Sexta-feira, 21 de Novembro de 2025
VIAGENS . 273

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Em tempo de XIV CONGRESSO DA UNITA Suspeitas de truque visto pelo General Kamalata Numa a uma violação à constituição da Nação - Luanda.**

- Crónica 3713 – 21.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto…

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas  Pelo General Kamalata Numa no Huambo a 16/11/2025 é dito: A decisão anunciada pela direcção do MPLA de substituir Carolina Cerqueira por Adão de Almeida em pleno momento do Congresso da UNITA, e, no auge da tensão do “terceiro mandato” e às vésperas do próprio Congresso do MPLA, não é um simples movimento administrativo. É antes, uma tentativa deliberada de reconfigurar a linha de comando institucional do Estado para blindar o projecto pessoal de João Manuel Gonçalves Lourenço, mesmo que isso implique violar a estrutura constitucional da República de Angola.

O que está em causa não é Carolina Cerqueira. O que está em vista é o Poder Legislativo da República de Angola que, por consequência, é posta  em causa a República - ela mesma. A filosofia política explicita que há dois caminhos para se forjar a tirania: Sendo assim temos que: PRIMEIRO CAMINHO - A concentração do poder pela força; e, a manipulação silenciosa das instituições até que a lei deixe de ser limite e passe a ser instrumento; SEGUNDO CAMINHO - o mais perigoso, porque se apresenta como “normalidade institucional” que é o que se observa em Angola. A substituição da Presidente da Assembleia Nacional por via de uma deliberação partidária, sem processo regimental, sem eleição parlamentar e possivelmente por uma figura que não é deputado efectivo, constitui um ataque frontal ao princípio filosófico que estrutura qualquer democracia digna: o Estado é regido por leis, não por vontades.

Quando um partido decide quem preside um órgão de soberania sem recorrer aos mecanismos formais desse órgão, o que se afirma é uma filosofia política totalitária: a vontade do Presidente a prevalecer sobre a Constituição. A Constituição determina que a Assembleia Nacional tem autonomia organizativa, o que inclui a eleição, substituição e funcionamento da sua Mesa. Nenhum órgão externo - muito menos um órgão interno de um partido político, pode decidir quem preside a Assembleia Nacional. Tal interferência ofende directamente o princípio constitucional da separação de poderes e viola o artigo 160 da Constituição.

Pode ser arte pop O Regimento é claro:  - Artigo 18.º: o Presidente da Assembleia é eleito entre deputados proclamados; - Artigo 19.º: a Mesa definitiva resulta de eleição em sessão plenária; - Artigo 20.º: qualquer substituição exige processo formal de “passagem de pastas”. Nenhum destes passos foi sequer anunciado, quanto mais cumprido. Se Adão de Almeida não for deputado efectivo, a sua designação é materialmente inconstitucional, pois o Regimento não admite Presidente da Assembleia que não tenha mandato parlamentar. Assim sendo, qualquer alteração na Mesa requer: Proposta formal; Debate; Votação em plenário; Acta; e Publicação no Diário da República. Nada disso pode ser substituído por “decisão do Bureau Político”. Logo, do ponto de vista jurídico, a decisão é: Inexistente (não nasce para o ordenamento jurídico, por falta de forma); Nula (porque contrária à Constituição e ao Regimento); e Usurpadora de poderes (porque um órgão partidário não tem competência sobre órgãos de soberania). A crise não está na Assembleia. Está no Palácio Presidencial.

O MPLA procura: Primeiro - controlar preventivamente o Parlamento; Segundo - alinhamento da Mesa da Assembleia com a agenda do “terceiro mandato”, Terceiro - neutralizar qualquer possibilidade interna de resistência e, Quarto - produzir jurisprudência partidária que legitime retroactivamente acções ilegais. A escolha de Adão de Almeida - um jurista moldado na engenharia constitucional que permitiu a eleição indirecta de 2017 e as manipulações subsequentes - revela a intenção: blindar juridicamente um projecto político ilegal. É a transformação da Assembleia Nacional num departamento jurídico do Executivo. A substituição forçada é um sinal de que o regime entra numa fase de: Governabilidade coerciva; Produção acelerada de normas para auto-protecção; Perseguição às candidaturas alternativas no MPLA; Subjugação total do Parlamento ao Executivo; e Reversão das liberdades e pluralidades que ainda sobrevivem.

É previsível que o regime percorra os seguintes passos: Primeiro - Ocupar a Presidência da Assembleia com um quadro jurídico fiel ao Presidente. Segundo - Emitir pareceres e interpretações “criativas” que deem suporte ao terceiro mandato. Terceiro - Filtrar ou impedir candidaturas internas no MPLA, para produzir um Congresso controlado. Quarto - Condicionar a agenda legislativa para impedir fiscalizações reais, audições, ou iniciativas opositoras. Quinto - Bloquear, reinterpretar ou anular instrumentos de fiscalização do Executivo. Sexto - Legitimar internacionalmente a narrativa de “normalidade constitucional”, ocultando a manipulação.

VIAGENS . 267 AR

O que se apresenta como simples mudança da Mesa é, portanto, um movimento de captura total do poder político e jurídico, a caminho da suspensão material da democracia angolana. Do ponto de vista jurídico-constitucional: Fere a autonomia do Parlamento; Viola o Regimento; Subverte a Constituição; e Constitui usurpação de poderes de um órgão de soberania. Do ponto de vista político: É instrumento para viabilizar o terceiro mandato; Reorganiza o regime para um ciclo autoritário; e Desestabiliza o equilíbrio entre Executivo e Legislativo. Do ponto de vista filosófico: representa o triunfo da vontade sobre a lei; e Confirma que o regime abandona a racionalidade republicana para adoptar uma lógica de poder absoluto.

Em síntese: não é apenas a substituição de Carolina Cerqueira. É a substituição da Constituição pela vontade do Presidente. É a substituição da República por um projecto de poder pessoal. Verificados na prática destes pressupostos, urge a mobilização de todos deputados na Assembleia Nacional para anulação desse simulacro pelo voto secreto de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Nacional, incluindo o voto dos Deputados do MPLA. Os Deputados desta vez não devem votar de mão levantada. A sociedade civil deve-se manifestar para impor o respeito pela soberania popular. A nuvem da Argentina já passou e deixou Angola com os seus reais problemas.

Unidos venceremos a tirania…

OBRIGADO!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte e gentileza de UNITA Kilamba - Luanda

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:53
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2025
VIAGENS . 272

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - XIV CONGRESS - Comissão Organizadora - 50 anos de independência de Angola - Luanda.**

- Crónica 3712 – 20.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita001.webp Candidato N.º 1 ao cargo de Presidente da UNITA, Rafael Massanga Savimbi

adalberto junior unita.jpg Candidato N.ª 2  ao cargo de Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA emitiu em tempo a declaração que aqui se transcreve na integra, a saber: DECLARAÇÃO ALUSIVA AOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA - Por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência de Angola, a União Nacional para a Independência Total de Angola - UNITA, saúda o povo angolano, verdadeiro protagonista da luta pela libertação nacional e detentor exclusivo da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.

Volvidas cinco décadas desde o fim do domínio colonial, a UNITA orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heróica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz.

Com responsabilidade histórica, a UNITA reconhece que o país continua a enfrentar enormes desafios que comprometem a afirmação do Estado Soberano de Angola e o ideal de uma Angola livre, justa e reconciliada pela qual muitos patriotas deram as suas vidas.

unita2.jpgAo fazermos uma retrospectiva do caminho percorrido, constatamos com profunda preocupação:

- Os altos níveis de exclusão social, económica, política e cultural, que marginalizam grande parte da população, sobretudo os jovens, os veteranos da pátria e antigos combatentes, os ex-militares, as comunidades rurais e as mulheres de todos os segmentos sociais;

- A ausência de uma verdadeira reconciliação nacional, capaz de unir os angolanos em torno de uma memória compartilhada e um próspero destino comum;

- A extrema pobreza que aflige milhões de famílias, contrastando com a ostentação de uma minoria, num país dotado de imensas riquezas naturais;

- E, acima de tudo, a falta de um reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola - Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.

Pois, é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial. A UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpetuar a divisão e a injustiça histórica.

Ao celebrar os 50 anos da independência nacional, a UNITA saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, que se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país. A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas.

 Araujo116.jpgA independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação.

Neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com:

- A construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;

- A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;

- E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas.

A UNITA augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional.

Viva o 11 de Novembro - Viva os pais da Independência - Viva a nossa Angola

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda, 10 de Novembro de 2025

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: ** Fonte Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA - Luanda

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:46
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Sábado, 8 de Novembro de 2025
VIAGENS . 271

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Congresso Nacional da Reconciliação inserido nos eventos dos 50 anos de independência de Angola - Luanda.**

- Crónica 3711 – 08.11.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji) – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

Roxo 179.jpgPor iniciativa da CEAST (Conferência Episcopal de Angola e São Tomé) teve início, em Luanda, o Congresso Nacional da Reconciliação. O evento insere-se nas celebrações dos 50 anos da Independência de Angola, a assinalar-se no próximo dia 11 de Novembro e, que decorre sob o lema “Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:5).

Estando Angola em um estado de inquietação social, efervescência consistente em manifestações populares, esta Conferência Episcopal de Angola e São Tomé através da sua Comissão Episcopal de Justiça, Paz e Integridade da Criação. Propõe-se efectivar com elevação em um momento de introspecção colectiva, a cura histórica e restauração de esperança nacional.

ROXO197.jpg O Congresso Nacional da Reconciliação, por via directa de seus Bispos, durante dois dias (6 e 7 de Novembro), reuniu mais de 600 delegados provenientes das 21 províncias do país reflectindo sobre o percurso de Angola ao longo de cinco décadas de independência.

Na sessão de abertura, Dom José Manuel Imbamba, Presidente da CEAST e Arcebispo de Saurimo, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou o espírito que norteia o congresso. “Trata-se de um exercício de auto-acusação e não de acusação do outro. Queremos afirmar os princípios da justiça restaurativa, assentes na co-responsabilidade, reconhecendo que todos temos alguma dose de culpa no que aconteceu e acontece em Angola.”

“Vivemos meio século como nação livre. É um ponto de inflexão a partir do qual somos chamados a pensar em coisas novas”, afirmou Dom Zeferino Zeca Martins, Presidente da Comissão Episcopal de Justiça. Os delegados são convidados a reflectir à luz da diversidade de opções e realidades que caracterizam o povo angolano, e a sair do Congresso unidos num compromisso comum de reconstrução da nação…

pombinho2.jpg O prelado Dom José Manuel Imbamba, acrescentou que o lema do encontro é um “convite a recriar a humanidade e a buscar  caminhos edificantes”. Num tempo em que o mundo se fragmenta em bolhas e intolerâncias, a reconciliação propõe um caminho de superação das feridas herdadas do passado. Não é um apelo à amnésia, mas à transformação da dor em memória construtiva, da diferença em força, da injustiça em compromisso ético.

Kamalata Numa, um alto quadro da UNITA que marcou presença, afirmou sabiamente que “o pó da estreiteza humana dignifica-se diante da reconciliação”; este evento será um marco histórico e espiritual no processo de cura nacional, um convite a olhar para dentro de nós - como pessoas e como nação . e reconhecer o “pó” da estreiteza humana que tantas vezes nos impede de caminhar juntos, salientou.

Reconciliação é política e espiritualidade ao mesmo tempo: é compromisso concreto com a justiça, com a verdade e com a vida. É o reconhecimento de que nenhum projecto de futuro é sustentável se for construído sobre rancores ou exclusões. E, de novo lembrou: -“Que o pó da estreiteza humana não obscureça a luz da reconciliação. Que o espírito deste Congresso se traduza em práticas de escuta, solidariedade e serviço ao próximo. A este momento de alta dignidade para a governação de Angola, sua Exa, o senhor Presidente da Republica João Lourenço fez a triste figura de  NÃO COMPARECER. Vá-se lá entender este mau presságio…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora - anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  pelo mundo.

Nota 2: **  parcialmente, Fonte: Club-k.net e Anastácio Sasembele- Luanda

Ilustrações de Assunção Roxo e Pombinho da EIL

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:13
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2025
VIAGENS . 269

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . II - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão

- Crónica 3708 – 27.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO254.jpg JL, chefe de estado disse: - Este é o Estado da Nação, que juntos estamos a construir há 50 anos", incentivou o chefe do executivo angolano, saudando a Independência nacional - (Seria bom que assim o fosse)… Relembra que o Acordo de Alvor foi assinado a 15 de janeiro de 1975, na vila com o mesmo nome no Algarve (Portugal), marcando o início do processo de transição para a independência de Angola.

Terei de relembrar que o próprio Almeida Santos, agora galardoado ou homenageado, disse à bem pouco tempo que o Acordo de Alvor era um papel a ser rasgado; coisa sem valor. Isto denota o quanto os militares e ditos dignatários portugueses de então tinham em mente, uma fraude para enganar nós e o Mundo em geral.

E, sou eu que digo: Enganando a propósito todos os cidadãos residentes em Angola, entregando marketing ué, acesso ramento, armas, munições, carros de combate  e instrução, logística com meios de informação, fomentando até o ódio com técnicas elaboradas para levar ao  poder o MPLA. Criando milícias de morte a favor do MPLA como os pioneiros e criminosos de sangue.

UNITA02.jpg Todos fomos defraudados mas, foi assim que aconteceu e é nisso que sustentaremos a história inicial de Angola – da sua liberdade. Nesta sessão, o presidente da UNITA frisou que foi um processo muito longo e "absolutamente desnecessário" para invocar um perdão para os verdadeiros intervenientes que assinaram essa tal acordo.

 E, ACJ refere que "Nós fomos todos chamados a ouvir que, finalmente, há um atribuir, mas eu confesso -- não ouvi mal -- acabo de ver o livro 8do discurso) e o livro refere em nome do perdão", realçou ACJ. Para Adalberto da Costa Júnior, o político presidente da UNITA, o reconhecimento aos pais da nação "por perdão" não é a melhor via nem "a mais correta"…

"Aqueles que lutaram pela independência nacional entregaram o melhor que tinham de si, todos o fizeram num âmbito de voluntarismo, o reconhecimento é um reconhecimento para todos, de mérito, profundamente de mérito, nunca por perdão", reforçou...

araujo154.jpg Naquele então os acordos previam a criação de um Governo de Transição composto por representantes dos quatro signatários e a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, mas rapidamente se desfez devido a divergências políticas e militares entre os movimentos, levando ao início da guerra civil que se prolongou até 04 de abril de 2002.

A concluir -"Nós todos teríamos participado na festa daquilo que são os 50 anos”. Desnecessariamente se levou a este percurso e ainda assim hoje se diz pelo perdão. Perdão porquê? Por terem lutado pela independência, quem lutou pela independência deve ser perdoado para ser reconhecido, acho que não", vincou Adalberto da Costa Júnior …

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.…

 O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:42
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Domingo, 26 de Outubro de 2025
VIAGENS . 268

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA *

 - Comemoração dos 50 anos de independência de Angola . I - UNITA quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito em vez de perdão

- Crónica 3707 – 26.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Nas condecorações realizadas pelo governo angolano no âmbito dos 50 anos da independência foram homenageadas mais de 700 personalidades em diversas áreas. As listas são extensas tendo sido distribuídas por diferentes cerimónias, ao longo de 2025.  O governo de João Lourenço (JL), condecora vários portugueses, entre os quais Cunhal e Rosa Coutinho.

Só recentemente, Outubro de 2025, JL anuncia que os líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA), signatários dos Acordos de Alvor, vão ser condecorados com a Medalha Comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional. Com um discurso de mais de três horas, JL afirma que em todos os domínios da vida nacional, como um tributo "ao espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional".

Aquela visão na forma de PERDÃO é efusivamente protestada pelo líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior. ACJ, que afirma ser um desprezo incompreensível esquecer-se, a propósito os ditos pais da nação a saber, Jonas Savimbi e Holden Roberto, dando primazia a Agostinho Neto, líder do MPLA. Tudo uma afronta descarada!

unita36.jpg De salientar que figuras polémicas fora do âmbito de Angola, já o tinham sido homenageados Cunhal, Almeida Santos, Melo Antunes, Rosa Coutinho, Sérgio Vilarigues e Vital Moreira: os cinco primeiro a título póstumo, são distinguidos com uma distinção atribuída a “personalidades e colectivos cujas acções marcaram de forma relevante a trajectória histórica de Angola, em defesa da independência, da paz e do desenvolvimento”.

Ora, sucede, que esta decisão de distinguir os fundadores da UNITA e da FNLA surge após críticas e polémica lancadas por ACJ  pela ausência destes nomes nas listas de condecorações já atribuídas. E, JL, assim discursa: "É neste quadro, no espírito do perdão, da paz e da reconciliação nacional, da unidade da Nação, que vamos estender este reconhecimento nacional aos signatários dos Acordos de Alvor, atribuindo a todos eles a medalha comemorativa dos 50 anos da Independência Nacional".

JL declarou aquilo, recebendo prolongados aplausos da bancada do MPLA (partido do poder), com muitos deputados de pé. O discurso contestado, foi marcado por comparações sofríveis actuais com o período colonial segundo estatísticas sobre os reais ganhos da independência em sectores como a agricultura, a indústria, as pescas, a energia, águas, os transportes, as comunicações e, e …

UNITA02.jpg Ora bem! A UNITA, condignamente  quer Savimbi e Holden Roberto reconhecidos por mérito ao invés de perdão. Seu presidente ACJ opôs-se veementemente defendendo sim, um reconhecimento por mérito e não "por perdão" aos líderes históricos Jonas Savimbi (UNITA) e Holden Roberto (FNLA). De notar que a vice-presidente da Assembleia Nacional do MPLA (poder) elogiou este gesto de reconciliação.

Adalberto Costa Júnior, desde o início do processo sempre defendeu a  necessidade do reconhecimento "dos pais da nação”, mas chegou a ouvir como resposta que "não há ninguém que tenha dois pais". "Depois, a Assembleia Nacional recebeu a proposta de lei (...) em que foi recusado efectivamente o reconhecimento aos pais da nação". Foi quando ACJ, lembrou ter havido "uma série imensa de não aceitações individuais de condecorações", devido a esta recusa de "todos os pais da nação serem tratados da mesma forma, serem todos reconhecidos da mesma maneira".

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

 (Continua...)

O Soba T´Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:28
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2025
VIAGENS . 267

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- MANIFESTO  de Adriano Abel Sapiñala – Apoio a A.C. Junior

- Crónica 3705 – 14.10.2025

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

roxo118.jpg A.Roxo

Eis que após publicação do MANIFESTO DOS 100 publicado por Mihaela Webba, deputada pela UNITA em Angola, chega-nos ao Kimbo Lagoa a mesma lista com um acréscimo até os 763 subscritores e, com a mesma data. Segundo pesquisa este acréscimo é fornecido pelo Secretário Provincial da UNITA  de nome Adriano Abel Sapiñola. Posto isto publica-se  na totalidade a mesma mas, completa.

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Ao já dito antes e, assim sendo, a reeleição de Adalberto Costa Júnior é o caminho da esperança, a garantia da continuidade de uma luta justa e, é a prova de que Angola pode e vai ser melhor. Por Angola, pela democracia, pela dignidade do nosso Povo: incentivamos e apoiamos a recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA!

Luanda aos 8 de Outubro de 2025

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Os Subscritores

1 José Samuel Chiwale

2 Ernesto Joaquim Mulato

3 Isalina Kawina

4 Carlos Tiago Kandanda

5 Maria Deolinda Junia Namukumbi

  1. Mártires Correia Victor “Kavula Ndungue”

7 Vituzi Lumai

8 Salomé Epólua

9 Lukamba Gato

10 Augusta Mutango

11 Loth Guilherme Chivava

12 Afonso Ndzimbo Kutunga

13 Helena Kokelo Kakunda

14 João Vaikeni

15 Isabel Solunga Kaputo

16 Horácio Sikola

17 Abílio Kamalata Numa

18 Makiesse Maria Ivone Lussadisso

19 Lázaro Kakunha

20 Horácio Junjuvili

21 Albertina Navemba Navita Ngolo - Mandatária Nacioal

22 Liberty Chiyaka - Director Geral da Campanha

23 Faustino Mumbika - Director Geral Adjunto da Campanha

24 Mihaela Neto Webba - Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos

25 Adriano Sapiñala Porta - voz da Campanha

26 Guilhermina Chitekulo

27 Marcial Dachala

28 Raimundo Muquissi Mucópio

29 Piedoso Chipindo Bonga

30 Aleixo Kandambo

31 Anabela Pena

32 Peregrino Isidro Wambu Chindondo

33 António Manuel Urbano “Chassanha”

34 Beatriz Kokelo Kakunda

35 Cândido Tchikwassaluka

36 Nguituculo Pedro Biweni

37 Mário Chilulo Cheya

38 Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda

39 Clarisse Kaputo

40 Moisés Vihemba

41 Alfredo Comigo Monteiro Cacunda

42 Isabel Tulomba

43 João Tela Samarimo

44 Manuel Domingos da Fonseca

45 Helena Bonguela Abel

46 Armando Lukunga Perigoso

47 Sassenda Chie Paulo

48 Clarindo Kaputo

49 Isabel Mafuta Lusevikueno

50 Mukonda Samahichi

51 Georgina Clara Sapalalo

52 Paulo Faria

53 Venâncio Domingos da Rosa Mulonde

54 Lurdes Lucas Iloa

55 Luciana Rafael

56 Paulo Samessiya Sakangueya

57 César Sakalesso Evambi Muzuri

58 Nzumba Janeta Luvumbo João

59 Alberto Kanhanga

60 João Muzaza Kaweza

61 Lázaro Xixima

62 João Lino Sukukwali

63 Lourenço Lumingo

64 Maria Monteiro "Mariazinha"

65 Saúde Txizau

66 Manuel Sampaio Mukanda

67 Benjamim Eduardo Kakunda

68 Amélia Mukubia

69 António Estevão Domingos da Silva “Pataco”

70 Tito Carlos Linêha

71 Teodoro Eduardo Torres Kapinala

72 Florença P. Sequesseque

73 Raul Teixeira

74 Estevão Neto Pedro

75 Julieta Mussapana Mbuqui

76 Felisberto Njele

77 Donita Ngambo Chingui Nassegunda

78 Ruth Dachala

79 Joaquim Nafoia

80 Alcino Kuvalela

81 José Nkolua Luvambo

82 Júnior João

83 Jorge Victorino

84 Domingos Eduardo Katoquessa

85 Álvaro Mussili

86 Rosalina Nené

87 Augusto Liahuka Lutock “Wiyo”

88 Rui Jorge Salussinga

89 Celênia Njolela Chipenda

90 Daniel Hidamwakusha Namunganga

91 Esperança Wime

92 Julieta Sikola

93 Maria Conde Muanda

94 Clarinda Mayer Alcaim

95 Jeremias Mota Njahulo

96 David Kokelo

97 Hélder Fonseca

98 Conceição Raimundo Cacolo

99 Filipe Inácio Teca

100 Rita Mateus Júnior

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101 Judith Kutemba

102 Esteves António Diavova

103 Jaque Jaime Gonçalves Chipilica

104 César Jesus Kamalata

105 Vasco Sangongo

106 Maria Elisa Kanjungo

107 Mateus Jucas Mbueio

108 Bartolomeu Mabiala Chicumbo

109 Lourdes Tchambula

110 Higino Benguela de Oliveira Ecça

111 Elsa Dulce Jaime da Silva Patako

112 Isilda Prata

113 Inês Julia

114 Laura Saluca

115 Inácio Kapa Colino

116 Lito Domingos Miguel

117 Félix Kuenda Uba Vaile

118 Moisés Chilembo

119 Albertina Massala

120 Helena Kalelessa

121 Marcolino L. Bartolomeu

122 Adolfo Nunes Prata

123 Alice Mukumbi

124 Angelina Anete Kassova

125 António Vessa

126 Gabriela Martins

127 Nguizani Florinda

128 Mário Leitão

129 Helena Jundi Kakinda

130 Cristina Merona

131 Mônica Domingos Casimiro Ntango

132 Custódia Luciano

133 Israel António Vida

134 Tiago Bernado Chingui

135 Eugênia Adolfo

136 Cristina Margarida Mateus

137 Auxílio Martelo Kamuanga

138 Nataniel Hoji Fernandes

139 Glória António

140 Luciano Augusto Daniel

141 Pedro Elias

142 Odete Suzana

143 Leandro Chilembo

144 João Rodrigues Frederico “Yotana”

145 Lucas Henriques

146 Maria Pedro André

147 Afonso Ernesto Pacheco

148 Laurindo Lissimo Rufino

149 Bernardo Manuel Pereira

150 Ana Custódia Njando

151 António Pedro Carlito

152 Franciaco Kanjamba

153 Eugénio Chilemo André

154 Júlio Carvalho Kulekalala

155 Fernando Abel

156 Edna Raul

157 Jóia Sikato

158 Alfredo Kalunjinji

159 José Valente Job Chanja

160 Adelina Chilembo

161 José António João "Toy"

162 Nelson Custódio Domingos Valentim

163 Abias Sachipanguele

164 Basílio Mungindo

165 Manuel João "Katanganjila"

166 Abraão Lima

167 João Baptista Agostinho

168 Dely Suzana Chiteculo Faria

169 Lutumba Ndonga Afonso

170 Custódia Vando

171 Madalena de Nascimento André

172 José Francisco Guiné

173 Eugênia Carlos

174 Silva Aleluia Solunga

175 Maria Fátima

176 Magalhães de Brito Maneira Manuel

177 Rosa Navio Kaya Kaya

178 Tomas Jamba Kassule

179 António Victorino Kachilenga

180 Cândido Caliata Mota

181 Arminda Benguela

182 Aida Madalena Ngusso

183 Abraão Sambuando Sampaio

184 Ngolo Minga Wassuka

185 Ana Maria Sampaio

186 Armindo Ngongo

187 David André

188 Isabel Chatava

189 Feliciano Augusto Katchinjonjo

190 João Augusto Cambuanguela

191 Elsa Emília Mussuli Arão

192 Didi Fragoso

193 Judith Tchoque Madureira

194 Dinazey Victor Mafuany

195 Nataniel Suquete Ekolelo

196 Canga Pedro

197 Flor Wandi

198 Delfina Alberto Tchipuco

199 Monteiro Eliseu

200 Alzira Catihe Baptista

201 Elizabeth Quiviki Pindi

202 Marinela Augusto

203 Daniel Massamba

204 Enoque Severino

205 Beatriz Loth

206 Bibiano Fausto da Cunha

207 Lurdes Suzana Samandjolo

208 Miguel Cassule

209 Maria Beatriz Mawano

210 Diamantino Remim Cajila

211 Carlos Marques Kamutali

212 Augusto Manuel Makulusso

213 Elisa Nduva Matias

214 Ilídio Ferraz Quiala Doqui

215 Ventura Muquissi

216 Solto Vida de Deus

217 Valdemiro Sekumba Mussokola

218 Neuma Maya Jamba

219 Emília Paula

220 Cléusia Esmeralda Vicente

221 Balbina Chipenda

222 Hermelina Tchoia Noé

223 Tomás Pombal

224 Filomena Naputu

225 Helena Mbundo Mulato

226 Leila Paiva

227 Júlio Kanambi Madureira

228 Alexandre de Carvalho

229 António Alberto Pache

230 Justino Victor Cassule Manuel

231 Anacleto Candingolo dos Santos

232 Figueiredo Mateus

233 Jordão Correia

234 Teodora Nangueve

235 Teresa Felizardo Magalhães

236 Francisco dos Santos Cambale

237 Regina Kamundongo

238 Jenitória Germana Mwaimbehafo

239 Gracinda Vindes

240 Ricardina Satumdo

241 Amede de Almeida

242 Avelino Brás Wasuka

243 Eduardo Foloxi Phangalo

244 Madalena Ruth Dachala

245 Sónia Chitundo

246 José Betão António Chimo

247 Melville Francisco

248 Eduardo Malunzi Pedro

249 Alzira Yolanda Chiova Kamutali

250 Benjamim Epalanga Kakunda

251 Américo Chivemba

252 Madaleno Tadeu

253 Evalinda Q. K. Catumbela

254 Teresa Vasco

255 Daniel Júnior Patrício

256 Artur Luamba Funete

257 Ernesto Miguel

258 Bila Felipe

259 Brígida Kokelo Kakinda

260 Manuel Brito

261 Joaquina Janeth Vissapa Manuel

262 Feliciano Setende Bonga

263 Maravilha Daniel

264 Emiliano Cacoma

265 Alcídio Ngolo

266 Magalhães de Brito

267 Marta Domingos

268 Marcolino Kassunda Pedro

269 Martinho Pessoa

270 Margarida Marcelino Tchendes

271 José Frederico Samundele

272 Laura Samuel

273 Cristofana Cuayela Sanjovo

274 Vissolela Nekandi Kangombe

275 Augusto Naipanhe Nande

276 Antero Mbumba Tchiwale

277 Tânia Patrícia Dungo Saldanha

278 Arlete Chilombo

279 Belmiro Kokelo Kakunda

280 Dedalto Sanjambela Chiwale

281 Silvestre Domingos

282 Frederico Manuel

283 Berta Vihemba

284 Berlinda T. N. Kakunda

285 Capenda Nelson Pascoal

286 Boaventura Sandimba

287 Bernardo Kokelo Kakunda

288 Rosa Badila

289 Angelina Bulo Teza

290 Carolina Lucau

291 Fineza Augusto

292 Demostração Domingos Kasuende

293 Leonora Linda Manuel

294 Hortência Manda

295 Alfadina Kawawa

296 António Cadete Fernando

297 Justo Chali

298 Anacleto Horácio Kahima

299 Filipa Kassova H. Nambelo

300 Jorge Filipe

301 Nelito Agostinho Cassule

302 César Fernando Maiomona

303 Américo Esilã

304 Rosalina Ngueve Katito

305 Adronico Quessongo Kandingili

306 Joana Ernesto

307 Verônica Lussinga

308 Esperança Joana

309 Alfredo Mbalundu Kayangula

310 Jorge Geraldo Sanjala

311 Lito Mário Tchingando

Tchivalamãe

312 Francisco Jorge Chimuco

313 Relógio Chipongue Jorge

314 Jeremias Avelino

315 Rita Camahia Mutango Américo

316 Amélia de Figueiredo

317 Aziza Neuville

318 Eduardo Francisco Chikolomuenho

319 José Chánica Brás

320 Mendes Cagiza

321 Eduardo Songuile E. Faustino

322 Amadeu Rodrigues Kavala

323 Benjamim Zacarias Kanuku

324 Afonso Victor Wima

325 Blandina Kokelo Kakunda

326 Evaristo Ndemupapeke David

327 Daniel Kapata

328 Augusta Chivemba

329 Ernesto Kanjanja

330 Bitufuila Kabamba

331 Guiomar Gaspar Veloso Mateus

332 Armando André Gimbo

333 João Baptista Eugénio

334 João Raimundo Kiala

335 Juliana Nhama

336 Aleixo Kandambu

337 Amilcar Chieva Candeias

338 Elisa Chilombo

339 Felizarda Nassapi Jonatão Ndala

340 Jorge Mutange

341 Wilson Germano

342 Teodoro Basílio Sindako

343 Adriana Chikemba

344 Dedê Deluando

345 Fringa Pensamento

346 Vasco Samuel

347 Joaquim Domingos Massila

348 Emídio Muhona Citalela Kwewe

349 João Francisco Mendes

350 Afonso Geraldo Júnior

351 César Kitekulo

352 António Mayala

353 Antunes Kananga

354 Alegria Onésimo Paulo

355 Pedro Esteves Afonso

356 Delfina Simão Vilacana

357 Nuno Mingas Correia Lopes

358 Sara Pedro Caferico

359 António Nogueira Leite

360 Sara Marta Jorge

361 João Henriques Chindonga

362 António Pinto Lumengo

363 Pedro Adriano

364 Upale Américo

365 Teresa Nahulungu Carlos

366 Domingos Muhahi Nana

367 António Daniel

368 Alda Vitorino Kalongole

369 Alzira Kulanda

370 António Tchikomo

371 Belarmina Chindombe

372 Castro Jorge Sumbo

373 Eduardo de Sousa Figueira "Kandua"

374 Eduardo Julião

375 Engrácia Adão

376 Fausta Mesquita

377 Félix Inácio Chissingui

378 Filomena Mbimbi

379 João Baptista Fernando

380 Jorgina Kussinga

381 Lucrécia Maria António

382 Lucas Lucamba

383 Mário Joaquim Armando

384 Manuela Mbimbi Tavares

385 Pascoal Augusto

386 Venâncio Kavinda

387 Vasco Pafilombia

388 José Sopenda Chiwale

389 Fernando Lyuma Mukonda

390 Victorino Lomessa Raiar

391 Eugénia Chissanga Vanhale

392 Emília Matilde

393 Filomena Chimuma

394 Gertrudes Beatriz William

395 António Jamba

396 Argentino Mário Selelo

397 André António Dima

398 Evidência Deluando

399 Estevão Kassesse

400 Ferreira Handanga

401 Felisberta Kapumu

402 Ana Berta Chinhama

403 Alice Zango

404 Kuyanga Ângela Matha Diamantino Dachala

405 Cristina Nené Samuel

406 Gloria Kahali

407 Quintinha Félix Cardoso

408 Helder Juca Manjenje Manuel

409 José Fernando Suku

410 Pedro Manuel Vemba

411 Edson Kachimbombo

412 Sebastião Sita de Nascimento

413 Graça Helena

414 Gloria Lutukuta Alicerces

415 Maria Domingos Miranda

416 Zacarias Gomes Buca

417 José Mwailepeni Monulo

418 Angélico Filipe Feteyeto

419 Fausta Kanguya Mesquita

420 Rosa Maria Chianica

421 Moutinho Kuteñgenha

422 Gertmena Benga Brinó

423 Benjelito José Alves

424 Carlos Kizenga

425 Jaime Afonso

426 Albino Hossi

427 Gilberto de Oliveira

428 Mateus Cavela

429 Cristina Yambeno Sequeira

430 Gabriel Ernesto Bizi

431 Dorcas Malonda Zuela Daniel

432 Verónica Chilombo

433 Aldina Graça Tchitunda

434 Luísa Simão da Costa

435 Branca Joaquim

436 Domingos André Muphuia

437 António Luciano

438 António Matias C. Liahuca

439 João Miranda

440 Liundula Maria Kata

441 Ferreira Sanana

442 Luísa Catumbo Cavita Jamba

443 Cirilo Mayembe Lussadisso Nhany

444 Da Lomba Chicoty

445 Maria Merneza Hungulo

446 Cacilda Cardoso Luísa

447 Vaduz Pires Afonso

448 Dinho Chiwuila Kambete

449 David Victorino

450 Paulo Pedro

451 Justino Catone

452 Paulino Rafael Katchipa

453 Portância Seshowala Jakson

454 Domingos Corrente

455 Madalena Cabanga Massunga Mateus

456 Cristina Francisco

457 Eduardo Deloindo Livulu

458 Abel Jorge Cuta

459 Rebeca Domingas

460 Adelaide Kassongo Kapusso

461 Adérito Lopes Fernando

462 Nelson Custódio

463 Fernanda Missende

464 Miguel Mateus Dzimbo

465 Mavita Miguel Kabamba

466 Alfredo Claúdio Quintas

467 Victor Eurico Kambia Kavoloka

468 Dalmindo Katata

469 José Luís Muxembeta

470 Jorgina Ngana Suku

471 Mateus Matias Kangoti Mbeu

472 Flaviano Albino Epalanga "Sofredor"

473 Garcia Figueiredo dos Santos

474 Abias Amadeu Nunda

475 José Francisco Kibinda

476 Manuel Kanda Rofino

477 Daniel Caiuia

478 António Modesto Chingui

479 Ermelindo de Figueiredo Namuengo

480 Amoroso Sumixi

481 Popo Gomes Kawessa

482 Álvaro Vasco Vicente Ekuikui

483 Felícia Tchokombongue

484 Fragoso Tomás

485 Justina Ndingandati Nené

486 Rita Esmeralda Afonso António

487 Deli Kunateke

488 Arlinda Kassova Peña

489 Faustino Rodrigues

490 José Tekolo

491 Clementina Eduardo Kanjovo

492 Anacleta Felizmina Pinto

493 Vitória Koshilwa Ndovai

494 João Henriques Kaleji

495 Ilda Zango Cazombo

496 Loth Guilherme Chivava

497 João Lucombo

498 Arlinda Nguenve Satuala

499 Joana Fernandes

500 Praia Tchitakumbi Kañala

501 Flora Changano

502 Clarindo José Endunde

503 Gabriel Hinse

504 Rodrigues Vitungayala Mukenge

505 Domingos Pedro Chiovo

506 Domingas Mira

507 Francisco Nkemba

508 Isabel Cambando Fernando

509 Rosa de José Simões

510 Miguel Mário

511 Florence Kapita Kawawa

512 Ana Maria Vieira

513 Tito Chissingui Veyeñgo

514 Américo Bento

515 Natacha Teca Coelho

516 Albertina Kavaleka

517 Francisco Kachumbo

518 Ndongala Lukano

519 Helena Olga Cagila

520 Benvinda Chimuma Noé

521 Alberto Alice Paulino

522 Aida Victorino José

523 Albino Diogo Florindo

524 Florindo Corneta Soquila

525 Tomé da Costa Lourenço

526 Anselmo Condumula

527 Monteiro Viti

528 Cristina de Aguiar Malundo

529 José Miguel Carvalho da Conceição

530 Emília Pedro Alexandre

531 José David Liahuka

532 Bernardedete Kalumbo

533 Bibiana Yossosso

534 Verónica Armando

535 Dulce Santos

536 Sapalo António Manuel Samuel

537António Francisco Katonde Moloueno

538 Elisa Mendes

539 Menezes Sahepo

540 Mardoque Namelela Dachala

541 Pedro Moko

542 Soraia M. Armando

543 Evarsito Manuel Chipepa

544 Olívio Martins Sapassa

545 Adolosi Paulo Mango Aliverces

546 Marcos Nhanga

547 Segunda Miguel

548 Manuel Hainjika Samussole

549 Isabel Miguel

550 Margarida Catumbu Brás Chingunfu Augusto

551 Marlene Ndijavaluco Ndashala Chimbuelengue

552 Cecília de Sousa Portalegre de Barros

553 Joaquim Kahali

554 João Sakatala

555 David Já Alberto

556 Tavares Victor Mbule

557 Ruth Nasusu Njunjuvili

558 Cambungo Macanzo Fidel

559 Celeste Mendes Machado

560 Tito M.Tchingueneca

561 Maria Isabel do Rosário Cabral

562 João Elias Kactossi

563 Juliana Filipe

564 Pedro Lalo Sambo

565 Adriana Nganga Maurício

566 Bonifácio Sebastião Buiti Lussuali

567 Tómas Capitão

568 Celmira Agostinho Macedo

569 Paulina Necuva K. Estêvão

570 Dorina Epandi Kanguaia

571 Paulina Mário Tchissoka

572 Domingas Paulo

573 Ruth D.Lozary

574 David Zau Dica

575 Makaia Pedro Manuel

576 Wilson Simões

577 Melianda Carlos

578 Agostinho Sambumba

579 Adriano Vanhale

580 Clavides Jorge Sayongo

581 Gonçalves Miguel Zadibota

582 Celestino Alberto

583 Alfredo Massage

584 Francisca Praia

585 Albino Kavula Sekesseke

586 Ariane Lussadisso Nhany

587 Luzia Balanga Serrote

588 Hirondina Jaime Filipe

589 Serafina Nassanjo

590 Laurindo José Mateus Kalueio

591 João Sakato Mbambelo

592 Georgina Nakulembe Sapato

593 Eduardo Vasco Praia

594 Augusto Segunda Sapati

595 Américo Chimina

596 Albino Lohoka

597 Gabriel Taty Muanda

598 Domingos Maya

599 Antónia Gomes

600 Manuela Kanganji

601 Carla Neto

602 Ana Deolinda Paula

603 Aldina Rosa Josias Abias

604 Eunice Kapitango

605 André Tchinoya

606 Paula Zanduca

607 David Muhahi Kahilo Nana

608 Faustino Muekália Bandua

609 Anatilde Sapalalo

610 Ribeiro Camela David

611 David José Cazembe

612 Laura Texeira Wachipopia

613 Olga Zambo Ferreira

614 José Francisco da Costa

615 Elizabeth Carina Teresinha

616 Arlindo Sicato Namosse Ribeiro

617 António Soares Magalhães

618 Rodrigues Lumbombo Chamucondo

619 José Estevão Quintas

620 Victor Morais Nzumbi

621 Rafael da Silva Kalipi

622 Lurdes Bernardo Miranda

623 Manuel Tchango

624 Madalena Quiri

625 José Dias Sunguanga

626 Domingos Reis

627 Severino Mulundo Jacinto Chipa

628 Laurinda Luembe

629 Próspero Mabonzo Mavungo

630 Piedade Maravilha

631 Alberto Bumba "Chines"

632 Mira Dinis

633 Maria Fornalia Emília

634 Silvestre Lukamba

635 Osvaldo Lumingo

636 Celeste Ndahambelela

637 Gaspar Niati Mananga

638 Glória Pena Mindji

639 Alda N.Lucamba

640 Remizio Serafim Kalupe

641 Alice Epalanga

642 Ruben Félix

643 Sélua Tozé Marquês

644 Daniel Francisco

645 Marcelo Moisés Dachala

646 Geraldo Ngunga

647 Estevão Chingueta

648 Osvaldo Fulay Saizamba

649 Julieta Nandeia Sikola

650 Júlio Bernadino Biete

651 Vasco Sambimbi

652 Estrela Kalipi

653 Domingos Diakatuka

654 Henri José Mateus

655 Teles Daniel Kangassa

656 Isabel Linda Barros Benjamim

657 Joaquim André Vunge

658 Domingas Heitor

659 Etna Evambi

660 Serafim Katimba

661 Amélia Eduarda Kayembe

662 Durães Martins Antunes

663 Dembo Kinavuidi

664 Eliseu Kapitia

665 Arlindo Mangango Júnior

666 Vitorino António Silepo

667 Manuel Sebastião Luchimo

668 Maria Chambasuku Simatiuka

669 Mariano Muchume

670 Adelaide Quinssavua

671 Xavier Francisco Tchiteta

672 Jerónimo Cissukila

673 Lucas Cassoma

674 Fernanda Lurdes Nguissi

675 Samuel José Ngangawe

676 Mateus Manituangani

677 Lúcia Joaquim

678 Monteiro W. David

679 José Moisés Tchikundia

680 Fernando Quinta Sachipala

681 João Kawewe Chingufo

682 Edith Kasikote

683 Etelvina Luísa Jamba

684 Elvérsia Nguape

685 Basílio Victorino Caquesse

686 Eugênio Malouine

687 Domingas Augusto Membaje

688 Domingos José Manuel

689 Mário Ndachala

690 José Mamuel Pambo

691 Teresa Chokomessa

692 Judith Eunice Chinakussola Sapato

693 Tiago Pinto Futa Zundo

694 Catarina Chilombo Katuta

695 José Clemente Chimbango

696 Martins Cayengo

697 Joel Saiva Armando

698 Tomazinga João

699 Maria Manuela Kawango

700 António Miguel

701 José Álvaro Gabriel

702 Mariando Costa

703 Paciência Sara

704 Adelaide Chitula

705 Manuel Samuhongo Luciano

706 Alcina Sheila Kaputu

707 Onel José Cani Banda

708 Unianguca Jafeth Ernesto Miguel

709 Débora Lassaleth Kandanda

710 Noé João Salo

711 Joana Cavuala Pedro "Zizely"

712 José António Kamek

713 Nsalambi Lucas Manuel

714 Odete Madala Chivuma

715 David Kessongo K. Tchiovo

716 Sousa Panzo Mutange

717 Florinda Simões

718 Luís da Costa

719 Osvaldo João Japonés

720 Estevão Kassesse

721 Julina Nachilele Rufino

722 Luís Tchipati Nonjamba Adriano

723 Agostinho Kibinda Macosso

724 Pedro Lourenço

725 Laurinda Germano

726 Joaquim Afonso Bambi

727 Daniel Ihaza

728 João D. Odeth Calucongolo

729 Alberto Figueiredo

730 Gilberto J. S. Guvulo

731 Aquimo Ngonguela

732 Nelito Benjamim Muhongo

733 Elizabeth Sambambi

734 Angelica Kanuku Samuel

735 Deoroi Abel da Silva Francisco António

736 Jacinto Sanhama

737 Rogério Beta

738 Santos António

739 Matundo João Bunga

740 Maria Mutango

741 Helena Chinilila Sipata

742 Damião Adolfo José

743 José da Costa Kassanji

744 Isaías Solima Francisco

745 Pedro Jaime

746 Wilma Adalgisa Antunes Kassivela

747 Alfredo Joaquim Domingos

748 Florinda Gonçalves

749 Herculano Kachove

750 Eduardo Kossi Ngo

751 Helena Filipe

752 Piedoso Keke

753 Eulibio Gonçalves Hiliteekwa

754 Altino Sapalalo Chissanga Vanhale

755 Isabel Pululo

756 Jorge Zambo

757 Vanda Agostinho Macedo

758 Maria Vongula

759 Albano Catemo Pena

760 Fernanda Tavares

761 Eurico Cardoso

762 Bernadete Mundombe

763 Delfina Candeias

:::::

Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA

:::::

Transcrito por Soba T´Chingange

 


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PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:07
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Domingo, 12 de Outubro de 2025
VIAGENS . 266

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - XIV Congresso da UNITA

- Comissão Organizadora

- Crónica 3704 – 12.10.2025

- Escritos boligrafados na “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

unita002.jpg - 24 de setembro de 2025

COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV CONGRESSO ORDINÁRIO

  1. Coordenação Geral

▪ Sr. Álvaro Chikwamanga Daniel - Coordenador

▪ Sra Clementina da Silva - 1º Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Lucas Kananay - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Amélia Judith - Secretária

▪ Sra Cesaltina Kulanda - Vogal

▪ Sr. Manuel Armando da Costa Ekuikui – Vogal

▪ Sra Helena Bonguela

▪ Sr. Franco Marcolino Nhany

▪ Sr. Anastácio Sicato - Porta-voz

▪ Sr. Henriques Chivinda - Tesoureiro

1.1. Grupo de Apoio à Coordenação

▪ Sr. João Malota

▪ Sr. Jorge Katito

▪ Sr. Sebasteão Ngongo

▪ Sr. Pedro David Raimundo

▪ Sra Josefina Chimbotia

▪ Sra Alice Ngueve

:::::

  1. Comissão de Conferências

▪ Sr. Virgílio Samussongo - Coordenador

▪ Sra Anabela Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Agostinho Kamuango - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Ivete Kapapelo - Secretária

▪ Sr. Lucas Kanutula - Vogal

▪ Sr. Jonas Mulato – Vogal

:::::

  1. Comissão de Programação

▪ Sr. Helder Santos - Coordenador

▪ Sra Sandra Kakunda - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Benedito Umbassanjo - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Felicidade Chipuka - Secretária

▪ Sr. Osvaldo Kaimy - Vogal

▪ Sr. Chico Jamba – Vogal

:::::

  1. Comissão de Mandatos

▪ Sr. Silvestre Gabriel Samy - Coordenador

▪ Sra Alice Sapalalo - 1ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Salomão Nataniel - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Saúde Cabina - Secretário

▪ Sr. Justo Etiambulu - Vogal

▪ Sra Celmira Malungo - Vogal

▪ Sr. Amarildo Chitekulo – Membro

:::::

  1. Comissão Eleitoral

▪ Sr. Alcides Sakala - Coordenador

▪ Sr. Maurílio Luyele - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Inês Mulato - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Violeta Gomes - Secretária

▪ Sr. Januário Mussambo - Vogal

▪ Sra Carlota Machado – Vogal

:::::

  1. Comissão de Ética e Decoro

▪ Sra Miraldina Jamba - Coordenadora

▪ Sr. David Álvaro - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Abílio Kaunda - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Maria Eugénia Tembo - Secretária

▪ Sra Florita Barros – Vogal

:::::

  1. Comissão da Documentação

▪ Sra Petronela Kavaleka - Coordenadora

▪ Sr.  Fernando Pambassangue “Good” - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Flora Terça - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Laurinda Chipeio Sachiambo – Secretária

▪ Sr. Sr. Isaac Ekuikui  - Tesoureiro

▪ Sr. Adolfo Chikueka - Vogal

▪ Sr. Celestino Guilherme

▪ Sr. Osvaldo Álvaro Chilembo Epalanga

▪ Sr. Filipe Canoela

:::::

  1. Comissão de Comunicação e Marketing

▪ Sr. Evaldo Evangelista - Coordenador

▪ Sr. Emanuel Bianco - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Elsa Pataco - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Alexandre Solombe - Vogal

▪ Sr. Graciano Katotalâ – Vogal

:::::

  1. Comissão de Protocolo, Alojamento e Transportes

▪ Sr. David Chipasso - Coordenador

▪ Sra Luisa Soares - 1º Coordenadora Adjunta

▪ Sr. Tony Bandua - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Lily Chilingutila - Secretária

▪ Sr. Fonseca Epalanga - Vogal

▪ Sr. Domingos Sanzala - Vogal

▪ Sra Maria Alice - Tesoureira

▪ Sr. Alexandre Kawende - Membro

▪ Sra Victória João - Membro

▪ Sr. Danilo Chilingutila - Membro

▪ Sr. Anicel Yakuvela – Membro

:::::

  1. Comissão dos Assuntos Estatutários e Jurídicos

▪ Sr. Eugénio Manuvakola - Coordenador

▪ Sr. Armindo Kassessa - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sra Mihaela Webba - 2ª Coordenadora Adjunta

▪ Sra Umbelina Brás da Fonseca – Secretária

▪ Sr. Oseias Chelemba - Tesoureiro

▪ Sra Teresa Chipia - Vogal

▪ Sr. Domingos Oliveira - Vogal

▪ Sr. Fernando Monteiro – Vogal

:::::

  1. Comissão de Administração, Logística e Finanças

▪ Sra Marta Solange - Coordenadora

▪ Sr. Jorge Cardoso - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Pedro Gamba - 2º Coordenador Adjunto

▪ Sra Anabela Tenente – Secretária

▪ Sra Wandi Njele - Tesoureira

▪ Sr. Cândido Ngando - Vogal

▪ Sra Maria Manzaila – Vogal

:::::

  1. Comissão de Infraestrutura

:::::

▪ Sr. João Chitunda - Coordenador

▪ Sr. Adélio Chitekulo - 1º Coordenador Adjunto

▪ Sr. Jorge Chikete - 2° Coordenador Adjunto

▪ Outros…

:::::

  1. Comissão de Auditoria

▪ Sr. Vicente Tembo – Coordenador

▪ Sra Ester Chitombi - Secretária

▪ Sr. Arlindo Miranda - Vogal

▪ Sr. Anselmo Kundumula - Vogal

▪ Sra Francisca Porfílio – Tesoureira

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  1. Comissão da Saúde

▪ Dra. Adelina Sasselo

▪ Dr. Rosalon Pedro

▪ Outros …

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Transcrito por Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:54
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Sábado, 11 de Outubro de 2025
VIAGENS . 265

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * - Aprovação do Regimento do XIV Congresso

- Crónica 3703 – 11.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

unita01.jpg Via UNITA Kilamba de 16 de Setembro de 2025: Sob orientação do Presidente do Partido, Adalberto Costa Júnior, teve lugar a XXII Reuniao Extraordinaria do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, na sala da Comissão Política, em Viana da qual saiu o COMUNICADO FINAL.

COMUNICADO FINAL DA XXII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ PERMANENTE DA COMISSÃO POLÍTICA DA UNITA -  Reunião que se inseriu  no  quadro dos actos preparatórios do XIV Congresso Ordinário da UNITA, a ter lugar nos dias 28, 29 e 30 de Novembro do ano em curso, em Luanda.

A Reunião foi alargada à convidados, membros da Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário, debateu e aprovou os pontos constantes da Agenda, nomeadamente: aprovação do Regimento do XIV Congresso; Definição dos Critérios de Eleição dos Delegados ao XIV Congreso Ordinário e dos Candidatos à Membros da Comissão Política da UNITA;

roxo10.jpg Aprovação das Quotas de Delegados ao XIV Congresso Ordinário das províncias e diáspora; Análise das Propostas de Teses para o XIV Congresso Ordinário e Aprovação do Lema do XIV Congresso. No final a XXII Reunião Extraordinária do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA torna público o seguinte:

1 - Considerando a necessidade de coligir as regras e os princípios de organização e funcionamento do Congresso e das respectivas comissões preparatórias foi aprovado o Regimento do XIV Congresso da UNITA, como instrumento orientador dos trabalhos do Congresso.

2 - Inspirado na necessidade da Unidade Nacional, como factor essencial para a Alternância do Poder em 2027, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA aprovou como lema para o XIV Congresso Ordinário, o seguinte: "XIV Congresso- Unidos para a Alternância, Estabilidade e Desenvolvimento"

roxo02.jpg Com estas importantes deliberações, a Comissão Organizadora do XIV Congresso Ordinário da UNITA entra na nova fase preparatória que culminará com o debate e aprovação das suas teses orientadoras, como base das conferências comunais, municipais, provinciais e da diáspora que antecedem o conclave.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA acompanha com preocupação, a prática do Regime de perseguir as vozes vivas da nação que criticam as incessantes violações dos direitos humanos e má governação, com destaque para as lideranças de Partidos Políticos, jornalistas, activistas cívicos e líderes de associações  profissionais de Taxistas, criando instabilidade nacional e subversão do Estado democrático de direito.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA convida todos os membros a participarem neste importante momento da vida do partido. Ao mesmo tempo, exorta todos a manterem-se vigililantes e unidos, neste processo histórico de reafirmação do sagrado compromisso da UNITA com a democracia, enquanto regime político que os angolanos merecem e a defesa intransigente dos superiores interesses do povo angolano.

Luanda, 16 de Setembro de 2025

O Comité Permanente

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Ilustrações de Asunção Roxo da E.I.Luanda

Transcrito por Soba T`Chingange

 



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:16
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2025
VIAGENS . 264

ADENDA - DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 3701 – 10.10.2025  - Subscrevo MANIFESTO - “Missão Xirikwata

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

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MANIFESTO DE APOIO À RECANDIDATURA DE ADALBERTO COSTA JÚNIOR 

Ao Cargo de Presidente da UNITA

  1. Nós, subscritores deste Manifesto, inspirados pelo pensamento mestre do Dr. Savimbi, traduzido no Projecto de Muangai, e unidos pelo ideal de mudança e pela convicção de que Angola necessita um novo rumo, declaramos o nosso apoio firme, determinado e comprometido à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA.
  2. O nosso País continua mergulhado em profundas desigualdades sociais, económicas e políticas. Angola, rica em recursos e em potencial humano, permanece refém de um sistema que não responde às legítimas aspirações do seu Povo. Esta realidade exige de cada um de nós visão, responsabilidade e coragem.
  3. É neste contexto que reafirmamos, com convicção e sentido patriótico, o nosso apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior à liderança da UNITA.
  4. Adalberto Costa Júnior, Presidente da UNITA, é hoje um activo nacional, um símbolo de esperança e de mudança, que transcende as fronteiras partidárias.
  5. O seu percurso político, a sua firmeza na defesa da democracia e a sua dedicação incansável às causas do Povo angolano colocam-no como figura política credível para liderar a oposição democrática e concretizar em 2027 a alternância responsável, pacífica e inclusiva que o País clama.
  6. A sua reeleição à frente da UNITA não é apenas uma decisão interna; é um imperativo nacional. É o passo que garante que a UNITA, fortalecida e unida, continuará a dar corpo e força à esperança, à voz dos sem voz, e servir de instrumento congregador através do qual os angolanos de todos os matizes podem resgatar a sua dignidade e construir um futuro de prosperidade.
  7. Adalberto Costa Júnior, pela sua dimensão política, pela confiança que inspira e pela projecção internacional que conquistou, é hoje a escolha certa na liderança da UNITA e indispensável para o futuro do País.
  8. Apoiá-lo é, por isso, mais do que uma escolha partidária: é um compromisso com Angola.
  9. É assumir que o tempo de mudança não pode ser adiado.
  10. É garantir que, em 2027, a UNITA como um estuário congregador de vontades estará preparada para disputar e vencer, com legitimidade e unidade, as eleições gerais, oferecendo ao Povo uma alternativa real, justa, democrática e um governo inclusivo e participativo para o bem-estar dos angolanos.
  11. Convidamos todos os angolanos, militantes, simpatizantes e cidadãos que acreditam na necessidade da mudança a unirem-se nesta causa.
  12. A reeleição de Adalberto Costa Júnior é o caminho da esperança, é a garantia da continuidade de uma luta justa e é a prova de que Angola pode e vai ser melhor.
  13. Por Angola, pela democracia, pela dignidade do nosso Povo: incentivamos e apoiamos a recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao cargo de Presidente da UNITA!

Luanda, 08 de Outubro de 2025

Os Subscritores:

N.º NOME COMPLETO

OBS

1 - José Samuel Chiwale

2 - Ernesto Joaquim Mulato

3 - Isalina Kawina

4 - Carlos Tiago Kandanda

5 - Maria Deolinda Junia Namukumbi

6 - Mártires Correia Victor “Kavula Ndungue”

7 - Vituzi Lumai

8 - Salomé Epólua

9 - Lukamba Gato

10 - Augusta Mutango

11 - Loth Guilherme Chivava 

12 - Afonso Ndzimbo Kutunga

13 - Helena Kokelo Kakunda

14 - João Vaikeni

15 - Isabel Solunga Kaputo

16 - Horácio Sikola

17 - Abílio Kamalata Numa

18 - Makiesse Maria Ivone Lussadisso

19 - Lázaro Kakunha

 20 - Horácio Junjuvili

 21 - Albertina Navemba Navita Ngolo 

Mandatária Nacioal

22 - Liberty Chiyaka

Director Geral da Campanha

23 - Faustino Mumbika 

Director Geral Adjunto da Campanha

24 - Mihaela Neto Webba 

Assessora do Candidato para os Assuntos Estatutários e Jurídicos

25 - Adriano Sapiñala

Porta-voz da Campanha

26 - Guilhermina Chitekulo

27 - Marcial Dachala

28 - Raimundo Muquissi Mucópio

29 - Piedoso Chipindo Bonga 

 30 - Aleixo Kandambo

 31 - Anabela Pena

32 - Peregrino Isidro Wambu Chindondo 

33 - António Manuel Urbano “Chassanha” 

34 - Beatriz Kokelo Kakunda

35 - Cândido Tchikwassaluka

36 - Nguituculo Pedro Biweni

37 - Mário Chilulo Cheya

38 - Guilherme Lamuina Chissukulu Sachimbanda

39 - Clarisse Kaputo

40 - Moisés Vihemba

41 - Alfredo Comigo Monteiro Cacunda

42 - Isabel Tulomba

43 - João Tela Samarimo

44 - Manuel Domingos da Fonseca

45 - Helena Bonguela Abel

46 - Armando Lukunga Perigoso

47 - Sassenda Chie Paulo

48 - Clarindo Kaputo

49 - Isabel Mafuta Lusevikueno

50 - Mukonda Samahichi

51 - Georgina Clara Sapalalo

52 - Paulo Faria

53 - Venâncio Domingos da Rosa Mulonde

54 - Lurdes Lucas Iloa

55 - Luciana Rafael

 56 - Paulo Samessiya Sakangueya

 57 - César Sakalesso Evambi Muzuri

 58 - Nzumba Janeta  Luvumbo João

 59 - Alberto Kanhanga

 60 - João Muzaza Kaweza

 61 - Lázaro Xixima

 62 - João Lino Sukukwali

 63 - Lourenço Lumingo

 64 - Maria Monteiro "Mariazinha"

 65 - Saúde Txizau

 66 - Manuel Sampaio Mukanda

67 - Benjamim Eduardo Kakunda

68 - Amélia Mukubia

 69 - António Estevão Domingos da Silva “Pataco”

 70 - Tito Carlos Linêha 

 71 - Teodoro Eduardo Torres Kapinala

 72 - Florença P. Sequesseque

 73 - Raul Teixeira 

 74 - Estevão Neto Pedro

 75 - Julieta Mussapana Mbuqui

 76 - Felisberto Njele

 77 - Donita Ngambo Chingui Nassegunda

 78 - Ruth Dachala

 79 - Joaquim Nafoia

 80 - Alcino Kuvalela 

 81 - José Nkolua Luvambo

 82 - Júnior João

 83 - Jorge Victorino

 84 - Domingos Eduardo Katoquessa

 85 - Álvaro Mussili

 86 - Rosalina Nené

 87 - Augusto Liahuka Lutock “Wiyo” 

 88 - Rui Jorge Salussinga

 89 - Celênia Njolela  Chipenda

 90 - Daniel Hidamwakusha Namunganga

 91 - Esperança Wime

 92 - Julieta Sikola

 93 - Maria Conde Muanda

 94 - Clarinda Mayer Alcaim

 95 - Jeremias Mota Njahulo

 96 - David Kokelo 

 97 - Hélder Fonseca

 98 - Conceição Raimundo Cacolo   

 99 - Filipe Inácio Teca     

100 - Rita Mateus Júnior 

101 - (Na diáspora)  -  Soba T´Chingange, António Costa Monteiro

 ….

Os Subscritores do Manifesto de apoio à recandidatura de Adalberto Costa Júnior ao Cargo de Presidente da UNITA

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O Soba T´Chingange



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VIAGENS . 263

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte II de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 3700 – 08.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO222.jpg Muitos, sustentam que a UNITA venceu as eleições de 2022 e só não formou governo por causa do “estado de terror”, da fraude e de vícios no processo eleitoral que todos conhecem. A liderança de Adalberto transformou a UNITA num partido de base urbana e rural, expandindo gradualmente sua influência.

Tornou-se um líder carismático, alvo da máquina de propaganda e da guerra psicológica do MPLA. Contra ele, foram mobilizados milhões de dólares, campanhas de difamação em televisão, rádio e redes sociais, além da instrumentalização de tribunais e serviços de inteligência. Mesmo assim, sobreviveu e fortaleceu-se.

Neste contexto, sobrepuseram-se os bons conselhos de Samuel Chiwale, Ernesto Mulato, mais velho Sami, Marcial Dachala, mais Velho Manuvakola, Mwata Virgílio, Dra. Arlete Chimbinda, mamã Helena Bonguela, a mamã Cesaltina Kulanda

ARAUJO221.jpg Também a visão estratégica de Lukamba Gato e Kamalata Numa; o apoio dos secretários provinciais , municipais do partido UNITA, os secretários da JURA , bem como, a força das mamãs da LIMA e a garra da Sociedade Civil.

Será um erro histórico, às vésperas de 2027, a UNITA trocar de presidente. A luta de décadas trouxe o partido até este ponto, e o caminho agora é para a frente. Ainda assim, há lições a aprender.

É necessário continuar a investir em comunicação política, formar quadros, dar consistência à Fundação Jonas Savimbi e promover reconciliação com alguns dissidentes - A reconciliação nacional começa em casa.

araujo195.jpg Também é fundamental propor um pacto de regime que garanta alternância para lá de 2027. Como dizia Jonas Savimbi, “quem deve liderar é aquele que o regime teme”. E. hoje, não há dúvidas de que esse nome é Adalberto Costa Júnior.

Lembrar que teremos pela frente essa titânica função de dar por terminada essa  cancerosa corrupção sistémica, que é consequência deste infortúnio actual. Infortúnio que o povo sente todos os dias e, que tanto se definha por saber o quanto esta luta sempre resvala para um ponto de partida. Estamos todos expectantes em saber dos passos programáticos, dum  combate sem tréguas. com  programas específicos nas muitas áreas de governação…

unita21.png

Ilustrações  aleatórias de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Sábado, 4 de Outubro de 2025
VIAGENS . 262

NAS ADUELAS DO BAÚ

DESDE OS TEMPOS DE DIPANDA * Parte I de II - CONGRESSO DA UNITA À VISTA

- Crónica 369910.10.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo 105.jpg Para que conste e por via da UNITA kilamba e Marcial Dachala "Salundilili"  se dá a conhecer o esperado congresso da UNITA, um verdadeiro teste de maturidade politica na árida democracia de Angola. Sendo assim e com esta elaborada síntese, se expõe o texto já apresentado à sociedade anuente  Desta forma, o previsto congresso da UNITA para Novembro, será um momento decisivo na vida política do partido.

Desde 2003, a UNITA em termos de democracia interna, tem dado provas de ser uma das formações mais consistentes no panorama do país. Todos os congressos foram disputados com múltiplas candidaturas, debates abertos e fiscalização do processo eleitoral por observadores independentes, não filiados ao partido -  um relevante exemplo no panorama político angolano.

O próximo congresso de Novembro do ano em curso, confirmará isso. A questão primordial situar-se-á  entre a continuidade da liderança de Adalberto da Costa Júnior ou o risco de regressar a práticas inconvenientes.

araujo84.jpg A história recente ajudará  a compreender este premente dilema. Em 2019, Adalberto foi eleito presidente num congresso altamente disputado. A victória, embora legítima, não foi bem digerida por um grupo de derrotados. Enquanto uns se afastaram, outros colaram-se ao regime tentando enfraquecer a UNITA.

Mas, como a democracia é feita de victória ou derrotas, o congresso será a instância soberana para dirimir eventuais diferenças internas. Quando se apela a instâncias externas como o Tribunal Constitucional - controlado pelo MPLA, o gesto soará a traição, atendendo que o MPLA e a UNITA vêem travando um duelo político desde os Acordos de Alvor de1975.

O percurso da UNITA é feita de resistência. Jonas Savimbi garantiu a sobrevivência do partido, enfrentou a guerra e projectou o multipartidarismo como conquista para Angola. Sua morte em 2002 deu azo à escolha estratégica pela sobrevivência da UNITA. Entre 2003 e 2019, Isaías Samakuva assumiu a liderança.

araujo85.jpg Foi uma presidência longa, com altos e baixos, mas necessária para um período de transição e adaptação ao novo contexto político e social. Em 2019, a victória de Adalberto Costa Júnior representou um divisor de águas.

Apesar das tentativas de boicote e até da anulação do congresso pelo Tribunal Constitucional, a pressão popular forçou a realização de um novo congresso. A partir daí, a UNITA reforçou sua identidade, consolidou a Frente Patriótica Unida e conquistou 90 assentos no parlamento.

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Ilustrações de Costa Araújo da EIL

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes, durante e agora dentro e. na diáspora de angolanos 

,Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili", da UNITA kilamba e muxoxos de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2025
VIAGENS . 261

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3697 – 22.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo96.jpg “A criação e visão da FPU (Frente Patriótica Unida), que foi pensada e analisada com muito cuidado por nós (UNITA), é trabalhar com todas as forças vivas da sociedade. Não podemos colocar a carroça à frente dos bois”, afirmou Dachala "Salundilili"

Marcial Dachala destacou também a trajectória da UNITA como um partido com quase 60 anos de história e alertou para o que considera ser a inexperiência de outras forças políticas no processo de decisão estratégica da FPU.

 “Como é então que algo e alguém que acabou de nascer como partido político (PRA-JA Servir Angola) já quer dar ideias? Não pode ser alguém que nasceu hoje como partido que venha-nos dizer o que fazer. Essa coisa de coligação de partidos não é nossa ideia”, concluiu.

UNITA02.jpg A declaração de Dachala reflecte as divergências dentro da FPU sobre os próximos passos estratégicos da plataforma, criada em 2022 para confrontar o MPLA nas eleições gerais do mesmo ano.

De recordar que a plataforma política Frente Patriótica Unida não tem respaldo legal, todavia, é integrada pelo PRA-JA Servir Angola e pelo Bloco Democrático com quem alistados pela UNITA, correram às eleições gerais a presente legislatura, a V na história de Angola democrática.

“Mas essa coisa de formalização de coligação de partidos não vem de nós, UNITA”, declarou Dachala. Aliás, para o histórico dirigente da UNITA, ainda é cedo para se abordar o pleito de 2027. “Nós estamos em 2025, e as eleições gerais só serão em 2027”, alertou.

roxo101.jpg Já muito próximo do XIV Congresso da UNITA mais propriamente para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025 algumas vozes desavindas fazem-se ouvir pela negativa, do género:- Será que com este congresso a UNITA vai poder equilibrar alguma coisa para chegar ao poder? E, afirmam: Os seus jovens não são mais do que portadores de bandeiras usando camisolas com as cores do partido e a foto estampada de alguém que também depende de um ordenado que o MPLA paga.

Em verdade o MPLA usurpa tudo a que se possa chamar estado! E, a UNITA tem sim a capacidade  de dar exemplos de democracia real porque está-lhes no sangue a força da resiliência, que por natureza se tornaram dotados daquela capacidade de liderar o país na política, na economia e todas as vertentes da vida social. O Congresso terá o condão de disciplinar a pirâmide social com o brio e ética suficiente para vingar a desventura actual vinda do MPLA. Muito repleto da despilfarro ao erário publico. Kwacha...

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2025
VIAGENS . 260

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3695 – 12.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala8.jpg É Dachala a falar: - Deixem que eu apresente os meus parabéns ao General Paulo Lukamba Gato. Sem a menor dúvida, com o seu acto deu uma grande lição aos membros da UNITA, mas e, também a muitos angolanos. A legitimidade na direcção da UNITA ganha-se com a força que se recebe dos militantes do Partido.

Vem aí o XIV Congresso com o país todo a olhar para nós. Estejamos em Conferências Comunais, Municipais, Provinciais ou Centrais, para trabalharmos na análise das teses que serão apresentadas e discutidas neste Congresso. Tratemos também de analisar e aprova as alterações aos Estatutos do Partido, nossa carta magna.

Além disso, preparemo-nos para eleger o próximo Presidente da UNITA. Eleito o presidente, saibamos honrar a nossa própria escolha. Não exijamos mais do que isso. Na UNITA, só o Congresso é soberano! Viva o XIV Congresso da UNITA ! - Viva Angola!

ARAUJO235.jpg Marcial Dchala questionado sobre a possível existência de uma campanha contra a Frente Patriótica Unida (FPU), Dachala considera que o presidente Adalberto da Costa Júnior tem sido perseguido. "Isso começou tão logo ele demonstrou vontade de candidatar-se a presidente da UNITA", diz.

Adalberto da Costa Júnior foi eleito duas vezes pela maioria esmagadora dos delegados ao décimo terceiro congresso, entretanto repetido. "Portanto, para nós isto não é assunto. O que conta para nós é aquilo que o presidente Adalberto representa hoje, como esperança de uma Angola inclusiva, de uma Angola que se vira definitivamente para o futuro,,,

Justifica-se com vista ao desenvolvimento de todos os angolanos, mediante o seu trabalho num quadro democrático e de reconciliação, sublinha ainda o porta-voz Dachala "Salundilili". Dachala, rejeitou categoricamente a possibilidade de a Frente Patriótica Unida (FPU) vir a formalizar-se como uma coligação de partidos políticos, visando as eleições gerais de 2027.

ARAUJO 244.jpg É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta ideia de transformar a FPU em coligação.

Segundo o dirigente do “Galo Negro”, a estratégia da FPU e da UNITA, seguem os desígnios do maior partido na oposição. “É claro que os dirigentes da FPU sentar-se-ão à mesa e traçar ideias para o futuro”, diz Dachala, que descarta que a ideia de transformar a FPU em coligação, como vem sendo defendido por Abel Chivukuvuku, líder do PRA-JÁ…,

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Ilustrações aleatórias de Costa Araújo da EILuanda

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e,muxoxos de T´Chingange na diáspora…

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O Soba T´Chingange



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2025
VIAGENS . 259

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3694 – 09.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita30.jpg O porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Marcial Dachala, diz que persiste uma permanente campanha contra o presidente do partido ACJ, afirmando: "Ele é o líder. Não foi eleito porque exibiu um diploma. Foi eleito porque é aquele que melhor interpreta o programa de sociedade da UNITA - Ponto final

Recentemente, mal ACJ convocou o XIV Congresso da UNITA para os dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2025. já o país político se mexia diante desse acontecimento. Eram os membros e os simpatizantes da UNITA, eram os analistas políticos de todos os quadrantes, eram também os muitos assalariados do tristemente célebre gabinete de acção psicológica do poder em Angola.

Conforme afirmou o Presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, o maior encontro do partido vai estabelecer a linha política, aprovar e adoptar a estratégia, programa e seus objectivos, rever os estatutos e seu programa geral.  Irá  aprovar os relatórios apresentados pelos órgãos respectivos e eleger o Presidente, a Comissão Política, e deliberar sobre qualquer outra questão do interesse da UNITA.

Dachala7.pngTodos estão fazendo o seu prognóstico sobre quem se vai candidatar e quem s erá eleito! É assim a força que os grandes partidos têm! Terei de relembrar o que aconteceu há 23 anos porque hoje, quando vejo que alguns partidos da nossa praça política ainda estão a patinar em relação ao que fazer com os seus Congressos, não posso deixar de voltar para trás e reconhecer a enorme visão que naquela altura Lukamba Gato teve em não se assumir como sucessor a Savimbi.

Por isso, a UNITA habituou-se fazer os seus Congressos dentro da normalidade, segundo os trâmites que estão definidos nos seus próprios Estatutos que são redesenhados em cada Congresso!  Lembro que sem pestanejar, o General Gato deu-me uma lição de ética: “Se eu me tivesse proclamado Presidente da UNITA, após a morte de Savimbi, faltar-me-ia legitimidade e isso é bastante importante no exercício das funções do Presidente de uma organização da importância da UNITA!

Recordo que Lukamba Gato referiu: Tarde ou cedo, eu,  iria ser acusado de ter usurpado o poder no Partido, sem o merecer! Além disso, depois da morte do Presidente da UNITA, para se firmar na sociedade, o Partido tem de surgir com algo surpreendente e imbatível!” - “Era sim, preciso uma Comissão de Gestão!”---

Araujo123.jpg Porque a Comissão de Gestão é um meio para se criarem as condições necessárias para a realização de um Congresso democrático, onde possam aparecer candidatos à presidência e democraticamente, se eleja um deles como Presidente da UNITA. Estranhamente, eu Marcial Dachala situando-me de fora direi: quem consegue fazer os seus Congressos assim, diante da convocatória do XIV Congresso.

Isto de querer ser ele a não determinar quem deve ser o próximo Presidente da UNITA. Esses são os desafios que todas as democracias têm, aos quais os membros da UNITA têm de se habituar e é isso que os vai fortalecer. As democracias testam os cidadãos para tomarem as decisões mais acertadas diante de mil e uma adversidades. Kwaacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:54
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025
VIAGENS . 258

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3693 – 04.09.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Messejana do M´Puto

ARAUJO225.jpg Marcial Dachala relembrou mais uma vez que os jovens podem constatar o já dito, apontando: - De recordar que o Executivo, através do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, legalizou recentemente, no Cartório Notarial da Loja dos Registos do Cazenga, a Fundação Jonas Malheiro Savimbi (JMS),.

Tudo isto, dois anos depois de os familiares do líder fundador da UNITA darem entrada do processo. A Fundação será de âmbito nacional e visa conceder bolsas de estudo a jovens desfavorecidos e apoiar pessoas com necessidades especiais, assim como participar no esforço de erradicação das minas antipessoais.

Apetece-me hoje relembrar ao meu ilustre mano e Porta-Voz da UNITA na Assembleia Nacional que após o 11 de Novembro de 1975, as casas abandonadas em Luanda maioritariamente pelos chamados “colonos” brancos, foram  entregues a “amigos” do MPLA e aos amigos dos amigos ou assim supostos; por toda a Angola se verificou o mesmo procedimento.

unita002.jpg Eu T´Chingnge  aderi à UNITA  na Caála em meados de Outubro  de 1974 pela mão do professor Benjamim Liuanhuca e, desde então sempre me mantive próximo às iniciativas do meu movimento/partido.. Trabalhei arduamente para que a chegada de Savimbi ao Huambo (Nova Lisboa) o fosse um momento alto. Assim aconteceu em Janeiro do ano de 1975!

A maior parte dos cartazes contendo a esfinge de Savimbi foram-no já de minha autoria sendo nesse então Secretário de Informação e Propaganda do Comité da Caála tendo como presidente o saudoso Camundongo que trabalhava nos Serviços de Construção de Estradas – JAEA. Aquela  entrada no Huambo do nosso líder,  foi um momento épico e simbólico.

Por este meu caminho longo, posso permitir-me lembrar a Dachala  "Salundilili" que para além das casas tomadas pelo MPLA, foram tomadas fábricas, complexos desportivos, armazéns de géneros, bombas de gasolina. Bem - literalmente, tudo passou para a gestão do MPLA. Personalidades angolanas terão recebido apartamentos no Kilamba por terem apoiado o MPLA  por serviços prestados.

Dachala7.png Enquanto isso, Savimbi liderava a fuga à morte em uma grande marcha que liderou; um longo e vitorioso caminho até chegar ao santuário da “Jamba”- (Elefante), capital da UNITA por um longo tempo. Têm agora de recordar isso aos filhos daqueles privilegiados do MPLA, desse falacioso governo imerecidamente oferecido pelo CR - Conselho de Revolução do M´Puto  Essas pessoas que se assumiram elites do povo angolano, tiveram acesso privilegiado àquelas casas, que sendo propriedade do estado, o foi  feito por roubo chamado de “confisco”.   Supostamente, teriam de as pagar mas, nada disto aconteceu…

Por tantas dúvidas no ar, tantas medidas arbitrárias, umas torpes outras sem explicação plausível, levam aos jovens de agora a pedir explicações. Cabe a mim lembrar a todos meus manos, protagonizarem manifestações, estipulando falar o nunca falado, como que uma moratória ao executivo angolano afecto ao MPLA, antes de voltarem às ruas, uma e outra vez, pedindo justeza e eleições livres. Façam-no agora para, no mínimo redimir a verdade da história…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

 (Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 21:26
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025
VIAGENS . 257

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3692 – 29.08.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala01.jpgDachala "Salundilili" em um excerto seu afirma que em Angola, os actores dinâmicos da sociedade civil, os profissionais da comunicação social e partidos políticos inseridos de  todas as elites, sairá  o governo composto dos Órgãos Executivos, Legislativos e Judicial, reafirmando que o deve ser sempre na base do PATRIOTISMO, pedra angular permanentes de todos os nossos anseios, afazeres em prol e sempre, em nome do povo que somos todos Nós.

E, que o futuro se reflicta com altivez  na nossa Juventude. Que o  seja mesmo o centro das nossas preocupações e convergências por modo a que não defraudemos os dias vindouros. No plano institucional ela, a Juventude,  merece um Ministério de Estado, assistido duma Comissão Permanente multifacética e, cuja composição deve ser  representativa dos nossos melhores quadros…

A jeito de conclusão, afirma estarmos em período de permanente  posse nos mais altivos anseios, porque isso corresponderá com a nossa certeza  dizermos, como dizem os mais poderosos, deste mundo, em momentos idênticos ‘’ Help us  GOD’’,  AJUDE-NOS, DEUS. Àqueles que sempre sairão na primeira linha da cena política nacional…

dachala1.jpg Marcial Dchala, como porta-voz da UNITA, considerou a 18 de Junho de 2024, em entrevista a OPAÍS, que a recente legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi representa o reconhecimento do pensamento e legado político do líder do Galo Negro, morto, em combate, em Fevereiro de 2002.

A Fundação Jonas Malheiro Savimbi, foi assim reconhecida pelo Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a 17 de Junho do ano 2024 e registada no Diário da Republica de Angola. Segundo Marcial Dachala, por tudo que fez na causa pelos angolanos, é justo que, depois de algum tempo de solicitação, o Ministério da Justiça se dignasse a reconhecer tal fundação.

Fundação que vai imortalizar a imagem daquele que se considera ser das figuras mais importantes do nacionalismo angolano. E nesse então acrescentou:  “Esperamos demais por essa legalização, mas, antes tarde do que nunca”, apontou.

savimbi1.jpg Felicíssimo, o porta-voz da UNITA disse que, concluído o processo de legalização, tanto a Fundação como o partido deverão trabalhar para a “imortalização” da figura do seu patrono, acrescentando que isto assim o é, “Sem desprimor por outras figuras, vincando uma e outra vez que Jonas Savimbi foi aquele que mais pensou Angola.

Eu, T´Chingange, aprecio a consistência ideológica de Dachala "Salundilili"; um ex-guerrilheiro dotado de um apurado faro politico e coerente nas posições que assume com bastante resiliência e oportunidade. Com uma visualização estratégica e invulgar capacidade de organização; um considerável sentido de comando e controle – Bem Haja. É o líder que a nossa UNITA necessita para estes novos tempos

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora

 (Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:16
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2025
VIAGENS . 256

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIROCOM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3691 – 15.08.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO224.jpg Marcial Dachala sempre refere que as eleições promovem certos militantes de partidos políticos para elites nas Instituições do Estado, entenda-se como Assembleia Nacional. Não está em causa o mérito pessoal dos que a tal categoria ascendem, pois muitos deles  aí chegam porque satisfazem os critérios internos definidos, sobre a matéria, pelas Direcções dos seus respectivos partidos.

Os critérios é que são sempre discutíveis porque há outros factores da Democracia como é o caso das organizações, de vária natureza, da  Sociedade Civil. Essas organizações  podem ter um papel de grande utilidade se as elites nas Instituições quiserem escutá-las.

Uma vez  elevados à categoria de elites (deputados) nas Instituições por eleição directa e/ou nomeação, com benefícios materiais que infelizmente sempre os há. É normal e legitimo quando não passa a coisa vulgar – Na prática sempre se vislumbrarão  uns mais iguais que outros com recurso a “amizades”……

ARAUJO233.jpg Claro que um sistema securitário tem de ter uma infraestruturas para implementar as respostas securitárias. Particularmente em Angola há uma miscelânea ou geringonça perversa na governação pois que durante décadas vemos o poder da Presidência crescer confundindo-se com o poder do MPLA.

E, de forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o Presidente bem á maneira de um supra-numerário cidadão que tudo-pode cria  uma casa chamada de Civil com um exército paralelo composto de ninjas do tipo Grupo Wagner – uma guarda pretoriana russófila

Quase um exército privado de mercenários, que luta a favor do supra-numerário cidadão designado de Presidente, a comparar com ex-soldados de elite altamente qualificados cujo líder era o oligarca Yevgeny Prigojin, ligado ao Kremlin e morto por má conduta por ordem de Putim…

ARAUJO250.jpg É Dachala a falar: - Nós seremos escrutinadores do Presidente atentos para fazermos uma oposição elevada e positiva. A nossa experiência diz-nos que o que está bem é  aquilo que realizarmos em conjunto. A paz militar foi o exemplo mais cabal. Por isso governar com todos e sobretudo para todos é o caminho certo para melhorar o que está bem

Melhorar o que está bem ou o que está menos mal, porque toda obra do homem é imperfeitamente perfeita. Os partidos políticos têm o dever  de decifrar clara e profundamente a mensagem das feridas, usando o iodo e demais remédios ou matando com ácido sulfúrico manobras calculistas para permanecer no  poder “ad aeternum”....

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

Ilustrações aleatóras de Costa Araújo da Maianga

 (Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:25
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2025
VIAGENS . 255

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3689 – 08.08.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

 

pombinho4.jpgP   ... Relendo o que Marcial Dachala "Salundilili", o Porta-Voz da UNITA escreveu prefessoralmente, pode daí calcular-se seus grandes anseios, sempre a lembrar de forma pedagógica na necessidade premente de se fazerem as eleições Autárquicas. E, mais diz: -É desejável que a cultura do partido no poder de fazer dos governadores provinciais e administradores municipais seus primeiros secretários, seja quebrada.

É forçoso que  haja separação entre as duas funções, a de governador e a de munícipe!  Até por uma questão de coerência, os próximos executivos, façam-nos saber dos programas concretos que visam corrigir o que está mal e, melhorar o que está  bem. A figura cimeira do presidente, sempre terá o cariz centralizador do poder - de estadista.

Presidente, é sim, o Chefe de Estado e não o pai da Nação, É um cidadão eleito pelo povo em sufrágio, titular do Poder Executivo e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas mas, tem de se submeter às decisões saídas do Parlamento – Assembleia Nacional, moderando partes, corrigindo projectos de lei  e, consultando quando o julgar necessário o Tribunal Constitucional.

roxo10.jpg A.R. ...Nesta qualidade nomeia os principais responsáveis: do Poder Judicial, do Órgão encarregue da organização  das eleições, a CNE, e do Provedor de Justiça.  Nomeia ainda os seus acessores. O Presidente, enquanto Comandante em Chefe das FAA nomeia  o Chefe do Estado Maior General das FAA e os Chefes dos seus ramos,

Também nomeia os Comandantes da Forças de Lei e Ordem e da Segurança do Estado. Nomeia ainda o Governador do Banco Central e os Concelhos de Administração das Empresas Públicas Nacionais. Depois de terminadas as várias nomeações seguidas das tomadas de posse e entrada em funções de todos os órgãos Centrais do Estado, estarão constituídas as equipas das elites  do Estado.

Elites que irão ajudar o Presidente da República a gerir nossas vidas e as riquezas materiais do País. Em toda a obra humana haverá relações de cooperação que, boas ou más, sempre o deverão ser uma trave suporte na governação. A trave mestra na gestão do país Angola; país que desde  a sua independência, só tem primado em reconhecida ausência de diálogo com os partidos oponentes.

roxo04.jpgA.R. Ser presidente é ter o primado da perfeição no dever público  e auscultação junto dos co-autores da governação, por força do voto  do povo – Os partidos com assento na  Assembleia Nacional. Tem-se por norma de que o Presidente perante a Constituição da Republica, o é,  único e legítimo representante de todos os angolanos.

Mas, há sempre um mas, pois a gangrena cancerígena da corrupção sistémica em Angola, perturba ainda e muito o quotidiano do cidadão,  o dia-a-dia do povo. Estamos todos expectantes, dentro e na diáspora, em saber dos passos programáticos do agora e do futuro. Outrossim, programas específicos para o combate sem tréguas, à corrupção em todas as áreas de governação – Deliberativo, Executivo e Fiscal… Kwacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de

T´Chingange na diáspora…

Ilustrações aleatórias de  P - PombinhoAR Assunção Roxo da E.I.L.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:37
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2025
VIAGENS . 254

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3688 – 30.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola ginga.jpg Na maioria dos países de África e especialmente em Angola há um nítido e permanente défice de legitimidade política e de alternância; isto, deve-se à incapacidade ou inépcia dos partidos da oposição em elaborarem políticas alternativas que demonstrem ter quadros no mínimo e, capazes de governar. De conseguirem representar uma grande parte  da população.

De forma a garantir a predominância da segurança em relação a questões políticas e militares, o anterior Presidente, Eduardo dos Santos, criou um exército paralelo mandatados a servir o Presidente que agora e ao serviço de João Lourenço, vão bem mais longe de suas iniciais atribuições, suplantando-se aos legitimos Orgãos, nomeadamente da Assembleia Nacional com o lema de “Deus no céu e o Estado na pessoa de JL na terra”…

As plataformas sociais são o recurso do povo e, através de suas muitas periclitãncias denunciam muitas irregularidades na governação; governo sempre subestimando as gentes. Tudo a preceito de sua excelência o omnipotente presidente adjudicado por sua corja de abutres, sua guarda pretoriana de militares e supostos conselheiros que impõem a lei. Lei do foro primordial do  presidente que, em simultâneo o é do MPLA e do suspeito Governo corrupto –Bando de Ladrões…

angola5.jpg Aquela guarda pretoriana do presidente designda de Casa Civil a quem JL paga principescamente e que ali chegados sem escolha do povo nem submetidos a concurso legal,  criam em nossa mente  a percepção de uma omnipresença encavalitada no medo. Uma gangue de segurança de tamanho desconhecido mas, suficientemente capazes de  se manterem no topo do mando – do poder.

Na realidade, os números exactos daquela força não constam nos Órgãos Governamentais competentes nem ninguém o sabe e, sempre o são enaltecidas em Departamntos lacaios de informação na mão do estado-Ladrão. Mas, existam estimativas que apontam para 120.000 efectivos nas FAA, 150.000 na polícia e 20.000 nas guarda pretoriana do presidente…

Apesar de ser muito difícil de verificar tudo o dito, os serviços de informação e atemorização do Estado poderão ter perto dos 100.000 efectivos. É assim que o medo funciona A acrescentar a todos estes, teremos ainda as forças de reserva secreta, da defesa civil miliciana a cargo do MPLA – escolas do aprendizado de Pioneiros, bem há maneira das actividades do PREC importadas do M´Puto pelo famigerado Rosa Coutinho e seu Conselho da Revolução à bem uns cinquenta anos, etc.

ARAUJO 244.jpgO Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, sempre  lamenta a atitude daquela casa civil, guarda presidencial, revelando uma nítida falta de liberdade, nos Órgãos de Informação que de forma sistemática cohartam esta postura democrática colocando o cidadão no silêncio dos justos. Também no Tribunal Supremo do Largo da Dependência, a comunicação é mancomunada ao seu jeito ou martelada para transparecer em coisa fútil ou de nenhum interesse,,,

Atente-se nas falas de Marcial Dachala "Salundilili": Assim, muitos teremos um outro e novo ânimo  pela verdade na política. Porque  a política será, uma e outra vez, sempre, um  assunto de todos nós. Pois ela será mais de acção para muitos e, menos de palavras de poucos. Visto o quadro mais amplo considero que: A CNE merece e  já uma  atenção e vigilância  especiais. Deve ser revista profundamente para a sua especialização. Deve deixar de ser um parlamento bis; O Tribunal Eleitoral terá de ser ético na justiça, uma exigência fulcral para arbitrar os próximos pleitos – com verdade!

Kwacha!

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 22:27
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Domingo, 27 de Julho de 2025
VIAGENS . 253

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3687– 27.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita11.jpg Sou eu a falar: Li algures que todas as pastas estratégicas em Angola, muitas das quais não são do foro da segurança (tratam de questões sociais e económicas, que deveriam ser administradas pelas instituições do Estado), que o são controladas pela Casa de Segurança do Presidente. Ao longo dos anos (e já em tempos da guerra na década de 1990), a Casa de Segurança seria para proteger o Presidente e despistar ameaças militares, políticas e económicas.

Criaram assim um exército paralelo – umaverdadeira guarda pretoriana com super poderes. Tudo pago pelo petróleo pondo o aparelho de segurança no comando  da política até à reconstrução nacional, às eleições, ao controlo das províncias de Cabinda ao Cunene.

As unidades de guarda e segurança presidenciais sendo tropas de elite, operam um serviço de informação, hodiernamente com Inteligência artificial e com logística própria sendo os mais bem armados do país -  até melhor do que as próprias FAA (Forças armadas de Angola). Bem e, de forma a garantir a predominância em questões políticas e militares, desmilinguindo a acção da assembleia Nacional. Os deputados são-no meios palhaços e sempre diminuídos pelos Orgãos Oficiais da Nação.

unita10.jpg A oposição torna-se assim em meros bonecos manobrados pelos Orgãos que ao invés de os respeitarem, os diminuem paulatinamente dando “bombons” por vezes – muitas vezes, a uns quantos corrompidos e, desclassificados quando o julgam conveniente. Seu patrono é o Presidente João Lourenço  que sem vergonha, cara –de-pau sempre minoriza O Povo vê-os ssim como  “marionetes de zunga” ou Zungeiros desclassificado…

Os vários ramos dos serviços de informação ao serviço de JL, a saber: –inteligência externa, doméstica e militar – têm desempenhado um papel central na gestão e mediação de interesses diversos, bem como na competição política pelo poder. São mandatados a servir o Presidente, por ele mesmo ou pelas instâncias de tribunais, supostamente  superiores, a CNE ( Comissão Nacional de Eleições   e  sempre com o lema de “Deus no céu e o Estado(leia-se JL) na terra”…

Dando uma palavra antiga ao ilustre Porta-Voz da UNITA, Marcial Dachala "Salundilili", pode aqui recordar-se, seus desejos sempre atuais - uma das muitas intervenções lembrando o poder local na exemplaridade e na forma de Muicipios: « Desejo sincera e ardentemente que os novos membros da elite Institucional Legislativa e, os Deputados, tenham por tarefa primordial e consensual o aprimoramento da Democracia»

unita003.jpg Continuando as falas de Dachala: «O aprimoramento do quadro da efectivação, sem gradualismos, do poder local. O verdadeiro poder do cidadão. O poder local funcional, que se quer em todo o País, será  a única expressão prática da  Democracia participativa constitucionalmente estabelecida.

E relembra os Municipios: O poder local é a verdadeira escola  da Democracia e do desenvolvimento. A nossa  Angola necessita, vitalmente, de criar riqueza para todos os seus filhos. A riqueza  de um povo consiste em ter o básico satisfeito. A passagem obrigatória para a satisfação do básico é o poder local eleito. o exterior e a defesa da nossa existência no concerto das nações da humanidade. Assim vista a nossa democracia afinal ainda é, e apenas uma democracia das elites. A UNITA repreentada po nosso Presidente Adalberto Junior zelará para que sim o seja … Kwacha…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações recentes de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:13
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Sábado, 19 de Julho de 2025
VIAGENS . 252

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3685 – 19.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

Botswana 264.jpg Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,

Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…

Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos  e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo

praia3.jpeg Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência.  Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.

Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava  e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais,  principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.

Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”

HPIM1353.JPG E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa,  pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva  da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»

E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022

HPIM1357.JPG Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que  a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…

CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer  veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:58
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Terça-feira, 15 de Julho de 2025
VIAGENS . 251

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 368414.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO210.jpgUm estudo recente (do Afrobarometer) em 2014/15, centrado em cinco países da África Austral, revela que há por norma, uma falta de confiança dos eleitores da oposição não só por causa de esporádicas divisões internas mas, pela muita falta de transparência do partido no poder que forma o Governo como sucede em Angola aonde a hegemonia do MPLA o é, confrangedoramente saliente.

A população inquirida vê a oposição mais como tendo um papel de monitorar ao governo e critica ao poder usurpador, constituindo numa não genuína alternativa de governação por via de usurpação e fraudes permanentes. Este défice de legitimidade política e de alternância deve-se à incapacidade dos partidos no poder  superarem a forma ditatorial e ser demasiado opressiva.

O Governo, com quadros experientes na manipulação e contra-informação tornam-se capazes de enganar uma grande parte da população dando regalias a personalidades que norteiam a corrupção e o compadrio com um suborno evidente. Não raras vezes os eleitos pela oposição, não excluindo a UNITA, tornam-se acomodadas a essas situações subornadas.  Eles compram tudo, até as vontades!

ARAUJO254.jpg O Botswana é um exemplo muito claro desta insuficiência por parte dos opositores mas ali, o Governo tem sido correcto na partilha de suas riquezas; por isso se mantêm no poder por o serem, capacitados, ao invés do MPLA em Angola que tudo falseiam.. O Botswana que vivenciei recentemente, tem sido governado desde a independência, em 1966, pelo mesmo partido, o Botswana Democratic Party, que tem como lema eleitoral “Ainda não há alternativa” (Lekalake, 2017

Em Angola, a forma de governar em 50 anos, tem normalizado o Estado de alerta para a instabilidade nacional. O regime tem mantido a postura de zero-sum, que implica que para um ganhar todos, os outros têm de perder. É uma mentalidade de guerra, não de paz e, certamente não de democracia, porque divide a sociedade entre uns e os outros.

Em outras palavras, zero-sum é a soma dos ganhos e perdas entre todos os participantes - é zero. Este conceito é frequentemente usado na teoria dos jogos e na economia para descrever cenários em que riqueza ou recursos são redistribuídos, mas não criados ou destruídos.

ARAUJO245.jpg Palavras de Marcial Dachala: «A nossa democracia já devia ser uma democracia adulta e  plena da base ao topo. Deveríamos ter e já a Democracia no povo, pelo povo e para o povo. Falo agora, especificamente, da institucionalização e funcionamento do poder local. Só assim estaremos com o nosso edifício democrático completo. Dum lado teremos a Democracia das “elites” nas Instituições do Estado, a do topo, consubstanciada nas eleições gerais - Doutro lado a Democracia no povo, por si e para si com substância nas eleições autárquicas.»

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Imagens de Costa Araujo (aleatórias)

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:46
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Sábado, 12 de Julho de 2025
VIAGENS . 250

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3682– 12.07.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

unita002.jpg Marcial Dachala "Salundilili" relembra que em eleições de Angola, queremos acreditar! Acreditar que para os dois órgãos de Soberania, sairão a élite política provenientes de vários partidos políticos. Um deles será o  Presidente República e, o outro a Assembleia Nacional num total de duzentos e vinte e dois cidadãos (compatriotas).

Desses 222 eleitos, um virá a ser o Presidente da República - o indicado pelo partido ganhador; outro será o seu Vice Presidente. E todos, serão os verdadeiros representantes daqueles órgãos - Instituições do Estado. Duzentos e vinte serão os Deputados à Assembleia Nacional. E, nós necessitamos deste governantes como actuantes na defesa dos interesses mais nobres – queremos acreditar que assim o sejá!

São os actuantes com profundos e reais desejos de todos os angolanos. Dizemos actuantes e não actores porque a arte de representar, também pode significar fazer  teatro ou cinema, fazer batota, enganar-nos ou metralhar nossos anseios em sermos bem governados com a qualidade de vida necessária.. Eles receberão o nosso mandato para serem os principais, mas  não únicos,

adalberto junior unita.jpgQueremos que o sejam gestores das  diferentes  dimensões da nossa vida coletiva enquanto  povo, organizado em Estado e sempre, na senda de construção duma Nação próspera. Nesta prespectiva da-se a saber que por nota de imprensa o Grupo Parlamentar da UNITA remeteu na tarde do dia 2 de Julho de 2025, cinco Projectos de Lei junto do Gabinete da Presidência da Assembleia Nacional

A fim de completar o pacote legislativo eleitoral já em discussão na  casa das Leis. Dos 5 Projectos de Lei ora remetidos de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, 4 são de alteração a leis já existentes, enquanto 1 é  novo no ordenamento jurídico angolano, nomeadamente:

1- Projecto de  Lei Sobre o Exercício do  Direito de  Oposição Democrática;

2- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/11, de 17 de Junho – Lei da Protecção de Dados Pessoais;

3- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 22/10, de 3 de Dezembro –  Lei dos Partidos Políticos;

4- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 10/12, de 22 de Março – Lei de Financiamento aos Partidos Políticos;

5- Projecto de Lei de Alteração da Lei n.° 11/12, de 22 de Março – Lei da Observação Eleitoral.

dachala8.jpgMarcial Dachala "Salundilili"

Com estas iniciativas, o Grupo Parlamentar da UNITA pretende contribuir para que se crie em Angola um quadro legal que garanta eleições livres, justas, transparentes,  democráticas e credíveis de  acordo com os princípios  universais e regras da SADC.

O Grupo Parlamentar da UNITA contou com a contribuição de vários segmentos da sociedade civil, para o enriquecimento dos Projectos de Lei agora remetidos à Assembleia Nacional, mantendo  abertura para mais contribuições e melhoramento destas e outras iniciativas, ao nível dos debates na generalidade e especialidade, bem como noutros fóruns de diálogo interparlamentares, interpartidários e outros.

Luanda, aos 3  de Julho de 2025 - O Grupo Parlamentar da UNITA

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili", do G.P.UNITA e,  de T´Chingange na diáspora…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:35
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2025
VIAGENS . 249

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3680 – 26.06.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

araujo266.jpg Em termos genéricos e segundo os Cadernos de Estudos Africanos, podemos afirmar que em África  e, particularmente em Angola, as dificuldades da oposição em chegar ao poder são, por um lado, devido aos constrangimentos e obstáculos criados pelos partidos no poder e, por outro lado, resultantes de incapacidades próprias.

Em Angola, no que se refere aos constrangimentos criados pelos partidos no poder, são de vária ordem, tendo na base, um forte fundamento securitário dos regimes que os suportam. Desde a independência aos nossos dias, pouco mudou na forma como o poder foi estruturado e, tudo indica continuar mete estado de letargia. Quando um Estado organiza eleições, mobiliza lealdades e neutraliza a oposição por via da instrumentalização do medo. Quando assim o não é, há certamente corrupção

Ao entrar para a Presidência, em 2017, João Lourenço adoptou uma estratégia híbrida. O Presidente escolheu reformar o suficiente para sobreviver a várias crises, mas não reformar o suficiente ao ponto de uma tal reforma representar uma ameaça à hegemonia do MPLA.

araujo114.jpg A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Assim o diz em seus escritos Marcial Dachala “Salundilili”. São estas vivências envoltas em sonhos que forjaram, nele Jonas Savimbi, sólidas convicções que configuraram, sua em nossa mente. Nesta partilha do sonho nasceu o projecto com raízes, valores: patriotismo; a liberdade; a democracia; a solidariedade e a justiça social…

Também as culturas nacionais e; a agricultura como  medula espinal da economia. São estes valores que emolduraram o projecto UNITA. Tudo, é articulado em princípios de liberdade de independência do angolano e da pátria. É na democracia que advêm o direito como orientações supremas  de organização e funcionamento do estado e da sociedade…

Pessoas sábias ensinaram-nos: "os grandes rios, na sua origem, são apenas pequenos fios de água". Na  mesma senda alguém disse " um só pavio pode incendiar toda uma pradaria". Assim é, na verdade, a UNITA: uma amálgama de sucessivas gerações de militantes.

ÁFRICA11.jpg À geração fundante coube lançar, com muito sacrifício, o projecto lutando de armas  na mão contribuindo  para o derrube do colonialismo. Ela é este fio de água e também este pavio. Apenas pela e com democracia o angolano pode realizar-se material e espiritualmente, competindo à própria UNITA tudo fazer, internamente, para pilotar, em benefício de todos os angolanos.

Este é aqui e agora, o gigantesco desafio para a elite da nossa UNITA em estreita aliança com as diferentes elites da nossa angola: alcançar o poder de estado pelo voto. Com o verdadeiro espírito fundador da UNITA, lá chegaremos. É este o melhor acerto dos caminhos que devemos trilhar para o sermos: poder.  Meu mistério é perante vós, querer e fazer querer – Kwacha!

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Imagens aleatórias de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:00
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2025
VIAGENS . 247

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3679 – 14.05.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala01.jpgApós a morte de Jonas Savimbi a 22 de  Fevereiro de 2002, Dachala atravessa  um deserto silencioso mas, a 30 de Abril de 2016 pude ler na sua página de Facebook  algo que aqui transcrevo na íntegra com a divina vénia :«Chega hoje, ao seu final, o mês de Abril. Desde 2002, na nossa Angola, Abril é o mês da Paz. Assim é porque  no dia 4 de Abril daquele ano que foi, formalmente, assinado, em Luanda, o Memorando de Entendimento Complementar do Luena

 «…Complementar porquanto o Memorando constituíu o culminar do processo, de normalização democrática e de paz  do nosso Pais, iniciado com "Os Acordos de Paz para Angola: Acordos de Bicesse" e continuado com "O Protocolo de Lusaka"

`…Por memoria , sublinhemo-lo, foram  signatários de Bicesse: o Engenheiro José Eduardo dos Santos, naquela altura, Presidente da Republica Popular de Angola, e o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, então, Presidente da UNITA. Tornou-se inevitável falar-se em Abril, há quatorze anos, dos ganhos da paz.»

dachala1.jpg«...Entre outros, evoca-se sistemáticamente: a reabilitação de infraestruturas; o exemplo angolano no que tange a resolução de conflitos; a reconciliação nacional sem, no entanto, se enumerar o seu conteúdo substantivo, nem monumento. De facto o monumento sito na cidade do Luena só veicula, simbólicamente, a paz sendo também esta palavra a única. gravada em sua base.»

«…Para quando o monumento à reconciliação nacional? De todos os ganhos da paz que são, evidentemente, discutíveis no contexto do nosso ainda adolescente sistema democrático, há um de que nunca se faz menção: o sentimento de SEGURANÇA

«…Tal, se deve, de certeza, à sua evidência como alicerce da paz. Assim, neste último dia do mês da nossa, igualmente, adolescente paz, cumpre-me humildemente apelar, a todos meus compatriotas, para cooperarmos da construção e consolidação da Certeza de Segurança, cujo sentimento, a paz nos proporciona desde o ano de 2002.»

dia142.jpg «… Para este desiderato há patrioticamente, cadernos de encargos para cada um de nós como filhos e cidadãos do nosso Pais:  entidades  tradicionais; entidades eclesiásticas; homens e mulheres do saber multifacetado; políticos; militares; policias; empreendedores; jovens, empregados… Também funcionários mais estudantes e os nossos queridos pais e as nossas amadas mães. Acima de tudo, que O ALTO, ilumine cada um, na parte que lhe toca… M.A Dachala.» (fim de citação)…

Neste texto que, quase surge como encíclica no utilizar da lógica da segurança, pois que se compreende subtilmente haver um governo que sempre tenta intimidar e limitar a oposição, justificando tácticas que visam camuflar a manipulação do processo; assim como uma aparência de estar legitimamente a proteger a paz e a estabilidade. Esta narrativa de paz eleva a necessidade de estabilidade e ordem acima da justiça e de eleições livres e transparentes.

ÁFRICA7.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 11:59
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2025
VIAGENS . 246

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA

- Crónica 3677 – 25.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

dachala1.jpg Foi nos anos de 1987 a 1989 que tomei contacto com Marcial Dachala, da UNITA  e, que só muito mais tarde vim a saber ter o nome de guerra de "Salundilili".  Creio que Dachala, era nesse então, o Representante Adjunto da UNITA em Portugal. E, sendo eu, Presidente do Comité de Lagoa do M´Puto na Diáspora, era lógico termos frequentes encontros em lugares, por norma, combinados quase em cima do acontecimento.

Em Portugal e naqueles anos, o meu telefone estava grampeado pela Policia Secreta Tuga - Foi o tempo de em Portugal se dar luta sem justificação plausível à UNITA durante aquela guerra na sequência do primeiro conflito de tundamunjila e, que culminou na Batalha de Kuito Cuanavale entre 15 de Novembro de 1987 e fins de Março de 1988.

Foram sempre encontros de grande empatia. Normalmente almoçávamos em casa de um militante e, em pleno mato, pois era em verdade um caserio envolto em ruinas, no meio dum descampado, no lugar de Alfanzina da Freguesia de Porches. Era ai, na casa de Veiga que, por norma nos encontrávamos.

dachala8.jpg Veiga recordava com saudade a fazenda de seu pai chamada de Chitatamera situada perto da cidade da Gabela. Agora, sou eu a recordar este amigo que já se foi para seu álem de Chitamera, lá nas nuvens… Posso recordar Dachala deliciando-se  com as patas da galinha da gostosa canja que a esposa de Veiga nos preparava.

Os churrascos de pica-no-chão eram sempre feitos com grande esmero; tudo acompanhado com jindungo, daquele que picava p´ra caramba e a que Veiga chamava de onoto - só ele, lhe dava esse nome dizendo que cheirava a chibo. Ali levávamos horas repassando recordações acompanhadas com acepipes que Veiga, ali fazia, na hora…

Naquele então, Portugal estava totalmente submisso ao governo do MPLA, movendo-se por interesses de lesa-pátria e por esquerdoidos saídos dum tal de MFA que se perpetuaram no tempo. Sabiam de todos os nossos passos e, até mesmo em kizombas de amigos se faziam notar à socapa; socapa aonde  estranhos, pareciam sondar tudo sobre nós e o Movimento UNITA que virou Partido de âmbito Nacional. Tempos espantados de inquietude.

Dachala7.png Revejo isto agora, que já vamos longe no tempo., omitindo o dizer de coisas para segurança dos meus heróis, gente incógnita que não abandonaram os ideais de liberdade. Recorde-se que a Batalha de Kuíto Kuanavale foi o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana. E, aconteceu  no sul de Angola, província de Cuando-Cubango…

Era muito agradável dialogar com Dachala Salundilili politico de primeira linha. Sempre dizia as coisas de um jeito perfumado: A UNITA é, inicialmente, um sonho. É dono deste sonho o Dr. Jonas Malheiro Savimbi. Este sonho é resultante das profundas marcas em sua vida. Desde o lar paterno passando pelos diferentes meios onde, socialmente, foi chamado a exercer-se. Assim o foi, tanto como estudante como depois como activista…

AUJO240.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:49
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Sábado, 19 de Abril de 2025
VIAGENS . 245

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3676 – 19.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ara3.jpg Para terminar este capitulo de vida de Abel Chivukuvuku até à presente data convêm frisar que, nove dias após a legalização do partido por si liderado PRA-JA Servir Angola a 7 de Outubro de 2024, o Presidente João Lourenço nomeia-o membro do Conselho da República de Angola a 16 de Outubro de 2024.

A vacatura no referido Órgão, foi conhecida por uma nota divulgada na página de Facebook da presidência angolana. Este Órgão colegial consultivo do Chefe de Estado integra a Vice-Presidente da República, a presidente da Assembleia Nacional, o Procurador Geral da República, os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, a vice-presidente do MPLA e entidades da sociedade civil, como o jornalista Ismael Mateus, recentemente falecido.

Chivukuvuku integra também a Frente Patriótica Unida (FPU) uma plataforma criada nas eleições gerais de 2022, liderada pela UNITA e coordenada por Adalberto Costa Júnior, coadjuvado por Abel Chivukuvuku e pelo presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.

praia3.jpeg Na abertura do ano parlamentar, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola Adalberto Costa Júnior, considerou que a legalização do PRA-JA Servir Angola teve motivações políticas, alegadamente para desestabilizar a Frente Patriótica Unida (FPU), garantindo que a plataforma da oposição "está estável".

"O Tribunal Constitucional não dependeu completamente de si. Esses factores vieram de terceiros para que essa vontade fosse cumprida e hoje acaba por nos testar de que o tinha capacidade de poder constituir formação política nos termos da lei dos partidos políticos", afirmou à DW, o jurista angolano Manuel Cornélio.

Nos Cadernos de Estudos Africanos pude recordar e apreender que a guerra acabou permanentemente em Angola, mas o combate político apenas continua. As eleições de agosto de 2022 mostraram-nos que a população votou pela mudança e que existem fortes indícios de que a oposição poderá ter efectivamente ganho as eleições.

Chivukuvuku.webp No entanto, esta mesma oposição não conseguiu definir uma postura estratégica para que a verdade eleitoral fale mais alto do que o medo. Os próximos dois anos continuam difíceis para a oposição em Angola. A Frente Patriótica Unida terá de preparar uma estratégia para sobreviver até 2027, organizando-se melhor para tentar garantir a verdade eleitoral no próximo pleito eleitoral de 2027.

Entre outras possibilidades, colocam-se à oposição duas vias de acção estratégica. Uma primeira via poderá ser a de continuar no sentido que vem seguindo, da crítica apaziguada com debates no Parlamento e alguns comícios e pronunciamentos públicos sobre injustiças e violações da lei. Uma segunda via poderá ser a de encetar uma luta política de atrito, que desgaste o regime e o exponha cada vez mais. Defende-se neste texto que só a segunda via poderá garantir alguma hipótese de sucesso para a oposição, denunciando a corrupção,  a  falta de emprego e a inerente sempre perene vida de pobreza…

ango1.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:40
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2025
VIAGENS . 244

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3675 – 14.04.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

ARAUJO245.jpg Chivukuvuku lamentou a sua retirada da UNITA mas, declarou que a sua decisão resultou da necessidade de trilhar um novo caminho e, também por não lhe restarem outras alternativas. O antigo dirigente da UNITA, Abel Chivukuvuku oficializou a sua saída do maior partido da oposição angolana juntando mais de duas centenas de apoiantes num acto que marcou a sua apresentação como candidato presidencial.

E surge uma nova etapa na vida do Abel. À nova organização política encabeçada por ele, Chivukuvuku, foi chamada de  Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), O Congresso Constitutivo desta organização política, acontece nos dias 3 e 4 de Abril de 2012; para além de Abel Chivukuvuku constam Odeth Baca Joaquim e Augusto Makuta Nkondo, na qualidade de fundadores desta larga coligação e, com a nova designação de CASA-CE

Esta coligação (CASA-CE), faria frente tanto a UNITA e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), quanto ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A CASA-CE uniu as seguintes agremiações partidárias: Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico  fundação esta coligação consegue atrair André de Carvalho Miau sido do  MPLA…

ARAUJO252.jpg Em sua primeira eleição, no ano de 2012, elegeu oito representantes para a Assembleia Nacional, conseguindo aproximadamente 6,0% dos votos. Nas eleições de 2017 a coligação teve resultado ainda mais robusto, dobrando o número de parlamentares.

Em Fevereiro de 2019 Chivukuvuku foi destituído da liderança da CASA-CE, tomando seu lugar André de Carvalho Miau, e depois Manuel Fernandes que tentou fundar o "Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola" (PRA JA-Servir Angola), mas que teve o pedido indeferido sendo obrigado a refilar-se à UNITA para participar das eleições gerais de Angola de 2022

Nas eleições de 2022, porém, a coligação CASA.CE, teve seu pior resultado, perdendo todos os assentos do parlamento. Manuel Fernandes como cabeça de lista, teve o seu pior resultado eleitoral, perdendo todos os 16 assentos das eleições de 2017.

A 7 de Outubro de 2024 o Tribunal Constitucional de Angola,  legaliza o PRA-JA. A instância de justiça considerou que a Comissão Instaladora do partido de Abel Chivukuvuku, obteve luz verde. Assim, o dito Orgão, entendeu legalizar o PRA-JA porque preencheu todos os requisitos exigidos por lei, quatro anos depois de um  chumbo.

ARAUJO 171.jpg Para surpresa de muitos políticos de nomeada, das várias áreas politicas, instigam tão alta distinção dando azo a polémica  por esta nomeação, Abel Chivukuvuku que foi nomeado numa quarta-feira (16.10.24) pelo Presidente João Lourenço como membro do Conselho da República. Chivukuvuku, presidente do recém legalizado partido PRA-JA Servir Angola, vai ocupar a vaga deixada pelo jornalista e escritor Ismael Mateus, falecido recentemente vítima de acidente, em Luanda.

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Ilustrações aleatória de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 16:50
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Domingo, 30 de Março de 2025
VIAGENS . 243

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3673 – 30.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

luanda16.jpg ... «O plano, tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo»… Uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do Estado em todo o território, a aprovação duma nova Constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e a promoção da tolerância e do perdão.

As partes beligerantes assinaram o Memorandum de Entendimento. Este foi assinado no dia 30 de Março de 2002, no Luena, província do Moxico, entre as chefias militares. Foram figuras de destaque: General Nunda da parte do Governo e General Abreu “Kamorteiro” da parte da UNITA.

Alguns dias depois assinou-se o Memorandum Complementar ao Protocolo de Lusaka. A Cerimónia de assinatura realizou-se no Palácio dos Congressos no dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, e assinado pelas chefias militares nomeadamente: General Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior das FAA e General Abreu “Kamorteiro”, chefe do Estado-Maior da UNITA.

Luanda14.jpg O dia 4 de 2002 é assim lembrado na História de Angola como o dia da Paz, pois nesse dia foi assinado o Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka, pondo-se assim fim a cerca de 41 anos de guerra em Angola. De lembrar que logo a seguir o IX Congresso da UNITA que elege Isaías Samakuva como Presidente do Partido, Abel Chivukuvuku, destaca-se  em  seu “Estado-maior da Campanha”.

Abel Chivukuvuku que foi líder da bancada parlamentar da UNITA entre 1997 e 1998, foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no congresso de 2003, onde foi eleito Secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais. A UNITA Renovada e outros elementos dissidentes foram neste então, reintegrados…

Luanda15.png Assim, no X Congresso Ordinário, que teve lugar em Viana, Luanda de 16 à 19 de Julho de 2007 surgem dois candidatos: Isaías Samakuva e Abel Chivukuvuku. Desta feita Isaías Samakuva é reeleito à Presidência da UNITA.  Este Congresso debateu vários aspectos com maior realce na realização das segundas eleições em Angola, 16 anos depois das eleições de 1992, sendo estas, as primeiras eleições gerais.

O afastamento voluntário de Chivukuvuku de liderança da UNITA pós-Savimbi consolidou-se em 2007, pois que,  concorrendo isoladamente contra Isaías Samakuva para a presidência da UNITA é derrotado. Esta derrota, confinou-o desde então ao papel de mero espectador da cena política angolana.

Luanda13.jpg A UNITA, concorrendo às eleições parlamentares de Angola em Setembro de 2008, obteve pouco mais de 10%, tornando-se num partido com poucas condições para exercer funções efectivas de oposição. Manifestando desde 2010 a sua insatisfação com e postura intransigente e pouco pragmática da UNITA e do seu presidente, Isaías Samakuva, Chivukuvuku demite-se como membro da UNITA, fundando em Março de 2012 um novo movimento partidário…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 19:31
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Sábado, 22 de Março de 2025
VIAGENS . 242

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3672 – 22.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

angola5.jpg Abel Chivukuvuku passou, entre 1987 e 1988, a ser o representante adjunto da UNITA em Portugal, cargo que veio depois também a ocupar no Reino Unido, e entre 1988 e 1991 representou o movimento junto das Nações Unidas e dos países da Europa do Leste.

Exerceu as funções de deputado, sendo líder da bancada da UNITA em 1997/1998. Em 2001 foi enviado pelo partido para licenciar-se em relações internacionais na Universidade da África do Sul, especializando-se na mesma instituição em administração do desenvolvimento e Comunicação.

Após a morte do Mais-Velho Jonas, a UNITA tornou-se num partido civil abandonando a luta armada. E, terminada a Guerra Civil, em 2002, Chikuvuku, foi eleito para as funções de secretário para assuntos parlamentares, constitucionais e eleitorais da UNITA.

savimbi morto.jpeg Teremos assim, de recordar o IX Congresso para se seguir a ordem temporal. Este Congresso Ordinário que  teve lugar em Viana, arredores de Luanda, entre 24 e 27 de Junho de 2003 e, depois do Memorando do Luena, teve dois momentos marcante: - Primeiro Congresso sem Dr. Savimbi, líder fundador; um Congresso com múltiplas candidaturas, a saber: Isaías Samakuva, Lukamba Gato e Dinho Chingunji, tendo  sido eleito Isaías Samakuva como o novo Presidente da UNITA.

Recordando o Memorando de Entendimento do Luena, foi assinado a 30 de Março de 2002, entre as chefias militares do governo (MPLA) e da UNITA, dias depois da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002, do Presidente Fundador da UNITA, após uma ofensiva impiedosa.

Aquela ofensiva, foi dirigida pelo governo contra a UNITA e seu líder, na sequência do fracasso dos Acordos de Bicesse em1991 entre o Governo (MPLA) e  a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários, respectivamente, José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi; assim terá de  constar nos manuais da História de Angola.

angola rural.jpg As esperanças do povo viram-se goradas (frustradas), quando nos finais do ano de 1992 o país voltava a cair noutra guerra sangrenta que ceifava vidas, destruía bens e consumia grande parte dos recursos e energias do país. A guerra generalizou-se a todo o país, desenvolveram-se esforços políticos e diplomáticos para parar a guerra, porém sem êxitos.

Com a morte de Jonas Savimbi em combate a 22 de Fevereiro de 2002, inúmeros passos foram dados nas semanas que se seguiram à sua morte. Um cessar-fogo entrou em vigor à meia-noite do dia 13 de Março de 2002, fazendo parte dum plano de quinze pontos elaborados pelo governo para preservar a paz. O plano tratou de questões como a desmilitarização da UNITA e a sua reestruturação num partido político reconhecido e legítimo…

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Segunda-feira, 17 de Março de 2025
VIAGENS . 241

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3671 – 17.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

chivukuvuku1.jpg E, sucedeu que Savimbi após ter aceite informalmente o lugar de Vice-Presidente, a conselho de Hassan II o seu grande amigo e rei de  Marrocos, entre outros, levam o Mais-Velho Jonas a rejeitar tudo quanto até então havia acordado com o governo angolano, logo após os encontros realizados no Gabão.

E, tudo isto porque a nomenclatura do MPLA, de forma indevida, incluiu um outro Vice-Presidente para o governo de Luanda. É Abel Chivukuvuku, que esteve ao lado de Savimbi naqueles preliminares encontros que assim descreve: Em verdade, um V.P. indicado pelo MPLA e o outro, sendo Savimbi, logicamente, ficaria este preterido em uma segunda ou terceira linha na hierarquia…

Só lhe restava recusar! Para isso, convoca o III Congresso Extraordinário para sentir do partido o necessário aval, considerando haver uma suposta visão democrática sem muxoxos desviantes.  Este Congresso, ocorreu entre os dias 20 à 27 de Agosto de 1996 no município do Bailundo – Província do Huambo.

valentina0.jpg Este Concresso,versou  fundamentalmente sobre a recusa da oferta da segunda Vice-Presidência ao Dr. Jonas Malheiro Savimbi que reafirmando o engajamento da UNITA na implementação do Protocolo de Lusaka, o deitaram por assim dizer,  no lixo…

Abel Chivukuvuku que passou a ser assistente político do presidente da UNITA, Jonas Savimbi, continuou a manter contactos com José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Em simultâneo, exercia as funções de deputado como líder da bancada da UNITA. Pode depreender-se daqui que Chivukuvuku, só mesmo pela sua alta dedicação e seu alto gabarito diplomático, poderia manter-se incólume e, em cima de um muro resvaladiço.

Nos últimos dias de 1996, Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva são convocados para um encontro com o líder, Mais-Velho Jonas Savimbi. Neste então parecendo estar com um bom humor, Abel relembra-o  dizendo que quando o queria, podia ser um homem encantador com procedimentos de grande intimidade, e sempre auscultando de nós edecéteras desavindos….

Ucrania01.png Quando finalmente, conversa adentrada na noite, petiscando falas no meio de eriçados verbos, bebendo para além do dito razoável,  Chivukuvuku aventura-se em falar o que lhe vai na alma dizendo ter sido a sua carreira um adjunto vitalício. Adjunto em Kinshasa, adjunto de Sacala em Lisboa, adjunto de Samakuva em Londres.

E, continua: adjunto de Jardo em Washington, adjunto de Salupeto em Luanda. Dizia tudo isto com Savimbi estudando-o de rosto fechado. Na sala todos os presentes estavam hirtos e mudos, como estátuas.  Abel embalado na excitação continua a falar: - Foi preciso o Tony da Costa Fernandes fugir, para eu assumir o cargo de Secretário  dos Negócios Estrangeiros!

angola5.jpg E, no fim sou eu que lhe quero derrubar!? A você que tem tropas, guarda-costas, polícias?!  Jonas Savimbi atira a cabeça para trás, como se estivesse adormecido – começa a ressonar… A esposa Catarina, tremendo de frio e medo sacode o marido, deixa-os ir embora… Savimbi desperta ou finge que assim é despedindo-se num até amanhã.  Surpresa ou não, Abel é em seguida nomeado Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA …

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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa e Wiquipédia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange



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Terça-feira, 4 de Março de 2025
VIAGENS . 240

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3669 – 04.03.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

unita002.jpg O VIII Congresso da UNITA, teve lugar no Bailundo, Província do Huambo de 7 a 11 de Fevereiro de 1995. A busca de unidade entre os membros do Partido com vista a implementação do Protocolo de Lusaka foi seu maior objectivo. O aquartelamento, desarmamento e desmobilização das forças e a entrega do território administrado pela UNITA à administração central do Estado, foram as decisões tomadas durante o evento.

Neste Congresso, foi abordada  a incorporação dos generais da UNITA nas FAA. Neste evento, Abel Chivukuvuku foi demitido das funções de Secretário para as Relações Exteriores  Eugénio Manuvakola, subscritor do protocolo de Lusaka sem o aval de Savimbi, e em nome da UNITA, para além de ser preso, foi demitido do cargo de Secretário-Geral…

Abel Chivukuvuku era do Bailundo. Ekuikui III , o então rei do planalto, era seu tio.  Andava no ar a ideia de que Abel tinha planos para afastar o Mais-Velho mas, a quietude dele em sua modesta casa junto à família e esclarecimentos mais recentes de sua resiliência em Luanda, foi desvanecendo esse estado de  desconfiança.

143.jpg Em certo dia, o general Gato que ocupava o então posto de Secretário-Geral do Movimento,  conhecedor da mais valia em ter Chivukuvuku como alguém que cria ideias, capaz de pensar no futuro do Movimento, tenta fazer entender ao Mais-Velho por forma a recuperá-lo do ostracismo a que estava a ser sujeito.

É assim que um dia ao entardecer, surge um sobrinho de Abel, Jobito Chimbili, com a informação de que o presidente pretendia vê-lo. E, assim o foi! Em hora aprazada Abel, encontra Jonas Savimbi em seu lugar de Estado-Maior em companhia de seu secretário-Geral Lukamba Gato.

O Mais-Velho, estende-lhe a mão  acto continuo pede-lhe desculpas por tudo o que aconteceu. Nós recebemos muitas informações contraditórias e, por não sabermos o que aconteceu, comportámo-nos de forma errada.  Embora Abel não consiga esconder sua indignação a solução tem bem expressa do mais-Velho: com Abel Abel foi: -vamos trabalhar juntos!

mike1.jpg Abel atendendo os subterfúgios,  a confusão que se gerou em volta dele, defende que a direcção da UNITA deveria ter lidado com a situação de forma mais inteligente. Estou magoado sim! Sofri muito em Luanda,  não obstante, chegado aqui, ainda tive de enfrentar toda a animosidade, um ambiente pesado de desconfiança na minha pessoa.

A um encolher de ombros do Mais-Velho: Tudo bem, compreendo! A partir de agora ficas a trabalhar directamente comigo. E, aconteceu rápido! Sendo assim, vai estar ao lado de Savimbi no dia 6 de Maio de 1995, quando este se reúne com o presidente José Eduardo dos Santos, em Lusaka. Enquanto Savimbi reconhece Dos Santos como presidente legitimo, este  aceita Jonas Savimbi com um “estatuto especial” como dirigente do maior partida da oposição… 

chivukuvuku2.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:05
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 239

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3668 – 27.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

fiat1.jpg A 20 de Novembro de 1994, o governo angolano  participou em Lusaka da Zâmbia, na assinatura de um protocolo de paz com a UNITA. Abel Chivukuvuku recebeu um convite das Nações Unidas para assistir ao acto. Fazendo parte da delegação com demais elementos da UNITA, mal o avião aterra na Zâmbia, Abel resolve abandonar o grupo.

Não obstante e, de forma calculada deixar sua mala no hotel aonde se encontrava a delegação mais seus companheiros do Galo Negro, compareceu à cerimónia integrado na delegação da UNITA, logo atrás do brigadeiro António Chassamba  e de Eugénio Manuvakola.

Após a assinatura do Protocolo de Lusaka, contrariando o itinerário pré-programado pela gestão da Delegação, voou para Kinshasa aonde se encontra com sua irmã Namby Dachala; Segue daqui para o Andulo, já em Angola, e em zonas já da jurisdição da UNITA, dirige-se ao Bailundo.

unita21.png Desta feita e já em veículo militar do Movimento/Partido, já muito próximo de seu destino final, a coluna  de viaturas faz uma pequena paragem, encontrando-se com o general T´chata e Isaías Samakuva; aqui e, segundo a descrição do livro de Vidas e Mortes de Abel, estes destacados dirigentes advertem Abel a reflectir naquilo que irá dizer a Jonas Savimbi pois que este está raivosamente desapontado com o assunto Lusaka..

O facto de ter estado em Luanda concertando sobrevivência sabe-se lá como, com as gentes do MPLA, na desconfiança sempre latente do Mais-Velho Jonas,  haveria uma suposta sujeição a outras ideias ou mesmo uma  lavagem cerebral por forma a dar novo rumo aos acontecimentos…

Chivukuvuku foi reparando no comportamento de seus companheiros, um certo distanciamento como se nele houvesse algo de pecaminoso. E, foi no dia 31 de Dezembro de 1994 no Hotel Girassol que um grupo de dirigentes do Movimento/Partido  ouviu Savimbi.

chivukuvuku2.jpg Com a presença de Alcides Sakala e Lukamba Gato, o líder da UNITA, sem referir nomes, lançou um cerrado ataque os elementos intervenientes na assinatura do Protocolo mencionando que os mesmos se teriam deixado seduzir pelas luzes de Luanda. Perante o que ouviu naquele Hotel Girassol, Abel ficou bem apreensivo; não obstante ficar  numa situação de desmilinguido, foi chamado pelo Mais-Velho Jonas a juntar-se à foto de família.

Por sua cabeça, rondavam pensamentos adversos congeminando medrosas duvidas.  Era óbvio que Abel sabia de que poucos minutos antes da formalidade das assinaturas em Lusaka, Eugénio Manuvakola, recebeu peremptórias instruções de Savimbi, para não ratificar o documento e abandonar Lusaka. Estava na mente, no proceder e julgamento  de o ser plausível, um suposto agente do MPLA…

guerra13.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:05
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 238

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3667 – 25.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

mavinga1.jpg Enquanto sob custódia, Abel Chivukuvuku ficou alguns meses em regime de residência vigiada com dois policias à porta, e na alçada do Ministério da Defesa; se bem recordo era um lugar bem perto do Kinaxixe. Em Janeiro de 1993, o MPLA, decide que todos os deputados eleitos pela UNITA, e que estavam sob custódia do governo, deveriam tomar lugar na Assembleia Nacional.

Entre estes deputados estava Carlos Morgado que era muito próximo a Abel. Em Dezembro de 1993, mais de um ano depois de ter sido capturado, Abel Chivukuvuku deixa finalmente o Ministério da Defesa indo viver para o Hotel Tivoli. Neste meio tempo, houve momentos de recordar, como a marcha com destino a Chinhama.

Uma das várias marchas que faria mais tarde com sua gente, descendo e subindo rios ou em direcção à Namíbia, lugar de Rundu, Divundo e Faixa de Kaprivi em missão diplomática e obter conhecimentos em áreas de comunicação, controlo aéreo, e técnicas de inteligência. E, tudo começou quando os estafetas eram parte da notícia numa altura de pura sobrevivência do Movimento.

mavinga3.jpg Tempos em que andava em lugares de máximo secretismo  algures e, inserido na logística global das bases Delta e Ómega. Das actividades em que se fazia notar pela  lucida aptidão e ligeireza. Alturas de valentia, com o general Arlindo Pena (Ben-Ben), coadjuvado pelo general Demósthes Amós Chilingutlla  sobressaindo na astúcia de logística moderna; lugares  de confluência entre os rios Lomba e Cuzumbia.

E, tudo começou em Abril de 1976 com o capitão Kalacata com o qual, eu próprio trabalhei no Comité Regional da Caála tendo eu a função de Secretário de Relações PúblicasKalacata era um antigo militar da tropa portuguesa, tendo recebido treinos de guerrilheiro na Tanzânia.

A Missão do Dondi, sempre surgia em suas lembranças juntamente com os demais jovens estudantes, seu irmão Artur Vinama, conhecido por ChundovavaSalupeto Pena. Neste então a guerra entre os guerrilheiros consistia em ter uma mochila pronta  com o essencial para sobreviver no mato.

toledo20.jpg Lembra-se de usar uns frutos vermelhos que tinham de ser fervidos para anular o veneno que eles continham. Era importante saber sobreviver com o que parecia na natureza. Durante dias aconteceu comerem só frutos silvestres condimentados com cogumelos e  mel silvestre.

Recordava também, por vezes com pesadelos alheios, essa saga da Longa Marcha feita por Savimbi, líder da UNITA que, terminou a 28 de Agosto de 1976. Marcha que não fez e, que chegou a Cuelei após terem percorrido 3 mil quilómetros a pé. Do grupo inicial  composto de duas mil pessoas, apenas terminaram 79 resistentes, dos quais nove mulheres…

sorte2.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 237

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3665 – 19.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

mlibize kariba6.jpg E, Zé Mulato continua, colocando banga de odisseia em sua descrição: - Deviam ser cinco horas da manhã. Nós alvejamos o primeiro carro e, depois, aquele aonde ia o Abel e Chitunda. O carro bateu numa botija de gás e parou. Abel saiu do carro, e rastejou até uma casa de madeira aonde entrou.  Eu pulo o muro para um quintal no momento em que o dono sai aos gritos.

Muito descompensado o dono grita: «Ele está lá dentro! Ele está lá dentro!».  Entro de rompante e dou uma coronhada naquele vulto de gente que ali está na, sala estilhaçada. Agarrando-o em seguida, saio para a rua e, logologo somos  cercados pelos meus homens que reconhecem nele o Chivukuvuku, pois nem é de admirar porque ele era já uma figura pública kwacha, e muito vista na TV.

Mata! Mata! É Chivukuvuku. Exaltados todos têm vontade de o matar. Sacudindo os mais próximos grito: Ninguém toca teste senhor – vai ter de ser interrogado e morto, não fala. É quando surgem dois polícias a tentar afastar aquela multidão que já era uma mistura da minha gente com “fitinhas” na cabeça e muitos outros populares que também se excitavam de punhos nos ares.

chivukuvuku2.jpg Só depois de  fazerem uns quantos disparo para o ar a malta pareceu ficar mais  tranquila. Eis quando chega um chefe mais graduado da polícia  - O que se passa aqui?! Chefe, nós apanhamos o bandido do Chivukuvuku! Uau, o chefe puli fala disparates: -Mato quem voltar a tocar no meu primo malangino, Abel Chivukuvuku! Num silêncio assombroso alguêm diz: Abel  não é malangino, chefe! 

Com todos muxoxando quentes asneiras, o chefe graduado berra mesmo! Claro que é! Ninguém toca nele. Assim foi! Carregaram nele até à esquadra do Sambizanga. Entretanto Abel, esvaia-se lentamente em sangue atraindo mosquedo, coisa feia. É quando chegam dois tanques e de um deles sai um fardado General …

Carlos Coelho da Cruz, o General Faísca do MPLA, está na porta da esquadra; diz que vem buscar Abel Chivukuvuku. O próprio General Faísca, ergue o ferido e leva-o até ao tanque dando ordens ao seu subordinado o Coronel  Sousa dizendo a Abel: Ele irá zelar pela tua segurança. Por fim, o tanque do Coronel chega ao Hospital Militar.

araujo179.jpgC.A.  Mais tarde, é Abel Chivukuvuku que, ainda combalido, descreve: Eu achava que morreria antes mesmo de chegar à sala de operações. Achava que, no mínimo os médicos cubanos me cortaram as pernas. Decorridos alguns dias, Abel recebeu a visita de Higino Carneiro, o General 4x4, que sentando-se ao lado da cama esforça por ser afável…

Naquele poder de 4x4, o General Higino fala: O Jeffrey Davidow quer levar-te para a América mas, eu acho que isso não faz sentido nenhum. Estás na tua terra, és angolano, não há motivo para te ires embora, portanto, ficas aqui! Sob negociações, Abel foi libertado conjuntamente com Norberto de Castro, um antigo radialista afecto à UNITA…

morte0.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

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O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 10:45
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Sábado, 15 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 236

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3664 – 15.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

pinto3.jpg O bloqueio era mesmo um inferno! Balas rompiam vidros e metal enquanto a viatura chocava com cortinas de pneus empilhados e encastrados em troncos, vigas e vigotas de cimento, botijas de gaz descartadas e farpas de todo o tipo de material encontrados pelas milícias  nas últimas horas; todo o tipo de bugigangas que podessem ser utilizadas como obstáculo…

Abel, apenas sentia um gelo terrível nas pernas; rastejou até à porta da casa mais próxima que a custo, abriu a porta e entrou. Despiu a camisa e o colete à prova de balas rasgou a camisa, e com o tecido desta improvisou garrotes para controlar a hemorragia em ambas as pernas, abrigando-se em seguida debaixo de uma cama.

Morre kwacha, morre kwacha! Morre! Foi  o que atemorizado, ouviu vindo do lado de fora, com gritos, muitos gritos entrecortados por tiros, ora esporádicos ora de rajada. Na eternidade de um segundo, pela mente de Chivukuvuku passavam imagens da Missão do Dondi com seus mestres, o capitão Vinama Chendovava. Também recordou Kalakata, seu mestre fintador na arte de guerrilha.

tukya13.jpg Despertou com uma violenta explosão provocada por uma granada que estrondou na sala…  Ouviu então: Tragam gasolina - vamos queimar o gajo! Eu vou, chefe Zé Mulato, estou indo…  Foi neste então que que Abel Chivukuvuku gritou com toda a sua força, quase como um ultimo grito. João Mulato! Não queimem a casa! Sou o Abel Chivukuvuku.

Após um silêncio ouviu-se: Seu kwacha de merda, eu não sou João, sou Zé! Novo silêncio. Alguém sussurrou ao chefe ser mesmo  a voz desse tal Chivukuvuku, um grande da UNITA, e veio então a resposta: És mesmo tu, Abel Chivukuvuku?! Sim, foi a resposta, sou eu! Pois então, sai com as mãos no ar!  Não consigo, foi a resposta de Abel.

Fui atingida nas duas pernas! Sai, filho da puta, kwacha sundiameno… por fim, apoiando-se a uma das paredes, num gigantesco esforço, conseguindo ficar de pé a muito custo gritou: Zé Mulato já estou na sala de pé! Ele, Epalanga Chivukuvuku descendente em linha directa do grande rei Ekuikui II estava cercado por uma algazarra  de ébrios milicianos emepelistas de fitinhas coloridas, parecendo talibãs…

Ucrania01.png Estava a ficar longínquo o tempo, quase uma miragem de quando era um promissor jovem que fazia renascer a UNITA das cinzas – um “jovem intelectual”  saído daquela missão do Dondi no Andulo. Tinha então 19 anos e, dando novas perspectivas ao  Galo Negro… O Abel Chiukuvuku que na base “Quadrado”, esteve à frente dos Serviços de Inteligência, Informação e Contra-informação era agora, um farrapo de gente a ser levado para o Hospital Militar de Luanda.

E, foi Zé Mulato, comandante das milícias do Sambila (Sambizanga) a relembrar a seu modo, o que por ali se passou, naquela noite de 1 para 2 de Novembro de 1992: No Sambila estávamos todos armados; as entidades superiores do governo do MPLA, deram-nos  arma AK, DKM e muitas granadas e, também material  de comunicação. Inicialmente, erguemos barricadas para impedir que os homens da UNITA fugissem para Kikolo ou para a mata.

cinzas4.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 17:08
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2025
VIAGENS . 235

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ABEL CHIVUKUVUKU

- Crónica 3663 – 12.02.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

chivukuvuku1.jpg Embora já o soubesse, pude recordar no livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa que, este, nasceu a 11 de Novembro do ano de 1957, dezoito anos antes da data da independência de Angola, sua terra. Com um nome que significa “bravura”, estava reservado para grandes feitos sobrevivendo a duas quedas de avião durante a guerra civil…

Sobreviveu a um atentado, uma terrível tentativa de linchamento, conspirações e ameaças, sem nunca ter perdido a alegria de viver, de ter uma grande capacidade de perdoar e, até dialogar com perícia com seus inimigos. Chivukuvuku evoca o passado e o presente com as dificuldades experimentadas por homens livres que nunca desistiram  de assim o serem.

Chivukuvuku, nasceu no Bailundo, coração da nação Ovibundo. Uma das sua mortes foi noticiada às cinco da tarde na Rádio France International no dia 1 de Novembro de 1992; neste então era também anunciada a morte do engenheiro  Jeremias Chitunda. Não foi o que aconteceu mas, receando que assim o viesse a ser, manhã cedo, ambos se retiraram da residência oficial de Jonas Savimbi situada no Bairro Miramar..

chivukuvuku2.jpg Foram saltando muros até entrarem à residência que supunham pertencer ao embaixador de França. Enquanto ouviam ao longe o ribombar das explosões, iam trocando medos em seus pensamentos; o maior de seus receios era caiem nas mãos dos milhares de milícias jovens, armados pelo governo e, que corriam pelas ruas de Luanda ao gritos.

Jovens com fitinhas coloridas amarradas à cabeça. Muitos destes “fitinhas” eram em verdade filhos dos chamados “pioneiros” que tomaram parte muito activa nos anos de 1974 e 1975 que semearam o terror por toda a Luanda, assustando as gentes do asfalto e, numa acção de suprir carências militares por parte do MPLA – manobras orquestradas por militares de esquerda portuguesa e tendo como timoneiro o Almirante Rosa Coutinho.

Os dois kwachas, Abel e Chitunda ali escondidos, passado algum tempo ouviram gente chegando e falando uma língua estranha; eram seguranças filipinos  que montavam guarda à casa do director da Chevron.  Muito dos moradores do bairro, optaram por abandonar o local nos dias anteriores, por receio de confrontos e também pelo facto de terem a vivenda de Savimbi bem perto.

unita04.jpg Depois de explicada a situação aos filipinos, estes acharam por bem que por ali ficassem tendo-se retirado em afazeres no exterior. Assim ficaram temerosos de o serem denunciados mas, passado algum tempo, novas vozes, de novo e agora, felizmente, era gente sua que chamando  por seus nomes lhes disseram terem sido enviados pelo brigadeiro Katolessa.

Katolessa que era o chefe da guarnição da residência de Savimbi também não estava certo de como fazer numa destas situações. Chivukuvuku e Chitunda só tinham em pensamento fugir, sair de Luanda até alcançar sua gente aonde quer que fosse  e em direcção ao Dondo. Sua fuga foi feita através de densa escuridão, com luzes apagadas; num repente irromperam algures no meio de um inferno com as balas a bater contra a carroceria…

paulo0.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e livro de Vidas e Mortes de Abel Chivukuvuku escrito por Eduardo Agualusa.

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 12:54
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 233

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3660 – 29.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

ARAUJO236.jpg E, continuando com a página de Alcides Sakala que comenta a data alusiva ao nascimento do Presidente fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi: «… O 3 de agosto é o dia em que, no ano de 1934, na localidade de Munhango, província do Bié, nasceu Jonas Malheiro Savimbi, Presidente Fundador da UNITA. Se estivesse em vida, Jonas Savimbi completaria no ano de 2025, 91 anos.

Naturalmente, em esta data, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA enaltecerá, com incomensurável gratidão, a nobre contribuição deste ilustre filho de Angola, nacionalista e patriota, que legou ao país e aos angolanos, um projecto de sociedade, denominado Projecto de Muangai, consentâneo com as aspirações mais nobres dos angolanos.

O Dr. Jonas Malheiro Savimbi foi impulsionador das mudanças políticas, sociais e económicas que marcam a história de Angola, desde a segunda metade do Século XX. Jonas Savimbi foi um homem destemido, carismático e dotado de uma invulgar capacidade de argumentação política, e de bagagem cultural que impressionava e marcava todos os seus interlocutores.

ARAUJO237.jpg Para a UNITA, o Presidente Fundador deixou um legado pleno de lições de patriotismo e entrega à causa de todos os angolanos, que permite à UNITA ter a durabilidade histórica, pois são cada vez mais os angolanos que se revêm, dia-a-dia, nos seus ideais. Para Angola, Jonas Savimbi escreveu na História do nosso país o exemplo de um homem cujos discursos sempre reflectiram a vivência dos seus compatriotas.

Seus discursos sempre despertaram consciências angolanas para a luta, sem deixar ninguém indiferente e, por isso, ainda hoje é lembrado das mais variadas formas. Na verdade o seu projecto é que contém as balizas da actual agenda política  nacional: A construção do Estado democrático de direito com primazia do sector privado como verdadeiro motor da vida económica.»…

É meu dever acrescentar ao dito por Sakala:- Um calvário de angústia com repúdio à aceitação de coexistência, conducente a um futuro incerto. Tudo porque duas gerações de angolanos foram educados na convicção de que o actual Estado de Angola é um usurpador ilegítimo do património da Nação. Savimbi, sempre teve uma visão de estadista com base em um interesse nacional.

araujo189.jpg Foi pela liberdade e dignidade do angolano que Jonas Savimbi lutou até as últimas consequências, vertendo o seu sangue no campo de honra! As eleições gerais angolanas que ocorreram nos dias 29 e 30 de Setembro de 1992 para eleger o Presidente da República e a Assembleia Nacional. Supostamente deveriam se democraticamente livres mas, os oito partidos de oposição, em particular da UNITA, rejeitaram os resultados por fraudulentos…

O que, se veio a verificar posteriormente segundo relatos de ocorrências, assim permanece na penumbra por impedimentos de fiscalização, destruição de urnas ou, por trâmites inconsequentes. Uma vez que nem o candidato do MPLA nem o candidato da UNITA obtiveram a maioria absoluta requerida nas eleições presidenciais, uma segunda volta seria necessária de acordo com a constituição mas, à medida que ambas as partes intensificaram a retórica da guerra, o MPLA ataca posições da UNITA em Luanda. Sim! Eu sei! São águas passadas que deixaram sangrentas borbulhas e, que de novo, voltando à tona, comprometem o futuro 

sakala3.jpg

Ilustrações de Costa Araújo

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de facebook  de Alcides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 09:40
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 232

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3659 – 23.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018

- “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

dia84.jpg Na razão de estar aqui e ali, nunca chegarei a saber porque tal como nas profecias, crenças e rezas com parábolas, ninguém pode fazer todas as perguntas, nem ninguém pode dar todas as respostas. Daquele sonho antigo ainda subsistem coisas bem estranhas em meus  pergaminhos: - Os guerrilheiros da UNITA em tal assombração chamavam-me de Kato…

E, Kato era um Japonês de olhos longos, e não sei porquê, eu era esse mesmo personagem de olhos rasgados e desmilinguidos, com o nome completo de Katochimotokima que quer dizer António naquela língua de muitos kapas. Tenho assim de carregar na vida a minha cruz, na convicção de nunca poder justificar-me em pleno no papel de T´chingange

E, tal como vós, nosso orgulho, podem sair falsidades com blasfémias. É assim a altura certa de sair do entorpecimento e continuar a transcrever o que meu herói chamado de Alcides Sakala Simões, ainda nos lega: «O Grupo Parlamentar da UNITA vai continuar a lutar para o fortalecimento e afirmação da Assembleia Nacional, como órgão de soberania com identidade própria, autonomia administrativa e financeira, representativa de todo o Povo…

roxo5.jpg Representatividade capaz de interpretar e exprimir em cada momento a vontade soberana do Povo, para o alcance dos objectivos da República de Angola, estabelecidos pela Constituição. Agradecemos aos angolanos pela confiança, o incentivo motivacional, o apoio multiforme e a partilha, afirma…

Sim! A partilha de críticas e sugestões durante as jornadas de proximidade desenvolvidas nas comunidades. Apesar de inúmeras dificuldades enfrentadas pela Administração Parlamentar e os Gabinetes de Apoio aos Grupos de Deputados residentes, expressamos o nosso reconhecimento pelo empenho e diligências para garantir eficiência e eficácia da Assembleia Nacional.

Aos Assessores, Assistentes, Funcionários e Agentes do Grupo Parlamentar da UNITA expressamos o nosso enorme apreço e gratidão. A nossa gratidão aos jornalistas, órgãos de imprensa e plataformas digitais que se dignaram cobrir as actividades do Grupo Parlamentar da UNITA durante o Segundo Ano Parlamentar», fim de citação...

sakala7.jpg Já quase no fim do sonho, surge-me um pássaro chamado de xirikwata a comer-me as malaguetas picantes mas, e também, dando-me consolo em sua forma de chilrear. Tropeçando nas silabas e invisíveis protozoários dum palavrório perdido nas bagatelas dum destino, vibro muito com as luzernas de liberdade de meu maior mano de nome Sakala.

Em sua hodierna página, Alcides Sakala comenta numa declaração alusiva à data de nascimento do Presidente fundador Dr, Jonas Malheiro Savimbi:  "Quando em fim nós passarmos, como os homens da História passam, deixemos para os continuadores, o que não passa". É sob o lema: "Dr. Jonas Malheiro Savimbi – Símbolo da Unidade e Coesão do Partido". Que a UNITA comemorará a quadra alusiva ao 3 de Agosto de 2024…

socie5.jpg Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, da página de Facebook  de Alcides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 15:39
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Sábado, 11 de Janeiro de 2025
VIAGENS . 230

NAS ADUELAS DO BAÚ

DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM ALCIDES SAKALA

- Crónica 3656 – 11.01.2025

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Arazede do M´Puto

sakala2.jpg Andamos para trás ou para a frente de forma aleatória e por serem já coisas diluídas nos cacimbos e kiangalas, podemos ornamentar os factos com ausência de espanto; de só mesmo matando o tempo, de só falar! Gesticulando braveza de fingir, pulando ao redor dum herói de verdade, os luzidios e gordos generais do medo, fizeram a foto macabra para pendurar na parede escura do seu MPLA. Um herói não morre, nunca - só fica no rascunho.

Jonas Savimbi nunca se renderia, nem se ajoelharia, e se fosse capturado nunca deploraria que não o matassem. Não era homem dessa estirpe de covardes. Seria negar-se a si próprio, o que nunca faria. Seria negar o seu projecto de sociedade. Com a sua morte, perdemos uma batalha importante, mas não a guerra.

Recordamos a muita diplomacia lodosa, de quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso do M´Puto, esse que esteve no comando da UE. Por seu turno, também recordamos quando João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptocratas»…

sakala3.jpg Talvez ele, João soares mantenha essa opinião, só que agora com mais fortes razões de o ser! E, das relações escondidas, que o Dr. Soares seu pai já defuntado, manteve confidenciais durante muito tempo, em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista e, onde o movimento da UNITA não era reconhecido».

Pensando muito, aleatoriamente rumei de luzes escuras ao sonho dormido até chegar ao senhor dos anéis: algures num lugar esquecido e rodeado de mato. Alcides Sakala, bebia um chá de casca de mandioca com mel e mais folhas trazidas por um guerrilheiro muito hábil em encontrar esse mesmo mel silvestre; ambos resistíamos à perseguição dos inimigos, rio abaixo sem nunca pararmos por longo tempo. Era a guerra de Angola!

Definhados na sobrevivência, envolvidos de mistérios, e por imperfeitas sentenças de nossas virtudes, fazíamos façanhas aninhados num destino lendário, lugares esquecidos duma terra que no correr do tempo se desvanecia, se omitia em reconhecer alguns, como filhos; terra que se esquecia de nos lembrar, relegar ou, simplesmente desconhecer.

sakala6.jpg Foi no muxito escondido que relembramos a figura de  Mário Soares que de visita às Seychelles, em 1995, em conversa informal com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal»

Edu, não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra num salão, enquanto que Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora! É um verdadeiro líder africano!». Já todos morreram - Tarde piaste, digo de mim para nós mas, e aqui corroboro com ele! Disse assim mesmo ao nosso comum amigo Mac Guiver, que me olhou sem espanto! Ainda preservo esses persistentes sonhos…

sakala7.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange e, do livro de Alides Sakala

(Continua...)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 14:52
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QUEM SOMOS
Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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