Quarta-feira, 19 de Abril de 2017
MOKANDA DO SOBA . CXXII

O VAZIO - 19.04.2017 - Sem o zero não é possível contar… Nós retornados e afins, fomos um zero…

Por     

t´chingange.jpeg T´Chingange - (Otchingandji)

Hoje um homem lançava ao mar uma rede; rodava o corpo dando impulso àquela coisa que abriu em círculo caindo na água. Era um cardume que passava. Em tempos também fui peixe e fui agarrado já bem crescido numa rede mais completa e complexa a que deram o nome de “descolonização”; comigo apanharam mais milhares com mulher e filhos. Foi nisto que pensei e reflecti: -Tenho de ser visto e respeitado como angolano porque simplesmente já existia antes de Angola nascer; esta que agora conhecemos.

mokanda1.jpg Já com trinta anos feitos, com mulher e filhos fomos assim apanhados numa rede e, como contrabando fomos atirados para vários lados sem nos dizerem que eramos escravos modernos, moeda de troca entre vermelhos e azuis; que sem algemas nem canga, despojados de tudo, venderam-nos ao desbarato a contento de uns quantos países e muita gente que dizia ámen. Gente civilizada, família até! Apanhados inocentes também nos juntaram em cardume.

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E, veio um enorme vazio! Com isto fomos obrigados a ganhar consciência sábia de entender o VAZIO da verdade – o VAZIO das pessoas! Mas e sempre há um mas, a chuva por mais forte que o seja não tira as manchas da vaca, da chita, do mabeco ou zebra e, de nós próprios feitos peixes escamudos ou enguias; ou ainda os peixes boi do mundo, um gracioso mas feio golfinho!

mokanda2.jpg E afinal, o mundo continua igual como sempre parece ter sido. A isto de comportamentos, ideologias com geoestratégia podemos comparar uma arte, manhosa, mas arte! Tudo é assim como um escultor que retira ou acresce o que lhe aprouver; pode aqui ver-se a verdade no VAZIO com um acrescento de uma vontade. Surge assim uma linda, feia ou macabra obra enaltecida por uns e amargada por outros.

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E, faça um esforço para gostar de algo e verá que o inútil objecto, uma inútil pedra por exemplo, lhe vai parecer importante. Trabalhe essa pedra ou junte muitas empilhando-as ou estendendo-as. Juntou! Espalhou! Assim neste estágio se olhar tudo com cuidado e, mesmo sendo difícil de perceber poderá sentir que algo existe.

dom01.jpg Pois então! O VAZIO é muito importante pois, quando tentamos analisar a natureza real de qualquer fenómeno em particular, mais à lupa, veremos que ela, a natureza real é o VAZIO. Sei que está a fundir sua cuca mas, pense bem: - É possível sim, pensar que o VAZIO, existe! Que sem um zero é impossível contar (nós retornados fomos esse zero…)…

 O Soba T´Chingange - (Otchingandji)



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:21
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016
MOCANDA DO SOBA . XCI

NAS FRINCHAS DO TEMPO - VEM AÍ A LENGALENGA NO PRIMEIRISSIMO DIA DE PREGUIÇA . 1º DE MAIO - Porque cada homem é um mundo, tem que ao tempo, dar-se tempo

Por

soba10.jpgT´Chingange

adam2.jpg Esta noite sonhei que era um ser superior da magistratura e, vai daí pus-me a decidir por jurisprudência que poderia decidir acabar com algo que em nossas vidas é uma excrescência maligna, essa coisa dos Paraísos Fiscais com os tão propalados offshores. E, porque se trata de uma lei feita para dar como digna a via a piratas ou corsários que das águas translucidas passaram para as terras que habitamos, decidi nesta função, com toga e cabelos onduladamente loiros a caírem-me para os olhos, dar por finda a esta nefasta actividade para o mundo e especialmente para nós, os Tugas depenados até ao tutano.

paraiso1.jpg A esta actividade de “fora de portas”, decidi nesta função distintíssima, dar por finda e confiscar tudo a estes larápios que se purificam em águas não oxigenadas pela natura. Assim e como um juiz surfista resolvo rejeitar este vento que sopra em sentido contrário levando-me a prancha do bombordo para as profundas águas dum mar turbulento, o estibordo. Decidido em última instância acabar com esta invenção desmioladamente nefasta ao povo.

paraiso2.jpg Aos velhos será cruel deixá-los privados de respostas e será de bom senso até, não se lhes fazer perguntas de passados não amistosos porque dos muitos dias, das muitas noites, das muitas injustiças pode sem se querer saírem à luz do tempo a mostrar as gigantescas feridas mortais. E, daí abrirem-se gavetas com choros ranhosos, ou mesmo gavetões, com ossários feitos pó.

parac1.jpg Que importância terá, saber-se agora se a mulher de Lot, em Sodoma, ao olhar para trás se transformou em sal-gema ou sal marinho ou, até saber se a embriaguez de Noé, foi de vinho branco ou de vinho tinto se neste agora sabemos estar quilhados até os tornozelos porque nos levam os pecúlios para o “paraíso”. Agora temos alternativas e até podemos ir dum extremo à direita ao outro da esquerda; Há malambas (falas) para contento de todos! Falas bonitas p´ra boi dormir com as finanças a roerem-nos os tornozelos.

ara3.jpg Peneirando no tempo as ténues memórias dos acontecimentos, apagando os rastos dos passos que aqui me trouxeram a terras de M´Puto (entenda-se Portugal), dinovo volto a remover os ossos do passado e, mesmo espreitando pelo postigo da memória antropológica só graças à debilidade desta, irei fazer do tudo um romance condescendente sem alvoroçar espeleólogos, ou os espíritos com malévolas insinuações, esquecendo as leis não cumpridas coisas rebuscadas em terras de promissão com tangas! E, nada se faz a estas incongruentes malezas nada saudáveis, que mais não são de “pandemia” mais “epidemia” misturada com “endemia” e outros significados de atroz visão que que nos põem a miar.

araujo33.jpgA nossa vida, de cada vez mais na mesma, passando ao Deus me livre e valha-me o Santo António, com os sem etnólogos e outros afins descobridores de pegadas politólogas, cheiros encarquilhados misturados com iões ou densidade molecular dos anos na leitura de carbono e eteceteras complicadíssimos… Só sei, no fim desta lengalenga, que estamos fritos esperando as calendas Gregas (entenda-se como um dia que não mais chegará)!

Ilustrações de Costa Araújo (Mano Corvo)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:21
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016
MUXOXO . XXV

TEMPOS CUSPILHADOS – Um descuida e, posso ir para o espaço… Num tempo de futricadas e corte de à máquina zero...

Por

t´chingange 0.jpgT´Chingange

açaí0.jpg Feito turista da boa idade, bronzeado e com o corte de à máquina zero, reluzindo gotículas de suor ao sol de Maceió, posso afirmar que nesta quentura e, como diz a canção, a vida aqui só é ruim quando não chove no chão mas, se chover tem de tudo e, de tudo tem de porção. A canção cuja letra sempre me toca, diz mais, que só sairei daqui no último pau de arara, uma caminheta de caixa aberta com fueiros para transportar troncos e, ou caboclos do agreste de regresso a casa ou indo para o trabalho. Bem! Agora não chove.

açai00.jpg Duas horas andando em ziguezague no concorrido calçadão cruzando com a pista de biciclos e outros artefactos, cadeiras e mesas para preencher a praia, dar o colorido que todos os dias se monta e depois desmonta e, que chegam lá pelas sete horas e trinta já com o sol queimando na lombeira. Lá terei de enfrentar outro dia baforando os trinta graus pelos poros e, num despe e torna a vestir e banha e torna a banhar para esfriar, a flanela que nada demora para de novo empapar de suor. Calor de Fevereiro, bafo de trovoada num lugar chamado de Pajuçara.

açaí01.jpg Parei para me lambuzar com um copo de açaí, até poderia ter sido de graviola, sape-sape da minha terra longínqua mas, as variantes são muitas e boas demais! Desta feita o açaí foi até uma boa opção! Também podia ser de pitanga, que pelo que sei, é retentora de líquidos e reguladora do aparelho digestivo. Beberei deste suco mais logo para controlar qualquer malazenga que o galeto na brasa, a carne de sol ou até mesmo a carne de charque possa adulterar; também o feijão preto, de corda ou tropeiro mais o arroz e a macaxeira. Terei de falar também da sempre presente farofa com pedaços de fiambre chamado aqui de presunto, pimentão de cheiro e o fogo chamado de pimenta, nosso jindungo de angola.

araujo21.jpgMano Corvo . chispamos com cuspe nossa amizade! Aquele cuspo virou visgo de mulemba ...algures na Maianga... Já lá vão uns bons sessenta anos

Talvez até mande vir uma quentinha da tia Lucienne! No elevador encontro-me com o Tó Muchiloanda que se desfigura no papel de síndico; anda preocupado com a reunião de condóminos que querem ter benefícios sem pagar como se estivessem num cortiço, pendurados na favela. Com cara de chato como a potassa, diz que só fazendo de sandokam de facão á cintura o respeitarão. Foi quando e, já sozinho verifica no aviso bem à altura dos olhos dizendo: - Verifique ao entrar se o elevador se encontra neste piso! Pópilas! Apanhei um susto! Quer-se-dizer que a porta pode abrir e, se não me acautelar entro no vazio, no espaço, no buraco negro! Assim sem mais, ir de licença graciosa!

araujo23.jpgUm descuido e lá irei para o espaço. Adeus T´chingange, o soba branco pintado de preto, cidadão de três continentes armado em escritor de capoeira, escrevinhador de pilhérias e futricadas do linguajar entaramelado nordestino. A vida é mesmo feita de nadas, de grandes serras paradas com o vento em movimento. Teremos sempre de gerir a vida com cuidado, com seriedade! Em verdade podia passar sem nada vos contar porque isto, nada tem de transcendente mas, é esta minha sina, minha ginástica, meu pilates. Quem sabe se ainda virei a ser um “personal treiner” da terceira e quarta idade para afugentar o alzheimer.

Imagens de Costa Araújo, meu mano Corvo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:59
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015
PUTO . LVIII

TEMPO DE CINSAS - Importante questão: O Hijra - Um "cavalo de Tróia" moderno. E se a coisa é realmente como suspeitamos?

Por

t´chingange 0.jpgT´Chingange

 Fonte: Caixa do CTT

cavalo0.jpg É precisamente a pergunta que eu fiz a mim mesmo!... Eu que não consigo pôr um Euro de lado nem ao menos para passear por aqui perto, pergunto-me como é que um refugiado tem que pagar 3.000 € para um passador, sabendo-se que ele necessita de vários anos para chegar àquele monto de 1.000€. Além disso, quando eles são enviados para casa, alguns voltam de logo; então eu disse para mim que ali tem coisa! Andam seguramente terroristas misturados com refugiados "pobres". Até em teoria, esta versão não é tão improvável quanto isso!

cavalo1.jpg O Hijra: Um "cavalo de Tróia" moderno... Ou a doutrina islâmica de Imigração, uma estratégia de conquista com 14 séculos de idade. Quem são os 450 migrantes que embarcaram no cargueiro na Itália, na Grécia e mais, muito mais, centenas de milhares ou mesmo milhões se não houver regras de vigília? "Refugiados" perderam tudo, os relatórios seguem uns aos outros para descrever suas condições de vida terríveis. Eles têm apenas o suficiente para comer: assim que chegam, logo vemos pegarem nos telemóveis e falarem... Para quem? E reclamam quando não têm internet e hi-fi... Metade dos 22 milhões de sírios vive com menos de US $ 2 por dia desde há mais de 2 anos, devido à guerra. Então, como é que eles podem ter entre 3.000 e 5.000 US dólares para pagar aos contrabandistas? (dito por alguns aos jornalistas).

cavalo3.jpg E, se alguém estiver financiando a viagem a jihadistas disfarçados de refugiados? Quem são os mais perseguidos, Síria e Iraque? Eles são cristãos, Yezidis, mulheres, velhos, crianças. Há alguns cristãos em navios de carga que chegam à costa italiana e grega? Não! -São essencialmente muçulmanos, crianças, idosos, mulheres? Não! Muitos, só os necessários para o espectáculo, a grande maioria são homens solteiros; Calais é a testemunha!

cavalo4.jpg A ONU fala de um milhão de crianças sem mesmo um cobertor para enfrentarem o inverno, enquanto os "traficantes" têm 2 ou 3 milhões de dólares para comprarem cargueiros e depois abandoná-los como se tem visto? E esses contrabandistas passaram a ser marinheiros, capitães, mecânicos! É lógico que estes tenham aprendido a navegar navios de carga para depois os abandonarem? O Estado Islâmico tem enormes recursos financeiros, bancos, poços de petróleo. Eles, não se iriam privar desta viagem “charter de cavalos de tróia" para embarcar alguns milhares de islamistas reservados à tal de jihad?

cavalo5.jpg Todos sabem como acabou o episódio final da Guerra de Tróia! E esta astucia não pode ser tomada como paródia porque foi isto mesmo o que disse Kadhafi da Líbia como punição ao ocidente por ter sido abandonado. Como não podem retornar de forma anónima à Europa depois de lutar pelo Estado islâmico, os guerreiros muçulmanos entram disfarçados como refugiados ou escondido em navios que navegam no Mediterrâneo. Chegam à costa italiana, sendo recebidos como um presente dos deuses: eles ofereceram uma nova oportunidade aos europeus para reparar seus crimes coloniais "abjectos", abrindo os braços para os mais desfavorecidos (!!!).

cavalo7.jpg Este estratagema pretende provocar a queda do "império"? Qual é o político, ou jornalista com a coragem de fazer esta pergunta? Andam a passar ao lado da verdade! A própria CIA não tem dúvidas (embora tenham culpas)! Os milicianos do Estado Islâmico vêm para a Europa disfarçados de refugiados, segundo fontes de inteligência dos USA. Se a invasão muçulmana da Europa continua ao ritmo actual, em poucas décadas, os cemitérios são os únicos lugares onde os cristãos, judeus e outros, serão a maioria. Qatar é um dos países muçulmanos mais extremistas... Isto é bem conhecido... E então, qual o porquê destes países árabes não acolhem seus irmãos?

cavalo2.jpg Toda a Europa, se preocupa em acolher os «migrantes (?)», mas nenhum país islâmico se prontificou a recebê-los; não seria isso natural? Onde estariam eles todos melhor senão num país muçulmano? Isto pode ajudar a abrir os olhos dos nossos próprios governantes ...Recorde-se que o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Jonas Gahr Støre disse em seu tempo que "Seria paradoxal, tentar estabelecer uma comunidade cristã na Arábia Saudita sem isso ser considerado de um crime punível por decapitação." Mas entretanto uma nova  mesquita está em construção no Court-Saint-Etienne.

cavalo6.jpg Em Lisboa, o Sr. António Costa, quando Presidente da Câmara de Lisboa, «limpou» uma área antes ocupada por comerciantes chineses, e doou-a aos muçulmanos, para construírem uma mesquita, coisa que, faz imensa falta, em Lisboa porque muçulmano também vota! Tentar construir uma igreja ou centro secular no Oriente Médio ou do Oriente Islâmico é utopia! Eles dão o direito de destruir tudo o que é diferente do Islã (cristãos, os coptas, judeus, budistas e até mesmo secular, etc...) em seus países, como em PALMIRA, mas invadem países ocidentais com suas mesquitas e minaretes. Está mal! É isto uma debilidade da democracia ocidental? Eu, não tenho dúvidas!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:13
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014
MISSOSSO . IX

MENINAS DO ENGATE  Meu coração está peneirando sol sóprati!

Missosso: Da literatura oral angolana, contos, adivinhas e provérbios com homens, monstros, kiandas de Cazumbi, animais e almas dialogando sobre a vida, filologia, religião tradicional e filosofia dos povos de dialecto quimbundu. Óscar Ribas foi o seu criador.

Por

 T´Chingange


O amor não é sentimento, é doação, digo às meninas com nomes estrábicos do Facebook que querem cambular-me para ramboiadas, forrobodós com afinidades estrambólicas como se eu ainda fosse desanovinho. Que coisa de semvergunhice com acessórios e zingarelhos de picar e prender o amor, relacionamento sem suspensórios. Hoje mesmo, vou-me ensinando a ser gente tomando aqui e acolá, por onde calha, o saber dos mais sábios para ficar esperto, dos amigos mais simples aos meus insuspeitos inimigos.Voo, voo entre nuvens turbinadas de sucção, aspiração, compulsão e impulsão, queimando cansaços no calor do tempo cadavez mais maluco. As vezes Deus coloca pessoas erradas em nossas vidas, para que quando encontrar-mos a pessoa certa saibamos valorizá-la.

 Uma vez meti-me com uma m´boa faiscando-me luzernas de Louva-a-deus e catrapiscou-me sem salvação; depois do coito papou-me sem mais nem menos e, gulosa ficou lambendo seus beiços largos e, já no outro mundo vi-me tolhido numa nuvem branca fazendo companhia a São Pedro. – Tem calma rapaz, isso passa! Dizia este mais velho com sapiência de Santo-maior. Afinal porque não fui logo lá para o purgatório cheio de brasas e, tive de ser triturado só assim mesmo por uma fêmea comilona. De novo, tenho de mentir-lhes, que sou muito caquéctico e que choramingo suores de jindungo com milongo babado, que tenho caruncho nas unhas e muito cheias de fungos encortiçados! Que tenho bicho-de-pé, bitacaias e edecéteras. Ui! Uaué, resulta mesmo! Pois, pois, a gente se fala mais tarde e, vão-se!

 É que estou farto desta pedinchice avulso via face, do cê-que-sabe, ká-te-quero; eu que estudei física, acústica, matemática quântica com derivadas, que ganhei medalhas de herói e que fiz heroicidades, que matei e ressuscitei. Euzinho que visto calças para tapar as minudências, mazelas de vergonhas e cicatrizes com formas bizarras. Agora, que sou um embrulho de minha vida, metem-se comigo! Desfigurado pelo tempo, cheio de cãs, estonteado pelos muitos calores, passeio pelo mundo o meu isolamento procurando entreter-me com minha amarrotadinha figura. E, é a Jessika, a Munish, Vichy Hy, a Gift Ruía, a Piece Danielld ou Katiúska. Pst! Pst! Meu coração está peneirando sol sóprati! Bolas, pópilas!... Estou feito ao bife…

Ilustrações de Costa Araújo Araújo

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:15
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014
MALAMBAS . XVIII

ANO DA CORAL ... Trouxa d´ovos

MALAMBA: É a palavra.

Por

 T´Chingange

 Entre monossílabos de capitalistas, adivinhamos com lucidez que a nossa carta de alforria de cidadão, é uma descarada mentira; uns homens altos de mando disfarçados de gente-boa, comportam-se como estroinas no comando de um governo que nos faz sentir cada vez mais, escravos em pleno século XXI. Pálidos, com as mãos cruzadas nas costas, nós, os escravos, ziguezagueamos os caminhos em ordeiras filas, fazendo grandes carreiros de sobrevivência como a formiga kissonde, sem desrespeitar as margens beneméritas; por isso bastas vezes, eles, os donos do pedaço, são agraciados com diplomas abolicionistas.

 Focinhando nuns lameiros de essências desagradáveis, atentamos que uns quantos janotas, vestidos de seda, roupas gritadoras, fumam charutos a acompanhar lanches com vinho do porto, furtando-se, disfarçados em trouxa d´ovos, aos complicados olhares no encontro dos espelhos. Com o sofisma de “a bem da nação”, dão-nos boleia em uma carruagem sem freio e, sem mais nem porquê, amarram-nos a tributos tipo troika esfolando-nos as aparas e raspas como se fossemos ricos rapazolas. Necessitamos de exemplos na vida pública mas, a falta de ética fecunda na vida do puto; abunda tanto, que fede a vida nacional.

 Esfolam-nos como se todos, fossemos filhos de vendeiros abastados dados a pândegas de parasitagem. Num viveiro de larvas sensuais, os janotas, chamam sobre si e a si, conselheiros fibrados na política, ávidos de sensações extremas e, no folgo de largos vícios com todos os inerentes segredos, como um beijo, bebem gota a gota, mesmo do homem mais avarento, todo o dinheiro que este pode dar de si; retalham-nos aos pedaços com o forte contributo desse tenebroso grupo financeiro multinacional chamado de Goldman Sachs escondido nas cortinas de todas as desgraças. Quase indiferentes, fecundamos a honestidade com um ar de triste bolor.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:42
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Domingo, 14 de Julho de 2013
PUTO . XXXV

AS ESCOLHAS DE KIMBOLAGOA

A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES - III

Por

 Dr. António Bagão Félix - Gestor e político português

Fonte: Jornal O “Público”

Confiança que agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo. Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável. Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos.

  Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional. PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas.

Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se. Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.

PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRSnão poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo à saúde dos seus automóveis, pagos às oficinas e à saúde capilar nos cabeleireiros.  

É comovente... 

FINAL

As escolhas de

  ::::: T´chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 20:10
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Segunda-feira, 8 de Julho de 2013
PUTO . XXXIV

 AS ESCOLHAS DO KIMBO

A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES - II

Por

 Dr. António Bagão Félix - Gestor e político português

Fonte: Jornal O “Público”

O curioso é que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa. Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa.

,,,

Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único. Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados. Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.

 

Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças. E pena é que também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável?

(Continua…)

As escolhas de

        T´CHINGANGE 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:16
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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013
PUTO . XXXIII

 AS ESCOLHAS DO KIMBO

A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES - I

Por

Dr. António Bagão Félix - Gestor e político português

É autor de diversos livros, entre os quais Do lado de cá ao deus-dará, 2002, e O cacto e a rosa, 2008 (Bagão Félix confessa que foi surpreendido pelo pedido de demissão de Paulo Portas e não entende como Vítor Gaspar abandona o Governo ... 3.06.2013)

Fonte: Jornal O “Público”

Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP]. Por exemplo: um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!)…

Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES) , que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas. Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika. Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor...

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Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários. Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social!

(Continua…)

As opções de

   de  T´CHINGANGE 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:14
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Sábado, 13 de Outubro de 2012
A CHUVA E O BOM TEMPO . XXI

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO*

Os  sacrificados!  - “O MENSALÃO PORTUGUÊS”

 * Kimbo

PORTUGAL AO INVÉS DE PRODUZIR RIQUEZA PRODUZ RICOS (Mia Couto)

Convém recordar: António Lobo Xavier

 António Lobo Xavier

Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

 

Convém recordar: José Pedro Aguiar Branco

 José Pedro Aguiar Branco

O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco e agora ministro da defesa é outro dos "campeões"dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.

Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários... E agora é Ministro da Defesa.


Convém recordar: António Nogueira Leite

 António Nogueira Leite

Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.

Este é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

 

Convém recordar: João Vieira Castro

 João Vieira Castro

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.

Convém recordar: Daniel Proença de Carvalho

   Daniel Proença de Carvalho

Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

 

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

 

Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!

  Gestores não executivos

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos. Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

 

Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:42
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
MUSSENDO DO PUTO . III

 {#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO
   PORTUGAL - QUE PAÍS É ESTE? – 3ª de 4 Partes
:: As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele, Cavaco Silva. Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.
 Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 Euros e  e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista (!!!). Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão....ah,ah,ah. O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus.

 Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político. Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes "condescendentes", vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais.
Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).
O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:47
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012
MUSSENDO DO PUTO . II

 {#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO
      PORTUGAL - QUE PAÍS É ESTE?2ª de 4 Partes
 Daniel Sanches

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho. Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituído por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações? suspeitas? que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
 Miguel Cadilhe

Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD. Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.
 Faria de Oliveira
Em 31 de julho de 2011, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD. O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

Isabel dos Santos Mira Amaral

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:46
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
MUSSENDO DO PUTO . I

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

       PORTUGAL - QUE PAÍS É ESTE? – 1ª de 4 Partes

 Os 3 amigos: Olieira, Loureiro e Anibal

Ainda é tempo de conhecer toda este CHAFURDICE: COMO É POSSÍVEL QUE UM PAÍS TÃO PEQUENO COMO PORTUGAL, ALBERGUE TANTOS LADRÕES?! E QUASE TODOS SE DIZEM SOCIALISTAS E OU SOCIAL-DEMOCRATAS! COMO É POSSÍVEL?.... PORQUÊ OS PORTUGUESES SÃO MASOQUISTAS  GOSTANDO DE SER ROUBADOS...

Parece anedota, mas é autêntico: dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros. Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco. O BPN tem feito correr rios de tinta e ainda mais rios de dinheiro dos contribuintes. Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 euros.

 José oliveira e Costa

Com esses nove biliões e setecentos e dez milhões de euros, li algures, podiam-se comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo), 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid, construir 7 TGV de Lisboa a Gaia, 5 pontes sobre o Tejo ou distribuir 971 euros por cada um dos 10 milhões de portugueses residentes no território nacional (os 5 milhões que vivem no estrangeiro não seriam contemplados). João Marcelino, director do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, tapado por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva? O director do DN conclui afirmando que este escândalo é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se
isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí escondido?


 
Manuel Dias Loureiro

O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.

: Os 3 amigos: Anibal, Loureiro e Lima

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José e Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros (há trinta anos era um advogado "pé rapado", em início de carreira, em Coimbra).

Mussendo: Conto de raiz popular, missiva em forma de mukanda (carta) do Kimbundo de Angola (N´gola).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:44
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
MOKANDA DO SOBA . XI
“CAMARATE 1980” - 3ª de 3  Partes

 Carta de Farinha Simões (De bigode) - Finalmente a extensa verdade. Os americanos são mesmo os piores amigos que um país pode ter e, Portugal, é um país de falsários.

 Junta de Salvação Nacional

A Junta de Salvação Nacional era composta por sete elementos. Nesta fotografia podemos ver, da esquerda para a direita: os almirantes Rosa Coutinho e Pinheiro de Azevedo, e os generais Costa Gomes, António de Spínola, Jaime Silvério Marques e Galvão de Melo. O general Diogo Neto, também membro da Junta, encontrava-se, na altura, em Moçambique. 

Nos referidos documentos vi também que as vendas de armas eram legais através de empresas portuguesas, mas também havia vendas de armas ilegais feitas por empresas de fachada, com a lavagem de dinheiro em bancos suíços e "off-shores" em nome dos detentores das contas, tanto pessoas civis como militares. As vendas ilegais de armas ocorriam por várias razões, nomeadamente: Em primeiro lugar muitos dos países de destino, tinham oficialmente sanções e embargos de armas. Em segundo lugar os EUA não queriam oficialmente apoiar ou vender armas a certos países, nomeadamente aos contra da Nicarágua, ou ao Irão e ao Iraque, a quem vendiam armas ao mesmo tempo, e sem conhecimento de ambos. Em terceiro lugar a venda de armas ilegal é mais rentável e foge aos impostos. Em quanto lugar a venda de armas ilegal permite o branqueamento de capitais, que depois podiam ser aproveitados para outros fins. Entre os nomes que vi referidos nestes documentos figuravam:

- José Avelino Avelar

- Coronel Vinhas

- General Diogo Neto

- Major Canto e Castro

- Empresário Zoio

- General Pezarat Correia

- General Franco Charais

- General Costa Gomes

- Major Lencastre Bernardo

- Coronel Robocho Vaz

- Francisco Pinto Balsemão

Junta Governativa de Angola

Da esquerda para a direita: Capião de Mar e Guerra Leonel Cardoso, Brigadeiro  Altino de Magalhães, Almirante Rosa Coutinho,  Cororel Pil. Av. Silva Cardoso  e Major Emílio Silva . (foto a Vertingem da Descolonização, Gereral Gonçalves  Ribeiro)

Francisco Balsemão e Lencastre Bernardo eram referidos como elementos de ligação ao grupo Bildeberg e a Henry Kissinger, Francisco Balsemão pertence também à loja maçónica "Pilgrim", que é anglo-saxónica, e dependente do grupo Bildeberg. Lencastre Bernardo tinha também assinalada a sua ligação a alguns serviços de inteligência, visto ele ser, nos anos 80, o coordenador na PJ e na Polícia Judiciária Militar. Entre as empresas Portuguesas que realizavam as vendas de armas atrás referidas, entre os anos 1974 e 1980, estavam referidas neste Dossier:

- Fundição de Oeiras (morteiros, obuses e granadas)

- Cometna (engenhos explosivos e bombas)

- OGMA (Oficinas Gerais Militares de Fardamento e OGFE (Oficinas de Fardamento do Exercito)

- Browning Viana S.A.

- A. Paukner Lda, que existe desde 1966

- Explosivos da trafaria

- SPEL (Explosivos)

- INDEP (armamento ligeiro e monições)

Montagrex Lda, que actuava desde 1977, com Canto e Castro e António José Avelar, só foi contudo oficialmente constituída em 1984, deixando, nessa altura, Canto e Castro de fora, para não o comprometer com a operação de Camarate. A Montagrex Lda operava no Campo Pequeno, e era liderada por António Avelar que era o braço direito de Canto e Castro e também sócio dessa empresa. O escritório dessa empresa no Campo Pequeno é um autentico “bunker", com portas blindadas, sensores, alarmes, códigos nas portas, etc. Canto e Castro e António Avelar são também sócios da empresa inglesa BAE - Systems, sediada no Reino Unido. Esta empresa vende sistemas de defesa, artilharia, mísseis, munições, armas submarinas, minas e sobretudo sistemas de defesa anti-mísseis para barcos. Todos estes negócios eram feitos, na sua maior parte, por ajuste directo, através de brokers - intermediários, que recebiam as suas comissões, pagas por oficiais do Exército, Marinha, Aeronáutica, etc. Nestes documentos era referido que, como consequência desta vendas de armas, gerava-se um fluxo considerável de dinheiro, a partir destas exportações, legais e ilegais. Estes documentos referiam também a quem eram vendidas estas armas, sobretudo a países em guerra, ou ligados ao terrorismo internacional. Era também referido que todas estas vendas de armas eram feitas com a conivência da autoridade da época, nomeadamente militares como o General Costa Gomes, o General Rosa Coutinho (venda de armas a Angola) e o próprio Major Otelo Saraiva de Carvalho (venda de armas a Moçambique). Vi várias vezes o nome de Rosa Coutinho nestes documentos, que nas vendas de armas para Angola utilizava como intermediário o general reformado angolano, José Pedro Castro, bastante ligado ao MPLA, que hoje dispõe de uma fortuna avaliada em mais de 500 milhões de USD, e que dividia o seu tempo entre Angola, Portugal e Paris. O seu filho, Bruno Castro é director adjunto do Banco BIC em Angola.

 Rosa Coutinho . O falsário Almirante Vermelho

No referido dossier estavam também referidos outros militares envolvidos neste negócio de armas, nomeadamente o Capitão Dinis de Almeida, o Coronel Corvacho, o Vera Gomes e Carlos Fabião. Todas estas pessoas obtinham lucros fabulosos com estes negócios, muitas vezes mesmo antes do 25 de Abril de 1974 e até 1980. Era referido que estas pessoas, nomeadamente militares, que ajudavam nesta venda de armas, beneficiavam através de comissões que recebiam. Estavam referidos neste Dossier os nomes de "off-shores", que eram usadas para pagar comissões às pessoas atrás referidas e a outros estrangeiros, por Oliver North ou por outros enviados da CIA. Estas "off-shores" detinham contas bancárias, sempre numeradas. Esta referência batia certo com o que Oliver north sempre me contou, de que o negócio das armas se proporciona através de "off-shores" e bancos controlados para a lavagem de dinheiro. Vale a pena a este respeito referir que no negócio das armas, empresas do sector das obras públicas aparecem frequentemente associadas, como a Haliburton, a Carlyle, ou a Blackwater, (empresa de armas, construção e mercenários), entre outras. Esta relação está referida, há anos, em vários relatórios, nomeadamente nos relatórios do Bribe Payer Index (indice internacional dos pagadores de subornos), que é uma agencia americana. A indicação deste tipo de práticas foi desenvolvida mais tarde, pela Transparency International e pelo Comité Norte Americanos de Coordenação e Promoção do Comercio do Senado Americano, que referem que há muitos anos, mais de 50% do negócio e comercio de armas em Portugal, é feito através de subornos. Os americanos sempre usaram Portugal para o tráfico de armas, fazendo também funcionar a Base das Lajes, nos Açores, para este efeito, nomeadamente depois de 1973, aquando da guerra do Yom Kippur, entre Israel e os países árabes. Este tráfico de armas deu origem a várias contrapartidas financeiras, nomeadamente através da FLAD, que foi usada pela CIA para este efeito. A FLAD recebeu diversos fundos específicos para a requalificação de recursos humanos.

 Gen. Costa Gomes

Não ví contudo neste Dossier observações referindo que estas vendas de armas eram condenáveis ou que tinham efeitos negativos. Havia contudo uma pequena nota, em que algumas folhas de que se devia tomar cuidade com tudo o que aí estava escrito, e que portanto se devia actuar. Havia também na primeira página um carimbo que dizia "confidentical and restricted". Estas vendas de armas continuaram contudo depois de 1980. Tanto quanto eu sei, estas vendas de armas continuaram a ser realizadas até 2004, embora com um abrandamento importante a partir de 1984, a partir do escandalo das fardas vendidas à Polónia. No referido Dossier estavam também referidas personalidades americanas envolvidas no negócio de armas, nomeadamente Bush (Pai), dick Cheney, Frank Carlucci, Donald Gregg, vários militares, bem como a empresas como a Blackwater. são ainda referidas empresas ligadas aos EUA, como a Carlyle, Haliburton, Black Eagle Enterprise, etc, que estavam a usar Portugal para os seus fins, tanto pela passagem de armas através de portos portugueses, como pelo fornecimento de armas a partir de empresas portuguesas. Tirei apontamentos desses documentos, que ainda hoje tenho em meu poder. A empresa atrás referida, denominada supermarket, foi criada em Portugal em 1978, e operava através da empresa mão, de nome Black-Eagle, dirigida por William Casey, membro do CFR (counceil for Foreign Affairs and Relations, ex embaixador dos EUA nas Honduras e também com ligações à CIA). A empresa supermarker organizava a compra de armas de fabrico soviético, através de Portugal, bem como a compra de armas e munições portuguesas, referidas anteriormente, com toda a cumplicidade de Oliver North. Estas armas iam para entrepostos nas Honduras, antes de serem enviadas para os seus destinos finais. Oliver North pagou muitas facturas destas compras em Portugal, através de uma empresa chamada Gretsh World, que servia de fachada à Supermarket. Mais tarde, cerca de 1985, quando se começou muito a falar de camarate, Oliver North cancelou a operação "Supermarket, e fechou todas as contas bancárias.

 Sá Carneiro com Adelino Amaro da Costa

Devo ainda referir que William Hasselberg e outros americanos da embaixada dos EUA, em Lisboa, comentaram comigo, várias vezes o que estava escrito neste Dossier. Relativamente a Hasselberg isso era lógico, pois foi ele que me deu o Dossier a ler. Posteriormente comentei também o que estava escrito neste Dossier com Frank Carlucci, que obviamente já tinha conhecimento da informação nele contida. Tanto William Hasselberg, como membro da CIA, como outros elementos da CIA atrás referidos e outros, comentaram várias vezes comigo o envolvimento da CIA na operação de Camarate e neste negócio de armas. Lembro-me nomeadamente que quando alguém da CIA, me apresentava a outro elemento da Cia, dizia frequentemente "this is the portuguese guy, the one from Camarate, the case in Portugal with the plane!". As vendas de armas, a partir e através de portugal, foram realizadas ao longo desses anos, pois era do interesse politico dos EUA. A CIA organizou e implementou estas vendas de armas em Portugal, à semelhança do que sucedeu noutros países, pois era crucial para os EUA que certs armas chegassem aos países referidos, de forma não oficial, tendo para isso utilizados militares e empresários Portugueses, que acabaram também por beneficiar dessas vendas. Como anteriormente referi, William Casei e Oliver North estavam, nas décadas de 70 e 80 conluiados com o presidente Manuel Noriega, no escândalo Irão - contras (Irangate). Foi sempre Oliver North que se ocupou da questão dos refénsamericanos no Irão, bem como da situação da América Central. Recebeu pessoalmente por isso uma carta de agradecimentos de George Bush Pai, Vice Presidente à época de Ronald Reagan. Devo dizer a este respeito que John Bush, filho de Bush Pai, então com 35 anos, a viver na Flórida, pertencia em 1979 e 1980 ao “Condado de Dade", que era e é uma organização republicana, situada em South Florida, destinada a angariar fundos para as campanhas eleitorais republicanas. John Bush era um dos organizadores de apoios financeiros para os "contra" da Nicarágua.

 Foto de Coronel Corvacho
Conheci também Monzer Al Kasser um grande traficante de armas que tinha uma casa em Puerto Banus em Marbella, e que me foi apresentado, em Paris, por Oliver North, em 1979. Era um dos grandes vendedores de armas para os “Contra” na Nicarágua, trabalhando simultaneamente para os serviços secretos sírios, búlgaros e polacos. Na sua casa em Marbella, referiu-me também que, por vezes, o tráfico de armas era feito através de África, para que no Iraque não se apercebessem da sua proveniência, pois também vendiam ao mesmo tempo ao Irão e mesmo a Portugal. Este tráfico de armas, que estava em curso, desde há vários anos, em 1980, e o começo do caso Camarate. Através de Al Kasser conheci, em Marbella, no final de 1981, outro famoso traficante de armas, numa festa em casa de Monzer, que se chamava Adrian Kashogi. Kashogi, como pude testemunhar em sua casa, tinha relações com políticos e empresários europeus, árabes e africanos, por regra ligados ao tráfico de armas e drogas. Sou preso em 1986, acusado de tráfico de drogas. Esta prisão foi uma armadilha montada pela DEA, por elementos que nessa organização não gostavam de mim, por eu ter levado à detenção de alguns deles, como referi anteriormente. Fui então levado para a prisão de Sintra. Estou na prisão com o Victor Pereira,, que aí também estava preso. Sei, em 1986, que estavam a preparar para me eliminar na prisão, pelo que peço à minha mulher Elza, para ir falar, logo que possível com Frank Carlucci. Em consequência disso recebo na prisão a visita de um agente da CIA, chamado Carlston, juntamente com outro americano. estes, depois de terem corrompido a direcção da prisão, incluindo o director, sub-director e chefe da guarda, bem como um elemento que se reformou muito recentemente, da Direcção Geral dos serviços Prisionais, chamada Maria José de Matos, conseguem a minha fuga da prisão. Contribui ainda para esta minha fuga, mediante o recebimento de uma verba elevada, paga pelos referidos agentes americanos esta directora-adjunta da Direcção Geral dos serviços Prisionais. Estes agentes americanos obtêm depois um helicóptero, que me transporta para a Lousã, onde fico cerca de 20 dias. Vou depois para Madrid, com a ajuda dos americanos, e depois daí ara o Brasil. as despesas com a minha fuga da prisão custaram 25000 euros, o que na época era uma quantia elevada.

 Coronel Carlos Fabião

Só mais tarde no Brasil, depois de 1986, é que referi a José Esteves que sabia que Sá Carneiro ia no avião, contando-lhe a história toda. José Esteves, responde então, que nesse caso, tinhamos corrido um grande risco. Eu tranquilizei-o, referindo que sempre o apoiei e protegi neste atentado. Dei-lhe apoio no Brasil no que pude. Assegurei-lhe também o transporte para o Brasil, obtendo-lhe um passaporte no Governo Civil de lisboa, entreguei-lhe 750 contos que me foram dados para esse efeito pela embaixada dos EUA, em Lisboa, e arranjei-lhe o bilhete de avião de Madrid para o Rio de Janeiro . Na viagem de Lisboa para Madrid, José Esteves foi levado por Victor Moura, um amigo comum. No Rio de Janeiro ajudei-o a montar uma loja, numa roulote. Como trabalhava ainda para a embaixada dos EUA, em Lisboa, estas despesas foram suportadas pela Embaixada. Ficou no Brasil cerca de dois anos. Eu, contudo andava constantemente em viagem. José Esteves recebe depois um telefonema de Francisco Pessoa de Portugal, onde Francisco Pessoa o aconselha a voltar a Portugal, e a pedir protecção, a troco de ir depor na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre Camarate. Esse telefonema foi gravado, mas José Esteves nunca chegou a obter uma protecção formal. Telefono a Frank Carlucci, em 1987, pedindo-lhe para falar com ele pessoalmente. Ele aceita, pelo que viajo do Brasil, via Miami, para Washington. Pergunto-lhe então, em face do que se tinha falado de Camarate, qual seria a minha situação, se corria perigo por causa de Camarate, e se continuarei, ou não a trabalhar para a CIA. Frank Carlucci responde-me que sim, que continuarei a trabalhar para a CIA, tendo efectivamente continuado a ser pago pela CIA até 1989. Frank Carlucci confirma nessa reunião que puderam contar com a colaboração de Penaguião na operação de Camarate, e que ele, Frank Carlucci, esteve a par dessa participação. Em 1994, foi-me novamente montada uma armadilha em Portugal, por agentes da DEA que não gostavam de mim, por causa da referida prisão de agentes seus, denunciados por mim. Nesta armadilha participam também três agentes da DCITE - Portuguesa, os hoje inspectores Tomé, Sintra e Teófilo Santiago. Depois desta detenção, recebo a visita na prisão de Caxias de dois procuradores do Ministério Público, um deles, se não estou em erro, chamado Femando Ventura, enviados por Cunha Rodrigues, então Procurador Geral da República. Estes procuradores referem-me que me podem ajudar no processo de droga de que sou acusado, desde que eu me mantenha calado sobre o caso Camarate.

 Foto do Procurador Cunha Rodrigues

Por ser verdade. e por entender que chegou o momento de contar todo o meu envolvimento na operação de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, decidi realizar a presente Declaração, por livre vontade. Não podendo já alterar a minha participação nesta operação, que na altura estava longe de poder imaginar as trágicas consequências que teria para os familiares das vítimas e para o país, pude agora, ao menos, contar toda a verdade, para que fique para a História, e para que nomeadamente os portugueses possam dela ter pleno conhecimento. Não quero, por ultimo, deixar de agradecer à minha mãe, à minha mulher Elza Simões, que ao longo destes mais de 35 anos, tanto nos bons como nos maus momentos, sempre esteve a meu lado, suportando de forma extraordinária, todas as dificuldades, ausências, e faltas de dedicação à família que a minha profissão implicava. Só uma grande mulher e um grande amor a mim tornaram possível este comportamento. Quero também agradecer à minha filha Eliana, que sempre soube aceitar as consequências que para si representavam a minha vida profissional, nunca tendo deixado de ser carinhosa comigo. Finalmente quero agradecer à minha mão que, ao longo de toda a minha vida me acarinhou e encorajou, apesar de nem sempre concordar com as minhas opções de vida. A natureza da sua ajuda e apoio, tiveram para mim uma importância excepcional, sem, as quais não teria conseguido prosseguir, em muitos momentos da minha vida. Posso assim afirmar que tive sempre o apoio de uma família excepcional, que foi para mim decisiva nos bons e maus momentos da minha vida.

Lisboa, 26 de Março de 2012

Fernando Farinha Simões

B.I. n.º 7540306



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:44
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Sábado, 21 de Abril de 2012
KIANDA . XXVII

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

       “Divagações“

 Divagações

As discuções das coisas feitas à sombra da história, em oposto a outras opiniões, leva-nos em crer que a nossa era, exige de novo um único príncipe; a treta da democracia é amarfanhada todos os dias em detrimento do povo que vota num santinho, que com o tempo se torna lobo. Organizam-se autenticas matilhas encapotadas de fina estirpe e boas acções, defraudando a palavra, a ética. Faz falta um  senhor que domine a dialéctica da verdade, e seja um feroz opositor aos desvios da palavra chamada honra: Um senhor que tenha todos os dentes brancos, alinhados e correctamente proporcionados. Luis XI de França, naqueles idos tempos em que seu pedaço de povo asfixiava no desmando dos duques de Borgonha, da Normãndia os condes da Provença e Aquitâniaa acabou com as parcerias tresloucadas e corruptas que conspiravam levianamente o bom nome do reino. Passou a taxar os nobres, aumentou os impostos, dispensou os colectores do papa, e passou a controlar as questões eclesiásticas; priva alguns senhores de suas pensões, impõem-lhes casamentos ou limita seu direito de caçar e roubar.

 Fuga ao fisco

As casas corrompidas aparentadas da família real como os Oleans e os Bourbons arrastavam com desamor e falta de temor seus soberanos. Após uma guerra de cem anos teve de usar manhas e artimanhas com espionagem misturada com diplomacia. O engrandecimento do reino só era possivel varrendo aquela gentalha peneirenta que levava o tempo encaracolando sua falsas cabeleiras
louras, insestuosamente proliferos na arte de envenenar.  A mudança do reino tinha de contecer, custasse o que custasse. Aí estava de novo Januário Pieter, a kianda sem idade, sempre kandengue, divagando-me na estória da sua tão querida França só por parte de pai, nos longinquos anos de 1480. Levanta-se com geito cambaio e, solenemente espeta um dedo no nariz, aspira profundamente umas pequenas goticulas de cacimbo, enrola entre dedos uns macacos em forma de cagoitas que logo lança ao espaço com mestria e, sábiamente fala mansamente da sombra como se fosse um soberano da mais fina linhagem, senhor da verdade.

 Adivinha quem vem jantar

Aquela postura irritava-me um pouco. Deus encarregou-o de mandar dizer-me que as escolhas de seus incidentes, dele mesmo, eram do foro privado. Tudo bem, meu! – Disse, numa de “quero lá saber”.  E, logo uma coisa esfarrapada dum rei distante e, de França. Interrogando-me sobre se sabia o significado de Pontifex Maximus e, não obtendo resposta plausivel àquilo, falou sobre a necessidade na preparação das coisas na governação dos homens. Agora, sem rodeios nem salamaleques disse-me que eraa altura de Portugal, filho fiel de Roma, voltar a ter um príncipe como chefe de estado, um príncipe saído da cristandade. Perante o meu desinteresse pela política, e coisas desadequadas no tempo, Januário Pieter pressagiou-me incumbências nefastas. E, foi-se!

(Continua…)

*Januário Pieter:- Um personagem amigo, um sábio que me assiste e complementa conhecimentos (às vezes)...Um fantasma feito guia Kalunga; o homem que nasce da morte metaforizada com mais de 300 anos (389 anos para ser exacto - Ver crónica de Kwanza e os Mafulos de 22de Julho de 2009).

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:26
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
CRISE . X

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO KIMBO

“DESVIO DE 383 MILHÕES DE EUROS” – Por Sócratas


Família de Sócrates movimenta 383 milhões de Euros

O Correio da Manhã conta a 06 Setembro 2011 que a família do ex-primeiro-ministro José Sócrates tem 383 milhões em offshores. Os documentos foram entregues por Mário Machado. Acrescenta o CM que a empresa criada em 2000 no paraíso fiscal de Gilbraltar movimentou autênticas fortunas. O número, astronómico, é o somatório dos movimentos bancários de uma empresa com sede em Caimão, cujos gestores são o tio, uma tia e primos do ex-primeiro-ministro José Sócrates. A escritura da empresa foi feita em Gibraltar em 2000 e os documentos bancários relativos à mesma encontram-se no Departamento Central de Investigação e Acção Penal do Ministério Público, conta o Correio da Manhã.
  Paraísos fiscais são estados nacionais ou regiões autónomas onde a lei facilita a aplicação de capitais estrangeiros, oferecendo uma espécie de dumping fiscal, com alíquotas de tributação muito baixas ou nulas. Actualmente, na prática, ocorre a facilidade para aplicação dos que são de origem desconhecida, protegendo a identidade dos proprietários desse dinheiro, ao garantirem o sigilo bancário absoluto. São territórios marcados por grandes facilidades na atribuição de licenças para a abertura de empresas, além de os impostos serem baixos ou inexistentes. São geralmente avessos à aplicação das normas de direito internacional que tentam controlar o fenómeno da lavagem de dinheiro.

Lavagem de dinheiro
O lote de documentos foi entregues pelo advogado de Mário Machado, líder da extrema-direita portuguesa, que se encontrava então na cadeia, (...) à guarda da Procuradoria-Geral da República, em Junho passado. Corre pela NET uma petição para aquele cidadão português ser penalizado perante a justiça. Na senda da justiça e verdade o Reino de Manikongo representado pelos nobres do Kimbo associa-se a essa petição: "Petição para julgar em tribunal José Sócrates por gestão danosa dos dinheiros públicos!".



  Mário Machado . Extrema-direita portuguesa

Lamentavelmente é o Pais que temos... E, é resultado dos políticos que temos e continuaremos a ter, (...) resultado da corrupção por partes dos maiores representantes das mais variadas áreas políticas em Portugal... Patrões, directores de empresas público privadas, presidentes de municípios, Juntas de  freguesia e Juízes de comarca que se vendem e muitos organismos da treta só para justificar roubo e desmando do dinheiro do povo. Deputados sem escrúpulos, gananciosos que ganham muito com a indústria da assinatura vendendo diligências sem nunca saberem o que é ter de trabalhar no duro ganhando uma miséria de ordenado. Os grandes aldrabões vulgo políticos, que enganam a população com promessas na maior desfaçatez não merecem contemplações do cidadão que árduamente sobrevive subtraídos nas excrescências de impostos.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:23
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
T´XIPALA . X

{#emotions_dlg.xa}FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

A REVOLUÇÃO, A DESCOLONIZAÇÃO E A TRAIÇÃO.  

        “MARÉ BAIXA“ 

 ARISTIDES CORREIA ARRAIS

Aristides Arrais* "XIPALA: - Fotografia, cara, rosto, personalidade, carácter”

No dia 6 de Março de 2012 07:57, Aristides Arrais <arrais-37@hotmail.com> respondeu a um e-mail encaminhado por mim, o Soba. O mesmo mostrava incidentes da descolonização portuguesa. Esta missiva teve resposta na forma de interrogatório e que, coloco aqui na forma de entrevista com o prévio conhecimento deste:

Amigo Soba T´Chingange

Embora a exposição de horrores da descolonização, não me seja de todo estranha, posto que tive conhecimento e consciência de que duas famílias de minha terra natal (Bustos) tinham sido trucidadas, alguns questionamentos me envolvem sobre o assunto colocado pelo concluso: Gostaria de conhecer melhor sua opinião quanto às questões levantadas?

A) Você acha que o 25 de Abril foi um equívoco em Portugal?

Soba: O 25 de Abril tinha que acontecer mais tarde ou mais cedo pela insustentabilidade da ditadura de Salazar. Partiu da contestação de militares milicianos que não queriam mais ir para um território distante defender uma “utopia”. Os militares salientes deste movimento dos cravos, quase pacífico, formaram o MFA e estes como num aviário, ascenderam a postos de comando (generais de aviário) sendo manobrados pela ideologia comunista cuja finalidade era entregar o Ultramar a qualquer preço. O MFA desrespeitando seu próprio programa traiu os colonos que ansiavam na sua maioria ficar em paz num território que ajudaram a construir, abandonando-os, simplesmente! O 25 de Abril não foi um equívoco! Foi um aborto doloroso para nacionalistas, colonos e seus descendentes!

Os dois bustos (T´chipalas) de Arrais

B) As colónias de Angola e Moçambique não deveriam ter direito à sua independência?

Soba: As colónias tinham todo o direito à independência e isso não está em causa; o processo de emancipação foi todo adulterado de forma a satisfazer compromissos políticos com os grupos de esquerda provenientes da guerra-fria entre Americanos e Russos que se apossaram do poder manietando as instituições e povo, levando-o a um descalabro pernicioso de sequelas irreparáveis. Oficiais traidores portugueses como Rosa Coutinho, tudo fizeram para que a debandada se tornasse uma realidade. Este e muitos mais militares de aviário do MFA nunca foram julgados por seus crimes e o próprio povo português tem culpas no acto, porque não tiveram a ousadia de se insurgir contra o efectivo abandono, crime, e até roubo (recorde-se do PREC - processo de revolução em curso). Há testemunhos de militares portugueses participarem na pilhagem de haveres a seus compatriotas e recusa em assumir defesa destes enquanto era seu dever por soberania. Genericamente o desejo pela independência era latente na maioria dos colonos de várias gerações e que se consideravam filhos da terra. Não está em causa a descolonização mas a forma como foi liderada pelas autoridades e militares, inconsequentes, irresponsáveis e imaturos incompetentes de Portugal.

C) Que tipo de solução poderia e deveria ter sido dado a essas colónias?

Soba: Tal como estava previsto no manifesto e lei do MFA, os territórios mudariam de gestão com salvaguarda de vidas e bens para quem desejasse ficar. As posteriores alterações viriam naturalmente, tal como sucedeu na África do Sul. Os partidos que assumissem o encargo de gerir o território não deveriam estar militarizados havendo um período de transição supervisados por força militar da ONU ou outra aceite pelos movimentos intervenientes.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 06:02
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
LIMITAÇÕES DA VIDA . XII

{#emotions_dlg.meeting}AS ESCOLHAS DO CONSUL MATIAS . Johannesburg

        “Testemunhos da descolonização” -3ª Parte

 Leonel Cardoso . A entrega

Leu certo! A tropa já se tinha ido embora. Quanto a estes, o glorioso exército português, há testemunhos de video e escritos a saquearem em Luanda com a desfaçatez de o fazerem fardados; isto sucedeeu em plena avenida Brasil enquanto se ouviam  bombas, e rajadas que avulso, rebentavam nos musseques para assustar colono. Enquanto isto sucedia em Luanda, em Nova Lisboa, no meio  daquela infernália, tínhamos de discutir horas com os UNITAS que queriam entrar nos aviões para ir lá buscar pessoas, e assegurar que eles não inutilizassem o avião. Era essa a minha maior preocupação quando estava no solo". José Nico, brigadeiro da Força Aérea, na época capitão, não esconde a amargura que lhe ficou. "O que andei a fazer sobretudo, foi evacuar os militares e suas famílias. Naqueles tempos era tudo ao contrário. Evacuava-se a tropa antes dos civis. A situação era tal que um dia, quando me pediram para ir complementar a acção dos aviões civis - porque o grosso da ponte propriamente dita foi feita para eles, os civis (...) e embarcar aquela gente que estava no aeroporto de Luanda à espera era prioritária. Os soldados de uma companhia da "nossa tropa" revoltaram-se: queriam ir primeiro. Armaram uma situação tão crítica que obrigou a uma intervenção (...)". Cala-se, pensativo. Viveu a juventude em Luanda, foi estudar para a metrópole. O resto da família regressou antes da independência. À excepção do pai, que só voltou em 79. "Era empregado numa companhia que não fechou. Teve de se mudar para um quarto ao lado do escritório para não andar na rua, mas mesmo assim iam lá visitá-lo muitas vezes para o evistar. O mesmo que quer dizer roubar. Ele não se abre muito". O silêncio quebra-se uma última vez.

 A fuga . último acto

 Angola . O primeiro acto

"Foi um abandono de todo o povo português. Vivi muitos anos revoltado". É a 11 de Novembro de 1975, que tudo era suposto acabar.  Oficialmente a "Ponte Aérea" é dada por terminada no início de Dezembro. A esposa de Vítor B. regressa no dia anterior, num avião regular da TAP. Agora, e durante algum tempo, os funcionários da imigração ainda apõem nos passaportes o carimbo Luanda-Portugal - saída. Resta na cidade o alto-comissário, almirante Leonel Cardoso e os seus colaboradores mais próximos, além de uma companhia de pára-quedistas, dois helicópteros e dois navios. No palácio do governo, contra um painel do mapa-múndi com as Caravelas Portuguesas, Leonel Cardoso lê a declaração de entrega da soberania do território. Não havia mais ninguém na sala além dos portugueses e de um batalhão de jornalistas. Ninguém para cantar o hino, (...) levantai hoje de novo o esplendor de Portugal..." Logo de seguida, Leonel Cardoso, séquito e bandeiras, partem para os navios ancorados na baía de Luanda, pela calada da noite, "escondidos da vergonha, dos gritos dos nossos presos, dos nossos mortos, das centenas de milhares de vozes que clamavam por Justiça"; pelo crime, pela traição e pela cobardia dos políticos e militares que atraiçoaram séculos de História, entregando de mão beijada ao inimigo as vidas de milhões de seres humanos portugueses; à crueldade, à morte, ao abandono e à incerteza de um futuro. Esquecer!? NUNCA,… É IMPOSSÍVEL!!!

Final

Gentileza de José Matias (Consul Honorário de Manikongo) - Kimbo

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 05:51
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Domingo, 25 de Setembro de 2011
MuKANDA DE DOMINGO . VII

{#emotions_dlg.xa}CRÓNICA DO SOBA T´CHINGANGE

O PIN DO CONHECIMENTO”

A aspirina ou ácido acetilsalicílico até aos anos setenta era um mistério, mas nos muitos cruzamentos de informação os cientistas da área da medicina, compreenderam que a aspirina inibe a produção de compostos no corpo àquilo a que chamam de ácidos gordos e que causam inflamação e dor. O uso da aspirina reduz notávelmente os ataques do coração porque inibe a formação de coágulos sanguíneos reduzindo assim o risco de um ataque de coração ou trombose. Milhões de pessoas tomam aspirina sem saberem das suas virtudes. O meu pai Manuel Cabeças de Nesprido, morreu do coração desconhecendo isto que agora está ao alcance de um qualquer por cruzamento de milhares de informações que circulam pela NET, Facebook e meios do Google. Passamos os dias a fazer escolhas de internet e, quase sempre ficamos com pequenos dados que no conjunto mudam a vida de alguém

Cada uma das nossas vidas é uma contribuição potencial para uma nova descoberta. Poucos de nós temos recursos para fazer variar a curva da ciência mas à medida que sequenciamos o gnoma humano e, transmitimos esses pequenos nadas de bem-estar rotineiro, descobriremos as nossas propensões para as doenças. Se naquele então eu soubesse disto, aprofundaria conhecimentos e teria dito repetidamente a meu pai de Nesprido, para largar aquela droga que tomava contra as dores reumáticas; induzi-lo-ia a tomar a aspirina, tal como agora faço para fazer fluir o sangue através de veias entupidas e calcinadas; a vida é mesmo feita de pequenos nadas. O curso do desenvolvimento humano está no mais potente catalisador que é a verdade e, cada qual terá de escolher voluntariamente viver e num certo dia mais à frente escolher o seu PIN acelerando através do seu cartão, sua própria alma escolhendo a palavra-chave do seu holograma.

 Rainha Akasha

Até as pessoas mais cépticas serão persuadidas a encontrar o seu caminho transformando-se em hologramas seguindo o curso da pílula da vontade pela sua rede de vasos linfáticos, veias, e manhas sombrias do seu próprio painel de segurança. Na busca do conhecimento e na sequência do uso do PIN e PUK, consultando a minha pasta de " Fraternidades Secretas" tive a intuição da aproximação ao dia da verdade, estar com os guias espirituais como a "Rainha Akasha", uma fictícia criação dum sitio chamado de "Kemet" que agora se chama Egipto há cerca de cinco mil anos. Todos teremos de trocar impressões com seu ego, seja em Nesprido ou Kemet, escolher seu símbolo, seu selo e destinar-se a prosseguir sem chorar, sem ferir, simplesmente prosseguir seu percurso, porque os recentes vampiros modernos, ditos socialistas (quase Comunistas do Puto e arredores), estão a beber quase na totalidade, nosso sangue.


 O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:03
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Sábado, 13 de Agosto de 2011
PUTO . XVII

AS ESCOLHAS DO KIMBO “SOBA”

         "O POVO É QUEM-MAIS-ORDENHA . 2011"

 Tugomania

 

Opinião do Jota Kuatro

Há dias, numa Feira em conversa com um cigano meu conhecido: Então Sr. Nando se eu lhe comprar alguma coisa passa-me uma factura? atão sinhori ingenériu tá a brincar comigo? Nem saberi ler sê e olhi eles têm um mêdo di nós qui si pelam. Eles quem? Perguntei eu!n Os qui mandam, só us da asai é para fazerim veri levam umas ropitas. E com o rindimento mínimo andu a juntar pra uma carrinha nova e uma casita. Eu disse-lhe: Vocês sabem-na toda! Num diga isse sinhori ingenériu,... Nós andamos chês di fomi. E, lá cumprimentei o homem e fui à minha vida. Moral da história: Quem sabe de economia não serão os ciganitos? Eles até merecem coitados!E depois, assistimos a "cenas" bizarras, como aquela do excelso PR, em que nuns dias dizia "não se deve dizer mal" das agências de rating e dias depois do alto da sua sabedoria em economia, passou a dizer raios e coriscos das mesmas agências de rating. E, quando CS foi 1º ministro liquidou as pescas, a agricultura, por ordem da CEE, etc, etc. Agora lembrou-se outra vez do mar. Vamos ver se se lembra de baixar as despesas da Presidência da República,... É que, gastar o dobro da Casa Real Espanhola, É OBRA.A propósito, quem é o primeiro ministro de facto? O Cagão de Massamá ou o ultra-liberal ministro das finanças, repescado à pressa e que ninguém elegeu para nada.Mistérios da pseudo-democracia.

Banda do Puto

Opinião do Jota Cinco

O vinking ascoroso, falou na TVI24, num inglês cavernícula, meteu os pés pela cabeça e não disse nada para além de louvar o governo Português. Este trampolineiro na Dinamarca já lhe tinham feito a folha... de serviço. Para o viking Poul Thomsen as golden share tiveram de ser entregues de mão beijada aos accionistas. Na Dinamarca há Golden Share porque não se atreve a tocar nisso? Para o mongólico do ministro das finanças apenas interessa e sabe aumentar impostos do modo que qualquer um cidadão com a antiga 4ª classe, faria. Juntam-se todos, riem-se e aplaudem-se uns aos outros. Resumindo, são uma corja de ladrões. A propósito?!... Aonde andam, o Cagão de Massamá e o Paulinho Feirante

Pitanga Tuga

Opinião do ELP e do Kobra-Dor Tuga

A porra do meu Benfica empatou! Com o Gil Vicente, vejam só?! Mesmo assim, vou revalidar o meu n.º de sócio! Desde há um ano que me tinha deixado de amores com o Benfica! O Sótrates era benfiquista e caloteiro... Tive que largar o Benfica, carago! Um Benfiquista não faz cah-gadas como as que ele fez... Um homem não é de ferro!

Não adianta aumentar impostos, ou cortar nos valores dos subsídios,... O problema não está nos subsidios ou no seu valor, o problema está nos subsidios indevidos que pagamos a quem não precisa. Ademais, isso ainda vai trazer mais recessão,... O mais importante, é mesmo um combate firme á Economia Paralela, á Corrupação, á fuga ao Fisco e ás Mordomias dos Politicos. Sei que isto é dificil, mas quando estas 4 etapas estiverem resolvidas ou minimamente controladas, vão ver que a situação melhora. Espero que este Governo com "putos" novos tenham ideias novas, mais inovação, mais imaginação para combater estas situações; agora, ir pelo lado mais simples e fácil, como o aumento de impostos ou cortar nos subsídios isso,... Qualquer governo de meia-tigela o sabe fazer! Sem Justiça Fiscal não há, não pode haver justiça socia! Boa sorte.

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:27
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
DESPARAZITAÇÃO . I

AS ESCOLHAS DO EXMO VISCONDE DO MUSSULU

- EMBAIXADOR ITENERANTE DA GLOBÁLIA

- PORTADOR DA CARTILHA DE CIENFUEGOS

QUEM É QUE PODE ACREDITAR EM QUEM ...!!!! ....????SILVA LOPES AOS 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

ENCAMINHAR? CLARO!  EU ATÉ ENVIAVA PARA MARTE, JÚPITER, NEPTUNO, PLUTÃO E PARA A LONGÍNQUA ANDRÓMEDA!

Silva Lopes . Economista

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.
Com mais este tacho dourado, vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha política do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos  partidos do centrão. Entretanto, o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência. Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).


FERNANDO GOMES

Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário político do PS, recebeu em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o "comissário PS" for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-políticos que, perante a crise, "assobia para o ar", sempre com os bolsos cheio com os milhõe de euros que vão recebendo anualmente.

Estes senhores não têm vergonha na cara?


Subscreve

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 08:16
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . XII

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república

As escolhas do Cipaio-mor WR do Diriko

O símbolo  «das Caldas»

Continuação: - 4ª Parte – “O polvo”

Entretanto, já Robert Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista, intenção que segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica "após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.


Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma "presidência aberta" que este efectua na Guarda.Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projeto de assessoramento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam previstos lucros de milhões de contos".
Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o Presidente fortalecia uma nova instituição:a Fundação Mário Soares.
Inverosímil ?

Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.

 

*O Polvo - Parte 5 - conclusão*

Publicado a um de Outubro de 2005, na Grande Reportagem nº 247
Por Joaquim Vieira.


As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos, tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos. Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela "traição" a Soares (uma tese académica elaborada por Estrela Serrano, ex-assessora de imprensa em Belém, revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação social que sempre o tratou com indulgência.)


Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados para um frente-a-frente com Mateus - todos recusaram. A oferta mantém-se: o desejo dos apoiantes de Soares é varrer para debaixo do tapete esta história (i) moral da III República, e o próprio, se interrogado sobre o assunto, dirá que não fala sobre minudências, mas sobre os grandes problemas da Nação.


(Continua... 5ª Parte... ”Conclusão”)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:14
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Domingo, 11 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . X

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república.

As escolhas do Cipaio-mor WR do Diriko

E é assim, passo a passo, que lentamente se vai destruindo de vez a confiança dos portugueses nas instituições. Por incúria, por medo, por desleixo, até por arrogância, porventura de fantasmas e até... da própria sombra.

O SÍMBOLO

Conclusão da 3ª parte

N.A. Como adenda, e perdoem-me o sarcasmo que é preciso por as coisas no seu devido lugar, talvez conviesse meditar no generoso silêncio dedicado ao conteúdo destes artigos de Vieira, e ao livro de Mateus, por parte de alguns dos e (ste) ticistas do regime quando comparado com a também ela generosa, campanha em curso contra alguns “antros” anônimos de pensamento livre e desalinhado...

 

Ou, será que as coisas já evoluíram tanto, tanto, que agora só existem depois de serem tratadas em blog?

É que a Grande Reportagem tem uma tiragem superior a 100000 exemplares, nós ainda não... Entretanto, por essas e por outras, do Brasil até gozam...


Como adenda  suplementar  convém  frisar que o problema não é novo, ou sequer isolado, antes é estrutural e crónico.

Atente-se na GALP e nas maravilhas que por lá se passa (ra) m. No mínimo, os factos - estranhos - mereceriam uma investigação apurada, judicial e jornalística, no entanto...


O CALDAS


*Parte 4 * – “O Polvo”

Publicado a 24 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 246. Por Joaquim Vieira.

Ao investigar o caso de corrupção na base do "fax de Macau", o Ministério Público entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, Procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares.

Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS, mas também do PSD - há quase uma década repartindo os governos entre si.

 

A previsão era catastrófica: operação "mãos limpas" à italiana, colapso do regime, república dos Juízes. Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.


(Continua... 4ª Parte... ”O Polvo”)

O Soba T´Chingange




PUBLICADO POR kimbolagoa às 01:02
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . IX

 

CORRESPONDENTES DO KIMBO

As escolhas do Exmo Visconde do Mussulu

Grande bronca diploma

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates.

Que enormíssima bronca, se isto for mesmo para a frente!!!...Só prova que os advogados que se empenham, conseguem!!!

do advogado José Maria Martins

Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates, depois da investigação do Prof. António Caldeira, do blogue do "Portugal Profundo"

Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo
(como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.

Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.

Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.

Depois,
não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas. Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.

Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi - na semana passada - será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em engenharia civil do actual Primeiro Ministro.

Os portugueses necessitam de saber a verdade!

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 02:43
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Domingo, 4 de Abril de 2010
PROMISCUIDADES . VIII

CORRESPONDENTES DO KIMBO

PORTUGAL - A 3ª república

As escolhas do Cipaio-mor  WR do Diriko

 


Fim de Semana Lusitano 1 e 2 O simbolo

*Parte 3*


Publicado a 17 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 245

A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava "com muitas dezenas de milhares de contos "oferecidos" por (Robert) Maxwell (...) consideráveis valores oriundos do "ex-MASP" e uma importante contribuição de uma empresa próxima de Almeida Santos."


Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite juntar no território administração pública e negócios privados. Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local, com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas, o inglês, tido por Mateus como "um dos grandes vigaristas internacionais", recua.


O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade, anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário e permitem controlar a empresa. O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado - tal como há semanas sucedeu noutro contexto a Manuel Alegre. Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio.


E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau, Mateus propõe o envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba. O Governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala. Então “Mateus dá o documento a O Independente, daqui nascendo o escândalo do fax de Macau”.

 

Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio, o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva) para minimizar os estragos. Mas o processo é inevitável. Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores. Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno “sob o eufemismo de dádiva pública” não se destinou de facto a Melancia, mas "à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse".

 

Quem afinal devia ser réu?


Os factos nem parecem muito difíceis de confirmar, ou desmentir e, no entanto é mais fácil, mais confortável, ignorá-los, não se confia na justiça ou porque não se acredita que funcione em tempo útil, ou por que se tem medo que funcione, em vida, e as dúvidas, os boatos, os rumores, à fama persistem.


(Continua... 4ª Parte...”O Polvo”)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:41
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010
TUNDAMUNGILA - V

 

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

O SAPO CURURU, FALOU DE NOVO

 

Gente do Cunene . Himbas  Tage Safari zu den ...  

 

 

Ao cair da tarde, o escuro humido fez com que o sapo surgisse de novo na varanda da minha casa.

Acredito desde criança que um dia um sapo feio como este desvendaria o meu próprio sonho e, se este bicho era mesmo esse tal, então tinha ali o grande presente da minha segunda vida; este sonho em duplicado terá de ser uma lenda.

Lendo os meus pensamentos o sapo nesta segunda aparição, tornou a falar na primeiríssima pessoa.

- Eu, sou parte da tua lenda meu amigo!

Ué!...O bicho é um espírito falante... E, continuou:

- Por isso quero que prossigas o teu sonho conforme o idealizado.

O descarado tratava-me por tu, e dizia-se meu amigo,... Bolas!

- Eu sou o emissário espião do teu amigo Januário Pieter, aquele que contigo saltitou entre Jablines-Annet cerca de Paris e Alhambra, a cidade mussulmana que originou Granada em terras antigas de Abd-Allah.

Fiquei espantado com a descrição tão verdadeira saindo da bocarra daquele sapo feio, sarapintado de veneno amarelo; um tanto temeroso e incrédulo, mas também curioso por se desvendar este mistério só meu e,... Logo, logo por um ser inimaginável.

 

Januário Pieter quando do último encontro em Alhambra e depois na tasca do sopé da serra Nevada com kimbandas, kiandas e matumbolas técnicos da bolunga de xylinoide, ficamos de nos reencontrar em Sacramento. Combinamos rever-nos ali no Sul da Sul-América para desvendar o passado de um seu tio chamado Charles que foi ali parar depois de se ter inscrito numa expedição ao Rio da Prata; ali se assentou, em Sacramento, cidade rainha da chamada Cisplatina aonde agora é o Uruguai. Este encontro caiu no relaxo, mas relembrado por mim em momentos de reflexão mais prófundo na história dos portugueses.

O sapo continuou, ora falando indecifráveis dizeres ora tossindo palavras, ora castanholando estalidos como os kwanhamas - Kam´ssaqueles, homens do Cubango de Angola.  

- E, que sabes tu do meu sonho?

 Perguntei ao sapo Cururu.

Belisquei-me, entretanto para sentir a dor da existência a confirmar que eu era eu, e estava vivinho da costa.

( Continua....)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 00:55
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
PROMISCUIDADES . II

 CORRESPONDENTES AVULSO
         FATURA DA EDP

Já toda a gente reparou na factura da EDP que recebe em Casa?
Contribuição Audiovisual pelo valor de 3.42 Euros???

E porque temos nós, portuguesinhos, de pagar isto??? Eu não pedi nada de Audiovisual... Estou a pagar porquê e para quem???

E para onde vai esse dinheiro???

E mais grave ainda. Porque é que as escadas de condomínios também pagam OS tais chamados euros para OS audiovisuais. Temos televisão quando subimos as escada de Casa?

E outra, porque é que a casota de campo para apoio agrícola, também paga para OS meios audiovisuais? Só neste País!

Um milhão de facturas dá mais de
3 milhões de Euros...Aonde anda esse dinheiro??

Eu quero saber... E se me disserem que é para a RTP eu exijo a devolução do dinheiro. Afinal pago a TV-Cabo para ter TV, outros pagam a TV-Tel, outros a Cabovisão, etc.
 
E,... os contadores agrícolas espalhados por esses campos fora cada um a pagar esse imposto, deve ser para as plantinhas ouvirem música,... e as explorações agro-pecuárias... é que os animaizinhos parece que produzem melhor leite, ovos, carne,... se calhar até se justifica !?

Neste país (Putoa), tudo se paga,... até as incompetências dos nossos desgovernantes.

EXISTE UM DOCUMENTO NA EDP QUE todos PODEM PEDIR E PREENCHER, A NÃO AUTORIZAR QUE ISTO, (
esta merda  de cobrança
) SE FAÇA. 

Andamos a ser comidos por parvos e ninguém faz nada... "Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar"
abraços do 

Chato do Xissa



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:44
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MAIOMBE 2010 . II

FÁBRICA DE LETRAS DO KIMBO

          A CAMINHO DE MICONJE

 

CABINDA  ... del Congo: mayombe FLORESTA DO MAYOMBE

 

Tudo aconteceu ao sabor de uma chavena de café de Cabinda, da lembrança acesa  de uma roça verde com labuta preta do Buco-Zau, ar impregnado de catinga.

Era só abrir o sol, a neblina soltava-se dos cafezais e das frondozas árvores.

Lendo noticias novas do Puto, e no Brasil, senti uma vergonha antiga de quando as noites eram dias num lugar chamado de Chimbete.. Por força do alerta aos “turras”, carregado de cacimbo no meio da segunda maior mata do Mundo depois do Amazonas, ficavamos atentos aos ruídos da mata escura.

Chimbete era uma terra pouco maior que um sítio, no meio dum mar de verde com o nome de Território de Cabinda; chegavamos lá a pé levando abastecimentos vários e muita cuca no lombo de uns quantos burros que lentamente venciam a distância sem tino da realidade; podiam ir pelos ares num qualquer repente por pisar uma armadilha enterrada no solo ou um fio atravessado na picada. Em fila de “pirilau” seguiamos atrás duma ansiedade húmida que colada ao corpo, escorregava-se pela testa e pernas camufladas. Os mosquitos insentivados no cheiro do suor, perturbavam-nos com todo o guzu furando o próprio camuflado.

 

Para melhor entender o conteúdo leia a obra de :

Adulcino Silva O livro "A  Verdade Oculta"


Naquela floresta grande, protetorado dum além mar, naquelas quase seis horas da manhã seguia o carreiro de sombra e folhas quebradas até dar num monte de folhas ainda quentes. Alí, naquela esteira de folhas verdes tinha pernoitado um gorila até momentos antes.

Estava num santuário de gorilas guardando soberania á sombra de frondosas árvores exóticas de pau rosa, ferro ou preto eu, um filho do Puto.

Quarenta e tantos anos depois, o vento vinha rispido de novos terrores, mortes de metralha em novas revoluções também chamadas de terroismo. As opiniões vagarosas e cautelosas saudavam a nobreza do petróleo, cheios de cuidados e amizades países de cínicas posturas sopravam novas coisas em gestos gastos, filosofias novas futeboleira s de esquerda a perturbar a direita e,... muito dinheiro engravidado de mais valias especulativas. “Cabinda é nossa” dizem os Angolanos do Sul.

A grande selva verde do Mayombe veio-me à mente, do seu tratado de Simulambuco aonde por “interesse público, a sustentabilidade do território” andava de quase mãos dadas com os macacos. Agora foi o CAN.2010 com o Togo de fora.

( Continua......III )

O Soba T´Chingange          

 




PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:43
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
O NOSSO PORTUGAL . III

  O QUE SE DIZ  . NATAL DE 2009

             Estado do Sítio

   Desesperados 

Pior do que isto parece impossível, mas é bom que os indígenas estejam preparados para situações ainda mais desgraçadas nos próximos tempos. 

O partido do senhor presidente relativo do Conselho anda de cabeça perdida, desesperado e sem qualquer tino nos neurónios.

A ressaca das eleições de 27 de Setembro está agora bem visível e tem tendên’cia para se agravar desgraçadamente até ao dia em que os indígenas o ponham na rua. Vai ser difícil, mas nestes tempos natalícios é legítimo ter alguma esperança num desfecho feliz para tamanha desgraça. O alvo da fúria socialista é, como o foi no Verão, o Presidente da República.

O partido do senhor presidente relativo do Conselho não suporta que Cavaco Silva diga aos indígenas o que toda a gente pensa. Isto é, que as suas grandes preocupações são o desemprego galopante, o endividamento externo, a dívida pública e a falta de competitividade e produtividade, factores que impedem um crescimento económico saudável, única forma de criar emprego e aumentar o nível de vida dos indígenas que desgraçadamente vivem neste sítio cada vez mais pobre, deprimido, manhoso e obviamente cada vez mais mal frequentado. É óbvio que perante as desgraças sociais que abalam o sítio, a última preocupação de qualquer pessoa com um mínimo de sanidade seja a história dos casamentos entre homossexuais.

É evidente que numa situação em que aumenta a pobreza e há cada vez mais pessoas à beira do desespero, a última das preocupações deva ser a conversa fiada da regionalização. Pois bem. Indiferentes a tudo e a todos, na tentativa vã de esconderem o estado em que deixaram o sítio, os socialistas liderados pelo senhor presidente relativo do Conselho atiram-se ao Presidente da República de forma desvairada para ver se o calam e desviam as atenções dos indígenas. Mas estão muito bem enganados.

A realidade, fria e dura, está aí à vista de toda a gente. Nem mesmo os mais ferozes optimistas já o conseguem ser. Restam os vendidos por uns pratos de lentilhas. Mas destes não rezará qualquer história. Foram miseráveis ontem, são-no hoje e assim continuarão. É por isso que este poder socialista, desesperado por ter perdido a maioria absoluta e pela desgraça que provoca todos os dias em milhões de indígenas, se atiça contra Cavaco Silva, o único referencial de seriedade. É por isso que neste Natal triste, desgraçado e quase sem esperança é legítimo pedir ao Menino Jesus que nos livre deste Mal.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:29
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
VIDAS SECAS

      GRACILIANO RAMOS   

      O   MAIS   INTEGRO   COMUNISTA   BRASILEIRO

 

Um carcará dava voltas por cima do morro da caatinga verde, encostas do rio são Franciso, em Canindé. Contrastando com o céu meio azul, meio branco, um cacto quipá, lançava os braços em forma de candelabro, parecendo ter sido posto ali para embelezar o quadro.

Andava à procura das vivências de Graciliano Ramos, um homem de muita angustia e que por medo foi mandado prender por Gertulio Vargas; eram tempos de guerra-fria em que os papões comunistas ficavam demasiados perigosos andando à solta. Li vidas secas e, para entender melhor a caatinga internei-me pelo interior deste Nordeste, tão encantadoramente místico. Não fui a Quebrangulo, terra aonde este cronista e escritor nasceu a 27 de Outubro de 1892 mas, as mesmas vidas descritas pude observá-las por esse agreste e sertão no ano de 2008.

Nesta aridez do Nordeste Brasileiro, o rio Sâo Fancisco é o único que mantém o seu leito ao longo do ano.

O povo brasileiro sempre foi brando, demasiado alegre, tornando as ditaduras ridiculas num contorno de festa, com xanchado e cheiro de mata num solto agreste mas, o  mando despótico  na ponta do fusil, ainda deixou resquicios de malvadêz.

 

 Ninguém consegue calar a alegria de liberdade por muito mando que haja; os suspiros proliferam com a policia promíscua, corruptivel como sempre o foi.

 

Com todos os defeitos e algumas virtudes, os novos colonos e ex-escravos foram espreguiçando o lazer, libertando-se dos grilhos e do cangaço, criando quilombos para além das sanzalas, com mistérios de zumbis alforriados.

Os fidalgos, comendadores, barões e outros brazonados  Coroneis, só de nome, iam ficando sem poder numa terra que se queria ver sem garrote  e que se  mantinha com muitos pobres,  sem conhecer outra condição, vil na sub-serviência e bobre-vivência.

 

 Os novos brasileiros foram paulatinamente assentando a vida na venda a retalho, comida ou panificação, mercearia e, internando-se no sertão, foram compondo o Brasil. è assim que Graciliano descreve as gentes sem eira nem beira, sem lugar , sem nada e sem tudo, ignorados e espesinhados.

 

  Olavo Bilac, Mário Couto, Machado de Assis e o mais contemporâneo Jorge Amado, foram descrevendo a epopeia dos pobres e também os pequenos burgueses que em pouco tempo se tornaram os barões do café no sul, coroneis no sertão, com seus engenhos de açucar, ganadeiros no Mato Grosso e Seringueiros no Amazonas.

 

A vida foi sendo pintada com Jagunços a mando de coroneis,  pescadores deslocando-se em frágeis jangadas de velas quadradas, subindo o rio São Francisco.

Caboclos, matutos, mulatos de várias matizes, tomam assento em locais inóspitos enquanto a vida no mundo corria ...

Aqui, Nordeste do Brasil, aonde os abusos e injustiças não são suficientes para sufocar o calor da galera, da favela do suburbio, a vida continua nessa labuta e luta.

 

Sinto-me um agraciado por estar sentindo esta terra, como se minha fosse. É um calor que o Puto, infelizmente, não tem.

O Soba T´chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:04
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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