Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LXIV

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VIANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - II

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus- Jornalista 

- Crónica 3718 – 16.12.2025

 araujo99.jpgO autor do livro António Pedro, refere que em uma era em que é socialmente inaceitável definir a pátria de um qualquer ser humano com base na raça, como aceitar 50 anos depois, milhares de pessoas já nascidas em território angolano, serem chamadas de retornadas, país de onde nunca tinham partido. Um pouco por toda a Angola, mas mais em lugares designados por mato, faziam-se pilhagens a fazendas roubando gado …

Por ali permaneciam enquanto havia algo de se comer; depois avançavam para uma outra roça repetindo as cenas, com mais violência e frequência. Todos estavam debaixo de uma angustia devastadora de força aonde a cor era de sangue. E, custava muito deixar para trás uma vida inteira de trabalho. No decorrer do ano de 1975, em Angola, os sinais degradantes do Açodo de Alvor, tornavam-se a cada dia mais notórios.

Por todo o território se ia verificando o controlo dos movimentos em suas zonas de influência e praticamente, obrigando os cidadãos a adquirirem o cartão do movimento dessas mesmas zonas. Havia até, quem com medo, se inscrevesse nos três movimentos; os signatários desse Acordo de Alvor decadente.

Araujo002.jpg Na página 25 do livro de António Mateus, pode ler-se: A sete meses da independência, as unidade militares portuguesas, a quem caberia velar até lá pela segurança das populações civis, recusavam-se a meter na ordem os transgressores; por norma agressores feitos milícias, gente impreparada para manter qualquer ordem – Um Deus me livre…

Aquela indisciplina também o era assim por ordens nesse sentido e, a fim de seguir essa politica de medo. incentivo ao abandono do branco, vindo de oficiais de topo do exército português. Era a Metrópole com todo o seu esplendor libertador!... aonde prevalecia uma luta romântica com poesia revolucionária, ideologias comunas saídas dum PREC – Processo de Revolução em Curso…

E, também por altos mandatários  do MFA com seu Concelho de Revolução, oficiais cultivados na senda comunista preconizada por Fidel de Castro e, demais ideólogos comunas às ordens de Álvaro Cunhal pulsando ideias assassinas vinculadas a um poder popular – Assim diziam; O povo é que mais ordena.

ango4.jpg Criaram assim os pioneiros afectos ao MPLA a quem entregaram munições, paióis inteiros, armas e outros bens de várias unidades militares das NT – Sempre as tais NT, nossas tropas. Deram logística e até carros de combate dirigidos por militares portuguese, foram vistos apoiando gente afecta aos Comités do MPLA.

De forma mais escassa, também foram entregues armas a militares dos outros dois partidos, UNITA e FNLA; aquelas mesmas armas, G3, FN, FBP e granadas várias entre outras que foram utilizadas não só em combate entre eles. movimentos, mas também em assaltos, fuzilamentos e barbaridades contra civis.

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Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de   T´Chingange,  o Soba

Ilustrações de Costa Araújo

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:34
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Sábado, 6 de Dezembro de 2025
VIAGENS . 274

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - XIV CONGRESSO DA UNITAAdalberto da Costa Júnior, foi reeleito Presidente da UNITA…

- Crónica 3715 – 06.12.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

adalberto junior unita.jpgAtravés da Agência LUSA - Adalberto Costa Júnior foi reeleito no domingo, dia 30 de Novembro  presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), derrotando Rafael Massanga Savimbi na corrida à liderança do maior partido da oposição angolana. ACJ, conquistou a preferência de 1.100 dos 1.210 delegados votantes, obtendo 91% dos votos, segundo a ata lida pelo coordenador da comissão eleitoral Alcides Sakala, cabendo os restantes a Massanga Savimbi - 9%.

Adalberto Costa Júnior lidera a UNITA desde 2019, num percurso marcado por um "preço político" e "resiliência" elevados, como disse o próprio na manhã, pouco depois de votar, referindo-se ao seu primeiro mandato "irregular" de dois mais quatro anos: dois primeiros anos resultantes do congresso de 2019 e quatro anos decorrentes do congresso repetido de 2021 até ao conclave recentemente realizado.

A primeira eleição de Adalberto Costa Júnior para a presidência da UNITA ocorreu a 15 de Novembro de 2019, no XIII Congresso Ordinário, quando o então líder da bancada parlamentar do partido obteve 594 votos em 1.111, cerca de 53%, sucedendo a Isaías Samakuva, que chefiou a formação politica durante 16 anos, após a corte de Savimbi

  Esse congresso viria a ser anulado pelo Tribunal Constitucional em Outubro de 2021, na sequência de uma acção interposta por militantes da UNITA. O tribunal concluiu pela nulidade do XIII Congresso, de 2019, invocando "irregularidades à dupla nacionalidade" de Adalberto Costa Júnior à data da candidatura e violação dos estatutos do partido.

Na sequência dessa decisão, a UNITA realizou um novo congresso em Dezembro de 2021, no qual Adalberto Costa Júnior voltou a ser eleito. Dessa vez, apresentou-se como candidato único, reunindo mais de 96% dos votos dos delegados presentes, e consolidou a sua liderança no partido do em vésperas das eleições gerais de 2022, em que foi cabeça de lista, obtendo o melhor resultado de sempre para o partido.

Com a reeleição, Adalberto Costa Júnior consolida a sua posição na liderança partidária e mantém-se como principal rosto da oposição angolana. Logo a seguir às eleições  presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, nomeia o candidato derrotado ao 14.º congresso ordinário da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, como Vice -Presidente da bancada Parlamentar da UNITA

araujo 96.jpg Sem perder tempo, Rafael Massanga Savimbi na nova qualidade de Vice- Presidente, assinando-se como Deputado  nomeia e felicita na primeira pessoa os quadros por si nomeados para os desafios do Partido UNITA citando-os: de colegas, a saber::

1.º Arlete Imbinda - Vice-Presidente para a Área Político-Social da UNITA

2.º Simão Dembo - Vice-Presidente para Administração e Património da UNITA

3.º Álvaro Daniel Quicuamanga - Vice-Presidente para Organização e Administração Eleitoral da UNITA

4.º Liberty Chiyaka - Secretário-Geral da UNITA

5.º Albertina Navemba Ngolo - Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA

Rafael Massanga Savimbi terminou assim dando os parabéns com os desejos de  fazer acontecer para se atingirem as metas de 2027!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:46
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LXIII

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES VANGOLA . VIDAS QUEBRADAS - I

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista 

- Crónica 3714 – 04.12.2025  

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ÁFRICA12.jpg Decorridos que são cinquenta anos após a independência de Angola, a 11 de Novembro do ano de 1975, o tempo não fez esquecer as muitas e variadas odisseias da fuga à morte. Os brancos, maioritariamente, alguns já de terceira geração, foram forçados a fugir e, por força de uma guerra entre três beligerantes; um dos quais que tomou o poder com auxilio das forças militares portuguesas adstritas ao Movimento das Forças Armadas - MFA .

A fuga teve inicio por terra e de variados lugares com destino a sul, das chamadas “terras do fim do mundo”; também pelo ar através da chamada “Ponte Aérea” e por ar, em barcos de pesca costeira, alguns dos quais naufragaram ao longo da Costa dos Esqueletos no então Sudoeste Africano, um protectorado da África do Sul, a Mania.

O chamado “Acordo de Alvor” tornou-se um paradoxo à história Lusa; um papel rasgado pelo então movimento do MPLA, com a implícita ajuda das forças do MFA, por via de oficiais militares esquerdistas. Militares seguidores da ideologia Marxista, Leninista preconizada pelo Partido Comunista e, nesse então, às ordens de Cunhal do M´Puto. Alguns destes militares nem saberiam bem o que eram, mas em verdade, traíram mais de meio milhão de patriotas.

fuga1.jpg Mais de 500 mil portugueses, brancos, pretos e mestiços que tinham suas vidas naquele território - Angola. Gente que tudo deixou, um abandono confrangedor que perturbou e muito, os contadores de feitos nobres Lusos, os ditos historiadores e uma reticente parte do povo português consciente. Em verdade todos o foram culpados usando o “vinticinco” como causa ou justificação. Uma mentira encapotada chamada de “Descolonização”.

Gente que tudo deixou, gente que ficou sem nada, sem moral, sem perspectivas e com um futuro imprevisível. Em suma, gente traída.  A pertença de um ser humano ao território onde nasceu, independentemente de sua raça e sua crença foi pelo ralo, simplesmente ficou sem efeito. Os brancos, foram assim expulsos, expulsados pela traição de uns quantos oficiais militares do M´Puto (Metrópole). E, todos bateram palmas!

Os chamados de retornados, que foram para além de traídos, pilhados, vilipendiados, atrocidades, abandonados, só lhes restou fugir, salvar suas vidas. O livro em causa, escrito de forma muito suave, descreve a fuga de milhares de populares saídos do Huambo (Nova Lisboa) e Lubango (Sá da Bandeira), uma pequena parte daquilo que foi o maior êxodo da História Lusófona.

fuga3.jpg E, o único vinculo que a maior parte tinha com a então Metrópole (M´Puto), para além da língua, era o pagamento de impostos, alimentando a tal nação longínqua, a terra do “terreiro do paço”, da santa terrinha; alimentando as NT- Nossas Tropas, suas comissões e, um sem fim de ministérios dos quais se destacam o “Ministério do Ultramar” entre outros  …

E, sabe-se hoje que os movimentos de libertação de Angola com acção incipiente naquele ano de 1975, já tinham em mente ao assinar o Acordo de Alvor, rasgá-lo como coisa a ser desrespeitada e, fundamentalmente tendo como mentores os Oficiais do Concelho da Revolução do M`Puto em disputar o poder pela força criando um partido monstro, o tal chamado de MPLA (já derrotado em 1975). Sim! O CR - Concelho da Revolução renasceu o defuntado MPLA, dando-lhe armas, logística com inteliligence para alem de financiamento…

fuga8.jpg

Nota: Com extractos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e impertinências de   T´Chingange,  o Soba

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:32
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Sábado, 8 de Novembro de 2025
VIAGENS . 271

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**

- Crónica 3711 – 08.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

Roxo 179.jpgPor iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.

ROXO197.jpg O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.

Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”

“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…

pombinho2.jpg O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar  caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.

Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.

Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de  NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: **  parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda

Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:13
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Domingo, 26 de Outubro de 2025
VIAGENS . 268

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão

- Crónica 3707 – 26.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025.  O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.

Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".

Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!

unita36.jpg De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.

Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ  pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".

JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …

UNITA02.jpg Ora bem! A UNITA, condignamente  quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.

Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a  necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

 (Continua...)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:28
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Domingo, 12 de Outubro de 2025
VIAGENS . 266

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - XIV Congresso da UNITA

- Comissão Organizadora

- Crónica 3704 – 12.10.2025

- Escritos boligrafados na “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

unita002.jpg - 24 de setembro de 2025

COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV CONGRESSO ORDINÁRIO

  1. Coordenação Geral

▪ Sr. Álvaro Chikwamanga Daniel - Coordenador

▪ Sra Clementina da Silva - 1º Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Lucas Kananay - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Amélia Judith - Secretária

▪ Sra Cesaltina Kulanda - Vogal

▪ Sr. Manuel Armando da Costa Ekuikui – Vogal

▪ Sra Helena Bonguela

▪ Sr. Franco Marcolino Nhany

▪ Sr. Anastácio Sicato - Porta-voz

▪ Sr. Henriques Chivinda - Tesoureiro

1.1. Grupo de Apoio à Coordenação

▪ Sr. João Malota

▪ Sr. Jorge Katito

▪ Sr. Sebasteão Ngongo

▪ Sr. Pedro David Raimundo

▪ Sra Josefina Chimbotia

▪ Sra Alice Ngueve

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  1. Comissão de Conferências

▪ Sr. Virgílio Samussongo - Coordenador

▪ Sra Anabela Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Agostinho Kamuango - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Ivete Kapapelo - Secretária

▪ Sr. Lucas Kanutula - Vogal

▪ Sr. Jonas Mulato – Vogal

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  1. Comissão de Programação

▪ Sr. Helder Santos - Coordenador

▪ Sra Sandra Kakunda - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Benedito Umbassanjo - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Felicidade Chipuka - Secretária

▪ Sr. Osvaldo Kaimy - Vogal

▪ Sr. Chico Jamba – Vogal

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  1. Comissão de Mandatos

▪ Sr. Silvestre Gabriel Samy - Coordenador

▪ Sra Alice Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Salomão Nataniel - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Saúde Cabina - Secretário

▪ Sr. Justo Etiambulu - Vogal

▪ Sra Celmira Malungo - Vogal

▪ Sr. Amarildo Chitekulo – Membro

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  1. Comissão Eleitoral

▪ Sr. Alcides Sakala - Coordenador

▪ Sr. Maurílio Luyele - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Inês Mulato - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Violeta Gomes - Secretária

▪ Sr. Januário Mussambo - Vogal

▪ Sra Carlota Machado – Vogal

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  1. Comissão de Ética e Decoro

▪ Sra Miraldina Jamba - Coordenadora

▪ Sr. David Álvaro - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Abílio Kaunda - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Maria Eugénia Tembo - Secretária

▪ Sra Florita Barros – Vogal

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  1. Comissão da Documentação

▪ Sra Petronela Kavaleka - Coordenadora

▪ Sr.  Fernando Pambassangue “Good” - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Flora Terça - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Laurinda Chipeio Sachiambo – Secretária

▪ Sr. Sr. Isaac Ekuikui  - Tesoureiro

▪ Sr. Adolfo Chikueka - Vogal

▪ Sr. Celestino Guilherme

▪ Sr. Osvaldo Álvaro Chilembo Epalanga

▪ Sr. Filipe Canoela

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  1. Comissão de Comunicação e Marketing

▪ Sr. Evaldo Evangelista - Coordenador

▪ Sr. Emanuel Bianco - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Elsa Pataco - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Alexandre Solombe - Vogal

▪ Sr. Graciano Katotalâ – Vogal

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  1. Comissão de Protocolo, Alojamento e Transportes

▪ Sr. David Chipasso - Coordenador

▪ Sra Luisa Soares - 1º Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Tony Bandua - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Lily Chilingutila - Secretária

▪ Sr. Fonseca Epalanga - Vogal

▪ Sr. Domingos Sanzala - Vogal

▪ Sra Maria Alice - Tesoureira

▪ Sr. Alexandre Kawende - Membro

▪ Sra Victória João - Membro

▪ Sr. Danilo Chilingutila - Membro

▪ Sr. Anicel Yakuvela – Membro

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  1. Comissão dos Assuntos Estatutários e Jurídicos

▪ Sr. Eugénio Manuvakola - Coordenador

▪ Sr. Armindo Kassessa - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Mihaela Webba - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Umbelina Brás da Fonseca – Secretária

▪ Sr. Oseias Chelemba - Tesoureiro

▪ Sra Teresa Chipia - Vogal

▪ Sr. Domingos Oliveira - Vogal

▪ Sr. Fernando Monteiro – Vogal

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  1. Comissão de Administração, Logística e Finanças

▪ Sra Marta Solange - Coordenadora

▪ Sr. Jorge Cardoso - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Pedro Gamba - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Anabela Tenente – Secretária

▪ Sra Wandi Njele - Tesoureira

▪ Sr. Cândido Ngando - Vogal

▪ Sra Maria Manzaila – Vogal

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  1. Comissão de Infraestrutura

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▪ Sr. João Chitunda - Coordenador

▪ Sr. Adélio Chitekulo - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Jorge Chikete - 2° Coordenador Adjunto

▪ Outros…

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  1. Comissão de Auditoria

▪ Sr. Vicente Tembo – Coordenador

▪ Sra Ester Chitombi - Secretária

▪ Sr. Arlindo Miranda - Vogal

▪ Sr. Anselmo Kundumula - Vogal

▪ Sra Francisca Porfílio – Tesoureira

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  1. Comissão da Saúde

▪ Dra. Adelina Sasselo

▪ Dr. Rosalon Pedro

▪ Outros …

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Transcrito por Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:54
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Sábado, 11 de Outubro de 2025
VIAGENS . 265

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - Aprovação do Regimento do XIV Congresso

- Crónica 3703 – 11.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

unita01.jpg Via UNITA Kilamba de 16 de Setembro de 2025: Sob orientação do Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, teve lugar a XXII Reuniao Extraordinaria do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, na sala da Comissão Política, em Viana da qual saiu o COMUNICADO FINAL.

COMUNICADO FINAL DA XXII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ PERMANENTE DA COMISSÃO POLÍTICA DA UNITA -  Reunião que se inseriu  no  quadro dos actos preparatórios do XIV Congresso Ordinário da UNITA, a ter lugar nos dias 28, 29 e 30 de Novembro do ano em curso, em Luanda.

A Reunião foi alargada à convidados, membros da Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário, debateu e aprovou os pontos constantes da Agenda, nomeadamente: aprovação do Regimento do XIV Congresso; Definição dos Critérios de Eleição dos Delegados ao XIV Congreso Ordinário e dos Candidatos à Membros da Comissão Política da UNITA;

roxo10.jpg Aprovação das Quotas de Delegados ao XIV Congresso Ordinário das províncias e diáspora; Análise das Propostas de Teses para o XIV Congresso Ordinário e Aprovação do Lema do XIV Congresso. No final a XXII Reunião Extraordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público o seguinte:

1 - Considerando a necessidade de coligir as regras e os princípios de organização e funcionamento do Congresso e das respectivas comissões preparatórias foi aprovado o Regimento do XIV Congresso da UNITA, como instrumento orientador dos trabalhos do Congresso.

2 - Inspirado na necessidade da Unidade Nacional, como factor essencial para a Alternância do Poder em 2027, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA aprovou como lema para o XIV Congresso Ordinário, o seguinte: "XIV Congresso- Unidos para a Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento"

roxo02.jpg Com estas importantes deliberações, a Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário da UNITA entra na nova fase preparatória que culminará com o debate e aprovação das suas teses orientadoras, como base das conferências comunais, municipais, provinciais e da diáspora que antecedem o conclave.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanha com preocupação, a prática do Regime de perseguir as vozes vivas da nação que criticam as incessantes violações dos direitos humanos e má governação, com destaque para as lideranças de Partidos Políticos, jornalistas, activistas cívicos e líderes de associações  profissionais de Taxistas, criando instabilidade nacional e subversão do Estado democrático de direito.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA convida todos os membros a participarem neste importante momento da vida do partido. Ao mesmo tempo, exorta todos a manterem-se vigililantes e unidos, neste processo histórico de reafirmação do sagrado compromisso da UNITA com a democracia, enquanto regime político que os angolanos merecem e a defesa intransigente dos superiores interesses do povo angolano.

Luanda, 16 de Setembro de 2025

O Comité Permanente

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Ilustrações de Asunção Roxo da E.I.Luanda

Transcrito por Soba T`Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:16
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2025
VIAGENS . 264

ADENDA - DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 3701 – 10.10.2025  - Subscrevo MANIFESTO - “Missão Xirikwata

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

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MANIFESTO DE APOIO À RECANDIDATURA DE ADALBERTO COSTA JÚNIOR 

Ao Cargo de Presidente da UNITA

  1. Nós, subscritores deste Manifesto, inspirados pelo pensamento mestre do Dr. Savimbi, traduzido no Projecto de Muangai, e unidos pelo ideal de mudança e pela convicção de que Angola necessita um novo rumo, declaramos o nosso apoio firme, determinado e comprometido à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA.
  2. O nosso País continua mergulhado em profundas desigualdades sociais, económicas e políticas. Angola, rica em recursos e em potencial humano, permanece refém de um sistema que não responde às legítimas aspirações do seu Povo. Esta realidade exige de cada um de nós visão, responsabilidade e coragem.
  3. É neste contexto que reafirmamos, com convicção e sentido patriótico, o nosso apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior à liderança da UNITA.
  4. Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA, é hoje um activo nacional, um símbolo de esperança e de mudança, que transcende as fronteiras partidárias.
  5. O seu percurso político, a sua firmeza na defesa da democracia e a sua dedicação incansável às causas do Povo angolano colocam-no como figura política credível para liderar a oposição democrática e concretizar em 2027 a alternância responsável, pacífica e inclusiva que o País clama.
  6. A sua reeleição à frente da UNITA não é apenas uma decisão interna; é um imperativo nacional. É o passo que garante que a UNITA, fortalecida e unida, continuará a dar corpo e força à esperança, à voz dos sem voz, e servir de instrumento congregador através do qual os angolanos de todos os matizes podem resgatar a sua dignidade e construir um futuro de prosperidade.
  7. Adalberto Costa Júnior, pela sua dimensão política, pela confiança que inspira e pela projecção internacional que conquistou, é hoje a escolha certa na liderança da UNITA e indispensável para o futuro do País.
  8. Apoiá-lo é, por isso, mais do que uma escolha partidária: é um compromisso com Angola.
  9. É assumir que o tempo de mudança não pode ser adiado.
  10. É garantir que, em 2027, a UNITA como um estuário congregador de vontades estará preparada para disputar e vencer, com legitimidade e unidade, as eleições gerais, oferecendo ao Povo uma alternativa real, justa, democrática e um governo inclusivo e participativo para o bem-estar dos angolanos.
  11. Convidamos todos os angolanos, militantes, simpatizantes e cidadãos que acreditam na necessidade da mudança a unirem-se nesta causa.
  12. A reeleição de Adalberto Costa Júnior é o caminho da esperança, é a garantia da continuidade de uma luta justa e é a prova de que Angola pode e vai ser melhor.
  13. Por Angola, pela democracia, pela dignidade do nosso Povo: incentivamos e apoiamos a recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA!

Luanda, 08 de Outubro de 2025

Os Subscritores:

N.º NOME COMPLETO

OBS

1 - José Samuel Chiwale

2 - Ernesto Joaquim Mulato

3 - Isalina Kawina

4 - Carlos Tiago Kandanda

5 - Maria Deolinda Junia Namukumbi

6 - Mártires Correia Victor “Kavula Ndungue”

7 - Vituzi Lumai

8 - Salomé Epólua

9 - Lukamba Gato

10 - Augusta Mutango

11 - Loth Guilherme Chivava 

12 - Afonso Ndzimbo Kutunga

13 - Helena Kokelo Kakunda

14 - João Vaikeni

15 - Isabel Solunga Kaputo

16 - Horácio Sikola

17 - Abílio Kamalata Numa

18 - Makiesse Maria Ivone Lussadisso

19 - Lázaro Kakunha

 20 - Horácio Junjuvili

 21 - Albertina Navemba Navita Ngolo 

Mandatária Nacioal

22 - Liberty Chiyaka

Director Geral da Campanha

23 - Faustino Mumbika 

Director Geral Adjunto da Campanha

24 - Mihaela Neto Webba 

Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos

25 - Adriano Sapiñala

Porta-voz da Campanha

26 - Guilhermina Chitekulo

27 - Marcial Dachala

28 - Raimundo Muquissi Mucópio

29 - Piedoso Chipindo Bonga 

 30 - Aleixo Kandambo

 31 - Anabela Pena

32 - Peregrino Isidro Wambu Chindondo 

33 - António Manuel Urbano “Chassanha” 

34 - Beatriz Kokelo Kakunda

35 - Cândido Tchikwassaluka

36 - Nguituculo Pedro Biweni

37 - Mário Chilulo Cheya

38 - Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda

39 - Clarisse Kaputo

40 - Moisés Vihemba

41 - Alfredo Comigo Monteiro Cacunda

42 - Isabel Tulomba

43 - João Tela Samarimo

44 - Manuel Domingos da Fonseca

45 - Helena Bonguela Abel

46 - Armando Lukunga Perigoso

47 - Sassenda Chie Paulo

48 - Clarindo Kaputo

49 - Isabel Mafuta Lusevikueno

50 - Mukonda Samahichi

51 - Georgina Clara Sapalalo

52 - Paulo Faria

53 - Venâncio Domingos da Rosa Mulonde

54 - Lurdes Lucas Iloa

55 - Luciana Rafael

 56 - Paulo Samessiya Sakangueya

 57 - César Sakalesso Evambi Muzuri

 58 - Nzumba Janeta  Luvumbo João

 59 - Alberto Kanhanga

 60 - João Muzaza Kaweza

 61 - Lázaro Xixima

 62 - João Lino Sukukwali

 63 - Lourenço Lumingo

 64 - Maria Monteiro "Mariazinha"

 65 - Saúde Txizau

 66 - Manuel Sampaio Mukanda

67 - Benjamim Eduardo Kakunda

68 - Amélia Mukubia

 69 - António Estevão Domingos da Silva “Pataco”

 70 - Tito Carlos Linêha 

 71 - Teodoro Eduardo Torres Kapinala

 72 - Florença P. Sequesseque

 73 - Raul Teixeira 

 74 - Estevão Neto Pedro

 75 - Julieta Mussapana Mbuqui

 76 - Felisberto Njele

 77 - Donita Ngambo Chingui Nassegunda

 78 - Ruth Dachala

 79 - Joaquim Nafoia

 80 - Alcino Kuvalela 

 81 - José Nkolua Luvambo

 82 - Júnior João

 83 - Jorge Victorino

 84 - Domingos Eduardo Katoquessa

 85 - Álvaro Mussili

 86 - Rosalina Nené

 87 - Augusto Liahuka Lutock “Wiyo” 

 88 - Rui Jorge Salussinga

 89 - Celênia Njolela  Chipenda

 90 - Daniel Hidamwakusha Namunganga

 91 - Esperança Wime

 92 - Julieta Sikola

 93 - Maria Conde Muanda

 94 - Clarinda Mayer Alcaim

 95 - Jeremias Mota Njahulo

 96 - David Kokelo 

 97 - Hélder Fonseca

 98 - Conceição Raimundo Cacolo   

 99 - Filipe Inácio Teca     

100 - Rita Mateus Júnior 

101 - (Na diáspora)  -  Soba T´Chingange, António Costa Monteiro

 ….

Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA

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O Soba T´Chingange



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VIAGENS . 263

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte II de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 3700 – 08.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO222.jpg Muitos, sustentam que a UNITA venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecem. A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo gradualmente sua influência.

Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.

Neste contexto, sobrepuseram-se os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda

ARAUJO221.jpg Também a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.

Será um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há lições a aprender.

É necessário continuar a investir em comunicação política, formar quadros, dar consistência à Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes - A reconciliação nacional começa em casa.

araujo195.jpg Também é fundamental propor um pacto de regime que garanta alternância para lá de 2027. Como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. E. hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.

Lembrar que teremos pela frente essa titânica função de dar por terminada essa  cancerosa corrupção sistémica, que é consequência deste infortúnio actual. Infortúnio que o povo sente todos os dias e, que tanto se definha por saber o quanto esta luta sempre resvala para um ponto de partida. Estamos todos expectantes em saber dos passos programáticos, dum  combate sem tréguas. com  programas específicos nas muitas áreas de governação…

unita21.png

Ilustrações  aleatórias de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Sábado, 4 de Outubro de 2025
VIAGENS . 262

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte I de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 369910.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo 105.jpg Para que conste e por via da UNITA kilamba e Marcial Dachala "Salundilili"  se dá a conhecer o esperado congresso da UNITA, um verdadeiro teste de maturidade politica na árida democracia de Angola. Sendo assim e com esta elaborada síntese, se expõe o texto já apresentado à sociedade anuente  Desta forma, o previsto congresso da UNITA para Novembro, será um momento decisivo na vida política do partido.

Desde 2003, a UNITA em termos de democracia interna, tem dado provas de ser uma das formações mais consistentes no panorama do país. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido -  um relevante exemplo no panorama político angolano.

O próximo congresso de Novembro do ano em curso, confirmará isso. A questão primordial situar-se-á  entre a continuidade da liderança de Adalberto da Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas inconvenientes.

araujo84.jpg A história recente ajudará  a compreender este premente dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Enquanto uns se afastaram, outros colaram-se ao regime tentando enfraquecer a UNITA.

Mas, como a democracia é feita de victória ou derrotas, o congresso será a instância soberana para dirimir eventuais diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional - controlado pelo MPLA, o gesto soará a traição, atendendo que o MPLA e a UNITA vêem travando um duelo político desde os Acordos de Alvor de1975.

O percurso da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 deu azo à escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança.

araujo85.jpg Foi uma presidência longa, com altos e baixos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social. Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas.

Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento.

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Ilustrações de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2025
VIAGENS . 260

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3695 – 12.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala8.jpg É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.

Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.

Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!

ARAUJO235.jpg Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.

Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,

Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.

ARAUJO 244.jpg É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.

Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,

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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2025
VIAGENS . 259

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3694 – 09.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita30.jpg O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final

Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.

Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral.  Irá  aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.

Dachala7.pngTodos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.

Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso!  Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!

Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu,  iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---

Araujo123.jpg Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.

Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:54
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Sábado, 6 de Setembro de 2025
BOOKTIQUE DO LIVRO . LVIII

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES II – Daron Acernogiu e James Robinson

ORIGENS DO PODER DIOGO CÃO NO CONGO

- Crónica 3694 – 06.09.2025

- Escritos boligrafados na desordem mundial, actual

Por: T´Chingange (Otchingandji) - O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

pombinho2.jpg No livro “Porque falham as nações”, de Daron Acernogiu e James Robinson pode ler-se: Historicamente, a África Subsariana foi mais pobre do que a maioria de outras partes do Globo e, as suas civilizações antigas não inventaram a roda nem utilizaram a escrita, nem tampouco usaram o arado. Isto na Árica Austral. até à chegada de Diogo Cam no final do século XV.

Até à chegada de Diogo Cão à foz do rio Zaire, o Congo era um reino seguidor dos padrões africanos. Centenas de tribos que desgarradas se digladiavam em lutas indefinidas. Nesse então M´Banza, sua capital, tinha sessenta mil habitantes, tantos quanto a população de Lisboa, a actual capital de Portugal, o M´Puto, também chamado de Metrópole.

Em mil e quinhentos desta nossa era, a população de Londres compunha-se 1500 almas. O rei do Congo, N´Zinga N´Kuvwu converteu-se ao catolicismo mudando seu nome para João I. Mais tarde M´Banza passou a chamar-se de São Salvador. Foi então e graças aos portugueses que os congoleses ficaram a conhecer a roda, o arado e a escrita.

pombinho12.jpg Não obstante e devido ao seu labor bélico, de lutar e fazer escravos desvalorizaram os novos conhecimentos a favor das novas armas, da pólvora e espadas de bom aço prontas a matar. Eufóricos adoptaram essas armas de fogo tipo canhangulos, pederneiras e arcabuzes. Usaram-nas assim, como poderosos instrumentos de acalentar seu ancestrais modos de capturar escravos de onde lhes adveio riqueza e poder.

Deste modo, seus padrões de produção originaram fechar contractos com os portugueses que viram nisto uma forma de ganhar dinheiro aprofundando esta prática com esmero de  já quase pré-moderna globalização. Deram assim  início ao mercado de mão-de-obra grátis para o corte e apanha do ouro branco  saído dos engenhos do Brasil, o  chamado assucar

Também e, em paralelo os missionários aprofundaram conhecimentos de catequização pelo que tiveram de ensinar aos indigenas novas formas de falar numa sempre crescente alfabetização. Criaram missões e até enviaram gente nobre para Lisboa do M´putoa fim de dali saírem novos catequizadores e gestores.

pombinho3.jpg Os congoleses, com os portugueses aprendiam novas formas de estar, de vestir, de comer para além da alfabetização e ensino de novas tarefas de trabalho tais como carpinteiros, pedreiros e um sem fim de actividades com destaque para a agricultura e arte de guerrear; e, foi daqui  que saiam cipaios que ajudariam no futuro a dar sequência à administração do território, policiando e cobrando impostos de cubata entre outros em troca de mercancias.

Verdade seja dita que nem tudo foi mau nas colonizações africanas, sobressaindo a portuguesa  por questões de excepção mas e também fugindo às regras usadas por outros potências europeias. Países que não aceitavam a miscigenação como coisa nomal, nos dias que correm e, entre seres humanos. Este registo económico começou por se sentir na comercialização de óleo-de-palma, amendoins também conhecida por jinguba, mancarra (Guiné Bissau) ou alcagoitas ( Algarve)…

Por aqui se deu início à civilização em África criando entrepostos comerciais ao longo da costa, primeiramente do lado do Oceano Atlântico e progressivamente no Oceano Pacifico após passagem do Cabo das Tormentas ou de Bojador no extremo sul pelo mareante Bartolomeu Dias a 3 de Fevereiro do ano de 1488. A Globalização tinha assim início pela mão dos portugueses – A verdade a seu dono!

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Nota: Com extractos do livro "Porque Falham as Nações", vivências de  T´Chingange, resumos da experts fnac, Wikipédia e muxoxos em vivencias do Soba…

Ilustrações aleatórias de Pombinho da E.I.Luanda (Angola)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:27
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2025
VIAGENS . 255

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3689 – 08.08.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

 

pombinho4.jpgP   ... Relendo o que Marcial Dachala "Salundilili", o Porta-Voz da UNITA escreveu prefessoralmente, pode daí calcular-se seus grandes anseios, sempre a lembrar de forma pedagógica na necessidade premente de se fazerem as eleições Autárquicas. E, mais diz: -É desejável que a cultura do partido no poder de fazer dos governadores provinciais e administradores municipais seus primeiros secretários, seja quebrada.

É forçoso que  haja separação entre as duas funções, a de governador e a de munícipe!  Até por uma questão de coerência, os próximos executivos, façam-nos saber dos programas concretos que visam corrigir o que está mal e, melhorar o que está  bem. A figura cimeira do presidente, sempre terá o cariz centralizador do poder - de estadista.

Presidente, é sim, o Chefe de Estado e não o pai da Nação, É um cidadão eleito pelo povo em sufrágio, titular do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas mas, tem de se submeter às decisões saídas do Parlamento – Assembleia Nacional, moderando partes, corrigindo projectos de lei  e, consultando quando o julgar necessário o Tribunal Constitucional.

roxo10.jpg A.R. ...Nesta qualidade nomeia os principais responsáveis: do Poder Judicial, do Órgão encarregue da organização  das eleições, a CNE, e do Provedor de Justiça.  Nomeia ainda os seus acessores. O Presidente, enquanto Comandante em Chefe das FAA nomeia  o Chefe do Estado Maior General das FAA e os Chefes dos seus ramos,

Também nomeia os Comandantes da Forças de Lei e Ordem e da Segurança do Estado. Nomeia ainda o Governador do Banco Central e os Concelhos de Administração das Empresas Públicas Nacionais. Depois de terminadas as várias nomeações seguidas das tomadas de posse e entrada em funções de todos os órgãos Centrais do Estado, estarão constituídas as equipas das elites  do Estado.

Elites que irão ajudar o Presidente da República a gerir nossas vidas e as riquezas materiais do País. Em toda a obra humana haverá relações de cooperação que, boas ou más, sempre o deverão ser uma trave suporte na governação. A trave mestra na gestão do país Angola; país que desde  a sua independência, só tem primado em reconhecida ausência de diálogo com os partidos oponentes.

roxo04.jpgA.R. Ser presidente é ter o primado da perfeição no dever público  e auscultação junto dos co-autores da governação, por força do voto  do povo – Os partidos com assento na  Assembleia Nacional. Tem-se por norma de que o Presidente perante a Constituição da Republica, o é,  único e legítimo representante de todos os angolanos.

Mas, há sempre um mas, pois a gangrena cancerígena da corrupção sistémica em Angola, perturba ainda e muito o quotidiano do cidadão,  o dia-a-dia do povo. Estamos todos expectantes, dentro e na diáspora, em saber dos passos programáticos do agora e do futuro. Outrossim, programas específicos para o combate sem tréguas, à corrupção em todas as áreas de governação – Deliberativo, Executivo e Fiscal… Kwacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de

T´Chingange na diáspora…

Ilustrações aleatórias de  P - PombinhoAR Assunção Roxo da E.I.L.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:37
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2025
VIAGENS . 254

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3688 – 30.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola ginga.jpg Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte  da população.

De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…

As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do  presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…

angola5.jpg Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal,  criam em nossa mente  a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de  se manterem no topo do mando – do poder.

Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…

Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.

ARAUJO 244.jpgO Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre  lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,

Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo  pela verdade na política. Porque  a política será, uma e outra vez, sempre, um  assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e  já uma  atenção e vigilância  especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!

Kwacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:27
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Sábado, 12 de Julho de 2025
VIAGENS . 250

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3682– 12.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o  Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).

Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!

São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer  teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas  não únicos,

adalberto junior unita.jpgQueremos que o sejam gestores das  diferentes  dimensões da nossa vida coletiva enquanto  povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional

A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na  casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é  novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:

1- Projecto de  Lei Sobre o Exercício do  Direito de  Oposição Democrática;

2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;

3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro –  Lei dos Partidos Políticos;

4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;

5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.

dachala8.jpgMarcial Dachala "Salundilili"

Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes,  democráticas e credíveis de  acordo com os princípios  universais e regras da SADC.

O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo  abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.

Luanda, aos 3  de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e,  de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:35
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2025
VIAGENS . 249

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3680 – 26.06.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo266.jpg Em termos genéricos e segundo os Cadernos de Estudos Africanos, podemos afirmar que em África  e, particularmente em Angola, as dificuldades da oposição em chegar ao poder são, por um lado, devido aos constrangimentos e obstáculos criados pelos partidos no poder e, por outro lado, resultantes de incapacidades próprias.

Em Angola, no que se refere aos constrangimentos criados pelos partidos no poder, são de vária ordem, tendo na base, um forte fundamento securitário dos regimes que os suportam. Desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado e, tudo indica continuar mete estado de letargia. Quando um Estado organiza eleições, mobiliza lealdades e neutraliza a oposição por via da instrumentalização do medo. Quando assim o não é, há certamente corrupção

Ao entrar para a Presidência, em 2017, João Lourenço adoptou uma estratégia híbrida. O Presidente escolheu reformar o suficiente para sobreviver a várias crises, mas não reformar o suficiente ao ponto de uma tal reforma representar uma ameaça à hegemonia do MPLA.

araujo114.jpg A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Assim o diz em seus escritos Marcial Dachala “Salundilili”. São estas vivências envoltas em sonhos que forjaram, nele Jonas Savimbi, sólidas convicções que configuraram, sua em nossa mente. Nesta partilha do sonho nasceu o projecto com raízes, valores: patriotismo; a liberdade; a democracia; a solidariedade e a justiça social…

Também as culturas nacionais e; a agricultura como  medula espinal da economia. São estes valores que emolduraram o projecto UNITA. Tudo, é articulado em princípios de liberdade de independência do angolano e da pátria. É na democracia que advêm o direito como orientações supremas  de organização e funcionamento do estado e da sociedade…

Pessoas sábias ensinaram-nos: "os grandes rios, na sua origem, são apenas pequenos fios de água". Na  mesma senda alguém disse " um só pavio pode incendiar toda uma pradaria". Assim é, na verdade, a UNITA: uma amálgama de sucessivas gerações de militantes.

ÁFRICA11.jpg À geração fundante coube lançar, com muito sacrifício, o projecto lutando de armas  na mão contribuindo  para o derrube do colonialismo. Ela é este fio de água e também este pavio. Apenas pela e com democracia o angolano pode realizar-se material e espiritualmente, competindo à própria UNITA tudo fazer, internamente, para pilotar, em benefício de todos os angolanos.

Este é aqui e agora, o gigantesco desafio para a elite da nossa UNITA em estreita aliança com as diferentes elites da nossa angola: alcançar o poder de estado pelo voto. Com o verdadeiro espírito fundador da UNITA, lá chegaremos. É este o melhor acerto dos caminhos que devemos trilhar para o sermos: poder.  Meu mistério é perante vós, querer e fazer querer – Kwacha!

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Imagens aleatórias de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:00
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2025
VIAGENS . 246

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3677 – 25.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala1.jpg Foi nos anos de 1987 a 1989 que tomei contacto com Marcial Dachala, da UNITA  e, que só muito mais tarde vim a saber ter o nome de guerra de "Salundilili".  Creio que Dachala, era nesse então, o Representante Adjunto da UNITA em Portugal. E, sendo eu, Presidente do Comité de Lagoa do M´Puto na Diáspora, era lógico termos frequentes encontros em lugares, por norma, combinados quase em cima do acontecimento.

Em Portugal e naqueles anos, o meu telefone estava grampeado pela Policia Secreta Tuga - Foi o tempo de em Portugal se dar luta sem justificação plausível à UNITA durante aquela guerra na sequência do primeiro conflito de tundamunjila e, que culminou na Batalha de Kuito Cuanavale entre 15 de Novembro de 1987 e fins de Março de 1988.

Foram sempre encontros de grande empatia. Normalmente almoçávamos em casa de um militante e, em pleno mato, pois era em verdade um caserio envolto em ruinas, no meio dum descampado, no lugar de Alfanzina da Freguesia de Porches. Era ai, na casa de Veiga que, por norma nos encontrávamos.

dachala8.jpg Veiga recordava com saudade a fazenda de seu pai chamada de Chitatamera situada perto da cidade da Gabela. Agora, sou eu a recordar este amigo que já se foi para seu álem de Chitamera, lá nas nuvens… Posso recordar Dachala deliciando-se  com as patas da galinha da gostosa canja que a esposa de Veiga nos preparava.

Os churrascos de pica-no-chão eram sempre feitos com grande esmero; tudo acompanhado com jindungo, daquele que picava p´ra caramba e a que Veiga chamava de onoto - só ele, lhe dava esse nome dizendo que cheirava a chibo. Ali levávamos horas repassando recordações acompanhadas com acepipes que Veiga, ali fazia, na hora…

Naquele então, Portugal estava totalmente submisso ao governo do MPLA, movendo-se por interesses de lesa-pátria e por esquerdoidos saídos dum tal de MFA que se perpetuaram no tempo. Sabiam de todos os nossos passos e, até mesmo em kizombas de amigos se faziam notar à socapa; socapa aonde  estranhos, pareciam sondar tudo sobre nós e o Movimento UNITA que virou Partido de âmbito Nacional. Tempos espantados de inquietude.

Dachala7.png Revejo isto agora, que já vamos longe no tempo., omitindo o dizer de coisas para segurança dos meus heróis, gente incógnita que não abandonaram os ideais de liberdade. Recorde-se que a Batalha de Kuíto Kuanavale foi o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana. E, aconteceu  no sul de Angola, província de Cuando-Cubango…

Era muito agradável dialogar com Dachala Salundilili politico de primeira linha. Sempre dizia as coisas de um jeito perfumado: A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Este sonho é resultante das profundas marcas em sua vida. Desde o lar paterno passando pelos diferentes meios onde, socialmente, foi chamado a exercer-se. Assim o foi, tanto como estudante como depois como activista…

AUJO240.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:49
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Sábado, 19 de Abril de 2025
VIAGENS . 245

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3676 – 19.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ara3.jpg Para terminar este capitulo de vida de Abel Chivukuvuku até à presente data convêm frisar que, nove dias após a legalização do partido por si liderado PRA-JA Servir Angola a 7 de Outubro de 2024, o Presidente João Lourenço nomeia-o membro do Conselho da República de Angola a 16 de Outubro de 2024.

A vacatura no referido Órgão, foi conhecida por uma nota divulgada na página de Facebook da presidência angolana. Este Órgão colegial consultivo do Chefe de Estado integra a Vice-Presidente da República, a presidente da Assembleia Nacional, o Procurador Geral da República, os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, a vice-presidente do MPLA e entidades da sociedade civil, como o jornalista Ismael Mateus, recentemente falecido.

Chivukuvuku integra também a Frente Patriótica Unida (FPU) uma plataforma criada nas eleições gerais de 2022, liderada pela UNITA e coordenada por Adalberto Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku e pelo presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.

praia3.jpeg Na abertura do ano parlamentar, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola Adalberto Costa Júnior, considerou que a legalização do PRA-JA Servir Angola teve motivações políticas, alegadamente para desestabilizar a Frente Patriótica Unida (FPU), garantindo que a plataforma da oposição "está estável".

"O Tribunal Constitucional não dependeu completamente de si. Esses factores vieram de terceiros para que essa vontade fosse cumprida e hoje acaba por nos testar de que o tinha capacidade de poder constituir formação política nos termos da lei dos partidos políticos", afirmou à DW, o jurista angolano Manuel Cornélio.

Nos Cadernos de Estudos Africanos pude recordar e apreender que a guerra acabou permanentemente em Angola, mas o combate político apenas continua. As eleições de agosto de 2022 mostraram-nos que a população votou pela mudança e que existem fortes indícios de que a oposição poderá ter efectivamente ganho as eleições.

Chivukuvuku.webp No entanto, esta mesma oposição não conseguiu definir uma postura estratégica para que a verdade eleitoral fale mais alto do que o medo. Os próximos dois anos continuam difíceis para a oposição em Angola. A Frente Patriótica Unida terá de preparar uma estratégia para sobreviver até 2027, organizando-se melhor para tentar garantir a verdade eleitoral no próximo pleito eleitoral de 2027.

Entre outras possibilidades, colocam-se à oposição duas vias de acção estratégica. Uma primeira via poderá ser a de continuar no sentido que vem seguindo, da crítica apaziguada com debates no Parlamento e alguns comícios e pronunciamentos públicos sobre injustiças e violações da lei. Uma segunda via poderá ser a de encetar uma luta política de atrito, que desgaste o regime e o exponha cada vez mais. Defende-se neste texto que só a segunda via poderá garantir alguma hipótese de sucesso para a oposição, denunciando a corrupção,  a  falta de emprego e a inerente sempre perene vida de pobreza…

ango1.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:40
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2025
VIAGENS . 244

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3675 – 14.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO245.jpg Chivukuvuku lamentou a sua retirada da UNITA mas, declarou que a sua decisão resultou da necessidade de trilhar um novo caminho e, também por não lhe restarem outras alternativas. O antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku oficializou a sua saída do maior partido da oposição angolana juntando mais de duas centenas de apoiantes num acto que marcou a sua apresentação como candidato presidencial.

E surge uma nova etapa na vida do Abel. À nova organização política encabeçada por ele, Chivukuvuku, foi chamada de  Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), O Congresso Constitutivo desta organização política, acontece nos dias 3 e 4 de Abril de 2012; para além de Abel Chivukuvuku constam Odeth Baca Joaquim e Augusto Makuta Nkondo, na qualidade de fundadores desta larga coligação e, com a nova designação de CASA-CE

Esta coligação (CASA-CE), faria frente tanto a UNITA e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), quanto ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A CASA-CE uniu as seguintes agremiações partidárias: Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico  fundação esta coligação consegue atrair André de Carvalho Miau sido do  MPLA…

ARAUJO252.jpg Em sua primeira eleição, no ano de 2012, elegeu oito representantes para a Assembleia Nacional, conseguindo aproximadamente 6,0% dos votos. Nas eleições de 2017 a coligação teve resultado ainda mais robusto, dobrando o número de parlamentares.

Em Fevereiro de 2019 Chivukuvuku foi destituído da liderança da CASA-CE, tomando seu lugar André de Carvalho Miau, e depois Manuel Fernandes que tentou fundar o "Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola" (PRA JA-Servir Angola), mas que teve o pedido indeferido sendo obrigado a refilar-se à UNITA para participar das eleições gerais de Angola de 2022

Nas eleições de 2022, porém, a coligação CASA.CE, teve seu pior resultado, perdendo todos os assentos do parlamento. Manuel Fernandes como cabeça de lista, teve o seu pior resultado eleitoral, perdendo todos os 16 assentos das eleições de 2017.

A 7 de Outubro de 2024 o Tribunal Constitucional de Angola,  legaliza o PRA-JA. A instância de justiça considerou que a Comissão Instaladora do partido de Abel Chivukuvuku, obteve luz verde. Assim, o dito Orgão, entendeu legalizar o PRA-JA porque preencheu todos os requisitos exigidos por lei, quatro anos depois de um  chumbo.

ARAUJO 171.jpg Para surpresa de muitos políticos de nomeada, das várias áreas politicas, instigam tão alta distinção dando azo a polémica  por esta nomeação, Abel Chivukuvuku que foi nomeado numa quarta-feira (16.10.24) pelo Presidente João Lourenço como membro do Conselho da República. Chivukuvuku, presidente do recém legalizado partido PRA-JA Servir Angola, vai ocupar a vaga deixada pelo jornalista e escritor Ismael Mateus, falecido recentemente vítima de acidente, em Luanda.

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Ilustrações aleatória de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:50
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Domingo, 30 de Março de 2025
VIAGENS . 243

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3673 – 30.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

luanda16.jpg ... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.

As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.

Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.

Luanda14.jpg O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se  em  seu “Estado-maior da Campanha”.

Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…

Luanda15.png Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA.  Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.

O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que,  concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.

Luanda13.jpg A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:31
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Sábado, 22 de Março de 2025
VIAGENS . 242

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3672 – 22.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola5.jpg Abel Chivukuvuku passou, entre 1987 e 1988, a ser o representante adjunto da UNITA em Portugal, cargo que veio depois também a ocupar no Reino Unido, e entre 1988 e 1991 representou o movimento junto das Nações Unidas e dos países da Europa do Leste.

Exerceu as funções de deputado, sendo líder da bancada da UNITA em 1997/1998. Em 2001 foi enviado pelo partido para licenciar-se em relações internacionais na Universidade da África do Sul, especializando-se na mesma instituição em administração do desenvolvimento e Comunicação.

Após a morte do Mais-Velho Jonas, a UNITA tornou-se num partido civil abandonando a luta armada. E, terminada a Guerra Civil, em 2002, Chikuvuku, foi eleito para as funções de secretário para assuntos parlamentares, constitucionais e eleitorais da UNITA.

savimbi morto.jpeg Teremos assim, de recordar o IX Congresso para se seguir a ordem temporal. Este Congresso Ordinário que  teve lugar em Viana, arredores de Luanda, entre 24 e 27 de Junho de 2003 e, depois do Memorando do Luena, teve dois momentos marcante: - Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador; um Congresso com múltiplas candidaturas, a saber: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji, tendo  sido eleito Isaías Samakuva como o novo Presidente da UNITA.

Recordando o Memorando de Entendimento do Luena, foi assinado a 30 de Março de 2002, entre as chefias militares do governo (MPLA) e da UNITA, dias depois da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002, do Presidente Fundador da UNITA, após uma ofensiva impiedosa.

Aquela ofensiva, foi dirigida pelo governo contra a UNITA e seu líder, na sequência do fracasso dos Acordos de Bicesse em1991 entre o Governo (MPLA) e  a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários, respectivamente, José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi; assim terá de  constar nos manuais da História de Angola.

angola rural.jpg As esperanças do povo viram-se goradas (frustradas), quando nos finais do ano de 1992 o país voltava a cair noutra guerra sangrenta que ceifava vidas, destruía bens e consumia grande parte dos recursos e energias do país. A guerra generalizou-se a todo o país, desenvolveram-se esforços políticos e diplomáticos para parar a guerra, porém sem êxitos.

Com a morte de Jonas Savimbi em combate a 22 de Fevereiro de 2002, inúmeros passos foram dados nas semanas que se seguiram à sua morte. Um cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite do dia 13 de Março de 2002, fazendo parte dum plano de quinze pontos elaborados pelo governo para preservar a paz. O plano tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 17 de Março de 2025
VIAGENS . 241

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3671 – 17.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

chivukuvuku1.jpg E, sucedeu que Savimbi após ter aceite informalmente o lugar de Vice-Presidente, a conselho de Hassan II o seu grande amigo e rei de  Marrocos, entre outros, levam o Mais-Velho Jonas a rejeitar tudo quanto até então havia acordado com o governo angolano, logo após os encontros realizados no Gabão.

E, tudo isto porque a nomenclatura do MPLA, de forma indevida, incluiu um outro Vice-Presidente para o governo de Luanda. É Abel Chivukuvuku, que esteve ao lado de Savimbi naqueles preliminares encontros que assim descreve: Em verdade, um V.P. indicado pelo MPLA e o outro, sendo Savimbi, logicamente, ficaria este preterido em uma segunda ou terceira linha na hierarquia…

Só lhe restava recusar! Para isso, convoca o III Congresso Extraordinário para sentir do partido o necessário aval, considerando haver uma suposta visão democrática sem muxoxos desviantes.  Este Congresso, ocorreu entre os dias 20 à 27 de Agosto de 1996 no município do Bailundo – Província do Huambo.

valentina0.jpg Este Concresso,versou  fundamentalmente sobre a recusa da oferta da segunda Vice-Presidência ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi que reafirmando o engajamento da UNITA na implementação do Protocolo de Lusaka, o deitaram por assim dizer,  no lixo…

Abel Chivukuvuku que passou a ser assistente político do presidente da UNITA, Jonas Savimbi, continuou a manter contactos com José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Em simultâneo, exercia as funções de deputado como líder da bancada da UNITA. Pode depreender-se daqui que Chivukuvuku, só mesmo pela sua alta dedicação e seu alto gabarito diplomático, poderia manter-se incólume e, em cima de um muro resvaladiço.

Nos últimos dias de 1996, Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva são convocados para um encontro com o líder, Mais-Velho Jonas Savimbi. Neste então parecendo estar com um bom humor, Abel relembra-o  dizendo que quando o queria, podia ser um homem encantador com procedimentos de grande intimidade, e sempre auscultando de nós edecéteras desavindos….

Ucrania01.png Quando finalmente, conversa adentrada na noite, petiscando falas no meio de eriçados verbos, bebendo para além do dito razoável,  Chivukuvuku aventura-se em falar o que lhe vai na alma dizendo ter sido a sua carreira um adjunto vitalício. Adjunto em Kinshasa, adjunto de Sacala em Lisboa, adjunto de Samakuva em Londres.

E, continua: adjunto de Jardo em Washington, adjunto de Salupeto em Luanda. Dizia tudo isto com Savimbi estudando-o de rosto fechado. Na sala todos os presentes estavam hirtos e mudos, como estátuas.  Abel embalado na excitação continua a falar: - Foi preciso o Tony da Costa Fernandes fugir, para eu assumir o cargo de Secretário  dos Negócios Estrangeiros!

angola5.jpg E, no fim sou eu que lhe quero derrubar!? A você que tem tropas, guarda-costas, polícias?!  Jonas Savimbi atira a cabeça para trás, como se estivesse adormecido – começa a ressonar… A esposa Catarina, tremendo de frio e medo sacode o marido, deixa-os ir embora… Savimbi desperta ou finge que assim é despedindo-se num até amanhã.  Surpresa ou não, Abel é em seguida nomeado Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA …

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:55
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 237

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3665 – 19.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

mlibize kariba6.jpg E, Zé Mulato continua, colocando banga de odisseia em sua descrição: - Deviam ser cinco horas da manhã. Nós alvejamos o primeiro carro e, depois, aquele aonde ia o Abel e Chitunda. O carro bateu numa botija de gás e parou. Abel saiu do carro, e rastejou até uma casa de madeira aonde entrou.  Eu pulo o muro para um quintal no momento em que o dono sai aos gritos.

Muito descompensado o dono grita: «Ele está lá dentro! Ele está lá dentro!».  Entro de rompante e dou uma coronhada naquele vulto de gente que ali está na, sala estilhaçada. Agarrando-o em seguida, saio para a rua e, logologo somos  cercados pelos meus homens que reconhecem nele o Chivukuvuku, pois nem é de admirar porque ele era já uma figura pública kwacha, e muito vista na TV.

Mata! Mata! É Chivukuvuku. Exaltados todos têm vontade de o matar. Sacudindo os mais próximos grito: Ninguém toca teste senhor – vai ter de ser interrogado e morto, não fala. É quando surgem dois polícias a tentar afastar aquela multidão que já era uma mistura da minha gente com “fitinhas” na cabeça e muitos outros populares que também se excitavam de punhos nos ares.

chivukuvuku2.jpg Só depois de  fazerem uns quantos disparo para o ar a malta pareceu ficar mais  tranquila. Eis quando chega um chefe mais graduado da polícia  - O que se passa aqui?! Chefe, nós apanhamos o bandido do Chivukuvuku! Uau, o chefe puli fala disparates: -Mato quem voltar a tocar no meu primo malangino, Abel Chivukuvuku! Num silêncio assombroso alguêm diz: Abel  não é malangino, chefe! 

Com todos muxoxando quentes asneiras, o chefe graduado berra mesmo! Claro que é! Ninguém toca nele. Assim foi! Carregaram nele até à esquadra do Sambizanga. Entretanto Abel, esvaia-se lentamente em sangue atraindo mosquedo, coisa feia. É quando chegam dois tanques e de um deles sai um fardado General …

Carlos Coelho da Cruz, o General Faísca do MPLA, está na porta da esquadra; diz que vem buscar Abel Chivukuvuku. O próprio General Faísca, ergue o ferido e leva-o até ao tanque dando ordens ao seu subordinado o Coronel  Sousa dizendo a Abel: Ele irá zelar pela tua segurança. Por fim, o tanque do Coronel chega ao Hospital Militar.

araujo179.jpgC.A.  Mais tarde, é Abel Chivukuvuku que, ainda combalido, descreve: Eu achava que morreria antes mesmo de chegar à sala de operações. Achava que, no mínimo os médicos cubanos me cortaram as pernas. Decorridos alguns dias, Abel recebeu a visita de Higino Carneiro, o General 4x4, que sentando-se ao lado da cama esforça por ser afável…

Naquele poder de 4x4, o General Higino fala: O Jeffrey Davidow quer levar-te para a América mas, eu acho que isso não faz sentido nenhum. Estás na tua terra, és angolano, não há motivo para te ires embora, portanto, ficas aqui! Sob negociações, Abel foi libertado conjuntamente com Norberto de Castro, um antigo radialista afecto à UNITA…

morte0.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:45
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 236

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3664 – 15.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

pinto3.jpg O bloqueio era mesmo um inferno! Balas rompiam vidros e metal enquanto a viatura chocava com cortinas de pneus empilhados e encastrados em troncos, vigas e vigotas de cimento, botijas de gaz descartadas e farpas de todo o tipo de material encontrados pelas milícias  nas últimas horas; todo o tipo de bugigangas que podessem ser utilizadas como obstáculo…

Abel, apenas sentia um gelo terrível nas pernas; rastejou até à porta da casa mais próxima que a custo, abriu a porta e entrou. Despiu a camisa e o colete à prova de balas rasgou a camisa, e com o tecido desta improvisou garrotes para controlar a hemorragia em ambas as pernas, abrigando-se em seguida debaixo de uma cama.

Morre kwacha, morre kwacha! Morre! Foi  o que atemorizado, ouviu vindo do lado de fora, com gritos, muitos gritos entrecortados por tiros, ora esporádicos ora de rajada. Na eternidade de um segundo, pela mente de Chivukuvuku passavam imagens da Missão do Dondi com seus mestres, o capitão Vinama Chendovava. Também recordou Kalakata, seu mestre fintador na arte de guerrilha.

tukya13.jpg Despertou com uma violenta explosão provocada por uma granada que estrondou na sala…  Ouviu então: Tragam gasolina - vamos queimar o gajo! Eu vou, chefe Zé Mulato, estou indo…  Foi neste então que que Abel Chivukuvuku gritou com toda a sua força, quase como um ultimo grito. João Mulato! Não queimem a casa! Sou o Abel Chivukuvuku.

Após um silêncio ouviu-se: Seu kwacha de merda, eu não sou João, sou Zé! Novo silêncio. Alguém sussurrou ao chefe ser mesmo  a voz desse tal Chivukuvuku, um grande da UNITA, e veio então a resposta: És mesmo tu, Abel Chivukuvuku?! Sim, foi a resposta, sou eu! Pois então, sai com as mãos no ar!  Não consigo, foi a resposta de Abel.

Fui atingida nas duas pernas! Sai, filho da puta, kwacha sundiameno… por fim, apoiando-se a uma das paredes, num gigantesco esforço, conseguindo ficar de pé a muito custo gritou: Zé Mulato já estou na sala de pé! Ele, Epalanga Chivukuvuku descendente em linha directa do grande rei Ekuikui II estava cercado por uma algazarra  de ébrios milicianos emepelistas de fitinhas coloridas, parecendo talibãs…

Ucrania01.png Estava a ficar longínquo o tempo, quase uma miragem de quando era um promissor jovem que fazia renascer a UNITA das cinzas – um “jovem intelectual”  saído daquela missão do Dondi no Andulo. Tinha então 19 anos e, dando novas perspectivas ao  Galo Negro… O Abel Chiukuvuku que na base “Quadrado”, esteve à frente dos Serviços de Inteligência, Informação e Contra-informação era agora, um farrapo de gente a ser levado para o Hospital Militar de Luanda.

E, foi Zé Mulato, comandante das milícias do Sambila (Sambizanga) a relembrar a seu modo, o que por ali se passou, naquela noite de 1 para 2 de Novembro de 1992: No Sambila estávamos todos armados; as entidades superiores do governo do MPLA, deram-nos  arma AK, DKM e muitas granadas e, também material  de comunicação. Inicialmente, erguemos barricadas para impedir que os homens da UNITA fugissem para Kikolo ou para a mata.

cinzas4.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:08
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 235

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3663 – 12.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

chivukuvuku1.jpg Embora já o soubesse, pude recordar no livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa que, este, nasceu a 11 de Novembro do ano de 1957, dezoito anos antes da data da independência de Angola, sua terra. Com um nome que significa “bravura”, estava reservado para grandes feitos sobrevivendo a duas quedas de avião durante a guerra civil…

Sobreviveu a um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, conspirações e ameaças, sem nunca ter perdido a alegria de viver, de ter uma grande capacidade de perdoar e, até dialogar com perícia com seus inimigos. Chivukuvuku evoca o passado e o presente com as dificuldades experimentadas por homens livres que nunca desistiram  de assim o serem.

Chivukuvuku, nasceu no Bailundo, coração da nação Ovibundo. Uma das sua mortes foi noticiada às cinco da tarde na Rádio France International no dia 1 de Novembro de 1992; neste então era também anunciada a morte do engenheiro  Jeremias Chitunda. Não foi o que aconteceu mas, receando que assim o viesse a ser, manhã cedo, ambos se retiraram da residência oficial de Jonas Savimbi situada no Bairro Miramar..

chivukuvuku2.jpg Foram saltando muros até entrarem à residência que supunham pertencer ao embaixador de França. Enquanto ouviam ao longe o ribombar das explosões, iam trocando medos em seus pensamentos; o maior de seus receios era caiem nas mãos dos milhares de milícias jovens, armados pelo governo e, que corriam pelas ruas de Luanda ao gritos.

Jovens com fitinhas coloridas amarradas à cabeça. Muitos destes “fitinhas” eram em verdade filhos dos chamados “pioneiros” que tomaram parte muito activa nos anos de 1974 e 1975 que semearam o terror por toda a Luanda, assustando as gentes do asfalto e, numa acção de suprir carências militares por parte do MPLA – manobras orquestradas por militares de esquerda portuguesa e tendo como timoneiro o Almirante Rosa Coutinho.

Os dois kwachas, Abel e Chitunda ali escondidos, passado algum tempo ouviram gente chegando e falando uma língua estranha; eram seguranças filipinos  que montavam guarda à casa do director da Chevron.  Muito dos moradores do bairro, optaram por abandonar o local nos dias anteriores, por receio de confrontos e também pelo facto de terem a vivenda de Savimbi bem perto.

unita04.jpg Depois de explicada a situação aos filipinos, estes acharam por bem que por ali ficassem tendo-se retirado em afazeres no exterior. Assim ficaram temerosos de o serem denunciados mas, passado algum tempo, novas vozes, de novo e agora, felizmente, era gente sua que chamando  por seus nomes lhes disseram terem sido enviados pelo brigadeiro Katolessa.

Katolessa que era o chefe da guarnição da residência de Savimbi também não estava certo de como fazer numa destas situações. Chivukuvuku e Chitunda só tinham em pensamento fugir, sair de Luanda até alcançar sua gente aonde quer que fosse  e em direcção ao Dondo. Sua fuga foi feita através de densa escuridão, com luzes apagadas; num repente irromperam algures no meio de um inferno com as balas a bater contra a carroceria…

paulo0.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:54
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 231

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3657 – 15.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018

- “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

sakala3.jpg Estava escrito nesta frinchas aleatórias que a Jamba era o centro nevrálgico alfa no tráfico de marfim, diamantes e madeiras preciosas. Savimbi teve de recorrer a este património mas, o governo mwnagolé da Luua, despifarrou muito mais em proveito seu, dos filhos e de toda a nomenclatura.

Agora, mais kota, recordo que as interrogações entre mim e Mac Guiver faz-de-conta, sucumbiram em sorrisos, um indício de quem sabe, mas desconhece, perpetuando uma amizade de cavandelas... Mas, mantinha-me fiel à figura de Alcides Sakala, guerrilheiro impar e diplomata de fina estirpe que para não sucumbir de fome, teve de sobreviver durante longos meses comendo mel e casca de mandioca cozida.

Alcides Sakala Simões nasceu no Bailundo a 23 de Dezembro de 1953. É ainda um político angolano da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e membro da Assembleia Nacional de Angola. Em 22 de Agosto de 2024 escrevia em sua página: «O momento é de reflexão, concertação e diálogo, para os angolanos concretizarem a alternância que vai trazer a mudança. Uma mudança patriótica, democrática e inclusiva, nos marcos da Constituição e da lei.

sakala7.jpg O povo que representamos está mais pobre, mais miserável, passa fome, enfrenta penúria, desemprego, morre de fome e sobrevive da indigência, por isso, o Grupo Parlamentar da UNITA não pode estar satisfeito com o desempenho da Assembleia Nacional. As leis e resoluções aprovadas não tiveram impacto relevante na melhoria da qualidade de vida das pessoas, das famílias, dos trabalhadores e das empresas.

Não basta legislar; é necessário que as leis sejam justas e tenham impacto positivo na vida dos cidadãos. A fiscalização e o controlo exercidos pela Assembleia Nacional deveriam ter contribuído para a boa governação, transparência, responsabilização dos governantes, erradicação da fome e da pobreza e a construção de uma sociedade de justiça social e económica, de dignidade, prosperidade e felicidade das pessoas.

A corrupção aumentou, o favorecimento de empresas do regime aumentou por via da contratação simplificada e ajustes directos, o Estado de Direito retrocedeu, os principais referentes do Estado Democrático, como a liberdade de expressão, o tratamento igual dos partidos políticos, foram violados e desapareceram da prática de governação.

luua12.jpg Todas as semanas ocorrem denúncias e relatos de execuções sumárias, graves violações dos direitos, liberdades e garantias fundamentais, o país tem presos políticos por delito de consciência. Aumentou a intolerância politica, até os Deputados da Assembleia Nacional não foram poupados; a maioria dos angolanos está desesperado.

O Estado está falido e governado por uma Constituição que não é a da República de Angola. Nesta hora difícil para a grande maioria das famílias angolanas que passa fome e não tem esperança de viver o presente nem o futuro, o Grupo Parlamentar da UNITA, vem reiterar o seu comprometimento de servir as angolanas e os angolanos»

luua27.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook  de Alcides Sakala

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:52
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 229

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3655 – 09.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

Sakala1.webp Neste hiato de tempo entre o ano de 2000 e os sequentes anos do presente século que entre, durante, e após a morte de Savimbi, deram continuação ao projecto desse líder que sempre o será recordado como um exemplar patriota, não obstante haver desaires em seu percurso. Memorias e escritos de personagens que engrandeceram a UNITA destacando-se como lideres, guerrilheiros, conceituados  militares e, ou  diplomatas de craveira…

E, relendo memórias de um guerrilheiro de Alcides Sakala posso lembrar: De rio em rio, muxito em muxito, como leões cautelosos, agachando-se por debaixo  de espinheiras, espevitavam odores do embaciado ar da manhã.  Pé ante pé galgavam mais uns metros penetrando o olhar por entre as copas das árvores, captando helicópteros das Forças Armadas de Angola.

O cerco apertava os guerrilheiros resistentes da UNITA. As descrições dos ouvidos dando conta ao menor estalido de um graveto, ou um chinguiço ressequido partindo o silêncio da mata. Ali, todos os ruídos significam um perpetuar da  vida ou a morte. São sobrevivências que nos levam aos rios da salvação nem sempre fáceis de transpor.

unitao1.jpeg Passo às descrições do livro do meu ilustre mano, mais velho na aparência do que na idade verdadeira. Também é a homenagem a um homem que merece ser referenciado, porque ele é parte integrante da história contemporânea de Angola. Foi dele que recebi um galo em madrepérola que orgulhosamente ostentei na lapela.

Do embrulho atado em meu baú com entrançadas e improvisórias matebas releio de novo partes do livro: “...Para nossa surpresa a delegação do Governo era dirigida pelo General Implacável. Mesmo assim, o ambiente manteve-se calmo e distendido. O facto de ter sido o General implacável a dirigir a delegação das FAA distendeu ainda mais o ambiente.

Estávamos sentados, frente a frente, em uma mesa construída de paus frescos, com a delegação do Governo de Angola. Vinham bem vestidos, fardados a rigor e com bom aspecto físico, luzidios e perfumados. Alguns gordos demais para as circunstâncias. Era um contraste físico extraordinário. Mas, mais do que o aspecto físico, o mais importante era o simbolismo político desse acto. Os nossos corpos falavam por si e transpareciam a dura realidade das dificuldades em que vivem os guerrilheiros.

dyo01.jpg Tinhamos os corpos debilitados mas uma inteligência esmerada e vigilante para a defesa dos nossos legítimos interesses. Divididos por essa longa e difícil guerra fratricida, resultante de um nacionalismo fracturado, acirrado pela Guerra Fria, selávamos com o governo do MPLA, nas margens do rio Luconha, uma nova parceria, como aliados para a construção da paz e da reconciliação nacional.

Ficavam, assim, para trás, os nossos mortos, os heróis da resistência de Angola, os protagonistas da grande epopeia de combate pela conquista da liberdade e da democracia, entre os quais o timoneiro da Revolução dos pobres de Angola, Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA, tombado heroicamente nas matas do leste no dia 22 de Fevereiro de 2002.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do livro de Alides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:50
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2024
VIAGENS . 225

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba

- Crónica 3649 - 12.12.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

roxo90.jpgAcontece a partir desta data a “Operação Madeira” por via de Jonas Malheiro Savimbi originar variadas tentativas na aproximação aos militares portugueses. Face ao domínio português no leste, o MPLA de Chipenda alia-se à FNLA. Em Kinshasa, estes, criam o Conselho Supremo de Libertação de Angola (CSLA), presidido por Holden Roberto.

Esta criação foi efémera pois que nesta altura o MPLA dependia quase exclusivamente da ex-URSS e seus satélites. A FNLA , dependia dos Estados unidos da América e Europa e esta combinação não resultaria como é óbvio. A tal de “Operação Madeira” teve como intermediários Jonas Savimbi e o general Bettencourt Rodrigues e, tendo como mediador o madeiro da povoação de Cangumbe chamado Duarte Oliveira.

roxo170.jpgO tenente Sabino apareceu sempre como o negociador por parte da UNITA. A UNITA comprometeu-se a não atacar os madeireiros e a tropa instalada naquele vasto Leste. Por esta via reptícia ambas as partes faziam seu jogo do gato e rato. Á UNITA, era-lhe dado bens logísticos a fim de sobreviver em banho-maria como e vulgar afirmar. Este acordo beneficiava os madeireiros, a quem a UNITA com muita frequência, incendiava suas serrações e camiões de transporte.

Mas, Savimbi com a conhecida sua habilidade de manobra atacava por vezes e de surpresa; o diálogo entre as “NT do M´Puto” Savimbi, foi retomado numa segunda fase que é agora conhecida pelo “pacto de não-agressão”. Savimbi e o então Secretário-Geral do Governo da Província Ultramarina de Angola, coronel Soares Carneiro.

Ambos se auspiciam em contactos tendo por intermediário o padre António de Araújo Oliveira, um fervoroso defensor da UNITA mas, só até este tomar conhecimento de alguns crimes na Jamba, nomeadamente pela queima de pessoas vidas. Antigos líderes da UNITA acusaram Savimbi de manipular as crendices populares e valer-se de feitiçaria em julgamentos, esquartejando, afogando e queimando dissidentes políticos como feiticeiros.

roxo94.jpgMantinha um controlo do poder impiedoso, assassinando quem pudesse vir fazer-lhe frente. Apesar das ligações aos americanos, nutria grande desconfiança em relação à CIA e o seu primeiro chefe do estado-maior, coronel Waldemar Chindondo, militar distinto que foi um dos primeiros-oficiais negros do exército português, foi acusado de ligações à CIA e executado.

A viúva de Chindondo, Alda Juliana Paulo Sachiambo Chindondo, mais conhecida por Mana Aninhas, passou a fazer parte do harém de Savimbi, foi eleita presidente da Organização Feminina da UNITA em 1984, representante do movimento nos Estados Unidos, Portugal, Bélgica e Alemanha e líder da bancada da UNITA no parlamento angolano. Orneias Sangumba, que estudou  ciências política na Universidade de New York foi outro dirigente do movimento morto por ser alegadamente agente da CIA

roxo91.jpg Com o título de Galo Negro em inglês (“The Black Cockerel”), existe uma peça teatral sobre Savimbi, da autoria do nigeriano Ademola Bello, o primeiro africano a obter um mestrado em arte dramática pela Universidade de New York.“The Black Cockerel” estreou em Junho de 2008 numa encenação da companhia do Out North Theatre de Anchorage, Alaska, onde o autor reside; esteve longe de ser um sucesso, mas teve pelo menos o mérito de atrair o interesse de Hollywood para a vida de um dos maiores líderes africanos.

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Ilustrações de Assunção Roxo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2:   **Texto  elaborado  a  partir das anotações do baú de T´Chingange, do jornal  Expresso do

M´Puto e página do SAPO

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O Soba T'Chingange



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Terça-feira, 10 de Dezembro de 2024
VIAGENS . 224

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba

- Crónica 3648 – 10.12.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

missosso2.jpeg Como podemos nós acrescentar à ciência o entendimento de simplicidades tão abrangentes; uma mão amiga! As pedras surdas e mudas que não podem testemunhar porque elas têm seu próprio destino, transformar-se em pó, e nós, em coisa nenhuma. Para provar que o que tem de acontecer acontecerá, haverá sempre um milagre a alterar o curso do destino, pequeno ou grande!

Desta feita tem o nome de “Kikas Xirikwata”, no feminino, que move vontades e ternuras a alterar este simples destino, seu toque milagreiro de bem-haja, pequenas de grandes coisas que fazem a diferença! Ora, relembrando: No ano de 1970 e 1971 com o lançamento da operação “Siroco” e “Rojão RH” a região do Leste de Angola é completamente dominada após a realização de operações especiais aos quais participaram Comandos…

Comandos, Páras, Fusos e o Esquadrão a Cavalo estacionado em Silva Porto, actual cidade do Cuíto. As autoridades portuguesas instauram um prémio de 100 contos a quem entregasse Jonas Savimbi, vivo e, outro de 50 contos, pela cabeça de Antunes Kahali, um comandante da UNITA conhecido pela prática de sua crueldade.

guerra14.jpg Mas, num agora posterior, “os periclitantes novos membros estão profundamente preocupados com as repetidas acusações de abusos dos direitos humanos em Angola e, em particular, às mortes de Tito Chingunji, Wilson dos Santos e suas famílias. “A situação fica particularmente delicada porque “Tito” alegou que o seu plano beneficiava de apoio actuante da CIA”.

São desconhecidas as movimentações de Backer mas, é conhecida a carta que o presidente e vice-presidente da “Senate Select Comité on Intelligence”, respectivamente David Boren e Frank Murkowski, enviaram a George Bush: Podemos nunca saber quem foram os responsáveis por estes crimes, mas o Dr. Savimbi tem de aceitar a responsabilidade pelo facto de terem ocorrido na jurisdição controlada pela sua organização politica e militar.

O facto de estes acontecimentos, terem acontecido depois da paz ter chegado a Angola, deixa-nos apreensivos. Espera-se por isso que certas e especificas acções sejam tomadas por ele, Jonas Savimbi que comanda o movimento UNITA. Voltando ao Antunes Kahali, este, decepava os órgãos sexuais dos militares portugueses abatidos, expondo-os com frases insultuosas nas aldeias e carreiros ali chamados de picadas.

guerra18.jpg Diz-se que o major Vitor Alves arrecadou o prémio apresentando uma cabeça que não era a de Kahali pois este soube-se ter falecido na Jamba em uma data posterior. Nesta mesma altura, o MPLA cria um grupo chefiado por Manuel Muti que tinha a obsessão de matar Savimbi. Fracassada essa tarefa, Muti adere à “Revolta do Leste” e acabando por mais tarde se entregar às “NT- Nossas Tropas”

NT, era talqualmente como se davam a conhecer as tropas do M´Puto em seus relatórios. Foi no lugar de Ninda que este aventureiro da guerrilha se entregou. Com o MPLA derrotado militarmente no Leste, Portugal desencadeia nova operação especial contra as bases de Savimbi, saldada por elevado número de baixas entre os guerrilheiros…  

guerra01.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do jornal  Expresso e página do SAPO

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O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:38
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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2024
VIAGENS . 222

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Crimes na Jamba

- Crónica 3645 – 27.11.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg O Fórum Democrático Angolano – FDA, constituído por dissidentes da UNITA, na diáspora, espalha por Lisboa do M´Puto um cartaz que dizia: SOS Jamba. Savimbi liberta Tito Chingunji e Fernando Wilson. Sabia-se que Savimbi mantinha na Jamba detidos sob coacção, Pedro Ngueve Jonatão Chingunji conhecido por “Tito” e, Fernando Wilson dos Santos.

Tito era delegado da UNITA nos EUA desde 1988 e Wilson, era-o em Lisboa desde o ano de 1986.  Ambos eram acusados de conspirar contra Savimbi. tendo sido julgados em Fevereiro de 1989, coincidindo com o desaparecimento do engenheiro Chitunda. Soube-se a seguir que estas três figuras de destaque do Movimento o foram declarados culpados e presos…

Do relatório da Amnistia Internacional desse ano é referido que “em resposta a manifestações internacionais  Tito Chingunji foi solto por curtos períodos, coincidindo com delegações estrangeiras de visita à Jamba. Fernando Wilson e Tito, foram vistos com vida pela última vez em inícios de 1991. O mesmo relatório refere: foram acusados de feitiçaria pelo que e, como era hábito foram queimados juntamente com membros de sua famílias em Março de 1982 e Setembro de 1983…

tito2.jpg Passo aqui, por cima de algumas descrições pormenorizadas e penosas no entendimento humano. Marcial “Yemene” Hamukwaya, ex-chefe de pessoal da UNITA acusado de ter criticado o envolvimento militar da África do Sul na Província de Cunene no Sul de Angola, foi mais um dos militares do Movimento do Galo Nego, morto em fins de 1984.

Em 1982 Tony da Costa Fernandes, fundador e Ministro dos Negócios Estrangeiros da UNITA e Miguel Nzau Puna, antigo Secretário-geral, na altura da dissidência, Ministro do Interior e da Ordem Pública da UNITA, anunciam o seu desvinculamento do Movimento, justificando que “Savimbi, não estava  a respeitar os acordos de paz” e, “não querendo pactuar com os planos diabólicos de que Savimbi gizava para Angola”.

São Tony Fernandes e Nzau Puna que  contam ao Mundo o assassinato de Tito e Wilson  com as respectivas famílias…Em um desesperado apelo à comunidade internacional, que não foi correspondido, pedem a exumação e autópsia  dos corpos. São contados horrores na forma de execução atribuídas a um sobrinho de Savimbi, membro do grupo de segurança designado de BRINDE - segurança interna do Movimento…

tito4.jpg Em carta datada de 11 de Março de 1992 destinada ao Secretário de Estado Norte-Americano James Backer, Jonas Savimbi admitiu as execuções de Pedro Negueve Jonatão Chingunji, “Tito” - delegado da UNITA nos E.U.A. e de Fernando Wilson, delegado da UNITA em Lisboa, assim como toda a família, de ambos e, respectivos guardas pessoais, por via de “actos de alta traição”…

Ainda declara que haviam sido mortos em 1991 e não em 1992. A Amnistia Internacional contesta a Comissão de Inquérito da UNITA, fazendo saber ao movimento, que a mesma não obedecera aos “critérios geralmente aceites de independência e imparcialidade”. Na carta dirigida a Backer, Savimbi acusou “Tito” e Fernando Wilson de pretenderem envenena-lo: “Depois do regresso à Jamba, a 11 de Novembro de 1988, promovi um encontro entre nós e, alguns de seus amigos para discutirmos o que se falava.

tito6.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange, do jornal  Expresso e página do SAPO

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:14
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Terça-feira, 19 de Novembro de 2024
VIAGENS . 220

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, já quase no ano Dois Mil

- Crónica 3643 – 19.11.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

morgado1.jpg A minha ligação a Carlos Morgado foi esporádica ao longo dos anos em encontros e seminários com elementos afectos à UNITA, como eu. Nesse então éramos vigiados em surdina pela polícia do M´Puto com telefones grampeados. Sabiam sempre os passos que dávamos embora não nos entorpecessem.

Tive oportunidade de sentir isso quando em um encontro com autoridades Namibianas com a presença do presidente e líder da SOAPO San Nujoma, este, em um “miting” à margem do rio Okavango no Divundu, ter feito recados indirectos como que avisos aos infiltrados da UNITA em seu país.

Afavelmente, San Nujoma, cumprimentou-me em particular, desejando uma boa estadia turística; ainda guardo a foto que tiramos à margem do rio Kubango (Okavango), vendo-se do outro lado as chanas de Angola. José Pedro Kachiungo, o meu mais directo responsável da UNITA nesse então, sabia que eu estava ali por opção própria, sem estar numa declarada  revelia.

unita21.png Fiquei em dado momento muito grato pelo convite de Carlos Morgado ter-me proporcionado um almoço a sós em casa de pessoa amiga na cidade de Lagoa no Algarve tendo-me deixado a melhor impressão nas ideias que trocamos. Ele, andava pelo país, contactando de perto com as células activas e núcleos do movimento em Portugal.

E, aconteceu: No ano de 2002, tropas do governo matam Jonas Savimbi a 22 de Fevereiro desse ano, na província de Moxico. Jonas Savimbi morre "de arma na mão", como "um militar", numa emboscada das Forças Armadas Angolanas (FAA), sexta-feira à tarde, junto ao rio Luio, sudeste da província do Moxico, ao fim de cinco dias de perseguição pelo mato.

"Sete tiros foram suficientes para o abater". Foi assim que o Brigadeiro Wala, na qualidade de dirigente da "força mista que matou o líder da UNITA", resumiu o fim de Savimbi aos jornalistas presentes no local em que o corpo foi exibido - Lucusse, a 79 quilómetros do sítio da emboscada.

louva7.jpg O relato é do repórter da Lusa, Miguel Souto. O destino de Savimbi, calculou Wala, era a fronteira com a Zâmbia, onde contava ser reabastecido pelos seus homens. Nos anos que se seguiram, pouco a pouco, os elementos afectos à UNITA foram sendo acantonados às suas próprias iniciativas.

Em Junho de 2002, quatro meses após a morte de Savimbi, fui a Angola tendo permanecido em Luanda, Sumbe e Benguela aonde permaneci um mês em casas de pessoas afectas ao MPLA. Em nada fui perturbado naquilo que quis observar… E, observei haver preocupação de alguns dirigentes que informalmente me cativavam a ideia de regresso a Angola. Isso não aconteceu, não obstante observar de longe a evolução da terra que me viu crescer como filho mazombo.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

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O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:22
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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2024
VIAGENS . 217

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, já quase no ano Dois Mil

Crónica 3639 – 01.11.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita21.png Recordando uma figura de destaque que se dedicou à UNITA e ao seu presidente a cem por cento, salientamos que em Setembro de1990, Carlos Morgado, médico pessoal do Dr. Savimbi, tornou a fazer parte da sua comitiva ladeado com Jeremias Chitunda, que desta vez foram recebidos em Washington por George Bush “pai”.

A  31 de Maio a 11 de Junho de 1991, Carlos Morgado faz parte da maior delegação da UNITA  que visita os países europeus após o acordo de Bicesse. No VII congresso da UNITA foi indicado “Ministro dos Quadros” dum governo sombra que o “Galo Negro” ia ensaiando, para uma possível governação após as eleições.

Logo após os acordos de Bicesse juntou-se ao elenco de dirigentes que Savimbi enviou a Luanda no ano de 1991. Em Dezembro do mesmo ano animou um alargado encontro com os quadros da UNITA no cinema Kipaka em Luanda ao lado do general Eugénio Manuvakola.

morgado1.jpg Em finais de 1992 e, quando se registaram confrontos entre militares da UNITA e do governo, nas ruas de Luanda, Carlos Morgado encontrou-se com Jeremias Chitunda, Salupeto Pena e Abel Chivukuvuku a preparar a saída de Luanda. Tendo socorrido soldados das FALA ferido, ficou sem peniclina e outros fármacos, apelado ao governo angolano que “pelo menos” aos soldados feridos fosse dado atendimento no hospital militar.

Não teve tempo, de socorrer mais ninguém, porque a sua vida também estava em risco; na tentativa da fuga foi alvejado nos membros inferiores, entre o largo Serpa Pinto e o ex liceu Salvador Correia. Foi levado para o Hospital Militar e mais tarde para as instalações do Ministério da Defesa onde ficou cerca de seis meses sob custódia do exército governamental, tempo que coincide com a morte do pai em Portugal.

Entretanto, diante ao clima de desconfiança que reinava, o mesmo abandonou Luanda e foi indicado representante da UNITA em Portugal e membro da missão externa. Em seu lugar foi indicado um novo médico pessoal de Savimbi, o Dr Leon, de origem congolesa.

ÁFRICA11.jpg Mais tarde em Fevereiro de 1995, Carlos Morgado  foi ao Bailundo participar no VIII Congresso da UNITA tendo tratamento VIP com direito a cadeira ao lado do Presidente e do SG do partido, denotando reiteração da confiança de Savimbi. Enquanto membro da Missão externa (ME) em Portugal passou actuar como “head center” de uma rede de inteligência, da UNITA neste espaço europeu. 

Jonas Savimbi que se encontrava refugiado no Huambo mostrava-se preocupado com a situação do seu médico pessoal. A 9 de Março de 1993 fez uma mensagem “a nação” exigindo a libertação do mesmo: “Exigimos imediatamente a libertação do Dr. Morgado que, por uma questão de humanidade, seja dada liberdade ao Dr. Morgado, para abraçar a sua mãe, que perdeu o marido".

unita02.jpeg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:17
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Sábado, 26 de Outubro de 2024
VIAGENS . 216

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Na Diáspora, já quase no ano Dois Mil

Crónica 3637 – 26.10.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

tuiui3.jpg E, eis que mais uma guerra civil se iniciava, a da desilusão. A 5 de Dezembro de 1998 “dos Santos” engenheiro de sabedoria, decreta o inicio do fim: Eliminar Savimbi, matar, matar, num nunca acabar. A guerra de 27 anos pode ser dividida aproximadamente em três períodos de grandes combates - de 1975 a 1991, 1992 a 1994 e 1998 a 2002 - com períodos de paz frágeis. Quando o MPLA alcançou a vitória em 2002, mais de 500 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas internamente. A guerra devastou as infra-estruturas de Angola e danificou gravemente a administração pública, a economia e as instituições religiosas do país.

Esta guerra terá de o ser, considerado um conflito por procuração da Guerra Fria, já que a União Soviética e os Estados Unidos, com seus respectivos aliados, prestaram assistência às facções em luta mas, -“Quando zumbi senhor da guerra chega, é zumbi quem manda”. Zé Sozinho enquanto atarraxava a cuja dita perna de pau, recheado de mortificação fala.

E, Zé fala assim: - O outro meu mano kwacha sem pernas morreu. O salalé neste entretanto, roeu seu último património; as suas pernas postiças em forma de cruz. Sucede que um dia e a convite de João Miranda, assisti bem na margem do rio Okavango (Cubango) a uma reunião de empresários e militares presidida por San Nujoma.

nujoma0.jpg San Nujoma foi o primeiro presidente da Namíbia. Um helicóptero chegou bem perto da escola local do Shitemo no N´donga Linena River Lodge, dele desceu um velho senhor de barba branca, alpercatas e um chabéu de palha já com falripas soltas. Também trazia um bastão, que julgo ser feito de um distinto pau, o mesmo de entalar nos dentes depois de morto. Com seus pés e olhos grandes, caminhou em direcção às autoridades locais, depois veio cumprimentar os convivas e suas visitas aonde me encontrava.

Foi muito agradável em suas palavras, sua característica de humilde, postura e atitude. Naquela reunião, referiu a guerra que grassava do outro lado do rio – Angola. Pediu  a seus militares que não dessem guarida às tropas da UNITA, tendo mesmo dito aos militares com estrelas que os ripostassem com fogo de morte.

Ele era o líder do povo do Sudoeste Africano, (Ovamboland People's Organization) e eu, um cidadão disfarçado de turista caçador de elefantes. Tenho uma foto deste cumprimento, por aí! Soubesse ele que eu era um responsável coordenador da UNITA no exterior e, teria apontado o dedo em minha direcção.

unita04.jpeg Em realidade era um turista como tantos outros e, nada havia em concreto sobre a minha pessoa a não ser muxoxos escutados pela contra-informação, sem o peso necessário para me apontarem algo. Bem! Também N´Zambi era meu amigo! Assim não sucedeu embora as estruturas de informação e inteligência pudessem saber de algo; minha missão era ver os pontos de reabastecimento à Jamba a partir da Namíbia.

O tempo fez diluir estas contrariedades de estar sob escuta mas ficou bem presente o que disse: “UNITA soldiers crossing the river, fire on them”; No M´Puto, José Pedro Cachiungo, tinha-me feito advertência de poder ter algumas contrariedades e, mesmo sem salvo-conduto meu comportamento foi de singela observação… Têm mais kitucus mas, o melhor é ficar só assim mesmo!

pinto3.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:55
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2024
VIAGENS . 215

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Diáspora após a “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3636 –23.10.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO245.jpg O filho de Mário Soares, João Soares, deputado socialista e antigo presidente da Câmara de Lisboa, esteve três vezes na Jamba e da última vez, ficou gravemente ferido quando a avioneta se despenhou no fim da pista de terra batida, segundo se diz por estar demasiado carregada com marfim.

Nos EUA, Ronald Reagan, George Shultz, Jeane Kirkpatrick e outras figuras de proa do Partido Republicano não se cansavam de elogiar Jonas Savimbi como um grande líder anticomunista. Comparado com Reagan, o guerrilheiro era um intelectual. Falava fluentemente português, inglês e francês e usava estas línguas nos contactos com políticos, diplomatas ou jornalistas.

ARAUJO257.jpg Savimbi foi um homem corajoso e ardiloso: combateu os comunistas com ajuda dos capitalistas e vice-versa, lutou pela negritude aliando-se aos brancos sul-africanos do apartheid e combateu o colonialismo português aliando-se à Pide e ao exército português no leste de Angola, onde chegou a ser assistido por médicos militares portugueses.

O envolvimento dos Estados Unidos em Angola começou em 1960 com ajuda à FNLA e durante a guerra civil de 1975/76 apoiaram também a UNITA, os dois movimentos anticomunistas. Com a derrota da FNLA, os americanos voltaram-se para a UNITA e, este apoio atingiu 90 milhões de dólares em 1990.

Além da ajuda americana, a UNITA tinha os diamantes que proporcionava lucros anuais de um bilião de dólares, mais dinheiro do que o tesouro da maioria dos países africanos e, com essa capacidade financeira, conseguiu criar melhores quadros militares e civis do que o MPLA…

ARAUJO256.jpg E, tudo indicava que  estava em melhores condições para governar o país, mas quem falhou foi o próprio Savimbi, que concentrava todo o poder e, apesar de toda a sua cultura, enfermava de um disfarçado tribalismo primário. Entretanto a vida continuava em Angola. De forma periclitante a casa da circunscrição continuava a ser praticada, a residência do administrador já o era - outra coisa qualquer, talvez um comité ou um centro da OMA. A granja agrícola estava minada com instrumentos de morte redonda, o armazém de alfaias ficou a enferrujar o tempo.

As sementes seleccionadas deixaram de ser distribuídas pelo organismo da agricultura; ao tanque carradicida e ao posto médico, deram-lhe outra utilidade. A estação dos Correios, o Tribunal, a Capela, os fornos de cal e tijolo, o silo, a carrinha “chevrolet”, o forno de pão, a sanzala, os cipaios e a missão, deixaram de o ser no mesmo jeito...Tudo se tornou num mundo irreal, monstruoso, somente um faz de conta que fazia gerir o dia-a-dia, à toa.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto

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PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:32
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2024
VIAGENS . 211

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Antes e Depois da  “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3631– 03.10.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita33.jpg A UNITA tentou retirar o controlo de Cabinda ao MPLA em Janeiro de 1993. Edward De Jarnette, chefe do Gabinete de Ligação dos Estados Unidos em Angola para o governo Clinton, alertou Savimbi que, se a UNITA impedisse ou interrompesse a produção de Cabinda, os Estados Unidos encerrariam seu apoio. Aqui, deu para se entender que os piores amigos eram mesmo, os americanos.

A 9 de Janeiro, a UNITA iniciou uma batalha de 55 dias contra Huambo, a "Guerra das Cidades". Centenas de milhares fugiram e 10 mil foram mortos antes que a UNITA assumisse o controlo a 7 de Março. O governo engajou-se em uma limpeza étnica kikonga e, em menor grau, de ovimbundos e, em várias cidades, principalmente Luanda como o de 22 de Janeiro, o já referido massacre da Sexta-Feira Sangrenta.

Recordar que os chamados rebeldes da UNITA e os representantes do governo encontram-se cinco dias depois na Etiópia, mas as negociações em restaurar a paz falharam. O Conselho de Segurança das Nações Unidas sancionou a UNITA através da Resolução 864 a 15 de Setembro de 1993, proibindo a venda de armas ou combustível para a organização.

unita34.jpg Talvez a mudança mais clara na política externa estadunidense tenha surgido quando o presidente Bill Clinton emitiu a Ordem Executiva 12865 em 23 de Setembro, rotulando a UNITA como "uma ameaça contínua aos objectivos de política externa dos Estados Unidos" em Angola.

O Protocolo de Lusaka de 1994 veio reafirmar os Acordos de Bicesse. Savimbi, não querendo assinar pessoalmente esse acordo, enviou o ex-Secretário Geral da UNITA Eugénio Manuvakola representando em seu lugar, o partido. Manuvakola e o Ministro das Relações Exteriores de Angola, Venâncio de Moura, assinaram o Protocolo de Lusaka em Lusaka, Zâmbia, em 31 de Outubro de 1994, concordando em integrar e desarmar a UNITA.

Ambos os lados assinaram um cessar-fogo como parte do protocolo em 20 de Novembro. Sob o acordo, o Governo e a UNITA cessariam as hostilidades e desmobilizariam 5 500 membros da UNITA, incluindo 180 militantes, que se uniriam à polícia nacional angolana, 1200 membros da UNITA, incluindo 40 militantes, que se uniriam à força policial de reacção rápida e os generais da UNITA, que se tornariam oficiais das Forças Armadas Angolanas.

unita35.jpg Mercenários estrangeiros retornariam aos seus países de origem e todas as partes parariam de adquirir armas estrangeiras. O acordo estipulou dar aos políticos da UNITA casas e uma sede. O governo concordou em nomear membros da UNITA para chefiar os ministérios de Minas,  Comércio, Saúde e Turismo, além de sete vice-ministros, embaixadores, governos de Uíge, Lunda Sul e Cuando Cubango…

Tambem destinou vice-governadores, administradores municipais, vice adminis-tradores, e comuna de administradores. O governo, libertaria todos os prisioneiros e amnistiaria todos os militantes envolvidos na guerra civil. O presidente do Zimbabwé, Robert Mugabe, e o presidente sul-africano, Nelson Mandela, reuniram-se em Lusaka a 15 de Novembro de 1994 para aumentar o apoio simbólico ao protocolo.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

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O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:41
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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2024
VIAGENS . 210

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - Antes e Depois da  “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3629 – 26.09.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

roxo54.jpg Em Março de 1992, representantes da Amnistia Internacional visitaram Angola lançando um apelo para a protecção dos direitos humanos – “Na ausência de providências imediatas para impedir novos assassinatos, verificava-se uma escalada da violência que vinha a pôr em risco os acordos de paz”.

Havia crimes cometidos, nunca castigados, segundo pesquisa na imprensa angolana e portuguesa: Pelos governamentais, a morte de seis pessoas, numa manifestação pacífica de apoio aos separatistas de Cabinda, em 1991. Ainda em Cabinda, no mesmo ano verifica-se a execução a tiro do diácono Arão.

Também em Luanda, ocorre o assassinato do piloto governamental Sampaio Raimundo, pelo guarda-costas de um oficial da UNITA. No corrente ano de 1992, dá-se a morte de quatro oficiais da Força Aérea angolana, por membros da UNITA – dois deles, enterrados vivos, um queimado, outro espancado. Dá-se também a morte de nove membros da UNITA, entre os quais o tenente José Segundo

roxo55.jpg Na Província de Benguela, segundo representante da UNITA em uma comissão da CCPM - Comissão Conjunta Politico Militar. O mesmo, foi alvejado por um civil e por um outro com uniforme das FAPLA, em Junho do passado ano. Àquelas mortes, nenhuma investigação foi feita.

Dá-se o assassinato do representante da UNITA em Malange, coronel Pedro Makanga, vingado logo a seguir, com o assassinato de um tenente-coronel das FAPLA. Era esta a onda de insanidade e falta de rigor na fiscalização e ordem do território e, dizer-se por isso, estar-se a caminhar para uma longa tragédia anunciada, sem ter ninguém ou entidade fidedigna para superar com justiça quaisquer arbitrariedades.

Na Província da Huíla dá-se assassinato de quatro turistas; este episódio transforma-se em mais um incidente político, quando Jonas Savimbi anuncia que prendera Celestino Sapalo, um agente de segurança governamental, por suspeita dos crimes. A ONU, vem a concluir que os crimes haviam sido cometidos pela tropa da UNITA.

roxo56.jpg A ONU concorda em permitir o interrogatório a Sapalo por uma comissão conjunta de inquérito, formada por seus representantes e do governo, mas isso nunca aconteceu. Dá-se aqui conhecimento de várias altercações que um pouco por toda a Angola se vão verificando, para que se tenha uma ideia melhor formatada do todo o ambiente social em efervescência expectante da paz que, não chega…

Em Cabo Ledo, arredores de Luanda, ocorre a morte por assassinato de uma família portuguesa. O governo apresenta um presumível autor dos crimes que anuncia ter actuado a mando da UNITA, por dinheiro e, embora tudo apontasse ser uma manobra política do MPLA, nenhuma investigação viria a ser feita….

ROXO134.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

Ilustração aleatória de asunção Roxo

 (Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:26
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Sábado, 21 de Setembro de 2024
VIAGENS . 209

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* - Depois da  “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3628 – 21.09.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dia142.jpg …*Abro aqui um parêntesis para prosseguir o pensamento de Muana Damba,  subscritora do Manifesto da Sexta-Feira Sangrenta, ressaltando que a etnia branca desde seu processo libertador pelos autodesignados mandatários dum autopoder, na gestão do todo-poderoso MPLA na governação, sempre a excluíram, subtraindo-lhe direitos de gerações por nascimento.

Algo, nem tanto incomum e xenófobo, do qual tanto se fala hoje pelo mundo com refugiados de um e outro lado, passados que são quase 50 anos daquele 11 de Novembro de 1975, verificando-se sempre um provocado desleixo ao lidar com a etnia branca, relegando-a para um submundo de indiferença e menosprezo…

Muana Damba continuando seu manifesto refere: Queremos que as autoridades e diversos irmãos angolanos saibam que Angola é um mosaico de tribos ou mesmo junção de tribos; nós temos a nossa terra, assim sejam Kimbundos, Ovimbundos entre outros que o tempo ditará terem também os mesmos direitos.

luua15.jpg Direitos  de jus soli (lei do solo -"direito de solo") irrestrito, ou o direito à cidadania a quem nasça em solo nacional, independente de quaisquer outras condições. Se alguma lei, assim o não refere, urge modificá-la para bem  do futuro de Angola.

Entretanto e enquanto os deputados eleitos pela UNITA assumem as suas funções de forma regular no Governo Nacional. A UNITA após uma fase de êxitos militares, como por exemplo a tomada temporária da cidade do Huambo, a seguir, passou a perder terreno de maneira dramática. A isto se deve o reforço maciço das FAA (Forças Armadas de Angola), em pessoal, formação e equipamento, no auge das  receitas do petróleo.

Na década após 1990 as mudanças políticas no exterior e vitórias militares em casa permitiram ao governo fazer a transição de um Estado nominalmente comunista para um Estado tendencialmente democrático. A declaração de independência da Namíbia a 21 de Março de 1990, eliminou a ameaça ao MPLA da África do Sul, quando a SADF se retirou de lá.

roxo27.jpg O MPLA aboliu o sistema de partido único e rejeitou o marxismo-leninismo no terceiro Congresso do MPLA em Dezembro, mudando formalmente o nome do partido de MPLA-PT para MPLA. O tempo escasseia-me muitas vezes, para poder redigir histórias escondidas, antigas, que até posso antever reais a tempo inteiro, real ou ficção.

Nessas alturas subitamente levanto voo, plano como um albatroz e por aí vou fora, sem parágrafos ou pontos finais, com diálogos dinâmicos, que só o serão na ficção!  Assim fala o Soba, impondo só a si, suas leis, aos outros também quando calha - fugir aos ditames dos familiares e do Kimbo, subvertendo-se nas leis, com gozo e guzu nisso, e sabedoria quando tal acontece. Claro, que há coisas negativas as que mais resultam ao inimigo, porque sempre se aprumam na coluna vertebral do indígena portador...

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

 (Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:26
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Sábado, 14 de Setembro de 2024
VIAGENS . 207

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* - Angola .SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3625 – 14.09.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

swakop5.jpg As organizações civís bakongo apontaram mais de 40 mil vítimas através do território nacional, por uma alegada acusação da dita rádio nacional e jornal de Angola, órgãos afectos ao partido da situação e inimigo do povo, que militares zairenses estariam a preparar um golpe de estado contra o presidente; apontavam o povo do norte (Congo), de zairenses, que pretendiam assassinar José Eduardo dos Santos.

Hoje passados 31 anos, o processo continua nas gavetas carunchosas do Miala ou no lixo, de forma tão humiliante, sem humildade, sem moral nem a mínima consideração de um ser humano. E nem os ditos jornalistas foram responsabilizados pela sua chacina criminosa.

De forma tão clara, estes ataques foram metodicamente e sistematicamente orquestrados de forma sínica, odiosa e, por motivos étnicos, por que o povo bakongo sempre foi visto como o primeiro inimigo dos estrangeiros trincheirados no MPLA, pela sua bravura defesa da independência e pelo facto de serem eles, os libertadores de Angola.

luuan1.jpg Não existe história em Angola, sem os Bakongo. O MPLA, nunca cessou de reduzir este povo afirmando que estes, representam nem 10% da população angolana e, isto não verdade. O Reino do Kongo estendia-se até à Republica Democrática do Congo-Brazzaville e Gabão; nenhum povo de Angola pode comparar-se com esse grande Reino.

Tudo começou, após Jonas Savimbi ter negado os resultados fraudulentos das primeiras e históricas eleições legislativas de Setembro de 1992, que deveriam marcar o fim das hostidades e a reconciliação entre os povos que formam este mosaico. Infelizmente o desejo do MPLA era de continuar subtraindo os autênticos filhos de Angola, humilhando-os a submeter-lhos a uma pobreza extrema, fora e qualquer  controlo de poder.

Não só mas, após a fuga de Jonas Savimbi, nos fins de Novembro de 1992 para o Huambo, as FAPLA, a polícia ninja e milícias, fanáticos dos pioneiros e do Poder Popular, tomaram de assalto, as zonas habitadas pelos militantes e cargos da UNITA e, aonde também tombaram heroicamente quadros do auto nível da UNITA que se encontravam em Luanda: os já mencionados  Jeremias Chitunda, Alicerces Mango e Elias Salupeto Pena sobrinho de Savimbi…

tukya13.jpgC,A. - Jonas Savimbi após estes desaires, reorganiza as suas bases militares que ainda se encontravam no norte e, ocupa novamente as cidades do Uige, Soyo, Mbanza Kongo, Caxito, Ndalatando após uma batalha que dura 55 dias. Ocupa a segunda cidade de Angola, Huambo e, aonde o MPLA bombardeia impiedosamente com aviões migs e variado  material bélico de longa alcance.

A SEXTA-FEIRA SANGRENTA, para os Bakongo, permanece uma data histórica, dolorosa e de tristeza. Continuamos por isso, a chorar os nossos vitimas passados que são 31 anos. Nós, o povo Bakongo de Angola, continuamos a exigir a justiça, sobre a morte dos nossos irmãos, cujas mulheres foram violadas à vista nua de todo o povo angolano.

valentina0.jpg Estes ataques foram referidos como sendo ocasionados por motivos étnicos mas, em realidade, tratou-se de conflito pré-eleitoral. Os bakongos foram acusados pela imprensa oficial e afecta ao MPLA, de ter apoiado o partido do Galo Negro. Nasce daí, a campanha mediática contra o Zaire de Mobutu…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da revista descartável do semanário Expresso do M´Puto …

C:A: - Costa Araújo

 (Continua…)

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:19
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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2024
VIAGENS . 206

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* -  “SEXTA-FEIRA SANGRENTA”

Crónica 3624 – 12.09.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

monstro6.jpg Nesta fase de descrição  do tema da “sexta feira sangrenta” do ano de 1992  é oportuno dar a conhecer o que um velho amigo do “bairro Terra Nova da Luua” de nome Josué Pedrosa escreveu: « A técnica do MPLA, na eliminação de opositores, foi aprendida na ex-URSS e mantém-se até hoje. Quem não sabe o que A Neto fez para afastar Viriato da Cruz e assumir o poder no MPLA?...»

«… O envio dele á China constituiu uma sentença de morte, pois a China manteve-o em vigilância permanente e nunca o deixou sair de lá até á sua morte. Quando do congresso de Lusaka em que foi deposto e eleito Daniel Chipenda, de que adiantou? …»

«…Neto apresentou-se aos Tugas para negociar a independência como se fosse o líder e, a verdade, é que os corruptos/traidores do MFA, também só quiseram negociar com ele, constituindo o diálogo com Savimbi e Roberto, bem como os Acordos de Alvor, apenas formalidades para enganar a sociedade nacional e internacional…»

mocanda18.jpg«… Neto foi um assassino e devia constar da história de Angola como tal. Nunca esquecerei as suas palavras no 27 de Maio de 1977: "não vamos perder tempo com julgamentos", faremos "justiça" imediata. E, há "pala" dessa decisão, aqueles que no MPLA, tinham ódio, rancor, inveja ou simplesmente cobiça e queriam apoderar-se de algo que lhes não pertencia, bastava acusar os donos de serem conspiradores… »

«… Leiam os livros de José Reis - Angola o 27 de Maio e Memórias de um Sobrevivente, um "sanguito" que se deixou embebedar pela revolução e que foi acusado de golpista, só não morrendo por mero acaso. Depois de libertado graças a um amigo que por mero acaso o viu preso, viria a descobrir que quem o acusou, o fez para se apoderar do apartamento que tinha nas Imgombotas… »

«…Ao tentar reavê-lo, disseram-lhe ao ouvido, é melhor deixares tudo como está, a vida é mais importante que um apartamento. Também de Carlos Taveira (Piri) S. Paulo, Prisões de Luanda, um bom relato do que então se vivia e fazia…»

mulola1.jpg «…Todos os que têm a escola Soviética, praticam os mesmos métodos para afastar os opositores, sejam eles Neto, JES, JL, Putin, Castro, Maduro ou outros que pertençam à mesma seita…» Fim de citação…

Partir do dia 22, 23 e 24 de Janeiro de 1993, os bairros da Petrangol, Labor e Palanca até as províncias onde bakongos eram radicados naquela data, foram atacados por parte de habitantes de Luanda, armados alguns dias antes pelo MPLA. Entretanto, o então governo dirigido pelo José Eduardo dos Santos, teria reconhecido oficialmente apenas 57 mortos.

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da adenda de Josué Pedrosa …

 (Continua…)

O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:41
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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