Sexta-feira, 1 de Setembro de 2023
VIAGENS . 67
NAS FRINCHAS DO TEMPO – NO REINO XHOBA - (HOODIA)
"DOS TEMPOS DE DIPANDA“ - Crónica 3477 – 01.09.2023
- Escritos boligrafados da minha mochila – Um mar de acácias, no “Estado Livre de Fiume” em Grootfontein
– No Otjozondjupa da Namíbia…
Por acácia rubra2.jpegT´Chingange (Otchingandji) – Em Lagoa do M´Puto

ÁFRICA7.jpg Como se fosse um cofre, viemos futurar o destino em África, olhando dentro dele, ver o que já foi passado quando se abre e que, após seu fecho, só se pode pressentir o que poderá vir a acontecer, nada mais! Os segredos de Deus só a Ele pertencem! Na voz do bom senso, terei de esperar o amanhã, sem mais nada ter que fazer.

Assim, através do mato, desbravando os dias nas savanas de África sem fim, um mar de acácias, espinheiras em montes ardentes, campos sem cultivo intensivo, lugares habitados por kudus, búfalos, zebras e leões, aconteceu – bola prá frente… Sabendo de antemão, que o deserto não é só aquilo que a nossa mente se costumou a interiorizar.
 
Pelo que se lê ou pelo que se ouve, sempre na vontade e na natureza das coisas, observamos que Deus andou por aqui sem ser visto e, por ali também, Isso! Omnipotente e omnipresente… Só que os livros, nem nos escritos, mesmo que apócrifos, nada dizem de que alguma vez por aqui terem andado os apóstolos João, Zakarias ou Malakias e, se por ventura aqui veio o Eliseu, subiu ao céus rodopiando como um saca-rolhas e, saído do ventre de um baobá, árvore garrafa conhecida de imbondeiro.

araujo1.jpg Que se saiba foi o único ser humano que subiu vivinho da costa até o grande salão de São Pedro - foi mesmo esse Eliseu! Que eu saiba, só o designado santo homem, numa forma fenomenal subiu aos céus de forma côngrua ainda em vida; ele tinha uma forte vontade de ir para junto de Deus e, foi em espiral que fez sua derradeira viagem astral. Creio que por lá ficou! Muitos acham que Elias, que também subiu ao céu em carro de fogo, cavalos de fogo e, edecéteras! Seria um ET? Porque não! Aqui, na terra dos espinhos longos, pensa-se em tudo…

Diz a Bíblia que ele subiu em um redemoinho mas, cada um de nós vai interpretar isto de uma outra qualquer forma; outros acharão ser uma patranha maior do que o universo desconhecendo que este não tem fim, que não tem quatro linhas como fronteira. E, em verdade nem resultará irem desenterrar ossos feitos cinza, as queixadas dum qualquer santo ou mesmo escritos apócrifos de baús duvidosos, porque há verdades que nunca estarão ao nosso alcance.

fiume9.pngA incerteza sempre irá prevalecer porque o condão do saber e do sempre querer, estarão encerrados na ilusão do que somos: nada!Nunca iremos descobrir tudo e melhor será, este assim. Antes que me perca em devaneios, volto à cidade de Fiume, em Croata Rijeka (ambos os nomes, em português, significam "Rio"), que recebeu autonomia pela primeira vez em 1719, quando com o decreto do imperador Carlos VI foi declarada porto franco. Em 1779, nos tempos de Maria Teresa da Áustria foi fundado o Corpus Separatum. Desde então, e até 1924, Fiume existiu como entidade autônoma com elementos de um Estado.

Na cidade, viviam italianos, croatas, eslovenos, húngaros, alemães e outras etnias. O status particular da cidade criou um sentimento de nacionalismo dos habitantes em relação a Fiume. As línguas oficiais eram o húngaro e o alemão, enquanto que para a correspondência oficial era usado o italiano. A língua do povo era o fiumano, um dialeto particular da língua vêneta com alguns empréstimos e influência da língua croata.

Mvuu2.jpg Com a derrota do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra Mundial, o status da cidade de Fiume tornou-se um problema internacional: a assim chamada "questão de Fiume". Durante a controvérsia entre o Reino da Jugoslávia e o Reino de Itália, as forças internacionais propuseram a fundação de um Estado independente. Em 12 de Novembro de 1920 o Reino de Itália e o Reino de Jugoslávia firmaram o Tratado de Rapallo, com o qual as duas partes reconheciam a total independência do Estado de Fiume e prometiam respeitá-la.

Com tal acto foi fundado o Estado Livre de Fiume, o qual existiu com duração de quatro anos. Agora que me estiquei nesta explicação, acho que terei de ir até ao fim prestando homenagem a esses sonhadores e exploradores fiumanos que tiveram essa sorte de o não serem expulsos numa farsa chamada de descolonização do TUNDAMUNJILA* (referente a Angola)… Sendo assim a todos os refugiados e retornados de Angola, poderemos chamar de TUNDAMUNJILANOS por obra e graça de um tal CR – Concelho da Revolução do M´Puto…

Nota* ; Tunda a m´jila – Vai-te embora…
(Continua…)
O Sob T´Chingange


PUBLICADO POR kimbolagoa às 18:05
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Temos um Hino, uma Bandeira, uma moeda, temos constituição, temos nobres e plebeus, um soba, um cipaio-mor, um kimbanda e um comendador. Somos uma Instituição independente. As nossas fronteiras são a Globália. Procuramos alcançar as terras do nunca um conjunto de pessoas pertencentes a um reino de fantasia procurando corrrigir realidades do mundo que os rodeia. Neste reino de Manikongo há uma torre. È nesta torre do Zombo que arquivamos os sonhos e aspirações. Neste reino todos são distintos e distinguidos. Todos dão vivas á vida como verdadeiros escuteiros pois, todos se escutam. Se N´Zambi quiser vamos viver 333 anos. O Soba T'chingange
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