Em verdade, um V.P. indicado pelo MPLA e o outro, sendo Savimbi, logicamente, ficaria este preterido em uma segunda ou terceira linha na hierarquia…
Só lhe restava recusar! Para isso, convoca o III Congresso Extraordinário para sentir do partido o necessário aval, considerando haver uma suposta visão democrática sem muxoxos desviantes. Este Congresso, ocorreu entre os dias 20 à 27 de Agosto de 1996 no município do Bailundo – Província do Huambo.
Este Concresso,versou fundamentalmente sobre a recusa da oferta da segunda Vice-Presidência ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi que reafirmando o engajamento da UNITA na implementação do Protocolo de Lusaka, o deitaram por assim dizer, no lixo…
Abel Chivukuvuku que passou a ser assistente político do presidente da UNITA, Jonas Savimbi, continuou a manter contactos com José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Em simultâneo, exercia as funções de deputado como líder da bancada da UNITA. Pode depreender-se daqui que Chivukuvuku, só mesmo pela sua alta dedicação e seu alto gabarito diplomático, poderia manter-se incólume e, em cima de um muro resvaladiço.
Nos últimos dias de 1996, Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva são convocados para um encontro com o líder, Mais-Velho Jonas Savimbi. Neste então parecendo estar com um bom humor, Abel relembra-o dizendo que quando o queria, podia ser um homem encantador com procedimentos de grande intimidade, e sempre auscultando de nós edecéteras desavindos….
Quando finalmente, conversa adentrada na noite, petiscando falas no meio de eriçados verbos, bebendo para além do dito razoável, Chivukuvuku aventura-se em falar o que lhe vai na alma dizendo ter sido a sua carreira um adjunto vitalício. Adjunto em Kinshasa, adjunto de Sacala em Lisboa, adjunto de Samakuva em Londres.
E, continua: adjunto de Jardo em Washington, adjunto de Salupeto em Luanda. Dizia tudo isto com Savimbi estudando-o de rosto fechado. Na sala todos os presentes estavam hirtos e mudos, como estátuas. Abel embalado na excitação continua a falar: - Foi preciso o Tony da Costa Fernandes fugir, para eu assumir o cargo de Secretário dos Negócios Estrangeiros!
E, no fim sou eu que lhe quero derrubar!? A você que tem tropas, guarda-costas, polícias?! Jonas Savimbi atira a cabeça para trás, como se estivesse adormecido – começa a ressonar… A esposa Catarina, tremendo de frio e medo sacode o marido, deixa-os ir embora… Savimbi desperta ou finge que assim é despedindo-se num até amanhã. Surpresa ou não, Abel é em seguida nomeado Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA …
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange
A MULHER DO DRAGÃO VERMELHO IV – José Rodrigues dos Santos *
NA ROTA DA SEDA - Crónica 3670 – 10.03.2025
-Escritos boligrafados na desordem mundial, actual
Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Chegamos ao ponto em que o FBI está abrindo um novo caso de contra-espionagem relacionado à China a cada 10 horas. Dos quase 5.000 casos activos de contra-inteligência do FBI, actualmente em andamento em todo o país americano, quase metade está relacionado à China. E de momento, está trabalhando para comprometer organizações de saúde americanas…
Também empresas farmacêuticas e instituições académicas que conduzem pesquisas essenciais em vários itens. Mas antes de continuar, convém ser claro: isso não é sobre o povo chinês, e certamente não o é sobre chineses; quando se fala da ameaça da China, pois que se trata do governo e do Partido Comunista Chinês.
O Mundo livre deve lembrar-se de três coisas: 1º - Precisamos ser claros sobre a ambição do governo chinês. A China do Partido Comunista Chinês - acredita que está em uma luta geracional para superar o Ocidente. Isso já é suficientemente preocupante.
Mas, está travando esta luta não através da inovação legítima, não através da concorrência justa e legal, e não dando aos seus cidadãos a liberdade de pensamento, discurso e criatividade que os Estados Unidos valoriza tal como no mundo dito civilizado;
2º - A segunda coisa que todos precisam saber é o de que a China usa uma gama diversificada de técnicas sofisticadas - desde invasões cibernéticas até corromper insiders confiáveis que se envolvem até, em roubo físico.
3º - Eles foram pioneiros em uma abordagem expansiva para roubar inovação através de uma ampla gama de actores - incluindo não apenas serviços de inteligência chineses, mas empresas estatais, empresas ostensivamente privadas, certos estudantes de pós-graduação, pesquisadores, e uma variedade de outros actores trabalhando em seu nome…
Voltando às acções estratégicas, por norma apossam-se dos portos em lugares vitais ao redor do Mundo, como exemplo no Siry Lanka, que cedeu à China por 99 anos o porto de Hambantota e as terras circundantes. “Escusado será dizer que o Siry Lamka se tonou mais um país vassalo do PCC chinês”… Ponto final!
Hambatota na mão dos chineses, ficará com trinta por cento do futuro comércio marítimo para a Ìndia. Uma grande admiração foi a descrita pelo Secretário Geral da ONU como sendo um pilar de cooperação internacional e de multiculturalismo. O mesmo se passou com o então deficitário porto de Gwadar na província de Baluchistão no Pakistão, a 600 Km de Karachi…

Ilustrações de Costa Araújo
Nota*: Com extractos do livro “A Mulher do Dragão Vermelho” de José Rodrigues dos Santos, consulta em Wikipédia e muxoxos em viagens do Soba …
(Continua, com intercaladas Viagens …)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3649 - 12.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Acontece a partir desta data a “Operação Madeira” por via de Jonas Malheiro Savimbi originar variadas tentativas na aproximação aos militares portugueses. Face ao domínio português no leste, o MPLA de Chipenda alia-se à FNLA. Em Kinshasa, estes, criam o Conselho Supremo de Libertação de Angola (CSLA), presidido por Holden Roberto.
Esta criação foi efémera pois que nesta altura o MPLA dependia quase exclusivamente da ex-URSS e seus satélites. A FNLA , dependia dos Estados unidos da América e Europa e esta combinação não resultaria como é óbvio. A tal de “Operação Madeira” teve como intermediários Jonas Savimbi e o general Bettencourt Rodrigues e, tendo como mediador o madeiro da povoação de Cangumbe chamado Duarte Oliveira.
O tenente Sabino apareceu sempre como o negociador por parte da UNITA. A UNITA comprometeu-se a não atacar os madeireiros e a tropa instalada naquele vasto Leste. Por esta via reptícia ambas as partes faziam seu jogo do gato e rato. Á UNITA, era-lhe dado bens logísticos a fim de sobreviver em banho-maria como e vulgar afirmar. Este acordo beneficiava os madeireiros, a quem a UNITA com muita frequência, incendiava suas serrações e camiões de transporte.
Mas, Savimbi com a conhecida sua habilidade de manobra atacava por vezes e de surpresa; o diálogo entre as “NT do M´Puto” Savimbi, foi retomado numa segunda fase que é agora conhecida pelo “pacto de não-agressão”. Savimbi e o então Secretário-Geral do Governo da Província Ultramarina de Angola, coronel Soares Carneiro.
Ambos se auspiciam em contactos tendo por intermediário o padre António de Araújo Oliveira, um fervoroso defensor da UNITA mas, só até este tomar conhecimento de alguns crimes na Jamba, nomeadamente pela queima de pessoas vidas. Antigos líderes da UNITA acusaram Savimbi de manipular as crendices populares e valer-se de feitiçaria em julgamentos, esquartejando, afogando e queimando dissidentes políticos como feiticeiros.
Mantinha um controlo do poder impiedoso, assassinando quem pudesse vir fazer-lhe frente. Apesar das ligações aos americanos, nutria grande desconfiança em relação à CIA e o seu primeiro chefe do estado-maior, coronel Waldemar Chindondo, militar distinto que foi um dos primeiros-oficiais negros do exército português, foi acusado de ligações à CIA e executado.
A viúva de Chindondo, Alda Juliana Paulo Sachiambo Chindondo, mais conhecida por Mana Aninhas, passou a fazer parte do harém de Savimbi, foi eleita presidente da Organização Feminina da UNITA em 1984, representante do movimento nos Estados Unidos, Portugal, Bélgica e Alemanha e líder da bancada da UNITA no parlamento angolano. Orneias Sangumba, que estudou ciências política na Universidade de New York foi outro dirigente do movimento morto por ser alegadamente agente da CIA
Com o título de Galo Negro em inglês (“The Black Cockerel”), existe uma peça teatral sobre Savimbi, da autoria do nigeriano Ademola Bello, o primeiro africano a obter um mestrado em arte dramática pela Universidade de New York.“The Black Cockerel” estreou em Junho de 2008 numa encenação da companhia do Out North Theatre de Anchorage, Alaska, onde o autor reside; esteve longe de ser um sucesso, mas teve pelo menos o mérito de atrair o interesse de Hollywood para a vida de um dos maiores líderes africanos.
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Ilustrações de Assunção Roxo
Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, do jornal Expresso do
M´Puto e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3648 – 10.12.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Como podemos nós acrescentar à ciência o entendimento de simplicidades tão abrangentes; uma mão amiga! As pedras surdas e mudas que não podem testemunhar porque elas têm seu próprio destino, transformar-se em pó, e nós, em coisa nenhuma. Para provar que o que tem de acontecer acontecerá, haverá sempre um milagre a alterar o curso do destino, pequeno ou grande!
Desta feita tem o nome de “Kikas Xirikwata”, no feminino, que move vontades e ternuras a alterar este simples destino, seu toque milagreiro de bem-haja, pequenas de grandes coisas que fazem a diferença! Ora, relembrando: No ano de 1970 e 1971 com o lançamento da operação “Siroco” e “Rojão RH” a região do Leste de Angola é completamente dominada após a realização de operações especiais aos quais participaram Comandos…
Comandos, Páras, Fusos e o Esquadrão a Cavalo estacionado em Silva Porto, actual cidade do Cuíto. As autoridades portuguesas instauram um prémio de 100 contos a quem entregasse Jonas Savimbi, vivo e, outro de 50 contos, pela cabeça de Antunes Kahali, um comandante da UNITA conhecido pela prática de sua crueldade.
Mas, num agora posterior, “os periclitantes novos membros estão profundamente preocupados com as repetidas acusações de abusos dos direitos humanos em Angola e, em particular, às mortes de Tito Chingunji, Wilson dos Santos e suas famílias. “A situação fica particularmente delicada porque “Tito” alegou que o seu plano beneficiava de apoio actuante da CIA”.
São desconhecidas as movimentações de Backer mas, é conhecida a carta que o presidente e vice-presidente da “Senate Select Comité on Intelligence”, respectivamente David Boren e Frank Murkowski, enviaram a George Bush: Podemos nunca saber quem foram os responsáveis por estes crimes, mas o Dr. Savimbi tem de aceitar a responsabilidade pelo facto de terem ocorrido na jurisdição controlada pela sua organização politica e militar.
O facto de estes acontecimentos, terem acontecido depois da paz ter chegado a Angola, deixa-nos apreensivos. Espera-se por isso que certas e especificas acções sejam tomadas por ele, Jonas Savimbi que comanda o movimento UNITA. Voltando ao Antunes Kahali, este, decepava os órgãos sexuais dos militares portugueses abatidos, expondo-os com frases insultuosas nas aldeias e carreiros ali chamados de picadas.
Diz-se que o major Vitor Alves arrecadou o prémio apresentando uma cabeça que não era a de Kahali pois este soube-se ter falecido na Jamba em uma data posterior. Nesta mesma altura, o MPLA cria um grupo chefiado por Manuel Muti que tinha a obsessão de matar Savimbi. Fracassada essa tarefa, Muti adere à “Revolta do Leste” e acabando por mais tarde se entregar às “NT- Nossas Tropas”
NT, era talqualmente como se davam a conhecer as tropas do M´Puto em seus relatórios. Foi no lugar de Ninda que este aventureiro da guerrilha se entregou. Com o MPLA derrotado militarmente no Leste, Portugal desencadeia nova operação especial contra as bases de Savimbi, saldada por elevado número de baixas entre os guerrilheiros…

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba
- Crónica 3645 – 27.11.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
O Fórum Democrático Angolano – FDA, constituído por dissidentes da UNITA, na diáspora, espalha por Lisboa do M´Puto um cartaz que dizia: SOS Jamba. Savimbi liberta Tito Chingunji e Fernando Wilson. Sabia-se que Savimbi mantinha na Jamba detidos sob coacção, Pedro Ngueve Jonatão Chingunji conhecido por “Tito” e, Fernando Wilson dos Santos.
Tito era delegado da UNITA nos EUA desde 1988 e Wilson, era-o em Lisboa desde o ano de 1986. Ambos eram acusados de conspirar contra Savimbi. tendo sido julgados em Fevereiro de 1989, coincidindo com o desaparecimento do engenheiro Chitunda. Soube-se a seguir que estas três figuras de destaque do Movimento o foram declarados culpados e presos…
Do relatório da Amnistia Internacional desse ano é referido que “em resposta a manifestações internacionais Tito Chingunji foi solto por curtos períodos, coincidindo com delegações estrangeiras de visita à Jamba. Fernando Wilson e Tito, foram vistos com vida pela última vez em inícios de 1991. O mesmo relatório refere: foram acusados de feitiçaria pelo que e, como era hábito foram queimados juntamente com membros de sua famílias em Março de 1982 e Setembro de 1983…
Passo aqui, por cima de algumas descrições pormenorizadas e penosas no entendimento humano. Marcial “Yemene” Hamukwaya, ex-chefe de pessoal da UNITA acusado de ter criticado o envolvimento militar da África do Sul na Província de Cunene no Sul de Angola, foi mais um dos militares do Movimento do Galo Nego, morto em fins de 1984.
Em 1982 Tony da Costa Fernandes, fundador e Ministro dos Negócios Estrangeiros da UNITA e Miguel Nzau Puna, antigo Secretário-geral, na altura da dissidência, Ministro do Interior e da Ordem Pública da UNITA, anunciam o seu desvinculamento do Movimento, justificando que “Savimbi, não estava a respeitar os acordos de paz” e, “não querendo pactuar com os planos diabólicos de que Savimbi gizava para Angola”.
São Tony Fernandes e Nzau Puna que contam ao Mundo o assassinato de Tito e Wilson com as respectivas famílias…Em um desesperado apelo à comunidade internacional, que não foi correspondido, pedem a exumação e autópsia dos corpos. São contados horrores na forma de execução atribuídas a um sobrinho de Savimbi, membro do grupo de segurança designado de BRINDE - segurança interna do Movimento…
Em carta datada de 11 de Março de 1992 destinada ao Secretário de Estado Norte-Americano James Backer, Jonas Savimbi admitiu as execuções de Pedro Negueve Jonatão Chingunji, “Tito” - delegado da UNITA nos E.U.A. e de Fernando Wilson, delegado da UNITA em Lisboa, assim como toda a família, de ambos e, respectivos guardas pessoais, por via de “actos de alta traição”…
Ainda declara que haviam sido mortos em 1991 e não em 1992. A Amnistia Internacional contesta a Comissão de Inquérito da UNITA, fazendo saber ao movimento, que a mesma não obedecera aos “critérios geralmente aceites de independência e imparcialidade”. Na carta dirigida a Backer, Savimbi acusou “Tito” e Fernando Wilson de pretenderem envenena-lo: “Depois do regresso à Jamba, a 11 de Novembro de 1988, promovi um encontro entre nós e, alguns de seus amigos para discutirmos o que se falava.

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, do jornal Expresso e página do SAPO
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, antes e depois do ano Dois Mil
- Crónica 3644 – 24.11.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018
- “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Lá na mata, quatro meses antes, perseguido por uma unidade das forças governamentais, Jonas Malheiro Savimbi é morto em Fevereiro de 2002. Segundo o jornal Público (do M´Puto), Jonas Savimbi morreu "de arma na mão", como "um militar", numa emboscada das Forças Armadas Angolanas (FAA), numa sexta-feira à tarde, junto ao rio Luio, sudeste da província do Moxico…
Ao fim de cinco dias de perseguição pelo mato. "Sete tiros foram suficientes para o abater". Foi assim que o brigadeiro Wala, na qualidade de dirigente da "força mista que matou o líder da UNITA", resumiu o fim de Savimbi aos jornalistas presentes no local em que o corpo foi exibido. Estou em crer que, aquele rádio com tecnologia de ponta, oferecido pelos “amigos americanos” a Savimbi, tinha um cazumbi bem forte…
Por tantas dúvidas no ar, tantas medidas arbitrárias, umas torpes outras sem explicação plausível, levam os jovens de agora e não só, a pedir explicações. Nos anos sequentes e, já no actual ano de 2024, ainda se protagonizam inéditas manifestações estipulando como que uma espécie de moratória ao executivo angolano, antes de voltarem às ruas…
Jonas Malheiro Savimbi é morto em Fevereiro de 2002
Uma e outra vez, pedindo eleições livres, sem batota, eleições municipais e o fim da mordaça e do estado policial, ditatorial na verdadeira versão da palavra. Uma cleptocracia, um governo cujos líderes corruptos usam o poder político para se apropriar da riqueza de sua nação, com o desvio ou apropriação indevida de fundos do governo e, às custas da população em geral
Quebrando temporalmente a sequência dos relatos, já neste novo Século XXI, pela agência Lusa é dado conhecimento de que Carlos Morgado, antigo médico pessoal de Jonas Savimbi, líder histórico da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), morre em Lisboa vítima de doença a 08 de Outubro de 2013.
Carlos Morgado que acompanhou Abel Chivukuvuku na fundação da coligação eleitoral (CASA-CE), terceiro maior partido angolano. Só mais tarde o soube poi que estando em terras longínquas do pantanal brasileiro, não tive oportunidade de apresenta à família e à direcção da CASA-CE meu "sentimento de profundo pesar". Simplesmente, desaconteceu!
Soube sim, mais tarde, que "foi com profunda dor e consternação que o Grupo Parlamentar da UNITA tomou conhecimento do falecimento do Dr. Carlos Veiga Morgado (...) aonde também assumiu o cargo de Presidente do Grupo Parlamentar, saído das eleições de 1992"… "Foi um nacionalista e humanista, sempre fiel e coerente com os seus princípios em prol do Povo Angolano e de Angola"… E com sentido pesar, que o recordo…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da agência LUSA, via SAPO…
(Continua…)
O Soba T'Chingange
NAS FRINCHAS DO TEMPO
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, já quase no ano Dois Mil
- Crónica 3643 – 19.11.2024
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
A minha ligação a Carlos Morgado foi esporádica ao longo dos anos em encontros e seminários com elementos afectos à UNITA, como eu. Nesse então éramos vigiados em surdina pela polícia do M´Puto com telefones grampeados. Sabiam sempre os passos que dávamos embora não nos entorpecessem.
Tive oportunidade de sentir isso quando em um encontro com autoridades Namibianas com a presença do presidente e líder da SOAPO San Nujoma, este, em um “miting” à margem do rio Okavango no Divundu, ter feito recados indirectos como que avisos aos infiltrados da UNITA em seu país.
Afavelmente, San Nujoma, cumprimentou-me em particular, desejando uma boa estadia turística; ainda guardo a foto que tiramos à margem do rio Kubango (Okavango), vendo-se do outro lado as chanas de Angola. José Pedro Kachiungo, o meu mais directo responsável da UNITA nesse então, sabia que eu estava ali por opção própria, sem estar numa declarada revelia.
Fiquei em dado momento muito grato pelo convite de Carlos Morgado ter-me proporcionado um almoço a sós em casa de pessoa amiga na cidade de Lagoa no Algarve tendo-me deixado a melhor impressão nas ideias que trocamos. Ele, andava pelo país, contactando de perto com as células activas e núcleos do movimento em Portugal.
E, aconteceu: No ano de 2002, tropas do governo matam Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro desse ano, na província de Moxico. Jonas Savimbi morre "de arma na mão", como "um militar", numa emboscada das Forças Armadas Angolanas (FAA), sexta-feira à tarde, junto ao rio Luio, sudeste da província do Moxico, ao fim de cinco dias de perseguição pelo mato.
"Sete tiros foram suficientes para o abater". Foi assim que o Brigadeiro Wala, na qualidade de dirigente da "força mista que matou o líder da UNITA", resumiu o fim de Savimbi aos jornalistas presentes no local em que o corpo foi exibido - Lucusse, a 79 quilómetros do sítio da emboscada.
O relato é do repórter da Lusa, Miguel Souto. O destino de Savimbi, calculou Wala, era a fronteira com a Zâmbia, onde contava ser reabastecido pelos seus homens. Nos anos que se seguiram, pouco a pouco, os elementos afectos à UNITA foram sendo acantonados às suas próprias iniciativas.
Em Junho de 2002, quatro meses após a morte de Savimbi, fui a Angola tendo permanecido em Luanda, Sumbe e Benguela aonde permaneci um mês em casas de pessoas afectas ao MPLA. Em nada fui perturbado naquilo que quis observar… E, observei haver preocupação de alguns dirigentes que informalmente me cativavam a ideia de regresso a Angola. Isso não aconteceu, não obstante observar de longe a evolução da terra que me viu crescer como filho mazombo.
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …
(Continua…)
O Soba T'Chingange

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