Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014
MALAMBAS . XX

DO NORDESTE BRASILEIROFalando de amores…

MALAMBA: É a palavra.

Por

soba.jpg T´Chingange

Estou em uma terra em que tudo cresce e frutifica rápido; Como dizia Pêro Vaz de Caminha, a terra aqui é tão pródiga que tudo o que nela se plante, de tudo dá. Caminha, foi o primeiro a descrever o que observou nas viagens de Pedro Álvares Cabral. Há uns dias atrás fiquei a saber que a filha dum sertanejo, um amigo trabalhador rural, com apenas treze anos de idade, fugiu de casa com a ajuda dum maluqueiro que por ela, e de forma espontânea se enamorou. O amor surgiu instantaneamente com apetite voraz dum descontrolado cio. Aqui as meninas do campo, passam a mulheres sem experimentar serem donzelas e recolher na escola os básicos ensinamentos para uma boa relação social. Uma grande parte das crianças-meninas, ficam mães antes de saber o mínimo sobre a sua condição feminina.

 Muito novas, as catraias já sentem as transformações operadas em seus corpos e espírito e, sonham cedo com um marido, o homem de sua casa, dono de seu corpo, o marido a quem podem amar (fazer sexo) abertamente e obedecer em segredo de quase escrava. Também aqui, Caminha, se referia a esta pujante vitalidade entre pessoas. Estou no meio de uma viagem de romeiro até Juazeiro do Norte, aonde Padre Cícero milagrou gesta de santo, acolhendo e protegendo o povo humilde do seu Nordeste tão fustigado pelas secas prolongadas e cíclicas do Sertão e Agreste. Levo um conjunto de velas que a irmã daquela menina me deu para depor no altar do padre Cícero, na convicção de dar luz ao futuro de sua mana.

 Com 32 graus à sombra, os cães irascíveis esgravatam a terra húmida mordendo o ar quente, catando moscas; Em ambiente de zunzum de festa, quente e grosseiro até os vadios e desempregados aparentam diligência em prontidão. Em este panorama e enquanto rebolo preguiça morrinhenta em um mukifo de romeiros, dão-me a notícia de que um homem ainda novo, algures numa cidade chamada de Arapiraca e no Estado de Alagoas, está a contas com a justiça porque perdido de ciúmes e sentindo-se traído, matou sua amante retirando-lhe o coração, comendo-o em seguida. Não posso dar mais pormenores nem referir que tipo de estrugido usou mas, uma coisa é certa, este foi mesmo um grande amor!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:24
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Sábado, 4 de Agosto de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXXIV

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “MADEIRA – BRASIL”

  Funchal . 2012

A terminar a série de crónicas sobre João Fernandes Vieira faz-se aqui uma revisão dos momentos mais destacados deste madeirense que se fez líder da insurreição de 1645 pós a partida de Maurício de Nassau do Recife, passando a opor-se aos invasores, com a ajuda de frei Manuel Calado, que do seu púlpito convocava o povo à luta contra os "hereges" de Olinda e mafulos de Angola. Em 1639, Vieira já era uma pessoa importante na sociedade pernambucana, tendo sido indicado para o cargo de escabino (membro da Câmara Municipal) de Olinda. Posteriormente, foi escabino de Mauricia (Recife) de Julho de 1641 a Junho de 1642, sendo reconduzido, no exercício de 1642 a 1643. Em 1643, casou-se com Maria César, filha do madeirense Francisco Berenguer de Andrade e de Joana de Albuquerque, descendente de Jerónimo de Albuquerque. Com o casamento, João Fernandes Vieira ingressou definitivamente na aristocracia rural pernambucana.

  Olinda . 2012

Vieira foi o primeiro signatário do pacto selado em 1645 no qual pela primeira vez, figura em terras brasileiras o vocábulo pátria. Era já o conceito de nação que bulia nas gentes, mazombos, mulatos e luso-brasileiros na generalidade que sentiam a terra como a sua. Na função de mestre-de-campo, comandou o mais poderoso terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco. Além de Vieira, André Vidal de Negreiros, António Filipe Camarão, à frente dos índios da costa do Nordeste; Henrique Dias, no comando de pretos, crioulos e mulatos e o capitão António Dias Cardoso, tornaram-se os heróis do imaginário nativista pernambucano. A "guerra da liberdade divina", nas palavras do padre António Vieira, durou nove anos, sendo de assinalar que o governador de Pernambuco, António Teles da Silva, dava apoio encoberto à revolta, enquanto os holandeses pensavam que se tratava apenas de uma sublevação na capitania de Pernambuco.

 Luanda . 2012

É de destacar a diplomacia de D. João IV de Portugal, que entretanto, pela mão do seu Embaixador Sousa Coutinho tentava, na Europa, não indispor a Holanda. O que ocorria no Recife como manobra ágil de diversão, não tinha o apoio oficial da Coroa, “para holandês ver” e, por isso, existir uma mentira de conflito entre o governador e os colonos revoltados. Na primavera de 1646, o governador António Teles da Silva chegou a ser mandado regressar a Lisboa, onde esteve detido em São Gião como colaborador dos revoltosos de Pernambuco. Aproveitando a vitória de Tabocas, foi possível recuperar outras zonas em poder dos holandeses: os fortes de Sergipe, do rio São Francisco, do Porto Calvo, de Serinhaém e de Nazaré. Com a paz, após 1654, Fernandes Vieira recuperou seus bens e, entre outros cargos, foi nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania da Paraíba (1655-1657). Foi mais tarde, nomeado governador e Capitão-general de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, de 1661 a 1681.

Mafulos: Nome porque eram conhecidos os Holandeses em Angola nessa época

Nota: Ter em atenção que as descrições, às vezes se repetem de forma aleatória ao tempo, de forma a poder descrever-se alguns detalhes que complementam os planos principais do cenário.

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de José António Gonçalves de Mello (1967)

FINAL

O Soba T´Chingande              



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:21
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXXIII

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        “MADEIRA – BRASIL”

 Fortaleza de S. Miguel -Loanda

O Padre António Vieira em 29 de Julho de 1648, transmitia por carta ao Marquês de Niza as notícias do sucesso da primeira batalha de Guararapes do seguinte modo: “… de maneira Senhor, que temos Pernambuco vitorioso, o Rio-de-Janeiro socorrido, a Bahia com armada e Angola com a esquadra de Salvador correia (….), todo o debate agora é sobre Angola e, é matéria em que os Mafulos, não hão-de ceder, porque sem negros, não há Pernambuco e sem Angola não há negros e, como nós temos o comércio do sertão, ainda que eles tenham a cidade de Loanda, temem que nós tomemos outros portos”. O poder da Holanda unido ao da Companhia faz índias era o maior da Europa, pois a história mostrava que a Espanha sem guerras externas, abundante de dinheiro e armas e agora, em paz com toda a Europa tendo ainda Portugal sobre sua sujeição. Por este acontecido que durou sessenta anos com os reinados dos Filipes I, II e III, Portugal, perdera soberania que tinha sobre o Ultramar. Em pouco tempo os Mafulos ficaram com as possessões daquele Portugal debilitado perdendo muitas praças nas Índias Orientais, na costa africana, na Bahia, e por último Pernambuco. Os danos para Portugal pela perda de soberania a favor de Espanha e por via daquela companhia das Índias, foram-no na índia, Ceilão, Angola, S. Tomé, Maranhão, Bahia e Pernambuco.

 O Padre António Vieira interrogava-se de como poderia Portugal prevalecer contra Holanda e Castela? Nesse então os Holandeses tinham onze mil navios de gávea mais outros três mil navios e duzentos cinquenta mil marinheiros adiantando: “…os dois nervos da guerra são gente e dinheiro; e que gente e que dinheiro temos nós hoje? A gente é tão pouca, que para qualquer rebate de Alentejo é necessário tirar os estudantes das universidades, os oficiais das tendas e os lavradores do arado. Pois com que gente havemos de acudir às quatro partes do mundo, e em cada partes destas a tantas partes? Os Mafulos em Holanda têm quatorze mil barcos; nós em Portugal não temos treze. Na Índia têm cem naus de guerra de 24 até 50 peças; nós na Índia não temos uma só. No Brasil têm mais de sessenta navios na maior parte poderosos vasos de guerra e nós temos sete, se ainda os temos”. Os Holandeses estão livres do poder da Espanha; nós, temos todo o poder de Espanha contra nós.

 Forte das 5 pontas . Recife
É curioso ler os relatórios e missivas do padre António Vieira por sua arguta visão mostrando ser um observador mais militar do que a maioria dos mestres de guerra de então e refere “Os holandeses em Europa não têm nenhum inimigo; nós não temos nenhum amigo. Eles têm mais de duzentos mil marinheiros; nós em Portugal não temos quatro mil”. Reconhecia que “um sucesso quase milagroso” a saber da vitória de Guararapes em 1648, tinha mudado a opinião de muitos até então favoráveis à entrega, mas ninguém deveria contar com milagres, “pois os milagres é sempre mais seguro merecê-los que esperá-los; e fiar-se neles, ainda depois de os merecer, é tentar a Deus”. Reconhecia que a companhia estava economicamente exausta mas, a melhor solução era a da entrega de Pernambuco, pois os Holandeses não admitiam a proposta de compra. Os documentos mostram porém que a memória erudita do Padre Vieira traiu o Jesuíta. Felizmente que a propaganda desse triste alvitre não teve eco em Fernandes Vieira e essa saga de Luso-brasileiros, os verdadeiros próceres do Brasil.    

Mafulos: Nome porque eram conhecidos os Holandeses em Angola nessa época

Nota: Ter em atenção que as descrições, às vezes se repetem de forma aleatória ao tempo, de forma a poder descrever-se alguns detalhes que complementam os planos principais do cenário. Se assim não fosse, as lacunas tornar-se-iam frestas de caruncho ou
vicissitudes do cupim, salalé, aranha de carpinteiro ou térmitas da Globália.

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de José António Gonçalves de Mello (1967)

(Continua…)

O Soba T´Chingande



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:46
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Sábado, 7 de Julho de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXXII

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        “MADEIRA – BRASIL”

 D. João IV na proclamação da Restauração - O rei e senhor nosso, dos Algarves, daquém e além-mar, da Etiópia, Índia e dos Brasis, sabia que havia entendimentos de paz entre Holanda e Portugal, mas era também certo que dissimulada e aleivosamente, tinham os flamengos, huguenotes mafulos invadido Angola, São Tomé e o Maranhão e tomado embarcações nesta costa. Estes factos davam esperanças aos revoltosos de Pernambuco de que o rei lhes não faltasse com ajuda, não só pelos motivos de justiça como de natural razão e ainda de estado. Dentro desta convicção o madeirense João Fernandes Vieira e seus companheiros de revolta continuavam em segredo a recolher armas e prevenir munições, quando os holandeses, suspeitosos, pretenderam prendê-lo para matá-lo; obrigado a defender-se tomou armas com cinquenta companheiros, contando em poucos dias com mais de mil homens. Fernandes Vieira em apuros de perseguição teria escrito ao rei que “espero no Santiçimo Sacramento general do meu exçercito de antes que esta (missiva) chegue à Bahia, ter restituído o Recife às quinas de Portugal, para glória e onrra de Deus, serviço de Vossa Magestade e merçe que seus serviços têm feito e fazendo vão”. Nesse então planeavam tomar de assalto a capital do Brasil Holandês, a cidade Mauricia, como passara a ser chamada.   

 Recife - Mauricianópolis em tempo de Mafulos

Distribuídos os postos, trataram de ficar dispersos o suficiente para não serem tocaiados; Camarão ficou nas terras da Piranga e Henrique Dias no sítio que fora de João Velho. Pelos caminhos de tropeiros e carreiros dos mazombos estenderam-se as companhias saídas da Bahia, tropas formadas com os moradores de Pernambuco e gente de Apipucos, “pessoas caritativas, mui compassivas para acompanhar os enfermos e os ajudar a bem morrer”. Por instrução secreta D. João IV como já foi dito, tinha encarregado o seu Embaixador Sousa Coutinho a ter negociações diplomáticas quanto à restituição das colónias propondo aos holandeses a compra dos territórios por eles ocupados, especialmente os Brasis.

 Cruzado no reinado de D. João IV

Convêm frisar aqui, que neste então as terras de Vera-Cruz eram a jóia da coroa. Num memorial escrito pelo cronista Gaspar Dias é dito: “…eu, o chamo o jardim do reino e a albergaria de seus súbitos. Outrora, deliberou-se em Portugal, como consta de sua história, elevar o Brasil a Reino, indo para lá o rei, tão grande é a capacidade daquele país. Portugal não tem outra região mais fértil, mais próximo, nem mais frequentada, nem também os seus vassalos melhor e mais seguro refúgio do que o Brasil; o português a quem acontece decair de fortuna  ou desiludido com o compadrio, é para lá que se dirige”. É curioso ler esta passagem de há quase 400 anos atrás para
entender o paradigma que se perpetuou no tempo fazendo do Brasil o refúgio por excelência do desiludido ou desencantado com a mãe pátria, por muitas e variadas razões. A D. João IV parecia-lhe razoável oferecer 3 milhões de cruzados pela restituição do Brasil, “uma vez que fique salvo à Companhia das Índias o direito às dividas dos moradores, cujo pagamento ela, pode exigir deles, o que monta a uma soma considerável” comprometendo-se a retirar a artilharia e munições que lá tenha, para onde lhes aprouver. Isto, a propósito, era só para entreter diplomáticamente até que as forças das roças, seus mazombos, mamelucos, matutos, quilombolas, índios e escravos fujões, se fortalecessem nas sombras da mata atlântica e mais além do agreste e sertão.

Mafulos: Nome porque eram conhecidos os Holandeses em Angola nessa época

Nota: Ter em atenção que as descrições, às vezes se repetem de forma aleatória ao tempo, de forma a poder descrever-se alguns detalhes que complementam os planos principais do cenário. Se assim não fosse, as lacunas tornar-se-iam frestas de caruncho ou vicissitudes do cupim, salalé, aranha de carpinteiro ou térmitas da Globália.

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de José António Gonçalves de Mello (1967)

(Continua…)

O Soba T´Chingande



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Domingo, 1 de Julho de 2012
BRASIL EM 3 PENADAS . XXXI

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       “MADEIRA – BRASIL”

 Bandeira da Madeira

No dia 6 de Outubro de 1645 o Governador-geral, António Teles da Silva, nomeou João Fernandes Vieira Mestre de Campo de um Terço que mandava formar em Pernambuco de todas as Companhias de Infantaria constituídas para a guerra da restauração. Neste meio tempo Sousa Coutinho foi nomeado embaixador plenipotenciário junto aos Países Baixos de Haia a fim de diplomaticamente refazer a nação perante os Holandeses e a santa Sé; O facto de este diplomata ter sido paciente no trato com os Mafulos protelando iniciativas destes, deu oportunidade aos restauradores pernambucanos a possibilidade de se organizarem pelo que todas as negociações foram alteradas em virtude das vitórias conseguidas em Guararapes, a primeira a 19 de Abri de 1648 e a segunda em 19 de Fevereiro de 1649. Havendo a possibilidade de derrotar os holandeses e expulsá-los do Brasil pela força das armas, não obstante Sousa Coutinho não acreditar nessa hipótese tudo fez para ludibriar a diplomacia no sentido de nada pagar em restituição das antigas terras portuguesas; foi mal interpretado pelos governantes de então que não vislumbraram as ardilosas manobras de deixa correr para holandes ver.

 Entretanto era enviada para Angola uma frota sob o comando de Salvador Correia de Sá a partir da Bahia. A 29 de Dezembro de 1648, chegou a Haia a notícia de que Salvador Correia de Sá havia tomado Luanda aos holandeses em 26 de Agosto anterior, o que indispôs ainda mais os holandeses contra o Embaixador. Cinco províncias votaram por uma declaração de guerra contra Portugal. Sousa Coutinho evitou que os Estados de Holanda enviassem socorros quando estes podiam salvar a causa da Companhia das Índias tendo dado o tempo necessário para que os colonos, luso-brasileiros auxiliados pela metrópole, ficassem em condições de alcançar a vitória. Assim e de acordo com o já dito, João Fernandes Vieira comandou o principal terço de infantaria em companhia de André Vidal de Negreiros, brasileiro de origem portuguesa, Felipe Camarão, índio brasileiro da tribo potiguar e Henrique Dias, filho de escravos.

 Bandeira de Angola

O Padre António Vieira ciente da força Holandesa não acreditava que fosse possível obter pelas armas a posse dos territórios na posse dos Mafulos pelo que sugeriu o suborno para conseguir o intento na compra de Pernambuco; Uma quantia elevada de cruzados foi posta ao dispor do Embaixador Sousa Coutinho com esse propósito.  Era tanta a inquietação de D. João IV que lhe ocorreu retirar-se para o Brasil, constituído-o em reino autónomo, entregando Portugal ao Príncipe herdeiro D. Teodósio, ainda de menoridade, ficando na regência do Reino o futuro sogro deste, da corte francesa. Este episódio é pouco relatado nas crónicas de então mas o certo foi de que mais tarde o Brasil veio a ser refúgio de D. João VI com toda a corte fugindo às forças invasoras de Napoleão; estes pormenores acabam por ter influência no destino dos países e até o condenado suborno era subestimado pelo clero. Este afinco de atitude patriótica não era apanágio dos Huguenotes e foi desta falha que ditou a história do grande Brasil.

Mafulos: Nome porque eram conhecidos os Holandeses em Angola nessa época

Referência Bibliográfica: RESTAURADORES DE PERNAMBUCO de José António Gonçalves de Mello (1967).

(Continua…)

O Soba T´Chingange



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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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