Sexta-feira, 14 de Junho de 2024
VIAGENS. 175

NAS FRINCHAS DO TEMPO

DOS TEMPOS DE DIPANDA* A HISTÓRIA DA JAMBA

- Crónica 3586 – 13.06.2024

- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2018 - “Missão Xirikwata”

Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto

roxo170.jpg Do ponto de vista Administrativo a JAMBA funcionava como capital como qualquer Estado do mundo com estruturas que atendiam a Defesa e Segurança, economia, agricultura, pecuária, indústria, educação, saúde, etc. Na Defesa e Segurança, por se estar em período de guerra, todos os seus habitantes tinham a noção clara de que a sobrevivência colectiva dependia basicamente da  instrução  militar com o adequado uso das diferentes armas.

Assim sendo todos os jovens do sexo masculino ao atingirem a idade adulta tinham de ter preparação militar e política para que pudessem ser úteis a si próprios com a necessária cidadania, prontos para integrarem os mais variados órgãos de defesa, diplomacia e segurança se necessário , aprendendo técnicas de comunicação,  informação e contra-informação.

mulola2.jpg Sua estrutura social que tinha pendor militar e paramilitar exigia que usassem vestimenta adequada ao seu enquadramento e, segundo suas aptidões e funções; assim, todos os homens poderiam ou deverem estar fardados dos pés à cabeça. Os dirigentes, tinham por norma graduações militares, podendo andar armados… Eu próprio (T´Chingange), na diáspora,  caso fosse para a Jamba, teria o tratamento do posto de Major…

Como qualquer estado, existiam as polícias (secreta, ordem pública e outras), forças especiais (comandos), batalhões regulares e semi-regulares e forças especiais de guerrilha, etcOs sistemas de comunicações e intercepções militares que em áfrica, poderiam até superar África do Sul, tinham para além dessa, a Israelita, Alemã e Norte Americana. Tinha a VORGAN, rádio resistência das terras Livres de Angola que tinha por missão dar a informação e esclarecer a forma diabólica de como Luanda fazia passar a noticia - com muita deturpação…   

vorgan1.jpg O factor de disciplina e rigor era primordial. A UNITA teve o condão de  introduzir códigos feitos por angolanos, usando parcialmente e, de forma conjugada, usando línguas nativas angolanas. Falando de comunicações e intercepções por exemplo, não havia nenhum plano operativo das FAPLA e da sua força aérea, que não fosse conhecido o que, permitia aos chefes militares delinearem planos de ataque e defesa eficazes…

No tocante ao ensino – foram criadas  escolas do ensino geral e profissionais essencialmente dirigidas por antigos professoras da Administração Colonial,  das missões protestantes e católicas e gente entretanto já formada na Diáspora, em universidades de variados países principalmente europeus e africanos. O Liceu Nacional da Jamba era dirigido pelo Padre Justo Félix.

vorgan2.jpg Leccionavam nos liceus e não só, os melhores quadros que transitaram da administração colonial e do estrangeiro com conhecimentos académicos e científicos certificados. Passam assim à memória os Professores/as: Francisca Prata, Eugénio Manuvakola, Bunju (chegou a ser Ministro da Geologia e Minas de Angola), Elias (vinha dos EUA), Heitor Simões, Toya Tchivukuvuku, Kapapelo, Padre Bongo, Simões Bernardo, Bela Malaquias, Joia Wassuka, Madre/irmã Maria, entre muitos outros e outras.

Na área de ensino de Transmissões Militares por exemplo, não haviam férias e, num ano civil era possível fazerem-se dois anos lectivos, permitindo assim ter em pouco tempo mais letrados e prontos para as tarefas intelectuais. Os melhores alunos (média igual ou superior a 15 valores) eram seleccionados para continuarem a estudar na Costa do Marfim, Senegal, França e Portugal, entre outros…

ARAUJO248.jpg

Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos  espalhados pelo mundo.

Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações do baú de T´Chingange.

(Continua…)

O Soba T´Chingange



PUBLICADO POR kimbolagoa às 07:21
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