Sábado, 1 de Maio de 2021
MISSOSSO . XLII

ESTÓRIAS EQUECIDAS – 01.05.2021

Crónica 3144 - CHE GUEVARA NO CONGO BRAZZA - "A estória de um fracasso". Eu Furriel MIKE, estava ali tão perto de Dolisie, no lugar de Miconge  Velho a comer javali com os TE´s a comer macaco… Dolisie, também conhecida como Loubomo, é uma cidade da República do Congo, capital da região de Niari QUE FICA PERTO DA FRONTEIRA Norte de Cabinda…

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Por soba15.jpg T´Chingange no AlGharb do M´Puto

O General cubano Victor Dreke que acabou parceiro de Che Guevara na frustrada guerrilha do Congo, ainda em vida recordou: O guerrilheiro Ché, continuou a ter fãs na agora República Democrática do Congo Brazzaville. Dreke passou pelos quartéis da região; no mesmo dia da chegada, foi levado a uma casa onde estavam José María Tamayo, o "Papi", e o novo chefe da missão “Ramón” que era Che Guevara. Dreke, até ali, servia no Exército Central, na cidade de Santa Clara.

guevara5.jpg E, foi em Santa Clara de Cuba que recebeu uma proposta que o levaria a África. Aceitou participar sem saber do que se tratava. O pedido veio directamente de Fidel Castro: comandar uma missão especial recrutando 100 jovens soldados que seguiriam para um destino ainda desconhecido. O veterano Greke frisa que a adesão à guerrilha era voluntária. Quem aceitava deveria dizer à família que iria para um treino na União Soviética. Durante algumas semanas, os cem homens prepararam-se numa zona de mata sem acesso a energia eléctrica recebendo visitas frequentes de Fidel.

guevara1.jpg Naquele primeiro encontro, ele, o Ché "usava um corte de cabelo muito conservador, um grande bigode negro e um fato de tecido escuro, com uma gola dura de banqueiro e uma gravata de cores fortes", assim descreveu o escritor colombiano Gabriel García Márquez na revista Algarabía, num raro relato sobre o disfarce de Ché na ocasião”.

Sentado em um tronco feito banco, Dreke tentava entender o que se passava, enquanto "Ramón" remexia papéis na companhia de Osmany Cienfuegos, irmão de Camilo – terceiro maior nome da Revolução Cubana. O irmão de Camilo insistiu que o novo comandante não era um estranho. "Você conhece-o, “coño", exclamou! - "Companheiro, eu nunca o vi", respondeu Dreke. Foi então que Guevara se apresentou e chamou o subordinado pelo sobrenome…

guevara2.jpg Sem perceber, o futuro General passara por um teste imposto por Fidel aos homens que melhor conheciam Guevara. Era importante que nem eles conseguissem reconhecê-lo no disfarce. Com o ex-ministro prestes a entrar na clandestinidade, o regime temia que ele fosse capturado, executado e a sua morte atribuída ao Governo.

guevara3.jpg A 1 de abril de 1965, o trio formado por Ramón, Dreke e Tamayo iniciou o périplo rumo ao Congo em voos comerciais. Com passaportes falsos, passaram por Moscovo, capitais da Europa Oriental, Argel, Cairo e Nairóbi, até chegar a Dar-es-Salam, então capital da Tanzânia. De lá, seguiram para o Lago Tanganica, rota de travessia para o Congo. Com onze combatentes que se juntaram ao grupo ainda na Tanzânia, desembarcando no sudeste do Congo, a 24 de abril de 1965. O chefe, Guevara seria o "Doutor TATU", médico e tradutor.

Não foi uma escolha gratuita. Era ao contrário, confortável para Che. "Ele não ficou famoso ali como guerrilheiro, mas como médico. Como fazem os nossos na ilha e outros países, saía pela manhã visitando os lugares e distribuía os poucos medicamentos que tínhamos", relata Dreke. Nas primeiras reuniões, ele traduzia o que eu dizia. Sem entender o idioma, eu pensava: não falei tudo isso", conta Dreke, aos risos - "Ché falava francês e um pouco de outros dialectos.

guevara4.jpg Depois de sete meses, após constatar a pouca unidade dos soldados africanos e a perda de apoio internacional, Ché decidiu, contrariado, encerrar a primeira missão internacional do regime cubano. Mandou uma carta a Fidel Castro dizendo que Victor Dreke "era um dos pilares em que confiava". É assim que Che Guevara, inicia o seu relato sobre o movimento guerrilheiro que ajudou a organizar na República Democrática do Congo, em 1965, dois anos antes de ser morto na selva boliviana.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:12
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MUXOXO . XLIV

MONAMGAMBA - TEMPO CREPUSCULAR COM FRINCHAS

Nós, também produzimos fruto na estação apropriada, pois afinal, para isso fomos plantados...

Crónica 3145 – (30.04.2021 em Kizomba) – 01.05.2021 no KIMBO

– Hoje, ninguém parece ter consciência de nada; por usucapião, estamos feitos ao bife 

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Por soba24.jpg T'Chingange no AlGharb do M'Puto

As árvores que conheço desde sempre, são variadas pois que, aqueci nos trópicos como as acácias do Calahári e por vezes tentei até abraçar o imbondeiro mas, desconsegui fazê-lo sozinho. Também consegui aqui no M'Puto  ter um imbondeiro que subiu protegido mas, por descuido meu, veio o frio de Nosso Senhor dando-lhe fim.

Meu vizinho alemão da Alemanha tem uma nespereira que este ano carregou de frutas. Já saltei o muro para lhe roubar uns quantos balaios como indemnização pela sugeira que seu choupo do Canadá faz no meu quintal virado a Sul. Costumo conversar com o loureiro mas, para além de dois rebentos nascidos do meu lado, assim sobranceiro, nada me diz nem contesta.

muxoxo1.jpgCada espécie, daqui ou oriundas de outros lados, são distintas e admiráveis à sua própria maneira. Os luendros que fazem fronteira entre mim e o carcamano, têm várias cores mas o vermelho é o de que mais gosto. Na minha concepção o altaneiro choupo tem uma linhagem nobre, mas excede a todos em altura  retirando-me o sol de inverno por ter crescido de forma desmedida.  Se a expressão “crescer em graça” se aplicasse a árvores, este choupo o exemplificaria melhor, só que não é árvore para um quintal citadino. Como pode alguém, nem mesmo sendo um especial amante da natureza, olhar firme e refletidamente a uma árvore assim e, deixar de apreciar a mesma por não estar no sitio apropriado...

piram3.jpg As sequoias da Califórnia são também um espetáculo inspirador mas só são sustentáveis numa floresta. E, se o choupo do carcamano já me causa transtorno pelo avanço das raízes no largar de folhas e sementes pelo meu património, posso imaginar como seria se o fosse, uma Sequoia.

Bom! Algumas oliveiras já existiam havia muito tempo quando Davi escreveu seu texto bíblico; eram mais antigas ainda quando Jesus andou pela Galileia. Nem se fala de outras espécimes quando Colombo descobriu o Novo Mundo! Nações e impérios vão e vêm; contudo, muitas destas arrojadas árvores ainda vivem e crescem, sequoias, oliveiras e, o imbondeiro com mais algumas variantes de acácias.

Bem! Diz-se que um cristão deve ser como uma árvore plantada junto a correntes de águas ou mulola, sempre a crescer. Pois então, esta figurada linguagem representará de certa forma aquela sequoia ou imbondeiro, que indiferente ao tempo marcado no relógio, continua crescendo...

muxoxo3.jpg Apesar de muita gente afirmar que os imbondeiros podem viver milhares de anos, tal não pode ser comprovado, pois que o seu crescimento não leva à formação de anéis anuais. Suas flores são de cor brancas, muito grandes e pesadas. São vistosos pedúnculos com um grande número de estames com um cheiro peculiar a carniça...

Há quem diga que a flor de imbondeiro (baobá) surge a cada 40 anos, mas das controvérsias ficam-nos as lendas bordadas a múcua, seu fruto. Sua flor dura pouco; murcha e cai em um ou dois dias depois de desabrochar. O crescimento de uma árvore e sua estabilidade simbolizam a vida dum cristão submisso; podemos comparar assim noé!? Desde a minúscula plantinha até uma árvore espantosamente gigantesca, que quase toca o céu, seu crescimento sempre o é, um contínuo processo de receber e crescer.

muxoxo4.jpgEm resumo, nós todos so mos recipientes de nutrientes temporários e espirituais não obtidos por nossos esforços. Sem a fonte de força e poder rapidamente murcharíamos e morreríamos. Contudo, com o auxílio da Natureza, nossa alma pode ser semelhante à força duradoura de uma árvore.  Podemos produzir fruto na estação apropriada, pois, afinal, para isso fomos plantados mas, os homens andam a querer tudo mudar e, nisto, as regras não podem ser alteradas...

Muxoxo é uma espécie de estalo que se dá com a língua aplicada ao palato, em sinal de desdém ou contrariedade. No M´puto costumam chamar de "xoxo", com o sentido de beijo; Monamgamba é trabalhador desclassificado (perjurativo) - por vezes traduz-se em asneira ofensiva

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:05
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Sábado, 17 de Abril de 2021
MOKANDA DO SOBA . CLXII

HÁ 47 ANOS TEVE INÍCIO UMA LIMPEZA ÉTNICA - 16.04.2021

Crónica 3140O HOLOCAUSTO PORTUGUÊS ACONTECEU!  E, porque estamos a 9 dias do VINTICINCO – Nossas vidas têm muitos kitukus (mistérios) - 2ª de 3 partes

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Por soba0.jpeg T'Chingange - No Al-Gharb do M'Puto

fuga2.jpg Rosa Coutinho, o marinheiro, foi o oficial de aviário mais verdadeiro na história recente dos Tugas do M´Puto pois que teve o seu início de famoso, numa gaiola amarrada com lianas do N´Zaire. Terá sido Holden Roberto como patrulheiro da fronteira do Congo que o fez passear em uma jaula como se o fora, um macaco. Esta figura, o contemporâneo “maior traidor militar português”, deveria estar em maior destaque nesse mausoléu “Sputnik” da capital Angolana – Luanda, pois que, foi ele que forjou toda a táctica de “libertação”.

Ele estará para Angola como Simon Bolivar o está para a Venezuela - a chave basilar nas guerras de independência da América Espanhola - (…Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela) Pois, foi este o monstro “Vice-Almirante e Alto-comissário” que para todos nós brancos da Luua e todos os demais espalhados pelos matos do sertão e cidades, proporcionou ao MPLA ficar na governação deste território. Agostinho Neto, o primeiro presidente, só o foi em verdade, uma testa de ferro daquela figura detestável com nome de Rosa…

guerra22.jpg Como poeta e, ainda em vida, Neto, deixava muito a desejar pois só com forçada simpatia se poderia admirar suas poesias. Rosa Coutinho - o traidor, aliado às artimanhas do “glorioso PREC” - Processo de Revolução em Curso, do MFA – Movimento das Forças Armadas do M´Puto, combinado unha com carne com o glorioso MPLA, fez o que quis: pintou e bordou a preceito e, conforme as directivas comunistas. Nós, os brancos (ditos colonos), ficamos como pulgas entre unhas de dois polegares, sem armas, sem qualquer ajuda, num abandono quasequase total; pronto para o serem: mortos!

Os Cubanos, pelo que consta, só a cinco de Outubro do ano de 1975, é que chegam a Angola. Foi o que sempre se soube; quanto à ajuda pela União Soviética através de Cuba - Pois, (...) vocês sabem o que Rosa Coutinho e os estafermos do MFA queriam que se soubesse. A grande maioria da população de Portugal estava em conformidade com esta postura, desinformado até ao tutano pelos órgãos de informação, controlados pelos guedelhudos militares pseudo revolucionários. Dizia-se: Os brancos eram definitivamente uns exploradores, uns fascistas e racistas da pior espécie. Nossos familiares do M´Puto aceitaram-nos com desdém manuseando crachás com a Catarina Eufémia ao peito.

gad3.jpg E, foi na praia de Sangano um pouco a norte de Cabo Ledo que desembarcaram os primeiros homens comandados pelo General Raul Diaz Arqueles. Ali descarregaram os primeiros complexos móveis de defesa antiaérea “Strela”. Os instrutores deste equipamento sofisticado, estavam a ser coordenados pelo Coronel Trofimenko que a partir da Republica do Congo Brazaville enviavam numa primeira fase, pequenos aviões para aterrizar na pequena pista de aviação da Kissama em Cabo Ledo. Terei deste modo, de dar estes poucos laivos de recordação para que assim possam espairecer vossos cerebelos, já muito torturados.

Rosa Coutinho, já como Alto-Comissário escreve uma carta timbrada do antigo Gabinete do Governo Geral de Angola a Agostinho Neto, presidente do MPLA nos seguintes termos: “ Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do processo: Aterrorizar por todos os meios os brancos, matando, pilhando, e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos.” A Carta é datada de 22 de Dezembro de 1974, terminando com saudações revolucionárias, a vitória é certa, seguindo-se a assinatura, Alves Rosa Coutinho, Vice-Almirante.

guerra14.jpg As NT - Nossas Tropas, já não eram nossas; com o beneplácito do “Almirante Vermelho” davam cunhetes, canhões, paióis inteiros e até carros de combate numa perfeita cooperação de entreajuda FAP- FAPLA mandando prólixo os acordos de Alvor dando-nos boas falas a fazer-nos de boiada. Em verdade, praticamente, os brancos eram maioritariamente os quadros com a necessária preparação para governar e gerir a vida económica. Salvo raras excepções não havia entre estes, empatia com esse tal de Marxismo e Leninismo constituindo por isso um forte travão aos interesses soviéticos. Teríamos assim de ser expulsos ou mortos tal como o foi afirmado por esses “patrícios” de tuji e militares do famigerado CR – Concelho da Revolução… 

A revista The Economist, considerou a fuga dos portugueses brancos, como sendo “ o maio êxodo da história de África”. Nem no Congo onde entre Janeiro e Julho de 1960 a população branca caiu de 110.000 para apenas 18.000 pessoas, e se viu tamanho movimento populacional como aquele que foi observado na África Portuguesa. O governo de esquerda portuguesa, criminosamente adiou até ao último momento qualquer ajuda ou apoio substancial aos refugiados. Se compararmos estes episódios com os refugiados actuais de que chegam de todo o lado à Europa, em lanchas vulcanizadas, nós os “retornados” fomos socialmente, pior recebidos; foi a comunidade Internacional e principalmente os Estados Unidos da América que tiveram de interceder no marasmo de catafonia nos ecos de dirigentes do MFA. 

fuga6.jpg Ficamos assim abandonados à mecê dos guerrilheiros armados dos “movimentos de libertação” que intoxicados em drogas e ideologias enviesadas, com o cérebro envenenado pela propaganda marxista, estavam dispostos a massacrar todos os brancos em África. Cidades inteiras, outrora prósperas e bem cuidadas, como Carmona (Uíge) e Malange foram abandonadas devido à fuga de quase toda a população. Malange acabou por se transformar em um imenso cemitério a céu aberto com milhares de pessoas mortas, em sua maioria africanos, que ainda estavam insepultas quando se abandonou a cidade.

fiat1.jpg Alguns brancos tentaram resistir em Luanda, mas a esmagadora maioria rapidamente se apercebeu que a limpeza étnica de que estavam a ser vítimas era para ir até ao fim e que, a única opção viável que o regime de Abril lhe havia dado, era a de fugirem deixando para trás toda uma vida de trabalho. Sob todos os pontos de vista do direito internacional, o que se passou na África Portuguesa em consequência do VINTICINCO de Abril de 1974, constitui um crime contra a humanidade e, como tal o deve ser considerado. Não obstante termos passado pelo purgatório, continuamos a relembrar com saudade a MUTAMBA, que vem de “mu”, que significa árvore em Kimbundu. Que Tamba é o Tambarino – e que ali, havia um tambarineiro gigante a dar dignidade ao largo. Que antes se chamava "N'Dange ia Rosa"", que quer dizer "rua larga e arenosa" em Kimbundu. Que havia uma "Mayanga" porque esse é o nome para poço de água, cacimbas mandadas construir pelos Tugas para prover a água à cidade (LUUA). Como poderemos apagar tudo isto de nossas memórias!

(Continua…)

O Soba T´Chingange.



PUBLICADO POR kimbolagoa às 23:09
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2021
XICULULU . CXXXVI

FALAS VADIAS E ATRAVESSADAS – (12.04.2021) - 14.04.2021

Crónica 3138JUSTIÇA - De vergonha alheia, me fiz em raiva…

Xicululu: - Olho gordo; Avareza

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Por: soba001.jpgT´Chingange – No Al Gharb do M´Puto

Neste agora do ano de dois mil e vinte e um, o futuro pode sem novidade de espanto, agarrar por inteiro nosso esqueleto sem ver rebrilhar a kúkia nas águas do Tejo, do Tamisa, do Reno ou o Okavango que sempre levam a vida feita água aos ecossistemas e outros pântanos. Charcos aonde a vida prolifera sem distinguir o seu passado porque ali as palavras, como terra, viram bolachas ressequidas como se o fossem, chocolates. E, desse lodo germinam peixes à mistura com batráquios, lagartos e muitos rastejantes.

Tomando um café de cheiro longínquo de São Tomé ou Timor, posso adivinhar toda a gente de pés varridos, lavando as mãos com água sanitária na forma de lexivia, de quarto em quarto de hora, esfregando com sabão macaco ou outro de cheiro para eliminar uma doença invisível que se agarra às pessoas; por via dessa praga invisível, esfrega-se a mesa, besuntam-se as mãos com gel, passa pano, borrifa as batatas, tira e põe-se a máscara para afugentar o invisível e vem a pergunta de quem quer ganhar seu sustento, dono ou empregado, porque o mundo não pode parar assim átoa.

justiça2.jpg E, assim pronto a tomar o café, primeiro ou antes, lá vem o bom dia, a boa tarde e, o que vai tomar? Tira máscara e responde, uma bica e um pastel de belém. Noutra mesa comem cachapa de milho, uma tortilha ou o que quer que seja, assim se tenha dinheiro para reanimar a economia; assim a medo, ora reabrem ora refecham, ora criam a forma de um postigo. Mas, antes de tudo isto, apontam-nos uma pistola de plástico mesmo no templo das frontes salpicando no ecrã números. Se passa os trinta e oito, isso é febre, não pode entrar - o perigo espreita nele, quarentena pela certa…

Assim com este tempo tão perigoso, só me sobra tempo para cuidar do jardim, falar com as hortenses e ver as alfaces crescerem, colocar veneno para matar as lesmas e caracóis porque senão tiram-me nacos de salada. Retirar as flores do sabugueiro, colocá-las à sombra a fim de depois fazer aquele chá que ameniza a tensão, o stresse e o escambau. As missangas deste tempo estão periclitantemente desoladas. Assim como que se o fora brasileiro, pergunto: - Cadé o meu futuro?

justiça4.jpg Abro a televisão e é só malazengas da justiça, das estratégias de fuga, do gráfico da economia, empréstimos a fundo desperdiçado, mais dinheiro para o banco, para os aviões, enfim… Como coisa ruim nunca vem só, cativam os números do orçamento a fazer engenharia financeira . Engenharia da mentira para evitar os picos da divida abaixo da tona de água: A paz e os anjos apaziguam-se chamando nomes aos bois, aos juízes que desperdiçam o trabalho da procuradoria, achincalham acusações com investigação, deitam por terra trabalho de outros traduzido  em anos muitas hora de escutas e tandos edecéteras…   

No dia de “La Liz - 9 de Abril”, ouvindo de novo a TV, a vontade de chegar a nenhuma parte definiu meu rumo, nosso rumo afinal, também o do M´puto ficando assim e, desconcertadamente no mais incerto sem ter confiança nenhuma em mais ninguém. Um tal de Ivo, Juiz, assim falando coisas pernoitadas, desprocedeu fazendo permanecer a acção escorregadiamente aflitiva no suficiente para fazer espairecer ou desaparecer as substâncias narráveis. Em verdade, já não tinha qualquer decente esperança. As forças feias do processo, do mega assunto, ficaram assim de muitos punhais com muitos aços, todos, mas todos mesmo, trouxados numa só bainha.

socras2.jpg O assunto vem de Sócrates, o ex-primeiro, mas, com altos e baixos e algumas prescrições nem as maiores asperezas me deram toda a consideração aumentando o desamparo e, de vergonha alheia, me fiz em raiva. Tudo aquilo que ouvi molhou minha ideia sem procurar caçar desculpas. Que país é este!? O certo é de que, antes de poder ouvir e ver, eu já pressentia. Este Juiz com nome de Rosa, é um homem de tão injusta regra, e de tão visível incorrecto parecer, que nem o estado poupou. E, o Estado, somos todos nós. Afinal isto parece ser assim como jogo de baralho, verte e reverte. Tudo muito entrançado… Valha-nos Nosso Senhor – pelo andar da bagunça é quase certo que ainda vamos indemnizar o dito cujo ex-primeiro…

O Soba T´Chingange            



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:00
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Domingo, 11 de Abril de 2021
MUJIMBO . CXX

TRAJE DE GALA - FACTO E FATO ... 

Na dúvida, ando de pijama listrado quase à um ano sem ter feito mal a alguém. Pópilas! Meu escapulário é quase um pano às riscas...

Crónica 3137 (08.04.2021*)11.04.2021

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Por   soba k.jpg T'Chingange - no M'Puto

Ninguém discute o facto de que a utilização de roupas é parte do bom senso, da ética humana e dos valores sociais, sendo indispensável a todas as pessoas. Algumas se esmeram no factor atractividade, outras se limitam ao aspecto protector ou à simplicidade. Essa diferença tem suscitado, às vezes, tratamento discriminador entre dois grupos, ao ser atribuída condição superior de importância às pessoas que se vestem sofisticadamente em detrimento das outras.

sorte1.jpg Embora devamos condenar essa excepção, é verdade que ocasião, tempo, lugar, aspectos culturais, simbolismos religiosos, equilíbrio, bom gosto e recato, são alguns factores que definem a pertinência ou não de uma vestimenta. Neste processo de desmudar os costumes, uns ficarão vestidos mais iguais e outros, logicamente, mais desiguais a indicar a todos que afinal ainda não fomos terminados, andamos em execução; a ser costurados…

pfizer1.jpg É aquela velha estória que de novo aqui explicito: Era uma era e, não era; andava lavrando com dois carrapatos! Veio-lhe a notícia que o pai era morto e a mãe por nascer. Pôs o burro às cotas e o arado a comer… Hem! Hem! Hem!…O que mais penso e tento em explicar: Todo o Mundo, é louco - o quanto baste…Pegando na Bíblia pude ler em Tiago 2:2-4: -  Suponham que, na reunião de vocês, entre um homem (ou mulher) com anel de ouro e roupas finas e também entre um pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem (ou mulher) que está vestido com roupas finas e disserem: "Aqui está um lugar apropriado para o senhor/a", mas disserem ao pobre: "Você, fique em pé ali", ou: "Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés", não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados? Ando confuso, noé!?

sorte5.jpg Fala-se que entrando, o rei para ver os que estavam à mesa, recordo: notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? Ele emudeceu... Tal como eu que ando bem desmilinguido, falando com o gato tobias... Há sempre uma razão de ser no uso de vestes. Elas podem servir como cartão de apresentação de uma empresa, quando uniformemente usadas por servidores, ou como factor de igualdade social nas escolas.

pfizer2.jpg Profissionais de saúde usam vestes brancas. No Antigo Testamento, as vestes sacerdotais eram carregadas de significado. Em nossos dias, clérigos costumam vestir paramentos solenes e cores sóbrias. Cobrir-se alguém com pano de saco era nos idosos tempos expressão de grande humilhação. Não é para menos, seja homem ou mulher! Despojado de Suas vestes, Cristo recebeu um “manto vermelho” por zombaria. O filho pródigo, ao voltar para casa, foi agraciado com roupas de justiça e perdão. No clímax da história da redenção, os remidos estarão enfileirados, usando vestes brancas de pureza e santidade...

sorte6.jpg Andamos assim a viver parte de parábolas antigas sem bodas nem convites para vestirmos a gravata na falta de outros paramentos. A vida humana é frágil como uma flor; hoje é, amanhã não o será mais - como um capim murcha como qualquer erva do campo; E, na dúvida da resiliência com ou sem investigação descobriu-se que alguém, não estava devidamente vestido para a ocasião e, morreu sem até, ter comido tabaibos com picos e tudo. Nesta via-sacra de espera pela vacina conta a malazenga COVID, vivemos num período como se o rei nos fizesse revista, assim como convidados encontrados ou escolhidos no livro da vida singelamente chamado de lita telefónica... Pelo sim pelo não, ando permanentemente em pijama esperando um SMS dum bata branca: -Venha tomar a pfizer…

Nota* - Publicado em Kizomba do FB

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:04
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Quinta-feira, 11 de Março de 2021
XICULULU . CXXXV

FALAS VADIAS 11.03.2021

kimbo 0.jpg As escolhas do Kimbo - Crónica 3127

Por medica-683x1024.jpgPaula Helena Ferreira da Silva (Assistente Graduada de Ortopedia, Chefe de Equipa do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga)

Os insultos de MAMaDOU BA ao povo português e à sua História…”Se um branco dissesse que se devia matar o homem negro, era logo preso, chamado de racista, nazi, ‘white supremacist ‘ etc. etc.”

 Fonte: O Observador

Mantenho gravado o choro de despedida de quem me criou e a isso, Sr. Mamadou, chama-se amor. Nós, Africanos brancos, sentimos amor pelos nossos conterrâneos, mas sei que para si não é amor, é racismo.

mamadou1.jpg Tal como o Sr. Mamadou, nasci em África. Não me corre sangue africano nas veias, mas a alma moçambicana habita em mim. Fui expulsa do meu país sem hipótese de escolha, sem justificação, tão-somente pela cor da pele, arrancada à força da minha família, da minha casa, dos meus conterrâneos. Fui expulsa por pessoas como o senhor e os seus comparsas do SOS Racismo. Roubaram-me o resto da infância e da adolescência, forçada a viver em hábitos e costumes diferentes onde só a língua me unia.

Durante décadas, senti-me deslocada, fui barbaramente vítima de bullying, mandada para a minha terra vezes sem conta apenas e só por ser retornada…A ignorância não tem limites e retornada não sou, refugiada talvez, pois a nada retornei. Nasci em África com muito orgulho e mantenho orgulho na História que me proporcionou que assim fosse. Nasci na maravilhosa cidade de Lourenço Marques, a pérola do Índico, no fantástico continente africano, rico nas gentes e nos recursos, destruído por décadas de governos ditatoriais que o senhor tanto defende.

dia142.jpg O senhor não sabe, mas em 1974, Moçambique era o produtor número um do mundo de algodão e cana-de-açúcar. Hoje, é um dos países mais pobres do mundo! Os retornados foram a maior lufada de ar fresco a entrar em Portugal. Ao contrário de si, os retornados e refugiados das ex-colónias, apesar de apenas trazerem a roupa do corpo e a alma carregada de tristeza e mágoa, trouxeram também a resiliência e transformaram a mágoa em trabalho e não em ódio e raros são os que não singraram.

Nada trouxemos na bagagem a não ser memórias. Tudo foi confiscado, queimado, dizimado. Mas ao contrário de si, a quem tudo foi dado de mão beijada, não nos vitimizámos, não nos encolerizámos, apenas trabalhámos! Trabalhámos e honrámos a Terra e as gentes que nos acolheram! Não hostilizámos, não ridicularizámos, não confrontámos os Portugueses da metrópole! Apenas trabalhámos, com a resiliência que nos caracteriza, porque ao contrário de si, as nossas feridas não estão putrefactas e não destilam ódio, antes pelo contrário, emanam tolerância e compaixão.

guerra01.jpg Ao contrário do senhor, não recebemos subsídios, não recebemos apoios, o único apoio foi e continuam a ser as doces memórias. Memórias de países maravilhosos ao qual um dia ansiávamos voltar (Moçambique, Angola, Guiné e outros dos Palops), de gente humilde de sorriso largo e alegria sem fim, memórias do cheiro da terra molhada, do cheiro das gentes, das cores, de vidas simples.Mantenho gravado o dia da partida e do choro de despedida de quem me criou e amparou e a isso, senhor Mamadou, chama-se Amor. Nós, Africanos brancos, sentimos amor pelos nossos conterrâneos, mas sei que para si não é amor, é racismo. Sim, senhor Mamadou, ainda hoje sinto amor pelos meus conterrâneos, choro por eles e pelos vis ataques que sofrem em Cabo Delgado, que curiosamente nunca o ouviu defender.

GUERRA25.jpg Em si só vejo ódio, intriga e difamação. O racismo não se combate com racismo! O ódio não se combate com ódio! Humildade e gratidão é coisa que não lhe assiste. E trabalho Sr. Mamadou? Não será por interesse que move esse ódio? É que esse ódio dá-lhe tachos e tachinhos e trabalho? As suas mãos não parecem ter calos e o seu sobretudo de caxemira não me parece “second hand”. Senhor Mamadou, o senhor pode ter instrução, mas não tem educação.Sou de uma geração em que fui educada a respeitar o meu país, Portugal, a minha bandeira, o meu hino, as minhas gentes, os meus heróis.

guerra18.jpg Tenho orgulho em Afonso Henriques, Vasco da Gama, Luiz Vaz de Camões, Padre António Vieira, Pedro Álvares Cabral e tantos outros que escreveram a nossa História. A História não se apaga, não se reescreve, é um legado dos nossos antepassados, goste-se ou não, é a nossa História. Quem é o senhor para a destratar? Ou será que pertence ao grupo daqueles, que por não gostarem dos pais e avós também os apagam? Respeito, senhor Mamadou! Respeito! Em casa alheia não se diz mal do pão que é oferecido, porque, um dia, o pão pode acabar.

Fonte: O Observador



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:01
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
XICULULU . CXXXIII

FALAS VADIAS E ATRAVESSADAS 25.02.2021

Crónica 3119Minha vizinha anda com medo de viver; ela não está nas listas VIP…

Xicululu: - Olho gordo; Avareza

Por 

araujo158.jpg  T´Chingange – No M´Puto

silas3.jpg Na mitologia Grega era de mau sinal olhar para trás mas, em realidade nunca ninguém mediu o tempo de duração desse mito. Assim, com incompleta confiança embrulhada em metades medrosas, pergunto: O que está a acontecer com toda uma multidão que feito país, protesta calada em casa!?

Sabe-se que há problemas que surgem com as tosses cheias de pulmões nas palavras mas, afinal que está a acontecer? É a pergunta de qual, quando e como, vai ser o rendimento mínimo a atribuir para um cidadão continuar vivo! Pópilas! Lá teremos de sufocar ou sufragar as regras e os mitos sem obedecer aos muitos minutos andando às voltas pelo quintal olhando as nuvens, negras cheias de água num chove, não chove.

way4.jpg A mulher de Ló sabia que não deveria olhar para trás para poupar a própria vida (Gn 19:17), mas mesmo assim olhou! Ver assim os ramos do loureiro árvore, tombar a indicar de onde vem o vento e, se vem triste, húmido, feliz ou de jacto. As noites mal dormidas a ampliarem coisas e loisas que passam em nossa cabeça e, porque na generalidade dos sentimentos o medo não tem um interruptor para os ligar e, desligar.

Se estás mal da bexiga, irás ficar mal dos sentimentos; em verdade quem tem cu tem medo; isto também se aplica ao baço, ao fígado, outros sistemas do esqueleto e, vai por aí… É que numa malazenga destas, só se consegue saber tudo dela quando a mesma acabar.

xiricuata4.jpg  Assim, andando em círculos, passando pela décima vez pelo canteiro das hortenses, lá pela décima terceira, paro e pergunto; pergunto, não! Afirmo-lhe: Este Mundo está perdido, noé? A fazer perguntas sem respostas com a natureza tão honrosa, tal e tanta que nem eu que sou feiticeiro, tenho ânimo de mentir, nem de me caber calado.

Mas, sei o que é importante, viver em estado de emergência é marcar consulta por computador, esperar a hora certa ou renovar a receita por meios digitais. Minha vizinha Augusta, recentemente disse que anda com medo de viver. Num enfim mas também, o que é que vale, o que é que não vale? Como assim! Estou falando demais.

xinguila4.jpg No que é que a velhice faz. Juro! Estou querendo ser cincerro… mas hoje, ou até hoje, representando os meus olhos, acho até que tenho de aprender a estar alegre e triste em simultâneo rindo das próprias folhudas pestanas muito parecidas com as de Cunhal. Assim fixamente, digo a mim: Em cada dia, de cada hora, a gente aprende uma nova qualidade de medo.

Com mais de oitenta anos, minha vizinha Augusta, deveria estar na área VIP. Bem! Poderia fazer como a conhecida Ana Gomes do PS do M´puto que fez candonga comprando, nem se sabe como, uma vacina à Conxinhina. O medo é que guarda a vida noé? Não é bem assim o tal ditado; o medo é que guarda a vinha. É mesmo um escambau - (…mandam eles é o escambau, aqui mando eu…).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:17
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2021
MISSOSSO . XXXIX

DO TITANIC AO NIASSA

Crónica 3116 - Kifufutila - Quarta-feira de Cinzas, 17.02.2021

- O poder da oração é importante! Kifufutila é farinha de mandioca grada, com açúcar...

Por   tonito15.jpgT'Chingange. No AL-Gharb do M'Puto

 titanic.jpgNo dia 10 de abril de 1912, ainda eu nem era projecto de vida, o famoso navio TITANIC partiu da Inglaterra para Nova Iorque. Era sua primeira viagem, e ninguém imaginava que também seria a última. Os técnicos estavam enfeitiçados de auspiciosos poderes e, as gentes assombradas com tanto avanço tecnológico, quase adorando o mostrengo bonito...

Em 14 de abril, às 23h40, o navio chocou-se contra um bloco de gelo, um iceberg desgarrado da grande calote gelada do Polo. Abriu-se um enorme buraco em seu casco, e a embarcação começou a afundar lentamente. De repente, desapareceu nas águas frias.

titanic2.jpgMais de 1.500 pessoas morreram naquela noite; pude ver no filme as aflições, um ai-jesus de quem nos acode. Posso imaginar o cagaço meu, caso lá estivesse e, do quanto seria difícil ter os zingarelhos todos cientes e bem definidos nos estralhos dum cérebro em aflição aflitiva... Às vezes os sonhos andam por perto...

O coronel Archibald Gracie era um dos passageiros. Sua esposa o aguardava a milhares de quilómetros do local do acidente. Porém, naquela noite, ela não conseguia dormir. Uma estranha sensação pairava no ar. Por isso, resolveu orar, mal sabendo que seu esposo lutava entre a vida e a morte nas águas do Atlântico Norte.

modas4.jpg Finalmente, a senhora Gracie sentiu paz. Mais tarde, ela disse: “Foi como se os braços de Deus me envolvessem. Voltei para a cama e dormi.” Naqueles momentos, quando o coronel pensou que ia morrer e, sem forças, já estava desistindo de lutar, quando um barco salva-vidas apareceu, como se viesse do nada.

Em desespero, ele agarrou-se ao barco e sentiu braços fortes a puxarem-no para dentro. Deus responde às orações de sua esposa. Feliz é a família cujos membros oram uns pelos outros. A oração intercessória é bíblica. Quando fui para a guerra do Massabi e Miconge do Maiombe de Cabinda, minha mãe Arminda Topeta, colou uma lengalenga responso dirigida à Nossa Senhora do Parto e, os mistérios, foram acontecendo. Eu, lá na Luua, desconhecia!

ISI0.jpg Em verdade, tenho andado um pouco esquivo a isto mas, desde que ressuscitei na Curva da Morte em Kaluquembe, na Guerra do Tundamunjila de Angola, por via de uma armadilha montada em meu Renault "major", fiquei enkafifado nestes mistérios misteriosos.

Refugiando-me no porão do NIASSA... Posso agora ver o galo pintado no capot do carro que ficou em cinza de churrasco mas eu, só pude ver mais tarde essas cinzas. Até o macaco se fundiu em nada! Isto, foi visto já com a clavícula atada ao peito e, ao jeito do Dr. Roy Parson e filho David, da Missão do Bongo no Kipeio, Longonjo, do Huambo...

Os anjos e arcanjos perseguem minhas alvíssaras e, a miúde, belisco-me, para confirmar que dói; ando por isso e, desde então assim a modos de acreditar em milagres e, desta feita acho que acreditar na fé é coisa supranumerário que nos  transcende...

REPU6.jpg  Paulo, o apóstolo, acreditava na oração. Ellen White também acreditava no poder da intercessão. Ela nos incentivou a orar mais ao escrever: “Não apreciamos como devemos o poder e a eficácia da oração. A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar!” (A Ciência do Bom Viver, p. 509).

Mesmo os ateus, agnósticos, semterra e, semnada mais derivados, quando se sentem à rasca dizem: "Valha-me Deus". Por vezes são ouvidos mas, por vezes a sorte passa ao lado, porque decerto as minudescências esdrúxulas do seu cerebelo entopem-lhe a visão estereoscópica. Assim sua dimensão 3D fica disforme porque as fotos não emparelham na perfeição...

Pelo sim pelo não ando calculando minha visão ortogonal para que as t'xipalas não saiam muito distorcidas, meto um calço de cortiça nos óculos de tartaruga, bifocais, adstringentes e antinuvem para ver as fosforescências colaterais. Um espectáculo, como diz meu amigo SP do Cafumfo de cima...

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:10
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2021
KANIMAMBO . LXXI

REGRAS DE VIDA – O TESTEMUNHO da CONSCIÊNCIA - 05.02.2021

Crónica 3111Kanimambo é obrigado em dialecto Changana de Moçambique

Por soba24.jpg   T'Chingange  No Barlavento do Al-Garbe do M'Puto

 dia123.jpgComo é!? Como foi? Hoje mesmo, não estou para ter confiança nenhuma em ninguém – Eu explico: Assim, sem mais de pensamento, sem até ter substância narrável, ouço o que não quero ouvir, leio o que nem quero ler e num cala a boca, desconcentro-me em trapalhadas governamentais. Amiudadamente encontro gente que diz confiar na própria consciência. Quase sempre, quem diz isso, nem mesmo sabe o que é isso de consciência. Ela, a consciência, é um impulso interno que nos dá a percepção do que está acontecendo à nossa volta.

arau44.jpg Com tão grossa PANDEMIA o todo confunde o tudo e, sem querer ferir susceptibilidades, mantenho minha fraca esperança sem conformes, nem outro nenhum decente fingimento. Com tanta sirene de ambulâncias, meus beiços, desconfio que já nem sei se dão para os fazer assobiar... Deveria mostrar que as exigências da Lei estão gravadas em meu consentimento - deveria! Mas, também aqui a consciência me barafunda os pensamentos e, ora os defendo, ora os acuso. Afinal, a consciência que é a nossa base de dados interna, baralha-me na tomada de decisões... Em Outubro do ano findo telefonei vezes sem conta para o Registo Civil por via de renovar meu passaporte. Levou quase quatro meses para ir ao aprazado agendamento e levou mais um mês para me entregarem o dito cujo.

dia69.jpg Marquei passagem, anulei, adiei e, mala feita, não senhor! Voos cancelados. Os espaços de tempos ficaram calados num fica assim-assim, como jogo de baralho. Nisto e aquilo, a questão é, o quê- quiékie!? Qual é mesmo, a fonte que está alimentando nossa consciência? Coisa nebulosa. A consciência testemunha nossas acções e as expõe, avaliando-as com base em seus critérios éticos, noé!? O que faz uma testemunha? Ela conta o que viu e ouviu. A consciência ora acusa, ora defende. Ela nos acusa quando fazemos algo errado. Pois sendo assim, estou todo eu no gerúndio dessa palavra: “testemunhando” com a língua agarrada aos dentes, rilhando...

DIA 157.jpg Nossa consciência não é infalível. Ela pode estar errada; pode também endurecer. Ah hó xíí, poispois... Quem assim procede fica sábio no gerúndio, com a intenção de mostrar que ela está activa o tempo todo - desconfiando... Para cada indivíduo, a função da consciência depende, em certo grau, de sua experiência, maturidade e, principalmente, da quantidade de verdade que está guardada em sua mente. Portanto, nosso maior desafio é fornecer à nossa mente informações verdadeiras nas quais ela se possa basear. É aqui que nossa regra de fé entra em prática para definir CONFUSÃO. Sem ela, a FÉ como um suplantado padrão, a consciência pode se perder nos descaminhos deste mundo. Pelo sim, pelo não, passei a andar com um ÁS DE PAUS no bolso direito. Falei!

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 13:17
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021
MOKANDA . CCLIV
A RACIONALIZAÇÃO DO MEDO - 04.03.3021

"ELES" atiram primeiro a AGULHA da decisão e só depois traçam os círculos da racionalização.

Crónica 3110 - Tenham cuidado para não fazerem o mesma que ELES...

Por    T'Chingange - No Algarve do M'Puto...

   Qual é seu objectivo na vida? Você tem decerto um alvo bem definido; aliás, todos temos: - VIVER! Li certa vez que um homem, ao entrar pela primeira vez numa aldeia, viu uma porção de alvos com uma flecha no centro de cada um deles. Ele deduziu que deveria haver um bom atirador nessa aldeia e pediu informações a seu respeito. Disseram-lhe que aquilo fora efetuado por um TOLO. Ao encontrar o responsável por aquela proeza, o visitante o cumprimentou: – Você deve ser um bom atirador.

  Como consegue acertar sempre bem no centro do alvo? – Oh, isso é fácil, replicou o TOLO. Atiro a flecha primeiro e, só depois traço os círculos! Foi neste TOLO que pensei assim que tive conhecimento de que gente com algum poder institucional, exacerbou sua astúcia furando a prioridade na VACINA PFIZER...

Pois então! Não é assim que muitos procedem na vida? Que fazem primeiro o que bem entendem e, traçam depois círculos de racionalização em suas acções pondo-as ao jeito; convencendo-se de que acertaram no alvo fazendo-nos de gente dismilinguida (tola..)

  A racionalização neste item, é um membro dissidente de uma sociedade respeitável. É bom ser-se racional, mas é perigoso racionalizar desta forma tão torpe e por demais, quando se toma alguém por responsável. Furar regras de ética não o é de bom senso - Nem um pouco...

Racional significa: “Que faz uso da razão; que raciocina; que se concebe pela razão; conforme a razão; aquilo que é de razão.” Por sua vez, racionalizar também quer dizer “inventar explicações ou desculpas" superficialmente racionais ou plausíveis para certos actos, crenças, desejos, etc.

As justificativas insatisfatórias que apresentamos para se ser melhores cidadãos constituem em grande parte uma racionalização. Razões são uma coisa; desculpas são outra bem diferente. Tive um exemplo aqui bem perto de mim na pessoa de Presidente de um Município de nome Isilda... que titubeou minha moleirinha...

  Um bom exemplo serão as respostas dos dez milhões de convidados do M'Puto, que como parábola, também não querem morrer antes da hora. Agora, idealizar tentativas para ocultar a triste realidade em que todos estamos metidos boas ou falsas desculpas, não são as melhores razões para escapar à ordem! Tentativas para ocultar a triste realidade é crime... Ou não o será!?

À semelhança do homem TOLO desta estória - narrativa, ELES atiram primeiro a AGULHA da decisão e traçam então os círculos da VERDADE. Tenhamos cuidado para não fazermos a mesma coisa noé!? Esse Senhor da tal Task Force "Francisco Ramos" também tem o dever de não parecer ser tolo...   :::::    PS... Este senhor do Task Force, de ontem para hoje, já se demitiu deste cargo. Falta demitir-se da Cruz Vermelha! Entretanto espera-se a decisão da Presidente do Município de Portimão que tudo indica vai passar na FARSA . Engana-me que eu gosto...

O Soba T'Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:18
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2021
MALAMBAS . CCLIII















A importância da PALAVRA CERTA - Segredo das três palavras - Lá tive de ler os PROVÉRBIOS para quase virar SANTO - 02.01.2021

Crónica 3109 - Malamba é a palavra...

Por    T'Chingange - No Algarve do M´Puto

 

::::: Muitos acontecimentos que nos foram ou nos estão AFECTOS em vida fracassaram por causa de agressões verbais com palavras precipitadas. Amigos íntimos, já foram separados por causa de palavras inoportunas.

De facto, uma verdade incomoda para todos nós é a de que, muitas vezes, sabemos exactamente o que precisa ser dito em diversas situações, mas não dedicamos tempo suficiente para pensar na maneira como as coisas devem ser ditas.

::::: De acordo com um dito popular, há três coisas que são irrecuperáveis: a FLECHA atirada, a OPORTUNIDADE perdida e a PALAVRA falada. O filósofo e matemático francês Blaise Pascal, afirmava que “a maior parte dos problemas do ser humano é decorrente da incapacidade que ele tem de ficar calado”. Eusinho, tenho este problema!

Nos dias que correm até fico transtornado só de pensar ser acutilante na palavra e, contra gente que nos governa, sabendo de antemão que eles não fazem o melhor. Mas, eu faria melhor? Pergunto-me. E, os dias repetem-se vendo e ouvindo coisas desastrosas da PANDEMIA.

::::: Supostamente apresentamos a nossa verdade; porém, muitas vezes, desprovida do óleo do bom senso. Alguns de nós, dizem o que julgam ou precisa ser dito ou feito, com tanta altivez ou prosápia que os ouvintes ou leitores, nem ligam à mensagem (pensam ser por despeito...).

Sabe-se que, durante a infância, muitos de nós, desenvolvemos uma personalidade por vezes complexada e recalcada ao ser estigmatizada com termos pejorativos. Cada qual terá a sua própria estória - é só uma suposição!

::::: Não haveria tantas reputações destruídas se a palavra maledicente não fosse dita. Há tanta gente que poderia ser curada de suas feridas emocionais e espirituais se tivesse encontrado alguém que lhe dissesse a palavra certa! Então, quanto a política, vou ali e já venho - falo por mim!

Sendo assim, lá terei de referir o livro de Provérbios. tão repleto de conselhos a respeito da palavra oportuna: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” - “A morte e a vida, estão no poder da língua”. Enfim, hoje, final de Janeiro, a caneta veio para este outro lado do azimute... Hoje certamente, encontraremos em nós estas particularidades...

O Soba T'Chingange
























 










PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:22
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2021
N`GUZU . XXXVI





CINZAS NO TEMPO - Andamos com o credo na boca, motivo de causas alheias e à revelia da nossa vontade30.01.2021

N´Guzu é força (Kimbundo) Crónica 3108

Por    T´Chingange – No Algarve do M´Puto

Ache ou não ache, tenho de aprender a estar alegre e triste em simultâneo, justamente porque num deveras dum ai, num calhas dum entretanto dum agora, se vê que o nosso viver não é assim tão certinho. Orabolas! Mesmomesmo sendo promessa de só assim se poder vislumbrar cantarolando o verbo sarar! Há dias para tudo…

    E, hoje que é o dia do croissant, gostaria de ensanduichar numa prensa essa tal doença com pestanas feitas flores que se apegam, cruzam e recruzam voando átoa. Que avermelhando-se em forma de picos pegajosos, ziguezagueiam nossa quietude sordidamente. Que sem avisar, pode chegar desatravessado de rumo e caridade.

Sendo cristianizado, pode assim mesmo vislumbrar-se a cura sem formalizar um responso feito promessa no tempo e nas voltas dum rosário feito terço com cinco partes de dez avé-marias, antes dos sinos tocarem naquele repique de arrepiar.

  Fazendo da gente um numero como se fora um algoritmo do álem que numa hora, cada qual, num deve de ver e ser – um judas de cada vez, porque o grosso do resto maior, só mesmo com Deus… Pois! Num lamber frio de que o senhor já sabe – viver, é um etcétera, ponto final. Afinal qual é o caminho certo da gente? Foi assim mesmo que perguntei ao Nosso Senhor.

Nem para a frente, nem para trás, foi o que ouvi dum auxiliar acólito, sacristão, coroinha de gasosa sem vulto nem bata ou paramentos, só feito assombração como santo gordo invisível, flutuando, muxoxando na orelha direito - repetir o já ouvido; nem para a frente nem para trás, só para cima!

 Assim mesmo - Pópilas! Disse-me: De agora em diante vou só ser Ah-Oh-Ah; Cumcamano! Cada hora, cada dia, a gente aprende uma qualidade nova de medo. Numa calma pior que sisudez das escuras, engulo cuspo revendo quenturas nas ideias; revendo muito por cima de minhas capacidades: Viver assim, bolas, é um descuido prosseguido.

  Falando assim de atravessado senti que o melhor mesmo, é nem pensar em sentir ficar pior da sorte, assim que nem pulga entre dois dedos. A coisa está das caraças; a gente vive no repetido, no repetido e escorregável, com um minuto empurrando outro, caté que me perguntei: - Pensar na vida. Penso?

E, não dá para entender se o penso é verdadeiro, se falso. Que vida esta de mais ou menos, esponjosa. Bom! Tudo corre e chega tão ligeiro e, o tempo aquietando-se de vagareza; Bom! Sózinhozinho, não estou. Para concluir, revejo-me assim: As pessoas, não nascem para sempre…

O Soba T´Chingange







PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:27
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXVIII

“CONSOLADOR” EM GREGO, DIZ-SE PARAKLĒTOS ... 24.12.2020

- Cronica 3094 - Controlando minha missão de aguentar a austeridade, disponho-me a gozar mais um dia de sol no M´Puto, nesta beirada sul dum país que já foi metrópole dum Império.

Por

soba24.jpgT'Chingange - no Algarve do M'Puto...

capta0.jpg Nesta quadra natalícia do ano de 2020, aproveito falar um pouco do entrelaçado de malambas (palavras) já faladas entre nós a fim de arrumar os eventos vindouros para que se compreenda o desfecho de nossa estória; nosso futuro mussendo (estória longa). A palavra aqui traduzida como “Consolador” vem do termo grego Paraklētos, relacionando-se ao verbo PARAKALEŌ e, cujo significado é “chamado para estar ao lado de alguém”. Em latim, a palavra correspondente é ADVOCATUS (advogado) - Tudo a condizer...

DIA73.jpg E, na qualidade de Primeiro Ministro do M´Puto, António Costa deu as alvíssaras de Bom Natal ao lado do Presidente Marcelo como se fosse um ET, talqualmente como um Espírito Santo, PARACLÊTUS, vindo duma galáxia distante numa nave "COVID" ... Veio que nem um pirilampo como suposto defensor, conselheiro, consolador, intercessor e mediador das manigâncias em tamanho natural e, metido numa caixa de TV delgada de fina... Que nem um Flash Gordon feito astronauta aterrissa no Palácio de Belém como se estivera no planeta Mongo e, de onde um déspota vírus, ataca a Terra por puro tédio. Com a ajuda de alienígenas, Flash e seus pares, lutam para salvar seu país atacanhado no planeta Terra…

ET2.jpg Assim como numa das passagens do Evangelho de João em que Jesus fez referência ao Espírito Santo, este “Consolador” Primeiro-ministro, parece surgir como o “Espírito da Verdade”. Embora haja textos bíblicos referentes ao Espírito como agente divino de transformação, a ideia de “Consolador” neste evento de diplomacia, trâmites da cortesia portuguesa, nos remete a outros aspectos da função de ADVOCATUS em nosso suposto favor ou desfavor, na vertente de político...

Mesmo com sua ausência física, nós não estaremos entregues à própria sorte porque nos momentos mais difíceis de nossa experiência covidesca sempre surgirá o Marcelo feito Cristo, o homem estrela STAR, Senhor-mor das t´xipalas “selfie”. E, assim o PM-PARACLETO sofredor com seus discípulos se disporá a desafios incontáveis com o beneplácito dele - o Presidente. Isso! Também este, uma entidade, agente de PARACLETO, que veio como como se fora JESUS super STAR.

luua27.jpg Se a consciência me acusar, eles, os dois PARACLETOS, terão de me convencer de algum pecado, para assim me guiar rumo à confissão, arrependimento e, ou perdão! Cá para mim, com estes, estaremos feitos ao bife...

Tenham um Bom Natal!

Publicado em KIZOMBA (Versão I) do FB a 23.12.2020

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:32
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Sábado, 14 de Novembro de 2020
MISSOSSO XXXVI

MEDITAÇÃO DO T'CHING

Crónica 3082Kiçondeando o OLHAR DA FÉ - 13.11.2020

Por 

soba24.jpg T'Chingange -  no M'Puto

sacag9.jpg O que não fazem os seres vivos, mesmos os irracionais, pela própria sobrevivência? Com o passar do tempo, cabras que habitam áreas desérticas de Marrocos tiveram que aprender a subir em grupos na árvore de argan, em busca do fruto para sua alimentação. Na Itália, cabras selvagens foram vistas tentando subir 50 metros de um paredão em busca de alimento. Como seres humanos, também não nos renderemos à possibilidade de morte. Enquanto houver hipótese de viver, não a descartaremos!

picasso3.jpg Kissondeando* sobre muitas picadas percorridas, revejo-me nas vivências porque não o sou, só ossos dispersos. Pensando em kimbundo da Luua recordo falas da terra que afinal não era minha; repeti assim: “ki tuexile tu ngó ifuba iatujunkura” - ainda não somos só ossos dispersos, “ifuba yetu iokune kala jimbuta” - Nossos ossos serão semeados como sementes…

Em 2003, Fernando Ivan Ostrowski tinha 18 anos e estudava na Rússia. Em certa madrugada de Novembro, ele foi acordado pelo som da sirene e, pelos gritos que anunciavam um incêndio no residencial da universidade aonde morava.

deserto1.jpeg Foi o último a acordar, mas, com muita serenidade e acalmando os demais, ele não hesitou em pular do quinto andar. Tendo a queda amortecida pela neve, mesmo assim sofreu alguns ferimentos. Com essa atitude, escapou da morte, que ceifou 36 estudantes nessa ocasião...

E, foi em um barco prestes a ser tragado pela tempestade que John Newton se libertou da vida imoral em que havia mergulhado. Na ocasião, clamou por socorro e foi ouvido. A força da fé tem milagres inexplicáveis; decerto, cada um de nós tem passagens desconcertantes em sua vida...

Mas, a incerteza faz parte de nossa natureza! "Senhor, se és Tu, manda-me ir ter Contigo, por sobre as águas!” Era este o clamor de Pedro, o pescador, discípulo de primeira linha de Jesus, o Nazareno.

intifada0.jpg Assim está escrito na Bíblia e, não se tratava de um teste! Ao convite de Jesus, Pedro começou a andar como em terra firme, até que o erro de desviar o olhar para a força do vento por pouco não o destruía. Eu, que já tive muitos kixibus, entendo que as dificuldades de meus, nossos ancestrais também kubasularam lumbus mal explicados e, conhecendo bem a ciência dos calundus, espantaram  maus olhados desses defuntos espíritos da Yanda.

Sem o olhar de fé, morreremos afogados no mar do medo e da dúvida. Claro que ao longo dos anos, as falas e os desafios mudaram; uma grande parte de nós não quer seguir estas parábolas e, todos se julgando sábios ou descrentes, atiram por terra ensinamentos úteis...

dia32.jpg Podemos assim rever isto para e, como aquele ditado popular que diz: "querendo, os homens movem montanhas". É certo que Pedro, o pescador, corria o risco de naufrágio no caminho proposto mas, ao convite de Jesus, começou a andar como em terra firme...

Repito: Sem o olhar da fé posto em nossa vida, morreremos afogados, não na água mas num mar do medo; medo da dúvida, medo de tudo... Creia ou não num qualquer Deus em que acredite, faça a sua parte e, não ponha em dúvida que o que tiver que acontecer vai acontecer... Mas e, sobretudo, não coloque outros em risco... Senão o bicho pega!

Glossário

Kiçondeando: andar como a formiga quiçonde; kixibus:- cacimbos, estação fria; kubasular:- passar bassula, dar a volta por cima; lumbu:- descendente por parte do pai; kalundu / kilundu: cerimónia de chamar os espíritos ao culto; Yanda: lugar especial, região pambun´jíla   

O Soba T'Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:16
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Sábado, 7 de Novembro de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXIV

MEDITAÇÃO DE T'CHING

Cronica 3077 - Nós e, o deserto... 06.11.2020

Por

soba24.jpg T'Chingange, no Algarve do M'Puto

step6.jpg É na escola do deserto que aprendemos as mais profundas lições de vida. Já tive oportunidade de atravessar o Calahári e senti a profundidade dessa vastidão; senti um milagre acontecer quando o carro que conduzia foi deslocado não sei como para o lado certo, evitando um acidente de morte e, éramos cinco - a família mais um...

A palavra hebraica para deserto é midbar e tem a mesma raiz da palavra dabar, que é “falar”. Isso é muito interessante, porque o deserto é um lugar em que a Natureza fala... Não vem mal ao mundo, dizer que a Natureza é Deus...

nauk01.jpg Revendo o tempo antigo, Moisés sabia bem do que estava falando, porque passou muito tempo no deserto. Não sei explicar direito mas, meditando nas distâncias sem vivalma, um qualquer de nós se sentirá confuso feito um pequeno grão de areia, um nada na imensidão, uma ilusão...

Você já deve ter escutado falar que a vida de Moisés foi dividida em dois períodos de 40 anos. Ele passou 40 anos aprendendo com os homens no Egipto: 40 "desaprendendo" no deserto e aprendendo com a Natureza; 40 conduzindo um povo difícil e obstinado pelo deserto. Portanto, ele passou 80 anos no deserto. Eu, pouco mais que 8 X 8 dias...

nauk9.jpgO Eterno nos leva ao deserto para nos humilhar, nos provar e nos dar entendimento tal como a Moisés que sabia bem do que estava falando... No deserto, o silêncio é tão profundo que somos capazes de ouvir a própria respiração. Ali, a Natureza consegue cativar nossa atenção para as coisas mais simples. Lá você aprende a calar-se e, ficar a sós esperando para ouvir o que ela lhe quer dizer.

Eu, ia a uns 180 kms em contramão, estrada de areia com terra quase feita pó e, naquela recta a perder de vista surge outro carro. Terra solta de difícil manobra de direcção e, inexplicavelmente sou levado para a esquerda, lugar certo na condução. Não sei como - aconteceu!

nauk3.jpg Agora, tantos anos passados, relembro o deserto como sendo o lugar da acção de Deus na vida de Seus filhos; assim leio e, assim recordo! Para Moisés, o propósito é nos deixar humildes. Algumas vezes, a Natureza tem que passar a rasteira em uma pessoa a fim de que ela seja capaz de olhar para cima.

0 destino põe-nos no deserto para nos refinar e não para nos destruir. Será este o Deus a que chamo de Natureza? No deserto, Moisés teve que aprender que não era ninguém. E, a partir daí também eu, senti isso mesmo. No Egipto , Moisés  achava que era alguém importante, respeitado, admirado.

nauk2.jpg Ele passava, e todos se inclinavam diante dele. Ovelhas não fazem isso; diz-se até que elas são animais pouco inteligentes. No deserto, ele teve que aprender a viver com pouco. Suas roupas luxuosas que usava nas cidades não combinavam com a simplicidade de seu novo trabalho de pastorear.

Se você está passando hoje por um deserto, provavelmente também pensarará “Não aguento mais isso!” - Entretanto, será bom não perder de vista a principal lição do deserto:  *0 destino põe-nos no deserto para nos refinar e não para nos destruir*

charula.jpgFoto: Angola - Revista 'NOTÍCIA', n. º 381, de 25 de Março de 1967 (A morte de João Charrula de Azevedo)

Nota: O título destas crónicas começaram faz muito tempo pela mão de Charulla de Azevedo na revista Notícia da Luua – a Luanda doutros velhos tempos,  Mu Ukulu esquecido no tempo... 

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:40
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2020
FRATERNIDADES . CXXIX

ANDO ENKAFIFADO – OPÇÕES DE VIDA

Crónica 3076VIVÊNCIAS DE CANHOTO 03.11.2020

kimbo 0.jpgAs escolhas do Kimbo

Por: António José Canhoto

mulata1.jpg Uma traça invisível corrói a minha mente fazendo-me perguntas às quais não sei responder porque para as respostas às verdades com as quais sou questionado não as tenho, e as poucas que conheço são relativas. O paraíso celestial não existe é uma ilusão, e quando alguém o atinge é sempre na terra e por breves momentos, e não depois de morto. O eterno, é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo, mas que nos violenta com tal intensidade que se petrifica, e nenhuma força jamais resgata esse eterno da nossa mente ou coração que pode ser conseguido a solo ou partilhado. Se eu pudesse ter aprisionado em cativeiro os momentos mágicos e inesquecíveis que vivi para os reviver seria pura magia. Morrer é comoventemente difícil, mas a ideia de ter de morrer sem ter vivido deve ser insuportável.

Há alturas em que não me importo que me roubem o mundo desde que me deixem saborear e viver o momento. Atingi um estatuto na minha vida que já não me preocupam os grandes atractivos e sedutores corpos, mas sim as grandes mentes. Como a palavra é muda para quem não quer ouvir, não perco o meu tempo a dialogar com quem pensa já tudo saber. Muitos me criticam por ser diferente, mas eu gozo com isso por estes serem todos iguais. Loucos como eu vivem pouco mas vivem intensamente como não houvesse amanhã, pois eu apenas herdei a vida e não a eternidade.

balba1.jpg De repente tudo na vida vai ficando simples quando atingimos um determinado estágio mental. A gente vai perdendo grande parte das nossas qualidades e necessidades e ter apenas saúde, paz de espírito, independência e liberdade já me deixa feliz e contente. Reduzimos a bagagem, as opiniões dos outros tornam-se irrelevantes. Vamos abrindo a mão de certas certezas, pois já não temos a certeza de nada, bem como de certas verdades que depois de uma vida constatamos serem mentiras. Paramos de julgar, pois já não existe certo e errado, cada um escolhe o seu caminho desde que o percorra sorrindo e feliz. Por fim acabamos por concluir que o mais importante na vida é, vivê-la sem medos em independência física e mental fazendo apenas aquilo que nos dá gozo e prazer.

O sistema educacional religioso e académico foi inventado por esta sociedade medievalista e apodrecida para servir os seus próprios propósitos de cumplicidade entre ambos. O sistema perpetua-se não para nos ajudar, e esclarecer, mas sim, para nos manter na servitude humana. Sejam quais forem a origem dos mitos e lendas cujas raízes remontem á antiguidade, ou ao aparecimento de humanos programados com fins obscuros, manipulativos e com dons oratórios de persuasão e o poder populista de influenciar os nossos sentimentos, emoções, pensamentos e actos, explorando as nossas fraquezas é assustador.

ximbica2.jpg A linguagem política e religiosa destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e os crimes e assassinatos cometidos se tornem respeitáveis. Aconteceu com o catolicismo na época da inquisição e acontece hoje com os radicais Islâmicos. Aceitar opiniões e teorias sem evidências é o mesmo que entrar num táxi conduzido por um cego e dizer-lhe que o destino é a verdade. Todos nós nascemos, puros, livres e imaculados, aquilo que nos deixa nódoas para a vida inteira são as escolhas que terceiros fizeram sem a nossa permissão e nos manchou o cadastro.

A impermeabilidade da estupidez humana e da ignorância que com ela viaja atrelada, leva-nos a pensar que estes deficientes mentais, sofrem de uma patologia de não conseguirem viver com a realidade, enquanto que, a ilusão se agiganta dentro das suas mentes levando-os a conceberem realizar actos inconsequentes morrendo com eles como mártires. Só podemos prometer acções, mas não sentimentos pois estes são involuntários. Quem faz promessas de amar, odiar ou ser fiel para a vida inteira mente descaradamente pois promete algo que não está no seu poder controlar. Nunca brinque, hostilize ou ignore o tempo; com ele nós amadurecemos mas também apodrecemos bem depressa e quando caímos da árvore tornamo-nos em lixo descartável. Na solidão só existe um risco: é nos apaixonar por ela e tornarmo-nos celibatários ou misantropos. A grande maioria das pessoas tem um preço para se vender por notoriedade, amor, carinho, respeito, sucesso ou dinheiro, olhe para si e veja qual o seu preço de mercado se é que pensa ter algum que interesse a terceiros.

dia95.jpg Há uns anos que fugi refugiando-me na solidão, pois comecei a sentir-me uma ilha por estar rodeado de tantos idiotas e estúpidos que me cercavam por todo o lado picando-me com as ferroadas da sua ignorância e dependências mentais que os escravizavam a mitos demasiado pequenos e anões para o meu gosto. Seres superiores exigem muito de si, enquanto seres medíocres exigem muito dos outros. Pessoalmente não gostaria de me sentar numa sala e ver o filme de tudo o que fiz ao longo da minha vida, muito possivelmente vomitaria ou sairia a meio do filme nauseado, especialmente durante o período dos 25 até aos 50 anos. Sempre desvalorizei as críticas ou argumentos sobre determinados temas especialmente os religiosos que desqualificam as pessoas por não terem um conhecimento profundo sobre o assunto em debate.

Invariavelmente a grande maioria das pessoas formam as suas crenças não baseadas em evidências mas sim como resultado da sua doutrinação. Daí todas elas não passarem de marionetes puxados pelos cordelinhos da religião, ideologia política ou fanatismo clubista. Pense que na vida quem não é verbo, não tem sujeito, passando a ser objecto do verbo alheio. Em crianças engolimos de uma vez inteira a mentira religiosa disfarçada de verdade que nos acompanha até ao caixão, enquanto durante a vida as gotas da verdade se tornam amargas e difíceis de engolir. E para terminar o texto de hoje aqui vos deixo para meditação o seguinte: Nós todos somos luz e escuridão em maior ou menor escala, e quem não compreender esta dualidade, desconhece-se a si mesmo.

António José Canhoto. - 20-8-2020

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:29
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2020
A CHUVA E O BOM TEMPO . CXIII

MEDITAÇÃO DE T'CHING

Cronica 3075 - PARA ALÉM DAS APARÊNCIAS - 31.10.2020

Por

soba002.jpg T´ChingangeNo Algarve dp  M´Puto

cinzas4.jpg Hó gente -  guardai-vos dos que gostam de andar com vestes escapulárias nos lugares de banquetes e, devorando a palavra para justificar seus princípios. Isso! Da malamba (palavra) de dissimulada aparência de piedade sem lógica plausível. Daqueles que para seu "ego" buscam impressionar pessoas pelas aparências. Falácias políticas - de quem tem o poder ou, de outros com recursos a o poder ter.

Pois! Também das pessoas que nada têm com que chamar a atenção, para além do mero barulho que fazem, semelhante ao de uma lata vazia que só raspam sons, que fazem barulho...

helder12.jpg Sons que rolam na contramão da vontade daqueles que, supostamente, apenas ensejam conquistarem a simpatia do povo. Povo que só quer ficar submisso às suas tradições.

É aqui que nos deparamos com a "vaidade" - vaidade ostentada até por líderes religiosos contraponto o brilho da autenticidade do escrito: “Aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração”...

A propósito, o termo “vaidade” tem origem nas palavras latinas vanitas, vanitatis, significando vacuidade, vazio. “Como espuma de sabão” que, “quando circula pelo ar, se mostra preciosa'.

duardo0.jpg Vaidade - a luz externa que imprime brilhos fantasiosos, atractivos e bonitos mas que dentro, nada contém. Em um instante, “plaf”, rebenta, desaparece. Converte-se no que sempre foi: - “nada”.

E, há infelizmente, muita gente assim. Gente que ocupa os primeiros lugares em eventos honoríficos; gente condecorada, que recebem saudações como se o fossem: ilustres. Não! Não sigam aqueles que adoptam esses comportamentos...

dia63.jpg Tão enganoso é o coração, que precisamos atentar para os reais motivos de nossos actos, de modo que não escorram por entre os dedos motivações secretas, impróprias, que normalmente, até tentamos esconder...

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:13
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
FRATERNIDADES . CXXVII

ANDO ENKAFIFADO – OPÇÕES DA VIDA

Crónica 3061 - MEDITAÇÃO DO T'CHING - 24.09.2020

soba002.jpg T'Chingange - no Al Garbe do M'Puto

rosa 1.jpg A ambiguidade e a incerteza, foram sempre características do ser humano e, só os poetas transformam estas minudências em força. Eles, os poetas, acalentam sonhos e planos para a nossa sociedade utópica mas, e, ao invés de verem, eles usam o olho do seu templo, o olho de sua intelectualidade.

Com sua fantástica estrutura, o olho foi definido pelo neurocientista Mark Bear, em seu livro Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso, como um “órgão especializado para a detecção, localização e análise da luz”...

roxo3.jpg Pelos olhos se identifica o caminho pelo qual as imagens se transmitem ao cérebro. Nessa interacção olho-cérebro, somos capacitados a ver todas as coisas. Desde a antiguidade que o poeta intelectual, assumiu esse papel em nossa sociedade.

E, é assim que entram em nossas vidas formatando nossa vulgar e comum vida em um "mercado público de ideias" usando sonhos, até por vezes o sofisma transcendendo ideias e, como se o fizessem na mágica proporção, por amor à verdade e à justiça...

roxo79.jpg Porém, há riscos. Que tipo de imagens, das incontáveis entre as captadas, permitimos serem gravadas no excepcional computador que é nosso cérebro? Eles, os poetas, socorrendo-se por vezes de um sentido crítico, recusando por norma as formas simples...

Recusam ideias prontas, feitas para consumir e colaborações complacentes com as acções daqueles que detêm o poder ou mesmo outros espíritos, não se esfarelando em pacifismos também por o serem, testemunhas críticas do seu tempo... Sim! Tudo parece uma contradição...

roxo81.jpg O verdadeiro intelectual, é um fabricante de consensos nos quais nós nos demoramos em admiração? Pois! Certa ocasião, o Padre Antônio Vieira disse que “a maior graça da natureza, e o maior perigo da graça, são os olhos. Duas luzes do corpo,  dois laços da alma”...

Quem tem dois olhos encherga a profundidade  por estereoscopia. Por uma fresta apenas pode ver um plano sem profundidade. Nessas duas “janelas da alma”, pode também entrar o brilho embaçado convidativo ao desvario; o padre Vieira defenia isso por pecado mas, eu que estudei trigonometria, ângulos e rectas, sei que o pecado, ou a graça da luz divina, cabe-nos na decisão de usar o cérebro, o templo, o tal olho invisível que se diz ter cor púrpura...

roxo94.jpg Agora, com ou sem pecados, travamos um combate incessante contra os poderes das trevas (um tal de vírus cvid 19 ). A mente é o campo onde a batalha será decidida para o bem ou para o mal. Mas, o problema vem dos outros  que nos transmitem  a treva e, aí estamos ou estaremos tramados, mesmo sabendo que a hipotenusa é a raís da soma do quadrado dos catetos... Isto pró vírus, já era! E, os poetas só podem vaticinar...

Nela, todos os dias se processam milhares de pensamentos e pequenas decisões que determinarão através de que mecanismos intrincados, tudo o que os sentidos captam (odores, sons, imagens) causa impressões indeléveis na mente. Essas impressões que comandam os sentimentos, ditarão nossa escolhas direcionando as decisões... Impressões que comandam hoje os sentimentos e, queiramos ou não, ditam  a actual Intoxicação Digital...

roxo53.jpgIlustrações de Assunção Roxo

O Soba T'Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:20
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Domingo, 13 de Setembro de 2020
CAFUFUTILA . CXXX

TEMPOS DE 100KIBOM. O Pão, a vida e NOÉ ... Divagações do T'Ching – Crónica 3058

– PARALÉM DA JUSTIÇA... Dois pesos e duas medidas

Por

soba002.jpg T´Chingange No M´Puto, Al Garbes

Cafufutila / kifufutila: Farinha de bombô com açúcar; Kibom é um sorvete do Nordeste brasileiro…

roxo3.jpgÀ expressão “dois pesos e duas medidas”, frequentemente mencionada no contexto dos negócios e relacionamentos do dia-a-dia, atesta que as pessoas em geral estão muito distantes desses nobres princípios... “Usem balanças de pesos honestos, tanto para cereais quanto para líquidos, foi dito no capítulo de leis do livro dos livros, que visavam proteger os direitos dos pobres, trabalhadores, surdos, cegos e estrangeiros lá no antigo mundo com Moisés anunciando ordem ao povo...

roxo10.jpg2 Assim como nesse tempo, também hoje nenhum privilégio concedido à nação justificará o tratamento discriminatório de qualquer cidadão – A distância mínima de dois metros serve para não se lançar kifufutila nos olhos, boca, nariz e orelhas dos outros. Assim o deveria ser mas, na prática, a verdade fica debilitada logologo na acção da justiça hodierna... A missão de justeza naqueles idos tempos, incluía a todos. Pessoas de qualquer origem deveriam ser amadas e acolhidas pelos donos do mando a fim de que fossem atraídas ao verdadeiro exemplo. Eram valores a respeitar...

ROXO18.jpg 3 Havia uma razão pela qual os israelitas e outros senhores, governadores e imperadores, deveriam ser honestos no trato com o semelhante: Isso era tudo para um povo que desejava fazer diferença e honrar seu nome em libertado. Não podemos hoje esquecer-nos desse princípio de valores. Se entre nós não pudermos encontrar justiça e integridade, onde e aonde poderemos considerar haver condições no mundo global em que, não desprezem esses valores? Sim! Aonde…

ara3.jpg4 Afinal, quando é que iremos ter "uma boa medida, calçada, sacudida e transbordante? Isso! Quando é que que esses “Paraísos Fiscais” serão alento para perpetuarmos a raça humana e, não somente, alguns. Usando esse antigo linguajar, qual a medida a usar para todos nós, que somos tantos, muito mais que muitos!? Como nos vamos medir... Alguns acreditam que a medida original do pé inglês era a do rei Henrique I da Inglaterra, que tinha um pé de 30,48 cm. Pois então, teremos em dois metros, 78,777 polegadas ou 2,18 jardas. Mas, será pelos pés, pelas mãos, pelo pensamento pelas acções? Não! Talvez pelo dinheiro, que tudo tende a comprar...

arau162.jpg5 A expressão comum no comércio oriental, “medida calçada, sacudida e transbordante” indicando que aquilo que fosse pesado ou medido deveria ser prensado, sacudido e, de modo que transbordasse do recipiente para benefício de quem receberia... Esses antigos tinham sua forma de pensar com retorno garantido: “A medida que usarem também será usada para medir vocês.” Pois! Eu, em tempos calçava a medida de sapato 73 mas, minguando, já só calço o 72 e, de unhas cortadas...

araujo102.jpg6 Normalmente, associamos estes princípios às questões materiais mas nesta fotografia falada teremos de não esquecer que para além de negociar, trocar, comprar e vender coisas, há virtudes e valores espirituais e fraternos a compartilhar de justiça e generosidade... Coisas dadas ao abandono! No choque do presente, um mundo imperfeito, também muito redondo nos silêncios, acho melhor nem referir o nome do patrão, do chefe ou do presidente. Eles são políticos e comem na mesma gamela… As circunstâncias medrosas não permitem que abra uma frente de guerrilha sem haver razões independentistas.

Ilustrações de: Assunção Roxo -1.2.3 e Mano Corvo Costa Araújo - 4.5.6

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:16
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2020
FRATERNIDADES . CXXVI

ANDO ENKAFIFADO – OPÇÕES DE VIDA

- O tempo não passa pela amargura mas, a amargura passa pelo tempo… 21.08.2020

- Os humanos de hoje são bem piores que seus antepassados. Põem os filhos nas creches, os pais nos asilos e vão passear os cães para os porem a cagar e mijar nas ruas…

 t´chingange 0.jpgAs escolhas de T´Chingange

Porcanhot3.jpg António José Canhoto (Diniz Costa) a 20-08-2020

arau44.jpg (C.A.)OPÇÕES DE VIDA - O ter-se liberdade já é um direito à desigualdade, pois a pior desigualdade e fazer duas coisas diferentes iguais. Em princípio a igualdade repugna o homem, pois o maior empenho de cada um é distinguir-se e notabilizar-se para se desigualar. A igualdade pode ser um direito democrático e constitucional, mas não existe poder algum sobre a terra capaz de a tornar numa realidade. Em teoria podemos concordar que todos somos iguais, contudo na prática, só alguém insano pode pensar ser possível aplicar essa igualdade.

Deixe de pensar como o escritor Alexandre Dumas no seu livro os 3 Mosqueteiros os quais tinha a máxima: “Um por todos e todos por um”. Nesta nossa vida e mundo de antropofagia cada um tem de ser por si próprio num salve-se quem poder, numa selva em que os mais fracos são “comidos” e escravizados pelos mais fortes economicamente. Ninguém virá ajudar a levantar aqueles que tropeçam e caem ou salvar, se estiverem a afogar-se. Saia da sua torre de marfim pela porta ou pule pela janela, mate o dragão que o atormenta, acorde sem um beijo ou um abraço, faça-se refém de si mesmo e arreganhe os dentes, vá bem armado para a luta e mostre ao mundo quem é o lobo mau, mate a avozinha e faça amor com a netinha.

Avillez2.jpg - As nossas existências resumem-se a um período que se prolonga entre a nascença e a morte, ou dito de outra maneira, é um lapso de tempo que acontece entre duas eternidades de escuridão. A primeira acontece desde a data da inseminação dentro do útero das nossas mães, e a outra quando fisicamente deixamos de existir e de novo partimos para a eterna escuridão. Aprenda a fazer falta e a sentir-se desejado. Nunca lute por espaços na vida de ninguém e muito menos se diminua para lá caber.

O maior medo da humanidade é abrir a cortina do conhecimento e descobrir que tudo o que acreditava nunca existiu. Tudo o que ouvimos são opiniões e não factos comprovados. Tudo o que vimos são perspectivas, não são verdades ou realidades. Não perfilho da filosofia niilista como resposta adequada para a vida quando a mesma foi celebrizado pelo filósofo Friedrich Heinrich Jacobi. Contudo o seu conceito da negação de qualquer crença religiosa, social ou política agrada-me quando a sua finalidade se destina a obter um estado de consciencialização pessoal maior, mais adulto e evoluído.

roxo91.jpg(A.R.)Pessoas certas e perfeitas não existem. Todos nascemos mais ou menos errados e imperfeitos, mas só os conscientes e racionais procuram ao longo dos tempos ter consciência dos seus aspectos negativos e aperfeiçoá-los. Todos somos os lapidadores do nosso próprio diamante em bruto tal como nascemos. Há uns milhares de anos atrás, éramos apenas humanos ou em evolução para a obra de arte que hoje somos.

 A partir do momento que evoluímos e permitimos que a raça nos tenha desligado, a religião separado, a politica dividido e o dinheiro classificado, passámos a ser mais imperfeitos devido aos preconceitos que adquirimos do que à inocência que nos caracterizava há milhares de anos atrás. Os humanos de hoje são bem piores, põem os filhos nas creches, os pais nos asilos e vão passear os cães para os porem a cagar e mijar nas ruas e muitos dos energúmenos dos seus donos nem os dejectos apanham. Um amigo meu dizia com alguma propriedade, a vida é um cu, e cada um tem o seu.

araujo172.jpg (C.A.)Uns sujos outros limpos. Mas nenhum é perfeito pois todos fazem merda mais tarde ou mais cedo. Se alguém matar para roubar um automóvel é errado. Mas se alguém matar o ladrão para o recuperar já é legítimo. O direito de matar para recuperar a nossa propriedade torna-se mais valioso do que a sagrada vida do ladrão. Ando a pensar em comprar uma bicicleta mas pensando bem, isso será um desastre para a economia do meu país. Evita que eu compre carro, faça financiamento ao banco e pague juros, não compre gasolina que o governo taxa de forma injusta e insana, não precise de alimentar mecânicos pagando-lhes 50 euros por hora de mão-de-obra.

Não preciso de seguro nem de pagar estacionamento. Não fico obeso devido ao exercício físico, antes pelo contrário, fico saudável, não pago a médicos privados nem às farmácias, medicamentos que não preciso. Faça a experiência de tentar mergulhar dentro de si mesmo e veja se morre afogado em conhecimento ou de sede pela ignorância e consoante o seu diagnóstico reabilite-se fazendo os ajustamentos necessários. Deve ser tremendamente triste e sentindo dó de nós próprios quando se nasce, vive e morre com a sensação de nunca termos existido, porque quando olhamos para trás ao rasto que deixamos na nossa passagem pela vida apenas encontramos vazios e espaços brancos e, longos demais porque nunca foram vividos. 

roxo90.jpg (A.R.) - A vida não condiciona nem coloca barreiras a ninguém; é como um mundo sem fronteiras, e os únicos limites que você pode encontrar são os pensamentos limitativos dentro da sua mente os quais se podem tornar nos seus piores inimigos. Evite as pessoas que para lhes explicar algo precisa de desenhar, mas mesmo assim ainda necessita de explicar o desenho e finalmente para que a compreensão seja feita ainda terá de desenhar a explicação. Existem duas coisas importantes na nossa vida que moram dentro de nós: O motivo e o momento. Teremos várias vezes o mesmo motivo, mas nunca o mesmo momento, pois estes são irrepetíveis quer seja para nos deixarem recordações inesquecíveis ou por serem tão negativas que sentimos a necessidade de as obliterar da nossa mente de imediato.

arau1.jpg (C.A.) -E para terminar este meu texto aqui vos deixo uma história que me foi contada há muitos anos mas que jamais a esqueci. “Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, montanhas, planícies e vales sinuosas que trilhou através de países, cidades e vilas e vê á sua frente um oceano vasto e profundo onde vai desaguar e desaparecer para sempre. Não há maneira de o rio poder retornar para a nascente, assim como ninguém pode atravessar a água do mesmo rio duas vezes duas vezes. Voltar atrás é impossível na existência de um rio ou pessoa. O rio precisa de aceitar a sua natureza e entrar no oceano. Somente ao fazê-lo o seu medo se irá diluir, porque apenas nessa altura o rio saberá que não se trata de desaparecer, mas sim, em ele se tornar em oceano também.

Ilustrações de: Assunção Roxo (A.R.) e Mano Costa Araujo (C.A.)

António José Canhoto… 20-8-2020

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:36
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2020
XINGUILA . I

FÁBRICA DE LETRAS DA KIZOMBA - Foi em Olinda de Pernambuco no Brasil que vivi o MARACATU 01-07.2020

Crónica 3034 - Li algures que KALUNGA é o plural de lunga ou malunga mas, tanto quanto pesquizei, Kalunga é um elemento sagrado do Candomblé de Pernambuco…

Por

soba03.jpg T´Chingange – No Sul do M´Puto

- Xinguilar: Palavra angolana que significa entrar em transe em um ritual espiritual, geralmente ligado aos cultos nativos dos ancestrais e Nkisi / Mukisi. 

olinda2.jpg Xinguilado assim, qualquer um de nós pode ser qualquer outra coisa mas, quando é então que nossos comportamentos transvazam a fronteira da vida em uma excêntrica mentira? Porque há quem nunca mate a criança que existe dentro de si e, que por vezes rompe seu equilíbrio de propósito sem um qualquer filtro ou sem se aperceber.

Se me raparem as sobrancelhas com o pretexto de extinguir a caspa, minha cabeça pode muito bem transformar-se numa espécie de volume branco de manequim, aonde sobre esta, se pode pintar uma qualquer outra figura que não a minha.

olinda4.jpg Posso alisar meus cabelos untosos ao jeito de malandro lá dos finais de 1930, fingir-me num boi sagrado, coisas do “bumba meu boi”, com sua inebriada e sagrada figura mudando disto de ser-se homem para mulher como quem muda de camisa, puteando-me como as madames de fina estirpe e, sempre nessa sua estrema segurança que no tempo se transparecem de arrogância ou egoísmo. Nem importa porque num repente sou Eva a mulher de Adão, o mesmo casal que mutilou a única condição de vida que Deus lhes impôs, não comer uma tal fruta, poderiam faze tudo o mais e, eles desrespeitaram comendo o fruto proibido. Haka! Nosso mundo começou mesmo muito mal!

Foi em Olinda de Pernambuco no Brasil que tomei de novo, contacto com o termo genuinamente angolano. As expressões culturais ameríndias e afros diluídas no sangue latino e africano, colonizadores e escravos cozidos no grande caldeirão genético do Brasil com os pretos, pardos, mulatos, cafusos, caboclos, matutos e mazombos.

araujo114.jpg Também há mamelucos e mazombos que originaram um maracatu muito característico no carnaval de Olinda, altura mais certa para extravasar coisas incubadas nas frinchas do tempo. No espectáculo carnavalesco surgiram ao longo dos anos nomes que mais pareciam ser dos Dembos ou do Kwanza de Angola tais como "os Xurimbas", "os Muximas" ou " as capotas ou o papa-angu"

Tanto o quanto pesquizei, Kalunga é um elemento sagrado do Candomblé de Pernambuco, Brasil, e simboliza uma rainha morta, talvez a N´Zinga mas, simbolizada em verdade numa "boneca de cera do Maracatu". Em 1932 surgiu um grupo Kalunga com o nome de "Homem da meia-noite", fruto do maracatu nação; algo inspirado a partir do culto Bantu, da língua Kimbundu e Xhosa. No carnaval esta figura é feita de barro, palha, madeira ou cera.

monangambé.jpgReferem alguns pesquisadores que pode ser o nome dado a carregadores desclassificados de carrinha de caixa aberta mas, eu a estes chamo de monangambas ou monangambés. Este termo de Calunga, significa irmandade, fidelidade, a amizade feita divindade, uma boneca de encantar a quem se quer bem. Este misticismo colado com superstição, foi trazido de áfrica pelos milhares de escravos.

Conforme o "baque" ou batida, existem dois tipos: Baque Virado (Maracatu Nação) e Baque Solto (Maracatu Rural). O primeiro, bastante comum na área metropolitana do Recife, é o mais antigo ritmo afro-brasileiro; e o segundo é característico da cidade de Nazaré da Mata a Norte de Pernambuco.

Com ritmo intenso e frenético, teve origem nas congadas (que vem de Congo), cerimónias de coroação dos reis e rainhas da Nação Negra. Na percussão chama-se a atenção os grandes tambores, chamadas alfaias que são tocados em baquetas especiais para o instrumento. Estes dão o ritmo ou o baque da música e são acompanhados pelos caixas ou taróis, ganzás e um gonguê ou agogô.

periferia.jpg Há poucos anos houve um movimento sociocultural em Recife que fundiu o ritmo maracatu com a influência da música electrónica. Assim surgiu o movimento Manguebeat, criado por Chico Science, um maracatu moderno. Outras referências são a Nação Zumbi, a Mundo Livre, a Mestre Ambrósio, entre outros seguidores do movimento.

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:35
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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