NAS ADUELAS DO BAÚ
DOS TEMPOS DE DIPANDA * - MEMÓRIAS DE UM GUERRILHEIRO – COM MARCIAL DACHALA
- Crónica 3685 – 19.07.2025
- Escritos boligrafados, aleatoriamente após 1975 e, ou entre os anos de 1999 a 2025 - “Missão Xirikwata”
Por: T´Chingange (Otchingandji)** – O NIASSALÊS em Lagoa do M´Puto
Em Angola, a construção da ordem política e do Estado pós-guerra ocorreu em simultâneo com a massificação do partido usurpador do poder – MPLA. Quase sene a presença do partido era mais visível e eficaz do que a presença do Estado e da administração pública e seu controlo de oportunidades - rendas para fins de lealdade, de amiguismo ou camaradagem,,,
Em Angola, a securitização (A securitização possibilita que empresas utilizem suas dívidas como um produto financeiro. Assim, podem antecipar o recebimento de recursos para financiar seus projectos.). Assim, consistiu numa infraestruturas de poder que protegeu e protege o projecto político hegemónico da Presidência e das elites…
Aquilo foi e, continua sendo uma estratégia, um aparato, e uma política de governo, onde o aparelho de segurança e de Estado protegem a ordem política e não a ordem pública; velando pelos interesses partidários, seus tentáculos e não pelos interesses nacionais – um perfeito polvo…
Um polvo que durante cinco décadas vimos no poder da Presidência. Crescer e eclipsar até o próprio MPLA e evidentemente, os demais partidos que sempre ficaram na subsidio dependência, limitados aos ossos e minudências do repasto governamental e, com farta e feia vilanagem.
Houve um processo de centralismo e de acumulação de poder e de funções estratégicas na Presidência e em particular na Casa de Segurança da Presidência, que controlava e cominua controlando todos os portfólios; os mais importantes de governação do país. Alguns vão sendo sediados num engodo dolarizado com benesses visíveis aos demais, principalmente ao povo que sempre chafurda na resiliência.
Inicialmente, João Lourenço, o actual presidente, tentou reformar a economia com a intervenção do Fundo Monetário Internacional, com a política de luta contra a corrupção e edecéteras esquisitos como os processos de privatização de empresas do Estado, e algumas tentativas de diversificação da economia. Não obstante, não conseguiu tirar o país de uma recessão “permanente”
E, dando vós a Marcial Dachala "Salundilili", na primeirissima pessoa, pode ler-se: «A UNITA, graças às gerações que se juntaram àquela fundadora e, desde 1975, coube assumir a vanguarda da luta pela inclusão definitiva da democracia na vida: política;socio-cultutral e económica de angola e dos angolanos. Estas gerações também deram o melhor de si para o alcance e consolidação da paz militar.»
E, continua: «Do ponto de vista histórico é a agenda que, em 1975, preconizava a democracia que o nosso país está a seguir ( embora enviesada) O propósito deste texto é que a nossa democracia tem 50 anos . E, destes, só 15, são de Paz . No entanto esta já permitiu a realização de vários pleitos eleitorais: Eleições gerais em 1992; Eleições legislativas de 2008; Eleições gerais de 2012; Eleições gerais de 2017 e Eleições gerais de 2022.»
Das eleições gerais ocorridas aos 23 de Agosto de 2017, que foram as quartas na história da democracia angolana com todos os seus quês de legítimas reclamações dos partidos na oposição respondidas por improcedências e extemporaneidade cortantes e até acusações da organizadora, pode deduzir-se que a CNE e do árbitro, o TC, despejaram-nos narrativas…
CNE e TC, decantaram, na nossa opinião, o seguinte: Nós os angolanos somos realmente um povo específico: disciplinado, ordeiro, ciente do seu futuro e pleno de nobreza. Esta nossa especificidade merece sim a admiração doutros povos. Devemos, no entanto, precaver-nos de qualquer veleidade de sermos um exemplo para África e o Mundo. A humildade ficar-mos-á melhor! - "Salundilili"…
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Nota 1: *Dipanda é o somatório das coisas positivas e negativas que ocorreram antes e, durante os longos anos da crise Angolana e, na diáspora de angolanos espalhados pelo mundo.
Nota 2: **Texto elaborado a partir das anotações actuais de Marcial Dachala "Salundilili" e de T´Chingange na diáspora…
(Continua...)
O Soba T´Chingange

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